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24 de jan. de 2014

Curso sobre Repositório institucional



Estão abertas até 20/2 as inscrições para o curso de Especialização em Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICTS 2014). Como na edição de 2013, o curso será temático e abordará 'Repositórios Institucionais', com foco em quatro eixos: acesso; organização; comunicação e usos; aplicações da informação científica e tecnológica.
O curso tem como objetivo principal contribuir para o aprimoramento do desempenho das instituições integrantes do SUS e daquelas voltadas para a ciência e tecnologia em saúde e visa capacitar profissionais que atuam nas diversas atividades ligadas à produção, organização, análise e disponibilização da informação científica e tecnológica. A especialização gratuita, na modalidade lato sensu com 360 horas, oferece 15 vagas.
Maiores detalhes no URL:

17 de out. de 2013

Produções da USP, UNICAMP e UNESP num único lugar


Autor: Elton Alisson.

Fonte: Agência FAPESP. Data: 10/10/2013.

URL: http://agencia.fapesp.br/18026

A produção científica das universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp) e Estadual Paulista (Unesp) poderá ser encontrada e acessada livremente em breve em um único portal na internet. Trata-se do Repositório da Produção Científica do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas, lançado durante a sessão de abertura da 4ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto (Confoa), dia 6 de outubro.

Criado por iniciativa e com apoio da FAPESP, alguns dos objetivos do portal são reunir, preservar e proporcionar acesso aberto, público e integrado à produção científica dos pesquisadores das três universidades estaduais paulistas, que são as que mais publicam artigos científicos no país, de acordo com a última edição do SIR World Report, divulgada em julho pela Scimago Lab.

O portal reunirá teses, dissertações, artigos, livros, resumos e trabalhos completos apresentados em reuniões e congressos científicos, entre outras publicações disponibilizadas pelas três instituições nos repositórios de dados na internet que começaram a desenvolver nos últimos anos.

“A USP começou a criar em 2009 um sistema de gestão de sua produção científica em meio eletrônico – que envolve acesso ao conteúdo, preservação digital e, principalmente, o controle dos direitos autorais – e, no final de 2012, lançou sua Biblioteca Digital da Produção Intelectual”, disse Sueli Mara Soares Pinto Ferreira, diretora do Sistema Integrado de Bibliotecas (Sibi) da USP, à Agência FAPESP.

“Uma vez que fomos a primeira das três universidades estaduais paulistas a iniciar esse processo, a FAPESP começou em 2012 a conversar conosco sobre a possibilidade de desenvolvermos uma estratégia para possibilitar que, além da USP, a Unesp e a Unicamp também tivessem seus repositórios e para criarmos um portal do Cruesp [ Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas] que reunisse os repositórios das três instituições”, contou Ferreira.

A metodologia utilizada na construção da Biblioteca Digital da Produção Intelectual da USP foi seguida pela Unesp para desenvolver seu Repositório Institucional , lançado em fevereiro.

Por sua vez, a Unicamp também começou a desenvolver a sua Biblioteca Digital da Produção Científica e Intelectual, que atualmente está incubada no Sibi da USP e deve migrar, em breve, para o servidor da universidade campineira.

Agora, com os repositórios das três universidades paulistas prontos para operar, a ideia é integrá-los pouco a pouco no portal do Cruesp que conta com uma ferramenta de busca já utilizada pela USP para integrar as bibliotecas digitais de suas unidades.

“A ferramenta de busca do sistema se conecta todos os dias com os repositórios das três universidades, extrai os dados armazenados, desduplica [elimina os duplicados] e os insere na base do portal do Cruesp para que possam ser acessados pelos usuários”, afirmou Anderson de Santana, gestor de acervos do Sibi da USP e um dos pesquisadores participantes do projeto.

Conteúdo inicial

Por enquanto, o portal do Cruesp reúne cerca de 56 mil artigos científicos, publicados entre 2008 e 2012 em revistas indexadas na Web of Science. De acordo com os coordenadores do projeto, a meta é publicar artigos científicos também incluídos em outros indexadores científicos, como o Scopus, além de outros tipos de publicações, como livros, resumos e trabalhos completos apresentados em reuniões e congressos científicos.

Individualmente, as bibliotecas digitais das três universidades já vêm trabalhando com outros conteúdos, que não apenas artigos científicos.

A biblioteca digital da USP, por exemplo, já dispõe de vídeos e dá acesso ao portal de teses da universidade – o maior do país, que será integrado ao portal do Cruesp. O repositório da Unesp também possui, além de artigos, recursos educacionais, livros e teses, entre outros materiais.

“Esses cerca de 56 mil artigos já incluídos no portal do Cruesp representam apenas o embrião do projeto e uma infraestrutura básica para iniciar os trabalhos”, disse Ferreira. “A ideia é que as bibliotecas digitais das três universidades comecem a inserir, a partir de agora, cada vez mais materiais no portal.”

Desse total de artigos, 29 mil foram publicados por pesquisadores da USP, 25 mil pela Unesp e outros 2 mil pela Unicamp – que ainda possui poucos artigos no portal porque iniciou mais recentemente a gestão de sua produção científica na internet.

Muitos desses trabalhos foram escritos em coautoria – reunindo pesquisadores de mais de uma das três instituições – e são registrados e armazenados no portal do Cruesp como documentos únicos.

“Os artigos que estão armazenados nos repositórios das três universidades só aparecem uma vez no portal, porque não faria sentido registrá-los três vezes”, explicou Ferreira.

“Se fôssemos somar o conteúdo dos três repositórios, daria mais de 60 mil documentos. Mas, 56 mil documentos únicos já é um número muito expressivo e tende a crescer muito”, avaliou.

Vantagens operacionais

Do total de 56 mil artigos já armazenados no portal do Cruesp, 70% estão disponíveis em acesso aberto e os outros 30% ainda são de acesso restrito às universidades – que são assinantes das respectivas revistas nas quais os trabalhos foram publicados – ou estão embargados pelas editoras para publicação em acesso aberto.

De acordo com os coordenadores do projeto, uma das vantagens da integração dos repositórios das três universidades estaduais paulistas no portal do Cruesp é facilitar o acesso e a busca de informação pelo usuário, que não precisará pesquisar nas bases de dados individuais das três universidades para encontrar um determinado artigo científico.

Além disso, o portal possibilitará gerar outras informações que não poderiam ser encontradas facilmente nos repositórios individuais das universidades, como os trabalhos feitos em colaboração.

O principal benefício do portal, no entanto, será instituir uma política de publicação de trabalhos científicos em acesso aberto no Estado de São Paulo, ressaltaram os participantes de uma mesa-redonda sobre políticas públicas de acesso aberto realizada no dia 7 de outubro, que integrou a programação da 4ª Confoa.

“O lançamento do Repositório da Produção Científica do Cruesp é essencial para o funcionamento de uma política de publicação de resultados de pesquisas científicas financiadas com recursos públicos em acesso aberto, como a que a FAPESP está instituindo, porque garante o autoarquivo de artigos publicados por pesquisadores da USP, Unicamp e Unesp nos repositórios dessas instituições, vencido o período de embargo estabelecido pelas revistas científicas nas quais os trabalhos foram publicados”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP durante o evento.

De acordo com Brito Cruz, inicialmente a FAPESP exigirá dos pesquisadores que tiveram seus trabalhos financiados pela Fundação que, após publicarem os resultados de pesquisas apoiadas nas revistas científicas que escolheram, disponibilizem o artigo em um repositório (pessoal ou institucional) de acesso aberto o mais rápido possível após o término do período de embargo (que varia de uma publicação científica para outra).

“Estamos implantando a primeira fase da política de publicação de resultados de trabalhos científicos apoiados pela FAPESP, que é relativamente suave, porque diz ao pesquisador que ele pode publicar seus trabalhos onde quiser, mas em um prazo mais breve possível deve disponibilizá-los em um repositório de acesso aberto”, avaliou.

Brito Cruz ressalvou que esse trabalho de disponibilização dos artigos científicos em repositórios de acesso aberto deve ser feito pelas próprias universidades às quais os pesquisadores estão vinculados, de modo que eles não tenham que interromper suas atividades de pesquisa por esse motivo.

“Isso tem que ser feito pelas instituições porque, se criarmos mais esse ônus para o tempo do pesquisador, ele terá menos tempo para se dedicar à pesquisa”, ponderou.

Segundo Brito Cruz, além do acesso aberto a artigos científicos de pesquisas financiadas pela FAPESP, a Fundação analisa formas de implementar o acesso aberto aos dados que geraram os resultados obtidos nos estudos para que toda a comunidade científica possa utilizá-los, como já faz o Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (BIOTA-FAPESP).

Estabelecido pela FAPESP em 1999 para conhecer, mapear e analisar a biodiversidade paulista, o programa possui uma base de dados aberta – o Sinbiota –, abastecida continuamente de informações levantadas por pesquisadores que tiveram projetos financiados, como dados georreferenciados de coleta, descrição de espécies e mapas de localização, entre outras.

Experiências estrangeiras

A mesa-redonda também contou com a participação de Heather Joseph, diretora executiva da Scholarly Publishing and Academic Resources Coalition (Sparc), dos Estados Unidos, e João Nuno Ferreira, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de Portugal, que relataram as experiências dos respectivos países na implementação de políticas públicas de acesso aberto.

De acordo com Joseph, o National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos, foi a primeira instituição do país norte-americano a adotar uma política de acesso aberto à informação em 2009 em nível nacional.

Em fevereiro, o governo norte-americano emitiu uma diretiva estabelecendo que outras 20 agências federais do país também desenvolvessem políticas de publicação de informação em acesso aberto, de forma que o público em geral também tivesse acesso aos resultados de pesquisas financiadas com recursos públicos.

A diretiva foi resultado de uma petição pública, que coletou no prazo de 13 dias 65 mil assinaturas de defensores do acesso aberto aos resultados de pesquisas financiadas com recursos públicos, além da própria iniciativa do governo federal que, com a diminuição dos investimentos em pesquisa por causa da crise econômica, pretende mostrar aos contribuintes que os recursos do Tesouro norte-americano são gastos de maneira responsável, contou Joseph.

“Ficamos contentes com essa diretiva emitida pela Casa Branca, mas ela ainda não é uma regulamentação; trata-se de uma sugestão para as agências federais dos Estados Unidos e esses órgãos não sofrerão consequências se não adotarem políticas de acesso aberto às informações”, disse Joseph. “Queremos que o acesso aberto se torne uma lei nos Estados Unidos.”

Já em nível estadual, nos últimos meses os Estados de Illinois, Califórnia e, mais recentemente, Nova York, demonstraram interesse em implementar políticas de acesso aberto a informações geradas por suas respectivas universidades e instituições de pesquisa.

“Estamos um pouco atrasados em relação às universidades brasileiras, mas vemos um grande aumento no número de universidades norte-americanas interessadas em implementar políticas de acesso aberto à informação”, contou Joseph.

“É a primeira vez que os Estados Unidos discutem proposta de implementação de políticas de acesso aberto, ao mesmo tempo, em níveis federal e estadual e no Poder Executivo”, afirmou.

Por sua vez, a FCT de Portugal – com a qual a FAPESP assinou no início de outubro um memorando de entendimento –, anunciou a implementação de sua política de acesso aberto em outubro de 2012, durante a 3ª edição da Confoa, realizada em Lisboa.

A política da instituição estabelece que os resultados de pesquisas realizadas com financiamento total ou parcial da FCT devem ser depositadas no Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (Recap) tão logo expire o período de embargo.

“O Recap tem um papel fundamental na política de acesso aberto à informação da FCT, e a comunicação de que os resultados das pesquisas financiadas pela instituição devem ser publicados posteriormente no repositório é feita ao pesquisador no momento em que submete seus projetos à FCT”, contou Ferreira.

4 de jan. de 2013

Curso: Repositórios institucionais



Curso: Repositórios institucionais
Estão abertas até 21/2 as inscrições para a seleção do curso de especialização lato sensu em Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICTS/Icict/Fiocruz). Em 2013, o curso terá como tema "Repositórios Institucionais", com foco nos quatro eixos que compõem o curso: "acesso", "organização", "comunicação e usos" e "aplicações da informação científica e tecnológica".
O curso terá uma carga horária total de 360 horas e será ministrado durante uma semana a cada mês, às segundas, terças, quartas e quintas-feiras, em período integral (das 09h às 17h). Excepcionalmente, poderão ocorrer duas semanas de aula no mesmo mês ou em dias diferentes dos especificados. As aulas terão início em 8 abril de 2013, com término e encerramento do curso em dezembro de 2013.
As inscrições devem ser feitas na Plataforma SIGA (www.sigals.fiocruz.br), seguindo os links: inscrição >presencial > especialização > Icict > Informação Científica e Tecnológica em Saúde – 2013/Sede.
Maiores detalhes:
Fundação Oswaldo Cruz. Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde Gestão Acadêmica
Av. Brasil, 4036 sala 210 – Prédio da Expansão – Manguinhos
Rio de Janeiro, RJ CEP: 21040-361

19 de dez. de 2012

VOA3R

O Virtual Open & Agriculture, Food and Environment Repository é um projeto europeu lançado em

junho de 2010 e fundado pela Comissão Europeia no âmbito das ICT Policy

Support Program. Ele reune 14 organizações de 10 países europeus e três

colaboradores externos. o VOA3R foi desenvolvido e está disponível em

versão beta. O portal está com um novo visual e estratégias de busca

diferenciadas, reúne pesquisadores, estudantes e profissionais das áreas

afins, com mais de 500 mil documentos de acesso aberto de 14 repositórios.

Acesso no URL:

10 de out. de 2012

Repositório Institucional da Universidade de Brasília

O Repositório Institucional da Universidade de Brasília, mantido pela
BCE e alimentado com a produção científica da UnB, foi citado como o
segundo melhor repositório brasileiro, no último ranking mundial de
repositórios, publicado em julho de 2012. O Repositório Institucional
da UnB encontra-se na 92º posição no ranking mundial, no total de
1.520 repositórios avaliados. Somos o 4º repositório na América Latina
e o 2º no Brasil.

O "Web Ranking de Repositórios do Mundo" é uma iniciativa do
Laboratório Cybermetrics, grupo de pesquisa pertencente ao Conselho
Superior de Investigacões Científicas (CSIC), maior organismo público
de investigação da Espanha. O Ranking de Repositórios é publicado
desde 2008, em duas edições anuais, geralmente no final de janeiro e
de julho. Para serem avaliados, os repositórios devem ter domínio ou
subdomínio web próprio e abrigar produção científica revisada por
pares.

Um repositório institucional é um repositório interoperável que
consiste de um conjunto de serviços oferecidos para gestão e
disseminação da produção científica e acadêmica de uma instituição de
pesquisa. Todos os seus conteúdos estão disponíveis publicamente e,
por estarem amplamente acessíveis, proporcionam maior visibilidade e
aumentam o impacto da produção científica da instituição.

Mais informações:
Sobre o ranking: http://repositories.webometrics.info/en
Sobre o Repositório Institucional da UnB: http://repositorio.bce.unb.br/

27 de jun. de 2012

Sustentabilidade dos repositórios


Erway, Ricky. Lasting Impact: Sustainability of Disciplinary Repositories. Dublin, OH: OCLC Research, 2012. Disponível em: http://www.oclc.org/research/publications/library/2012/2012-03.pdf.
Este relatório examina como os repositórios especializados são financiados e se eles são sustentáveis. Os repositórios avaliados foram: AgEcon Search: Research in Agricultural & Applied Economics, arXiv.org, EconomistsOnline, E-LIS: E-Prints in Library & Information Science, PubMed Central, RePEc: Research Papers in Economics; SSRN: Social Science Research Network. O documento aponta que as principais fontes de financiamentos foram: “apoio institucional”, “contribuições institucionais baseadas no uso”, “suporte via consórcios”, “rede distribuída de voluntários”, “recursos do governo federal”, “arranjos descentralizados” e “serviços comerciais”. O autor comenta que não existe um único caminho para o financiamento dos repositórios e que a maioria deles utiliza uma combinação de diversas abordagens.