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6 de out. de 2015

Bibliotáxi



A prefeitura de Porto Alegre lançou, em 24/9, o projeto Bibliotáxi, que prevê a instalação de pequenas bibliotecas nos táxis da cidade. A ideia é disponibilizar livros para o passageiro levar para casa e depois devolvê-lo em outro veículo.
O projeto é fruto de uma parceria do Banco de Livros da Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais e uma empresa de aplicativo de táxi. De acordo com a prefeitura de Porto Alegre, três mil veículos devem ser transformados em minibibliotecas. Atualmente a frota da capital gaúcha conta com 3.922 carros.
Além dos livros que fazem parte do acervo ambulante, a população também é convidada a doar novas obras.
Em um comunicado sobre o projeto divulgado pelo Executivo municipal, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, ressaltou que o Rio Grande do Sul concentra um bom número de leitores.
“Somos o estado que mais lê no Brasil. Temos que manter essa posição e ampliar o número de pessoas com o hábito da leitura", afirmou.
Como funciona
Os livros são colocados em bolsões instalados no encosto do banco dianteiro do passageiro dos veículos. O passageiro escolhe um exemplar, leva para casa e depois devolve em outro táxi que faça parte do projeto. A expectativa é de que 20 mil livros sejam disponibilizados.
Os bolsões serão instalados nos táxis que trabalham com o aplicativo que faz parte da parceria do projeto.
A duração prevista para o projeto é de um ano.

26 de mai. de 2014

Bibliotáxi na Paraíba



Fonte: Portal G1. Data: 24/05/2014.
URL: http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2014/05/taxis-circulam-com-biblioteca-movel-e-emprestimos-de-livros-na-paraiba.html
Após dezoito anos trabalhando como taxista, Almir Angelo Sousa da Silva aliou aos cuidados com a direção o de incentivador à leitura. O motorista é um dos centenas que integra o projeto Bibliotáxi, uma biblioteca no interior de táxis de João Pessoa, que possibilita o uso ou empréstimo de aproximadamente 500 livros na capital. Em torno de 90% deles são de literatura.
Almir conta que muitos clientes ainda se surpreendem com um kit com livros para empréstimo dentro de um táxi. A curiosidade tem gerado conversas sobre o projeto e sobre literatura. “O maior ganho é incentivar os passageiros a lerem mais e compartilhar conhecimento. É legal curtir e compartilhar nas redes sociais, mas é melhor na vida real. Qualquer ideia que incentive o compartilhamento físico de livros precisa de apoio. Se incentiva a leitura e melhora a escrita de quem lê”, disse.
Qualquer passageiro que pegue um dos pouco mais de 400 veículos que integram o projeto na capital tem acesso aos livros fornecidos pela editora Saraiva para o projeto de BiblioTaxi. As pessoas cadastradas no aplicativo EasyTáxi, que é uma empresa que facilita o contato entre taxistas e o público, têm o direito a levar os livros para ler em casa.
Almir Angelo conta que "uma cliente pegou o táxi na rua e durante a viagem ao ver os livros ficou curiosa e empolgada com a possibilidade de levar um dos livros. Mas como o empréstimo é exclusivo para clientes da EasyTáxi na hora ela baixou o aplicativo”, frisou.
O projeto foi implantado há pouco mais de 15 dias em João Pessoa em uma parceria da empresa Easy Táxi e a livraria Saraiva. A empresa está associada hoje a 32% da frota de 1.350 veículos.

25 de nov. de 2013

Bibliotáxi



Fonte: Tribuna do Norte (Natal, RN). Data: 20/11/2013.
URL: http://tribunadonorte.com.br/noticia/biblioteca-movel-e-compartilhada-nos-taxis/266961
Uma boa ideia surge quando e de onde menos se espera, e não raro brota em momentos de dificuldade. Foi o que aconteceu com o publicitário mineiro Tallis Gomes, criador do aplicativo “Easy Taxi”, serviço personalizado de táxi que começou operar em Natal há pouco mais de cinco meses e que há uma semana passou a oferecer um ‘plus’ aos passageiros: a ‘bibliotaxi’. Ou seja, além da possibilidade de chamar um táxi com um clique no telefone e sem a necessidade de intermediários, utilizando o sistema de georeferenciamento dos aparelhos, o trajeto ganha um significado literário. Criado no início de 2012 no Rio de Janeiro, o serviço é gratuito no Brasil e já está em 17 países até o momento.
Por enquanto, dos cerca de 300 taxistas cadastrados em Natal, cerca de 15% já aderiram ao serviço de biblioteca a bordo. “O passageiro pode descer do táxi com o livro, se quiser devolver depois para outro taxista credenciado também. Queremos é que as pessoas leiam, pois livro não vai faltar para abastecer os veículos”, acredita Tallis Gomes, 25, que conversou por telefone com a reportagem do VIVER. A meta do empresário é que em poucos meses a ‘bibliotaxi’ esteja presente em 90%, “ou 100%, da frota credenciada.
Como a biblioteca móvel ainda está na fase inicial de implantação aqui em Natal, o taxista Waldecio Guedes Barreto resolveu disponibilizar acervo virtual para seus clientes enquanto os livros impressos não chegam. “O mais interessante dessa proposta é a interação que temos com os clientes. O atendimento fica personalizado e ainda podemos criar clientela”, comemora. Ele informou ter sido simples entrar na rede: “Tive apenas que comprar um smartphone para estar conectado”, garante. No momento Waldecio tem apenas livros técnicos disponíveis no acervo do banco traseiro do carro.
Rede social física
Tallis Gomes teve a ideia de criar o aplicativo em uma noite chuvosa, quando precisou tomar um táxi no Rio e não conseguiu chamar pelo telefone. “Tive que ir para a rua debaixo de chuva procurar um taxi, e aí veio o ‘insight’: por que não utilizar o sistema de georeferenciamento já existente nos telefones, conectar tudo isso e facilitar as coisas?” Deu certo: hoje o “Easy Taxi” tem 2,5 milhões de usuários e 90  mil táxis cadastrados em todo o mundo, em mais de 60 cidades – destas, 27 são no Brasil.
Gomes contou que a proposta da “bibliotaxi” ganhou forma após contato do jornalista e escritor Gilberto Dimenstein. O colunista da Folha de SP e idealizador do site Catraca Livre, que agrupa novidades culturais gratuitas da cidade de São Paulo e outras cidades, já havia pensado e tentado por em prática um projeto semelhante. “O Gilberto tinha a ideia, mas não sabia como criar essa rede de táxis, então fez a sugestão e incorporei na hora! Ele disse que disse que é a primeira rede social física de livros”, recorda Tallis.