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27 de jul. de 2015

Lançamento: Informação científica na América Latina

Nuevo libro (en acceso abierto) publicado en forma colaborativa por FLACSO Brasil - CLACSO - Latindex - PKP - Redalyc - SciELO
Hecho en Latinoamérica: Acceso abierto, revistas académicas e innovaciones regionales.
Organizadores: Juan Pablo Alperin. Gustavo Fischman. [Editores].
Buenos Aires: Secretaría Ejecutiva da CLACSO, 2015. . 
ISBN 978-987-72.
América Latina se distingue de otras regiones del mundo por considerar la información científica como un bien común, y todas las iniciativas arriba mencionadas son financiadas con fondos públicos y gestionadas por la misma comunidad académica que publica las revistas científicas, a diferencia de Europa y Estados Unidos donde se han tercerizado y comercializado gran parte de las comunicaciones científicas, principalmente las revistas.
El libro que aquí se presenta ofrece los resultados de investigaciones exploratorias y diversas miradas sobre los logros, los problemas detectados y los retos que enfrenta la región con miras al futuro, en relación con el acceso, la visibilidad e impacto científico y social de la investigación publicada en revistas dentro de Latinoamérica, y la evaluación de esas revistas por parte de los sistemas de evaluación e incentivos para las carreras académicas y científicas en la región.
O texto completo do libro está disponível no URL:

3 de jun. de 2015

Nova politica de acesso da Elsevier



Abrasco assina carta contra a limitação dos autores impostas pela multinacional e em favor do livre acesso ao conhecimento [URL: www.abrasco.org.br/].

Maior limitação das licenças de publicação e aumento do período de embargo são algumas das novas políticas de acesso, hospedagem e compartilhamento da Elsevier, divisão editorial-científica da multinacional RELX Group responsável por mais de 2.500 periódicos científicos e base de indexação, entre eles, The Lancet e Cell e Scopus.
Assim que foram divulgadas, em 30 de abril, diversas instituições de pesquisa, associações científicas, bibliotecas públicas e universidades mobilizaram-se para questionar o aumento das restrições e a tomada de medidas draconianas perante aos autores.
“Apesar do posiociomento público da Elsevier pelo avanço das políticas de compartilhamento do conhecimento, o que acontece é justamente ao contrário disso. As diretrizes impõem um inaceitável período de embargo de 48 meses em alguns periódicos. Exigem também que os autores encaminhem um termo de compromisso de não uso comercial e de não realização de obras derivadas para cada artigo indexado nos repositórios do grupo, o que inibe significativamente a possibilidade de reutilização do conteúdo desses artigos. Qualquer atraso no processo livre apropriação e avaliação das pesquisas reduz o progresso científico e ergue constrangimentos desnecessários aos benefícios que o conhecimento pode trazer ao público” aponta o manifesto assinado pela Abrasco, pelo Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO); pelo Instituto Brasileiro de Ciências da Informação (IBICT); entre outras associações. Organizado pela Confederation of Open Acess Repositories (COAR), o documento está aberto a assinaturas individuais e institucionais.
Não é a primeira vez que o Grupo Elsevier é questionado por suas ações. Em 2012, um grupo de pesquisadores e matemáticos da Universidade de Cambrigde, na Inglaterra, iniciaram um movimento de boicote aos periódicos da multinacional, questionando seu alto poder de concentração econômica; preços abusivos das assinaturas e proteção de direitos econômicos acima dos interesses dos autores. 

27 de abr. de 2015

Curso: Editoração científica

XXIII Curso de Editoração Científica (XXIII CEC) promovido pela Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC Brasil) a se realizar no período de
25 a 27 de junho de 2015 em Goiânia/GO, cartaz anexo.
O objetivo do XXIII CEC é levar ao público alvo: editores de periódicos, revisores, autores, pesquisadores, bibliotecários, jornalistas científicos, professores e alunos de pós-graduação, o conhecimento para enfrentar os desafios impostos para a publicação científica dentro das regras atualizadas exigidas pela comunidade científica internacional e em torno do tema: Luz sobre os paradigmas da publicação científica.
 

5 de dez. de 2014

SCIELO: novas normas para a internacionalização de periódicos

Fonte: FAFESP. Data: 5/12/2014.
URL: http://agencia.fapesp.br/scielo_anuncia_medidas_para_internacionalizacao_de_periodicos_cientificos/20356/
Autoria: Diego Freire
Com o objetivo de contribuir para a internacionalização dos periódicos científicos produzidos no Brasil, a biblioteca eletrônica SciELO (sigla de Scientific Eletronic Library On Line), mantida pela FAPESP, anunciou novos critérios para indexação em sua plataforma.
O anúncio foi feito durante a 4ª Reunião Anual da SciELO, realizada no dia 2 de dezembro, na sede da FAPESP. De acordo com Abel Laerte Packer, diretor do programa SciELO, as medidas anunciadas devem levar a uma “progressiva reconfiguração dos periódicos do Brasil e das pesquisas que comunicam no contexto internacional da ciência”.
“A ciência é, por natureza, internacional. Um esforço que o Brasil vem fazendo em geral – e a FAPESP em particular – é o de dar visibilidade à pesquisa que o país faz, aumentando a colaboração internacional. E nisso os periódicos brasileiros deverão cumprir um papel importante, não só no fortalecimento da presença lá fora como também trazendo autores internacionais e artigos de bom nível para os periódicos do Brasil”, disse Packer à Agência FAPESP.
Os critérios servem para a indexação de novos periódicos e para a permanência dos que já compõem a coleção SciELO Brasil. Para Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, a internacionalização refletirá no impacto das publicações.
“É um esforço que, somado a outros, contribuirá para a inserção dos nossos pesquisadores no contexto internacional da ciência, aumentando sua competitividade. Nossa produção científica cresce consideravelmente e o desafio agora é aumentar seu impacto”, disse Brito Cruz durante a reunião.
As medidas anunciadas abrangem critérios relacionados com a gestão dos processos editoriais, a afiliação dos autores dos artigos e o idioma de publicação, com prazos definidos por área do conhecimento.
A implementação das medidas será avaliada com base em indicadores relacionados à evolução da porcentagem de artigos publicados em inglês e de autores com afiliação estrangeira, além do aumento da proporção de pesquisadores de outros países que exerçam as funções de editores associados e pareceristas.
Também será avaliado o número de downloads originários do Brasil e do exterior, a quantidade de citações por artigos concedidas por autores estrangeiros, tendo o SciELO Citation Index como fonte de referência de cálculo, e a evolução da presença nas redes sociais, com base no índice da Altmetric.com.
Metas por áreas
Os valores de referência utilizados na avaliação da internacionalização dos periódicos foram definidos pelo Comitê Consultivo da SciELO, divididos por áreas temáticas, e sua adoção tem diferentes prazos, variando de um a cinco anos.
“Cada área tem suas idiossincrasias, seus objetivos e legados históricos, então os critérios foram, na medida do possível, adaptados à realidade de cada uma delas e às tendências observadas nos últimos anos”, explicou Packer. As publicações são divididas em oito grandes áreas: Agrárias; Biológicas; Engenharias; Exatas e da Terra; Humanas; Linguística, Letras e Artes; Saúde; e Sociais Aplicadas.
A partir de janeiro de 2016, os periódicos indexados deverão atender às porcentagens mínimas esperadas de editores associados ativos com afiliação institucional no exterior, segundo a área temática.
Para os de Ciências Agrárias, por exemplo, o mínimo é de 20% e o recomendado é de 30%. Já para os de Ciências Sociais Aplicadas, o mínimo é de 15% e o recomendado, 25%. Somando-se as metas de todas as áreas, a SciELO espera ter todos os periódicos com, no mínimo, 20% de editores associados ativos com afiliação estrangeira.
Os novos critérios incluem ainda porcentagens anuais mínimas esperadas e recomendadas de autores com afiliação institucional no exterior, também por área temática. As metas vão de 15%, para Ciências Agrárias, a 30%, para Biológicas, Engenharias, Exatas e da Terra. Assim, a SciELO espera chegar a até 35% de autores com filiação estrangeira.
O idioma em que os artigos são publicados também foi contemplado pelas mudanças. Os trabalhos devem conter título, resumo e palavras-chave no idioma original do texto e em inglês. “O modelo da SciELO permite a publicação simultânea em dois ou mais idiomas. Os periódicos devem maximizar o número de artigos originais e de revisão em inglês com vistas à sua internacionalização”, disse Packer.
Os periódicos da área da Saúde, por exemplo, deverão ter pelo menos 80% de seus artigos originais e de revisão em inglês. Somando-se as metas de todas as áreas, a SciELO espera ter 75% das publicações nessas condições.
Profissionalização
Rogerio Meneghini, diretor científico da SciELO, explicou que os novos critérios de indexação também têm o objetivo de garantir a sustentabilidade dos periódicos. “As metas foram elaboradas com o objetivo de acelerar a profissionalização dos periódicos e torná-los sustentáveis em médio e longo prazo, num cenário de crescente competitividade internacional”, disse.
Dessa forma, além de artigos, os novos critérios contemplam outros documentos publicados pelos periódicos, como editoriais. Foi definido pela SciELO que, a partir de 2015, somente serão indexados, publicados e incluídos nas métricas de desempenho dos periódicos da coleção documentos que apresentem conteúdo científico relevante.
Dessa forma, os documentos deverão apresentar conteúdo científico que justifique sua indexação, incluindo dados de autoria, afiliação institucional, referências bibliográficas e informações com potencial para receber citações.
Além dos editoriais, serão indexados, publicados e incluídos nas métricas de desempenho da SciELO documentos como adendos, artigos de pesquisa, artigos de revisão, cartas, coleções, comentários de artigo, comunicações breves, discursos, discussões, erratas, introduções, normas, relatos de caso, resenhas críticas de livro, respostas e retratações, entre outros.
Não serão considerados anúncios, calendários, chamadas, livros recebidos, notícias, obituários, reimpressões, relatórios de reunião, resumos, revisões de produto, teses e traduções.
Plano de divulgação
Todos os periódicos SciELO devem operar com apoio de um sistema de gestão on-line até o final de 2015. Isso deverá tornar mais eficiente o processo de avaliação, diminuir o tempo entre a submissão e o parecer final, permitir que as partes envolvidas acompanhem o processo de avaliação e obter registros e estatísticas de controle do fluxo de gestão dos manuscritos.
“Também recomendamos a disponibilização dos dados das pesquisas utilizados nos artigos em repositórios de acesso aberto, contribuindo para que os trabalhos sejam replicados e para que aumente a visibilidade e as citações”, disse Meneghini. A disponibilização dos dados passará a ser critério de avaliação a partir de 2015.
Os novos critérios para avaliação da profissionalização dos periódicos contemplam ainda a comunicação social das publicações. A partir de julho de 2015 será exigido pela SciELO um plano operacional de marketing e divulgação, incluindo a gestão de contatos de pesquisadores potenciais, autores e usuários nacionais e internacionais e leitores, entre outros públicos, e a produção de press releases de cada novo número ou de novos artigos selecionados.
“Também esperamos que, a partir dessa data, os periódicos comuniquem suas novas pesquisas nas redes sociais, podendo inclusive utilizar os canais da SciELO nesses ambientes, como o Blog SciELO em Perspectiva”, orientou Packer. “É um esforço em diversas frentes que vai elevar nossos periódicos a um novo patamar e, em última instância, contribuir com a evolução da ciência no Brasil e no mundo.”

O documento com os novos critérios para admissão e permanência de periódicos científicos na coleção SciELO Brasil, assim como a política que orientou sua elaboração e os procedimentos exigidos, está disponível em www.scielo.br/avaliacao/avaliacao_pt

25 de nov. de 2014

CAPES e a internacionalização dos periódicos brasileiros

Manifesto de editores pede suspensão de projeto da Capes
Autoria: Maurício Tuffani.
Data: 19/11/2014.
A Abec (Associação Brasileira de Editores Cientificos) e a SciELO (Scientific Electronic Library Online) divulgaram nesta terça-feira (18.nov) o documento em que contestaram o Projeto de Internacionalização de Periódicos Científicos, anunciado pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), órgão vinculado ao MEC (Ministério da Educação). O documento foi encaminhado ao órgão na segunda-feira, segundo Sigmar de Oliveira Rode, presidente da Abec.
Em reunião em Brasília com cerca de 60 editores-chefes de revistas científicas brasileiras em 29 de outubro, Jorge Guimarães, presidente da Capes,  anunciou que pretende lançar edital do projeto ainda neste ano para contratar um publisher estrangeiro especializado na área acadêmica para publicar em acesso aberto pela internet cerca de cem revistas científicas brasileiras.
Os grupos Elsevier (Holanda), Emerald (Reino Unido), Springer (Alemanha) e Wiley (Estados Unidos) —todos com escritórios no Brasil— e Taylor & Francis (Reino Unido) apresentaram propostas na mesma reunião no dia 29 (clique nos links para ver as apresentações). O órgão pretende remunerar o publisher a ser contratado pelo custo total de seus serviços.
Críticas
Na semana passada, editores-chefes de revistas científicas e representantes de editoras brasileiras especializadas em periódicos acadêmicos criticaram o projeto da agência federal durante o 8º Workshop de Editoração Científica, em Campos de Jordão (SP). Assinado por Rodde e por Abel Packer, diretor da SciELO, o documento não reproduziu críticas formuladas à iniciativa no neto, como, por exemplo, a de violação da lei de licitações e contratos por não prever a participação de editoras nacionais.
No texto enviado à Capes, a Abec e a SciELO requerem a “a suspensão e reformulação do edital anunciado no dia 29 de outubro”. No entanto, a agência federal naquele data divulgou somente o projeto e até a publicação deste post a página “Editais e licitações” não indicava nada sobre essa iniciativa. O presidente da Abec afirmou que o  edital está em elaboração e que o posicionamento das duas entidades em nome dos editores de revistas pede antecipadamente a reformulação da iniciativa da Capes.
Procurada por este blog, a Capes não se pronunciou sobre do documento, que está publicado no site da Abec.
Abaixo o documento da ABEC
URL: www.abecbrasil.org.br/includes/noticias/arquivos/Declaracao-CAPES-SciELO-sobre-Edital-CAPES-versao-20141117.pdf

ABEC Brasil e SciELO vêm requerer da CAPES a reformulação do edital anunciado para o financiamento público de publicação de periódicos do Brasil por editora estrangeira
A Associação Brasileira de Editores Científicos do Brasil (ABEC Brasil) e o Programa SciELO / FAPESP, em consideração às manifestações exaradas durante o VIII Workshop de Editoração Científica da ABEC Brasil, realizado em Campos de Jordão, entre os dias 10 e 13 de novembro e que contou com a participação de mais de 300 editores e autores científicos, vêm publicamente requerer da CAPES a suspensão e reformulação do edital anunciado no dia 29 de outubro passado relativo ao financiamento por esta entidade oficial da publicação de um grupo de periódicos do Brasil por editora comercial estrangeira, com base nas seguintes considerações:
1. É bem-vinda a decisão da CAPES de dispor de recursos financeiros de grande monta para apoiar a internacionalização dos periódicos do Brasil, iniciativa que segue os avanços que a ABEC Brasil, o SciELO e os periódicos individualmente vêm promovendo com êxito e de modo sustentável nos últimos anos.
2. A internacionalização, como vêm implantando a ABEC Brasil e o SciELO, compreende a adoção e o desenvolvimento de capacidades e infraestruturas nacionais por meio de políticas e de práticas de gestão e operação da editoração, publicação e disseminação dos periódicos. Estas ações vão além da simples publicação por uma editora comercial estrangeira, que, conforme os índices bibliográficos, não asseguram aumento de visibilidade e impacto internacional comparado com os periódicos editados e publicados nacionalmente, particularmente os indexados pelo SciELO, não obstante implicarem maiores custos. Estes altos custos não se justificam, pois serão direcionados a um número limitado de periódicos, levando em conta que periódicos de qualidade do Brasil vêm, de modo crescente, publicando artigos científicos de outros países.
3. Os periódicos do Brasil cumprem uma função relevante ao comunicar mais de 25% da pesquisa do Brasil indexada internacionalmente. Ao mesmo tempo, a internacionalização dos periódicos avançou notavelmente nos últimos anos com o aumento da publicação em inglês e de autores estrangeiros e do acompanhamento do estado da arte internacional em editoração, publicação e interoperabilidade na Web. A capacidade de editar e publicar periódicos é parte integral do desenvolvimento da infraestrutura de pesquisa do país.
4. A participação de empresas comerciais estrangeiras, incluindo as editoras selecionadas pela CAPES, juntamente com as editoras comerciais do Brasil e as editoras de instituições públicas, deve ser promovida em um contexto de transparência e competitividade, que leve em conta de modo equitativo os interesses e prioridades da pesquisa e os avanços da comunicação científica do Brasil, como vem ocorrendo. A intervenção proposta pela Capes poderá desestruturar estes avanços e capacidades nacionais já alcançadas e com enorme potencial de crescimento.
5. A publicação pioneira dos periódicos de qualidade em acesso aberto por meio do SciELO e sua continuidade ao longo dos últimos 16 anos contribuíram para que o Brasil lidere a publicação em acesso aberto. Esse avanço, que dota os periódicos com visibilidade nacional e internacional crescente, vem mantendo autonomia da gestão editorial e deve ser fortalecida pelas políticas públicas. É nesse sentido que se espera que sejam orientados os apoios das agências federais e estaduais de fomento ao progresso da pesquisa.
Com base nestas considerações propomos que os recursos anunciados pela CAPES sejam disponibilizados para custear taxas de publicação (Article Processing Charge) dos artigos de autores afiliados a instituições do Brasil publicados em periódicos de qualidade editados no país. Desta forma os recursos serão aplicados de forma transparente pelos pesquisadores que privilegiarão o uso dos recursos na comunicação de suas pesquisas nos periódicos do Brasil com melhor desempenho. Estes recursos da Capes poderão ser incrementados com aportes das demais agências e instituições de pesquisas do Brasil em um movimento para o estabelecimento de um fundo nacional que assegure de modo racional, efetivo e sustentável o financiamento da publicação em acesso aberto dos periódicos de qualidade do Brasil. A ABEC Brasil e o SciELO têm interesse em contribuir para este movimento e o desenvolvimento deste fundo nacional. Em assim sendo, o Brasil poderá realizar um avanço pioneiro e inovador na comunicação científica em acesso aberto.
Sigmar de Mello Rode
ABEC Brasil, Presidente
Abel L Packer Programa SciELO / FAPESP, Diretor


15 de jul. de 2013

SCIELO completa 15 anos

A conferência de comemoração dos 15 anos da Rede SCIELO (Scientific Eletronic Library Online) reunirá autoridades e especialistas em pesquisa e comunicação científica entre os dias 22 e 25 de outubro em São Paulo. O objetivo do encontro é debater o estado da arte em comunicação científica em acesso aberto e os desafios para o desenvolvimento dos periódicos científicos e do Programa SCIELO.
O SCIELO indexa e publica em acesso aberto na internet uma coleção selecionada de periódicos científicos brasileiros com o objetivo de aumentar a sua visibilidade, acessibilidade, qualidade, uso e impacto.
Mantido pela FAPESP, o projeto SCIELO conta com apoio do CNPq e tem sua infraestrutura institucional estabelecida na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
Entre as sessões previstas pelo programa estão: “Políticas de Pesquisa e Comunicação Científica”, “Acesso Aberto – Estado Atual e Tendências”, “Cienciometria – Medida da Qualidade das Pesquisas e dos Periódicos”, “Tendências e Inovações na Comunicação Científica” e “Experiências, Soluções, Produtos e Serviços de Comunicação Científica”.

Detalhes no URL: www.scielo15.org 

29 de out. de 2012

Verba para periódico científico


ATENÇÃO: Chamada pública incentiva publicação de periódicos científicos O prazo final para submissão de propostas é o dia 3 de dezembro. Estão abertas as inscrições para a Chamada MCTI/CNPq/MEC/CAPES Nº 09/2012 que visa apoiar e incentivar a editoração e a publicação de periódicos científicos brasileiros em todas as áreas de conhecimento.

A chamada é fruto de parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Terá prioridade o apoio às revistas divulgadas por meio eletrônico, na internet, em modo de acesso aberto, ou de forma impressa/eletrônica simultaneamente.

As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor global estimado de R$ 6 milhões. O prazo final para submissão de propostas é o dia 3 de dezembro. As propostas devem ser acompanhadas de arquivo contendo o projeto e encaminhadas ao CNPq exclusivamente via Internet, por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas.

Detalhes no URL:

USP lança portal de revistas


O Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo acaba de lançar o seu Portal de Revistas, que conta com 104 títulos.

Detalhes no URL: www.revistas.usp.br/wp/

24 de ago. de 2012

Brasil: 122 portais de periódicos eletrônicos


Neste mês o número de portais de periódicos eletrônicos brasileiros que usam o SEER registrados no portal do Ibict chegou a 122. São 19 no Centro-Oeste, 16 no Nordeste, 5 no Norte, 46 no Sudeste e 36 no Sul.

Evento: Editoração científica


Este é o tema que será abordado no VII Workshop de Editoração Científica que se realizará de 11 a 14 de novembro de 2012, no Costão do Santinho em Florianópolis (SC).

Organizado pela ABEC, UFSC e Senac, junto ao VII WEC estão previstos:

- I SCOPE - Seminário do COPE - Committee On Publication Ethics;

- VI SSEP - Seminário Satélite para Editores Plenos;

- III ENB - Encontro Nacional de Bibliotecários com o tema central a Preservação Digital da Informação?

Para o domingo, dia 11 estão previstos oito mini cursos, visando atender demandas da área e sugestões recebidas na pesquisa de opinião realizada durante o XXCEC.

A solenidade de Abertura do evento será seguida da Conferência Magna

proferida pela Dra Sabine Kleinert, Editora Senior Executiva do The Lancet e former Vice-Chair do COPE - Committee On Publication Ethics.

31 de jul. de 2012

Tico Tico na internet

Autor- Ancelmo Gois.
Fonte- O Globo. Data- 31/07/2012.
A Biblioteca Nacional digitalizou 1.831 edições da revista e almanaque “Tico- Tico” que estarão disponíveis ainda esta semana. Ainda segundo o colunista, a Hemeroteca Digital da BN também está pondo na internet cinco milhões de páginas de jornais e revistas.

19 de jul. de 2012

Curso: "Gerenciamento e customização da plataforma de periódicos eletrônicos, eventos científicos e anais online"

O SEER contempla ações essenciais para a construção e gestão de uma publicação periódica eletrônica. Recomendado pela CAPES e pelo SCIELO, o processo editorial no SEER permite uma melhoria na avaliação da qualidade dos periódicos e uma maior rapidez no fluxo das informações.
O SEER é altamente aceito pela comunidade brasileira de editores científicos, permite que a disseminação, divulgação e preservação dos conteúdos das revistas brasileiras apresentem uma melhoria na adoção dos padrões editoriais internacionais para periódicos on-line 100% eletrônicos.
O SOAC é um software livre para gerenciamento de eventos, de cunho preferencialmente acadêmico, que oferece uma variedade de facilidades, com funcionamento em plataforma Web, com o propósito de apoiar a criação de portais de eventos. Agregando em uma única iniciativa todas as ocorrências e edições, de eventos apoiados por uma instituição, racionalizando esforços e oferecendo facilidades a instituição.
O curso é modular. Faça a sua agenda. Programe-se. Escolha os módulos que desejar. Inscrições abertas.
 Para maiores informações e inscrições, acesse:

22 de jun. de 2012

Revista quer mudar publicação científica


Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 20/06/2012.
Periódico internacional de baixo custo promete transparência em processo que filtra a qualidade das pesquisas.
Uma revista científica com acesso gratuito para o público, transparente quanto às condições de edição dos trabalhos e que cobra taxas de publicação até 90% menores que a concorrência pode sobreviver no bilionário mundo dos periódicos acadêmicos?
Tem muita gente apostando que sim. Parte do entusiasmo se deve a Peter Binfield, que capitaneia a empreitada. Ex-editor da revista científica "PLoS One" e entusiasta do livre acesso à pesquisa, ele ajudou a consolidar o periódico como uma das mais importantes e inovadoras publicações de leitura gratuita.
As novidades da revista, a "PeerJ", começam pelos custos. Em muitos periódicos, em especial nos de acesso livre, os pesquisadores precisam pagar por cada artigo que fazem, e pagam caro. A "PLoS One" cobra US$ 1.350. Esse valor chega a US$ 2.900 na "PLoS Biology".
Na "PeerJ", em vez da cobrança a cada novo artigo, basta pagar uma única taxa de publicação vitalícia. São três "planos". Quem desembolsa US$ 259 pode publicar quantas vezes quiser. A primeira edição da revista sai em dezembro.
Binfield afirma que, apesar do modelo de "baixo custo", seu projeto é sustentável. "Todos os coautores precisam pagar, e cada artigo tem, em geral, cinco ou seis coautores". Ele também chama atenção para a transparência no processo de revisão por pares, no qual cientistas independentes avaliam a qualidade de cada trabalho.
Na maioria dos periódicos, as etapas da publicação costumam ser fechadas, e os leitores não têm acesso às possíveis discussões e reavaliações dos artigos. "Os revisores serão encorajados, mas não obrigados, a revelar sua identidade aos autores. Depois, os autores terão a opção de submeter o 'histórico' da revisão junto com o artigo", afirma.
"É difícil dizer se a revista vai dar certo. Mas ela propõe um modelo novo, que merece ser estudado", avalia o professor da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em publicações científicas Rogerio Mugnaini.
O lançamento da publicação pega carona na crescente polêmica sobre os altos preços dos periódicos. A Elsevier, que publica cerca de 2.000 revistas, é alvo de um abaixo-assinado que já tem milhares de assinaturas.
Só em 2011, o governo brasileiro gastou R$ 133 milhões para que 326 instituições de pesquisa tivessem acesso a mais de 31 mil periódicos.

19 de jun. de 2012

Evento promove interação entre editores de revistas eletrônicas

 Foi realizado em Brasília, no período de 13 a 15 de junho de 2012, o II EUSEER – Encontro de Usuários do Sistema de Editoração de Revistas Eletrônicas, promovido pelo IBICT que reuniu centenas de editores e redatores de periódicos científicos.
O evento teve por objetivo de divulgar o desenvolvimento e gestão de revistas eletrônicas das mais diversas áreas do conhecimento.

“Ciência Hoje” disponibiliza acervo gratuito

 O Instituto Ciência Hoje, em comemoração aos seus 30 anos e ao aniversário da Revista Ciência Hoje, lança um acervo digital gratuito com todas as suas publicações. O arquivo ficará aberto por três meses. O conteúdo da revista tem registros de fatos científicos importantes que ocorreram no Brasil e no mundo de 1982 a 2012. Por meio do site, os leitores vão encontrar matérias sobre meio ambiente, biologia, história, física, sociologia, antropologia, química, astronomia, entre outros.
Acesse gratuitamente o acervo digital completo da revista Ciência Hoje (promoção válida até 14 de julho de 2012), no URL: http://assinaturadigital.cienciahoje.org.br/revistas/

1 de mai. de 2012

Harvard versus Yale: o acesso aberto

No inicio desta semana, o estudante universitário de Yale, Emmanuel Quartey postou uma entrevista em vídeo com a bibliotecária da escola, Susan Gibbons, em que ele perguntou sobre o acesso aberto nos periódicos científicos. A sua resposta foi mais ambivalente do que a do corpo docente de Harvard. Embora ela tenha mencionado que o acesso aberto torna as revistas mais acessíveis, ela temia que pedir a um jovem docente para publicar no acesso aberto, presumivelmente em revistas menos prestigiadas, poderia prejudicar as suas chances de promoção acadêmica. Em suma, o prestigio desse jovem professor ficaria parado, podendo afastar esses docentes de Yale. Assim, a biblioteca continuará a apoiar tanto as revistas de acesso aberto como as de acesso fechado.

Harvard pede aos seus cientistas para publicar em revistas de conteúdo livre

Fonte: O Público (Lisboa). Data: 26/04/2012.
URL: http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/harvard-pede-aos-seus-cientistas-para-publicar-em-revistas-de-conteudo-livre-1543685
Autor: Adriano Miranda.
O conselho consultivo da Universidade de Harvard, uma das mais prestigiadas do mundo, sugeriu aos seus investigadores não só que publicassem os artigos em revistas científicas de conteúdo livre, como abandonassem os conselhos editoriais daquelas que não queiram rever o modo de acesso aos artigos que publicam.
A carta enviada aos membros da universidade explicitava a “situação insustentável” que a biblioteca enfrenta devido à subida de preços das assinaturas das revistas científicas. “Várias grandes editoras de revistas tornaram a comunicação científica financeiramente insustentável e restritiva a nível acadêmico. A situação é exacerbada devido ao esforço de certos editores de adquirirem, agregarem e aumentarem o preço das revistas”, diz a carta enviada a 17 de Abril.
Segundo o documento, o custo anual que a universidade suporta para ter acesso às revistas é de 3,75 milhões de dólares (2,83 milhões de euros). Em 2010, este valor era um décimo de todas as colecções que a biblioteca adquiria. A carta denunciava ainda que, em apenas seis anos, a assinatura de algumas revistas tinham aumentado em 145%, custando a de algumas 30.200 euros por ano.
“Apesar de a produção científica continuar a aumentar e de a publicação poder ser cara, margens de lucro de 35% ou mais sugerem que os preços que temos de pagar não resultam de um aumento do número de novos artigos”, diz o documento.
Muitos contratos englobam várias revistas diferentes que pertencem a uma editora. Algumas destas revistas têm muita leitura, outras nem tanto. Por isso, o conselho consultivo da universidade quer diminuir assinaturas que envolvem muitas revistas, já que não são comportáveis para a biblioteca. Não fazê-lo “pode erodir seriamente colecções noutras áreas, que já estão comprometidas”, refere a carta.
Para lutar contra o status quo da publicação científica, o documento propõe aos professores e estudantes para considerarem submeter os artigos a revistas de acesso livre, ou que têm custos de assinatura razoáveis. “Desloquem o prestígio para [as publicações de] acesso livre”, sugere o documento.
“Se estiverem num conselho editorial de uma revista, verifiquem se pode ser de acesso livre, ou se pode ser publicada por outras editoras. Se não for assim, considerem a vossa demissão”, diz ainda. Outra proposta é que os cientistas encorajem as associações profissionais a tomarem conta das revistas da sua especialidade.

Evento: II EUSEER

No período de 13 a 15 de junho de 2012, em Brasília, será realizado o II Encontro Nacional de Usuários do SEER, com o objetivo de promover o intercâmbio de informações e experiências entre os usuários do sistema; fortalecer o uso da tecnologia e a produção de periódicos técnicos e científicos; capacitar e verificar as possibilidades de novos serviços oferecidos pelo sistema.
Maiores detalhes no URL:
http://www.ibict.br/pesquisa-desenvolvimento-tecnologico-e-inovacao/sistema-eletronico-de-editoracao-de-revistas-seer