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9 de abr. de 2016

UNICAMP: mundo da pesquisa na ponta dos dedos

Fonte: Jornal da UNICAMP. Data: 01/04/2016.
URL: www.unicamp.br/unicamp/ju/651/na-ponta-do-dedo-o-mundo-da-pesquisa
Sistema de Bibliotecas da Unicamp torna acessível um dos maiores acervos de dados eletrônicos da América Latina
A Unicamp disponibiliza à comunidade acadêmica uma das maiores e melhores coleções de fontes eletrônicas de pesquisa entre as universidades da América Latina. São bases de dados de produção técnica científica, periódicos eletrônicos, e-books, bases de patentes, teses, dissertações e protocolos de pesquisa, entre outros conteúdos. O investimento é significativo: para 2016 o orçamento previsto para aquisição e manutenção destas bases e demais fontes é de 17 milhões de reais. O impacto do acesso pelos usuários se dá na qualidade das pesquisas produzidas pela instituição. “As bases de dados contêm o que há de mais atualizado no mundo nas diversas áreas do conhecimento”, ressalta o coordenador-geral da Unicamp, professor Alvaro Penteado Crósta.
Desenvolvidas pelas grandes editoras, entidades e associações acadêmico-científicas do mundo, e disponibilizadas no site do Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU), as bases de dados são como bibliotecas virtuais temáticas ou multidisciplinares. Nelas, um médico que esteja diante de um caso incomum, poderá buscar a conduta que já foi usada com sucesso e relatada em um artigo disponível na ClinicalKey, por exemplo, que é uma base de dados temática que congrega e-books, periódicos, descrições de medicamentos, imagens e procedimentos médicos da chamada “medicina baseada em evidências”. Um engenheiro poderá buscar normas técnicas na BSOL (British Standarts Online), ou, ainda, na área de inovação, uma consulta à Orbit ofertaria informações contidas em patentes e desenhos industriais.
Hoje a Unicamp assina 78 bases de dados e, por meio do Portal Capes, tem acesso a mais 137, totalizando 215 diferentes fontes de pesquisa.  As bases de dados ainda são o grande destaque. Apesar de muito usadas em determinadas áreas, como a medicina, por exemplo, o potencial de conhecimento que pode chegar aos pesquisadores da Unicamp ainda está longe de ser totalmente aproveitado. “As bases de dados não existiam há alguns anos, ou seja, são relativamente novas. De fato, as pessoas ainda não estão usando todo o potencial dessas bases e queremos que o façam. O acesso a elas representa um investimento considerável feito pela Universidade e, portanto, devemos estimular ao máximo o seu uso em benefício da formação de pessoas e da geração de conhecimento novo, obtendo assim um grande retorno institucional”, reflete Crósta.
acesso a todo o conteúdo eletrônico das 28 bibliotecas que constituem o SBU pode ser feito de qualquer computador com IP da Universidade ou fora dela, via Rede Particular Virtual (Virtual Private Network – VPN). Com a alta do dólar, as universidades paulistas se empenharam em uma grande negociação conjunta, articulada no âmbito do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), para conseguir melhores preços com as editoras.
Segundo Regiane Alcântara Bracchi, coordenadora do SBU, “a Universidade tem feito um grande esforço institucional para garantir que pesquisadores e alunos tenham acesso às melhores e maiores fontes de informação técnico-científicas existentes no mundo porque ela sabe que, garantindo acesso à informação de ponta, seus pesquisadores terão maiores condições de produzir pesquisas e conhecimentos de excelência”.
Nova biblioteca
O investimento em bases de dados e outros conteúdos eletrônicos é parte de uma estratégia que leva em conta uma grande mudança nas bibliotecas, ocorrida com o avanço da tecnologia. A biblioteca de hoje não é mais como a de antigamente com suas prateleiras e balcões, um local de silêncio absoluto e concentração. “Nosso acervo era aquele que estava ali no espaço físico da biblioteca. Hoje, com o fenômeno da ‘explosão informacional’ e com o avanço das tecnologias, as pessoas não precisam mais estar necessariamente presentes nas bibliotecas para terem acesso aos conteúdos”, salienta Regiane.
Esta mudança não diminui em nada o valor do espaço da biblioteca ou mesmo de seus profissionais, acrescenta a coordenadora. “O objeto do nosso trabalho é a informação, independentemente de seu suporte. Hoje em dia o que nós queremos é que o pesquisador, de sua mesa, do seu lugar de trabalho, possa acessar a informação necessária à sua pesquisa. Isso agiliza o trabalho de pesquisa e, consequentemente, o processo de produção de novos conhecimentos”, ressalta. 
O desafio da biblioteca é selecionar o que é importante, organizar as informações e cuidar para que ela seja utilizada da melhor maneira possível. “É parte do nosso trabalho também, identificar quais são os conteúdos e as fontes de pesquisa mais relevantes para a Universidade. Consideramos os cursos que temos, os programas de graduação e pós-graduação e as linhas de pesquisa. Um órgão colegiado com representantes de todas as áreas define os conteúdos mais relevantes”, observa.
Para fazer a informação chegar até o pesquisador, a divulgação começa com o calouro, o estudante que acabou de chegar à Unicamp. “Estamos há dois anos em uma parceria do Sistema de Bibliotecas com o Programa Campus Tranquilo – Universidade Viva, fazendo uma atividade muito intensa na recepção de novos alunos, que consiste em orientá-los na busca das informações dentro da Universidade. Trata-se de uma atividade qualificada dos profissionais da biblioteca e algo que o aluno vai levar para a vida toda, que é a metodologia de pesquisa em bases de dados”, pontua Alvaro Crósta.
Para o trabalho com o conteúdo digital, vislumbrando o uso cada vez mais intenso dessas fontes de informação, o SBU investe em programas de treinamento tanto dos profissionais da biblioteca, quanto na capacitação dos usuários. “Nosso objetivo é que os funcionários do Sistema estejam sempre atualizados e possam oferecer auxílio qualificado na busca de informações”, afirma Regiane.
A revitalização do espaço físico da Biblioteca Central César Lattes, como um ponto de referência e convívio dentro da Universidade também está contemplada no Programa Campus Tranquilo – Universidade Viva. “As novas bibliotecas são espaços de produção de conhecimento compartilhado, de convívio e de debate de ideias. Temos nos empenhado em uma grande revitalização da Biblioteca Central, que prevê a instalação de contêiners e tendas no entorno do prédio, locais para a realização de atividades artísticas e culturais”, informa a coordenadora. Ainda de acordo com ela, hoje o estudante de graduação continua sendo um grande frequentador das bibliotecas, já que ele passa grande parte do seu tempo dentro da Universidade e precisa de espaços adequados para estudar e realizar suas pesquisas.
Além das bases
Além das “bibliotecas virtuais”, que são as bases de dados temáticas ou multidisciplinares, também está disponível no site do SBU uma gama de e-books e periódicos eletrônicos, teses e dissertações e a produção científica e intelectual da Universidade depositada no chamado “Repositório Institucional”. Regiane salienta que a Unicamp deixou de adquirir versões impressas de todos os periódicos que são ofertados em versão digital. “A Unicamp migrou a coleção de periódicos do impresso para o eletrônico, que é multiusuário e bem mais eficiente”. O número de e-books de acesso perpétuo chega a 100 mil.

Para facilitar o acesso a todo esse universo de informações, o SBU tem em sua página um “metabuscador”, que percorre todo o conteúdo eletrônico disponível na Unicamp. Com essa ferramenta o usuário pode realizar suas pesquisas por meio de uma única interface. “Essa ferramenta facilita muito a busca e acesso às informações, já que o pesquisador não precisa acessar diferentes interfaces para fazer suas buscas”, complementa Regiane

5 de abr. de 2016

Biblioteca Digital Zika

O Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU) está lançando a “Biblioteca Digital Zika” (BDZ), plataforma aberta que disponibiliza publicações do mundo todo relacionadas às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypt. O foco principal, que originou o desenvolvimento da plataforma, é o zika vírus. Mas também estão lá informações sobre os estudos da chikungunya e da dengue. A biblioteca digital foi criada, a princípio, com o objetivo de atender aos pesquisadores da Rede Zika Unicamp, uma ideia inicial da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP). O desenvolvimento teve a participação das bibliotecas do Instituto de Química (IQ), Instituto de Biologia (IB) e da Faculdade de Ciências Médicas (FCM).
Já são 200 artigos disponíveis sobre o tema na BDZ. O conteúdo, segundo a coordenadora da SBU Regiane Alcântara Bracchi, foi estruturado de acordo com os grupos de trabalho da Rede Zika Unicamp: caracterização molecular e biológica, mecanismos de imunopatogenicidade, novas metodologias de diagnóstico, estratégias de bloqueio da transmissão e controle do mosquito e epidemiologia, imunologia e repercussões clínicas.
Os coordenadores de cada grupo validaram palavras-chave para a busca por publicações. A pró-reitora de Pesquisa, professora Gláucia Maria Pastore, disse que a importância da BDZ é enorme, “pois permite que as pessoas possam acessar as mais recentes publicações sobre o tema e assuntos tangentes a ele”. Ela acrescenta que “de forma muito rápida, os pesquisadores têm acesso a uma série de informações, sem que eles necessitem buscar de forma individual e todos que compõem a rede Zika podem ter disponíveis informações de todos os aspectos deste grande e complexo estudo”.
“O diferencial dessa biblioteca digital é que ela reúne todas as publicações em uma única plataforma, então o pesquisador não vai precisar entrar em todas as bases de dados para pesquisar sobre o tema”, afirma o diretor de gestão de recursos da SBU Márcio Souza Martins. A busca por palavras-chave validadas por pesquisadores da área também torna a biblioteca bastante específica e técnica.
Márcio, Regiane, a diretora da tecnologia da informação, Daniela Feijó Simões, o diretor de tratamento da informação, Oscar Eliel, e a bibliotecária Michele Lebre de Marco, com as respectivas equipes dos departamentos, compõem o grupo que desenvolveu em tempo recorde de duas semanas a Biblioteca Digital Zika.
“A BDZ é uma plataforma digital de informações que abrange todos os aspectos científicos relacionados ao assunto. Por se tratar de um vírus pouco conhecido e com alto potencial de propagação, existe atualmente uma grande proliferação de iniciativas de pesquisas do vírus Zika, em todo o mundo. Isto resulta numa igual proliferação de artigos científicos, livros, relatórios e notícias, divulgadas em vários tipos de mídia. A BDZ tem por objetivo coletar e disponibilizar essa vasta gama de informações em um único sítio eletrônico, resultando em grande economia de tempo aos pesquisadores que necessitam dessas informações para dar suporte às suas pesquisas”, afirma o coordenador geral da Unicamp, professor Alvaro Penteado Crósta.
Regiane salienta que a equipe da SBU procurou as informações mais relevantes nas fontes de pesquisa, entre elas as principais bases de dados de produção científica existentes no mundo na área de saúde. A plataforma também funciona como um portal, à medida que apresenta dados sobre fontes de financiamento, análises da produção científica, vídeos e notícias sobre o assunto. Embora a plataforma seja aberta, ou seja, pode ser acessada por qualquer pessoa pela internet, alguns conteúdos que são de bases de dados com assinatura Unicamp, podem ser restritos aos computadores com IP Universidade. “Nesse caso, como nós mantemos um chat com um bibliotecário, podemos estudar a disponibilização para o interessado”, ressalta Regiane.
Desde o dia 14 de março, quando a BDZ foi colocada no ar, importantes instituições já acessaram seus conteúdos. Foram mais de mil acessos neste período, destacando que ainda não havia sido feita a divulgação da Biblioteca.

17 de out. de 2013

Produções da USP, UNICAMP e UNESP num único lugar


Autor: Elton Alisson.

Fonte: Agência FAPESP. Data: 10/10/2013.

URL: http://agencia.fapesp.br/18026

A produção científica das universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp) e Estadual Paulista (Unesp) poderá ser encontrada e acessada livremente em breve em um único portal na internet. Trata-se do Repositório da Produção Científica do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas, lançado durante a sessão de abertura da 4ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto (Confoa), dia 6 de outubro.

Criado por iniciativa e com apoio da FAPESP, alguns dos objetivos do portal são reunir, preservar e proporcionar acesso aberto, público e integrado à produção científica dos pesquisadores das três universidades estaduais paulistas, que são as que mais publicam artigos científicos no país, de acordo com a última edição do SIR World Report, divulgada em julho pela Scimago Lab.

O portal reunirá teses, dissertações, artigos, livros, resumos e trabalhos completos apresentados em reuniões e congressos científicos, entre outras publicações disponibilizadas pelas três instituições nos repositórios de dados na internet que começaram a desenvolver nos últimos anos.

“A USP começou a criar em 2009 um sistema de gestão de sua produção científica em meio eletrônico – que envolve acesso ao conteúdo, preservação digital e, principalmente, o controle dos direitos autorais – e, no final de 2012, lançou sua Biblioteca Digital da Produção Intelectual”, disse Sueli Mara Soares Pinto Ferreira, diretora do Sistema Integrado de Bibliotecas (Sibi) da USP, à Agência FAPESP.

“Uma vez que fomos a primeira das três universidades estaduais paulistas a iniciar esse processo, a FAPESP começou em 2012 a conversar conosco sobre a possibilidade de desenvolvermos uma estratégia para possibilitar que, além da USP, a Unesp e a Unicamp também tivessem seus repositórios e para criarmos um portal do Cruesp [ Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas] que reunisse os repositórios das três instituições”, contou Ferreira.

A metodologia utilizada na construção da Biblioteca Digital da Produção Intelectual da USP foi seguida pela Unesp para desenvolver seu Repositório Institucional , lançado em fevereiro.

Por sua vez, a Unicamp também começou a desenvolver a sua Biblioteca Digital da Produção Científica e Intelectual, que atualmente está incubada no Sibi da USP e deve migrar, em breve, para o servidor da universidade campineira.

Agora, com os repositórios das três universidades paulistas prontos para operar, a ideia é integrá-los pouco a pouco no portal do Cruesp que conta com uma ferramenta de busca já utilizada pela USP para integrar as bibliotecas digitais de suas unidades.

“A ferramenta de busca do sistema se conecta todos os dias com os repositórios das três universidades, extrai os dados armazenados, desduplica [elimina os duplicados] e os insere na base do portal do Cruesp para que possam ser acessados pelos usuários”, afirmou Anderson de Santana, gestor de acervos do Sibi da USP e um dos pesquisadores participantes do projeto.

Conteúdo inicial

Por enquanto, o portal do Cruesp reúne cerca de 56 mil artigos científicos, publicados entre 2008 e 2012 em revistas indexadas na Web of Science. De acordo com os coordenadores do projeto, a meta é publicar artigos científicos também incluídos em outros indexadores científicos, como o Scopus, além de outros tipos de publicações, como livros, resumos e trabalhos completos apresentados em reuniões e congressos científicos.

Individualmente, as bibliotecas digitais das três universidades já vêm trabalhando com outros conteúdos, que não apenas artigos científicos.

A biblioteca digital da USP, por exemplo, já dispõe de vídeos e dá acesso ao portal de teses da universidade – o maior do país, que será integrado ao portal do Cruesp. O repositório da Unesp também possui, além de artigos, recursos educacionais, livros e teses, entre outros materiais.

“Esses cerca de 56 mil artigos já incluídos no portal do Cruesp representam apenas o embrião do projeto e uma infraestrutura básica para iniciar os trabalhos”, disse Ferreira. “A ideia é que as bibliotecas digitais das três universidades comecem a inserir, a partir de agora, cada vez mais materiais no portal.”

Desse total de artigos, 29 mil foram publicados por pesquisadores da USP, 25 mil pela Unesp e outros 2 mil pela Unicamp – que ainda possui poucos artigos no portal porque iniciou mais recentemente a gestão de sua produção científica na internet.

Muitos desses trabalhos foram escritos em coautoria – reunindo pesquisadores de mais de uma das três instituições – e são registrados e armazenados no portal do Cruesp como documentos únicos.

“Os artigos que estão armazenados nos repositórios das três universidades só aparecem uma vez no portal, porque não faria sentido registrá-los três vezes”, explicou Ferreira.

“Se fôssemos somar o conteúdo dos três repositórios, daria mais de 60 mil documentos. Mas, 56 mil documentos únicos já é um número muito expressivo e tende a crescer muito”, avaliou.

Vantagens operacionais

Do total de 56 mil artigos já armazenados no portal do Cruesp, 70% estão disponíveis em acesso aberto e os outros 30% ainda são de acesso restrito às universidades – que são assinantes das respectivas revistas nas quais os trabalhos foram publicados – ou estão embargados pelas editoras para publicação em acesso aberto.

De acordo com os coordenadores do projeto, uma das vantagens da integração dos repositórios das três universidades estaduais paulistas no portal do Cruesp é facilitar o acesso e a busca de informação pelo usuário, que não precisará pesquisar nas bases de dados individuais das três universidades para encontrar um determinado artigo científico.

Além disso, o portal possibilitará gerar outras informações que não poderiam ser encontradas facilmente nos repositórios individuais das universidades, como os trabalhos feitos em colaboração.

O principal benefício do portal, no entanto, será instituir uma política de publicação de trabalhos científicos em acesso aberto no Estado de São Paulo, ressaltaram os participantes de uma mesa-redonda sobre políticas públicas de acesso aberto realizada no dia 7 de outubro, que integrou a programação da 4ª Confoa.

“O lançamento do Repositório da Produção Científica do Cruesp é essencial para o funcionamento de uma política de publicação de resultados de pesquisas científicas financiadas com recursos públicos em acesso aberto, como a que a FAPESP está instituindo, porque garante o autoarquivo de artigos publicados por pesquisadores da USP, Unicamp e Unesp nos repositórios dessas instituições, vencido o período de embargo estabelecido pelas revistas científicas nas quais os trabalhos foram publicados”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP durante o evento.

De acordo com Brito Cruz, inicialmente a FAPESP exigirá dos pesquisadores que tiveram seus trabalhos financiados pela Fundação que, após publicarem os resultados de pesquisas apoiadas nas revistas científicas que escolheram, disponibilizem o artigo em um repositório (pessoal ou institucional) de acesso aberto o mais rápido possível após o término do período de embargo (que varia de uma publicação científica para outra).

“Estamos implantando a primeira fase da política de publicação de resultados de trabalhos científicos apoiados pela FAPESP, que é relativamente suave, porque diz ao pesquisador que ele pode publicar seus trabalhos onde quiser, mas em um prazo mais breve possível deve disponibilizá-los em um repositório de acesso aberto”, avaliou.

Brito Cruz ressalvou que esse trabalho de disponibilização dos artigos científicos em repositórios de acesso aberto deve ser feito pelas próprias universidades às quais os pesquisadores estão vinculados, de modo que eles não tenham que interromper suas atividades de pesquisa por esse motivo.

“Isso tem que ser feito pelas instituições porque, se criarmos mais esse ônus para o tempo do pesquisador, ele terá menos tempo para se dedicar à pesquisa”, ponderou.

Segundo Brito Cruz, além do acesso aberto a artigos científicos de pesquisas financiadas pela FAPESP, a Fundação analisa formas de implementar o acesso aberto aos dados que geraram os resultados obtidos nos estudos para que toda a comunidade científica possa utilizá-los, como já faz o Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (BIOTA-FAPESP).

Estabelecido pela FAPESP em 1999 para conhecer, mapear e analisar a biodiversidade paulista, o programa possui uma base de dados aberta – o Sinbiota –, abastecida continuamente de informações levantadas por pesquisadores que tiveram projetos financiados, como dados georreferenciados de coleta, descrição de espécies e mapas de localização, entre outras.

Experiências estrangeiras

A mesa-redonda também contou com a participação de Heather Joseph, diretora executiva da Scholarly Publishing and Academic Resources Coalition (Sparc), dos Estados Unidos, e João Nuno Ferreira, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de Portugal, que relataram as experiências dos respectivos países na implementação de políticas públicas de acesso aberto.

De acordo com Joseph, o National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos, foi a primeira instituição do país norte-americano a adotar uma política de acesso aberto à informação em 2009 em nível nacional.

Em fevereiro, o governo norte-americano emitiu uma diretiva estabelecendo que outras 20 agências federais do país também desenvolvessem políticas de publicação de informação em acesso aberto, de forma que o público em geral também tivesse acesso aos resultados de pesquisas financiadas com recursos públicos.

A diretiva foi resultado de uma petição pública, que coletou no prazo de 13 dias 65 mil assinaturas de defensores do acesso aberto aos resultados de pesquisas financiadas com recursos públicos, além da própria iniciativa do governo federal que, com a diminuição dos investimentos em pesquisa por causa da crise econômica, pretende mostrar aos contribuintes que os recursos do Tesouro norte-americano são gastos de maneira responsável, contou Joseph.

“Ficamos contentes com essa diretiva emitida pela Casa Branca, mas ela ainda não é uma regulamentação; trata-se de uma sugestão para as agências federais dos Estados Unidos e esses órgãos não sofrerão consequências se não adotarem políticas de acesso aberto às informações”, disse Joseph. “Queremos que o acesso aberto se torne uma lei nos Estados Unidos.”

Já em nível estadual, nos últimos meses os Estados de Illinois, Califórnia e, mais recentemente, Nova York, demonstraram interesse em implementar políticas de acesso aberto a informações geradas por suas respectivas universidades e instituições de pesquisa.

“Estamos um pouco atrasados em relação às universidades brasileiras, mas vemos um grande aumento no número de universidades norte-americanas interessadas em implementar políticas de acesso aberto à informação”, contou Joseph.

“É a primeira vez que os Estados Unidos discutem proposta de implementação de políticas de acesso aberto, ao mesmo tempo, em níveis federal e estadual e no Poder Executivo”, afirmou.

Por sua vez, a FCT de Portugal – com a qual a FAPESP assinou no início de outubro um memorando de entendimento –, anunciou a implementação de sua política de acesso aberto em outubro de 2012, durante a 3ª edição da Confoa, realizada em Lisboa.

A política da instituição estabelece que os resultados de pesquisas realizadas com financiamento total ou parcial da FCT devem ser depositadas no Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (Recap) tão logo expire o período de embargo.

“O Recap tem um papel fundamental na política de acesso aberto à informação da FCT, e a comunicação de que os resultados das pesquisas financiadas pela instituição devem ser publicados posteriormente no repositório é feita ao pesquisador no momento em que submete seus projetos à FCT”, contou Ferreira.

8 de mar. de 2013

UNICAMP disponibiliza obras raras


Fonte: UNICAMP. Data: 22/02/2013.

URL: www.unicamp.br/unicamp/noticias/2013/02/22/obras-raras-e-publicas

A Biblioteca Digital da Unicamp acaba de disponibilizar para consulta pública 43 títulos da Coleção de Obras Raras da Biblioteca Central Cesar Lattes (BC-CL). Dentre os volumes digitalizados, o mais antigo foi publicado em 1559. Outro destaque é uma obra que trata da história natural do Brasil, publicada em 1648 e que traz diversas ilustrações de plantas, animais e cenas de trabalho no campo. “Estamos muito satisfeitos em colocar esse material à disposição de um público mais amplo. Por serem raros, esses livros eram acessíveis a um número muito restrito de pessoas. Agora, qualquer interessado, a despeito do lugar do mundo onde ele esteja, poderá consultá-los gratuitamente”, comemora o coordenador da BC-CL, Luiz Atilio Vicentini.

De acordo com ele, a digitalização dos 43 volumes é resultado de uma parceria entre os sistemas de bibliotecas da Unicamp, USP e Unesp, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O trabalho foi realizado no Laboratório de Digitalização do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP. “A digitalização desses 43 livros é o primeiro passo para a estruturação de um laboratório de digitalização na Unicamp, dentro do projeto de implantação da Biblioteca de Obras Raras [Bora]. Graças ao apoio da Fapesp, nós já adquirimos dois scanners, no valor de 83 mil euros, que devem entrar em operação em março e dar continuidade à digitalização das cerca de 4 mil obras raras do nosso acervo”, estima Vicentini.

Segundo ele, o trabalho feito pelos profissionais do Laboratório de Digitalização da USP foi de altíssima qualidade. Tanto é assim que é possível ao observador analisar detalhes das ilustrações presentes no livro, como as ranhuras das folhas de um cajueiro ou as “estampas” da pele de uma jararaca. “Quero agradecer à colaboração dos colegas da USP, que fizeram um serviço irretocável”, atesta Vicentini.

Entre as obras raras que já estão disponíveis para consulta na Biblioteca Digital da Unicamp, a “Coleção Brasiliana”, composta por volumes escritos por viajantes dos séculos XVI ao XIX, chama a atenção pela riqueza de detalhes das ilustrações. Segundo o coordenador da BC-CL, essas obras certamente gerarão grande interesse por parte de pesquisadores das áreas das artes, história, economia, política e sociologia, entre outras. “Com essa iniciativa, a Unicamp supre a comunidade científica nacional e internacional de mais um instrumento capaz de criar e disseminar o conhecimento”, define.

7 de mar. de 2013

Incêndio na biblioteca da UNICAMP


Fonte: Portal de Paulínia. Data: 45/03/2013.

URL: www.portaldepaulinia.com.br/regiao/noticias/19768-biblioteca-do-iel-na-unicamp-e-atingida-por-incendio.html?tmpl=component&print=1&layout=default&page=

Um incêndio na Unicamp na manhã do domingo (03), destruiu parte do acervo de uma das mais importantes bibliotecas da universidade, no Instituto de Estudo da Linguagem (IEL). O acervo principal não foi atingido. Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros, um curto circuito na fiação elétrica pode ter provocado o incêndio.

Em nota a Unicamp informou que um procedimento técnico administrativo foi instaurado para apurar as causas e avaliar as conseqüências do incêndio, que atingiu um prédio anexo à biblioteca do IEL. A perícia técnica da Polícia Civil também esta apurando as causas do incêndio. Um acesso alternativo ao acervo da Biblioteca será liberado aos usuários assim que a perícia concluir o trabalho.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio atingiu o prédio anexo, térreo, e destruiu praticamente metade (470 m2) do edifício, além de móveis e equipamentos. De acordo com o diretor, o incêndio foi detectado pela vigilância do campus às 5h50 no setor de atendimento e os bombeiros chegaram em seguida, controlando o incêndio. O fogo destruiu as salas de trabalho do térreo, onde estão o setor de processamento técnico e a sala da diretora. Embora o acervo principal não tenha sido atingindo pelo fogo, alguns livros que passavam por processamento nos setores técnicos foram destruídos. A direção ainda não tem um levantamento dos que foram queimados.

A Biblioteca do IEL tem um acervo com cerca de 105.650 livros, 1.510 rótulos de periódicos e 3.225 teses e dissertações. Ali estão também algumas coleções especiais, com a Müller-Carioba, com 530 livros editados em sua maioria nos séculos 18 e 19 e alguns dos séculos 17; há também Primeiras Edições, com 1.620 volumes, a coleção Brito Broca com 2.718 volumes; Cornélio Pena com 1934 volumes, Aída Costa com 1631 volumes e Obras Raras com 187 volumes.

4 de abr. de 2012

Duas bibliotecas da Unicamp recebem equipamentos de autoempréstimo de livro

Fonte: Portal Barão Geraldo. Data: 3/04/2012.
URL: www.portalbaraogeraldo.com.br/noticias/gerais/duas-bibliotecas-da-unicamp-barao-geraldo-recebem-equipamentos-de-autoemprestimo-de-livro-0746/
Autora: Isabel Gardenal.
Um novo equipamento permitirá que os usuários da Biblioteca Central Cesar Lates (BC-CL) e da Biblioteca da Área de Engenharia (BAE) façam o autoempréstimo de livros, eliminando a etapa de atendimento no balcão, quando o livro é registrado pelos funcionários. O coordenador-geral da Universidade, professor Edgar De Decca, foi conhecer pessoalmente a nova aquisição na manhã desta segunda-feira (2), no andar térreo da Biblioteca Central. A sistemática já está operando desde o dia 28 de março e, até o dia 30, já tinham sido feitos 845 empréstimos na BC-CL e na BAE, sendo que 36% (efetuados por 300 alunos) já foram realizados nos próprios
De Decca se mostrou satisfeito com o resultado do serviço, cujo processo foi acompanhado de perto por ele. O coordenador-geral foi recebido pelo coordenador da BC-CL Luiz Atílio Vicentin e por funcionários da casa. “A ideia é estender inicialmente essa sistemática a outras bibliotecas em que a demanda no número de atendimentos é mais elevada. As próximas unidades a receberem a máquina serão os Institutos de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), de Física Gleb Wataghin (IFGW), de Estudos da Linguagem (IEL) e de Matemática, Estatística e Computação Científica (Imecc), por serem as unidades que mais acessos registram”, conta Luiz Vicentin. O projeto, dentro da linha do Programa de Atualização Tecnológica, foi aprovado pelo Conselho de Tecnologia de Informação e Comunicação (Contic) da Universidade.
O serviço pretende dar maior autonomia nos empréstimos. “Particularmente a Biblioteca Central tem feito um trabalho magnífico no que diz respeito à melhoria da acessibilidade. As novas máquinas em uso são muito importantes porque permitirão que principalmente o estudante faça o seu empréstimo e obtenha as informações necessárias sem nenhuma intermediação”, comenta De Decca.
Operação
Luiz Vicentin relata que, no caso dos alunos, eles usam o smart card (o cartão universitário), que dá acesso aos seus dados cadastrais. Quando passam o livro desejado, o sistema identifica qual o prazo que eles terão para permanecer com esse material. Tal trabalho é feito pelo software corporativo de gerenciamento da Base Bibliográfica Acervus (Sophia), que controla alguns aspectos como o prazo de entrega, por exemplo. As informações do aluno e do livro são cruzadas. Após a transação, um recibo é emitido pela máquina – bastante semelhante a um terminal de caixa eletrônico – e outro é enviado via e-mail. No caso do usuário querer emprestar o livro por mais alguns dias, se não houver interesse expresso de outra pessoa no sistema, o usuário poderá fazer até cinco renovações, ou seja, o que dará uns 35 dias.
Todo livro possui uma fita de segurança a qual identifica caso ele esteja sendo retirado irregularmente da biblioteca. Normalmente, quando o usuário deixa a biblioteca, um sensor apita, avisando que houve alguma situação imprevista. Luiz Vicentin conta que, com o autoempréstimo, a fita é desmagnetizada automaticamente e que o usuário sai com a situação totalmente regularizada. Anteriormente, o funcionário da biblioteca tinha que desmagnetizar o livro. Hoje o autoempréstimo faz tudo: empresta, desmagnetiza e emite comprovante do que está emprestando.
O equipamento adquirido está integrado ao software Sophia, com quem se comunica, mandando-lhe os dados do usuário e do livro. Se o usuário tiver com o prazo ‘estourado’, ele não conseguirá fazer o autoempréstimo.
Novas demandas desses equipamentos poderão, futuramente, ser atendidas por meio de recursos do Planejamento Estratégico (Planes) da Universidade, recorda De Decca. Daqui a alguns anos, a tendência é que essa iniciativa se estenda a todas as bibliotecas das unidades de ensino e pesquisa da Unicamp, estima.

3 de fev. de 2011

Vestibular: mudança nas listas da USP e Unicamp

Autora: Patrícia Gomes.
Fonte: Portal UOL. Data: 2/2/2011.
URL: http://www1.folha.uol.com.br/saber/868607-lista-de-livros-da-usp-e-da-unicamp-vale-apenas-mais-um-ano.shtml
Se ler os livros obrigatórios da USP e da Unicamp parece uma tarefa árdua, quem vai prestar o vestibular neste ano teve a sorte de pegar a atual lista unificada em seu terceiro e último ano e, assim, teve mais tempo para se preparar.
Anunciada com antecedência para permitir que os alunos leiam os livros ao longo do ensino médio, a lista vigente é a segunda que a USP e a Unicamp lançam juntas.
A próxima, que valerá para o triênio 2012-13-14, será divulgada nos próximos meses. A expectativa dos professores é que, como ocorreu da última vez, quando três livros foram trocados, boa parte das obras seja mantida.
Renato Pedrosa, coordenador da comissão que organiza a prova da Unicamp, diz que há uma preocupação de apenas incluir na lista livros de fácil acesso, preferencialmente de domínio público.
ORDEM DE LEITURA
Que os livros da lista precisam ser lidos com cuidado ninguém discute. Mas qual é a melhor ordem de leitura?
De acordo com os professores, é preciso fazer uma diferenciação: há alunos que precisam ler e os que precisam revisar. Cada grupo deve adotar uma tática diferente.
O melhor é que os alunos tenham tido oportunidade de ler os livros de forma cronológica no ensino médio. Para eles, ao fazer uma revisão das obras, a ordem de estudo pode ser sofisticada.
Cláudia Dunder, do cursinho 20 de Novembro, sugere para esses estudantes uma leitura a partir de temas, para facilitar comparações.
Assim, "Iracema", "Memórias de um Sargento de Milícias" e "O Cortiço", que falam de relações amorosas, podem ser estudados em sequência. Depois, "Dom Casmurro" e "A Cidade e as Serras", que tratam do homem na sociedade. Por último, "Vidas Secas" e "Capitães da Areia", com temática social.
"Auto da Barca do Inferno", que é mais curto, pode ficar para depois de tudo. Já o livro de Vinicius de Moraes, só de poesias, deve ser lido em paralelo, durante o ano.
Já para quem precisa ler todos os nove livros em um ano, Nelson Dutra, do Objetivo, aconselha a leitura em nível gradativo de dificuldade.
Cada aluno, diz o professor, pode encontrar sua ordem ideal, mas é bom começar por "Capitães da Areia", que tem uma narrativa mais fácil e próxima do aluno.
Beatriz Celiberto, 16, está no terceiro ano do colégio Santa Amália da Saúde (zona sul de SP) e começou a ler a lista há dois anos. Ela pretende terminar os três livros que faltam no primeiro semestre deste ano. "Vou procurar resumos para relembrar os que já li", diz Beatriz, que, até agora, gostou mais de "Auto da Barca do Inferno".

Nota do blog:
Seis livros recomendados podem ser copiados gratuitamente no Portal Domínio Público [URL: http://www.dominiopublico.gov.br/]. São eles:
1) “Iracema”, de José de Alencar. Formato: pdf. Tamanho: 403,78 KB.
2) "Memórias de um Sargento de Milícias", de Manuel Antonio de Almeida. Formato: pdf. Tamanho: 524,55 KB.
3) "O Cortiço", de Aluisio de Azevedo. Formato: pdf. Tamanho: 586,70 KB.
4) "Dom Casmurro", de Machado de Assis. Formato: pdf. Tamanho: 623,57 KB
5) "A Cidade e as Serras", de José Maria Eça de Queiroz. Formato: pdf. Tamanho: 1.021,77 KB.
6) "Auto da Barca do Inferno", de Gil Vicente. Formato: pdf. Tamanho: 405,73 KB.
Murilo Cunha