18 de jun. de 2012

Campanha que visa incentivo à leitura

 Fonte: Jornal da Cidade. Data: 15/06/2012.

Autora: Valdira Guimarães Augusto.

URL: http://jornalcidade.uol.com.br/rioclaro/intervalo/intervalo/92172-ANJ-lanca-campanha-que-visa-incentivo-a-leitura

O Programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais e o EcoFuturo estão promovendo campanha de incentivo à leitura e criaram o Compromisso Prefeito Amigo da Leitura e da Biblioteca. A intenção é que os prefeitos de todo o Brasil assinem o compromisso, que conta com alguns itens, entre eles investimentos em bibliotecas escolares ou salas de leitura e promoção de eventos culturais de incentivo à leitura.
Em Rio Claro, de acordo com informações da assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal, a administração está trabalhando para informatizar as bibliotecas. Além disso, cursos estão sendo organizados para habilitar os funcionários do Sistema de Bibliotecas Públicas para a mudança no sistema de trabalho, que deve acontecer em etapa posterior, quando forem adquiridos equipamentos para a informatização.
A assessoria destaca ainda que a administração municipal conta com projetos de estímulo à leitura envolvendo jornais, livros e revistas. Para isso, cita que a rede municipal de ensino participa do Programa JC Presente na Escola, voltado à utilização do jornal em sala de aula e promovido pelo Jornal Cidade.
A prefeitura também participa de dois programas do governo federal, sendo o PNBE (Programa Nacional da Biblioteca Escolar), no qual o MEC (Ministério da Educação) disponibiliza livros de literatura infantil para todas as escolas da Educação Infantil da rede municipal de ensino; e o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático), em que, a cada três anos, são enviados livros didáticos à escolha dos professores.
As escolas municipais também participam do Projeto Trilhas, realizado pelo MEC em parceria com o Instituto Natura e destinado à alfabetização com literatura infantil para o primeiro ano, com formação específica dos professores para esse trabalho.
Além disso, a assessoria de imprensa informa ainda que todas as escolas da rede municipal recebam assinatura de jornal para atividades escolares de leitura. A rede conta também com a Biblioteca do Educador, instalada na Secretaria da Educação, na qual os professores têm acesso a livros para leitura pessoal e aprofundamento na área pedagógica. A Secretaria Municipal da Educação também assina a revista Ciência Hoje, utilizadas com alunos do Ensino Fundamental; a revista Nova Escola, voltada à formação pedagógica do professor; a Revista Avisalá, para professores de Educação Infantil; e a Revista do Educador.
Para o prefeito Du Altimari, a prática da leitura é um componente essencial da existência humana. “Quem se aprofunda na leitura de livros, revistas, jornais e de tudo o que estiver ao seu alcance tem mais recursos para “ler” a realidade à sua volta. O prazer da leitura é o encanto do eterno aprender e o combustível que nos põe em movimento na busca do aperfeiçoamento constante, que é a marca primordial do ser humano. Não há cidadão sem educação, e não há educação ampla e libertadora sem a leitura”, analisa o prefeito de Rio Claro.

14 de jun. de 2012

Evento: Painel de Biblioteconomia em Santa Catarina

Prezados colegas bibliotecários, bibliotecárias e estudantes de biblioteconomia A Associação Catarinense de Bibliotecários apresenta o Edital para o 31º Painel de Biblioteconomia em Santa Catarina ao mesmo tempo em que convida os alunos, professores e profissionais da Ciência da Informação para prestigiarem o evento que acontecerá dia 7 e 8 de novembro de 2012 em Florianópolis-SC.
Tema central: O bibliotecário e sua ressignificação (necessária?): impactos da tecnologia e da inovação no contexto sócio-político.

A biblioteca da utopia


Fonte: Publishnews. Data: 12/06/2012.
Autor: Felipe Lindoso.
URL: http://www.publishnews.com.br/telas/colunas/detalhes.aspx?id=68931
A revista do Massachusetts Institute of Technology, o MIT, publicou recentemente um artigo sobre o projeto da Harvard University de digitalizar os acervos das bibliotecas universitárias. Comentar sobre o assunto vem bem a calhar no contexto das discussões sobre cópias não autorizadas e digitalizadas para difusão pela internet. Quem se dispõe a analisar o assunto com seriedade logo se vê diante da imensidade de problemas e soluções alternativas, que vão muito além da digitalização não autorizada de uns tantos livros de ciências sociais.
O projeto de Harvard descende diretamente do falecido Google Book Search, o projeto que Larry Page imaginou em 2002 e que pretendia digitalizar todos os livros impressos no mundo. Sim. Todos. Só assim, dizia o cofundador do Google, a empresa poderia cumprir sua missão de tornar toda a informação mundial “universalmente acessível e útil”.
O Google desenvolveu uma tecnologia que permitia o escaneamento ultrarrápido das páginas de um livro, com lentes que compensavam a curvatura das páginas provocadas pela encadernação. Aperfeiçoou também seus programas de Optical Character Recognition (OCR), para os mais variados formatos de letras e idiomas, de modo a permitir o funcionamento dos mecanismos de busca.
Quando lançou publicamente o projeto, em 2004, Page conseguiu de imediato a adesão de cinco das maiores bibliotecas do mundo, incluindo as de Harvard e Oxford. E quase imediatamente começaram as reações contrárias ao projeto, geralmente focando no ponto de que este daria à companhia uma posição altamente favorável para a futura comercialização do conteúdo digitalizado, prejudicando outras empresas. Além disso, a concentração dessa informação pelo Google abriria o espaço para a censura e controle da difusão da informação. Note-se bem: comercialização do conteúdo, que passaria a ser acessível, mas não gratuito. O projeto do Google incluía a posterior comercialização – através de e-books – dos livros. E tudo com o devido pagamento de direitos autorais.
A Association of American Publishers e a Author’s Guild – o sindicato dos autores dos EUA –, imediatamente protestaram, considerando que a empreitada, mesmo se permitisse a consulta a apenas trechos de livros na pesquisa, constituía um enorme ataque aos direitos autorais.
O Google propôs um acordo, envolvendo o pagamento de direitos autorais e a venda de assinaturas para acesso ao conteúdo integral dos livros das bibliotecas, o que só aumentou a resistência. Universidades europeias se recusaram a participar e outras iniciativas começaram a ser esboçadas.
Alguns analistas consideram que, se o Google continuasse a escanear com base no “fair use” da Convenção de Berna – e da legislação dos países signatários – e usasse o material tão somente para indexar informações, poderia ter prosseguido. Mas, ao propor o acordo, que teria chancela do judiciário, se meteu num pântano legal que terminou por liquidar o projeto.
Além da acusação de tentativa de monopolizar a digitalização mundial dos livros, alguns pontos finos da legislação de direito autoral se tornaram pedras no meio do caminho do projeto. Um desses é o das “obras órfãs”. O que é isso?
Uma obra impressa é protegida automaticamente pela legislação, mesmo que seu autor, ou autores, não a registrem nos escritórios de direitos autorais de cada país. Mesmo entre as obras registradas, há uma quantidade delas das quais se sabe o nome do autor, mas não se o próprio ainda está vivo e se o prazo de vigência da proteção legal ainda está ativo. Isso sem falar dos livros publicados, mas que saíram do mercado – as leis de D.A. são, hoje, universalmente retroativas. Essas são as “obras órfãs”. Como se pode perceber, mesmo que houvesse a disposição de pagar direitos por sua reprodução, seria muito difícil encontrar os beneficiários. O Google propôs constituir um fundo que recolheria esses direitos até o aparecimento dos autores ou a certeza de que haviam entrado em domínio público, quando então esses recursos seriam revertidos para ampliação de acervos de bibliotecas, programas de leitura etc.
Não adiantou. O acordo foi definitivamente sepultado há alguns meses pelo judiciário dos EUA.
Mas a ideia da digitalização não morreu.
Um dos críticos mais contundentes do projeto do Google foi o historiador Robert Darnton. Sucede que Darnton foi nomeado, em 2007, como diretor do sistema de bibliotecas da Harvard University. A partir dessa posição, tenta por de pé o projeto da Digital Public Library of America. Que, essencialmente, tem o mesmo escopo do projeto googliano: digitalizar tudo.
Diz a matéria da revista do MIT:
 “Se bibliotecas e universidades trabalhassem juntas – argumentou Darnton –, financiadas por organizações filantrópicas, poderiam construir uma verdadeira biblioteca pública digital da América. A inspiração de Darnton não veio dos tecnólogos de hoje, e sim dos grandes filósofos do Iluminismo. As ideias circulavam pela Europa e atravessaram o Atlântico no século XVIII, impulsionadas pelas tecnologias da imprensa e dos correios. Pensadores como Voltaire, Rousseau e Thomas Jefferson viam a si mesmos como cidadãos da República das Letras, uma meritocracia de livres pensadores que transcendia as fronteiras nacionais. Era uma época de grande fervor e fermentação intelectual, mas a República das Letras era ‘democrática apenas em princípio’, como Darnton apontou em um ensaio na New York Review of Books: ‘na prática era dominada pelos bem nascidos e pelos ricos’.”
E prossegue a matéria:
 “Com a internet, podemos finalmente retificar essa iniquidade. Ao colocar cópias digitais online, argumentou Darnton, podemos abrir as coleções das grandes bibliotecas do país para quem quer que tenha acesso à rede. Podemos criar uma ‘República Digital das Letras’ que seria realmente livre e aberta e democrática e que nos permitiria ‘efetivar os ideais do Iluminismo a partir dos quais foi fundado nosso país’.”
Com um acadêmico de tanto prestígio como Darnton à frente, e princípios tão nobres a justificá-lo, a suposição é de que o projeto poderia avançar sem dificuldades.
Ledo engano.
O sepultamento da proposta de acordo do Google aumentou as expectativas e o projeto de Darnton ganhou apoios importantes, e mecanismos substanciais de financiamento. Começou também a ganhar objeções.
Em maio passado, uma reunião do grupo dos Chief Officers of State Library Agencies (grosso modo, os responsáveis pelos sistemas estaduais de bibliotecas, se tal coisa existisse no Brasil) aprovou uma resolução pedindo que a DPLA mudasse de nome. A razão? Ao se apresentar como “a” Biblioteca Pública do país, a DPLA reforça a “crença infundada de que as bibliotecas públicas podem ser substituídas em 16.000 comunidades nos EUA por uma biblioteca nacional digital”, e que isso dificultaria ainda mais a obtenção de recursos orçamentários para essas bibliotecas. Parou por aí? Não. O projeto foi acusado de arrogante na presunção de que uma única biblioteca pudesse satisfazer as necessidades diferentes do público e de pesquisadores, que são muito diferentes.
E o dissenso continuou. Por exemplo: os arquivos serão centralizados em servidores próprios ou os mecanismos de busca apontariam para os servidores das bibliotecas afiliadas? Que outros materiais, além de livros, seriam incluídos na DPLA? E como a DPLA se apresentaria ao público: com acesso direto ou como uma “câmara de compensação” entre as várias bibliotecas, transferindo o trânsito para os respectivos websites? No mesmo número da revista do MIT que anuncia o projeto de Darnton, é publicado também outro, de autoria de Brester Kahle e Rick Prelinger, que afirma que o projeto centralizador de Darnton pode ser tão perigoso para a liberdade de expressão quanto era o do Google. E Kahle é o fundador do Internet Archive. E os lançamentos? Darnton, por exemplo, diz que só deveriam ser digitalizados os livros com mais de dez anos de lançamento, para “ficar de fora das questões comerciais”. E os metadados, essenciais para a pesquisa e que, como “banco de dados”, são eventualmente produzidos por outras empresas, que prestam serviços para editoras e bibliotecas, e têm uma proteção específica de uso?
Porque, de fato, voltou com toda a força a questão dos direitos autorais. Para o Google e para a DPLA, essa é uma questão não resolvida. Para alguns dos envolvidos, só poderia ser solucionada com medidas internacionais, como uma revisão da Convenção de Berna que diminuísse o tempo de vigência da proteção (hoje é de 70 anos após a morte do autor, na maioria dos países) e estabelecesse outras exceções, todos os dois assuntos muito controversos. Não apenas por parte das editoras e dos próprios autores – os de sucesso cuidam muito bem do seu patrimônio! –, mas também pelos estúdios e outros produtores de materiais audiovisuais.
Além dos direitos autorais, está subjacente também uma questão de patrimônio. Afinal, essas bibliotecas foram financiadas com recursos de várias fontes para aquelas universidades, e não apenas são seu patrimônio como geram renda, de diferentes maneiras, para seu sustento.
O pano de fundo disso tudo é o das condições para a apropriação social da produção intelectual individual. É certo o grande avanço, desde o Iluminismo, do reconhecimento da autoria: a obra é a expressão de um labor intelectual próprio e personalíssimo (ainda que possa ser coletiva), e isso gera direitos do(s) autor(es) sobre sua fruição, inclusive financeira, ainda que por um período determinado de tempo (que foi aumentado progressivamente nos dois séculos e meio desde que as primeiras leis de direito autoral foram promulgadas). O “domínio público” se estabelece depois desse período de apropriação individual.
Não vale o argumento de que cada autor produz suas obras através das leituras de outros, já que, de qualquer maneira, cada leitura gera uma apropriação e uma expressão individual do conjunto dos conteúdos. Se colocarmos dez “intelectuais leitores” lendo os mesmos dez livros, o que cada um deles irá concluir e eventualmente produzir a partir dessa leitura certamente será diferente da produção dos demais.
Na verdade isso tudo remete à grande questão da apropriação individual do fruto do trabalho versus a apropriação social, coletiva. Algo que outros filósofos debatem também desde o século XVIII, e que encontrou uma expressão sintética no século XIX: “De cada qual segundo sua capacidade, a cada um segundo suas necessidades”, disse o filósofo de Trier, um tal de Karl Marx.
Mas isso exige outro tipo de sociedade, de organização social. Por enquanto, no regime capitalista, o caldo engrossa tanto com a apropriação do trabalho físico quanto do trabalho intelectual.

Unicamp promove congresso de leitura


Será realizado em Campinas, no periodo de 16 a 20 de julho de 2012, o 18º Congresso de Leitura e Escrita do Brasil promovido pela Unicamp. O evento, que tem o tema “Redes sociais e interatividade”, com o objetivo de discutir o entrelaçamento de diferentes linguagens e formas de expressão. A programação contará com mesas-redondas, apresentações de trabalhos e conferências conduzidas por especialistas do Brasil e do exterior.
Data: 16 a 20 de julho de 2012.
Local:
Universidade Estadual de Campinas. Centro de Convenções.
Rua Elis Regina, 131, Cidade Universitária Zeferino Vaz
Campinas/SP
Maiores detalhes no URL: http://www.18cole.com.br/index.php

13 de jun. de 2012

Biblioteca de SP abre edital para resenhadores


Até o dia 20 de julho a Biblioteca Monteiro Lobato, na capital paulista, recebe inscrições para o credenciamento de interessados em prestar serviços profissionais de leitura de obras de literatura infantojuvenil e produção de resenhas para atualização da publicação Bibliografia brasileira de literatura infantil e juvenil. Para saber mais sobre as regras das inscrições, acesse o site da prefeitura neste link. Em caso de dúvidas, entre em contato com a biblioteca pelos telefones XX11 3256 4438 e XX11 3256 4122 ou pelo e-mail bcsp.mlobato@prefeitura.sp.gov.br.

Netflix continua a expandir biblioteca de títulos no Brasil


Fonte: Correio do Estado. Data: 12/06/2012
Lançado no fim do ano passado no Brasil, o serviço de exibição de filmes pela internet Netflix chegou ao Brasil e, diz a empresa, está crescendo bem. Joris Evers, diretor de comunicação corporativa, conversou com a Rolling Stone Brasil, mas disse que o número de usuários brasileiros é um que a empresa não está disposta a compartilhar no momento. O único número de usuários que Evers divulgou é o de três milhões de assinantes fora dos Estados Unidos.
Evers enalteceu melhoras no serviço desde sua chegada ao país. “Nós estamos disponíveis em tablets, smart TVs, Xbox 360, PlayStation 3 e muitos outros aparelhos”, explicou o executivo. Evers também revelou que estão prestes a adicionar conteúdo do UFC, do ganhador do Oscar O Artista, Jogos Vorazes, além de filmes e séries do catálogo da Fox. “Todas esses acordos são exclusivos da América Latina, é conteúdo que não estamos licenciando para o mercado norte-americano”, disse Evers.
Ele também falou muito sobre os hábitos e preferências do consumidor brasileiro: as produções locais mais assistidas incluem Galinha Pintadinha (infantil), Rafinha Apresenta 1 e Rafinha Apresenta 2 (comédia stand-up), Fabio Lins (comédia stand-up), os filmes Cidade de Deus, Meu Nome Não É Johnny, Deus é Brasileiro e O Menino da Porteira, as novelas Meu Pé de Laranja Lima e Dance, Dance, Dance e a série Descolados: Primeira temporada.
O uso do serviço também foi extensivamente catalogado, com os horários de pico e dias mais movimentados sendo registrados. “Nós percebemos que, durante a semana, os usuários não têm tanto tempo para assistir a um filme, então preferem ver episódios de séries e, no fim de semana, assistir a alguns filmes”, contou. Outros dados interessantes são os horários de pico do serviço nos fins de semana: domingos às 16h e sábados às 18h. O dia com maior atividade no Netflix brasileiro? O feriado de 1º de maio. O horário em que menos espectadores estão conectados: 1h da manhã na madrugada de quinta para sexta feira. “Esse é o dia em que vocês saem pra balada [risos]”, diz Evers.
Outra particularidade do nosso mercado que Evers compartilhou foi o uso acima do normal do Netflix em tablets. Ele não revelou que outros aparelhos estão abaixo e acima dos tablets, somente disse que o computador é, em todo o mundo, a plataforma mais utilizada.
Para o futuro próximo do Netflix no Brasil, a prioridade parece ser trazer novos clientes ao serviço. “Quando você para e analisa, é um serviço que exige que você tenha um cartão de crédito e conexão de banda larga. No momento, é para uma pequena parcela da população”, diz Evers. “Outro problema é que muitos consumidores ainda não confiam em fazer pagamentos pela internet, por isso estamos pesquisando formas de pagamento alternativas ao cartão de crédito.”
Quanto à concorrência de outros serviços, como o da Amazon, que enfrenta o Netflix nos Estados Unidos, Evers admite que, no Brasil, a vida do Netflix é bem mais fácil. “Nós concorremos com a pirataria”, admite, “mas somos uma opção muito mais simples, rápida e segura.”

Carro-Biblioteca leva literatura para bairros da Região Metropolitana de Belo Horizonte

 Fonte: Portal Uai. Data: 12/06/2012.
URL: http://www.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_7/2012/06/12/ficha_agitos/id_sessao=7&id_noticia=54209/ficha_agitos.shtml
Em junho, a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, do Circuito Cultural Praça da Liberdade, vai levar música, literatura e contação de história para vários bairros da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A programação é parte das atividades do Carro-Biblioteca, uma biblioteca móvel que percorre toda a cidade para facilitar o acesso da população à informação e à cultura.
Entre os dias 18 e 29, a dupla Aline Cântia e Chicó do Céu irá apresentar ao público o conto O catador de palavras. O espetáculo narra a história de um catador de papel que todas as noites abria um tapete e sobre ele colocava jornais, livros, revistas e recortes recolhidos durante o dia. Era neste momento, motivado por aquelas imagens, que ele imaginava e lembrava contos de bichos, bruxas, reis e rainhas.
A história se inverte quando seu filho vai para a escola e começa a recontar estes contos, recortando e juntando aquelas mesmas letras. E assim, a casa se transforma em um ambiente de troca literária, aprendizado e incentivo à leitura.  O público é naturalmente envolvido na trama, repleta de músicas e histórias de diversos povos, e é convidado a silenciar os muitos ruídos que invadem sua vida diária e a se entregar ao prazer da literatura.
O catador de palavras será apresentado nos bairros Capitão Eduardo, Diamante/Teixeira Dias, Vale do Jatobá, Vila Pinho, Conjunto Ribeiro de Abreu e Minas Caixa, onde o Carro-Biblioteca também estará disponível à população para empréstimos de livros e consulta local de material informativo.
Além da consulta local ao acervo e o empréstimo domiciliar, a biblioteca móvel oferece também o serviço de auxílio à pesquisa, com orientação quanto ao uso de enciclopédias, dicionários, almanaques e obras informativas, na busca de assuntos de interesse. O veículo fica disponível ao público segunda a sexta-feira, das 9h às 12h.
Para o empréstimo de obras, os leitores precisam fazer inscrição prévia e apresentar um documento de identidade e um comprovante de residência recente. Os menores de 16 anos devem se inscrever acompanhados pelos responsáveis. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail cb.sub@cultura.mg.gov.br ou pelo telefone (31) 3269-1204.

Sesc Partituras funciona como biblioteca virtual da música


Fonte: Jornal do Commércio. Data: 12/06/2012.
Seja em escolas, com professores particulares ou por conta própria, aprender a ler partituras é uma das habilidades que mais contribuem para a evolução de um músico. Elas funcionam como suporte na prática de exercícios, técnicas, entendimento de linguagens e servem como importante veículo de difusão do patrimônio cultural. Foi pensando nisso que o Serviço Social do Comércio lançou, nacionalmente, na internet o projeto Sesc Partituras (www.sesc.com.br/sescpartituras).
A iniciativa – que funciona como uma biblioteca virtual, sem fins lucrativos – começou de forma embrionária, em 2007, com o nome de Banco Digital Sesc de Partituras. Na época, foram implantados computadores com programas de editoração de escrita musical, em 17 unidades da instituição, em diferentes cidades brasileiras. “Em 2010, resolvemos ampliar o projeto. Tínhamos um acervo pequeno, disponível em algumas escolas do Sesc. Pesquisamos a melhor forma de resgatar e distribuir as obras, tendo preocupação com os aspectos legais (direitos autorais) e na elaboração de ferramentas de busca”, expõe Sylvia Lima, coordenadora nacional do Sesc Partituras.
O portal possui no momento 415 obras de 65 compositores brasileiros e está aberto a receber material de gente de todo o País. No Sesc Partituras, o internauta tem a sua disposição peças de grande relevância histórico-patrimonial, a exemplo de criações do maestro César Guerra-Peixe, Carlos Gomes, Ernesto Nazareth, Francisco Mignone, Glauco Velásquez e padre José Mauricio Nunes Garcia.
Artistas contemporâneos como Alexandre Schubert, do Rio de Janeiro, e José Orlando Alves e Eli-Eri Moura, ambos da Paraíba, estão relacionados. De Pernambuco, encontram-se disponíveis partituras dos violonistas Henrique Annes e Adelmo Arcoverde.
Apesar da prevalência de obras instrumentais e mais próximas da cultura erudita, o Sesc Partituras está aberto ao envio de partituras de diferentes estilos e ritmos. A única exigência é que sejam brasileiros. Os pesquisadores, instituições, compositores e representantes familiares legais desses que desejarem contribuir com o projeto podem obter informações enviando mensagem para o e-mail musica@sesc.com.br.
COMPRE MÚSICA
Outra interessante ferramenta online de distribuição de música escrita é o Compre Música (www.compremusica.com.br). O website foi desenvolvido por uma empresa paulista e vende partituras e tablaturas que vão da música clássica, passando pelo jazz, pop, rock, hard rock, funk, folk, heavy metal, punk rock e até eletrônica.
É possível encontrar no Compre Música obras compostas ou interpretadas por artistas como Carlos Santana, Frank Sinatra, George Gershwin, Ennio Morricone, John Williams, 50 Cent, Led Zeppelin, Jason Mraz, Yes, R.E.M, entre outros.
Por enquanto, o acervo com cerca de 90 mil músicas está calcado em repertório estrangeiro. “Até o fim deste ano, o site será em inglês e espanhol e nosso objetivo é ter o maior catálogo de música brasileira para o mercado internacional”, afirma Daniel Neves, diretor do Grupo TreeMedia e idealizador do site.

11 de jun. de 2012

FBN: indefinição prejudica PNLL


Fonte: O Globo. Data: 02/06/2012.
Autora: Suzana Velasco
Quando formalizado em 2006, o Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) se tornou o chamariz do setor por institucionalizar um programa de acesso aos livros e à leitura no país. Há um ano e meio, porém, o programa não concretiza novas ações. Em abril de 2011, José Castilho, que era o secretário-executivo do PNLL desde 2006, entregou o cargo por discordar da centralização das políticas para a área iniciada pelo presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Galeno Amorim. Só no fim de dezembro foi nomeada nova secretária-executiva para o PNLL, Maria Antonieta Cunha, que deixou o cargo no mês seguinte para assumir a Diretoria do Livro, Leitura e Literatura. Até hoje não houve nova nomeação para o PNLL (que depende do MinC e do Ministério da Educação) mas, segundo a FBN, a escritora e professora Lucília Garcez já exerce a função.

Biblioteca recebe nome de Bibliotecária


COMUNICADO
Foi publicado, no dia 8 de junho, no Diário Oficial da União o Decreto nº 7.748, que trata de mudanças no Estatuto da Fundação Biblioteca Nacional. A BDB troca de nome e passa a se chamar BIBLIOTECA DEMONSTRATIVA MARIA DA CONCEIÇÃO MOREIRA SALLES.
O novo nome homenageia a ex-coordenadora falecida no início deste ano, em sete de janeiro. CONCEIÇÃO esteve à frente da instituição por mais de 28 anos tendo sido responsável por inúmeros projetos que sedimentaram o papel de destaque da BDB no cenário cultural da capital federal. Também muito importante foi sua contribuição para uma nova perspectiva do que uma biblioteca pública pode e deve oferecer à comunidade em geral.

Anna Paula Ayres SEABRA
Promoção e Divulgação Cultural
Biblioteca Demonstrativa de Brasília
(61)3244-3015

Revista da Biblioteca Nacional vai para sebo


Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 02/06/2012.
Autor: Fabio Victor.
A Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin), responsável pela publicação da Revista de História da instituição, vendeu a um sebo do centro do Rio 100 mil exemplares de números encalhados da mesma. As edições, de 2011 para trás, estão sendo comercializadas por R$ 2 cada na livraria Letra Viva. Foi a maior venda de encalhe da revista, que é subsidiada com dinheiro público e tem apoio do Ministério da Cultura e patrocínios via Lei Rouanet. Indagada por que o encalhe de uma publicação com tamanho potencial educativo não foi doado a escolas e instituições, a Sabin disse que costuma fazer doações, mas que a revista precisa de receitas alternativas para se manter. "Somos uma revista comercial como qualquer outra, precisamos sobreviver", disse a gerente administrativa da entidade, Juliana Calafange. "Por incrível que pareça às vezes as instituições não querem ou não podem receber. Você poderia até nos ajudar, informando aos interessados que nos procurem."

7 de jun. de 2012

Os poderes da Biblioteca Nacional

Fonte: O Globo. Data: 2/06/2012.
Autores: André Miranda, Guilherme Freitas e Suzana Velasco
No fim de abril, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, anunciou oficialmente que a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), presidida por Galeno Amorim, centralizará todas as políticas relacionadas a livros e leitura no país. Semanas antes e após o anúncio, três vazamentos de água causados por uma falha no sistema de refrigeração atingiram mais de dois mil periódicos e manuscritos da sede da Biblioteca Nacional, no Centro, e do anexo, na Praça Mauá. O estado da coleção e do edifício bicentenário contrasta com o anúncio da acumulação de atribuições da FBN. Em entrevista na sede da Biblioteca, com o ar condicionado desligado para evitar novos vazamentos, Amorim sustenta que o setor de livro e leitura ganha força ao ter suas políticas concentradas numa só instituição.

Tesouro Bibliográfico – Blog sobre obras raras

A bibliotecária Márcia C. Rodrigues é a editora de um interessante blog intitulado “Tesouro Bibliográfico“ que aborda os mais variados aspectos das obras raras.
Vale a pena dar uma passada por lá; o URL: http://tesourobibliografico.wordpress.com/

Diretório de Livros de Acesso Livre

Fonte: OAPEN UK.
URL: http://oapen-uk.jiscebooks.org/2012/02/29/oapen-launches-directory-of-open-access-books/
Foi lançado no Reino Unido o “Directory of Open Access Books (DOAB) [Diretório de Livros de Acesso Livre, DOAB]. Ele é um índice que provê dados sobre as monografias que receberam avaliação editorial e cujos volumes foram editados sob um modelo de negócios do Acesso Livre, com links para os textos completos das publicações no sitio da editora ou repositório. A versão beta conterá publicações de um numero selecionado de editoras universitárias e está disponível para o publico nos próximos meses.

Novo número: “Datagramazero” de junho de 2012

O DataGramaZero de JUNHO 2012 traz os seguintes artigos:
1 - A mão invisível que controla o sujeito contemporâneo. Patrícia Fernanda Dorow e Maurílio Tiago Brüning Schmitt e Gertrudes Aparecida Dandolini. Resumo: Esse trabalho traz algumas considerações acerca das análises dos discursos segundo o pensamento de Foucault e Deleuze.
2 - Procedimento para Avaliação Global do Desempenho Organizacional. Maria Cristina Fogliatti de Sinay e Laura Sinay e Isolina Cruz. Resumo: O objetivo do presente trabalho é apresentar um procedimento para avaliar o desempenho global de uma organização qualquer segundo a ótica dos diversos agentes envolvidos.
3 - Interatividade e Usabilidade nas Bibliotecas Digitais no Processo Ensino-Aprendizagem. Izabel França de Lima e Renato Rocha Souza e Guilherme Ataíde Dias. Resumo: Este estudo de revisão de literatura sobre interatividade e usabilidade nas bibliotecas digitais objetiva apresentá-las como ferramentas que podem auxiliar na construção do conhecimento numa concepção de educação mediada pelas TICs.
4 - Algumas contribuições da perspectiva filosófico-semiótica de Peirce para a análise de assunto. Franciele Marques Redigolo e Carlos Cândido de Almeida. Resumo: Objetivou-se, com este trabalho, apresentar uma reflexão teórica acerca da análise de assunto resgatando, para tanto, uma abordagem da Filosofia e da Semiótica de Peirce.
5 - Compromissos Ontológicos e Pragmáticos em Ontologias Informacionais:Convergências e Divergências. Marcello Peixoto Bax e Eduardo de Mattos Pinto Coelho. Resumo: Este artigo parte da noção do compromisso ontológico, tal como proposta por Quine, para discutir alguns aspectos controversos dos pressupostos teóricos utilizados na construção de ontologias informacionais.
6 - A memória e o conceito de bit quântico. Álvaro Caetano Pimentel Sobrinho. Resumo: A proposta, do artigo, é apresentar uma análise sobre a preservação da memória com a utilização dos dispositivos tecnológicos e com a introdução do conceito do bit quântico.
Outros conteúdos:
Ainda, no DZG de JUNHO 2012 temos a recensão de Secreto, lenguaje y memoria en la sociedad de la informacion por Rafael Capurro e Raquel Capurro. Em Colunas Aldo de albuquerque Barreto A leitura e a escrita: na terra e no mundo dos textos infinitos.
O DataGramaZero de JUNHO 2012 está disponível em:

Novo número do: “PontodeAcesso”

Acaba de ser publicado o n. 1 do v. 6 do Ponto de Acesso, a revista eletrônica do Instituto de Ciência da Informação, da Universidade Federal da Bahia.
Sumário:
Editorial
Em pauta a informação, imagens e arquivos. Alzira Gondim Tude de Sá.
Artigos
Os textos completos dos artigos estão disponíveis no URL:
www.pontodeacesso.ici.ufba.br

1 de jun. de 2012

Evento: Políticas de informação

Todas as áreas da saúde – como atenção, vigilância, ensino, pesquisa, desenvolvimento tecnológico, complexo produtivo e controle social – requerem volume crescente de informações, cujo gerenciamento é fundamental para fortalecer o setor. Atenta ao caráter estratégico do tema, a Fiocruz, por meio da Vice-Presidência de Ensino, Informação e Comunicação (VPEIC), promove o seminário Políticas de Informação: avanços e desafios rumo à gestão do conhecimento. O evento ocorre no dia 4 de junho (segunda-feira), das 9h às 17h, no auditório do Museu da Vida.
A programação do seminário se divide em três painéis. O primeiro abordará os marcos legais da informação no âmbito da administração pública, como a política de acesso livre, a Política Nacional de Informação e Informática em Saúde (PNIIS) e a Lei de Acesso à Informação. O objetivo é discutir como essas políticas podem contribuir para promover o acesso ao conhecimento e à capacitação, planejar as ações de saúde segundo as necessidades e demandas locais, e qualificar as atividades de controle, avaliação, regulação e auditoria, entre outros usos.
O segundo painel analisará como se implanta na administração pública a gestão do conhecimento (GC), entendida como um conjunto de ferramentas para mobilizar informações e utilizá-las de forma a melhorar o desempenho da instituição. Um livro recém-lançado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) trata do assunto e seu autor, Fábio Ferreira Batista, é um dos muitos especialistas com presença confirmada no seminário. A publicação descreve um modelo pioneiro que serve a todas as organizações públicas e as orienta para implantar a GC “de tal forma a assegurar o alcance dos objetivos estratégicos e a melhoria de processos, produtos e serviços em benefício do cidadão-usuário e da sociedade em geral”.
Ainda no segundo painel será apresentado o XIII Enancib (Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação), que ocorre de 28 a 31 de outubro, sob organização do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz). Por fim, o terceiro painel será dedicado ao SciELO Livros, cujo desenvolvimento é liderado pelas editoras da Fiocruz, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Em sua primeira etapa, o Portal SciELO Livros já disponibiliza em acesso aberto mais de 200 títulos das três editoras. As obras publicadas são selecionadas segundo controles de qualidade aplicados por um comitê científico. Os textos digitais são formatados de acordo com padrões internacionais que permitem o controle de acesso e de citações. São legíveis em telas de computador e também nos leitores de ebooks, tablets e smartphones. Além do SciELO Livros, as obras serão acessíveis por meio dos buscadores da web e serão publicadas por portais e serviços de referência internacional.

O seminário é dirigido, especialmente, a estudantes, professores, pesquisadores e gestores das áreas de informação, comunicação e saúde, bem como a todos os interessados no tema. A participação é gratuita e não é necessário fazer inscrição. 
Serviço:
Seminário Políticas de Informação: avanços e desafios rumo à gestão do conhecimento
Data: 4 de junho de 2012
Horário: das 9h às 17h
Local: auditório do Museu da Vida | campus sede da Fiocruz (Avenida Brasil 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro/RJ)

Novo número: Informação & Informação


O v. 16, n. 3, de 2011 da revista Informação & Informação está disponível em http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao.
Sumário:
Editorial
Maria Inês Tomaél
Artigos
  • Indicadores Científicos e as Universidades Brasileiras. p. 1-18. Adilson Luiz Pinto, Márcio Matias.
  • A Elite Acadêmica da Sociologia no Brasil e sua Produção Científica. p. 19-39. Anderson Café, Kátia Carvalho, Vinicios Menezes, Nanci Oddone.
  • Indexação Social e Pensamento Dialógico: reflexões teóricas. p. 40-59. Roger De Miranda Guedes, Maria Aparecida Moura, Eduardo José Wense Dias.
  • Tecnologias Semânticas: Novas Perspectivas para a Representação de Recursos Informacionais. p. 60-75. Rogério Aparecido Sá Ramalho, Marcos Teruo Ouchi.
  • Ação de Mediação para Inclusão Social de Comunidades. p. 76-95. Maria Giovanna Guedes Farias, Isa Maria Freire.
  • A Qualidade da Informação na Web: uma abordagem semiótica. p. 96-117. Juliana de Assis, Maria Aparecida Moura.
  • Desafio aos Gestores de Unidades de Informação para Implementar o
    Intraempreendedorismo e o Empowerment. p. 118-141. Antonio Costa Gomes Filho, Astrid Honesko, Vera Lucia Braga da Silva, Roberta Moraes de Bem.
  • Mediação da Informação em Websites de Bibliotecas Universitárias
    Brasileiras: Referencial Teórico. p. 142-165. Valéria Aparecida Moreira Novelli, Wanda Aparecida Machado Hoffmann, Luciana de Souza Gracioso.
  • Formação e Competências do Bacharel em Biblioteconomia da UDESC:
    Análise Seguindo a Classificação Brasileira de Ocupações. p. 166-190. Elaine de Oliveira Lucas, Aline Andrade Ouriques.
Teses e Dissertações
  • Resumos: Dissertações. p. 191-213. Brígida Maria Nogueira Cervantes.
Resenhas de livros/mídia
  • Comunicação Científica. p. 214-216. Geraldina Porto Witter.

Coleção Nelson Werneck Sodré será digitalizada

 Fonte: Boletim da Biblioteca Nacional, n. 238. Data: 28/05/2012.
Pela primeira vez desde que foi criada, a BN Digital vai poder expor um acervo com direito autoral ainda em vigência. Trata-se da Coleção Nelson Werneck Sodré, formada por extenso conjunto documental reunido em vida por ele. A autorização, que permite a divulgação de toda a obra do intelectual, foi assinada por Olga Sodré, filha do acadêmico. Cartas, fotos, livros e outros itens estarão acessíveis ao público em "Legado", uma área recém criada pela Biblioteca Nacional. Além disso, um texto sobre sua vida e obra inaugura o espaço “Pensamento Brasileiro”, na Rede da Memória Virtual Brasileira.

Brasileiros preferem publicar em revista tradicional às de livre acesso


Fonte: Jornal da Ciência e-mail, n. 4506. Data: 28/05/2012.
Uma iniciativa de cientistas do mundo todo está propondo uma revolução no mundo acadêmico. Chamada de Primavera da Academia, a campanha incentiva o boicote às editoras de periódicos científicos, que impõem aos interessados em seu conteúdo assinaturas que chegam a US$ 40 mil.
O movimento ganhou força com o apoio de universidades como Harvard, que publicou um comunicado, no dia 17 de abril, incentivando seus pesquisadores a disponibilizarem seus artigos gratuitamente em seu site. Contudo, hoje, apesar das cobranças, os cientistas brasileiros ainda priorizam as publicações tradicionais, publicando poucos artigos em revistas de livre acesso.
Os pesquisadores justificam a preferência. "É importante publicarmos em revistas tradicionais, pois elas têm uma notoriedade maior, e a Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] está muito preocupada com o índice de impacto das publicações. Se o pesquisador não publica artigos em revistas com alto índice, ele não é considerado prestigiado na classificação do órgão, o que prejudica os alunos e o curso dele, pois cursos com classificação abaixo de 4 na avaliação fecham. Se eu tiver cinco artigos publicados na Nature, eu tenho portas abertas no mundo inteiro, o que não ocorre se publicar cinco trabalhos em revistas de livre acesso", explica o professor de bioquímica da Unicamp Anibal Vercesi.
O professor de física da USP-São Carlos Vanderlei Bagnato concorda: "Você tem que se preocupar em publicar em periódicos sérios e reconhecidos, porque, para nós, a credibilidade do trabalho vem com a publicação nessas revistas". Por outro lado, ele também destaca a importância da publicação de artigos nas revistas de livre acesso. "Todo mundo quer ler trabalhos relevantes. Por isso, as pessoas procuram acessar publicações de boa reputação, e pelas quais não precisam pagar. Por isso, o ideal seria a gente unir essas duas características em revistas de acesso livre, que também são mais vantajosas para quem publica nelas, já que podem ser lidas por mais pessoas", diz
Para o professor emérito da Universidade de Brasília (UnB) e coordenador do Grupo de Educação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência(SBPC), Isaac Roitman, o quadro brasileiro da publicação de artigos científicos deve ser analisado historicamente. "Há 30, 40 anos, era muito mais difícil para o pesquisador do Brasil publicar os seus trabalhos em periódicos científicos, e poucas publicações brasileiras preenchiam os requisitos de qualidade exigidos. Além disso, o acesso às revistas estrangeiras era muito mais difícil e lento", analisa. Contudo, especialmente nos últimos 10 anos, a popularização da internet permitiu o maior acesso a publicações do mundo todo, que passaram a ter versões online.
Portal facilita acesso - Para acadêmicos e pesquisadores brasileiros, esse acesso é facilitado pelo portal de periódicos da Capes, que disponibilizou, em 2011, o acesso a 31 mil revistas científicas para 326 instituições de ensino do País, a um custo de R$ 133 milhões. Alguns dos conteúdos do portal da Capes, criado em 2000, são acessíveis todos, como dissertações produzidas em programas de pós-graduação e periódicos publicados no País. Outros conteúdos são liberados apenas para bibliotecas, alunos e pesquisadores vinculados a universidades públicas e privadas que atendam a pré-requisitos exigidos pela instituição, como oferecer programas de pós-graduação que tenham uma nota mínima na avaliação da Capes.
Se o valor gasto para a assinatura dos periódicos parece alto, Roitman diz que a quantia é pequena se comparada ao que representa. "O portal da Capes é um grande salto: é como se fosse uma grande biblioteca, acessível a diversas universidades brasileiras. Poucos países têm algo de tamanha magnitude, com tantos conteúdos de qualidade disponíveis. Pode parecer caro, mas considerando o valor que cada um de nós pagaria para assinar as versões impressas dos periódicos, é muito mais barato. Além disso, sem o portal, muitas pessoas não teriam acesso a esses conteúdos", destaca.
Mesmo com a existência do portal, o acesso a publicações científicas de renome no mundo ainda é inviável para grande parte dos leitores de fora do mundo acadêmico - que, diferentemente de muitos cientistas brasileiros, não recebem verbas para assinatura de periódicos nacionais e estrangeiros. O auxílio aos pesquisadores é fornecido pelas agências de fomento nacionais, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e estaduais, como as fundações de amparo à pesquisa, entre elas a Faperj e a Fapesp.
Publicações de livre acesso - Mas publicar em uma revista de livre acesso não significa se livrar de qualquer tipo de cobrança. "Algumas cobram dos pesquisadores para publicarem seus artigos. Outras não, pois são mantidas por apoio governamental, por exemplo. De qualquer forma, sempre existe o custo de manter essas revistas, mesmo elas sendo virtuais, pois têm demandas, como o corpo editorial. Alguém tem que pagar", esclarece Bagnato.
Para Vercesi, a popularização dos periódicos livres no País durante os próximos anos depende de como forem administrados. "Mais importante do que cobrar ou não dos pesquisadores para a publicação de artigos é que o leitor tenha livre acesso. Seria maravilhoso que a ciência estivesse ao alcance de todos através desses periódicos, mas qual vai ser a política para se chegar a isso? Uma opção pode ser que as próprias fundações de amparo à pesquisa se associem para pagar o custo dessas publicações", aponta.
Bagnato considera incerto o crescimento dos periódicos de livre acesso no Brasil, e que também depende do impacto de campanhas como a Primavera da Academia. "O aumento do número de revistas de acesso livre no Brasil tem sido pequeno, e é muito difícil prever o que vai ocorrer. Todo mundo gostaria de ter seus trabalhos publicados em publicações de livre acesso, mas isso não ocorre se elas não tiverem o impacto necessário. O futuro delas depende muito do que acontecer a seguir, se eventos como o apoio dado por Harvard refletirem mundialmente", ressalta.