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31 de jan. de 2015

Incêndio na maior biblioteca pública da Russia

Fonte: Associated Press. Data: 31/01/2015.
Um incêndio na maior biblioteca pública da Rússia ardeu durante todo o sábado, e ameaça destruir milhares de documentos raros. O Instituto para Informação Científica em Ciências Sociais, no sudoeste de Moscou, pegou fogo na noite da sexta-feira. O ministro para situações de emergência do país afirmou que mais de 200 bombeiros seguem tentando lutar contra as chamas.
Yuri Pivovarov, o diretor do instituto que abriga 10 milhões de documentos e textos, descreveu o incêndio como um desastre. Em depoimento à televisão russa, ele disse não conhecer ainda a extensão do prejuízo causado pelo fogo, mas que a sala principal, onde estão guardados textos eslavos raros, parece não ter sido atingida.

Segundo o diretor, apenas uma pequena parte da coleção havia sido digitalizada. Ainda não se sabe exatamente como o incêndio começou. Fonte: Associated Press

1 de set. de 2014

Acervos de bibliotecas da Russia estarão disponíveis para smarthphone e tablets



Fonte: Gazeta Russa. Data: 29/08/2014.
URL: http://br.rbth.com/ciencia/2014/08/29/acervos_das_principais_bibliotecas_da_russia_estarao_disponiveis_para_27145.html
Em 2015, os acervos das maiores bibliotecas russas estarão disponíveis para smartphones e tablets e poderão ser acessados gratuitamente. Para isso, será necessário apenas se registrar em um aplicativo móvel especial para plataformas iOS e Android.
O Ministério da Cultura russo planeja liberar o acesso a mais de 6 milhões de arquivos dos acervos da Biblioteca Eletrônica Nacional (NEB, na sigla em russo). A Biblioteca Estatal da Rússia, a Biblioteca Nacional da Rússia, a Biblioteca Presidencial B. N. Ieltsin e a Biblioteca Pública Técnico-Científica Estatal da Rússia  também participam do projeto da NEB.
Os usuários poderão não apenas ler, mas também salvar textos e imagens para visualização on-line gratuita. Em primeiro lugar, estarão disponíveis as obras dos clássicos russos, documentos históricos e teses.  Atualmente, muitos livros de arquivos e documentos dos tempos do Império Russo estão sendo vendidos em sites piratas.
O custo do desenvolvimento do aplicativo móvel será de pouco mais de 4 milhões de rublos (cerca de R$ 240 mil).

5 de nov. de 2013

Biblioteca Estatal da Rússia


Fonte: Gazeta Russa. Data: 1/11/2013.

URL: http://gazetarussa.com.br/multimedia/video/2013/11/01/revelando_os_misterios_da_maior_biblioteca_da_europa_22607.html

A Biblioteca Estatal da Rússia possui um acervo único de documentos russos e estrangeiros em 247 idiomas, com mais de 43 milhões de itens. Um correspondente da Gazeta Russa acompanhou o funcionamento da maior biblioteca da Europa.

A Biblioteca Estatal da Rússia está situada no centro de Moscou e qualquer pessoa pode utilizar a biblioteca, russos ou estrangeiros, desde que tenha ao menos 18 anos de idade ou já esteja na faculdade. Cerca de 200 novos leitores se inscrevem todos os dias. Os visitantes têm acesso a 36 salas de leitura com capacidade para 2.277 pessoas. Os 200 assentos adicionais de leitura são equipados com computadores conectados à rede local. Todos os computadores da biblioteca desfrutam de acesso on-line ao banco de dados dos maiores veículos de informação eletrônica da Rússia e do exterior: revistas; jornais; agências de notícias, TV e rádio, livros eletrônicos, materiais de conferências, normas e bases de dados bibliográficos.

A Biblioteca Estatal Russa é a sede da Biblioteca da Assembleia da Eurásia. Em 2006, por decisão do Conselho dos Chefes de Governos da CEI, a biblioteca recebeu o status de organização central de cooperação entre os Estados-membros da CEI na área de biblioteconomia. A estação de metrô mais próxima à biblioteca é a Arbatskaia.

Endereço:

Biblioteca Estatal da Rússia

Rua Vozdvíjenka 3/5

Moscou, Rússia.

26 de mar. de 2013

Duma aprova transferência da Biblioteca de Esterhazy


Fonte: Voz da Rússia. Data: 15/03/2013.


A Duma de Estado (câmara baixa do parlamento russo) ratificou o acordo entre os governos da Rússia e da Áustria sobre a transferência da coleção de livros dos príncipes Esterhazy do Império Austro-Húngaro.

O acordo foi assinado em Moscou em 21 de setembro de 2012.

A biblioteca da família Esterhazy inclui milhares de publicações dos séculos XVI - XVII sobre a teologia, astronomia, história, filosofia, medicina, ciência, arte, direito e linguística em inglês, aramaico, latim, alemão, francês, espanhol, italiano, húngaro, grego, hebraico e outros idiomas. A coleção foi transportada da Áustria à União Soviética em 1945.

17 de mar. de 2013

Biblioteca Schneerson não sairá da Russia


Fonte: Voz da Rússia. Data: 27/02/2013.


Autora: Liubov Kurianova.

Deste modo, a "guerra dos livros" continua, tendo criado uma série de problemas candentes. O movimento judaico ortodoxo Agudas Chassidei Chabad declinou a proposta formulada por Moscou visando abrir acesso aos livros que constituem o núcleo da Biblioteca Schneerson e que são acessíveis aos leitores que frequentam a Biblioteca Nacional. Todavia, voltam a surgir apelos de devolver a coletânea aos judeus do movimento chassíde em Nova York.

Importa recordar que há pouco tempo o Tribunal do distrito norte-americano Columbia obrigou o governo russo a pagar multa no valor de 50 mil dólares por cada dia de permanência da coleção Schneerson fora dos EUA. O Presidente Putin propôs, por seu turno, entregar os livros ao Museu Judaico e ao Centro de Tolerância. O chefe de Estado russo lamentou o fato de a discussão ter passado para o plano de confrontação, realçando que a coletânea não pertence a só uma comunidade judaica.

"Ela pertence também à comunidade judaica russa e, antes de mais nada, ao Estado russo em geral. Se atendermos ao pedido sobre a entrega voluntária dos livros, vamos abrir, de fato, a Caixa de Pandora. A satisfação da demanda dessas provocará uma reação em cadeia."

A Biblioteca Schneerson abrange um vasto espectro de obras de literatura religiosa num total de 12 mil livros e 50 manuscritos, selecionados a partir de 1772 por rabis, residentes outrora na localidade Lubavichi do distrito de Mogilev do Império Russo (atualmente, a região de Smolensk). No auge da Primeira Guerra Mundial, nomeadamente em 1915, o sexto rabi local, Yosef Schneerson, entregou uma parte da coletânea para o armazenamento em Moscou que, em 1918, terá sido abrangida pela campanha de nacionalização. Outra parte – cerca de 25 mil páginas manuscritas – foi levada por Schneerson para Riga, na Letônia, e depois para a Polônia. Foi lá que ela, em 1939, parou nas mãos dos nazistas e, mais tarde, passou para a Alemanha. Após o colapso da Alemanha Nazista, os arquivos foram levados para Moscou. O rabi morreu em 1950 sem ter deixado quaisquer indicações concretas sobre o seu futuro destino.

A questão tornou a ganhar vulto depois de o juiz federal de Washington, Royce Lambert, deliberou, em agosto de 2010, devolver os livros da coletânea Schneerson. Passados, dois anos, ele decidiu impor a multa mencionada acima.

O posicionamento oficial assumido por Moscou foi tornado público, em entrevista televisiva, pelo ministro russo da Cultura, Vladimir Medinsky.

"Não se sabe por que a Rússia deve devolver a coletânea. Os adeptos do judaísmo chassídico se encontram espalhados pelo mundo inteiro, incluindo a Rússia. Seguindo tal lógica de raciocínio, não será necessário devolver esfinges e desmantelar as estelas do centro de Paris? Tal descompostura afetará o sistema de valores culturais, por isso as exigências da parte norte-americana são absurdas."

Bem ou mal, o MRE da Rússia denunciou as pretensões, tendo qualificado as deliberações do tribunal como "infundadas em termos jurídicos". Os diplomatas russos sugeriram ainda ao Ministério da Cultura da Rússia e à Biblioteca Nacional multar a Biblioteca do Congresso dos EUA por sete livros da coletânea Schneerson entregados a Washington em 1994 para o uso temporário.

Enquanto isso, o Museu Metropolitano de Arte em Nova York cancelou o envio para Moscou de um lote de 35 obras do decorador-couturier francês, Paul Poiret, que devia ser exposto no Kremlin. Reagindo à "moratória cultural", os museus russos também não se apressam a promover exposições dos EUA. As conversações estão marcando passo ao contrário da campanha de especulações muito bem sucedida. O rabi lendário Schneerson ficaria atônito se tivesse sabido do tamanho escândalo no século XXI à volta da sua coletânea.

26 de dez. de 2012

Biblioteca digital no espaço


Fonte: Voz da Rússia. Data: 20/12/2012.
URL: http://portuguese.ruvr.ru/2012_12_20/Biblioteca-orbital-ser-criada-na-EEI/
Uma grande mediateca está sendo criada no segmento russo da Estação Espacial Internacional (EEI). Ela servirá de apoio psicológico para os astronautas.
Com o desenvolvimento da tecnologia, surgiu a possibilidade de manter a bordo do segmento russo da EEI cerca de dois terabytes de dados e criar uma grande biblioteca de textos, áudio e vídeo, que pode ser aumentada diariamente, disseram no serviço de apoio psicológico de astronautas do Instituto de Problemas Biomédicos da Academia de Ciências Russa.
Na estação já foi coletada uma grande biblioteca de filmes e uma coleção de diferentes gêneros de música. Os astronautas recebem também blocos de notícias diárias

Fonte: Voz da Russia. Data: 20/12/2012.
URL: portuguese.ruvr.ru/2012_12_20/biblioteca_orbital_ser_criada_na_EEI
Fonte da imagem: brasilescola.com



URL: http://portuguese.ruvr.ru/2012_12_20/Biblioteca-orbital-ser-criada-na-EEI/
URL: http://portuguese.ruvr.ru/2012_12_20/Biblioteca-orbital-ser-criada-na-EEI/
URL: http://portuguese.ruvr.ru/2012_12_20/Biblioteca-orbital-ser-criada-na-EEI/

2 de set. de 2012

1 de setembro: primeira biblioteca pública na Rússia


Fonte: Diário da Rússia. Data: 1/09/2012.

URL: www.diariodarussia.com.br/acontecimentos-2/noticias/2012/09/01/aconteceu-em-1o-de-setembro-2/

Em 1.º de setembro a Rússia comemora o Dia dos Conhecimentos, instituído ainda na extinta União Soviética em 1984.

1714 – Por decreto do Czar Pedro I, é inaugurada em São Petersburgo a primeira biblioteca pública da Rússia, hoje Biblioteca da Academia de Ciências da Rússia.

20 de fev. de 2012

Biblioteca do Museu Politécnico

Fonte: Gazeta Russa. Data: 19/02/2012.

Autora: Aleksandra Guzeva.

URL: http://gazetarussa.com.br/articles/2012/02/19/deposito_secreto_de_livros_antigos_e_encontrado_em_biblioteca_de_mus_14213.html

Nos calabouços da biblioteca do Museu Politécnico foi encontrado um verdadeiro tesouro – um depósito secreto de livros e revistas antigos. Quando, quem e, o mais importante, por que motivo alguém escondeu as publicações ninguém sabe, mas todos os livros são de valor único e sem precedentes não apenas como antiguidade, mas também do ponto de vista do conhecimento científico que eles contêm.
A biblioteca preparava-se para mudar para um espaço temporário, uma vez que o edifício em que está localizada tem mais de cem anos e já precisa de uma restauração. Os funcionários começaram a recolher antecipadamente os principais livros, já que embalá-los leva muito tempo. "A disposição da sala não é exatamente adequada para uma biblioteca, de modo que o armazenamento de livros foi formado aleatoriamente. Quando era preciso um lugar novo, no improviso, íamos construindo prateleiras onde era possível", conta a diretora-adjunta da biblioteca do Museu Politécnico, Svetlana Kukhtévitch.
Para gerar espaço para as caixas de livros, prateleiras vazias foram desmontadas. Então, atrás de uma delas, foi encontrada uma parede de madeira compensada, que "balançava" de forma estranha. "Nós removemos a madeira compensada e vimos que atrás dela havia livros! Claro, nós imediatamente quebramos a parede e na nossa frente apareceram montanhas de livros empilhados do chão até o teto!", contou Svetlana.
De acordo com cálculos preliminares, no nicho de dois metros de comprimento havia cerca de 30 mil livros, que eram considerados perdidos. No esconderijo foram encontrados basicamente livros pré-revolucionários em línguas estrangeiras: francês, alemão, latim e grego. "Todos os estudiosos e qualquer pessoa minimamente instruída do século 19 sabiam diversas línguas, por isso, não havia demanda por livros em russo", afirma Svetlana. O exemplar mais antigo é o livro "Descrição pictórica das áreas ocupadas pela Alemanha", publicado em 1706. Mas a maioria foi publicada no final do século 19, início do século 20. Um dos livros mais recentes é "Mapa Administrativo da URSS", da editora NKVD, de 1936.
A biblioteca do Museu Politécnico foi fundada em 1871, antes mesmo do próprio museu, e consistiu sua coleção primeiramente com doações da Sociedade de História Natural, que era composta por professores da Universidade de Moscou (Mendeleev, Butlerov Metchnikov, Setchenov, Timiriazev).
A reposição da coleção contribuiu para o intercâmbio de publicações com o Museu de História Natural de Paris e com a Sociedade Real de Edimburgo. Após a Exposição Politécnica em Moscou, da qual a biblioteca fez parte, ela começou a receber para a sua coleção, literatura de todos os congressos científicos e exposições.
A maior parte dos livros do "tesouro", como o esconderijo foi chamado pelos funcionários, entrou na biblioteca do Politécnico através de um depósito público que mantinha todas as coleções privadas nacionalizadas. Ex-proprietários nobres de alguns livros podem ser localizados de acordo com antigos livreiros. Assim, em um catálogo completo de aves na língua francesa, estão registrados desenhos dos famosos comerciantes Mámontov.
Foi possível ver em vários livros a anotação "remover o sinal" e marcas de antigas livrarias arrancadas. Nos tempos soviéticos, tentavam, assim, de modo literal, apropriar-se e nacionalizar todas as coleções privadas. Milagrosamente, a marca pessoal do ministro da Educação do Povo durante o reinado de Nicolau I, o conde Semion Uvarov, permaneceu no livro com letras de ouro, em uma edição em língua francesa de "A História dos Insetos", datada de 1734.
Dos livros em russo, merece atenção especial o tomo "As Forças Produtivas da Rússia", sobre todas as fábricas em todos os setores. "Quando você lê um livro desses você entende que tudo prosperou no nosso país, e houve tanto progresso. Progresso que talvez não tenha acontecido em vários países ocidentais", comenta Olga Plechkova, bibliotecária-chefe do espaço.
Datado de 1906, o livro de história do estudante do segundo ano do ginásio Serguêi Tchelnokov conservou uma vida antiga subterrânea. Dentro, folhas foram acondicionadas com as anotações a lápis do menino. Nelas, vê-se claramente que a princípio ele começara a escrever uma lição ou a fazer anotações, e quando se cansou, ele desenhou alguma coisa e ficou exercitando a escrita do nome do comandante Barclay de Tolly.
Após essa descoberta maravilhosa no porão da biblioteca, foi encontrada ainda outra parede de madeira compensada. Ela foi quebrada sem demora, e foram achados dois nichos também cheios até o teto de periódicos estrangeiros do século 19 – revistas sobre a história da ciência e da tecnologia, sobre as artes e arquitetura. "Agora nós podemos não apenas complementar a nossa coleção de periódicos, mas também substituir as revistas copiadas sem valor por aquelas encontradas no esconderijo", conta Svetlana.
Um dos presentes proporcionados pela descoberta é ter, por exemplo, quase todos os números da revista “Engenharia” a partir de 1884. Tal descoberta não é boa somente para bibliógrafos, mas também para pesquisadores da área de tecnologia – a revista reúne praticamente todo o patrimônio dos conhecimentos de engenharia.
Nos tempos soviéticos, a biblioteca fazia parte do Comissariado de Educação do Povo.
Ela organizava exposições relacionadas a todos os avanços científicos e tecnológicos do país, de "Literatura popular científica sobre a agricultura" a "Engenharia da luz".
A biblioteca recebeu exemplares de leitura obrigatória sobre ciência e tecnologia, publicados na Rússia. Hoje, nos arquivos, absolutamente todos os livros sobre história da ciência e tecnologia têm sua versão escrita em russo.
O mistério permanece do mesmo modo: por que esconder todos esses livros ideologicamente inofensivos e revistas sobre química, física, biologia, agricultura, matemática, história, astronomia e outras ciências?
Não ficou nenhuma evidência de que a gerência da biblioteca ou o governo soviético deu uma diretriz específica para destruir os livros. Mas talvez por medo de perder essas publicações valiosas, os funcionários do museu decidiram escondê-las. Segundo Kukhtévitch: "Nós ficávamos imaginando que em algum lugar na biblioteca poderia ter um esconderijo com livros, mas não sabíamos onde. A antiga diretora trabalhou aqui 30 anos e não encontrou nada". Os bibliotecários têm em mente ainda um lugar onde pode haver outro esconderijo.