02/09/2014

Documento histórico sobre comunicação científica

O mais recente número da Revista Brasileira de Inovação, publicado em julho, traz a íntegra do documento Science The Endless Frontier, elaborado nos Estados Unidos na década de 1940 e que forneceu as bases para a organização do sistema de pesquisa norte-americano. Com grande impacto na comunidade científica global, o documento foi utilizado por pesquisadores brasileiros nas propostas à Assembleia Constituinte de 1947 que resultaram na criação da FAPESP.
O texto de apresentação da edição da revista, assinado por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, destaca a relevância atemporal do documento, preparado por Vannevar Bush, então diretor do Escritório de Pesquisa Científica e Desenvolvimento (Office of Scientific Research and Development) dos Estados Unidos, para o presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt.
Em carta entregue a Bush um ano antes, Roosevelt revelava preocupações que apontavam para a necessidade de se organizar um sistema de ciência e tecnologia mais moderno e estruturado do que aquele que havia no país antes da guerra.
Foi formulada, então, uma proposta legitimada por debates entre reconhecidas lideranças da pesquisa acadêmica e industrial nos Estados Unidos em torno de ideais de liberdade acadêmica, valorização da pesquisa básica e autonomia da agência de financiamento.
“O fato é que o sistema de pesquisa nos EUA e na maior parte dos países do mundo era pouco estruturado antes da Segunda Guerra Mundial. Raros países tinham agências nacionais de fomento à pesquisa e poucas universidades se envolviam em pesquisa”, explica Brito.
O documento formulado por Bush também reconhece certa urgência por autonomia na pesquisa norte-americana em relação à europeia no pós-guerra. “Não podemos mais contar com a Europa, destruída, como fonte de ideias fundamentais”, alertava.
Diante disso, foi sugerida a organização do sistema de pesquisa envolvendo indústrias, universidades, laboratórios e o governo – este como planejador e financiador, mas destacando que “a liberdade de pesquisa deve ser preservada”.
O documento apresenta definições e orientações que fundamentaram a política científica dos Estados Unidos, valorizando a pesquisa básica, definindo as universidades e os laboratórios governamentais como suas principais sedes, reconhecendo o papel da indústria, defendendo incentivos fiscais e patentes e propondo um sistema de bolsas para estudantes de graduação e pós-graduação, com foco na seleção por mérito e em melhoramentos no ensino de ciências.
Science The Endless Frontier propôs ainda a criação de uma “National Research Foundation” para apoiar a pesquisa básica em Medicina e Ciências Naturais e o treinamento de pessoal em pesquisa, defesa nacional e cooperação científica internacional – ideias que encontraram terreno fértil nas transformações pelas quais o mundo passava.
“O relatório Bush formulou muito do que estava acontecendo, mas as condições objetivas estavam dadas para o desenvolvimento do apoio governamental à ciência em quase todo o mundo. Nos Estados Unidos, o advento da guerra fria acelerou fortemente o protagonismo governamental e, com isso, a pesquisa básica, a pesquisa aplicada, o desenvolvimento tecnológico e a inovação se desenvolveram a uma velocidade nunca antes vista em outros países”, considera Brito.
A apresentação do contexto histórico e social do relatório Science The Endless Frontier e a íntegra do documento (em inglês) podem ser acessadas na página da Revista Brasileira de Inovação, assim como os artigos e demais conteúdos da edição.
Fonte: Agência FAPESP

Novo número: Revista A to Z

É com satisfação que divulgamos o novo número da Revista AtoZ: novas práticas em informação e conhecimento, publicada pelo Curso de Gestão da Informação da Universidade Federal do Paraná/Brasil.
Abaixo o sumário com os artigos desse número (AtoZ, v. 3, n. 1, jan./jun. 2014), , disponíveis nos formatos HTML, PDF e ePUB
Editorial
Informação & Globalização. Denise Fukumi Tsunoda.

Entrevistas

Gestão da Informação em Portugal: formação, mercado e perspectivas. Maria Cristina Vieira de Freitas, Maria da Graça de Melo Simões.

 Artigos

A pesquisa sobre o fazer pesquisa: uma análise de citação da literatura periódica em Ciência da Informação. Juliana Lazzarotto Freitas, Leilah Santiago Bufrem, Ely Francina Tannuri de Oliveira, Maria Cláudia Cabrini Grácio.
A disseminação da informação no Twitter: uma análise exploratória do fluxo informacional de retweets. Célio Andrade Santana Júnior, João Pedro Silva Albuquerque, Fabiola Souza Queiroz, Steffane Ramires Lima.

Short Papers

Periódicos brasileiros em Odontologia e a fuga dos artigos científicos de alto impacto. Rubenildo Oliveira da Costa, Lúcia Maria S. V. Costa Ramos.
Definição de metadados para registros de áudio em repositórios digitais de acesso aberto. Maria Imaculada da Conceição, Maria do Carmo Avamilano Alvarez, Hálida Cristina Rocha Fernandes.


Os artigos podem ser acessados no URL: http://www.atoz.ufpr.br/index.php/atoz


Crescimento dos livros de gastronomia

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 27/08/2014.
Autoria: Guilherme Sobota.

Os livros são grandes, têm capa dura e se confundem, no aspecto, com os livros de arte – mas o conteúdo, além das receitas, passa por reflexões sobre a gastronomia. O mercado editorial aproveita: só a Editora Senac São Paulo, uma das que mais se dedicam ao gênero, possui 256 títulos gastronômicos ativos e vendeu 13,5 mil exemplares entre janeiro e julho de 2014 – um crescimento de 96% em relação ao mesmo período de 2013. Esse movimento faz os eventos literários, como a Bienal do Livro ceder espaços grandes e com programação extensa, como o Cozinhando com Palavras – e vale a pena: quase mil livros de gastronomia da editora foram vendidos até ontem, 34% do total. O crescimento que se mantém há pelo menos três anos é resultado, segundo a publisher da Editora Senac, Jeane Passos, da atenção dada à própria alimentação, quando as pessoas voltam a produzir e cozinhar para elas mesmas. Às vezes, forçosamente: preços de restaurantes muito altos, dificuldade na mobilidade, lei seca, violência.

01/09/2014

Obras de referência



Acaba de ser lançado pela Editora Briquet de Lemos, “Brasil: obras de referência, 1999-2013” [Brasília: Briquet de Lemos / Livros, 2014. 366 p. ISBN 978-85-85637-55-2], de autoria de Ann Hartness.
 “Em 1999, esta mesma editora publicou Brasil: obras de referência, 1965-1998, de Ann Hartness, com referências e comentários de 2 913 publicações pertinentes ao estudo do Brasil, em seus aspectos históricos, econômicos e culturais, em sentido amplo. Essas publicações incluíam livros, folhetos, publicações seriadas, e capítulos de livros. Decorridos quase 15 anos, Ann Hartness nos oferece mais este resultado de seus esforços, constantes e competentes, para identificar materiais de apoio aos pesquisadores que se dedicam a temas brasileiros. Esta nova bibliografia comentada cobre o período de 1999 a 2013, dando continuidade à publicada em 1999. Com essas duas publicações, temos um levantamento quase exaustivo das fontes de informação sobre o Brasil durante os últimos 48 anos, num total de 4 814 obras. Além das fontes em formato impresso, que formam a maioria das que são aqui comentadas, este novo volume contempla vários recursos digitais, inclusive os que estão disponíveis na internet.



Este é um trabalho que se coloca ao lado de empreendimentos voltados para o registro de nossa brasiliana, como o Catálogo da Exposição de História do Brasil, de Ramiz Galvão, e o Manual bibliográfico de estudos brasileiros, de Rubens Borba de Moraes e William Berrien. Para realizá-lo, a autora, durante as viagens que fazia ao Brasil para aquisição de obras para a biblioteca latino-americana da University of Texas, garimpou, sistematicamente, em livrarias e editoras universitárias e oficiais de todo o país os materiais que foram selecionados para inclusão nesta bibliografia.” (Editora Briquet de Lemos).

Crise na USP faz historiador deixar Biblioteca Mindlin



Fonte: Agência Estado. Data: 29/08/2014.
O historiador Carlos Guilherme Mota pediu demissão nesta sexta-feira (29) do cargo de diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, que pertence à Universidade de São Paulo (USP). Segundo ele, o afastamento foi motivado pela crise da instituição, que tem professores e funcionários em greve há mais de três meses por reajuste salarial.
Mota, docente emérito da instituição, assumiu a direção da Brasiliana em abril deste ano e será substituído pela professora Sandra Vasconcelos, integrante do comitê acadêmico da biblioteca montado por ele. A unidade, inaugurada em março de 2013, reúne mais de 60 mil volumes, entre livros e documentos sobre o País, doados à USP oito anos antes pelo bibliófilo José Mindlin.
Em sua carta de despedida, distribuída a colegas ontem, Mota criticou a falta de condições causadas pela greve. Em um edifício com mais de 20 mil m² de área no Câmpus Butantã da USP, zona oeste da capital, a biblioteca teve o funcionamento prejudicado desde maio, quando começou a greve. Mota reclama, por exemplo, que não consegue entrar em seu gabinete há mais de um mês, por causa da paralisação e dos piquetes.
No texto, o ex-diretor critica severamente a postura radical dos movimentos sindicais e a inabilidade do atual reitor, Marco Antonio Zago, para articular esforços na solução da crise, além do rombo financeiro deixado por João Grandino Rodas, o último reitor. “E o governo do Estado está silente, como sempre”, completou.
“É um ato de protesto”, esclareceu Mota ao jornal O Estado de S. Paulo. O ex-reitor da USP José Goldemberg lamentou a perda. “Certamente não aconteceria se a situação fosse outra, sem greve com portas bloqueadas todos os dias.” A reitoria não comentou a saída.
Transição
O historiador foi convidado para o cargo com a tarefa de consolidar as atividades da Brasiliana, fortalecer os laços com bibliotecas nacionais e estrangeiras e também resolver problemas da gestão anterior. Na avaliação de Mota, a “missão foi cumprida”.
Para ele, a escassez de verbas na USP, que gasta mais do que recebe do Estado com salários desde 2013, também ameaça o avanço da biblioteca, apesar do apoio da reitoria à unidade. “Além da despesa de manutenção, comprar obras raras custa caro”, destacou. “Temos a vontade da biblioteca de Harvard, mas o bolso ainda (está) no terceiro mundo”, finalizou.

Acervos de bibliotecas da Russia estarão disponíveis para smarthphone e tablets



Fonte: Gazeta Russa. Data: 29/08/2014.
URL: http://br.rbth.com/ciencia/2014/08/29/acervos_das_principais_bibliotecas_da_russia_estarao_disponiveis_para_27145.html
Em 2015, os acervos das maiores bibliotecas russas estarão disponíveis para smartphones e tablets e poderão ser acessados gratuitamente. Para isso, será necessário apenas se registrar em um aplicativo móvel especial para plataformas iOS e Android.
O Ministério da Cultura russo planeja liberar o acesso a mais de 6 milhões de arquivos dos acervos da Biblioteca Eletrônica Nacional (NEB, na sigla em russo). A Biblioteca Estatal da Rússia, a Biblioteca Nacional da Rússia, a Biblioteca Presidencial B. N. Ieltsin e a Biblioteca Pública Técnico-Científica Estatal da Rússia  também participam do projeto da NEB.
Os usuários poderão não apenas ler, mas também salvar textos e imagens para visualização on-line gratuita. Em primeiro lugar, estarão disponíveis as obras dos clássicos russos, documentos históricos e teses.  Atualmente, muitos livros de arquivos e documentos dos tempos do Império Russo estão sendo vendidos em sites piratas.
O custo do desenvolvimento do aplicativo móvel será de pouco mais de 4 milhões de rublos (cerca de R$ 240 mil).

Roubados computadores da Biblioteca Estadual do Rio de Janeiro



Autor: Ancelmo Gois.
Fonte: O Globo. Data: - 28/08/2014.
Peças de seis computadores foram furtadas no térreo da Biblioteca Parque Estadual, no Centro do Rio, contou em sua coluna Ancelmo Gois. Trata-se daquele centro cultural de última geração com mais de 90 mil livros e 20 mil filmes, tudo de graça, inaugurado em março deste ano. O furto levou à interdição da área de autoformação, onde são oferecidos cursos. A Secretaria estadual de Cultura reconhece que o setor era descoberto pelas câmeras, mas prometeu que agora vai reforçar a vigilância. E não foi só isso. O acesso a internet foi interrompido ontem (a previsão é que volte a funcionar semana que vem) e outros 36 computadores estão desativados. É que dependem da implantação do sistema de automação do prédio, que está em andamento.

FEBAB passa a participar do Plano Nacional do Livro e Leitura



A FEBAB tem buscado ampliar a representação dos bibliotecários em diferentes esferas. Uma das conquistas da atual gestão o assento no Conselho Diretivo Do PNLL. A portaria interministerial designando os membros para compor o Conselho Diretivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL),pelo período de dois anos foi publicada e a A FEBAB estará representando a cadeia mediadora. A primeira reunião já está agendada para o próximo mês de setembro. A federação trabalhará firme na defesa das Bibliotecas!
Fonte: FEBAB. Data: 28/08/2014.