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27 de fev. de 2016

Meninas e mulheres do Morro: a ONG que vai além da missão de distribuir preservativos

Autoria: Nathalia Toledo.
Fonte: Rádio CBN. Data: 23/02/2016.
URL: http://cbn.globoradio.globo.com/grandescoberturas/rio-451-anos/2016/02/23/MENINAS-E-MULHERES-DO-MORRO-A-ONG-QUE-VAI-ALEM-DA-MISSAO-DE-DISTRIBUIR-PRESERVATIVOS.htm

Grupo tem parceria com a biblioteca comunitária da Mangueira, que tem 12 mil livros catalogados e recebe 600 visitas por semana. Trabalho começou em 1995 por causa do alto índice de doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens.

'Eu não tenho uma formação acadêmica, né? Mas tenho uma expertise de saber que a leitura evolui, que a leitura te dá possibilidades, que a leitura de deixa mais apto a falar de qualquer coisa.'
Eis a nossa primeira carioca campeã. 
'Todo mundo na comunidade me conhece: E aí, Kely! Oh, vou botar meu filho lá, hein.'
Lá na biblioteca comunitária da Mangueira, que tem nada menos do que 12 mil livros catalogados e classificados por cores e recebe 600 visitas por semana. Mas pra entender bem esse feito, a gente volta um pouco no tempo. Nascida e criada no morro da Zona Norte, Kely Louzada faz parte de uma das primeiras famílias a habitar a Mangueira, vinda de Minas Gerais. Na década de 1970, era uma das poucas na comunidade que tinha televisão em casa. E isso já a incomodava de alguma forma.
'Eu levava a galera para assistir televisão lá, quem não tinha. Isso escondido da minhã mãe. Quando ela chegava do trabalho, já tinha que estar tudo arrumadinho, tudo organizado para ela não desconfiar que lá em casa virou um cinema. E fui crescendo com essa ansiedade, com essa preocupação com quem tem mais, quem tem menos.'
Em 1989, com 20 anos, Kely foi convidada a trabalharna Associação de Moradores da Mangueira. No ano seguinte, um episódio seria decisivo para contar essa história.
'Houve uma chuva tão forte que morreram pessoas. Eu lembro que passei três dias e três noites sem dormir fazendo comida, cuidando das crianças que ficaram sem casa e das próprias famílias, dando um acalanto e tal. E, pronto, eu queria aquilo ali para a minha vida.'
E foi assim que nasceu o Meninas e Mulheres do Morro. A ONG foi montada em 1995 por causa do alto índice de doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens. Só que a missão de distribuir preservativos e orientar os adolescentes virou algo maior. 
'Agora nós oferecemos o preservativo e o livro. Porque se você lê muito, se você tem argumento, você vai ter argumento para falar 'tem que usar camisinha, cara, o mundo é esse'.'
Graças a parcerias, o projeto começou a construir uma biblioteca. E não é qualquer uma, não.
'A gente não queria um depósito de livro, a gente queria uma biblioteca comunitária com cunho de biblioteca. As próprias crianças vão às casas resgatar esses livros e eles falam 'ah, não, foi muito caro. A gente vai querer ler e o livro está lá guardado na casa da pessoa.'
O resultado? Os números mostram: hoje o mês mais fraco tem entre 280 e 300 livros emprestados. São quase 7 mil empréstimos ao ano. E a Kely cuida de tudo com a ajuda de quatro pessoas - à hora que for.
'Porque eu penso assim: quando uma pessoa quer ler, então pra quê que eu vou tolir isso? Pra quê eu vou cortar essa vontade? Então a gente vem e empresta nesse horário.'
A biblioteca da Mangueira recebe 120 crianças e adolescentes para atividades todos os dias, sem contar os visitantes esporádicos.
'Acima da metade das pessoas que nós atendemos nesses anos todos hoje tem uma faculdade, são pais e mães de famílias bacanas. Foram duas pessoas que nós perdemos para o tráfico. Pouquíssimo, né?'
Kely Louzada, 47 anos: uma carioca que briga por leitura de qualidade, por dignidade para os moradores da Mangueira. E que fala como se fosse fácil, como se não existisse um mundo de obstáculos para manter um projeto desses. 

'Quando eu olho e vejo de quando eu comecei até aqui, valeu a pena. Valeu a pena os finais de semana, os feriados, filho nascer e com seis, sete dias de alta já estar aqui com filho no carrinho... Todo dia eu levando e falo 'nossa, que bom, estou viva e vou pra lá de novo'. Mesmo a trancos e barrancos, sem grana, sem apoio, mas estou lá. Valeu a pena e vale a pena.' 

7 de dez. de 2015

Tibau do Sul (RN): biblioteca na praia empresta livros a turistas

Fonte: Só Notícia Boa, Data: 29/11/2015.
Uma biblioteca na areia, que empresta publicações sem cobrar, é a atração em uma das praias mais procuradas por turistas no Nordeste: a praia da Pipa, em Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte.
A Biblioteca da Praia fica na praia do Amor, ali na sequência da praia da Pipa, local de paisagens nativas emolduradas pelo mar azul turquesa. A calmaria do local inspira os apaixonados pela leitura.
O acervo reúne cerca de 3.000 livros escritos não só em português como inglês, espanhol, alemão, hebraico, mandarim e francês.
Os títulos que estão à disposição vão desde a obras de ficção, ação, romances e livros de literatura. A maioria deles chegou por meio de doações.
História
A biblioteca foi criada no ano de 2011 pelo surfista pernambucano Adalberon Batista de Omena, 38, o Beron, como é conhecido.
No início, as prateleiras da biblioteca se resumiam a um banquinho de madeira. Porém, à medida em que foram chegando novos livros foi erguida uma espécie de estante de madeira com telhado de palha.
“Vi o potencial turístico da praia do Amor e resolvi unir a educação ao esporte. Criamos a biblioteca com essa ideia e vem dando tão certo que tivemos de fazer uma reforma no local para caber todos os livros, mas vejo que logo deverá ser ampliada de novo. Não param de chegar doações”, conta Beron.
A Biblioteca da Praia foi montada ao lado da escola de surf de Beron, que também tem um bar que serve sucos e comidas naturais para dar apoio a quem vai ao local. Enquanto ele ministra as aulas teóricas de surf e slackline, toma conta da biblioteca e atende aos clientes também.
O cuidado para conservar os livros é não deixar nada exposto ao sol, e ao final do dia, a biblioteca é fechada com uma lona para proteger os títulos da chuva e da maresia.
Apesar do público-alvo ser adulto, no local sempre ocorrem ações de leitura voltada para crianças, que podem fazer atividades de pintura em livros de leitura. “Incentivamos as crianças a lerem, pois é por meio delas que podemos criar novas consciências e mudar o mundo”, disse Beron.
Trocas e doações
Há turistas que preferem continuar a leitura depois do passeio e levar o livro para o local que está hospedado. Para isso, deve-se informar o nome do hotel ou pousada, e-mail e número de telefone. “Também não precisa pagar nada. É se comprometer a devolver”, diz Beron.
E se o turista levar o livro e não devolver? Beron diz que não se incomoda, pois, “livro preso na estante é uma gaiola”. “O livro circula ao passar em outras mãos e mais pessoas têm acesso à leitura”. Há também a possibilidade de troca de livros.
A biblioteca funciona entre 9h e 17h. O local oferece cadeiras e guarda-sol, além do serviço de bar, que funciona ao lado da biblioteca.

Para chegar à Biblioteca da Praia, o turista deverá descer a escadaria do paredão da praia do Amor. No meio da pequena trilha, poderá encontrar pequenos animais, como saguis e camaleões. São cerca de dez minutos de caminhada até o local

13 de nov. de 2015

Geladeiras sem uso transformadas em bibliotecas

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul. Data: 12/11/2015.
Três bairros de Araçoiaba da Serra já participam do projeto de biblioteca livre Geladeira do Saber, que consiste em lotar uma geladeira sem uso com livros de livre acesso a população. Iperozinho, Campo do Meio e Monte Líbano são os bairros que já contam com as " geladeirotecas", uma iniciativa do Rotary Club de Araçoiaba da Serra. A meta é atingir mais dois bairros da cidade, mas, para isso, necessitam da ajuda da população com doações de livros.
De acordo com um dos membros da instituição idealizadora, Leandro Portella, não há objeções para títulos ou gênero, mas pedem que as pessoas evitem doar obras que tratem de política ou religião. O que querem, reforça, é que as pessoas tenham acesso a obras interessantes e que despertem o gosto pela leitura. As doações podem ser feitas no Rotary Club de Araçoiaba da Serra (rua Professor Toledo, 642, Centro).
A iniciativa está em vigência há um mês e, mesmo ainda sem um balanço sobre a saída das publicações, Portella conta que a ação tem sido muito bem recebida pela população, que pode ter acesso aos livros sem nenhum tipo de burocracia como cadastro ou tempo de devolução. A orientação dos idealizadores que viram projeto similar e resolveram adaptá-lo à realidade da cidade é que as pessoas peguem o livro e leiam, quando terminar, emprestem a alguém ou devolvam à geladeiroteca e que se divirtam e viajem para o mundo das ideias, pedem eles. "Cada geladeira comporta, em média, 30 livros e, conforme vão saindo, vamos reabastecendo-a", explica Portella sobre a dinâmica de reposição de livros.
As geladeirotecas ficam sempre próximas a algum comércio, são protegidas da ação do tempo e intempéries e, mesmo quando o comércio fecha as portas no fim do dia, elas continuam abertas ao público.

Até o momento, os idealizadores garantem que não registraram nenhum tipo de vandalismo conta as geladeiras - também vindas de doações. (Maíra Fernandes).


Biblioteca comunitária em cemitério

Autoria: Fernanda Miranda e Heloisa Aun.
Fonte: Catraca Livre. Data: 11/11/2015.
No extremo sul da capital paulista, a cerca de 40 quilômetros do centro, está localizada a região de Parelheiros, considerada Patrimônio Ambiental por sua riqueza em recursos naturais. Embora seja a subprefeitura com maior área verde por habitante, também é um dos locais com maior índice de vulnerabilidade social da cidade (Censo 2010 - IBGE).
Tendo em vista a necessidade de ações na região, o Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (Ibeac), que trabalha no processo de democratização e empoderamento das comunidades, escolheu se fixar em 2006 no local, que tem os piores indicadores sociais de São Paulo. Assim surgiu a ideia de desenvolver projetos com os moradores, em especial jovens e crianças.
Entre as iniciativas, está a Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura, criada em 2009 dentro de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), que meses depois foi transferida para uma casa em um cemitério do bairro de Colônia, em Parelheiros, antes habitada pelo coveiro.
A biblioteca foi pensada como um espaço democrático para toda a comunidade, por meio da literatura e de atividades culturais. No local, são promovidos saraus, cortejos, clubes e mediações de leitura, além de exibições e debates sobre filmes. O Catraca Livre esteve no último sarau, cujo tema foi a morte nas religiões.
O "Sarau do Terror" contou com poesias, histórias assustadoras, música, teatro, além de um tour pelo Cemitério da Colônia, o mais antigo da cidade, fundado em 1829. Atualmente, o projeto é liderado pelos Jovens Escritureiros, um grupo composto por cinco jovens entre 19 e 24 anos, que fazem a gestão e organizam a programação da biblioteca comunitária.
Sobre a importância da iniciativa para a região, a coordenadora do Ibeac, Bel Mayer, afirma: "O investimento na literatura é muito importante. Ela tem o poder transformador que as metáforas fazem na vida da gente. Viver outras histórias faz com que as pessoas se solidarizem e encontrem soluções a problemas parecidos com os seus".
A "Caminhos da Leitura" tem um acervo de aproximadamente 3.500 títulos, entre livros infantis e clássicos da literatura brasileira e internacional, atendendo cerca de 300 pessoas todo mês. O projeto conta com a parceria de nomes como a Companhia das Letras, o Instituto C&A e o Consulado Alemão.
Sidineia Chagas, de 24 anos, está no projeto desde os 17. Ela explica que no início o público frequentador era formado por crianças e jovens, mas agora há uma maior adesão de outras faixas etárias. "A biblioteca é mais do que um espaço de leitura: é um local de encontro, de constituir as necessidades da comunidade, trabalhando com várias temáticas".
Com a organização de debates acerca de temas como feminismo, violência contra a mulher, racismo e desigualdade social, os jovens têm a possibilidade de se empoderar sobre questões fundamentais do cotidiano.
"Isso é transformador para os meninos, as famílias e a própria comunidade, que está entrando na mídia de outro jeito. Há seis anos não encontraríamos uma reportagem falando de eventos literários em Parelheiros. Antes só ouvíamos falar em sequestro, violência e, no máximo, de comunidades indígenas", completa Bel Mayer.
Em reconhecimento ao trabalho realizado na biblioteca, o grupo tem sido chamado para participar de outros eventos literários e culturais em vários estados no Brasil, como a Flip, em Paraty (RJ).

Os encontros da "Caminhos da Leitura" são gratuitos e abertos ao público. A programação pode ser conferida na página do Facebook.

5 de nov. de 2015

Biblioteca no ônibus



Fonte: Empresa Brasileira de Comunicação. Data: 30/10/2015.
URL:  http://www.ebc.com.br/print/educacao/2015/10/no-df-cobrador-monta-biblioteca-itinerante-dentro-do-onibus
Com ajuda de doações, o cobrador Antonio Ferreira montou uma biblioteca itinerante, em uma linha de ônibus que liga Sobradinho II ao Plano Piloto, em Brasília.
Foi a partir daí que o cobrador criou o projeto Cultura no Ônibus. A biblioteca empresta livros aos passageiros que podem lê-los durante a viagem ou até levá-los para casa. 
Hoje, o projeto possui um espaço na rodoviária que conta com mais de 2 mil volumes. Para levar um dos livros é necessário realizar um cadastro. O empréstimo é gratuito.

12 de ago. de 2015

Evento:Bibliotecas públicas e comunitárias

O 8º Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias está com inscrições abertas para experiências, projetos e programas desenvolvidos em bibliotecas e espaços de leitura no Brasil ou no exterior. O evento acontece entre os dias 9, 10 e 11 de novembro de 2015, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.
Os trabalhos deverão ser encaminhados, para análise e seleção, para o e-mail siseb@spleituras.org até 30 de agosto de 2015. Caberá ao Conselho Curatorial definir o formato de apresentação (painel oral ou pôster digital) dos trabalhos aprovados. Não há limite de trabalho inscrito por candidato.
As apresentações selecionadas serão divulgadas até 15 de setembro de 2015 no site do evento e no portal Aprender Sempre, além de serem informados por e-mail pela Unidade de Bibliotecas e Leitura da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo (UBL/SEC) e SP Leituras – Associação Paulista de Bibliotecas e Leitura.
Detalhes no URL:

www.fespsp.org.br/noticia/seminario_internacional_de_bibliotecas_abre_chamada_para_trabalhos#sthash.NkJfz1Rf.dpuf


12 de fev. de 2015

Os assuntos preferidos na biblioteca circulante do DF

Fonte: UOL. Data: 10/02/2015.
Autoria: Jéssica Nascimento.
No começo, o cobrador Antônio da Conceição, 43, oferecia livros aos passageiros que tomavam a linha circular de Sobradinho II- DF dentro de uma caixa de papelão. Isso foi em 2007. Aquela caixa que começou com a doação de um passageiro soma atualmente 12 mil títulos, que circulam em cinco coletivos e têm espaço nos guichês da empresa Piracicabana na rodoviária no Plano Piloto, em Brasília. É chegar e pegar: não há controle ou cadastro.

O maranhense conta que os usuários costumam devolver os livros e fazer novas doações. Atualmente, o programa "Cultura no Ônibus" tem painéis para expor os títulos, está institucionalizado na empresa do Distrito Federal, e Conceição se tornou gerente cultural da iniciativa. Até o final de 2016, a intenção é que toda carro da frota conte com um acervo circulante. Contos, crônicas, romances e autoajuda são os preferidos das pessoas, segundo a equipe do projeto. "Nas estantes, temos gibis e revistas que chamam a atenção das crianças", conta Conceição. "Diversos pais vieram me agradecer por incentivar o hábito da leitura nos filhos."

2 de fev. de 2015

Apaixonada por leitura menina de 10 anos cria projeto para biblioteca

Fonte: Portal G1. Data: 1/02/2015.
URL: http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2015/02/apaixonada-por-leitura-menina-de-10-anos-cria-projeto-para-biblioteca.html
Uma criança de apenas 10 anos pretende mudar os hábitos de um conjunto habitacional em São José do Rio Preto (SP), o Lealdade e Amizade. Kaciane Marques Nascimento afirma que já leu mais de 400 livros e agora vai montar uma biblioteca nos fundos de casa para os moradores do bairro que quiserem ler um livro. “Eu já li 407 livros, acho que não é pouco, leio mais de 10 por mês. Quando a gente lê melhora o vocabulário e é como se a gente tivesse viajando, mesmo sem sair do lugar”, afirma a menina.
Foi Kaciane quem teve a ideia de dividir com os vizinhos os prazeres da leitura. O sonho alimentado e construído a cada página começa a ser concretizado. A vontade de Kaciane saltou dos livros para o fundo de casa e ela pediu para a comunidade a ajuda para construir uma biblioteca no quintal. “Coloquei na rede social que queria construir uma biblioteca em casa, mas não teve sucesso, então me comuniquei com os jornalistas e eles colocaram no jornal, aí foi um sucesso”, afirma a menina.
A história da garota com os livros começou há três anos e com a professora Maria Cristina de Godoy. “Foi no segundo ano que ela começou a pegar o gosto da leitura. Sempre incentivo a leitura, a leitura compartilhada, leio para eles, porque mesmo os que não sabem ler, escutando a leitura eles aprendem também”, afirma a professora.
Atualmente Kaciane tem quase dois mil livros espalhados pelos cômodos da casa. Tem pilhas de livro na sala, na cozinha e ela teve até de ir dormir no quarto da mãe, já que o quarto dela foi tomado pelos livros doados. E tem outros mil livros para buscar.
Uma escola particular de Rio Preto gostou da ideia de construir a biblioteca e resolveu dar para Kaciane o tão sonhado espaço, além de uma bolsa de estudos. A obra é supervisionada, à risca, pela menina, que não aguenta mais olhar para o relógio no aguardo pela tão sonhada biblioteca. “Estou muito ansiosa, vou incentivar bastante as pessoas a gostar de ler aqui no bairro. Foi a professora que incentivou todas as crianças a leitura, mas só eu segui o exemplo. Algumas crianças até tentaram seguir, mas elas não gostam de ler. Quero fazer isso no meu bairro”, diz.

Enquanto a biblioteca e a área de leitura não ficam prontas, os livros descansam sobre a cama, a mesa, nos cantos da casa. Alguns desses livros caem nas mãos de Kaciene e ganham a imaginação. “Ela chega da escola, faz a tarefa, descansa um pouquinho e já vai ler. Estou muito feliz pela determinação e a força de vontade dela e para mim é o motivo de muito orgulho ver que está realizando um sonho ”, diz a mãe, Adriana Cunha, que é diarista.

28 de dez. de 2014

Biblioteca comunitária em São José do Rio Preto (SP)



Em São José do Rio Preto (SP): menina ganha mais 200 livros para biblioteca comunitária
Fonte: Diário Web. Data: 26/12/2014.
URL: www.diarioweb.com.br/novoportal/Noticias/Cidades/225960,,Menina+ganha+mais+200+livros+para+biblioteca.aspx
A menina Kaciane Caroline Marques, de 10 anos, ganhou dois importantes reforços em sua luta para criar uma biblioteca no bairro Lealdade, zona norte de Rio Preto. O Hospital de Base doou 220 livros de literatura e um rio-pretense telefonou avisando que tem mil títulos para entregar e ajudá-la a realizar seu sonho de distribuir conhecimento entre os moradores do bairro.
"Estou feliz. Graças a Deus, meu sonho está se realizando", disse Kaciane. Ela recebeu a doação, na biblioteca do HB, do diretor-executivo da instituição, Horácio José Ramalho, e da vice-diretora administrativa, Amália Tieco Sabbag.
A menina começou sozinha sua campanha ao perceber que no Lealdade, onde mora há cinco meses, não existe biblioteca ou qualquer equipamento direcionado para a cultura. Há duas semanas, o Diário da Região publicou reportagem para contar essa história.
Desde então, a vida de Kaciane se transformou, com a ajuda de pessoas que se sensibilizaram com a sua iniciativa. Já ganhou 2.200 livros, dos quais 1.500 estão com os doadores por falta de espaço em sua residência. A direção do colégio London ficou sensibilizada e ofereceu para ela bolsa de estudos gratuitamente na instituição por sete anos, do sexto ano do fundamental até o terceiro do ensino médio.
A escola ainda vai doar o material de construção para a família da garota erguer um cômodo, de 16 metros quadrados, e abrir a biblioteca. Como vai cursar o quinto ano, Kaciane vai estudar a partir de 2016 no London - a instituição oferece do sexto ano para frente.

15 de dez. de 2014

Curitiba tem refriteca

Fonte: Bem Paraná. Data: 12/12/2-14.
URL: www.bemparana.com.br/noticia/363018/biblioteca-itinerante-sai-da-vila-torres-e-segue-para-o-prado-velho
Crianças da Vila Torres se despediram nesta quinta-feira (11) da Refriteca com brincadeiras e contação de histórias. A Refriteca é um refrigerador adaptado e transformado em biblioteca, inaugurada em outubro na Passos da Criança, espaço de convivência e fortalecimento de vínculos na vila que atende 70 crianças e adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social.
“A primeira coisa que faço quando chego aqui é procurar o livro que vou ler no dia. O legal é que as histórias me fazem viajar”, diz Luiz Gustavo de Oliveira, de 9 anos, sobre o seu gosto pela leitura e pela biblioteca itinerante.
A Refriteca pasará por instituições atendidas pelo Parceria Nota 10, projeto do Instituto Pró-Cidadania. Os livros da biblioteca, cerca de 150 exemplares escolhidos de acordo com a faixa-etária das crianças, são do acervo da fabricante de refrigeradores Electrolux ou doados por seus colaboradores. A Electrolux é a idealizadora do projeto, realizado em parceria com o Instituto Pró-Cidadania.
Para a analista de treinamento da Electrolux, Paula Ogino, a resposta do projeto surpreendeu positivamente. “Não esperávamos um resultado tão bom. A sensação é de dever cumprido, visto que atingimos o objetivo principal, de incentivar a leitura entre os meninos e meninas. Eles contaram que sentirão saudade da Refriteca, então fomos bem sucedidos. Agora ela segue para outra instituição”, disse.
Entre os títulos estão livros diversificados, como obras de literatura, infanto-juvenil, biografias, obras de culinária, artes, artesanato, política, esporte, música, saúde, livros informativos, periódicos e diferentes materiais de leitura como revistas e gibis.
Segundo o supervisor de ação social do Pró-Cidadania, Rodolfo Schneider, ver o resultado da ação é gratificante. “Plantamos um sementinha nas crianças. Esperamos que ela germine e que o gosto pelos livros cresça com os pequenos”, afirmou.

Em fevereiro a Refriteca estará na Associação Beneficente Renascer, no bairro Prado Velho. A Renascer atende 148 crianças em situação de risco e vulnerabilidade social, na faixa etária de 5 a 17 anos. (...)

Nota do blog:
Já vi biblioteca em bicicleta, em cabine telefônica, em caixa-estante, em kombi, etc. Em geladeira é a primeira vez! É de fato uma ideia interessante. Cool!

25 de nov. de 2014

Lançamento: Práticas de leituras

Com base na sua experiência de 15 anos com bibliotecas comunitárias, o Instituto Ecofuturo lança publicação para ajudar na formação de leitores

O livro “Boas práticas de leitura nas Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso” já está disponível, virtual e gratuitamente no Portal do Instituto Ecofuturo, e reúne iniciativas criativas e eficientes que ajudam a atrair as pessoas para os livros ou levar os livros onde estão as pessoas. A publicação é uma realização do Ecofuturo com autoria do escritor Reni Adriano, consultor em leitura, literatura e formação de mediadores e ganhador do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura 2009 pelo romance “Lugar”. O objetivo é disseminar essas práticas que podem ser aplicadas ou adaptadas a diferentes contextos.

“Algumas vezes ousadas, outras vezes surpreendentemente inventivas, essas ações mereceram destaque não pelo que pudessem ter de exóticas, nem por mera invencionice delas. Elas se tornaram exemplares por primarem, acima de tudo, pelo respeito à relação leitora e pelo encontro entre pessoas e livros”, afirma Reni. Assim, para completar o lançamento e divulgar bons exemplos promovidos pelos profissionais de biblioteca, no dia 26 de novembro, às 15 horas, também no Portal, o escritor participará de um bate papo online promoção de leitura e planejamento de atividades de bibliotecas.

Histórico
O Instituto Ecofuturo é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que, há 15 anos, incentiva ações transformadoras, atuando em projetos que contribuem para o fortalecimento das práticas de leitura e escrita como atividade individual e social e para a conservação do meio ambiente por meio do desenvolvimento de projetos para áreas de reserva florestal. O Projeto Ler é Preciso também nasceu em 1999 e tem como principal objetivo preparar crianças e jovens para atuarem na sociedade do conhecimento a partir do domínio crítico da linguagem e da competência de comunicar-se pela escrita, base da autoestima e da cidadania. Atualmente, são 101 bibliotecas em onze estados brasileiros.



Para mais informações: www.ecofuturo.org.br