Mostrando postagens com marcador Minas Gerais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Minas Gerais. Mostrar todas as postagens

23 de mai. de 2017

Sabia que a Biblioteca Estadual Luiz de Bessa mudou de nome?



Agora, ela é oficialmente chamada de Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais
Fonte: Revista Encontro. Data: 19/05/2017.

Como se sabe, uma biblioteca pública, seja ela nacional, estadual ou municipal, além de ajudar ativamente na educação da população, é também a memória viva do local em que está inserida. Para reforçar essa identidade mineira, a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa passa a se chamar Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais. A mudança de denominação foi publicada no Diário Oficial de Minas Gerais no dia 4 de maio.
Essa alteração remonta ao nome de batismo quando da inauguração da biblioteca, realizada em 1954 pelo então governador Juscelino Kubitschek.
Com um acervo com mais de 570 mil exemplares, a biblioteca, parte integrante do Circuito Cultural da Praça da Liberdade, é destaque também pela quantidade de visitantes que recebe – cerca de 300 mil ao longo do ano, e configura-se como um dos principais espaços culturais não somente de Belo Horizonte, como também de Minas Gerais.
A importância do espaço é reiterada pelo secretário de estado da Cultura, Angelo Oswaldo. "Esta denominação, felizmente restabelecida, singulariza a casa mater das bibliotecas mineiras, a exemplaridade da instituição e a referência cultural que honra o nosso estado", afirma o secretário. A edificação que abriga a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, no entanto, segue com o nome Luiz de Bessa, conforme explica Angelo Oswaldo: "A homenagem devida ao professor Luiz de Bessa grava-se no edifício projetado por Oscar Niemeyer, na praça da Liberdade, tal como o nome do professor Francisco Iglésias distingue o prédio do anexo, na rua da Bahia".
Reafirmar o valor inestimável do acervo da casa, especialmente aquele composto por obras que tratam dos modos, costumes, histórias, literatura e toda a bibliografia relativa a Minas Gerais, é um objetivo igualmente reforçado por Lucas Guimaraens, superintendente de Bibliotecas Públicas e do Suplemento Literário. "Essa mudança tem caráter conceitual e busca evidenciar a importância da coleção Mineiriana para a construção da identidade mineira", afirma Guimaraens.
Mais de 60 anos de história
A Biblioteca Pública do Estado de Minas Gerais foi criada em 1954, pelo então governador Juscelino Kubitschek. O projeto arquitetônico foi confiado a Oscar Niemeyer, e a nova instituição nasceu com a missão de empreender uma variedade de ações culturais, atreladas à leitura. Em 1961 a biblioteca passou a ocupar o prédio atual, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, sendo batizada em homenagem ao professor Luiz de Bessa. Desde então, são mais de seis décadas reunindo e organizando acervos bibliográficos e audiovisuais para serem colocados a serviço da comunidade; incentivando o uso do livro como fonte básica de informação e lazer; preservando e divulgando a bibliografia relativa a Minas Gerais.
No ano 2000, a biblioteca expandiu sua área e também seus serviços, transferindo para o prédio anexo Professor Francisco Iglésias o setor de empréstimo domiciliar e o setor de referência e estudos.
Hoje, a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais abriga um acervo de mais de 570 mil exemplares, conta com mais de 100 mil associados, e recebe cerca de 300 mil pessoas a cada ano.

25 de jan. de 2016

Pesquisa indica as cidades que mais lêem

Autoria: Ricardo Welbert.
Fonte: G1. Data: 18/01/2016.
Divinópolis é a quinta cidade mineira com o maior número de pessoas que afirmam gostar de ler. O município do Centro-Oeste registrou 55,08% de fãs declarados da leitura, atrás apenas de Teófilo Otoni (58,72%), Poços de Caldas (57,47%), Juiz de Fora (58,59%) e Belo Horizonte (63,14%).
O levantamento foi realizado em 2015 pela Data Cultura, com recurso da Secretaria de Estado de Cultura. O resultado foi publicado em um livro cujo título alcança a metalinguagem: "O Livro em Minas Gerais", editado pela Câmara Mineira do Livro.
De acordo com o organizador da obra, Zulmar Wernke, a cidade do Centro-Oeste possui a vantagem de ficar perto de Belo Horizonte, a 117,7 quilômetros. Outro ponto positivo é o fato de ser uma cidade universitária. "O município tem bons índices de escolaridade, destacando-se o elevado número de pessoas com graduação e pós-graduação, que é de cerca de 17% da população estimada em 228.643 habitantes", avaliou.
Outro fator apontado como responsável pelo resultado é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Divinópolis, que é de 0,764 e indica um crescimento da renda, da escolaridade e da longevidade da população, colocando o município na 304ª posição no ranking das cidades brasileiras e na 21ª posição das cidades de Minas. São 146 escolas públicas e particulares, sendo que 112 possuem bibliotecas. Há ainda uma biblioteca pública e uma universitária, além de cerca de oito faculdades particulares.
Segundo a pesquisa, os divinopolitanos leem 2,53 livros ou partes de livros, em média, a cada três meses. Índice que está acima das médias nacional (1,85) e mineira (1,62). "O perfil da população explica, em parte, este resultado positivo. Há predomínio de pessoas com escolaridade acima do ensino médio e superior. Outro fator importante que propicia um bom índice de leitura na cidade refere-se a sua infraestrutura cultural, com museu histórico, teatro, salas de cinema e circulação de jornais", Wernke.
Livrarias e sebos impulsionam mercado
Divinópolis tem 12 livrarias que oferecem catálogos em áreas gerais, além de livros didáticos e universitários. O empresário Daniel Bicalho é dono de uma delas. A Boutique do Livro fica na região central e tem 25 anos de mercado
"Hoje o ramo livreiro vive um momento interessante, com um constante aumento nas vendas de livros e, por consequência, nos hábitos de leitura. Apesar disso, muitas livrarias estão fechando, porque muita gente prefere as vantagens de comprar pela internet", avaliou.
A competição nas vendas de livros se expande com a colocação de exemplares à venda em bancas de revistas, supermercados e outros pontos de venda. "As livrarias físicas vêm encontrando dificuldades em se sustentar diante de toda essa concorrência. Existem caminhos, que são os que tentamos trilhar. Um deles é o de oferecer um ambiente agradável e um atendimento de qualidade, que fazem com que o cliente sinta um gosto a mais", afirmou.
A aposta de Daniel Bicalho segue uma tendência adotada por grandes livrarias, como a brasileira Leitura. Essas empresas entendem o negócio como um segmento de lazer cultural. "A partir do momento em que o livreiro enxerga seu negócio como mero serviço de entrega de livros, fica fadado a acabar. Ele precisa ver o estabelecimento como local para lançamentos de livros e outros eventos culturais. Se uma livraria servir apenas para entregar livros, ninguém precisará delas", pontuou.
Já os sebos, que são lojas que compram, vendem e trocam livros e revistas usados, Divinópolis possui três - todos também localizados na região central. Vilma Araújo é dona de um deles. O Letras no Jardim existe há 11 anos. Neste período, afirma a proprietária, o movimento só cresceu.
"A procura por leitura na cidade aumentou muito. Isso nos faz refletir sobre o quão estavam enganados aqueles que profetizavam o fim do livro de papel a partir da popularização do computador. Em plena era digital, a maioria das pessoas não gosta de ler em celular ou tablet. O fato de serem produzidos filmes sobre histórias que começaram em livros [como a mundialmente conhecida saga do bruxo Harry Potter, criação da britânica J. K. Rowling] também promove uma grande procura pelos livros. Nós, que vendemos livros, precisamos ler essas obras para sabermos recomendá-las aos clientes", destacou.
Teoria comprovada
As livrarias são os principais pontos de disseminação e venda de livros ao consumidor final. Pelos resultados da pesquisa, 54% delas ficam em Belo Horizonte e 46% estão espalhadas pelo estado. "O maior percentual está no interior. A região central do estado concentra 26%, excluindo a capital. A região da Zona da Mata tem 17%. O Triângulo Mineiro, 12%. O Centro-Oeste tem 11%. O Rio Doce tem 8%. O Norte e o Alto Paranaíba aparecem juntos, com 4%. Finalmente, as regiões Noroeste e Jequitinhonha, com 2%", acrescentou Zulmar Wernke
Segmentos de leitura
A pesquisa também mostra o que mais se lê nas cidades pesquisadas. Em Divinópolis aparecem os jornais impressos (com 71,64% da preferência), as revistas (67,16%), os livros (61,40%), textos na internet (50,24%), a "Bíblia" (52,99%), os livros eletrônicos (15,67%) e os textos escolares (42,54%).
Maior que a média do Brasil
Os dados da pesquisa também revelam que entre os nove municípios estudados, seis possuem médias de leitura mais altas que a do país (que é de 1,85) e a de Minas Gerais (1,62). Divinópolis é a terceira neste quesito, com 2,53. Perde apenas para Juiz de Fora (3,05) e Poços de Caldas (4,34).
Sobre a pesquisa
Os pesquisadores selecionaram nove municípios de Minas Gerais segundo o critério da representatividade. Pelas dimensões do Estado, as regiões foram representadas pela capital e mais oito cidades-polo, onde os serviços como educação e saúde são utilizados pelos municípios que gravitam em torno delas. Assim, acredita-se que as respostas representam o perfil do comportamento da população de cada região, com relativa precisão (90% de confiança e margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos).

Zulmar Wernke explica que o objetivo geral da pesquisa foi esboçar o comportamento do leitor mineiro e seus hábitos de leitura. "Não estávamos focados exclusivamente no interesse da cadeia produtiva. As leituras de conteúdos digitais e on-line foram incluídas por entendermos que contribuem significativamente para a formação do leitor", concluiu.

6 de jul. de 2015

Mineiros querem mais bibliotecas e museus

Fonte: O Tempo.
URL: www.otempo.com.br/interessa/mineiros-querem-mais-bibliotecas-e-museus-no-estado-1.1059510
Autoria: Raquel Sodré.
Os mineiros são um povo notoriamente tradicional. Mas isso não se contrapõe ao seu interesse por ciência e tecnologia. Uma nova pesquisa realizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), juntamente com o laboratório de Inovação, Cidadania e Tecnociência (Incite), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), revelou que dois terços dos mineiros se interessam pelo tema.
O que falta, no entanto, é o acesso a discussões, informações e atividades que englobem essas áreas. Nos últimos 12 meses, segundo os dados da pesquisa, somente 12% dos entrevistados visitaram um museu de artes, 6% foram a um museu de ciências, 18% foram a um jardim zoológico, e apenas 20% foram a uma biblioteca. As classes mais baixas reclamam de falta de acesso fácil a esses equipamentos de cultura. Já as classes mais altas declaram não ter tempo para esse tipo de programa.
“Na Índia, a quantidade de pessoas que visitaram um zoológico nos últimos 12 meses é praticamente o dobro. Na Argentina, as que visitaram um museu de arte no período também foram praticamente o dobro”, comparou o pesquisador Yurij Castelfranchi, coordenador da pesquisa, fundador do Incite e mestre em comunicação da ciência.
O trabalho, inédito no Estado, servirá para orientar o Estado sobre a melhor forma para investir as verbas destinadas à produção científica. “O mineiro está muito preocupado com a ciência e a tecnologia para a saúde, para o meio ambiente, para a agricultura. Com esses dados, sabemos onde investir mais recursos da nossa pesquisa”, declarou o presidente da Fapemig, professor Evaldo Vilela.

De posse dessas informações, os especialistas já começam a pensar nas próximas ações para aumentar esse acesso à informação científica. “Há um novo tipo de comunicação e cultura científica que é feito de participação. Debates, cafés científicos, museus com atividades para as pessoas. Trata-se de você não apenas contemplar a informação, receber, mas participar”, adianta o professor Castelfranchi.

20 de jan. de 2015

Divinópolis (MG): escorpião na biblioteca pública

Funcionária foi picada em Divinópolis ao desmontar árvore de Natal.

Fonte: Portal G1. Data: 16/01/2015.
URL: http://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2015/01/apos-picada-de-escorpiao-biblioteca-em-mg-fecha-para-dedetizacao.html
A Biblioteca Municipal Ataliba Lago ficará fechada até a próxima segunda-feira (19), por conta de uma dedetização. A medida foi tomada depois que uma funcionária do local foi picada por um escorpião. Também estão suspensos os trabalhos na Secretaria Municipal de Cultura, que funciona no mesmo prédio.
Nesta semana uma funcionária da biblioteca foi picada por um escorpião durante a desmontagem da árvore de natal. Ela foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento, onde foi medicada e liberada. O animal estava entre os objetos da árvore.

Segundo a Vigilância em Saúde da cidade, um dos maiores desafios do país é sobre o combate ao escorpião. Existe cerca de 1.600 espécies catalogadas no Brasil. A orientação da entidade é que os moradores mantenham as casas limpas, sem entulho e, em casos de emergência, como uma picada, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde imediatamente.

7 de mar. de 2014

Bibliotecários em Minas Gerais e Espirito Santo

O número de bibliotecas públicas aumentou de 76,3% para 97%, entre 1999 e 2012, nos municípios brasileiros, segundo estudo do IBGE. Dados como esses refletem o trabalho de um profissional específico que se ocupa de catalogar, indicar e emprestar livros, o bibliotecário. Mas, engana-se quem imagina que essas são suas únicas funções. O profissional formado na área é, principalmente, um gestor da informação: organiza, planeja e executa ações para tornar o conhecimento acessível ao usuário final, seja ele um estudante, um profissional, um pesquisador ou uma dona de casa.

Os dados do IBGE, no entanto, não são tão animadores quando comparados ao número de bibliotecas escolares. É preciso que se construam 130 mil bibliotecas no Brasil até 2020, de acordo com a Lei Federal 12.244/10 que estabelece que todas as instituições de ensino, públicas e privadas, tenham biblioteca. Para atender a essa demanda, o número de bibliotecários precisa chegar a quase 180 mil.

Com mais de 100 anos de profissão regulamentada no país, o próximo dia 12 de março é dedicado ao bibliotecário. Quem se decidiu pela profissão consegue encontrar trabalho em bibliotecas de instituições de ensino públicas e privadas, centros culturais, centros de memória e de documentação, museus, arquivos, editoras, livrarias, entre outros. Isso sem contar as inúmeras empresas, indústrias e organizações públicas e privadas onde há áreas dedicadas a gestão da informação e do conhecimento. As oportunidades de trabalho, no entanto, não se restringem apenas a locais físicos. A estudante de Biblioteconomia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Ingrid Abs, quis aplicar seus estudos à gastronomia e criou um blog que discute história, negócios, marketing e inovação na área. Com o trabalho, a aluna organiza cursos de culinária e tem contato com chefs de todo o Brasil. Em outras palavras, com o avanço das tecnologias e da internet, o meio digital e eletrônico é cada vez mais um campo promissor para o bibliotecário atuar.

5 mil de profissionais em MG e ES

Segundo dados de pesquisas realizadas pelo Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), existem cerca de 20 mil bibliotecários regulamentados no país. Desse número, cinco mil estão apenas nos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo.

O salário inicial de um profissional nas capitais brasileiras é de R$ 2.500,00. Mas em regiões interioranas, a remuneração pode oscilar de acordo com o desenvolvimento da região, indo de R$ 1.200,00 a R$ 3.500,00. As oportunidades de trabalho no interior de Minas Gerais estão favoráveis, pois ainda não existe número suficiente de profissionais qualificados nessas regiões, além do crescente número de empresas e instituições de ensino instaladas em cidades com maior potencial de desenvolvimento. Outra opção de trabalho são os inúmeros concursos públicos para bibliotecários em órgãos governamentais, onde o salário pode variar entre R$ 4.000 e R$ 8.000.

Segundo o presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região, Antônio Afonso, 90% dos bibliotecários formados exercem função na área. “No Brasil, a maioria das universidades federais oferece graduação em Biblioteconomia e ainda existem cursos a distância, ofertados por faculdades privadas. No entanto, acredito que a procura pelo curso será superior ao número de escolas.”
Fonte: Conselho Regional de Biblioteconomia, 6a. Região.


26 de dez. de 2013

Bibliotecas conquistam o cidadão em Belo Horizonte

Fonte: Uai. Data: 10/12/2013.
URL: http://divirta-se.uai.com.br/app/noticia/arte-e-livros/2013/12/10/noticia_arte_e_livros,149372/bibliotecas-conquistam-o-cidadao-em-bh-e-oferecem-mais-que-livros.shtml
Discretas, elas são encontradas em toda a capital. De tão presentes na vida cotidiana de BH, as bibliotecas correm o risco de passar despercebidas. Mas o público comparece: algumas delas são campeãs de visitação. Este ano, nada menos de 28 mil leitores têm procurado, mensalmente, a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade. A maioria é estudante, tem de 17 a 30 anos e ensino médio completo. As mulheres predominam.
Calcula-se que uma centena de endereços de instituições públicas e privadas, com os mais diversos perfis, receba leitores em BH. De acordo com especialistas, o fato se deve ao bom trabalho desenvolvido em silêncio, há décadas. “Os números são expressivos, mas precisamos ampliá-los. O ideal é termos uma biblioteca em cada bairro”, afirma Marina Nogueira Ferraz, diretora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais de Minas Gerais. “Leitura é um direito do cidadão. Quem domina o mundo letrado tem mais facilidade de se inserir no mundo”, observa.
Fenômeno pouco percebido, houve multiplicação e descentralização das universidades em BH e várias regiões da capital ganharam bibliotecas importantes. A UFMG mantém em caráter experimental duas unidades que funcionam 24 horas por dia nas faculdades de Ciências Econômicas e de Letras, ambas no câmpus da Pampulha.
“Quem chega a uma biblioteca universitária tem contato com um ambiente que pode mudar os rumos de sua vida”, afirma Wellington Marçal de Carvalho, diretor do Sistema de Bibliotecas da UFMG. Para ele, biblioteca de verdade deve ter instalações, mobiliário e acervos adequados, além de pessoal qualificado. “Não pode ser um amontado de livros e a placa dizendo que é biblioteca”, adverte.
Waney Alves Reis coordena a biblioteca do Centro Cultural Salgado Filho, na Região Oeste de Belo Horizonte. “Oferecemos o que as pessoas demandam. Quer livro emprestado? Precisa fazer pesquisa? Quer conhecer literatura? Pode vir. Meu público não sai sem resposta”, garante Waney, que cadastra de 14 a15 novos leitores por mês, sobretudo de 8 a 16 anos. “É o nosso forte”, conta ela, ressaltando a clientela acima dos 40 anos, com presença expressiva de aposentados.
Waney detectou uma novidade: adultos podem até não ser leitores, mas incentivam os mais novos a ler. “Isso é muito positivo. Vivemos um momento difícil, marcado pelo consumo de drogas e violência. A literatura traz algo mais para a vida, é alívio para dia a dia complicado”, analisa.
Marly Eustáquio Diniz, de 63 anos, mora no Salgado Filho. Ao fazer ioga no centro cultural do bairro, ela descobriu a biblioteca e mergulhou na literatura brasileira. “Gosto de pegar romances para me distrair, de ler livros que me deixam alegre e feliz”, conta. Ela adorou 'Memórias de um fusca', de Origenes Lessa, e ficou impressionada com 'Memórias póstumas de Brás Cubas', de Machado de Assis. Marly mantém o hábito de ler histórias para a neta. “É importante ir colocando na cabecinha dela que leitura é importante, inclusive para o desenvolvimento escolar”, explica.
“Minha vida atual é correr e estudar”, brinca o aposentado José Adão Pereira Lopes, de 75, sentado numa das mesas do anexo da Biblioteca Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade. Depois do curso de filosofia, ele está às voltas com as aulas de francês. “Aqui, o material de consulta é amplo e mais confiável que a internet”, garante. Rafael Peduti, de 17, estuda matemática na mesa em frente à de Lopes. “Este local é lugar apropriado para estudar, até melhor do que em casa. É só você e o livro, não tem distração, barulho”, elogia o rapaz, às voltas com exames para o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA).
Príncipe
A mineira Ana Paula de Paula, de 36, e a maranhense Elione Cavalcante, de 44, conheceram-se ao levar os filhos a oficinas no Centro de Cultura Lindeia Regina, na Região do Barreiro. Ambas se cadastraram na biblioteca. “Até gosto de ler, mas só aqui comecei a pegar livros”, conta Ana, que adorou O pequeno príncipe, do francês Saint-Exupéry.
Elione passava de ônibus diante do centro cultural quando viu cartazes anunciando a biblioteca. “Vim porque gosto de ler e não tenho como comprar livro. Leitura é viagem sem sair do lugar, você vai a outros mundos”, explica. Além disso, trata-se de “diversão sem gasto”. Elione pegou emprestados De primeira-dama a prostituta, de Adelaide Carraro, e um livro de Stephen King que virou filme. Depois de ensaiar escrever um romance, a maranhense agora se dedica à poesia.
Oferta descentralizada
Belo Horizonte conta com 23 bibliotecas públicas. É a segunda cidade brasileira com mais equipamentos públicos dessa natureza. São Paulo tem 132.
Há 15 unidades em centros culturais da capital mineira e em três regionais da prefeitura, além da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte (na antiga Fafich, no Bairro Santo Antônio) e a unidade que funciona no Centro de Referência da Moda (na esquina de Avenida Augusto de Lima com Rua da Bahia, no Centro). Aos domingos, funciona um Ponto de Leitura no Parque Municipal.
A Fundação Municipal de Cultura calcula que anualmente os equipamentos ligados à prefeitura atendem 160 mil pessoas, emprestam cerca de 40 mil livros e promovem cerca de 800 atividades, entre oficinas, rodas e clubes de leitura e palestras de escritores. O acervo conta com 160 mil volumes.
Em BH, o cidadão conta com bibliotecas no Espaço Cento e Quatro, Museu de Arte da Pampulha, Museu Histórico Abílio Barreto, Arquivo da Cidade de Belo Horizonte, Associação Brasileira dos Judeus Descendentes da Inquisição, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), Sesc MG e a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, além de unidades ligadas às universidades UFMG, Izabela Hendrix, Newton Paiva, Fead, UNA, UFMG, Fumec, Uemg, PUC Minas, UniBH e Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia.
LEITURA DINÂMICA
97% dos 5,4 mil municípios brasileiros têm biblioteca pública
61% dos usuários no Sudeste procuram bibliotecas para pesquisas escolares
835 dos 853 municípios mineiros contam com biblioteca pública, de acordo com o IBGE
2,12 bibliotecas por 100 mil habitantes na Região Sudeste

4,14 bibliotecas por 100 mil habitantes em MG, o terceiro estado no ranking nacional

20 de nov. de 2013

Biblioteca escolar em Contagem (MG) é roubada e incendiada



Fonte: R7 Notícias. Data: 10/11/2013.
URL: http://noticias.r7.com/minas-gerais/criminosos-arrombam-escola-para-furtar-e-incendeiam-biblioteca-e-salas-em-contagem-11112013
A polícia está à procura de criminosos que arrombaram uma escola para furtar e ainda incendiaram a biblioteca e salas da instituição de ensino, que fica em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.
De acordo com a Polícia Militar, o crime ocorreu durante a madrugada e descoberto por meio da nuvem de fumaça que começou a sair da Escola Municipal Ricardo Braz Gomes, no bairro Perobas, no começo da manhã. Assustados, vizinhos pediram ajuda para guardas municipais e Corpo de Bombeiros.
Segundo os bombeiros, as chamas já foram controladas e atingiram cinco cômodos, contando com a biblioteca, que foi totalmente destruída.
Após vistoria na escola, foi descoberto que os bandidos levaram  computadores, máquinas fotográficas, R$ 500 e diversos equipamentos eletrônicos.
O valor do prejuízo sofrido ainda não foi possível de ser calculado e o caso será investigado pela Polícia Civil.

17 de fev. de 2011

Bibliotecas comunitárias levam livros a quem tem pouco acesso.

Fonte: Rede Globo, Programa MGTV. Data: 16/02/2011.
Criadas com o apoio de moradores, cerca de 40 bibliotecas comunitárias na Região Metropolitana de Belo Horizonte oferecem acesso a livros gratuitamente. Algumas destas bibliotecas contam com doações e contribuem com a formação intelectual de quem não tem acesso fácil a títulos da literatura brasileira e internacional.