22/05/2013

Curso: Digital Object Identifier

O DOI é um identificador que pode ser atribuído a qualquer objeto digital de propriedade intelectual. No Brasil sua atribuição tem sido feita para a produção científica publicada especialmente em periódicos. O Currículo Lattes solicita do autor do artigo o código DOI. Editores de periódicos científicos sem DOI já não conseguem submissões dos autores mais conceituados. Neste curso estaremos apresentando os conceitos, requisitos e responsabilidades para atribuição do DOI nas publicações científicas. A ênfase maior da oficina será dada aos periódicos publicados em OJS/SEER mas serão também demonstrados os procedimentos para outros tipos de publicações.
Carga horária: 30h
Docente: Profa. MSc. Claudiane Weber
Duração do curso:
O curso tem carga horária de 30 horas que poderão ser desenvolvidas em até 45 dias corridos, a partir da liberação da senha para o aluno. O curso fica disponível 24 horas, 7 dias da semana, durante os 45 dias. Os feriados nacionais não serão considerados como dias corridos e serão adicionados ao prazo de 45 dias.
Detalhes no URL:

21/05/2013

CAPES obrigada a divulgar planilha completa do Qualis de Periódicos


Fonte: Open Knowledge Foundation, Brasil (BR.OKF)
Data: 21/05/2013.
Com base na Lei de Acesso à Informação, solicitei a planilha da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), contendo os itens da avaliação Qualis que compõem a nota atribuída aos periódicos da área Interdisciplinar. Em três instâncias, foi-me negado o pedido no órgão. Em janeiro, recorri junto à Corregedoria-Geral da União (CGU), que agora exige a divulgação do documento.
O acesso público aos dados que compõem o Qualis de periódicos tem importância fundamental. É com base nesses dados que se avaliam não apenas os periódicos, mas também a qualidade da produção científica de mais de um milhão de pesquisadores. Essa avaliação também afeta decisivamente a divisão dos recursos federais junto os programas de pós-graduação, pois a aferição da qualidade da produção dos docentes tem como principal referência as notas estabelecidas pelo comitê de cada área disciplinar. Sob muitos aspectos, o Qualis é decisivo para a ciência brasileira. Qual seria o interesse em manter segredo sobre esse documento público? É de estranhar que essa informação já não esteja disponível ao escrutínio público.
Faltam três dias para esgotar o prazo dado à CAPES. E a CGU deve se pronunciar ainda nos próximos dias sobre outra solicitação igualmente denegada pela CAPES: o acesso as planilhas com os componentes das notas de todas as áreas de avaliação – são 48 no total.
A insistente negativa do órgão nos conduz à reflexão sobre o funcionamento dos comitês de área. Como são escolhidos seus membros? Como são definidos os critérios? Quem é consultado para a elaboração dos mesmos? Como é o processo de tomada de decisão? Enfim: qual é o controle e a participação das comunidades de pesquisadores sobre o processo? Se houvesse supervisão pública em todo processo, provavelmente não haveria qualquer problema na divulgação das planilhas completas. Há algum temor sobre o que pode ser revelado a partir da análise das planilhas?
A transparência é um dos mais importantes princípios republicanos. A Lei de Acesso à Informação, que neste mês completa um ano em vigor, deu efetividade a este direito, possibilitando o aumento do controle social e fazendo que as áreas de segredo na administração pública fiquem cada vez menores.
Segue abaixo a integra da ordem emitida pela CGU.
======================================================================= Número do protocolo: 23480020334201291 Data do vencimento: 14/01/2013 23:59:59 Órgão de origem: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES Decisão final: DECISÃO DE 15 DE MAIO DE 2013
Processo nº 23480.020334/2012-91
No exercício das atribuições a mim conferidas pela Lei nº 12.527, de 16 de novembro de 2011, e pelo Decreto nº 7.724, de 16 de maio de 2012, adoto, como fundamento deste ato, Despacho nº 3958/2013, para decidir pelo provimento do recurso interposto, nos termos do art. 23 do referido Decreto, pelo Sr. Jorge Alberto Silva Machado, no âmbito do pedido de informação nº 23480.020334/2012-91, direcionado à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES.
O órgão/entidade deverá providenciar, após eventual comprovação de ressarcimento de despesas com cópias reprográficas, o fornecimento da informação referente aos elementos que compõem a classificação da lista Qualis-Periódicos, em formato de dados abertos passíveis de análise pelo requerente, em observância das regras e diretrizes aplicáveis a sítios na internet da Administração Pública Federal, no prazo de 10 (dez) dias a contar da notificação desta Decisão.
Brasília, 15 de Maio de 2013.
JORGE HAGE SOBRINHO
Ministro de Estado Chefe da Controladoria-Geral da União

Curso: como trabalhar com deficientes visuais


A Fundação Dorina está desenvolvendo diversas ações para estimular a leitura acessível no Brasil. Sua participação é fundamental! Para começar, promoverá Oficinas de Capacitação para bibliotecários, educadores e profissionais da leitura, ao longo de 2013.
Serão abordados temas relacionados à deficiência visual e leitura inclusiva e com uma metodologia simples aprenderão na prática como promover a leitura acessível.
As oficinas fazem parte do projeto “Ler, Incluir e Transformar!”, com o apoio do Ministério da Cultura. Além de produzir e distribuir livros acessíveis, este projeto desperta a consciência das pessoas para a causa da deficiência visual.
Sua participação é muito importante para que cada vez mais pessoas com deficiência visual no Brasil se tornem leitores!
Os participantes receberão certificado e o livro "O livro, a leitura e a pessoa com deficiência visual".
As oficinas são gratuitas e as vagas são limitadas, inscreva-se o quanto antes!


Novo número: Informação e Informação


A revista Informação & Informação acaba de publicar seu último número (v. 17, n. 3, 2012).
Sumário
Editorial. Thais Batista Zaninelli.
Artigos
  • Colaboração entre Programas de Pós-Graduação Brasileiros em Ciência da Informação: modelagem baseada em grafos (1-22). Alisson de Oliveira Silva, André Luiz Dias de França, Carlo Gabriel Porto Bellini, Guilherme Ataíde Dias, Patrícia Maria da Silva, Wagner Junqueira de Araújo.
  • Revistas Internacionais para a área de Ciência da Informação: outra visão além do sistema Qualis/Capes (23-48). Adilson Luiz Pinto, Sibele Fausto.
  • Tecnologias de Informação e Comunicação no cotidiano dos adolescentes: enfoque no comportamento e nas competências informacionais da ‘geração Google’  (49-75). Lucirene Andréa Catini Lanzi, Fernando Luiz Vechiato, Ana Maria Jensen Ferreira da Costa Ferreira, Silvana Aparecida Borsetti Gregorio Vidotti, Helen de Castro Silva.
  • Interoperabilidade entre Linguagens de Indexação como Recurso de Modelagem de Repertório Terminológico de Coordenadorias de Comunicação Social em Ambientes Universitários: uma proposta metodológica (76-101). Vera Regina Casari Boccato, Melissa Camargo Torquetti.
  • A Web 2.0 no Serviço de Referência: análise do uso nas bibliotecas das universidades federais do Nordeste brasileiro (102-124). Edinete Nascimento Pereira, Andréa Vasconcelos Carvalho.
  • Arquitetura da Informação em sites de Pró-Reitorias de Graduação: um enfoque nas Instituições Estaduais de Ensino Superior do Paraná (125-164). Fabiano Ferrari Ribeiro, Silvana Drumond Monteiro.
  • Estratégias para Disseminação do Conhecimento Organizacional: o papel da arquitetura da informação (165-180). Thiciane Mary Carvalho Teixeira, Marta Lígia Pomim Valentim.
  • A Comunicação Organizacional em Unidades de Informação (181-197). Elizabeth Andrade Duarte, Rogério Manoel de Oliveira Braga.
Relatos de Experiência
  • Biblioterapia com Crianças com Câncer (198-210). Maria Cleide Rodrigues Bernardino, Ariluci Goes Elliott, Modesto Leite Rolim Neto.
Resenhas de livros/mídia
  • A Noção de “fórmula” em Análise do Discurso: quadro teórico e metodológico (211-214). Pedro Ivo Silveira Andretta.

Acesso ao texto completo no URL:

Ônibus-biblioteca percorre escolas de Cuiabá


Fonte: O Documento. Data: 15/05/2013.
URL: www.odocumento.com.br/print.php?id=427428
Até o próximo dia 22, o Ônibus Biblioteca “Saber com Sabor” irá percorrer diversas escolas municipais e oferecer às crianças um espaço dinâmico de leitura, entretenimento e, principalmente, de divulgação da cultura.
O ônibus da Secretaria de Educação de Cuiabá é equipado com TV, DVD e notebook com internet móvel, toldo para proporcionar atividades externas com maior conforto para as crianças, leitores e visitantes, além de um acervo de aproximadamente 3.000 exemplares de livros, revistas e gibis, inclusive obras de escritores mato-grossenses.
O ambiente conta ainda com fantasias de personagens da literatura infantil, mala literária e o baú surpresa, em que a criança pode usar a imaginação para contar sua história.  (...)
Além do Ônibus Biblioteca, o projeto “Saber com Sabor” conta ainda com sete bibliotecas fixas e um acervo de aproximadamente 60 mil livros, revistas e gibis.
Todas as bibliotecas oferecem o contato com práticas saudáveis do próprio universo infantil e também a leitores do ensino fundamental e universitários. Os locais contam com acesso a internet e atividades dirigidas pelos educadores, como brincadeiras, contação de histórias, palestras, vídeos, produção de textos literários, teatro, filmes, músicas e oficinas de brinquedos. 

20/05/2013

PORBASE completa 25 anos


Parabéns à Biblioteca Nacional de Portugal pelos 25 anos dessa importante base de dados bibliográficos.
Murilo Cunha

19/05/2013

História da tipografia em cinco minutos


O designer gráfico Ben Barrett-Forrest gastou 140 horas animando as 291 letras recortadas que compõem 'History of Typography, an introduction'. Veja detalhes nos URL:

Igreja se transforma em livraria


Fonte: Público (Lisboa). Data: 24/04/2013.
Abrir uma livraria por estes dias já parece arriscado. Agora imagine-se abrir várias numa pequena vila com pouco mais de 3000 habitantes, a 45 minutos de carro de Lisboa. A ideia começa a ganhar força esta terça-feira com a conversão de um Igreja em livraria.
Veja o vídeo (duração: 5:15) no URL:


17/05/2013

Biblioteca digital de história natural


Biodiversity Heritage Library (BHL)
A BHL é um esforço colaborativo das bibliotecas de História Natural e de jardins botânicos para digitalizar seus acervos e disponibilizá-los como uma “biodiversidade global comum”. Em 2009, ela começou a se expandir globalmente, e agora a BHL inclui mais de 53 mil títulos e 102 mil volumes, que podem ser consultados, cobrindo mais de um milhão de espécies. A BHL coleções da série Smithsonian, da Biblioteca Digital Darwin, do Museu Americano de História Natural, em Nova York; da Biblioteca de Orquídeas da Harvard University, e os livros da Academia Chinesa de Ciências. É uma ótima fonte de informação para para textos científicos raros.

Lançamento do Portal da Saúde


Fonte: Fundação Oswaldo Cruz. Data: 15/05/2013.
URL: www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/32638
A produção científica brasileira na área da saúde terá um novo instrumento de divulgação a partir do dia 21 de maio: o portal LÓGICOS - Laboratório de Gestão da Informação e Comunicação em Saúde, que será lançado pela Fiocruz Brasília, Universidade de Brasília (UnB) e Ministério da Saúde no final deste mês. Com uma proposta multimídia, a partir da publicação de matérias e entrevistas em diversos formatos - áudio, vídeo e textos - que podem ser compartilhados de forma gratuita, o LÓGICOS dará mais visibilidade às pesquisas.
As três instituições são parceiras no projeto, criado em 2011, que tem como objetivo difundir e divulgar as pesquisas na área da saúde fomentadas ou apoiadas pelo Ministério da Saúde nos últimos 10 anos. O trabalho é desenvolvido pela Fiocruz Brasília e pelo Núcleo de Estudos em Saúde Pública do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da UnB (Nesp/Ceam/UnB) e financiado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (Decit/MS).
No LÓGICOS, o internauta também terá acesso a um banco de dados com mais de três mil projetos de pesquisas financiados pelo MS: o Pesquisa Saúde - ferramenta eletrônica desenvolvida pelo Decit que permite ao usuário encontrar informações relacionadas às pesquisas ou temas de interesse, a partir de diversos critérios de busca: número de projetos e recursos investidos por ano, região, modalidade de fomento, edital, instituição, entre outros. O Pesquisa Saúde também fornece indicadores e permite a exportação dos resultados de busca para planilha eletrônica, de forma que o usuário possa trabalhar com as informações de acordo com a necessidade.
O LÓGICOS também inclui agenda de eventos e editais, matérias especiais sobre a produção científica em áreas temáticas prioritárias para o Ministério da Saúde e a cobertura de eventos importantes para a saúde pública.
Serviço:
Laboratório de Gestão da Informação e Comunicação em Saúde (LÓGICOS)
Data: 21 de maio, às 15 horas.
Local: Auditório Interno da Fiocruz Brasília – Av. L3 Norte, Campus Universitário Darcy Ribeiro, Gleba A, SC 4
Brasília, DF

Lançado o Portal do Livro Aberto


Fonte: IBICT, Assessoria de Imprensa. Data: 16/05/2013.
O Portal do Livro Aberto em Ciência, Tecnologia e Inovação foi lançado nesta quarta-feira (15/05), em Brasília, no auditório do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). O Portal tem o objetivo de reunir, divulgar e preservar as publicações oficiais em ciência, tecnologia e inovação, editadas por órgãos dos Poderes Executivo e Legislativo Federal.
O Portal foi lançado com 527 publicações oficiais. Sua estrutura segue os 18 temas da Estratégia Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovação, dentre Fármacos e Complexo Industrial da Saúde; Petróleo e Gás; Biotecnologia; Nanotecnologia; Biodiversidade; Mudanças Climáticas; Oceanos e Zonas Costeiras; Popularização da C, T & I; Inclusão Produtiva e Social, além de uma coleção sobre Ciência da Informação, área temática do projeto piloto, e uma amostra representativa das obras editadas pelo IBICT, ao longo dos seus quase 60 anos de existência. (...)
O diretor do IBICT, Emir Suaiden, disse que as revistas eletrônicas são ricas em produção científica e que o Instituto tem investido muito nessa informação. "Desenvolvemos este importante produto com o apoio da FINEP, que é uma parceira muito importante para nós. Eu vejo o IBICT como um rato que ruge, ou seja, somos pequenos, temos poucos funcionários e o nosso orçamento não é o ideal, mas graças a esta garra que temos, conseguimos realizar muitos sonhos. Este Portal é um novo sonho muito importante para o nosso País e para a comunidade científica brasileira. Estamos fazendo ressurgir a convicção de que a memória do nosso patrimônio científico cultural precisa ser preservada. Só conseguiremos vencer e convencer quando dermos mais importância a esta memória e apresentarmos programas de grande impacto científico e tecnológico. Parabenizo a equipe do instituto pela devoção e agradeço também à SCUP, que sempre nos apoiou e incentivou nesta caminhada", ressaltou Suaiden.
Paula Melo, da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB), acrescentou que "não poderia ser diferente a minha presença em mais uma conquista do IBICT. Estou aqui como representante da UFRJ, membro do CTC, conselheira da CBBU, que é a Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias, e eu queria destacar a relevância deste novo serviço que o IBICT oferece para o desenvolvimento da ciência brasileira. Que o lançamento desse portal seja realizado com sucesso", afirmou.
Isa Antunes, da Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal (ABDF), agradeceu o IBICT por tomar a iniciativa do Portal, lembrando-se da obrigação dos profissionais bibliotecários de manter a memória das publicações oficiais brasileiras.
A coordenadora geral de Pesquisa e Produtos Consolidados, Maria Carmem Romcy Carvalho, destacou que o Portal é um serviço que se apoia nas diretrizes políticas para o desenvolvimento e a promoção da informação governamental de domínio público, resultado do Simpósio Internacional sobre o Acesso Livre e o Domínio Público de Dados Digitais e Informação para a Ciência, organizado pela UNESCO em 2003.
Carmem Romcy explicou que a intenção é a de que a manutenção do Portal seja feita de forma colaborativa, com a participação dos diferentes ministérios, Câmara dos Deputados e Senado Federal. Segundo ela, está em andamento a constituição do Comitê Gestor do Portal, com representantes das instituições publicadoras para orientar seu desenvolvimento. (...)

Campus de Irati da UNICENTRO terá nova biblioteca


Fonte: Diário de Guarapuava (PR). Data: 16/05/2013.
URL: www.diariodeguarapuava.com.br/noticias/regiao/17,25266,16,05,campus-de-irati-da-unicentro-tera-nova-biblioteca.shtml
A Universidade Estadual do Centro-Oeste e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação firmaram convênio no início de maio, para liberação de recursos para a construção da primeira etapa da biblioteca do Campus de Irati.
(...)
O projeto da obra, em totalidade, prevê a realização de três etapas, que serão realizadas com recursos de uma emenda orçamentária federal proposta pelo deputado Sandro Alex. Nessa primeira fase, será liberado R$ 1 milhão, destinados à estruturação física do prédio. Em sequência, uma nova emenda parlamentar pode ser liberada em 2014, para aplicação na segunda e terceira etapa da obra, que se referem à aquisição de mobiliário, equipamento, softwares biblioteconômicos e de acervo.
A Unicentro está no atual prédio desde 1994 e de acordo com o professor Edélcio Stroparo a biblioteca não conseguiu acompanhar o desenvolvimento da instituição, que na época contava com quatro cursos de graduação e atualmente possui 14, além de cinco mestrados. Para o diretor, a mudança do setor para um novo ambiente é necessária à universidade. “A biblioteca é o coração de uma instituição universitária. É o ambiente mais importante, quase um ambiente sagrado”, destacou. (...)

Biblioteca Pública Estadual do Amapá recebe 10 mil livros


Fonte: Correa Neto . Data: 15/05/2013.
A Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda recebeu do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) um pacote de livros de 10 mil exemplares. O acervo está distribuído em livros científicos e de arte, revistas de histórias e em quadrinhos, e livros de pesquisas em geral. A instituição já realiza a distribuição para algumas bibliotecas dos municípios e às escolas que solicitaram o pedido de livros.
A diretora da Biblioteca Elcy Lacerda, Lulih Rojansk, relata a iniciativa do recebimento dos acervos pelo SNBP e explica como funciona o sistema e o que motivou o pedido dos exemplares.
“A Biblioteca Elcy Lacerda, por meio da Coordenadoria do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Amapá, participou do 18° Encontro do Sistema Nacional de Bibliotecas. Durante o evento, foi solicitado à Biblioteca Nacional um acervo para a instituição e, principalmente, para as bibliotecas municipais, com o intuito de atualizar os acervos dessas repartições. Com isso, fomos contemplados com 10 mil livros pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, que nos enviou os exemplares”, afirmou Lulih.
A diretora explica que o papel do coordenador do Sistema de Biblioteca é acompanhar e monitorar o andamento dos trabalhos nas bibliotecas, além de cobrar dos secretários e gestores o funcionamento e o desempenho das bibliotecas dos municípios.
Ela ressalta que cada município tem a responsabilidade de ter uma biblioteca pública e informa que as distribuições dos livros estão sendo realizadas de acordo com os pedidos das instituições, e que algumas já receberam as doações de livros, entre elas estão a Biblioteca Ressaca Lê; Centro Cultural Franco Amapaense e a Sala de Leitura da Escola Estadual Raimunda Dulcineia. As quantidades para cada uma delas variam de 200 a 1.000 exemplares, e vai de acordo com sua procura de público.
“Para nós, da biblioteca, receber 10 mil livros representa um número significativo e expressivo. Foi tão importante que serviu para darmos apoio a outras bibliotecas municipais e comunitárias, doando livros. E isso é muito importante para a comunidade que o recebe”, pontuou a diretora.
Devido à demanda, as bibliotecas públicas de Macapá e Santana irão receber mil livros e, assim como a Escola Bosque do Bailique, o município de Tartarugalzinho e a APA da Fazendinha irão receber 500 exemplares.
O Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas é um órgão da administração federal do Brasil, subordinado ao Ministério da Cultura/Secretaria do Livro e Leitura, e é coordenado pela Fundação Biblioteca Nacional. Em cada unidade federativa existe uma coordenadoria vinculada ao SNBP. Tem como objetivo o fortalecimento das bibliotecas públicas do país.

Evento: Seminário Internacional de Direitos Autorais


Será realizado nos dias 27 e 28 de maio de 2013 na Universidade do Livro, em São Paulo. De acordo com os organizadores, o objetivo é debater o direito autoral diante de questões como o self publishing, copy left e open access, levando em conta ainda as transformações pelas quais a cadeia do livro vem passando, mudanças que incluem emergência de conglomerados editoriais e a concentração do varejo em lojas virtuais.
O encontro terá como palestrantes Petra Hardt, diretora da editora alemã Suhrkamp, e John B. Thompson, professor da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
Hardt falará sobre os desafios de gerenciar problemas e soluções na negociação de direitos autorais. Thompson, autor do livro Mercadores de Cultura, que a Editora Unesp acaba de lançar, abordará as tendências do mercado e os rumos previstos para os direitos autorais neste início de século.
A Universidade do Livro funciona no prédio da Fundação Editora da UNESP, Praça da Sé, 108, 7º andar, Metrô Sé.
Detalhes no URL:

15/05/2013

Novo número: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação


A Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação - RDBCI acaba de publicar o v. 11, n. 2, Maio/Agosto de 2013, com os seguintes artigos:
Sumário
Editorial. Danielle Thiago Ferreira, Gildenir Carolino Santos.
Artigos
  • A(s) disciplinaridade(s) da ciência da informação: aplicação das leis da dialética marxista no contexto pluri, inter e transdisciplinar (1-20). Jonathas Luiz Carvalho Silva.
  • O conhecimento profissional do catalogador de assunto sobre política de indexação em bibliotecas universitárias (21-39). Paula Regina Dal' Evedove, Mariângela Spotti Lopes Fujita.
  • Análise de citações na área de comunicação e informação: o caso de um programa de pós-graduação (40-60). Zizil Arledi Glienke Nunez, Ana Maria Mielniczuk de Moura.
  • A inclusão afrodescendente na era da informação (76-97). Mirian de Albuquerque Aquino.
  • Fluxo de informação na perspectiva do ambiente em rede (98-124). Cibele Roberta Sugahara, Waldomiro de Castro Santos Vergueiro.
  • Comunicação e conhecimento: interrelações que permeiam o ambiente organizacional (125-135). Ana Maria Teixeira Maciel, Rosana Cristina Vilaça Pimentel, Marlene Marchori.
  • Desafios à implantação da gestão do conhecimento: a questão cultural nas organizações públicas federais brasileiras (136-158). Roberta Moraes Bem, Maria Lourdes Prado, Nelson Delfino.
  • Fatores facilitadores da inteligência organizacional: o papel das unidades de informação (61-75). Delsi Fries Davok, Daiana Lindaura Conti.
Relato de Experiência
  • Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas SIGAA – Módulo Biblioteca: uma oportunidade de retomar a credibilidade da comunidade acadêmica com a efetivação da gestão do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal da Paraíba (159-175). Maria das Graças Vieira, Fábio Firmino Machado.
Pesquisa
  • Tipos, organização e visibilidade de informações em páginas iniciais de websites de universidades brasileiras (176-196). Lígia Dias de Freitas.
  • O ensino da biblioteca digital nos currículos de graduação em Biblioteconomia (197-221). Barbara Olinda de Castro, Murilo Bastos da Cunha.
  • Perfil dos egressos do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Pernambuco (2005 a 2010) (222-236). Charlene Maria dos Santos, Fabio Assis Pinho, Alexander Willian Azevedo.

Acesso ao texto completo no URL:

Evento: CINFORM 2013


Bibliotecas agora precisam ser chefiadas por bibliotecários


Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais – SINASEMPU obtém julgamento de procedência dos pedidos formulados em Ação Condenatória ajuizada contra a União, garantindo o afastamento de servidores que não possuem diplomação pertinente, especialmente aqueles nomeados para cargos em comissão ou função comissionada, do exercício das atividades de bibliotecários. Ao acolher os fundamentos sustentados por Cassel & Ruzzarin advogados, a sentença afirmou que, apesar de legítima a discricionariedade da Administração na ocupação de suas funções e cargos em comissão, referida discricionariedade deve estar pautada nos limites da lei que, no caso, atribuiu a administração e direção de bibliotecas ao profissional bibliotecário.
REF.: PROCESSO Nº 64153-76.2011.4.01.3400. Juiz Federal Bruno César Bandeira Apolinário.

Biblioteca Mário de Andrade em programa de televisão


Fonte: Panorama Brasil. Data: 10/05/2013.
URL: www.panoramabrasil.com.br/televisao/biblioteca-mario-de-andrade-ganha-capitulo-especial-no-programa-%22arquiteturas%22-id108214.html
A Biblioteca Mario de Andrade, na região central de São Paulo, ganha nesta sábado (11), às 21h, um capítulo especial na série de televisão que está desvendando alguns dos mais importantes locais de convivência já definidos pela mão humana brasileira: o programa "Arquiteturas", do SescTV.
Em 52 minutos de duração, o programa irá se aprofundar na importância arquitetônica da biblioteca e na sua ligação com o convívio de pessoas, o uso coletivo. Construída a partir de projeto do arquiteto francês Jacques Pilon, é considerada marco da art déco na cidade, tendo sido, por isso, tombada pelo Compresp e Condephaat. Mas sua importância é ainda maior. A biblioteca fez parte de um novo projeto político de modernização do país, calcado no investimento em educação, cultura, industrialização e urbanização.
(...)
 “A Biblioteca Mario de Andrade marca a expansão e a verticalização de São Paulo para além dos limites do centro velho, rumo ao eixo sudoeste, além da transferência e ampliação dos serviços, comércio e atividades culturais e de lazer para esta nova área da cidade. Das lojas de comércio requintado às sedes de escritórios e empresas, tudo passa a ser construído nas proximidades da Praça Dom José Gaspar, com a biblioteca sendo o ponto central de um novo jeito social urbano que se constituía naqueles anos e que ainda hoje reverbera no centro”, completa Markun.
Segundo seus autores e o SescTV, a série coloca em discussão na sociedade brasileira a importância de projetos arquitetônicos de uso público nas cidades. “A arquitetura é, assim como as outras artes, reveladora da história e da cultura de um povo. Com a série, o Sesc propõe um debate sobre a apropriação dos espaços e sobre a arquitetura como elemento de identificação de uma sociedade, em sua expressão do simbólico”, afirma Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo.
(...)
Além do horário especial aos sábados, 21h, os programas serão reexibidos pelo SescTV durante a semana: domingo, às 12h e às 20h; segunda-feira, às 10h e às 22h; terça, às 14h; quarta, às 15h; e quinta, às 8h

10/05/2013

Recursos educacionais em Radiologia


Para os estudantes de Radiologia e áreas afins, este banco de dados, criado pela equipe MedPix, inclui milhares de imagens radiológicas concebidas para serem utilizadas como ferramentas educacionais. Os visitantes podem clicar na Imagem do Dia para começar, e então, responder ao Quiz Semanal. A seção de Tutoria em Radiologia inclui nove diferentes tutoriais que cobrem temas como trauma, técnicas e princípios gerais. O Cerebral Locator pode ajudar os visitantes a aprenderem a identificar lesões cerebrais por meio de imagens radiológicas.

Primeira biblioteca verde da América Latina é do Rio


Fonte: O Dia. Data: 29/04/2011.
Cariocas que amam leitura poderão, a partir de setembro, desfrutar de um espaço que os deixará ainda mais conscientes, inclusive do ponto de vista ambiental. Em obras desde 2008, a Biblioteca Estadual do Rio de Janeiro, na Avenida Presidente Vargas, no Centro, reabrirá suas portas como o primeiro espaço cultural da América Latina a ser abastecido por uma usina de energia solar, que vai reduzir o consumo do local em 30%.
Estruturada na cobertura do prédio, a usina fotovoltáica tem 162 placas que, através de 6 conversores, transformam a energia do sol em elétrica. Com isso, a biblioteca alcançará um patamar de eficiência energética suficiente para concorrer ao Selo de Ouro do LEED (Liderança em Energia e Design Ambiental) — a mais alta qualificação para edifícios sustentáveis.
E as iniciativas sustentáveis da biblioteca não param por aí: haverá também captação de água da chuva para o abastecimento de pias automáticas e descargas dos banheiros. Nas salas de leitura, mesas e cadeiras utilizam fibras de garrafas PET em sua confecção e os assentos são revestidos com couro vegetal. O prédio conta, ainda, com um teto verde, ecossistema sustentável que ajuda no resfriamento do ambiente. E nem a edificação passou despercebida, pois o entulho foi direcionado a recicladoras.
“Respeitar o Meio Ambiente é uma questão cultural, pois requer consciência, acesso à informação e senso crítico”, afirma Vera Saboya, superintendente de Leitura e Conhecimento. “Por isso, entendemos que a principal biblioteca do Estado deveria se colocar no espaço público de forma que evidenciasse esses valores”, complementa.
A iniciativa é uma parceria entre o Governo do Estado e a Light, através do Programa Rio Capital da Energia, orçado em R$ 585 mil. Segundo a superintendente, o objetivo é que as demais bibliotecas públicas do Rio também sigam o modelo.
Programa educativo e visitas guiadas
Quem visitar o prédio da biblioteca depois de pronto terá uma série de motivos para sair mais informado sobre questões ligadas a sustentabilidade e Meio Ambiente.
A Biblioteca do Estado do Rio está desenvolvendo um Programa de Educação Ambiental destinado ao público, que visa discutir a temática ecológica nas mais diversas plataformas culturais. Para começar, o prédio contará com uma sala de projeção e um auditório que exibirão filmes e peças abordando assuntos da natureza.
Serão oferecidas, ainda, visitas guiadas que detalharão a estrutura sustentável do edifício, além da distribuição de panfletos que ensinam as crianças a se comportarem em prol do Meio Ambiente.

Governadora Roseana reinaugura Biblioteca Pública Benedito Leite

Fonte: Jornal Pequeno. Data: 9/05/2013.
URL: http://jornalpequeno.com.br/2013/05/09/governadora-roseana-reinaugura-biblioteca-publica-benedito-leite/
A governadora Roseana Sarney reinaugurou, nesta quinta-feira (9), a Biblioteca Pública Benedito Leite, no Centro de São Luís. Com investimento de R$ 7 milhões, sendo R$ 5,5 milhões em obras civis e o restante em equipamento, a obra de recuperação total do prédio foi executada pela equipe da Secretaria de Estado de Infraestrutura (SINFRA).
Acompanhada dos secretários de Infraestrutura Luís Fernando Silva, e de Cultura, Olga Simão, além de várias autoridades e estudantes, a governadora Roseana entregou o prédio totalmente reformado, ampliado e modernizado.
“Hoje a minha alegria é imensa em fazer a reabertura da Biblioteca Pública Benedito Leite. Ao entregarmos esse prédio com o que há de mais moderno, estamos disponibilizando todo o acervo para a formação e o futuro dos maranhenses, garantindo mais conforto para todos. Temos um acervo atualizado, com mais de 140 mil títulos. Muitas são as novidades que estamos oferecendo a partir de agora, como a Biblioteca do Bebê – pioneira no país. Este é, sem dúvidas, um dos momentos mais marcantes e gratificantes do meu governo”, destacou a governadora Roseana Sarney.
Os serviços consistiram na recuperação de toda a estrutura física, incluindo substituição do telhado e ampliação do anexo (Biblioteca Infantil Viriato Corrêa), e também a troca das instalações elétrica, hidráulica, sanitária e da rede lógica. Com a obra, que teve início no fim de 2010, o prédio ganhou novos espaços, todos climatizados, com tecnologia de ponta e acessibilidade a pessoas com necessidades especiais.
“Hoje a Biblioteca Pública não fica mais restrita a nenhum público. Ela atende a todos os maranhenses com o que há de mais moderno em estrutura física e tecnológica. Reafirmamos hoje, com a governadora Roseana o compromisso com a cultura, com a história maranhense. O dia é de muita alegria e muita satisfação para todos nós”, ressaltou o secretário de Infraestrutura, Luis Fernando Silva.
Inovações
Entre as novidades estão a Biblioteca do Bebê (pioneira no país), Espaço de Leitura (usuário leva seu próprio livro para ler) e o palco e a sala de projeções de filmes, instalados no prédio anexo da Biblioteca Infantil Viriato Corrêa. Há novas acomodações também para os setores de Direitos Autorais, Informação Utilitária, Telecentro, Salas de Multimídia e de Microfilme e Laboratório de Higienização e Digitalização do Acervo. A área do Setor de Braille foi ampliada e seu acervo passa a dispor de novos livros.
No campo dos equipamentos modernos, a Biblioteca Pública passa a contar com um Scanner de microfilmes (que digitaliza direto para impressora, pendrives e disco rígido; permite que o usuário salve uma cópia da informação digitalizada e realize a pesquisa em casa; se conectado à internet, permite o envio das obras digitalizadas, por e-mail) e um Scanner planetário (permite a digitalização de obras encadernadas e em folhas soltas, até o formato A2, tendo como características a alta qualidade e velocidade de digitalização, a baixa exposição dos originais à luz, o não uso de radiação ultravioleta e a não emissão de reflexos mesmo com papéis brilhante).
O acervo da Biblioteca Pública foi enriquecido com 10 mil obras. Com isso, serão mais de 140 mil títulos, entre livros, jornais, revistas, manuscritos, microfilmes, diários oficiais, livros em Braille e obras raras.
“A governadora sabe da importância dessa obra para o Maranhão. Por isso mesmo entregamos hoje um novo prédio com as instalações modernas, equipamentos que facilitam a pesquisa e, sobretudo, garantindo a acessibilidade de todos. Foi um investimento alto, mas de grande importância para garantir um excelente espaço para todos os alunos, professores e pesquisadores maranhenses”, afirmou a secretária de Cultura, Olga Simão.
A Biblioteca Pública desenvolve uma série de ações de incentivo à leitura. Na lista de projetos, estão Terça na Biblioteca, Quinzena do Livro Infantil e Juvenil, Arraial da Tia Nastácia, Férias na Biblioteca, Natal na Biblioteca, Livro na Praça, Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler) e Semana do Livro Infantil. O espaço está aberto ao público de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 19h.
“Hoje é um dia muito especial para todos os funcionários, para todos os maranhenses. A Biblioteca é um bem cultural indispensável para a formação de nossa população. Foi no governo Roseana que recebemos os primeiros computadores vistos nesse espaço e hoje, reabrimos esse espaço completamente reformado e modernizado com novos espaços. Quero desejar a todos boas leituras, boas pesquisas”, disse a diretora da Biblioteca Pública, Rosa Maria Lima.
Conheça a história da Biblioteca Pública
A Biblioteca Pública Benedito Leite completa 182 anos sendo um monumento à leitura e ao conhecimento no Maranhão. Criada pelo então presidente da província, Cândido José de Araújo Viana, em 3 de maio de 1831, tendo como origem uma subscrição popular e voluntária e recebendo o nome de Biblioteca Pública Estadual, a Casa até hoje abriga acervo de livros, revistas, obras de arte, coleções de jornais maranhenses datados desde a Independência (1822) e manuscritos do século XVIII.
Ponto de encontro de jornalistas, escritores, professores, bibliotecários, entre outros intelectuais, a Biblioteca Pública desempenha um papel de relevância cultural no Maranhão e no país. Sua história registra um comprometimento com os anseios populares, tanto por propiciar o livre acesso ao conhecimento, como por ser a maior guardiã da memória cultural do estado. Prova disso, é que na Casa de Leitura foram proferidas as famosas Conferências da Universidade Popular do Maranhão e fundadas a Oficina dos Novos, a Sociedade Cívica das Datas Nacionais e a Academia Maranhense de Letras.
A primeira sede da Biblioteca Pública Benedito Leite foi o Convento do Carmo, na Rua do Egito, onde foi inaugurada em 3 de maio de 1831. No ano de 1851, o espaço foi anexado ao Liceu Maranhense. Depois, pela Lei nº 752 de 1º de junho de 1866, ficou sob a guarda do Instituto Literário Maranhense. Em 10 de junho de 1872, passou aos cuidados da Sociedade 11 de Agosto, com instalações no pavimento superior de prédio da Rua do Egito, onde depois funcionou a Assembleia Legislativa do Estado.
Já no dia 4 de abril de 1883, foi aberta ao público na Igreja da Sé, retornando ao Convento do Carmo em 1886, onde permaneceu abandonada e esquecida. No ano de 1892, é transferida para a Rua Afonso Pena. Três anos após, o acervo foi levado para o prédio da Rua da Paz, hoje Academia Maranhense de Letras, onde reabriu ao público em 25 de janeiro de 1898, sob a direção de Antônio Lobo. No período de 1914 até 1927, retornou ao prédio da Rua do Egito para a parte térrea, sendo novamente transferida para o casarão da Rua da Paz.
O prédio atual, localizado na Praça do Pantheon, antigo Campo do Ourique, e onde antes fora edificado o Quartel do 5º Batalhão de Infantaria, erguido em 1797, foi inaugurado em 12 de setembro 1951. O projeto do prédio é do engenheiro civil maranhense Antônio Bayma.
Em estilo clássico, com cúpula central, o prédio possui alas semicirculares e vãos de janelas encimados por frontões, e em seu interior, salões de leitura para o público e um auditório no 4º pavimento, que foi reformado e modernizado. A homenagem ao ilustre maranhense Benedito Leite data de 1958.

08/05/2013

Portal do Livro Aberto


Já está no ar o Portal do Livro Aberto, que tem por objetivo reunir, divulgar, preservar e dar visibilidade a publicações oficiais em ciência, tecnologia e inovação. Projeto viabilizado por meio de apoio financeiro da Finep, o portal é mais um serviço do IBICT aberto à sociedade, e que hoje conta com a parceria de diferentes órgãos dos poderes Executivo e Legislativo.
Nessa primeira fase, estão contempladas publicações sobre temas atuais como: Tecnologias da Informação e Comunicação, Fármacos e Complexo Industrial da Saúde, Petróleo e Gás, Complexo Industrial da Defesa, Aeroespacial, Nuclear, Biotecnologia, Nanotecnologia, Energia Renovável, Biodiversidade, Mudanças Climáticas, Oceanos e Zonas Costeiras Popularização da C,T&I, Melhoria e Ensino de Ciências, Inclusão Produtiva e Social e Tecnologias para Cidades Sustentáveis.
Em uma segunda fase, serão incluídas publicações oficiais em temas tratados em políticas de ciência e tecnologia de períodos anteriores, assim como aqueles tratados nas demais políticas públicas que tenham interface com a ciência e tecnologia em geral.
Detalhes no URL: http://livroaberto.ibict.br

06/05/2013

Biblioteca sem bibliotecário, livros abandonados


Fonte:Gazeta de Rondônia. Data: 24/04/2013.
Estudantes de Ji-Paraná (RO) reclamam da falta de infraestrutura oferecida pela Biblioteca Pública do município.
Fundado em 1992, o prédio está tomado por cupins, falta iluminação e climatização. Após ser avaliada por um engenheiro, a rede elétrica foi condenada.
Os problemas não se resumem apenas à questão de infraestrutura, mas também com a falta de funcionários. Sem profissional para fazer a manutenção do local, os livros ficam em meio à poeira.
Por mês, pelo menos 680 alunos vão à biblioteca para realizar empréstimo ou apenas utilizar o espaço. Para a estudante Aline Lemos, a única qualidade do local é o silêncio. “Venho aqui para estudar, mas quanto à infraestrutura ela deixa muito a desejar, as mesas e cadeiras são desconfortáveis, falta climatização. O pessoal deveria dar mais atenção pra atrair mais gente”, diz a estudante.
Os frequentadores mais recentes tentam se adaptar às limitações do local. “Fui me sentar mais pertinho da janela, porque além de ser mais fresquinho, tem mais claridade para a leitura”, comenta a estudante de matemática Carla Maria dos Santos, que há uma semana usa o local.
Segundo a funcionária Neide da Silva Lopes, a falta de funcionários traz outros problemas. “Não temos bibliotecário, o que dificulta na organização do acervo de livros e, consequentemente, na procura dos leitores”, explica.
Apesar de um recurso liberado em 2012 para compra de livros novos, não houve investimento para a ampliação do espaço, de acordo com a secretária de Cultura do município, Keila Barbosa. “Ano passado R$13 mil foram liberados para a compra de livros. Depois da compra faltou estante e espaço para guardá-los”, diz.
Para reformar o prédio, que teve a parte elétrica condenada por um engenheiro que avaliou a estrutura do prédio, seria necessário um investimento de R$ 100 mil. Mesmo com as condições precárias o projeto para o recurso e o início das obras no local só deve ser finalizado no fim desta ano.

Biblioteca Pública de Pernambuco completa 161 anos


Fonte: G1, Pernambuco. Data: 5/05/2013.
URL: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2013/05/biblioteca-publica-de-pernambuco-faz-escambo-para-celebrar-161-anos.html
A Biblioteca Pública de Pernambuco festeja 161 anos de fundação com um escambo de livros, marcado para acontecer nesta segunda (06) e terça (07), das 8h às 19h, com entrada gratuita. Ao todo, 229 títulos estarão disponíveis para troca, dos quais 60 são infanto-juvenis.
Romances, biografias, poemas, clássicos da literatura brasileira e livros técnicos serão oferecidos. Para participar, basta colaborar trazendo livros em bom estado, desde que não sejam didáticos, dicionários ou enciclopédias. Quem trouxer publicações das áreas de direito, saúde e informática só poderá colaborar se as edições forem de 2011 para cá.
Segundo a organização do escambo, o participante vai ganhar um vale para cada título que trouxer, mesmo que haja mais de um exemplar de uma mesma obra. Os organizadores informaram também que não há limite de trocas.
A programação do aniversário da Biblioteca Pública conta também com uma apresentação do grupo Vozes do Verso, nesta segunda, às 15h. Na quinta (09) e sexta (10), o público poderá apreciar uma exposição de livros do Programa Livro Popular doados pela Fundação Biblioteca Nacional, do Rio de Janeiro, à unidade pernambucana - que recebeu 938 exemplares. A entrada é franca e a visitação será das 8h às 19h.
Serviço:
Biblioteca Pública de Pernambuco
Rua João Lira - Santo Amaro - Próximo ao Parque 13 de Maio
Informações: 81. 3181-2642

Biblioteca Digital do DF ficará pronta no final do ano


Fonte: Portal R7. Data: 4/05/2013.
URL: http://noticias.r7.com/distrito-federal/noticias/prometida-para-junho-biblioteca-digital-do-df-ficara-pronta-no-fim-do-ano-20130504.html
Prometida para junho, a Biblioteca Digital do DF só deve estar disponível para população no DF no fim do ano. Em decreto divulgado no Diário Oficial do dia 26 de abril de 2012, foi anunciada a implementação da plataforma que daria origem ao projeto, que tornaria possível encontrar livros, teses, dissertações, fotos e filmes em um único site. Quase um ano após a divulgação, o projeto ainda não saiu do papel.
A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação será responsável pela coordenação e manutenção da biblioteca em conjunto com o IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia), que dará suporte técnico e operacional. O arquivo funcionará, segundo o órgão, no Planetário, que tem reinauguração prevista para novembro deste ano após passar 17 anos fechado.
No lançamento do projeto, o Governo do Distrito Federal informou que a plataforma estaria pronta e foi feita a partir de um software utilizado pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Em dezembro do ano passado foi iniciado o processo de implantação do projeto, com a união de conteúdos relacionados à história da capital. Foi assinada uma portaria conjunta com o Arquivo Público do Distrito Federal.
Segundo a Secretaria, o atraso no projeto da Biblioteca Digital foi ocasionado pela troca de comando na pasta, fazendo com que os processos fossem embargados diversas vezes, prejudicando o planejamento inicial.

Biblioteca Nacional tem novo diretor


Fonte: Folha de S. Paulo.
Autoria: Marco Aurélio Canônico e Raquel Cozer.
URL: www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/107100-a-biblioteca-nao-deveria-produzir-eventos-editoriais.shtml
Dois ventiladores tentam cumprir, na sala de reuniões do gabinete da Fundação Biblioteca Nacional, o papel que caberia a um dos antiquíssimos aparelhos de ar condicionado da instituição --posicionado, inerte, ali perto.
É um sintoma do aniversário indesejável que a instituição --detentora do oitavo maior acervo do mundo--, faz neste mês. Completa um ano sem ar-condicionado, desde que o vazamento de um aparelho inundou um andar.
É um mês de decisões emergenciais. Com a saída das políticas de livro e leitura da estrutura da FBN --estas ficarão no MinC, sob comando do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL)--, é preciso redesenhar o organograma.
As mudanças começaram com a decisão da ministra Marta Suplicy (Cultura) de demitir Galeno Amorim da presidência da FBN, em março.
Agora, o cientista político Renato Lessa, recém-empossado na biblioteca, e o novo secretário-executivo do PNLL, José Castilho Marques Neto, precisam definir, até o dia 31 de maio, a divisão do orçamento entre as duas áreas --para então iniciarem os trabalhos práticos.
Lessa assume a biblioteca, em estado crítico, e, ao mesmo tempo, a organização da participação brasileira na Feira do Livro de Frankfurt, a mais importante do mercado editorial, em outubro. Não gosta do modelo. "Não há contrapartida das editoras, o governo paga tudo", diz.
À Folha ele fala sobre suas metas e o cenário "borgiano e kafkiano" que encontrou.
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Folha -- Como o sr. recebeu o convite para assumir a FBN?
Renato Lessa -- Não demorei a notar a mistura do mundo de Jorge Luis Borges com o de Franz Kafka que existe na Biblioteca Nacional.
A dimensão Borges tem a ver com esse paraíso na forma de biblioteca. Mas é um paraíso com fios desencapado, goteiras, que tiram o aspecto diáfano. O lado kafkiano diz respeito à burocracia.
Uma preocupação foi o fato de a biblioteca ter, nos últimos anos, incorporado as políticas do livro. Para mim, era mais do que uma irracionalidade, era algo que asfixiava a biblioteca. Mas isso a ministra já planejava corrigir.
Por que a FBN continua responsável pela área de internacionalização do livro, que faz parte dessas políticas?
A área será reformulada. Saem da biblioteca a DLLLB [Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas], o Proler [Programa Nacional de Incentivo à Leitura] e o Sistema Nacional de Bibliotecas.
A internacionalização do livro fica, mas o conceito muda. Será internacionalização da biblioteca. Manteremos bolsas de tradução, prêmios literários. Isso é compatível com a FBN. Mas o foco será na conexão com outras bibliotecas, redes internacionais.
Como fica a participação em feiras internacionais?
A Feira de Frankfurt é uma política de governo, compromisso assumido em 2010 e que envolve os Ministérios da Cultura e das Relações Exteriores. A FBN cumprirá a sua parte.
Mas penso em outra forma de internacionalizar a biblioteca. A FBN não pode ser plataforma de eventos editoriais. Prefiro que participe com seu acervo, com a destreza de seus quadros técnicos. Não significa que será uma autarquia nacionalista, mas aparecerá de forma mais própria a ela.
Quais são as atribuições da biblioteca em Frankfurt?
Cuidamos da programação literária, que inclui a montagem do pavilhão e o estande das editoras. Cerca de um terço do gasto com o evento, que deve bater os R$ 18 milhões, passa pela FBN por meio do Fundo Nacional de Cultura, não do orçamento fixo da biblioteca. Outra parte é liberada via Funarte e Ministério das Relações Exteriores.
E qual a participação do mercado editorial na organização?
A participação da Câmara Brasileira do Livro hoje é feita só com recursos do governo.
Não acho que seja o ideal. O país precisa de projeção internacional, mas não às custas exclusivas de recursos públicos. O mercado editorial brasileiro é rico. Deve haver contrapartida das editoras.
Qual o maior problema da Biblioteca Nacional hoje?
Há problemas infraestruturais conhecidos. A FBN precisa de obras, emergenciais e de longo prazo, incluindo ar condicionado e segurança.
Quando foram anunciados R$ 70 milhões para questões como o ar condicionado, a perspectiva de solução era para 2015. É possível agilizar?
Um ponto emergencial é tornar operacionais os antigos aparelhos de ar condicionado que temos. A licitação está sendo feita e isso deve se resolver em curto prazo.
Outro fator é uma obra geral na refrigeração da biblioteca. Que não tem a ver só com o desconforto dos frequentadores, mas com o armazém, que chegou a bater 50°C no verão. Não é recomendável uma temperatura dessas para a guarda de documentos.
Preciso analisar os procedimentos já definidos. Vou falar com a Fundação Getúlio Vargas [FGV], que está elaborando os termos para a licitação. A FBN não tem estrutura para fazer isso internamente.
Como está hoje o déficit de servidores na FBN?
O desaparelhamento institucional obriga a biblioteca a contratar serviços para atividades que deveria poder fazer. Se não precisássemos da FGV para elaborar os termos necessários à licitação, o processo poderia ser abreviado.
É urgente um concurso público. Deve ocorrer em curto prazo, mas não repõe todo o quadro necessário.
Qual seria o quadro ideal?
A biblioteca tem 791 pessoas, entre terceirizados, cedidos por outros órgãos e concursados. Houve evasão de 25% dos concursados desde 2006. Parte do que hoje é terceirizado deveria e deverá ser incorporado à estrutura.
Com a vinda da imensa estrutura das políticas do livro para cá, houve um realinhamento dos cargos de confiança. A composição ficou torta.
E é preciso aumentar salários. Como a guardiã da memória do país pode ser desmemoriada em relação aos que trabalham nela?
O sr. é a favor da equiparação com a Casa de Rui Barbosa?
É um belo exemplo. A Casa Rui conseguiu aumentar os salários por ser uma casa de pesquisa. Foi entendida dentro do sistema nacional de ciência e tecnologia. A FBN tem de fazer o mesmo.
Vou convidar o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, a visitar a biblioteca. Não se trata de mudar de ministério, mas de reconhecê-la como um ente híbrido.
Como está a digitalização do acervo da biblioteca?
Há uma ênfase do governo no tema da inovação. A biblioteca tem que mostrar que guardar acervos tem a ver com inovação. Temos uma estrutura boa para digitalização.
O trabalho já está sendo feito, mas precisamos acelerar, pensar num instrumento de busca que vincule outras bibliotecas. Uma ideia é trabalhar por uma rede de bibliotecas lusófonas, compartilhando bases.
Vida
Nasceu no Rio de Janeiro. Tem 58 anos.
FORMAÇÃO
Ciências sociais pela Universidade Federal Fluminense, mestrado e doutorado em ciência política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro
CARREIRA
Professor de teoria política na UFF (Universidade Federal Fluminense), foi diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio (Faperj) e presidente do Instituto Ciência Hoje 

01/05/2013

"Neuromancer" completa 30 anos


'Neuromancer', a obra que legitimou o cyberpunk, completa 30 anos. As histórias desse subgênero da ficção científica se passam em futuro distópico com ênfase em alta tecnologia e degradação social
Um mundo onde as corporações multinacionais têm grande poder e controlam um volume substancial da sua vida; onde a computação e a internet estão em todos os lugares, sendo usados até para fins militares; onde as cidades se expandiram tanto até se fundirem; e onde a interface entre homem e máquina está avançando.
Pode parecer uma descrição do mundo atual ou mesmo de alguns anos à frente, mas na verdade é o futuro representado no romance Neuromancer, do escritor norte-americano William Gibson.
Escrito em 1983 (mas publicado em 1984), o livro transformou esse cenário num elemento integral do subgênero que legitimou o cyberpunk. Tecnologias de informação e cibernética mescladas à desintegração na ordem social são alguns dos elementos que caracterizam esse estilo
Detalhes no URL:

Na Amazon (brochura: US$ 17.41; edição para o Kindle US$ 5.04):


Obra da Biblioteca Pública de Limeira tem atraso


Fonte: G1. Data: 18/04/2013.
URL: http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2013/04/obra-de-biblioteca-de-r-3-milhoes-em-limeira-tem-atraso-de-15-meses.html
A construção de uma biblioteca dentro do Parque Cidade, em Limeira (SP), já consumiu R$ 3 milhões em recursos municipais e ainda não foi concluída. A entrega da obra, iniciada em fevereiro de 2010, está 15 meses atrasada e teve três prazos de conclusão desrespeitados. O local já foi depredado e a estrutura do prédio apresenta problemas antes mesmo de ser aberto ao público.
A primeira previsão de conclusão da obra da biblioteca era janeiro de 2012. Depois, o projeto recebeu novas previsões de conclusão: dezembro de 2012 e depois fevereiro de 2013. O local não tem nem mesmo o alvará de segurança concedido pelo Corpo de Bombeiros, conforme informações da Prefeitura de Limeira. Além de vidros quebrados, o forro do prédio apresenta avarias e o local tem sido frequentado por usuários de drogas.
O diretor municipal de Escolas de Arte e Bibliotecas, Luiz Carlos Borges da Silva, disse que a empresa contratada para a obra ainda não a entregou definitivamente.
"É uma obra que a administração recebeu pronta, mas sem condições de uso. Nós reunimos com a empresa responsável e estamos exigindo algumas coisas, como a aprovação do Corpo de Bombeiros. A previsão é que em junho a biblioteca esteja em funcionamento", disse Silva.

Evento: Livro digital


Quarto Congresso Internacional CBL do Livro Digital
Data: 13 e 14 de junho de 2013.
Local: Federação do Comercio, São Paulo (SP)


Entrevista: Alberto Manguel


Autor: Luis Costa Pereira Junior
Fonte: Revista Língua.
O leitor lê o que quer, o escritor escreve o que pode. A frase de Jorge Luis Borges é usada pelo ensaísta Alberto Manguel como um mantra: porque não se sabe como será interpretado, deve-se escrever como uma extensão da leitura.
No fim do ano, o autor argentino radicado no Canadá veio ao Brasil para a VI Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto), divulgar “A Biblioteca à Noite” e “Todos os Homens São Mentirosos” (Cia. das Letras).
O tema biblioteca lhe é central. Está em “A História da Leitura” e no “Dicionário dos Lugares Imaginários”, que cravaram o nome de Manguel no Brasil.
Filho de embaixador rodou o mundo. Aos 14 anos, ia à casa de Borges ler para o autor já cego. Hoje, cita Borges "ao menos três vezes" por palestra. A citação ajuda o leitor a crer na realidade do texto e a levar a gente a sério, brinca. Agora, escreve um livro de ensaios (“O Leitor como Metáfora”) e a segunda novela “Um Amigo de Platão”, sobre dois homens que travam guerra sobre a verdade. Uma fábula. Afinal, para Manguel, nada é verdadeiro, a não ser o que encontramos nos livros.
Ler de fato nos melhora?
Fiz o secundário no Colégio Nacional de Buenos Aires, em meio à ditadura. Foi um professor de literatura de lá que me inspirou a escrever. Ele me fez descobrir a função humanizante da literatura, que a ficção é uma mentira que conta a verdade e a experiência dos personagens é, no fundo, a nossa experiência. Veja, os alunos desse colégio fizeram forte oposição aos militares. Pouco depois eu saí do país, mas soube que muitos de meus colegas foram denunciados, torturados e mortos. Uns vinte anos depois, voltei à Argentina para uma festa de ex-colegas. E descobri, chocado, que aquele professor era o informante dos torturadores. Ler em si mesmo não é mais que uma atividade essencial. Mas o valor do ato está dado pelo uso que fazemos da leitura.
Para Paul Virilio, o símbolo do século 20 foi o arvoredo amado por Goethe, intacto num campo nazista. Um leitor refinado comandara aquela carnificina.
Minha primeira reação foi rechaçar a literatura associada àquele professor. Mas percebi que a literatura é uma forma de manter atenção entre duas margens. Há incontáveis exemplos de leituras que conduziram a atos terríveis. O mais anedótico foi o daquele que leu “O Apanhador no Campo de Centeio”, do Salinger, e entendeu pela leitura que havia de matar John Lennon. Mas há leituras que permitem fazer uso da memória da
experiência do mundo. Nesse caso, ler melhora nossa maneira de atuar.
Se, como você diz, sabemos que o universo não tem sentido, por que ainda lemos e escrevemos livros?
Em parte, ler é extensão de uma função biológica. Certos animais usam de camuflagem e outros criam defesas para atuar no mundo. Nossa espécie desenvolveu a imaginação, uma forma de construir o mundo antes de experimentá-lo. Se posso imaginar como é pôr a mão na boca de um tigre, sim, vou pôr a mão. A imaginação faz com que inventemos histórias para reter nossa experiência. Para conhecê-las, desenvolvemos a leitura. Lemos e escrevemos para entender a experiência antes de tê-la e para ativar
nossa própria experiência, para dizer que essa é a forma que sentimos e entendemos, para que as gerações futuras possam sabê-lo.
Como foi ler para Borges?
Quando ficou cego nos anos 50 ele se deu conta de que precisava dos outros para ler. Pedia a qualquer um, pois não lhe interessava uma leitura interpretativa. Eu trabalhava numa livraria. Um dia, ele me pediu. Era uma leitura sem entonação, que interrompia para entender como o texto foi construído. Sobretudo, queria que eu lesse contos porque voltara a fazê-los, e eles viraram “O Informe de Brodie” [1970]. Para mim, foi uma experiência mecânica.
E a convivência com ele?
Borges tinha grande senso de humor, mas não era afetuoso no sentido pleno da palavra. Não creio que tivesse amigos. Com Bioy Casares tinha uma relação particular, mas intelectual. Era amável, mas nunca, nunca houve uma conversação pessoal, de me perguntar sobre a vida, meus interesses.
Sua obsessão pelo tema biblioteca veio de Borges?
Sim e não. Tudo meu tem influência dele. Mas meu interesse em livros e bibliotecas começou aos 4 ou 5 anos. Sempre estive rodeado de livros, e desde pequeno ordenava as obras de certa maneira. O benefício de ter conhecido Borges foi ter contato com certos autores e uma forma de pensar a leitura, mas não diria que foi a partir dele que começou meu interesse no tema.
Por que tomou a leitura como objeto de pesquisa?
Não me definiria pesquisador, mas alguém que tenta entender o que faz. Desde os meus 3 ou 4 anos, minha família viajava muito. Não contava com um lugar fixo, sempre meu. Esse lugar, para mim, foi o livro. Lembro de sentir um alívio ao chegar em casa e encontrar num livro o mesmo texto, com a mesma ilustração na mesma página. Essa foi para mim a experiência primária. Aprendi nos livros o que era a amizade, a morte, o amor, antes de conhecê-los na vida de carne e osso.
Quais os livros que considera essenciais?
Mudam todo dia. Os importantes dependem de quem somos quando os escolhemos. Em certo momento, o mais importante pode ser “Alice no País das Maravilhas”, esta manhã “A Divina Comédia”, esta tarde não sei o que será. Toda biblioteca é uma autobiografia. A minha é um conjunto de possibilidades de quem sou. Às vezes essa possibilidade coincide com certo título, me dou conta que um título é a pessoa que fui há anos e é como visitar uma memória passada.
Qual é o seu método de pesquisa?
Desordenado e amplo. Quem não sabe precisamente o que procura, busca em muitos lugares e direções, e isso faz com que a pessoa pareça erudita, mas seu trabalho nasce da ignorância mais profunda. Se quiser escrever sobre Santo Agostinho, investigava tudo, pois dele nada sabia. Não tenho metodologia, mas curiosidade e uma forma de pensar distraída e associativa. Isso confere certa complexidade à produção de ensaios.
Permite criar ensaios melhores?
A novelista americana Cynthia Ozick dizia que há duas metodologias para escrever ensaios: uma é recordar o caminho sabendo aonde chegar e a outra é passear pelo bosque, ir à esquerda, à direita, e é melhor nem chegar a alguma parte. Minha tendência é a de passear, pois não tenho a mente rigorosa, mas há ensaístas de uma luminosa claridade, que sabem aonde vão desde o início. Borges, por exemplo. Não creio que se possa falar qual a melhor possibilidade. Só do que dá resultado ou não. "Ler é extensão de uma função biológica. Certos animais usam de camuflagem e os criam defesas para atuar no mundo. Nossa espécie desenvolveu a imaginação, uma forma de construir o mundo antes de vivê-lo".
Qualquer assunto pode ser tratado dessa forma?
Há ensaios maravilhosos sobre nada. Xavier de Maistre criou [em 1794] um magistral: “Viagem ao Redor do meu Quarto”. Qualquer tema se presta à interrogação e talvez o ponto de partida seja este: fazer uma pergunta e chegar a uma melhor pergunta.
Como insere seus livros recentes em sua obra?
Quando comecei a escrever, eu o fiz consciente que estava escrevendo como leitor, não como um escritor. Mas nos livros que fiz não sei se há uma progressão, um aumento de complexidade ou um melhor entendimento sobre algo, mas uma abertura de perguntas.
Aonde levam essas perguntas?
Percebi, com “Uma História da Leitura”, que escrevia um livro com um número específico de capítulos, mas bem poderia ter cem mais. De alguma maneira, o tema da leitura abarca todas as atividades humanas e os conhecimentos possíveis. Quando Borges imaginou uma biblioteca contendo o universo, falava exatamente isso. Ao pensarmos o mundo como livro, como espaço que lemos, a leitura define todas as atividades. Não posso pensar em nenhum tema que não esteja relacionado ou incluído no tema da leitura.
Como vê o modo como é escrito o ensaio hoje?
Não há característica que defina o ensaio em um momento particular. Como gênero, muda em relação não só aos escritores como aos leitores. Um da Grécia antiga não se diferencia tematicamente de um diálogo ou poema filosófico, mas em certo momento há a intenção de tratar um tema de maneira particular, digamos em Plutarco, em Sêneca ou, nos latinos, em Cícero. Essa forma vai se definindo até Montaigne dar ao gênero a palavra "ensaio", como ideia de algo que se está provando, de se tentar algo a partir de uma voz particular. Não é que fosse a primeira vez em que foi feito, isso já existia. Mas Montaigne conscientemente diz ao leitor: "Estou num diálogo com você". Hoje, o ensaísta pode inventar técnicas ou limitar-se às já sabidas, mas faz o mesmo que todo escritor: estabelece um acordo. Não creio que haja um estilo particular no ensaio de nossa época.
Quais problemas a tecnologia coloca ao amante de livros?
A tecnologia é só uma fábrica de instrumentos que usamos de uma maneira ou outra. Quando falamos de problemas estamos na verdade falando da indústria eletrônica que leva à compra de aparatos na sua maior parte inúteis. A indústria distorce a relação entre leitor e texto, impondo instrumentos como razão para a existência do texto. Logo se inventam razões intelectuais para justificar o consumo, mas não há de fato motivo para o qual todos tenham necessidade de comunicação 24 horas todo dia, em toda parte do mundo.
A internet não é a grande biblioteca atual?
Internet não é biblioteca. É um lugar de acumulação de informação. É importante e banal. Numa sinagoga do Cairo medieval havia um tipo de depósito chamado Guenizá, onde era posto tudo o que era escrito. Porque podia conter o nome de Deus, nada era destruído... Havia cartas, documentos importantes, e listas de compras, contas, rascunhos. Com a internet há o mesmo. Em minha biblioteca, encontro a informação que quero, sei seu valor e peso. Mas na rede, em que poderia achar a mesma informação, não sei o contexto, a relação entre um texto e sua fonte.
"Há uma música, uma doçura na língua portuguesa, um sentido de que é um idioma respeitoso, que a mim encanta", mas sua função de acervo não seria inegável?
Há sites úteis, mas falta curadoria. Ao se criar a biblioteca de Alexandria, que pretendia ter tudo, o problema era que nenhum leitor poderia fazer uso eficaz de tudo. O que Calímaco, um dos primeiros bibliotecários, fez foi criar catálogos racionais: "nessa temática, estas são as obras importantes". Isso criou os primeiros cânones. Mas trouxe problemas. Implicou um tipo de censura. Se disser que algo é importante, outros não entram na seleção. Toda ordem significa um tipo de exclusão. Então, quando a internet oferece as primeiras seleções não é sequer pelas razões intelectuais que pautaram Calímaco. Há um sistema mecânico, que não tem a ver com a busca intelectual.
A literatura é uma forma de vencer o esquecimento. Há o risco de, na era da internet, voltarmos a esquecer?
Num diálogo de Platão, ele conta ou inventa o mito pelo qual o deus egípcio Tot oferece ao faraó o presente da escrita. O faraó o recusa. Se o aceitasse, os homens não mais recordariam, pois a escrita recordaria por eles. Séculos de literatura mostraram que a literatura serve para fomentar a memória. A acumulação indiscriminada e o mito de que as coisas caem na rede só por um período fazem com que a internet exista só num eterno presente. A história de uma ideia se perde e não há traços nem da correspondência - a maior parte dos e-mails se perde.
Sem data e contexto, desorienta-se o leitor...
No computador, toda versão é apagada, a última é o que fica. Quando Montaigne publica seus “Ensaios”, leva consigo uma edição para corrigi-la em casa. Depois que morreu, em 1588, o exemplar com as correções seguiu para edição. Está na biblioteca municipal de Bordeaux. Um de seus ensaios famosos é sobre a amizade. Quando fala da amizade com [Etienne de] La Boétie, Montaigne cunhou uma frase famosa: se lhe perguntam por que o queria como amigo, não saberia responder, salvo para dizer que ele era ele e eu era eu. Na edição impressa em vida, a frase era: "Se me perguntam por que o queria, não saberia o que responder", ponto. No exemplar modificado, com tinta negra, Montaigne agregou: "Salvo para dizer que ele era ele". E logo depois, em azul, "e porque eu era eu". Temos aqui a evolução de uma das frases mais comoventes da França, sabendo que primeiro se pensou uma coisa, depois outra e em seguida uma terceira. Hoje teríamos só a frase final, ainda comovente, mas sem história.
Acompanha a literatura brasileira?
Ela parece crescer de sua própria inspiração. A norte-americana é encerrada em si mesma, não conhece o resto do mundo. A brasileira conhece, mas se inspira em si. De Machado de Assis a autores mais recentes, todos parecem inspirados por suas circunstâncias a partir de uma língua que vão criando. Vemos isso em Guimarães Rosa, um fenômeno que não conheço em nenhuma outra língua ou literatura.
Do português, o que mais lhe chama atenção?
Não falo português, que para mim é como ler através de um vidro escuro, mas há uma música, uma doçura, um sentido de que é uma língua respeitosa, que a mim encanta, em particular no uso de "você", de "senhor". Sempre me pareceu uma língua que respeita constantemente o interlocutor, coisa que não se sucede no espanhol, por exemplo, e
certamente não com o inglês.

26/04/2013

Catalogação de objetos digitais


Editado em 2006, pela American Library Association, este manual centra-se na apresentação de orientações para a descrição, documentação e catalogação de bens culturais em geral. Direcionado para as áreas da Arte e Arquitetura, não deixa de ser essencial para quem pretende descrever outros objetos de cultura material.
Encontra-se organizado em três partes. A primeira parte contém princípios orientadores para uma catalogação do objeto com requisitos mínimos de descrição. A segunda parte, organizada em nove capítulos aborda, de uma forma mais complexa, os elementos descritivos que cada registro deve conter. Cada capítulo apresenta e discute um ou mais metadados assim como as relações que possam existir entre eles. Finalmente, a terceira parte descreve os elementos que devem ser incluídos nos registros de autoridade assim como alguns procedimentos que devem ser tidos em conta na construção destes registros.
Referência bibliográfica:
BACA, Murtha, ed. Cataloging cultural objects: a guide to describing cultural works and their images . Chicago: American Library Association, 2006. 396 p. ISBN 978-0-8389-3564-4.
Esta obra encontra-se atualmente disponível para consulta e download em http://cco.vrafoundation.org/index.php/

Evento: Seminário em Ciência da Informação


Evento: V Seminário em Ciência da Informação - SECIN
Data: 22 a 24 de maio de 2013.
Tema: “De Ambientes Estáticos para a Comunicação Móvel”
Local: Universidade Estadual de Londrina - UEL
Objetivo: Troca de informações entre discentes e docentes, pesquisadores e profissionais das áreas de Ciência da Informação.

Reforma da Biblioteca Câmara Cascudo (Natal, RN)


Fonte: Tribuna do Norte (Natal, RN). Data: 10/04/2013.
Autoria: Alexis Peixoto.
A saga da Biblioteca Câmara Cascudo ganha um novo capítulo. Depois de uma espera que já dura quatro anos, as obras de reforma e restauração do prédio onde funciona a maior biblioteca pública do Rio Grande do Norte devem começar na próxima semana, com prazo de conclusão estimado em doze meses. Na manhã de ontem, a reportagem do VIVER acompanhou, em visita à BPCC, uma comissão técnica formada pelo diretor da instituição, Márcio Rodrigues; pelo inspetor fiscal da Secretaria Estadual de Infraestrutura, Genardo Lucas; pelo chefe do setor de patrimônio da Fundação José Augusto, Sérgio Wycliffe; e pelo engenheiro Flávio Guedes, representante da empresa Flague Construções Ltda, que irá assumir a obra. A comissão examinou in loco as condições atuais do imóvel e definiu quais serão as medidas prioritárias para começar o serviço. Contudo, a questão do armazenamento do acervo da biblioteca continua pendente.
Durante a visita, a comissão técnica percorreu os três pavimentos da biblioteca. Em todos os ambientes o cenário encontrado é praticamente o mesmo: livros e revistas empilhados em cima de mesas, distribuídos em estantes enferrujadas ou guardados em caixas de papelão.
Segundo o diretor da Biblioteca, Márcio Rodrigues, dos 100 mil livros que compõem o acervo apenas 10% estão empacotados e prontos para o transporte. O restante ainda precisa passar pelo processo de higienização, para remoção do excesso de poeira, antes de ser guardado nas caixas. “Devemos terminar de limpar ainda esta semana. A correria agora vai ser terminar de empacotar tudo até o início das obras”, disse.
Além do trabalho braçal de limpar e empacotar os livros, há outro problema que precisa ser resolvido: o local para acomodar o acervo. Para o engenheiro fiscal da Secretaria de Infraestrutura, Genardo Lucas, a melhor solução é guardar os livros na própria Biblioteca. “O transporte do acervo é trabalhoso. Pode danificar os livros e atrasar o cronograma da obra. Uma solução possível é armazenar os livros em um ambiente da própria biblioteca, que ficará fechado e longe das áreas onde estão sendo feitas as intervenções”, opina Genardo.
Polêmica
Oficialmente, o plano da Fundação José Augusto, instituição responsável pela BPCC, é levar os livros para o antigo Centro Experimental de Teatro no bairro Tirol. Porém, em novembro do ano passado, veio a polêmica: a direção do Aeroclube Natal reivindicou a posse definitiva do terreno onde funcionou o Centro Experimental. A área, de 38 mil m², foi cedida pelo Governo do RN ao Aeroclube na década de 1920, para realização de cursos de aviação. A disputa ainda corre na justiça, acompanhada pela Procuradoria Geral do Estado.
Segundo a diretora administrativa da FJA, Ivanira Machado, a possibilidade de transportar os livros da BPCC para o Centro Experimental de Teatro não foi descartada. “Estamos conversando com a direção do Aeroclube e já acertamos que os livros vão ficar lá. Mas não temos data para começar a remover o acervo”, diz.
Questionada pela reportagem se o atraso no transporte dos livros poderia colocar em risco as obras na Biblioteca, Ivanira foi taxativa: “Não existe essa possibilidade. Vamos resolver tudo seguindo o cronograma”.
Reforma amplia capacidade do acervo
Para o engenheiro Flávio Guedes, da Frague Construções Ltda, a melhor maneira de começar a colocar ordem na Biblioteca Câmara Cascudo é pelo reparo da cobertura, para evitar novas infiltrações. “A prioridade é consertar o telhado. Queremos aproveitar o período atual, de poucas chuvas, e começar imediatamente já na próxima semana”, afirmou Guedes.
Após a etapa inicial, o passo seguinte é reformar os pavimentos superiores, onde deve ser construído um auditório. No térreo, será criado um espaço infantil e, no saguão de entrada, uma recepção. Além disso, com a ampliação dos ambientes internos, a capacidade de armazenamento da biblioteca deve dobrar, atingindo a capacidade de 200 mil volumes. A informatização do acervo, com direito a instalação de terminais de consulta, também está prevista.
A obra de restauração da Biblioteca Câmara Cascudo está orçada em R$ 1,5 milhão, sendo R$ 1,1 milhão proveniente de verbas federais do Ministério da Cultura e R$ 400 mil de contrapartida do Governo Estadual. O prazo para conclusão é de doze meses, a contar do início da obra.