30 de dez de 2011

                                  Aos nossos leitores: um Feliz 2012!

Fonte: Getty Images

Europeana atinge 20 milhões de itens

A biblioteca digital Europeana atingiu a marca de 20 milhões de itens, aumentando o seu acervo em dez vezes desde o seu lançamento inicial em 2008. O item do vigésimo milhão é a pintura histórica bíblica de Davi e Golias, pintado por Caravaggio em 1600-1601.
A Europeana é um ponto único de acesso a milhões de livros, pinturas, filmes, objetos de museus e documentos de arquivos que foram digitalizados em toda a Europa. É uma excelente fonte autorizada de informações provenientes de instituições culturais e cientificas da Europa.

Base de dados criogênicos

O Banco de Dados Criogênicos é um sítio criado pela Cryogenic Society of America que contem artigos científicos e informativos relativos à indústria do tratamento criogênico. Ele provê inúmeros exemplos de aplicações, tais como: freios, carros de corrida, aparelhos de som, ferramentas industriais e artigos esportivos.

'Bambi' é registrado como tesouro nacional dos EUA

Fonte: SRZD. Data: 29/12/2011.

URL: www.sidneyrezende.com/noticia/157042+bambi+e+registrado+como+tesouro+nacional+dos+eua

"Bambi", "Forrest Gump", El Mariachi" e outros 22 filmes serão preservados pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, e tem como objetivo conservar os tesouros nacionais, artísticos e culturais, por sua influência na cultura americana.
Por representarem "a rica diversidade criativa e cultural do cinema americano", os filmes que cobrem um período que vai de 1912 a 1994, passarão a engrossar o catálogo nacional de filmes de prestigiada biblioteca.
Por deleitar gerações desde sua estreia há cerca de 70 anos, "Bambi", clássico de animação de Walt Disney, foi eleito por ser atemporal, não só pela forma da fábula, como a beleza de suas imagens.
Anualmente 25 filmes são eleitos entre milhares de propostas apresentadas pelo público, pela Biblioteca do Congresso dos EUA. É levada em consideração sua importância "cultural, histórica e estética" e sua relevância para a cultura do país.
Entre a lista os clássicos: "Farrapo Humano", de Billy Wilder, "O Cavalo de Ferro" e "O Garoto", de Charles Chaplin. Nas obras mais recentes: "O silêncio dos inocentes" e "O preço do desafio".
Estes filmes serão classificados e submetidos a um processo de conservação para que possam ser assistidos pelas gerações futuras.

Biblioteca Municipal de Londrina deixa de receber 300 livros por ano

Fonte: O Diário (Londrina, PR). Data: 29/12/2011.
URL: http://londrina.odiario.com/londrina/noticia/526065/biblioteca-municipal-de-londrina-deixa-de-receber-300-livros-por-ano/
Um levantamento interno da Biblioteca Municipal de Londrina aponta que cerca de 300 livros não foram devolvidos neste ano de 2011. A unidade conta com um acervo com aproximadamente 78 mil obras disponíveis, no entanto, devido à prática de alguns leitores, muitos livros ficam por tempo indeterminado sem retornar para as prateleiras.
NoticiasRelacionadas:
A diretora da Biblioteca, Rosangela Maria Rocha de Melo, contou nesta quinta-feira (29) que a falta de devolução ocorre em todo o ano, mas principalmente após os meses de março e agosto. "A gente percebe que nesses meses há uma retirada maior de obras, mas o retorno não vem na mesma proporção, infelizmente", comentou.
Ela explicou que há uma série de advertências que o estabelecimento toma para evitar que os usuários da biblioteca não deixem de entregar as obras.
Hoje, cada cidadão pode pegar até três livros, desde que faça o cadastro informando dados pessoais e seja informado do regulamento de empréstimo. A quantidade pode ser aproveitada e devolvida em até sete dias, podendo assim fazer a renovação por mais três vezes caso haja necessidade.
"Se a pessoa não devolve na data marcada, nós já entramos em contato e avisamos do atraso. A pessoa pode ser suspensa de retirar livros e esse período vai depender do número de dias que o material está atrasado", comentou.
Outra situação é a negociação dos dias em atraso. Nesse caso, o leitor pode ainda fazer a doação de outro livro ou jornal sugerido pela direção da biblioteca. Condições do produto também são analisadas. "O pedido surge justamente por conta de outras pessoas que não devolveram e essas obras acabam faltando no acervo", comentou.
Os motivos que levam as pessoas a não devolver os livros são vários, como perda, esquecimento, extravio, furto entre outros.
Biblioteca Municipal de Londrina
Avenida Rio de Janeiro, 413. Telefone: (43) 3371-6500.
Londrina, PR

Novo número do Biblionline

Acaba de ser publicado o novo número do Biblionline (v. 7, n. 2, 2011). Abaixo o sumário deste número:
Editorial
Indicadores do Biblionline, porque “navegar é preciso. Joana Coeli Ribeiro Garcia.
Artigos de revisão
A contribuição da preservação de documentos e a (re) construção da memória. Nadina A. Moreno, Maria Aparecida Lopes, Ivone Guerreiro Di Chiara.
Levantamento da produção científica brasileira sobre suicídio de 1996 A 2007. Alice Ferry de Moraes, Telma Maria de Oliveira.
Considerações sobre a preservação de documentos em formato digital. Ana Claudia Lopes Almeida, Genoveva Batista Nascimento.
Pesquisa em andamento
Aplicando a gestão da qualidade no serviço arquivístico. Alini Casimiro Brandão.
Relatos de pesquisa
Evolução e tendências das pesquisas em gestão do conhecimento no campo da ciência da informação. Jobson Louis Santos de Almeida, Emeide Nóbrega Duarte.
Recursos linguísticos para análise de vocabulário controlado: o caso do SAUSP. Jessica Camara Siqueira.
Proposta de um modelo de expansão da classificação de coelhos de raça na CDU. Hamilton Rodrigues Tabosa, Cyntia Chaves de Carvalho Gomes Cardoso.
Relatos de experiencia
O uso do marketing na comunicação de produtos e serviços em unidades de informação: o caso da Seção de Multimeios da Biblioteca Central da UFPB. Walqueline da Silva Araújo, Márcio Bezerra da Silva, Alzira Karla Araujo da Silva.
Resumos de monografias
Arquitetura da informação para web: um estudo do Portal Administradores.com.br Maria Amélia Teixeira da Silva, Guilherme Ataíde Dias

28 de dez de 2011

Verbas para bibliotecas públicas

Lucas do Rio Verde e Colíder terão verbas para modernizar bibliotecas
Fonte: Só Notícias. Data: 27/12/2011.
URL: www.sonoticias.com.br/noticias/3/142242/lucas-do-rio-verde-e-colider-terao-verbas-para-modernizar-bibliotecas
Autor: Weverton Correa.
A Fundação Biblioteca Nacional divulgou os 200 municípios do país que terão bibliotecas públicas modernizadas e implantadas no Programa Livro Aberto 2011/12. Nove são de Mato Grosso. As relações divulgadas no Diário Oficial da União, hoje, apontam que Lucas do Rio Verde, Colíder, Juara, Comodoro, Nobres, Poxoréu e Vila Rica terão as unidades modernizadas. Já Araguaiana e Paranatinga terão suas primeiras bibliotecas públicas.
O projeto é uma parceria entre os ministérios da Cultura e da Educação, sob coordenação do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), da Fundação Biblioteca Nacional. O valor dos recursos para cada cidade, suas respectivas transferências e as ações detalhadas, ainda devem ser confirmadas.
Na modalidade implantação, por exemplo, os municípios precisam disponibilizar um espaço com pelo menos 80 metros quadrados. Além de mobiliário e equipamentos, com o incentivo, também "ganham" cerca de dois mil exemplares de livros de sete gêneros, de literatura a ciências exatas. No caso da modernização, as demandas devem ser levantadas.

27 de dez de 2011

Metas do Plano Nacional de Cultura já começam a ser cumpridas

Fonte: Voz da Cidade. Data: 26/12/2011.
URL: www.avozdacidade.com/site/page/noticias_interna.asp?categoria=3&cod=10256
O Ministério da Cultura dá, esta semana, o primeiro passo para o cumprimento das 53 metas do Plano Nacional de Cultura a ser desenvolvido até 2020. A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), instituições vinculadas ao MinC, e o Arquivo Nacional, do Ministério da Justiça, assinam o acordo de cooperação técnica visando a integração de documentos de 10 mil instituições de memória social (bibliotecas, museus e arquivos). Com isso, começa a se configurar o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), presente em quatro metas do MinC. Além disso, a partir do acordo, serão desenvolvidas políticas conjuntas para, entre outras coisas, modernizar essas instituições, o que é também uma das metas do PNC.
Com o sistema – que é muito maior que este acordo -, em um único lugar, todos os agentes poderão ter acesso às informações do segmento cultural, além de poderem alimentar o banco de dados. A partir da implantação do SNIIC, o Brasil se iguala a outros países da América Latina que já possuem um banco de dados cultural: Argentina, Uruguai, Colômbia e México, além do próprio Mercosul.
A meta do Ministério da Cultura é que até 2020 todas as unidades da federação possam atualizar o sistema e pelo menos 60% dos municípios brasileiros coloquem suas informações no banco de dados. Também se pretende que, em oito anos, todas as bibliotecas públicas do país e 70% dos museus e arquivos disponibilizem informações sobre seus acervos no SNIIC. A assinatura do acordo, na quarta-feira, é uma das ações para a efetivação desta meta.
Com o sistema implantado, o cidadão poderá, por exemplo, saber se existe um equipamento cultural perto de sua casa. Por outro lado, governos podem trocar informações online e ter acesso a dados sem burocracia.
A criação do sistema será feita em quatro frentes. Uma delas é a integração do chamado sistema MinC, ou seja, todas as secretarias e instituições vinculadas do ministério. Paralelamente, serão integrados dados dos participantes do Sistema Nacional de Cultura (SNC) – estados e municípios. Informações de outros órgãos do governo federal, como Arquivo Nacional, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre outros, também comporão o projeto, assim como a sociedade civil, que poderá inserir dados, em uma plataforma colaborativa, como nas redes sociais.
Acordo interministerial
O acordo entre o Ministério da Cultura – através do Ibram e da FBN – e o Ministério da Justiça, por meio do Arquivo Nacional, irá promover ações de cooperação técnica entre estas instituições, geridas pelo Programa de Integração de Instituições de Memória Social. Todas as instituições dos sistemas das três áreas (biblioteconomia, museologia e arquivologia) estarão integradas.
Também se pretende integrar o cadastro de profissionais e especialistas em áreas de interesse comum que atuem nos três segmentos. Com o acordo será possível também atender à meta do PNC de, até 2020, 50% das bibliotecas públicas e museus estejam modernizados. O acordo irá vigorar por quatro anos, podendo ser prorrogado por iguais e sucessivos períodos.

Replicação do DNA

Criado pelo Departamento de Biologia Celular e Molecular da Universidade de Harvard é um sítio que apresenta animações relacionadas com o processo de replicação do DNA.

Biociência no século XXI

Criado pela Lehigh University (Estados Unidos) inclui tópicos sobre doenças infecciosas, câncer, genoma, células-tronco e bioinformática. É um ótimo sitio com recursos educacionais para universitários.

Módulos de Anatomia e Fisiologia.

A Faculdade de Educação e Desenvolvimento Humano da Universidade de Minnesota (Estados Unidos) criou um conjunto interativo de recursos projetados para ajudar os estudantes universitários nas áreas de anatomia e fisiologia. Os visitantes podem escolher temas como a bioquímica, o coração e o sistema reprodutivo em um formato parecido com um programa de televisão. Também existe uma seção com testes auto-aplicáveis onde podem ser testados os conhecimentos sobre quinze tópicos diferentes.

Editoras travam 'guerra do e-book' com bibliotecas

Autor: Randall Stross.
Fonte original: The New York Times.
Fonte brasileira: O Estado de S. Paulo. Data: 26/12/2011.
No ano passado, o Natal foi o maior dia isolado para as vendas de e-books (livros eletrônicos) da editora HarperCollins, e tudo indica que isso tenha se repetido agora, por causa da forte demanda por e-readers (leitores eletrônicos) como o Kindle e o Nook. A Amazon anunciou, no último dia 15, que tinha vendido 1 milhão de Kindles em cada uma das três semanas anteriores.
Mas é possível também que o número de visitantes nas seções de e-book de sites de bibliotecas públicas deva também estabelecer um recorde. E isso é uma fonte de grande preocupação para as editoras. Para elas, tomar emprestado um e-book de uma biblioteca ficou fácil demais.
Preocupadas com que as pessoas cliquem para emprestar um e-book de uma biblioteca em vez de comprá-lo, todas as grandes editoras dos Estados Unidos agora bloqueiam o acesso de bibliotecas à forma eletrônica, ou a todos os seus títulos ou aos publicados mais recentemente.
Emprestar um livro impresso de uma biblioteca impõe um inconveniente a seus clientes. 'É preciso ir até a biblioteca para pegar um livro emprestado e para devolvê-lo', diz Maja Thomas, vice-presidente sênior encarregada da divisão digital do Hachette Book Group.
E cópias impressas não duram para sempre; as que são mais procuradas, em geral, têm de ser trocadas. 'Vender um exemplar que poderia ser emprestado infinitas vezes sem nenhum atrito não é um modelo de negócio sustentável para nós', disse Thomas. A Hachette parou de fornecer seus e-books a bibliotecas em 2009.
Restrições. O e-lending (empréstimo eletrônico) não ocorre sem atritos. O software garante que somente um cliente possa ler um exemplar de e-book de cada vez, e as pessoas que encontram uma lista de espera por um certo título podem se decidir por comprá-lo.
Ao explicar a política da Simon & Schuster, que nunca tornou seus e-books acessíveis a bibliotecas, Elinor Hirschborn, vice-presidente executiva e diretora digital, diz: 'Estamos preocupados em evitar que autores e editoras sejam prejudicados pelo e-lending.' Hirschborn diz que a razão para as editoras não se preocuparem com as perdas de vendas com os empréstimos de livros impressos por bibliotecas é que comprar um livro é mais fácil - não exige uma viagem de volta da livraria - e o comprador tem um objeto físico colecionável depois de o ler.
Para impedir que sua receita sofra um golpe de vendas perdidas para indivíduos, as editoras precisam de alguma forma dificultar a vida de quem quer emprestar livros digitais ou aumentar os preços cobrados das bibliotecas. Embora cobrar mais das bibliotecas pareça uma ideia perversa, é preciso considerar que a edição em brochura de um livro provê uma experiência custosa para seus compradores também em termos de tempo de espera. O atraso da disponibilidade da cópia em papel permite que a editora separe aqueles compradores de livros dispostos a pagar um prêmio para ler o livro mais cedo dos que estão dispostos a esperar para gastar menos.
Thomas, da Hachette, diz: 'Conversamos com as bibliotecas sobre as várias saídas disponíveis', como limitar o número de empréstimos permitidos ou excluir títulos recentemente publicados. Ela acrescenta que, por enquanto, não há nenhum acordo.
Limite. A HarperCollins é uma grande editora que deu o passo de mudar os acordos tradicionais com bibliotecas. Desde março, parou de vender e-books a bibliotecas para uso ilimitado, o que vinha fazendo desde 2001. Agora, começou a usar um licenciamento do uso de cada exemplar de e-book para um máximo de 26 empréstimos. Isso afeta apenas os títulos mais populares e não tem nenhum efeito prático nos outros. Após o limite ser atingido, a biblioteca pode recomprar direitos de acesso.
A medida foi promovida, segundo a empresa, por temores de que continuar a vender e-books nos termos ilimitados levaria a uma diminuição das vendas de livros e dos royalties pagos a autores. A HarperCollins teve mexeu com a ideia de que uma biblioteca pode fazer o que quiser com um livro. A ação da editora muito provavelmente beneficia a maioria das partes porque dá aos clientes da biblioteca acesso aos últimos títulos na forma e-book enquanto protege os interesses financeiros de editoras, autores e livrarias.
Robin Nesbitt, diretora de serviços técnicos da biblioteca metropolitana de Columbus, Ohio, diz que não faz objeção ao limite da HarperCollins. 'Não me importo de comprar um título e depois ter de comprá-lo de novo - faço isso agora com os livros impressos', diz. 'Sei que muitas bibliotecas estão possessas por achar que 26 empréstimos é muito pouco - mas como saber se 26 é pouco sem testar?'
Nesbitt acrescenta, porém, que muitos clientes de bibliotecas não sabem que há editoras que simplesmente não vendem e-books para empréstimo. Ela diz que é difícil 'explicar a nossos clientes por que não temos tudo'.
As editoras que estão restringindo esperam a consolidação de uma abordagem comum a todo o setor. Mas um acordo não parece iminente. David Young, presidente executivo da Hachette, afirma que as editoras não podem se reunir para discutir padrões por causa das preocupações antitrustes. 'Isso acaba por dificultar a busca de um consenso', ressalta.
Enquanto muitas grandes editoras entraram efetivamente em greve, mais de mil editoras menores, que não têm vendas de best-sellers que precisam de proteção, ficam felizes de vender e-books a bibliotecas.
Isso significa que a biblioteca pública tem muitos e-books disponíveis para os interessados - sem espera. Tornar esses livros menos conhecidos acessíveis a clientes renova a função primordial das bibliotecas: oferecer aos leitores um lugar para descobertas.

26 de dez de 2011

Bélgica nos brinda com um belo presente

O Conselho de Administração do FRS-FNRS (Fund for Scientific Research da Bélgica - francófona) anunciou, oficialmente, que decidiu utilizar Repositórios Institucionais, exclusivamente, como fontes de dados bibliográficos em suporte à avaliação de submissão de pedidos de auxílios à pesquisa ou bolsas (exceto para candidatos estrangeiros), a partir de 2013 (fortemente encorajados em 2012).
A FRS-FNRS é a principal agência de fomento para a pesquisa básica na Federação de Wallonia-Brussels.
Segundo, Stevan Harnad, esta é a primeira iniciativa a estender, a uma agência de fomento, uma das principais características do modelo instituído pelo prof. Bernard Rentie, o “modelo de Liège”, mandato adotado em uma instituição de pesquisa para implantação de um RI. Tal modelo inclui o modelo ID/OA.
Vejam matéria completa no Blog do Kuramoto: www.kuramoto.blog.br/

Ministério da Agricultura inaugura biblioteca virtual

Autora: Natacha Roberto.
Fonte: Jornal de Angola. Data: 24/12/2011.
O ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural e Pescas, Pedro Canga, inaugurou quinta-feira, em Luanda, uma biblioteca virtual da instituição que vai servir de apoio aos pesquisadores, estudantes e utilizadores interessados em investigar as actividades desenvolvidas no sector e na Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (FAO).
Pedro Canga considerou, ao discursar no acto de inauguração, a biblioteca virtual como um acervo de pesquisa importante que visa ajudar os trabalhadores do ministério, pesquisadores e outros utilizadores na busca de informações cruciais para a realização de investigações.
“Os utilizadores interessados em ter acesso às informações na biblioteca virtual terão disponíveis informações das actividades realizadas pelo ministério ao longo dos anos e 60 mil obras da FAO”, disse.
A aquisição do acervo bibliográfico digital foi financiado pelo Executivo em parceria com a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
O representante da FAO em Angola, Mamadou Diallo, afirmou que a parceria se insere no âmbito da execução do projecto de cooperação técnica entre Angola e a organização. “É a actividade a ser executada no sector rural que vai garantir reforçar as capacidades dos quadros nacionais encarregados da gestão do Centro de Documentação do ministério”, acentuou.
Mamadou Diallo destacou a importância do domínio das tecnologias de informação e comunicação, o que permitirá o armazenamento de maior quantidade de informação de rápido acesso e um intercâmbio com outras bibliotecas do género. “A biblioteca vai facilitar a criação de uma rede nacional e acesso às informações da FAO e ao sistema internacional”, realçou.
Na sua opinião, os quadros do ministério vão adquirir novas ferramentas e conhecimentos de diferentes formatos digitais adequados às novas tendências.
O consultor Fidel Viegas, que orientou um curso de adaptação à biblioteca virtual, disse que o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural e Pescas decidiu transferir o acervo físico existente para a nova ferramenta digital, com vista a facilitar o trabalho dos profissionais e pesquisadores. “A formação visou explicar aos profissionais da agricultura como funciona a introdução de documentos no sistema digital”, esclareceu.

UFGD iniciará construção de biblioteca e laboratórios em 2012

Fonte: Campo Grande News. Data: 24/12/2011.
Autor: Fernand da Mata.
A UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) iniciará, em 2012, as obras de construção da biblioteca da FADIR (Faculdade de Direito e Relações Internacionais), do Laboratório de Pesquisa em Ciências da Saúde e do Núcleo de Pesquisa em Administração, Ciências Contábeis e Economia.
Segundo a instituição, o investimento previsto é de R$ 2.082.685,06, provenientes de recursos federais. A previsão é de que as obras estejam concluídas e à disposição da comunidade ainda em 2012.
Dos cerca de R$ 2 milhões licitados, R$ 1.634.467,00 é originário da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). O restante dos recursos deverá sair do orçamento da UFGD.
Além desses, ainda foi licitado e empenhado recursos para construção do Centro de Estudos Indígenas no valor de R$ 1,6 milhão com área total de 1.587,61 m2, também para início de 2012.
Com esses prédios, a UFGD chega a 39 novas edificações desde a sua criação em 2006, sendo que 21 estão concluídas, 14 estão em execução e quatro serão iniciadas em 2012. Ao todo foram licitadas 69 obras de reformas, ampliação e construção.

23 de dez de 2011

Ilustrações da medicina medieval

Preparado pelo Professor Loren C. MacKinney, da University of North Carolina, este sitio apresenta uma importante coleção de manuscritos e cerca de 1.000 imagens relacionadas com a medicina medieval.

Ciclo de vida das plantas

Quantas são as partes de uma flor? Este é uma das questões que podem ser respondidas por este sitio da internet e que oferece muita informação sobre o ciclo de vida das plantas.

Editores apóiam criação de biblioteca global para cegos

Fonte: Boletim GIE. Data: 16/12/2011.
Editores da França, Reino Unido, Estados Unidos e África do Sul assinaram em outubro acordos de licenciamento com o TIGAR, um projeto piloto criado pela International Publishers Association (IPA, na sigla em inglês) em colaboração com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), entidade ligada à ONU, em prol da acessibilidade da leitura.
O TIGAR tem por objetivo estabelecer uma rede internacional de bibliotecas que permitam a cooperação entre editores interessados na conversão de arquivos digitais em formatos acessíveis para deficientes visuais. A iniciativa também permitirá o intercâmbio dos arquivos convertidos.
Desde setembro a IPA tem coletado assinaturas de editores interessados em participar do projeto.
Maiores detalhes no URL: www.visionip.org/tigar/en/

Novo número da "Perspectivas em Gestão e Conhecimento"

Acaba de ser publicado o v. 1, n. 2, 2011, da revista "Perspectivas em Gestão & Conhecimento" publicada pela Universidade Federal da Paraíba.
Leia abaixo o sumário deste número; o texto completo pode ser consultado no URL: http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/pgc

Editorial

  • Publicação sobre gestão e conhecimento: cooperação solidária em busca por uma contributiva excelência. Jorge de Oliveira Gomes, Luciana Ferreira da Costa.

Carta aos Leitores

  • Cooperação profícua entre a Universidade Federal da Paraíba e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Emir José Suaiden.

Artigos de Revisão

  • Gestão da noite e oportunidades de desenvolvimento dos territórios. Teresa Alves.
  • Uso das fontes de informação para a geração de conhecimento organizacional. Charles Rodrigues, Ursula Blattmann.
  • Processo de pensamento da teoria das restrições: uma abordagem para compreensão, aprendizagem e ação sobre problemas complexos. Daniel Pacheco Lacerda, Luis Henrique Rodrigues, Secundino Henrique Corcini.
  • The essence of entrepreneurial process and the complexity of the individual: perceptions from the perspective of knowledge typologies. Thais Vick, Marcelo Seido Nagano, Bárbara Ilze Semensato.
  • Política nacional de informação e informática em saúde: avanços e limites atuais. Ricardo Bezerra Cavalcante, Marta Macedo Kerr Pinheiro.
  • Um olhar teórico sobre os processos de aprendizagem organizacional e a possibilidade de sua relação com a mudança estratégica nas organizações. Daniele Maria Vieira do Nascimento, Ionete Cavalcanti de Moraes,
  • Cenário mundial dos resíduos sólidos e o comportamento corporativo brasileiro frente à logística reversa. Cristina Maria Dacach Fernandez Marchi.
  • Capital social, democracia e desenvolvimento. Silvia Adriane Teixeira Amaral, Luciene Dal Ri.

Relatos de Pesquisa

  • Gestão do conhecimento: uma análise das pesquisas brasileiras desenvolvidas na primeira década do século XXI. Ewerton Alex Avelar, Eliane Apolinário Vieira, Thiago de Sousa Santos,
  • Gerenciamento de documentos eletrônicos: estudo de caso com o sistema de gestão de conteúdo PLONE. Marcello Peixoto Bax, Josmária Lima Ribeiro de Oliveira, Daniel Mendes Barbosa.
  • Knowledge management at EMBRAPA: sharing our experience on the building of a collaborative model. Rivadávia Correa Drummond de Alvarenga Neto, Job Lúcio Gomes Vieira,
  • O impacto da tecnologia da informação na gestão hospitalar: o caso do Hospital Santa Cruz revisitado. Luis André Wernecke Fumagalli, Luciana Cláudia Piva, Heitor Takashi Kato.
  • Sistematização da gestão do conhecimento: um estudo a partir da experiência na elaboração de um manual de segurança em uma empresa de energia. Marcela de Sá Marques Bezerra, Gilson Brito Alves Lima,
  • O geoparque araripe como pólo difusor do conhecimento no semi-árido nordestino. Francisco Ricardo Duarte, José Garcia Vivas Miranda.
  • Um estudo sobre as competências gerenciais de pequenas empresas de confecções no município de Caruaru/PE. Maria das Graças Vieira, Maria Auxiliadora do Nascimento Melo.
  • Concepções e práticas educativas baseadas na gestão do trabalho com projetos. Christianne Medeiros Cavalcante.
  • Bibliotecas públicas e imagem organizacional: diferentes olhares. Maria Cleide Rodrigues Bernardino, Emir José Suaiden.

Pontos de Vista/Comentários

Las premisas esenciales de la preservación digital. Barbara Muñoz de Solano y Palácios.

São Paulo conclui informatização dos acervos de bibliotecas

Fonte: Prefeitura de São Paulo. Data: 20/12/2011.
A cidade de São Paulo conclui a informatização de todos os acervos das bibliotecas públicas da capital, que havia começado em 2005. Isto significa que, agora, a população pode consultar o acervo completo – 2,5 milhões – pela internet e verificar a disponibilidade dos livros. A busca pode ser feita neste site por meio do título, autor, assunto ou editora, nas bibliotecas que fazem parte do sistema, que é o maior do país.
Os cidadãos também passam a usar um cadastro único para emprestar livros de qualquer biblioteca. São, ao todo, 52 bibliotecas de bairro, mais a Mário de Andrade, a segunda maior do país, quatro bibliotecas do Centro Cultural São Paulo, 10 ônibus-biblioteca, uma biblioteca do Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso e 14 Pontos de Leitura. A cerimônia que marcou o encerramento da informatização dos acervos ocorreu ontem, na Biblioteca Alceu Amoroso, no bairro de Pinheiros.

22 de dez de 2011

Formato usado para arquivar imagens captadas por satélites está sendo utilizado para armazenar manuscritos milenares

Fonte: Portal Ig. Data: 21/12/2011.
URL: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/tecnologia-espacial-permite-digitalizar-manuscritos-do-vaticano/n1597419171459.html
Livros da biblioteca do Vaticano estão sendo digitalizados com tecnologia usada em satélites espaciais. O projeto do Vaticano em parceria com a Agência Espacial Europeia (Esa, da sigla em inglês) tem o objetivo de preservar e compactar arquivos. Fundada em 1475, a biblioteca do Vaticano é uma das mais antigas do mundo, com milhares de manuscritos de antes da invenção da imprensa. Alguns deles chegam a ter mais de 1800 anos.
A biblioteca precisava de um método para escanear os antigos e delicados manuscritos e armazenar os arquivos para que pudessem ser lidos daqui a centenas de anos. A solução do problema veio de um formato usado para a maioria de seus satélites científicos. Hoje, o formato desenvolvido para guardar as imagens das estrelas, chamado de FITS’ está sendo adaptado para um propósito bem diferente: preservar uma das maiores coleções do mundo de livros antigos.
"A maioria das missões espaciais, como o Telescópio Espacial Hubble, usaram o FITS para armazenar e estudar os dados científicos", diz Giuseppe Di Persio, do Instituto Nacional de Astrofísica da Itália. Dr. Di Persio agora está trabalhando na Biblioteca do Vaticano em Roma, no projeto piloto de digitalização da coleção do vaticano com o uso do FITS.
Agora o formato também é usado para a digitalização dos antigos tomos da coleção do Vaticano. Pressionado contra uma placa de vidro, as páginas antigas pode ser distorcida, mas o software do scanner desenvolvido para o projeto calcula automaticamente a diferentes ângulos, resultando em uma imagem precisa e plana.
“É muito perigoso que os manuscritos sejam tocados”, disse Luciano Ammenti, diretor do Cnetro de Informação tecnológica do Vaticano. Ele afirma que a escolha do formato FITS foi feita por causa de sua longevidade e também por ser um código aberto, sem relação com qualquer companhia.

Biblioteca Arthur Vianna ganha infocentro

Fonte: Agência Pará de Noticias. Data: 20/12/2011.
A Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves dá mais um importante passo na ampliação de suas ações e serviços. Graças a uma parceria com a Empresa de Processamento de Dados do Pará (Prodepa) e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), será inaugurado, nesta quarta-feira, 21, o infocentro da Biblioteca Arthur Vianna.
O espaço abre as portas com onze computadores de última geração e acesso à internet por fibra ótica, no segundo andar da biblioteca, onde ficavam as cabines de leitura. O diretor de Leitura e Informação da fundação, Sérgio Massoud, comemora o lançamento do espaço. “Trata-se de um momento muito especial para nós e toda a comunidade. Ampliamos de maneira muito significativa os serviços que ofertamos ao nosso público. É impossível pensar hoje em uma biblioteca pública que conte com computadores com acesso à rede mundial”, considera.
Sérgio Massoud diz ainda que a abertura de uma sala com acesso franqueado à internet era um pedido antigo dos usuários. “Já tínhamos essas cabines para notebooks pessoais, mas muita gente não tem computadores portáteis. Como a biblioteca é para todos, precisávamos de computadores próprios”, explica.
Os bibliotecários da Arthur Vianna receberam um documento da Prodepa com as políticas de uso dos terminais que serão usados pelos frequentadores da biblioteca. “São regras que norteiam o tempo que cada usuário poderá ficar em um computador, se é possível ou não usar pendrives e o que pode ser baixado”, explica Sérgio Massoud.
O que ele considera mais importante, no entanto, é que, a partir de agora, os fiéis usuários do Centur poderão passar a pesquisar conteúdos de bibliotecas de outros países. “Já éramos afiliados com a Biblioteca Mundial Digital, mas nem todos sabiam. Agora, ao invés de só conferir os livros daqui, o público poderá acessar livros na Inglaterra e nos Estados Unidos, por exemplo”, detalha.
Serviço: Inauguração do infocentro da Biblioteca Pública Arthur Vianna. Quarta-feira (21), às 11h30, na Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves.
Serviço:
Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves
Avenida Gentil Bittencourt, 650
Belém, Pará 66035-340

Alunos escolhem visitar a Biblioteca da Floresta como presente de formatura

Fonte: Agência de Notícias do Acre. Data: 20/12/2011.

URL: http://www.agencia.ac.gov.br/index.php/noticias/educacao/17816-ana-cristina-assessoria-da-biblioteca-da-floresta.html
Os alunos do 9º ano do ensino fundamental da escola Serafim Salgado estão na reta final do ano letivo. Como presente de formatura, a turma pediu à direção da escola e aos professores para visitarem a Biblioteca da Floresta. “Visitar a biblioteca será como a primeira etapa da comemoração da nossa formatura”, disse o aluno Wanderson Lopes.
Acompanhados pela professora Clícia Fonseca, os 92 alunos, das quatro turmas matutinas, foram recebidos nesta terça-feira, 20, pelo diretor da Biblioteca da Floresta, Marcos Afonso, que ministrou a palestra “Juventude no Tempo e no Espaço”.
“Eu já havia participado da palestra e queria proporcionar aos meus alunos essa experiência encantadora”, declarou a professora dos alunos, que tinham estampado no uniforme a frase “O conhecimento é a chave para as portas do futuro”.
Após a palestra, guiados por Marcos Afonso, os alunos visitaram os espaços da biblioteca. “É muito bom ter um lugar como esse que retrata a história do Acre, principalmente para pessoas que, como eu, não são daqui”, afirmou a aluna Mylena Franklin.

Estudo mostra que geração digital não sabe pesquisar

Fonte: Portal Terra. Data: 20/11/2011.
URL: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5525558-EI8266,00-Estudo+mostra+que+geracao+digital+nao+sabe+pesquisar.html

Ferramentas de busca como o Google tornaram os alunos menos preocupados com a credibilidade de uma fonte de informação

Há pouco tempo, quando os alunos eram solicitados a fazer um trabalho de pesquisa, era necessário ir até uma biblioteca e realizar a busca em diversos livros didáticos e enciclopédias. Nos dias de hoje, a realidade é outra: debruçar-se sobre páginas impressas é raro quando existem milhões de links sobre o assunto desejado à disposição com apenas um clique.
Mas, o que deveria ser um avanço acabou resultando em retrocesso, segundo um estudo americano que aponta que a geração digital não sabe pesquisar. Na investigação realizada na Universidade de Charleston, nos Estados Unidos, ficou claro que os estudantes de hoje não sabem realizar uma pesquisa de forma efetiva. Conforme os resultados, o grande inimigo está na comodidade que o meio digital oferece. Ferramentas de busca como o Google tornaram os alunos menos preocupados com a credibilidade de uma fonte de informação, por exemplo.
No estudo, os pesquisadores pediram que um grupo de universitários respondesse a um questionário utilizando a internet como meio de pesquisa. Para testar os participantes, foram colocadas intencionalmente informações erradas nos primeiros resultados das buscas realizadas pelos estudantes. Como previsto, os alunos basearam-se nos primeiros links e erraram todas as questões.
O trabalho revelou uma realidade lamentável: os estudantes da era digital se contentam com informações rápidas, sem se importar com procedência e fidelidade. Para José Moran, professor aposentado de Novas Tecnologias da Universidade de São Paulo (USP) e diretor de Educação a Distância na Universidade de Anhanguera (Uniderp), o fato é consequência de uma geração que cresceu com computadores e está acostumada com informações em 140 caracteres. Contudo, Moran acredita que o fato não se restringe somente a crianças e adolescentes.
"A internet deixou as pessoas em geral mais acomodadas. Adultos também cometem erros ao realizarem pesquisas online", diz. Por isso, o professor acredita que um dos papéis da escola, atualmente, deve ser o de ensinar metodologias de pesquisa desde cedo. "Os educadores pedem tema de estudo, mas não ensinam metodologias", afirma.
Outra pesquisa americana também comprova que jovens da geração digital não se preocupam com a procedência de suas fontes de estudo. Realizada pela Universidade Northwestern (EUA), a pesquisa pedia que 102 adolescentes do Ensino Médio buscassem o significado de diversos termos na internet. Todos tiveram sucesso nas respostas, mas nenhum soube informar quais foram os sites utilizados. "Os jovens confiam demais na internet", destaca o diretor de Educação a Distância da Uniderp.
Ensino de pesquisa na internet.
Na Escola de Educação Básica Rocha Pombo, em São Joaquim (SC), o projeto "Ensinando a fazer pesquisas na internet" foi implantado nas turmas de 4º série. Elaborado pelo professor de informática Francisco Mondadori Junior, o projeto tem como objetivo trabalhar o conceito de pesquisa desde cedo, pois assim os estudantes chegam ao Ensino Médio sabendo utilizar as barras de pesquisa a seu favor.
O trabalho consiste em um questionário em que os alunos devem apontar suas áreas de interesse e pesquisar sobre esses assuntos. "Sugerimos a pesquisa na internet, no Google, digitando as palavras-chave das atividades que mais gostam. Cada aluno faz a sua pesquisa, procurando o site mais interessante", explica, dizendo que os pequenos são auxiliados por professores que também ensinam a importância de utilizar fontes de informação confiáveis.
Professor do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) das escolas estaduais de São Joaquim (SC), Mondadori Junior conta que o ensino da pesquisa científica e escolar é uma das preocupações do núcleo, que procuram criar atividades lúdicas e divertidas para trabalhar o conceito em sala. "Em minha opinião deveria existir uma disciplina só para isso nas escolas", opina, dizendo que percebe, cada vez mais, a dificuldade dos alunos em realizar trabalhos de pesquisa. "Eles se contentam com os primeiros links", diz, destacando que é comum ouvir frases como "achei no Google".
Mondadori Junior defende a postura adotada por algumas escolas e educadores de não permitir o uso da internet como fonte de pesquisa. "É interessante proibir só no início, pois assim o estudante descobre que existem outras possibilidades de estudo, e não somente o meio virtual", explica. José Moran discorda: "Isso resulta em um estudante que usa livros na escola, e a internet em casa", sentencia, ressaltando que as dificuldades continuariam existindo. "Um dia esse aluno vai poder usar a internet para pesquisar, e então vai fazer de forma errada, pois não aprendeu na escola", completa.
Em mais de 20 anos de docência, Moran afirma que nunca deixou de trabalhar metodologias de pesquisa com seus alunos, seja no ensino fundamental ou no superior. "Sempre que eu passo trabalhos, especifico o tipo de pesquisa que eu quero, e ainda vejo com os estudantes algumas possibilidades mostradas pelo Google", diz, afirmando que ainda compara links e aponta informações que podem estar equivocadas. "Com isso, o jovem passa a desconfiar da internet, pois cria a consciência de que nem tudo que está no meio online é verdadeiro", conclui.
Na Escola Nossa Senhora das Graças, em São Paulo, a preocupação com o ensino de pesquisa na internet começou em 2009. Os educadores do colégio viram a necessidade de criar uma estrutura online que pudesse auxiliar os estudantes nos trabalhos escolares. Por isso, foi criado o "Caminhos de pesquisa na internet", uma ferramenta virtual que discute alguns critérios de pesquisa e avaliação das informações. Além dos professores deixarem dicas de endereços confiáveis, os alunos podem postar informações retiradas de sites para que os docentes possam avaliar sua veracidade.
Apesar de achar a solução interessante, Moran alerta que nem sempre os alunos terão uma ferramenta escolar a sua disposição. "A escola precisa ensinar os estudantes a caminharem sozinhos e terem noções críticas de fontes de pesquisa", opina.

Evento: Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias

Data: 16-21 de setembro de 2012.
Local: Gramado (Rio Grande do Sul).
Tendo como tema A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO LABORATÓRIO NA SOCIEDADE DE INFORMAÇÃO, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com a colaboração da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias, realizará o XVII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias – SNBU, com o objetivo de refletir sobre a biblioteca universitária como laboratório de ensino, voltado para o desenvolvimento de competências informacionais e de pesquisa, atuante na identificação e no acesso às informações necessárias para a formação profissional e o avanço do conhecimento técnico e científico.
Reserve em sua agenda a semana de 16 a 21 de setembro de 2012 para estar conosco em Gramado. Localizada na encantadora serra gaúcha, com paisagem européia que torna o deslumbramento com o cenário uma consequência, Gramado mescla os caprichos da natureza com o talento empreendedor de seu povo.
Esperamos por você
Comissão Organizadora

Maiores detalhes no URL: www.snbu2012.com.br/

21 de dez de 2011

O Bibliodata vai para o IBICT?


Em 7 de dezembro de 2011 foi realizada na sede do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), um encontro intitulado “Reunião de Análise Estratégica dos Serviços CCN, COMUT, ISSN e BIBLIODATA”.
            Esta reunião teve por objetivo analisar o contexto e a situação atual dos referidos serviços, visando ao seu desenvolvimento, integração e reposicionamento face às tecnologias e necessidades da comunidade científica, tecnológica e de inovação.
            Ela contou com a participação da presidente da FEBAB, de diretores de bibliotecas universitárias (UNICAMP, UFRJ, UnB), da BIREME, de servidores do IBICT envolvidos com os serviços e do editor deste blog.
            Após um longo dia de discussões chegou-se a conclusão de que os serviços acima ainda eram importantes para a comunidade de usuários e que os mesmos deveriam receber modernização tecnológica para poder atender com maior presteza neste dinâmico contexto da internet.
            No tocante ao Bibliodata, a rede de catalogação cooperativa em linha coordenada pela Fundação Getúlio Vargas, chegou-se à conclusão de que ela ainda tem enorme importância para as bibliotecas brasileiras. Vale destacar que em outubro de 2011, ela contava com mais de 1.9 milhão de registros bibliográficos.
            Caso a transferência do Bibliodata para o IBICT seja concretizada a idéia da catalogação cooperativa retoma às suas origens lançadas em 1942. Foi nessa época que teve inicio este tipo de serviço com a implantação do Serviço de Intercâmbio de Catalogação (SIC), pela biblioteca do extinto Departamento de Administração do Serviço Público (DASP), onde as bibliotecas participantes poderiam enviar as suas fichas catalográficas. Em 1954, após a criação do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD, hoje IBICT) o SIC tomou grande impulso. Em 1973 o formato MARC foi adaptado por Alice Príncipe Barbosa, recebendo a denominação de CALCO. Em anos recentes o CALCO foi abandonado e passou-se a utilizar o formato MARC.
            Como se pode notar, o Bibliodata, a FGV e o IBICT sempre estiveram interligados! Espera-se que 2012 seja um ano profícuo para essa rede de catalogação cooperativa!

Murilo Cunha

Bibliografia básica:
BARBOSA, Alice Príncipe. Projeto CALCO: adaptação do MARC II para implantação de uma central de processamento da catalogação cooperativa. Rio de Janeiro, 1972. 2.v. Dissertação (Mestrado Biblioteconomia e Documentação)-IBBD/UFRJ.
CUNHA, Murilo Bastos da. Rede de dados bibliográficos no Brasil. Revista de Biblioteconomia de Brasilia, Brasília, v. 15, n. 1, p. 23-34, jan./jun. 1987.
DECOURT, Eugenio. O sistema CALCO e a rede BIBLIODATA. Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 15, n. 1, p. 79-84, jan./jun. 1987.
DODEBEI, Vera Lucia Doyle Louzada de Mattos; Mattos, Erotildes de Lima; Piazzarolo, Solange Mota. A UNI-RIO e o BIBLIODATA-CALCO. Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 17, n. 1, p. 29-37, jan./jun. 1989.
HÜBNER, Edwin. Catálogo Coletivo Bibliodata: um produto brasileiro para as bibliotecas brasileiras. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS, BIBLIOTECAS, CENTROS DE DOCUMENTACAO E MUSEUS, 1, 2002. Anais. São Paulo. Integrar: FEBAB, 2002, p.215-223.
LIMA, Elaine Aparecida de et al. A automação dos catálogos de monografias do sistema de bibliotecas da Unicamp: histórico e análise. In: SEMINARIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITARIAS, 13, 2004, Natal. Anais do SNBU. Natal: Universidade Federal do Rio Grande do Norte: BCZM, 2004. 15p.
MONTE-MOR, Jannice de Mello; CYSNEIROS, Luiz Fernando. BIBLIODATA/CALCO: geração de uma base de dados nacional. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 16, n. 4, p. 131-41, out./dez. 1982.
REDE BIBLIODATA. URL: www.fgv.br/bibliodata/
SCHREINER, Heloisa Benetti. Sistema CALCO/UFRGS: automação na Biblioteca Central da UFRGS. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS (2. : 1981: Brasília). Anais. Brasília: CAPES, 1981.
VASCONCELLOS, Paulo de Avelar de Góes e. Bibliodata/CALCO: informação bibliográfica para o desenvolvimento. Ciência da Informação, Brasília, v. 25, n. 3, p. 450-453, 1996.

20 de dez de 2011

Manifestantes egípcios incendeiam biblioteca com rara coleção de manuscritos

Fonte: Público (Portugal). Data: 19/12/2011.
Autora: Cláudia Carvalho.
URL: http://www.publico.pt/Cultura/manifestacoes-no-egipto-incendeiam-biblioteca-com-rara-coleccao-de-manuscritos-1525643
O Egipto perdeu este fim-de-semana documentos e mapas históricos com mais de 200 anos num incêndio causado quando se registaram confrontos no Cairo entre as forças de segurança e os manifestantes anti-Exército. Entre os manuscritos perdidos estava a cópia original da “Description de L'Egypte”, uma colecção feita por encomenda de Napoleão durante a sua expedição ao Egipto, anunciaram no domingo as autoridades.
Segundo a CNN, o incêndio no edifício histórico do Instituto Científico Egípcio, que alberga a biblioteca que continha mais de 200 mil livros e documentos, na sua maioria científicos, terá sido causado por um cocktail molotov atirado pelos manifestantes. O incêndio, que esteve descontrolado algumas horas, deflagrou nos andares mais baixos do edifício, tendo depressa alastrado aos superiores.
De toda a colecção do museu, apenas foram retirados intactos do fogo cerca de 30 mil livros. Tudo o resto, desapareceu com as chamas, anunciou Zein Abdel-Hadi, responsável pelas bibliotecas e os arquivos egípcios.
“Perderam-se mapas e manuscritos históricos insubstituíveis que foram preservados durante muitas gerações”, disse em comunicado, citado pela CNN, o primeiro-ministro egípcio, Kamal Ganzouri, destacando a perda da “Description de L'Egypte” (“Descrição do Egipto”). “O Egipto perdeu um tesouro nacional raro na história”, disse.
A “Description de L'Egypte” é uma obra composta por 24 volumes e que conta com o trabalho de 160 investigadores que acompanharam Napoleão Bonaparte na sua expedição ao Egipto entre 1798 e 1801. Como o próprio nome indica, nestes livros agora perdidos estava reunida, através de documentos, mapas e artigos, toda a descrição do Egipto, desde a identificação dos monumentos à descrição da fauna e flora do país, passando pelos hábitos, agricultura e comércio dos seus habitantes. Características que tornaram a colecção única no país e numa das mais importantes e valiosas do século XIX.
O ministro egípcio da Cultura, Abdel Hamid, considerou o incêndio uma “catástrofe para a ciência” e fez saber que vai formar um comité de especialistas que fique responsável pelo restauro dos livros e manuscritos, “assim que as condições de segurança o permitam”.
O Instituto Científico Egípcio é considerado o instituto científico mais antigo do Egipto. Fundado por Napoleão em 1798 durante a invasão francesa no Cairo, o instituto foi criado com a missão de desenvolver e apoiar a investigação de qualidade em diferentes ramos, da biologia à matemática, até à arqueologia.

Livros da Universidade Federal do ES serão restaurados

Fonte: Portal G1. Data: 19/12/2011.

URL: http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2011/12/livros-da-universidade-federal-do-es-serao-restaurados.html

Obras raras do acervo de coleções especiais da Biblioteca Central da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Vitória, será recuperada. O trabalho de restauração e conservação, que começou em agosto, será concluído até o próximo dia 20. Serão recuperadas 25% da coleção Mario Freire.
O trabalho, proposto pela professora Gilca Flores, está sendo é feito por uma equipe de cinco restauradores. Segundo Idésio Francischeto, um dos restauradores, o projeto é importante, pois mantém viva uma memória: essa coleção tem uma quantidade grande de informações sobre o estado. "Conservação, armazenamento e restauração mantêm vivo o registro dessa história", relata Francischeto.
A professora disse que os livros chegaram muita oxidação, capa solta, com fita adesiva e com problemas na costura. "É feita então a primeira etapa do processo, que é a conservação da obra, uma higienizarão e depois é feita uma caixa individual para o acondicionamento dos livros. Essas caixas são feitas de material especial que também conservam os livros", explica Gilca Flores.
Assim que recuperados, os livros retornam à Biblioteca Central da Ufes. As coleções especiais da biblioteca reúnem mais de 12 mil exemplares, dos quais 754 são da coleção Mario Freire.

Newton digital

Fonte: Ciência Hoje On-line. Data: 16/12/2011.

URL: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/12/newton-digital

Autor: Thiago Camelo.
Biblioteca inglesa digitaliza vasto acervo e abre os cadernos pessoais e de estudo de um dos maiores cientistas de todos os tempos: Isaac Newton.
Em tempos de LHC e neutrinos ultravelozes, é importante às vezes olhar para trás e lembrar dos ‘gigantes’ que pavimentaram a estrada para a ciência chegar aonde está hoje.
O mundo ganhou, esta semana, mais de 4 mil páginas para explorar a fundo vida e obra do físico Isaac Newton: são cadernos, anotações pessoais e notas com proposições científicas de uma das maiores mentes da história.
Todos os papéis foram digitalizados pela Biblioteca Digital de Cambridge, num trabalho que promete, em breve, jogar luz sobre documentos de outros cientistas renomados; entre eles, Charles Darwin.
Na página, é possível navegar por cadernos em que Newton esboça o princípio do cálculo, ramo da matemática que tem o cientista como um dos baluartes.
O carro-chefe desse projeto de Cambridge é a cópia do próprio Newton, com rasuras e anotações, de Principia Mathematica, a obra mais conhecida do cientista e fundadora da mecânica clássica.
"Qualquer pessoa, onde quer que esteja, pode agora ver num clique como Newton trabalhou e como ele desenvolveu suas teorias e experimentos", disse Grant Young, gerente da biblioteca, em um comunicado de imprensa divulgado pela revista Wired.
Nos próximos meses, a Biblioteca Digital de Cambridge promete digitalizar o restante dos documentos de Newton. Provavelmente terminará antes de o LHC encontrar o bóson de Higgs e de os físicos decifrarem a velocidade máxima dos neutrinos.

Biblioteca Nacional tem exposição sobre Bíblias do Mundo

Fonte: Bagarai. Data: 16/12/2011.

URL: http://bagarai.com.br/biblioteca-nacional-tem-exposicao-sobre-biblias-do-mundo.html

A Divisão de Obras Raras da Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC) convida para a mostra “Bíblias do Mundo – Testemunhos de arte e fé”. Até o dia 31 de janeiro, os visitantes de todo o Brasil e do mundo terão acesso a preciosos exemplares dos livros que fazem parte do acervo da Biblioteca Nacional. O objetivo do evento é mostrar as diversas e valiosas edições da Bíblia elaboradas em várias épocas. São obras escritas a mão, com detalhamentos artesanais, muitas com ilustrações feitas com buril e outras técnicas antigas.
Cerca de 20 livros serão expostos, algumas da Real Biblioteca, outras da Coleção Teresa Cristina, do Imperador Pedro II, e muitas de colecionadores que doaram à Biblioteca Nacional. As obras revelam a metamorfose da Bíblia ao longo dos séculos. Entre as peças selecionadas, um destaque é a “Segunda Bíblia Rabínica”, editada em Veneza por volta de 1525. A obra foi considerada por muito tempo o texto padrão da Bíblia Hebraica.
A “Bíblia de Walton”, editada em Londres em 1657, foi o primeiro livro publicado por subscrição (livros por encomenda) na Inglaterra, sua tiragem original foi de menos de 30 exemplares. Com o tempo, a obra se tornou a mais procurada de todas as edições poliglotas da Bíblia. O fato de ser uma das versões mais completas e corretas do texto justifica a enorme busca pelo título exposto na mostra.
Além dela, a Bíblia poliglota de Plantin, datada da segunda metade do século XVI, também merece atenção especial. A grandiosa obra foi realizada com patrocínio do rei Felipe II da Espanha por influência do cardeal Spinoza. D. Pedro II e a sua filha a princesa Isabel, são outros monarcas que terão suas preciosidades expostas.
E por falar em grandiosidade, uma versão católica do texto editado a partir de uma tradução feita por Martinho Lutero, líder da reforma protestante, é outra raridade nas vitrines da mostra. Essa Bíblia é uma versão de 1692, com mais de 1700 páginas, pesa 11 quilos e está repleta de belas ilustrações, como a planta da Arca de Noé, em exposição.
Lutero é também o editor de uma versão do Novo Testamento em exposição. No volume de 1699, as margens grandes e a mancha de texto em pequenos caracteres de estilo gótico no centro da página sugerem uma Bíblia de estudo, em que possíveis anotações seriam feitas nos cantos do livro. Esses são apenas alguns dos 20 exemplares que fazem parte da mostra.
A mostra Bíblias do Mundo está ligada às comemorações do Dia da Bíblia. A data foi estabelecida em 1549 na Grã-Bretanha. No Brasil, a efeméride é celebrada no segundo domingo do mês de dezembro, conforme instituído pela Lei 10.335, de 19 de dezembro de 2001.