23 de jul de 2015

Belo Horizonte e as bibliotecas públicas

Fonte: Hoje em Dia. Data:
URL: www.hojeemdia.com.br/horizontes/veja-comparativo-da-capital-mineira-frente-as-melhores-cidades-do-mundo-para-se-viver-1.333286
Autoria: Patrícia Santos Dumont.
Em uma ponta, Tóquio, dona da área urbana mais populosa do mundo, onde a expectativa de vida é de 83 anos e as pessoas passam, em média, 11 deles na escola. Na outra, a Cidade das Rosas, como é conhecida Portland (EUA), uma das dez mais verdes, com carros movidos a bateria elétrica. Entre elas, algo em comum: ambas fazem parte do seleto grupo dos 25 melhores locais do planeta para se viver.

Nenhum município brasileiro foi enumerado no ranking, que será divulgado na dupla edição de julho e agosto da revista inglesa Monocle

Como ficaria Belo Horizonte frente às cidades mais desenvolvidas do mundo? Com transporte público deficiente, número exorbitante de veículos e falhas estruturais crônicas, a capital mineira poderia se envergonhar diante das “gigantes”, como mostra levantamento do Hoje em Dia, respeitando os dados utilizados pela publicação estrangeira. 
A prefeitura, no entanto, acredita caminhar no rumo certo para alcançar o desenvolvimento pleno e o tão esperado reconhecimento internacional.
A publicação europeia considerou fatores básicos (índice de criminalidade, educação, qualidade da saúde e da assistência médica) e aspectos específicos, como quantidade de bibliotecas, rotas internacionais, ciclovias e preço médio de um bom almoço. 

BIBLIOTECAS
No quesito cultura, BH está muito aquém de importantes nações europeias. Enquanto Hamburgo (21º) e Genebra (22º) têm, por exemplo, 258 e 69 bibliotecas, respectivamente, nossa capital oferece um único espaço público, mantido pelo Estado: a Biblioteca Pública Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade.

Soa ainda mais absurdo para quem já experimentou a vida em países de primeiro mundo. “Eu amaria ter a possibilidade de estudar na biblioteca em vez de ficar em casa, ter acesso a outras fontes de informação, conhecer pessoas. Aqui, as pessoas não se sentem convidadas a frequentar bibliotecas, talvez por não ter uma estrutura tão legal”, lamenta a comunicadora belo-horizontina Simone Cota Silva, de 35 anos, que viveu quatro anos e meio em Paris, 15ª do ranking. A Cidade Luz tem 58 espaços públicos, considerando-se apenas as bibliotecas municipais.

IMPORTÂNCIA

Presidente da Academia Mineira de Letras, Olavo Romano associa às bibliotecas o papel de suplementar a formação dos cidadãos. “É incrível a transformação que o livro faz na vida das pessoas. A biblioteca tem papel fundamental em uma sociedade, tem recursos que existem para tornar a leitura mais estimulante e incentivar a socialização”.

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