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5 de jan. de 2017

García Lorca e mais 300 autores espanhóis entram em domínio público



Autoria: Jesús Ruiz Mantilla e Tommaso Koch.
Fonte: El País (Madrid). Data: 01/01/2017.
No ano de 1936, a Espanha se partiu em duas. E o golpe de Estado que abriu caminho para a Guerra Civil arrasou também um futuro de brilhantismo nas letras ao grito de “Morram os intelectuais!”. Oitenta anos depois, a maioria das feridas daquela época estão cicatrizadas. A Biblioteca Nacional espanhola quer terminar de curá-las e por isso elaborou um índice de autores desaparecidos dos dois lados, cujos direitos passam a domínio público agora. “Foi um ano dramático, no qual se perdeu muito mais do que o imaginável. Resta construir pontes, mais ainda agora que os direitos desses autores ficam à disposição de todos e se multiplicam as possibilidades de difusão de suas obras”, afirma a diretora da BNE, Ana Santos Aramburo.
Na Espanha, a lei determina 70 anos a partir da morte de um autor para que sua obra entre em domínio público. A partir de 1o de janeiro do ano seguinte, qualquer pessoa pode usar suas obras, com a condição de respeitar o direito moral e a autoria. No entanto, o sistema, semelhante na maioria dos países, vale apenas para as mortes posteriores a 7 de dezembro de 1987, quando foi reformada a Lei de Propriedade Intelectual. Os autores falecidos antes estão sujeitos à legislação de 1879: seus direitos caducam 80 anos e um dia após a morte, como esclarece o advogado especialista em Propriedade Intelectual Andy Ramos. Assim, a obra de autores como García Lorca e Valle-Inclán, falecidos em 1936, já se tornou disponível a todos. E em 1o de janeiro somou-se a ele Miguel de Unamuno, morto em 31 de dezembro de 1936.
Mas esse ano significou muito mais. José Carlos Mainer, catedrático da Universidade de Zaragoza e crítico do EL PAÍS, elaborou uma lista na qual, além dos consagrados, inclui vários autores dessa época a serem lembrados. “O ano de 1936 foi um annus horribilis, mas também mirabilis. Sabemos quem foram seus falecidos célebres. Mas também foi um ano de grandes livros de autores que continuaram vivos: Juan de Mairena, de Machado; Canción, de Juan Ramón Jiménez; o segundo Cántico, de Jorge Guillén; Razón de amor, de Pedro Salinas, La realidad y el deseo, de Luis Cernuda: obras de velhos e de outros que já não eram tão jovens. Isso nos dá a medida do que foi destruído sem chance de recuperação”, comenta. “Para mim, aquele ano continua sendo o erro que abriu uma brecha duradoura no desenvolvimento de nosso país como comunidade cultural e política.”
Não só do lado perdedor, mas também entre os que ganharam a guerra. “Falo de Muñoz Seca, a quem sempre deveremos La venganza de don Mendo… Não esquecemos de pessoas de extrema direita que também desapareceram como Ramiro de Maeztu e Manuel Bueno, que deixou Valle-Inclán desamparado e que escreveu em 1936 um romance sobre as culpas dos descontentes do início do século, Los nietos de Danton. Também menciono como escritores três clérigos assassinados: Julián Zarco, que era bibliotecário erudito de El Escorial; Zacarías García Villada, o criador da paleografia espanhola, e o Padre Poveda, criador da Institución Teresiana, que tem papel de destaque no feminismo católico. E, sem dúvida, José Antonio Primo de Rivera e Ramiro Ledesma Ramos, porque, apesar de serem políticos fascistas, escreveram romances”, afirma Mainer.
Parece que uma nova vida espera por muitos deles. José Antonio Ponte Far, patrono da Fundación Valle-Inclán, considera que o vencimento dos direitos “vai favorecer a difusão da obra de Valle e o aumento de suas traduções ao galego”. “A passagem para o domínio público é notável. Para vários autores, representou uma publicação muito maior. Mas quantidade não significa qualidade”, adverte Diego Moreno, responsável pela editora Nórdica. É precisamente para aumentar o alcance das criações que a propriedade intelectual, diferentemente da de um carro ou casa, caduca. “Os prazos respondem a um equilíbrio entre o acesso à Cultura, que enriquece a sociedade, e a proteção do autor e de seus descendentes”, acrescenta Ramos.
No caso de García Lorca, a receita dos direitos era repartida igualmente entre seus seis herdeiros. “Não são cifras milionárias, mas alguma renda, afinal”, afirma Mercedes Casanovas, da agência Casanovas y Lynch, que gerencia os direitos do poeta granadino. E Moreno conta como se calcula habitualmente o número. Primeiro, multiplica-se a tiragem do livro por seu preço de venda. Entre 8% e 10% do total se destinam aos royalties: normalmente a metade como antecipação e a outra à medida que a obra vai sendo vendida.
“As criações de Lorca sempre foram publicadas em muitas editoras, sem contratos exclusivos. Mas ultimamente temos recebido perguntas sobre quando passava a domínio público”, acrescenta Casanovas. Essas dúvidas refletem a confusão envolvendo os direitos autorais. Por exemplo, Lorca já é de todos na Espanha, mas não nos Estados Unidos, onde o prazo depende da data da primeira publicação de cada obra no país. Ao mesmo tempo, muitíssimos autores estrangeiros são liberados em seu país uma década antes dos 80 anos espanhóis e com frequência as editoras nacionais não sabem se já podem publicá-los – como fizeram erroneamente com O grande Gatsby em 2011 – ou não, porque alguém detém os direitos na Espanha. É por isso que muitos entrevistados expressam o mesmo desejo: um portal que permita identificar quem administra os direitos de cada autor, até quando ou se já pertence ao domínio público. A lista da Biblioteca Nacional, pelo menos, é um primeiro passo.

31 de out. de 2016

Registro autoral pode ser realizado pela Biblioteca Nacional

Fonte: Portal Brasil. Data: 28/10/2016.
O registro permite o reconhecimento da autoria, especifica direitos morais e patrimoniais e estabelece prazos de proteção tanto para o titular quanto para seus sucessores
O registro das obras intelectuais é importante para resguardar os direitos de autor e a Biblioteca Nacional oferece esse serviço por meio de seu Escritório de Direitos Autorais (EDA).
De acordo com a Lei nº 9.610/98, o registro de direitos autorais tem por finalidade dar ao autor segurança quanto ao direito de criação sobre sua obra. O registro permite o reconhecimento da autoria, especifica direitos morais e patrimoniais e estabelece prazos de proteção tanto para o titular quanto para seus sucessores.
De acordo com a Biblioteca Nacional, o registro autoral não é obrigatório, ele tem conteúdo meramente declaratório. Para efetuar o registro, é preciso preencher o formulário de requerimento e averbação.
O registro é feito mediante uma taxa de pagamento, que varia conforme a tabela de tipo de obra. O pagamento deve ser feito via Guia de Recolhimento da União (GRU). Ao final do processo, o requerente recebe uma certidão que é enviada pelos correios para o endereço que constar no pedido.

É possível registrar o layout de um site, mas um software não, já que é o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) que cuida dessa área. Não é possível registrar nomes de banda, slogans, legendas ou expressões de propaganda. Já as músicas têm um registro diferenciado. 

17 de ago. de 2016

Evento: Direitos autorais


O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (PPGCI-ECA/USP) convida para assistir a aula inaugural da Primeira Turma do Curso de Mestrado Profissional em Gestão da Informação do PPGCI-ECA/USP.

Esta aula, cujo tema é “Bibliotecas, Direitos Autorais e Novas Tendências para regulação em Meios Digitais”, será ministrada pelo Prof. Dr. Guilherme Capinzaiki Carboni (UNESCO), no dia 22 de agosto de 2016, às 19 horas, no auditório Lupe Cotrim da Escola de Comunicações e Artes.

9 de abr. de 2016

Evento: Direitos autorais

Na próxima segunda-feira, dia 11 de abril, a partir das 9h, transmissão em tempo real do Fórum de debates sobre direitos autorais e licenças de uso para revistas científicas, com o objetivo de oferecer informações especializadas sobre direitos autorais e licenças de uso para revistas científicas e suas implicações nas relações revista-autor e revista-indexador. Assim como, fomentar o debate e a tomada de decisões na definição de políticas editoriais específicas que reflitam princípios adotados de forma consensual pelos editores de revistas da USP.
Detalhes no URL:

22 de jan. de 2016

Mário de Andrade em domínio público

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 16/01/2016.
Autoria: Maria Fernanda Rodrigues.

A partir de fevereiro, quem quiser ler Macunaíma terá mais uma opção além das duas edições da Nova Fronteira já no mercado. Pois Mário de Andrade está em domínio público desde o dia 1.º, e é por isso que quem for à livraria mês que vem encontrará outro Macunaíma, editado pelo selo Penguin-Companhia das Letras. O texto tem prefácio é de Simone Rossinetti Rufinoni. Foram incluídos texto de Sérgio Buarque de Hollanda e uma carta para Carlos Drummond de Andrade, “Carlico”, com notas do poeta. “Vemos com muita tranquilidade a entrada dessa obra em domínio público porque a consequência mais óbvia é que o autor passa a ser mais lido. O domínio público não gera nenhum problema para a editora; pelo contrário”, diz Maria Cristina Jeronimo, editora da Nova Fronteira. Só o que a casa não conseguiu aprontar, enquanto era a única autorizada a publicá-lo (e isso, desde 2007), foi a adaptação de Macunaíma em HQ, de Izabel Aleixo e Kris Zullo. E a Peirópolis, que contava os dias para lançar Macunaíma em Quadrinhos, manda o volume feito a quatro mãos por Angelo Abu e Dan X para as livrarias nos próximos dias. Mas Mário é muito mais que seu clássico, e o que devemos ver agora é a criação de novas coletâneas de contos e poemas. A primeira a sair, já em fevereiro será Briga das Pastoras e Outras Histórias: Mário de Andrade e a Busca do Popular (Edições SM). A organização é de Ivan Marques e o livro traz 13 contos menos óbvios do autor cujo acervo é riquíssimo e está no IEB. Há material inédito ali, assegura Telê Ancona, sua principal pesquisadora. 

19 de dez. de 2015

Projetos que alteram a legislação dos direitos autorais

Fonte: Câmara dos Deputados. Data: 10/12/2015.
A relatora da Comissão Especial dos Direitos Autorais, deputada Renata Abreu (PTN-SP), afirmou que vai entregar no início do ano que vem seu parecer sobre os mais de 40 projetos que tramitam sobre o tema (PL 3968/97 e apensados). Nesta quinta-feira (10), a comissão realizou audiência pública na Câmara dos Deputados.
Um dos pontos debatidos foi a regulação da propriedade intelectual para a internet. Para a gerente jurídica da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Fernanda Gomes Garcia, “o ambiente digital deve ter as mesmas normas, com garantias e direitos para os autores”.
Já o diretor-geral da Motion Picture Association-America Latina (associação que representa empresas produtoras e distribuidoras de audiovisual), Ricardo Castanheira, chamou a atenção para o número de acessos a sites piratas de conteúdos que distribuem material sem nenhum tipo de compromisso com a indústria da cultura.
Segundo ele, são 60 milhões de visitas por mês, pelo menos. Castanheira ressaltou que a internet é a principal fonte de violação de direito autoral e que o Brasil precisa de uma legislação que proteja os produtos culturais.
“Umas das principais fontes da violação de direitos autorais é a captação de imagens por smartphones. A internet também se constitui num ambiente de violação. Não estamos falando de pessoas, mas de sites que divulgam conteúdos sem nenhum tipo de compromisso com a indústria cultural. Há duas semanas, a Operação Barba Negra, da Polícia Federal, deflagrou uma operação contra estes sites”, lembrou.

O deputado Eros Biondini (PTB-MG), autor do requerimento para realização da audiência pública, manifestou preocupação em preencher vazios na atual legislação. Para ele, é preciso avançar ainda mais no controle e na gestão dos direitos autorais.

10 de nov. de 2015

Palestras na USP

Preservação da informação digital: desafios e oportunidades em garantir o acesso às gerações futuras
Francisco Carlos Paletta

Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo. Pós Doutorado pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares. Professor e Pesquisador da Universidade de São Paulo, Escola de
Comunicações e Artes, Departamento de Biblioteconomia e Documentação. Atua nas áreas de ciência da informação, administração geração e uso da
informação, gestão de dispositivos de informação, e bibliotecas digitais.

Os direitos autorais na era digital
Anita Pissolito Campos

Mestre em Direito Civil pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Atualmente é sócia - Nascimento e Mourão
Advogados, responsável pelas áreas de Biodiversidade, Propriedade Intelecual e Direito Ambiental. Professora da pós graduação do GVLaw, do FGV
Management e da Business School São Paulo Ltda. Participante do Programa de Negociação da Harvard Law School.

Data: 12 de novembro de 2015 — Quinta-feira
Horário: das 14h00 às 17h00
Local: Sala João Arruda - Térreo—Prédio Histórico
Faculdade de Direito da USP

Inscrições: bibfd@usp.br 3111-4053

5 de nov. de 2015

Evento: Acervos digitais e direitos autorais



A Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (FGV Direito Rio) e a International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA) organizam o evento “Acervos Digitais e Direitos Autorais: discutindo o acesso no contexto nacional e internacional”, que acontecerá no dia 06/11, de 9h30 às 13h:30, na sede da FGV (Praia de Botafogo, 190. Auditório 908).
A ideia é apresentar a discussão internacional sobre limitações e exceções para instituições de acervos (principalmente bibliotecas), conectando-a com as discussões de reforma da lei de direitos autorais aqui no Brasil. O objetivo final seria criar uma rede de pessoas interessadas nessa discussão, que apesar de bem específica, atinge mais pessoas do que normalmente se imagina.
Entre os convidados, estão Marcos Alves de Souza (Diretor de direitos intelectuais da Secretaria Executiva do Ministério da Cultura – MinC), Stuart Hamilton (Director, Policy & Advocacy at the International Federation of Library Associations and Institutions – IFLA), Christina de Castell (Manager, Policy & Advocacy at the International Federation of Library Associations and Institutions – IFLA) e Cristiana Gonzalez (Presidente da Comissão Brasileira de Direitos Autorais e Acesso Aberto – FEBAB).

Local:

Sede FGV. Praia de Botafogo, 190. Auditório 908. Rio de Janeiro, RJ.

9 de mar. de 2015

Comissões da FEBAB

Um dos importantes trabalhos da FEBAB é a constituição de comissões brasileiras para discutir temas que são prioritários na agenda nacional das bibliotecas. Esse trabalho é possível pela contribuição de pessoas que dedicam seu tempo para as discussões. Há quatro comissões em funcionamento:
Comissão Brasileira de Biblioteca Escolar
Presidida por  Prof. Dr. Claudio Marcondes - Bibliotecário com mestrado e doutorado em Ciência da Informação pela Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Ciência da Informação, como subárea geração e uso da informação, atuando principalmente nos seguintes temas: recursos informacionais, produtos e serviços de informação, tipologias de unidades de informação e biblioteca escolar. Atualmente exerce a função de vice-chefe do Departamento de Educação, Informação e Comunicação, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo e Coordenador da Comissão Brasileira de Bibliotecas Escolares da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições.
Comissão Brasileira de Acesso Aberto e Direitos Autorais
Presidida por Cristiana Alvarez - Cristiana é pesquisadora sênior e doutoranda na Universidade de São Paulo (USP). Fez mestrado em Sociologia na mesma universidade e trabalhou como pesquisadora nas áreas de direito autoral e privacidade por seis anos no GPOPAI- Grupo de Pesquisa em Política Públicas para o Acesso à Informação da Escola de Artes e Ciências Humanas da USP. Acompanha as negociações em direitos autorais e patentes na Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) como representante da Civil Society Coalition (CSC), uma coalizão internacional de organizações de direitos dos consumidores, de interesse público e de defesa dos países em desenvolvimento. Foi assessora técnica no Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br
Comissão Brasileira de Acessibilidade
Presidida por Profa. Dra. Salete Cecília Souza, Salete Cecilia de Souza – Bibliotecária e  Mestre em Engenharia de Produção. Coordena a Biblioteca da UnisulVirtual e o Programa de Promoção de Acessibilidade da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). È bibliotecária voluntária da Fundação DorinaNowill para Cegos.
Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias
Presidida por Viviane Carrion Castanho – bibliotecária e Diretora Biblioteca Central, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Fonte: FEBAB