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10 de ago. de 2016

Em busca dos morcegos da Biblioteca Joanina na Universidade de Coimbra

Fonte: Visão Sete. Data: 5/08/2016.
A visita começa no mítico Paço das Escolas da Universidade de Coimbra. São 30 minutos de fado de Coimbra, para nos fazer mergulhar no espírito académico. Depois disso, estamos prontos para um banho de história, nestas visitas noturnas à UC, que se vão prolongar até final de agosto. Logo de início, ficamos a saber que alguns dos mais emblemáticos lugares da cidade foram casas das famílias reais da primeira dinastia portuguesa, antes de se tornarem lugares da Academia há 726 anos.
Entramos na Sala dos Capelos, antiga Sala do Trono, onde decorrem os doutoramentos honoris causa – e que sorte temos, já que nas visitas diurnas, está quase sempre interdita a visitantes. “De noite, isto é só nosso”, congratula-se Mercedes Gonçalves, coordenadora do turismo da Universidade de Coimbra. A visita noturna passa também pela capela de S. Miguel, de estilo manuelino, e pela prisão académica, onde os alunos passavam alguns dias quando não respeitavam as regras universitárias. Todos estes locais já são do tempo em que “para lá do Mondego, a terra era de mouros”, desvenda Cristina Perestrelo, guia desta visita, em que se permite que tudo seja fotografado livremente.
O que mais encanta muitos dos visitantes é a Biblioteca Joanina, com as suas duas colónias de morcegos que protegem os cerca de 40 mil livros dos insetos bibliógrafos. “Porque não os conseguimos ver?”, interroga-se um grupo de crianças, durante a visita. “Eles são pretos e a noite é escura”, explica a coordenadora.
A subida de 180 degraus à emblemática torre da Universidade, onde mora a “cabra”, o sino que anuncia o início e o fim do horário letivo, é a etapa final. Lá em cima, ficamos a 34 metros de altura e a vista deslumbra os visitantes com uma panorâmica da cidade de 360 graus. De tempos a tempos, ouvem-se as badaladas do maior dos quatro sinos. Fernando Gomes, 58 anos, trouxe a família para lhes mostrar a universidade onde estudou economia. “Há 20 anos que não entrava aqui. É sempre bom reviver”, diz, satisfeito.

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29 de jan. de 2013

500 anos da biblioteca da Universidade de Coimbra


Fonte: RTP Noticias e Agência Lusa. Data: 28/01/2013.

URL: www.rtp.pt/noticias/index.php?article=623367&tm=4&layout=121&visual=49

A Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC) vai assinalar 500 anos de existência com um programa que inclui, em 2014, um congresso internacional em que participarão instituições congéneres de vários países.


Oficialmente, o programa comemorativo arranca já em fevereiro, com uma cerimónia a meio do mês, em data ainda por definir, para a qual "o Governo foi convidado" a fazer-se representar, disse hoje o diretor da BGUC, José Augusto Cardoso Bernardes.

Subordinado ao tema "A biblioteca universitária: permanência e metamorfoses", o congresso internacional, em que intervirão dezenas de especialistas nacionais e estrangeiros, designadamente oriundos do Brasil, Alemanha e Estados Unidos, entre outros países, decorre entre 16 e 18 de janeiro de 2013, na fase final do programa do meio milénio de atividade da BGUC.

Não se conhece "nenhum documento oficial" atestando a fundação da biblioteca da primeira universidade portuguesa, mas a existência da Casa da Livraria é referida numa ata de 12 de fevereiro de 1513, quando a instituição funcionava em Lisboa.

O início das comemorações esteve marcado para 12 de fevereiro, mas, "por ser dia de Carnaval", deverá adiado para outro dia dessa semana, em articulação com a Reitoria da Universidade e com o membro do Governo que for indicado para participar na sessão inaugural, disse à agência Lusa José Augusto Bernardes.

O programa provisório foi apresentado hoje, na sala de S. Pedro da Biblioteca Geral, com intervenções do diretor da BGUC e do reitor da Universidade de Coimbra (UC), João Gabriel Silva.

De abril a outubro, com apoio das unidades de investigação da UC, realiza-se a iniciativa "Conversas da Biblioteca", destinada à comunidade académica em geral, que visa "problematizar as relações conceptuais e funcionais" da BGUC com escritores e investigadores seus utentes e "com temáticas contíguas", designadamente a memória e a interdisciplinaridade.

Ao promover o congresso internacional, em janeiro de 2014, a BGUC, segundo o diretor, pretende que os especialistas possam "refletir sobre o presente e o futuro" das bibliotecas que servem públicos universitários.

O congresso incluirá cinco mesas-redondas, cinco sessões com "testemunhos sobre a utilização de bibliotecas" e três conferências plenárias.

Ao longo de um ano, o programa compreende duas exposições: "A Biblioteca em fotografias", que terá como comissário o investigador Alexandre Ramires, e "Quinhentos anos de relações Portugal/China", a organizar em colaboração com o Museu da Ciência e o Arquivo da Universidade.

"Em 1513, como em 2013, as grandes missões da Universidade não podem cumprir-se sem o apoio de uma grande e boa Biblioteca Geral", enfatizou José Augusto Bernardes.

Ao longo de um ano, a BGUC celebra "a existência de uma biblioteca rica e não apenas extensa e isso constitui motivo de contentamento", adiantou.

Realçando que a Internet "está cheia de lixo", o reitor defendeu que "o caráter central do conhecimento está contido nos livros", mais do que nos suportes digitais.

A digitalização de 500 obras antigas da BGUC é outras das iniciativas do programa, que inclui ainda espetáculos de música e teatro, atos memoriais, reedições e edições.

25 de out. de 2012

Universidade de Coimbra lança biblioteca digital


Fonte: Blogtailors. Data: 16/10/2012.

URL: http://blogtailors.com/

O blog português Blog Tailors informa que a Universidade de Coimbra lançou a plataforma UC Digitalis, um projeto para a agregação e difusão de conteúdos digitais de matriz lusófona, que pretende intensificar a ligação da Universidade com o contexto envolvente ao nível nacional e internacional. “Encontram-se integradas no projeto as plataformas Pombalina eImpactum. A primeira é um repositório digital de livros, diretamente ligado à atividade editorial da Imprensa da Universidade de Coimbra, apresentando-se com 1001 e-books e 500 artigos alojados na Impactum, repositório digital de publicações periódicas. Os artigos e cerca de metade dos e-books encontram-se em acesso livre, sendo apenas possível aceder aos restantes através de IP institucional.”

10 de dez. de 2011

Universidade de Coimbra: Biblioteca Joanina

Fonte: Viajar.Clix.URL: http://viajar.clix.pt/tesouro.php?id=503&lg=pt&w=universidade_de_coimbra_biblioteca_joanina
A biblioteca barroca da Universidade de Coimbra, construída no século XVIII, no reinado de D. João V.
O seu interior é formado por três salas que comunicam entre si por arcos decorados, com estrutura idêntica à do portal, e foi totalmente executada por artistas portugueses.
As paredes estão cobertas de estantes de dois andares, em madeiras exóticas, douradas e policromadas; os tectos pintados, da autoria dos pintores lisboetas Simões Ribeiro e Vicente Nunes, conferem a todo o conjunto uma grande harmonia.
Contém cerca de 200 mil obras, de que se destacam exemplares de medicina, geografia, história, estudos humanísticos, ciências, direito civil e canónico, filosofia e teologia.
A Casa da Livraria, nome por que era conhecida a biblioteca, recebeu os primeiros livros depois de 1750, sendo a construção do edifício datável entre os anos 1717 e 1728.
O edifício tem três andares, havendo no piso nobre (aquele que se visita) cerca de 40 mil volumes.
As colecções bibliográficas podem ser consultadas, bastando para isso fazer um pedido; o exemplar é levado para a Biblioteca Geral, por um funcionário, ficando aí à disposição do interessado.
Estes cuidados prendem-se com o facto de se tratar de livros antigos (as colecções datam dos séculos XV, XVII e XVIII), que na sua maioria representam o que de melhor havia na Europa culta do tempo.
Todos estes exemplares bibliográficos estão em boas condições porque o edifício é uma perfeita caixa-forte, proporcionando um ambiente perfeitamente estável ao longo de todo o ano.
Com efeito, a construção do edifício foi pensada para ser uma «casa de livros», tendo a protegê-los paredes exteriores de 2,11 metros de espessura.
A porta deste «cofre» é feita em madeira de teca, o que permite ter uma temperatura constante de 18 a 20 ºC. Para criar um ambiente estável, a humidade é mantida nos 60%, o que é facilitado pelo facto de todo o interior da biblioteca ser revestido a madeira. Além das diferenças de humidade e temperatura, os livros têm outro inimigo: os insectos que se alimentam de papel.
Neste edifício, não há qualquer problema com esses papirófagos, pois as estantes são feitas de madeira de carvalho, que, para além de ser muito densa, dificultando a penetração dos insetos, exala um odor que os repele.
Os livros contam com outro aliado: no interior da biblioteca, habita uma colônia de morcegos que, durante a noite, se alimentam dos insetos. A presença dos mamíferos alados requer um cuidado adicional para prevenir danos causados pelos seus dejetos nas madeiras preciosas das mesas: todos os dias, ao fechar a biblioteca, um funcionário cobre os bufets (mesas) com umas toalhas de couro e, de manhã, remove-as e limpa o chão.
Endereço:
Universidade de Coimbra: Biblioteca Joanina
Pátio das Escolas - 3000 Coimbra Portugal
Telefone: (+351) 239.859.841