23 de dez de 2016

Uma biblioteca pioneira para a fotografia no Brasil



O IMS Paulista chega em julho de 2017 com foco em artes visuais, música e tecnologia digital
Fonte: El Pais. Data: 21/12/2016.
O que já era bom fica melhor. Abre as portas em julho de 2017 mais um centro cultural na avenida Paulista, que abriga uma das maiores ofertas em cultura e entretenimento de São Paulo e – palco emblemático dos vários protestos ao longo do ano –, se consolida como um dos espaços mais pulsantes da cidade. É o novo endereço paulistano do Instituto Moreira Salles, entidade privada especializada em literatura, música e artes visuais que detém um dos maiores acervos fotográficos do país. Seguindo o talento da casa, a novidade inclui uma biblioteca dedicada a publicações sobre fotografia e com acesso livre ao público que é a primeira do país, com 230 m² e 30.000 itens.
Além da biblioteca, o novo IMS Paulista chega prometendo uma ampla oferta de atividades ligadas sobretudo a foto, cinema, vídeos e tecnologias digitais. Serão sete andares, dos quais três se voltam exclusivamente às exposições, com um auditório para exibição de filmes, palestras e shows, salas de aula para cursos, um café e um restaurante. “Será um museu 100% voltado ao público, que atraia as pessoas e crie uma relação franca com a rua”, afirmou o diretor do IMS, Flávio Pinheiro, na coletiva
Segundo Lorenzo Mammì, que será o diretor do museu, a curadoria de conteúdo seguirá quatro eixos principais: “Teremos a fotografia como principal objeto, o investimento na realização de exposições próprias, a articulação para diferentes usos do espaço e a integração com o entorno territorial onde a nova sede estará instalada”, adiantou o músico, filósofo e crítico de arte que organizou, entre outros, o livro de ensaios 8X fotografia.
Dos hits da biblioteca, comprados do acervo pessoal do fotógrafo húngaro Thomas Farkas (1924-2011), fazem parte os 135 números da revista Novidades Fotoptica e os 100 da Revista de Fotografia, entre outros títulos. Também as mais de 1.000 obras que pertenceram à fotógrafa polonesa Stefania Bril. Tanto Farkas como Bril, que se radicaram no Brasil, são nomes centrais para a fotografia nacional. [...]

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