7 de nov de 2011

Regras para bibliotecas públicas mudam e Capital se adéqua

Fonte: Correio do Estado (Campo Grande, MT). Data: 7/11/2011.
URL: http://www.correiodoestado.com.br/noticias/regras-para-bibliotecas-publicas-mudam-e-capital-se-adequa_131021/

Autora: Laís Camargo.
- Fulano, vai já para biblioteca pensar um pouquinho

Durante anos era essa a utilização mais comum das bibliotecas nas escolas – sala de castigo. Desde as últimas pesquisas que apontaram a dificuldade dos alunos em interpretação de texto, muita coisa começou a mudar – a adoção do Enem como 'vestibular', a criação do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e a do plano estadual de MS como o primeiro do Brasil, além das regras para utilização das bibliotecas.
Até 2019, todas as escolas públicas deverão dedicar uma hora semanal para a leitura e toda reforma ou construção escolar deve envolver o espaço da biblioteca. Em Campo Grande as mudanças já começaram, a Reme (Rede Municipal de Ensino) conta hoje com cinco bibliotecários concursados e aposta no sistema de assistentes. “A maioria deles não tem ensino superior, recebem capacitação e formação constante e com o tempo vestem a camisa e se encantam pela leitura também. É um desafio”, afirma Denise Arakaki Takemoto, chefe da divisão de tecnologia educacional da Semed (Secretaria Municipal de Educação).
Para sair da concepção da biblioteca como depósito para livros didáticos e local de tortura, várias ações tem aproximado a realidade das bibliotecas com o mundo tecnológicos das crianças e adolescentes entre 5 e 14 anos como os blogs e as contações de história. “Temos um grupo de professores e assistentes que contam as histórias dos livros de forma teatral para dinamizar a biblioteca, para apresentar o livro de forma que a criança tenha vontade de frequentar a biblioteca”, explica a professora Angela Brito, superintendente de gestão de políticas educacionais da Semed.

Integração

Como criança aprende por exemplo, é necessário integrar as ações escolares com o incentivo em casa. “Já fizemos a tentativa esse ano de colocar um livro para a criança ler com a família, pretendemos colocar livro no material didático que a criança vai receber e estamos elaborando um diário para a família, um manual para incentivar a participação”, adianta Angela. Porém, ela lembra que existem fatores adversos, como o analfabetismo dos pais e valores: “Às vezes a pessoa não tem nem o que comer, então para ela o livro é supérfluo, então a escola tem a obrigação de fornecer o material”.
Mesmo não sendo a estrutura dos sonhos, as bibliotecas começam a ter mais influência na vida estudantil e buscam unir linguagens. “Hoje a leitura está inclusa na disciplina de língua portuguesa, mas temos orientado os professores que tudo que aprendemos é com base na interpretação de textos e por isso a leitura tem que permear todas as áreas do conhecimento”, acredita Angela.
A expectativa é que projetos individuais se tornem leis coletivas, como é o caso de uma escola municipal que dedica uma hora semanal a leitura, um momento em que todos os funcionários e alunos, da cantina até a diretoria, param para ler. “Queremos quebrar os paradigmas do adulto, o livro é um encanto, se a criança recebe estímulo desde cedo, será um adulto leitor. Não importa o gênero, um Harry Potter, por exemplo, tem 400 páginas, ou seja, a criança está lendo, e muito


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