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6 de set. de 2014

Seminário em Caxias debate politicas do livro e leitura

Fonte: Baixada Fácil. Data: 6/0-9/2014.
URL: www.baixadafacil.com.br/imprimir/cultura/seminario-em-caxias-debate-politicas-publicas-do-livro-e-leitura-na-baixada-3061.html
A frase do poeta Mário Quintana: “Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas” — estampada em um dos cartazes na Biblioteca Municipal Leonel de Moura Brizola — simboliza a proposta do seminário ‘Por Uma Baixada Mais Leitora: Políticas Públicas para o Livro e a Leitura na Baixada Fluminense’, realizado nesta sexta-feira (05/09), na Praça do Pacificador, no Centro. O objetivo do encontro foi reunir representantes do poder público e da sociedade civil para um debate sobre o desenvolvimento e efetivação de políticas públicas de apoio ao livro e a leitura na região, que conta com 13 municípios. O evento foi promovido pelos polos Baixada Literária e Tecendo Uma Rede de Leitura, com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, do Instituto C&A e do movimento social Ação em Cidadania. 
O subsecretário municipal de Cultura e Turismo, André Oliveira, destacou a importância do evento. “Temos orgulho em receber este seminário em um espaço tão importante como a nossa biblioteca. Duque de Caxias conta com uma construção de políticas de leitura no município, temos três bibliotecas municipais e 11 comunitárias. Já enviamos para a Câmara de Vereadores o Plano Municipal de Leitura, em um trabalho de união entre a sociedade civil, governo Municipal e o Legislativo. Contamos ainda com projetos marcantes como os agentes de leitura e a Festa Literária que acontece em paralelo a Festa de Santo Antônio. O importante é a vontade política de querer fazer as coisas acontecerem”, disse ele.
O seminário também debateu os entraves e dificuldades para a garantia e ampliação do direito ao livro e à leitura na Baixada. Apresentou ainda um painel das experiências e desafios enfrentados pelas bibliotecas comunitárias, públicas e escolares para democratizar a leitura nesses diferentes espaços.
 “A ideia é tirarmos deste seminário um documento de fortalecimento das bibliotecas comunitárias na região. Duque de Caxias e Nova Iguaçu são referências neste assunto com várias unidades, inclusive com assessoria técnica. Precisamos de políticas públicas de leitura na Baixada Fluminense”, disse o diretor da Biblioteca Municipal Leonel de Moura Brizola, Antônio Carlos de Oliveira, fundador da Biblioteca Solano Trindade, no bairro Cangulo, que trouxe o neto do escritor, o paulista Marcelo Thomé, para participar do evento.

Marcaram presença ainda no seminário o secretário de Cultura de Nova Iguaçu, Wagner D´Almeida; o subsecretário de Educação de São João de Meriti, Anderson Paulino; além de dois representantes do Ministério da Cultura, José Castilho (secretário executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura) e Fabiano dos Santos (diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas). Na plateia estiveram representantes de bibliotecas comunitárias de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Nilópolis, Belford Roxo e Queimados, incluindo estudantes e universitários de Biblioteconomia da região.

2 de abr. de 2011

Parceiros do RJ mostram biblioteca criada por moradora na Baixada

Fonte: Portal G1. RJTV.

URL: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/parceiro-rj/noticia/2011/04/parceiros-do-rj-mostram-biblioteca-criada-por-moradora-na-baixada.html

Ela funciona a 20 anos no bairro Parque Paulista, em Duque de Caxias. Espaço é mantido com dedicação por Dona Angélica.


Uma biblioteca no Parque Paulista, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, pode ser usada por todos. A biblioteca comunitária foi criada há 20 anos, mas no bairro, pouca gente conhece. Os Parceiros do RJ, que moram no bairro, contam essa história.
Pelo lado de fora, a casa simples de Dona Maria Angélica de Jesus, idealizadora do projeto, não dá a dimensão do que há por dentro. Ela conta que o projeto surgiu quando percebeu que nem nos colégios da região existem mais bibliotecas.
“Essa era a maneira de as crianças e as pessoas terem acesso a um livro. Elas tinham que comprar, às vezes, só para fazer um dever. Aqui não, quem precisa de um livro, vem aqui, pega o livro, faz seu trabalho ou faz aqui mesmo, de acordo com o trabalho”, contou Dona Angélica.
Quando os moradores começaram a ter conhecimento da biblioteca começaram a doar livros para Dona Angélica. São tantos exemplares, que ela ainda não teve tempo de organizá-los nas prateleiras, quase sem espaço para livros.
A manutenção da biblioteca é feita com o dinheiro dela e do salário do filho, para pagar as contas de luz e telefone. O espaço fica no meio de uma comunidade pobre e Dona Angélica sofre com problemas de umidade na sala. Dona Angélica lamenta que os jovens só se preocupem com a internet e a tecnologia.
“O livro é onde está toda a sabedoria. O conhecimento que nunca vai ser apagado está num livro”, disse Dona Angélica.