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15 de set. de 2016

Na onda do Pokémon Go, livros apostam na realidade aumentada

Autoria: Bolívar Torres.
Fonte: O Globo. Data: 14/09/2016.
A mesma tecnologia que permite a jogadores caçarem criaturas virtuais pela cidade pode ser a solução para dinamizar um mercado editorial em crise no país. Surfando na onda do Pokémon Go, editoras investem cada vez mais na utilização da realidade aumentada em suas publicações. O recurso não é novo — vinha sendo utilizado sem muito alarde em obras físicas e digitais desde 2008 — mas ganha força à medida que é aperfeiçoado e invade progressivamente nossas vidas. Quem comprou a aposta, garante: chegou a hora e a vez da realidade aumentada na indústria do livro.
Seja na ficção, no didático ou no infantil, as possibilidades são múltiplas, desenvolvendo elementos gráficos em 3D, vídeo e interações entre o virtual e o real. O princípio é o mesmo que o do famoso jogo dos bichinhos japoneses, só que a serviço da leitura. Pela mediação de tablets e smartphones, personagens saem da página e ganham vida, cenários fixos viram mundos virtuais quase palpáveis, e a apresentação interativa de conteúdos difíceis como matemática ou ciência tornam o aprendizado mais lúdico e atrativo.
— Com a febre mundial do Pokémon Go, houve uma popularização da tecnologia, o que sinaliza o óbvio: se já está sendo assim nos games, será assim com os livros — avalia Josué Matos, da editora PenDragon, que exibiu na última Bienal de São Paulo, encerrada no sábado passado, publicações com a tecnologia em seu estande.
Seus mais recentes lançamentos (como a fantasia “Adelphos — A Revelação”, de M. Pattal) incluem interações em 3D entre público e obra. Os próximos prometem ir mais longe, oferecendo mapas virtuais em romances de fantasia e personagens animados saltando dos livros e brincando com os leitores.
— Felizmente o uso da tecnologia em um jogo mostrou o caminho para a união perfeita entre imaginação e realidade — diz o editor. — Saber fazer uso dessa tecnologia colocará definitivamente os livros de ficção, ou de qualquer outro gênero, como ferramenta lúdica, com potencial para mudar o mundo.
Por enquanto, as iniciativas atuais nesse sentido envolvem principalmente os universos didático e infantil. Também na última Bienal, a DSOP, especializada em educação financeira, exibiu o seu “Diário dos sonhos”, de Reinaldo Domingos (com ilustrações de Bruna Assis Brasil). O livro traz desafios animados, em que cenários e personagens saltam das páginas para ensinar crianças sobre o uso de dinheiro.
Presidente da DSOP, Reinaldo Domingos aponta diversas razões na demora para a ferramenta ganhar a indústria como um todo — e de continuar sendo ainda apenas uma aposta no mercado editorial.
— O custo de criação ainda é relativamente alto em relação ao processo de criação de um livro, o que torna um investimento arriscado — diz ele. — Tem também o fato de ser uma ferramenta relativamente recente. Contudo, tenho certeza que essa será uma tendência para o mercado de editoras, pela necessidade cada vez maior de integrar o livro físico com novas tecnologias, para sobreviver a uma evolução natural da comunicação.
Fundador da Ovni Studios, um estúdio independente de games, Tiago Moraes desenvolveu, no final do ano passado, o projeto “Perônio”, que junta a dinâmica dos livros animados com a interatividade digital das telas sensíveis, e foi um dos primeiros lançamentos na linha híbrida 3D, realidade virtual e aumentada. Ele acredita que, só agora, os dispositivos móveis ideais para este tipo de experiência passaram a oferecer a performance necessária para a difusão da tecnologia.
— Por muito tempo se usou a webcam dos computadores para experiências de realidade aumentada, mas é fácil entender que os computadores e notebooks não eram os dispositivos ideais para este tipo de experiência — explica Moraes. — Antes do Pokémon Go, a grande maioria das pessoas não fazia ideia do que se tratava. Agora, ao serem confrontadas com esse termo, já associam ao jogo e sabem do que se trata. Devido à popularidade do aplicativo, outros estão tentando surfar na onda da realidade aumentada, pois o mindset das pessoas muda e as oportunidades aparecem.
Segundo Moraes, novas tecnologias demoram para chegar ao consumo de massa. A partir de agora, contudo, a realidade aumentada tende a evoluir de forma rápida — e quem souber aproveitá-la melhor deve sair na frente.
— A tecnologia de hoje tenta fazer com que tudo esteja dentro de nossos celulares. Muitas das coisas que fazíamos nos computadores são feitas nos celulares, como e-mails, redes sociais, GPS, fotos e entretenimento de forma geral — diz. — Em um período curto, tudo estará nos celulares, computadores e TVs deixarão de existir.
“LIVROS INFANTIS SAEM NA FRENTE”
Com tese de doutorado sobre novas narrativas em mídias, a professora e coordenadora do curso de Jornalismo da Eco-UFRJ Cristiane Costa acredita que, de todas as novas estratégias para os livros animados, a realidade aumentada é a que tem mais possibilidade de vingar. Uma de suas principais vantagens em relação ao livro pop-up, que cria animações em dobraduras por meio de um complexo trabalho com o papel, é que ela não demanda os altos custos de impressão.
— Embora tenha uma linguagem única, a realidade aumentada é uma evolução dessa estética que já existia no impresso com os livros pop-up — explica. — Seu desenvolvimento a popularizou e aumentou o nível de interatividade.
Depois de pesquisar o assunto com Cristiane na UFRJ, a produtora editorial Aline Pina passou a editar um site sobre as novidades do uso da tecnologia nos livros. Segundo ela, os grandes grupos editoriais no Brasil continuam alheios às inovações nesse campo, que estão sendo introduzidas no mercado principalmente por editoras independentes, startups e agências de publicidade.

— Um bom projeto com realidade aumentada precisa ter um projeto gráfico pensado para o digital, que explore ao máximo as interações e as possibilidades oferecidas pelo conteúdo multimídia, e que esteja intimamente ligado com o conteúdo do impresso ou do aplicativo — opina Aline. — Atualmente, os livros infantis saem na frente porque têm maior apelo com as imagens, é mais fácil adaptar as histórias às animações. Estes livros são como brinquedo nas mãos das crianças, elas adoram. Nos didáticos, o uso da ferramenta torna o conteúdo mais fácil de vivenciar e aprender, mais empírico, construindo um novo entendimento baseado nas interações com objetos virtuais que trazem um material complementar e de fixação das aulas.

6 de set. de 2016

Estudantes belgas deixam de capturar Pokémons para caçar livros

Autoria: Pâmela Carbonari.
Fonte: Super Abril. Data: 26/08;2016.
URL: http://super.abril.com.br/cultura/pokemon-go-a-nova-moda-na-belgica-e-cacar-livros
A brincadeira foi criada no dia 12 de agosto e, desde então, 47.848 pessoas estão inscritas no grupo dos caçadores de livros
Esqueça Bulbasauro, Charmander, Pikachu e outros monstrinhos. Depois da febre mundial de Pokémon Go, o que vem fazendo sucesso entre os belgas é a brincadeira Chasseurs de livres (Caçadores de Livros, em português).
Inspirada pela realidade virtual do jogo da Nintendo, Aveline Grégoire, a diretora de uma escola primária na cidade belga de Farcienne criou um grupo no Facebook para procurar livros nas ruas. O conceito é bastante simples: o jogador escolhe um livro que queira doar ou compartilhar com outras pessoas, deixa em um local público e de fácil acesso e então posta uma foto no grupo, indicando onde a obra foi deixada. Depois que a pessoa terminar a leitura, deve retribuir: devolver o tesouro ou abandonar outro livro para que um próximo jogador possa também possa ler.
Ok, não é tão high-tech quanto Pokémon Go, mas nem por isso é menos atraente. A brincadeira foi criada no dia 12 de agosto e, desde então, 47.848 pessoas estão inscritas no grupo dos caçadores de livros. As obras variam de clássicos e livros infantis à livros de autoajuda e romances eróticos - a maioria deles é doada em embalagens plásticas para ficarem protegidos das mudanças do tempo. Junto com o livro, muitos jogadores escrevem uma carta ao próximo leitor ou a instrução do grupo, que diz: "Sou um livro abandonado. Me capture, me leia e me liberte na natureza".
Vendo a grande repercussão da brincadeira, a idealizadora, Aveline Grégoire, pensa agora em passar de fase e transformar o jogo em um aplicativo.

Se o leitor tiver sorte em encontrar os títulos certos, a caça aos livros pode realmente virar uma caça ao tesouro.

1 de set. de 2016

Há livros espalhados por Lisboa à espera de serem caçados

Autoria: Liliana Borges.
Fonte: O Público. Data: 29/08/2016.
Os livros são espalhados em diferentes locais da freguesia de Arroios e chegam aos 60 exemplares num só dia. Em bancos de jardins, esplanadas ou até piscinas municipais, os livros procuram novas casas até dia 15 de Setembro.
Podem ser policiais ou histórias de amor. Há quem prefira a poesia ou o fantástico, mas são poucos. Num mundo em que se procuram pokémons e dominado pela hegemonia do online há uma freguesia em Lisboa que quer colocar os moradores a caçar livros. Para isso, até 15 de Setembro, a Biblioteca de S. Lázaro e a Junta de Freguesia de Arroios unem-se numa iniciativa que pretende distribuir gratuitamente 2500 livros pelas ruas até ao próximo dia 15 de Setembro. A selecção é feita com base nos critérios de catalogação exigidos e com base no seu estado de conservação, no tipo de literatura em que se inserem e nos anos da edição do livro.
A ideia de oferecer livros não é pioneira, mas é a primeira vez que os livros são colocados na rua, conta ao PÚBLICO Joaquina Pereira, uma das coordenadoras do projecto e responsável pela biblioteca. "Queremos que as pessoas percam o medo que têm dos livros. Em anos anteriores fazíamos a iniciativa aqui na própria biblioteca, mas não eram muitas as pessoas que aqui vinham buscar. Ou por não saberem, ou por sentirem vergonha", explica Joaquina.
Joaquina trabalha na biblioteca há cerca de dois anos e meio. Durante este tempo, familiarizou-se com as estantes por onde nos guia, enquanto explica a disposição dos livros naquela que é a biblioteca municipal mais antiga de Lisboa e fala-nos da biblioteca e dos seus visitantes. A menina dos seus olhos é a sala original, a sala de leitura principal do edifício de arquitectura neoclássica erudita, inaugurada em 1883, por Teófilo Ferreira, quando ainda se escrevia “Bibliotheca”. Aqui os livros estão protegidos do tempo pelos vidros dos velhos armários de madeira. No centro, um candeeiro de lustre marca o encontro entre as duas linhas de mesas dispostas em dois círculos ao longo do espaço hexagonal, que se preservou, mesmo depois do encerramento entre 2000 e 2006 para requalificação da biblioteca.
"Esta é a sala mais antiga, que foi depois alargada a mais duas salas, a sala de estudo e a sala infantil, mas quisemos manter tudo igual ao projecto original. Até o relógio de parede é o mesmo ainda", conta orgulhosa. Entre as colecções constam livros dos séculos XVII ao século XIX, sobre História de Portugal, sem esquecer os Descobrimentos, a expansão e a colonização portuguesas, espanholas e francesas, a Restauração de 1640, o Governo de Pombal e a implantação do liberalismo.
No entanto, apesar da qualidade da oferta, não são os livros de História os mais procurados, adianta Joaquina. Os favoritos continuam a ser os policiais e os romances. Segue-se depois a literatura erótica e só depois os infantis e especializados. Os clássicos e a poesia são menos populares.
Para desafiar os hábitos de leitura e até as preferências dos leitores, a equipa da biblioteca distribui diariamente cerca de 50 a 60 livros pela freguesia. “Cada saco tem cerca de duas dezenas de livros. Cada funcionário leva um ou dois sacos e procede à distribuição. Tentamos espalhar por diferentes zonas da freguesia.” O jardim do Torel, a zona do Saldanha e da Penha de França ou Estefânia são algumas das zonas onde se podem encontrar os livros.
 “Às vezes vamos encontrando os papéis que distribuímos com o livro, mas não há sinal dele”, conta. “Ainda esta semana vi alguém a ler um dos livros distribuídos, enquanto almoçava numa esplanada, o que prova que as pessoas estão a aderir ao projecto”, conclui. “Muitas vezes as pessoas intimidam-se e não conhecem os livros. Parece que os livros assustam", analisa, descrevendo o projecto como uma forma de atrair novos leitores, que não têm de ser moradores da freguesia. “Tem de haver um trabalho que aposte em expandir os livros. Ler e conhecer mais livros traduz-se em mais conhecer, mais informação. E as pessoas mais informadas são pessoas mais livres”, sublinha.
Por isso, os livros saem da biblioteca e podem ser encontrados em bancos de jardim, cafés, quiosques. São sinalizados com um panfleto que contextualiza a iniciativa Leva-me Contigo e que convida o leitor a conhecer as instalações que são a casa de mais de 20 mil livros, entre os quais se contam colecções únicas no país.


26 de jan. de 2015

Evento: Jogos em biblioteca

A Bibliotech, feira organizada pelo Mestrado Profissional em Gestão de Unidades de Informação da UDESC, apresenta sua segunda palestra online e gratuita "Gamificação para bibliotecas".
O tema é bastante inovador para a área e aborda uma forma bastante específica de se trabalhar a filosofia dos jogos para engajar público.
O intuito da Bibliotech é apresentar as tendências tecnológicas para o campo das unidades de informação. Ela acontece anualmente e também com conteúdo online, para o público que não pode comparecer em Florianópolis.

A fanpage com todas as informações é esta: www.facebook.com/feirabibliotech

18 de abr. de 2013

RPG na biblioteca pública


Fonte: Paraná Online. Data: 16/04/2013.
URL: http://www.parana-online.com.br/colunistas/207/96525/
A Biblioteca Pública do Paraná, em parceria com o Estúdio UCMComics, promove um evento dedicado aos fãs de RPG. O encontro será sábado (20), das 13h às 17h. Para participar dos jogos, a UCMComics disponibiliza em seu site um passe que serve de inscrição. Será necessária a apresentação do passe para a entrada no prédio no sábado. Mais informações pelo telefone: 3221-4980.