12 de ago de 2015

E-book permite rastreamento do leitor

Autoria: Eduardo Melo.
Fonte: E-book News. Data: 6/08/2015.
Se uma editora pudesse descobrir em qual trecho de um livro os leitores mais desistem, o que ela faria? Em breve, saberemos. A privacidade dos leitores está novamente na mira.
Um novo recurso, que rastreia o comportamento de consumidores de ebooks, foi lançado pela Jellybooks. Chamado de candy.js, é um código Javascript inserido dentro do ebook, cuja finalidade é descobrir como o leitor lê o livro. As informações reunidas, são enviadas para a editora, que pode então analisar os dados de vários leitores.
Para o fundador da Jellybooks, Andrew Rhomberg, “os insights que reunimos são fascinantes. A questão agora é a história que esses dados nos contam e que impacto podem ter”. Para o Digital Book World, ele revelou que a Penguin Random House UK estava entre os primeiros parceiros de um programa piloto desta tecnologia.
Este rastreamento já é amplamente utilizado pelas grandes livrarias online. Amazon e Kobo foram as pioneiras no uso de dados de leitura em variados recursos oferecidos aos leitores – um usuário da Amazon pode ver, no seu exemplar do ebook, os trechos mais marcados por outros usuários; um usuário da Kobo pode acompanhar seu tempo médio de leitura; e por aí vai. A diferença é que, agora, as editoras também poderão obter estas informações.
Por enquanto, o candy.js é incluído apenas em Advance Reader Copies (ARC), cópias que as editoras encaminham a livreiros, jornalistas, revisores, revistas, etc, antes do lançamento comercial dos ebooks. Normalmente, esses ebooks são lidos em aplicativos para Android ou são importados para serviços da Apple, como o iBooks. Enquanto o ebook é lido, a Jellybooks coleta dados da leitura de cada pessoa. Os dados são armazenados dentro dos ebooks, e ao usuário é permitido ler online ou offline. Em compensação por receberem o ebook gratuitamente, os leitores são solicitados a enviarem os dados. A Jellybooks, então, distribui os resultados a autores e editores, organizados em gráficos e figuras.

Como ressalta o site Good eReader, se a tecnologia for usada nos ebooks vendidos nas livrarias, dificilmente os leitores terão qualquer “compensação” por repassarem às editoras os seus hábitos de leitura.

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