21 de out. de 2012

Petição pública: mudanças no setor do livro, leitura e literatura

Abaixo-assinado CARTA ABERTA À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF O SETOR DO LIVRO, LEITURA E LITERATURA PEDE PROVIDÊNCIAS

Para:Presidenta da República Federativa do Brasil

Senhora Presidenta,

Os que assinam esta Carta Aberta o fazem por entender que se esgotaram todas as possibilidades de mudanças nos rumos das políticas voltadas para a área do livro, leitura e literatura no âmbito do MinC (Ministério da Cultura) e FBN (Fundação Biblioteca Nacional). Para nós, é necessário que a Senhora, como leitora e incentivadora destas políticas, conheça de perto o real quadro deste importante e fundamental setor para a construção de uma nação realmente desenvolvida e independente.

Antes de expor nossos argumentos, é importante salientar que as pessoas que assinam este documento militam na área de cultura e foram, em sua maioria, defensoras de sua eleição. O principal motivo que nos levou a apoiá-la, além de outros avanços nas diversas áreas do país, foi o gigantesco salto dado pelo Brasil na construção de uma política de cultura como política de Estado nos dois governos Lula e, mais especificamente, os enormes passos dados na construção de uma política voltada para o livro, leitura e literatura, visando responder a enorme dívida social que o Estado Brasileiro tem com sua sociedade: o nosso grande déficit de leitores.

A Senhora representava a manutenção deste projeto e sua grande possibilidade de fazê-lo avançar ainda mais. Estávamos todos entusiasmados com o momento que o país vivia e confiantes de que o projeto político-cultural seria mantido. Sabíamos que ajustes eram necessários, mas também sabíamos que a manutenção da base e do caminho trilhado até sua posse seria o mais coerente.

Senhora Presidenta, não vamos aqui detalhar os problemas enfrentados na gestão da ministra Ana de Holanda, que vem recebendo muitas críticas de setores que sempre apoiaram os rumos das políticas culturais do Governo Federal desde a posse do ex-presidente Lula. Vamos nos limitar a analisar as questões relacionadas às políticas para o livro, leitura e literatura.

Desgoverno e propaganda
Senhora Presidenta, todo o problema na área do livro, leitura e literatura começou com a intervenção anti-democrática do senhor Galeno Amorim, nomeado presidente da FBN no início de 2011, que se dedicou a desmontar estruturas importantes em nosso setor, a desmobilizar o Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura e a retroceder em conquistas fundamentais, tudo em função de uma desastrosa centralização das políticas na Fundação Biblioteca Nacional.

Alertas para os problemas que trariam estas manobras, diversas moções e recomendações, além de correspondências encaminhadas à ministra Ana de Holanda, e ao presidente da FBN, Galeno Amorim, foram redigidas e manifestadas no âmbito do Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura e do Conselho Nacional de Política Cultural, instâncias do MinC para a participação da sociedade civil. Infelizmente, estas manifestações foram ignoradas.

A centralização das políticas para o setor em um único organismo, a Fundação Biblioteca Nacional, provocou o maior retrocesso que a área viu desde que se iniciou a implantação das políticas públicas para o livro, leitura e literatura. A Diretoria do Livro, Leitura e Literatura - DLLL, que funcionava vinculada à Secretaria de Articulação Institucional do MinC, passou a ser subordinada à FBN e iniciou-se um claro processo de desmonte de sua estrutura.

É preciso salientar que a conquista desta diretoria na estrutura do MinC representou grandes avanços para o setor. Sua mudança de subordinação administrativa gerou um intencional rebatimento político negativo com a paralisia de vários projetos como o PNLL (Plano Nacional do Livro e Leitura) e de uma mudança prejudicial no foco das políticas: antes voltadas para a formação de leitores e agora curvada ao comércio de livros, para atender alguns interesses imediatos do mercado editorial.

Esta mudança de foco atende a demandas antigas do mercado, mas é contraditória à medida que reduz os investimentos nos eixos estruturantes das políticas do setor: a criação literária e a formação de leitores, reduzindo o papel do Estado a agenciar políticas para a formação de uma imensa massa de novos consumidores, atendendo ao apetite desmedido do mercado.

Não temos posição contrária a políticas que dinamizem a indústria e o mercado editorial. O que questionamos é o que se nos revela como miopia política pela inversão de valores: a priorização dos interesses imediatos do mercado, em detrimento justamente das dimensões que dão lastro, sentido e qualidade às políticas públicas nacionais do livro, leitura e literatura: a Formação de Leitores. O que questionamos é a ênfase no livro como mera mercadoria e no leitor como simples consumidor desta mercadoria – e não como cidadão com direito universal de acesso ao conhecimento.

Para comprovar esta mudança de foco, fizemos um rápido levantamento dos investimentos feitos em 2011 e algumas comparações com 2010:

A FBN/MinC investiu no ano passado cerca de R$ 40 milhões no Livro Popular, um projeto para resolver as questões impostas pelo mercado, mais cerca de R$ 4 milhões em feiras do livro, contra apenas cerca R$ 6 milhões em leitura e pouco mais de R$ 2 milhões em fomento à literatura, ainda assim, parcialmente executadas e às custas do congelamento de políticas de sucesso implementadas pelo próprio MinC, e seus órgãos subordinados, como a Funarte, de 2007 para cá.

Em 2010 estavam aprovados e orçados no Fundo Nacional de Cultura (com editais com pareceres favoráveis) R$ 30 milhões para a área do livro, leitura e literatura. O único edital executado foi o de R$ 3 milhões para as pequenas e médias livrarias (que se insere nas demandas do mercado, apesar de o defendermos como de extrema importância, pois está vinculado à promoção cultural nestes espaços, que enfrentam a concorrência desigual das grandes redes). Os demais editais, todos voltados para a formação de leitores, mediadores e área literária foram ignorados pela nova gestão da FBN.

Vale ressaltar que o edital das livrarias foi aberto antes de o senhor Galeno Amorim assumir a FBN (em janeiro de 2011) e concluído a partir de uma pressão exercida pelo Colegiado, demanda assumida pelo secretário de Articulação Institucional do MinC, Luiz Roberto Peixe, e pelo então diretor da Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, Fabiano Santos Piúba.

Segundo dados da própria FBN, é possível apurar os seguintes números orçados para a ação das políticas do livro, leitura e literatura em 2011, ainda que não saibamos da sua real execução:

LIVRO
- Edital para compra do Livro Popular: R$ 36,9 milhões
- Gestão do Livro Popular: R$ 1,5 milhão
- Circuito de Feira de Livros: R$ 3,3 milhões
- Gestão e execução do programa Livraria Popular: R$ 2 milhões
- Feira de Frankfurt: R$ 1 milhão
Total: R$ 44,79 milhões

Cabe ressaltar um dado grave: o montante destinado ao Edital de Compra dos Livros Populares é resultado de uma emenda parlamentar do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) que deveria ser executada com a finalidade de modernizar e implantar bibliotecas.

BIBLIOTECAS
- Edital Mais Cultura de Apoio a Bibliotecas: R$ 2,065 milhões
- Modernização da Biblioteca Estadual do RS: R$ 2,362 milhões
- Kits de Modernização de Bibliotecas Municipais: R$ 4,319 milhões
Total: R$ 8,746 milhões

LITERATURA
- Internacionalização: R$ 1 milhão
- Bolsas de Tradução: R$ 256 mil
- Caravana de escritores: R$ 1 milhão
Total: R$ 2,256 milhão
1. O presidente da FBN chegou a anunciar R$ 1 milhão para o programa de tradução, mas foram investidos apenas R$ 256 mil.
2. Não há clareza sobre o que significa o item orçamentário “Internacionalização”
3. O programa de Caravana de Escritores ainda não saiu do papel.
Ou seja, o investimento real em literatura, na verdade, se resumiu a pouco mais de R$ 1 milhão.

LEITURA
- PROLER (Cidadania e Leitura): R$ 2,1 milhões
- Agentes de Leitura: R$ 2,84 milhões
- PROLER (Formação de mediadores): R$ 912 mil
- Pontos de Leitura/Quilombolas: R$ 300 mil
Total: R$ 6,152 milhões

Vale lembrar que:

1. As ações do ProLer foram orçadas em 2010.

2. No programa Agentes de Leitura, havia R$ 5 milhões aprovados pela Comissão Nacional do FNC, mas a direção da FBN retirou R$ 2,16 milhões para o Programa Livro Popular, reduzindo para quase a metade as possibilidades de investimentos no principal programa formador de leitores do país.

3. A FBN coloca na conta cerca de R$ 7 milhões de restos a pagar de 2010 do Mais Cultura do MinC para convênios com os Estados e com as Prefeituras.

O resumo, SENHORA PRESIDENTA, é que para 2011 foram prometidos os seguintes blocos de investimentos, ressaltamos, sem o aval do Colegiado Setorial, e que caracteriza bem a mudança de foco do MinC/FBN nas políticas do livro, leitura e literatura:

- Livros: R$ 44.792.000,00
- Bibliotecas: R$ 8.746.000,00
- Literatura: R$ 2.256.000,00
- Leitura: R$ 6.152.000,00

Em torno de 76% voltados para ações de livros e em torno de 60% desse orçamento para a compra exclusiva de livros. A justificativa para os investimentos em compra de livros pode até ser a de que beneficiarão as bibliotecas, mas uma rápida análise comprova que a necessidade de nossas bibliotecas está muito além da simples renovação de seus acervos, sendo muito maior a necessidade de qualificação e ampliação de seus quadros profissionais (mediadores de leitura), a modernização de seus espaços, a presença de escritores dialogando diretamente com o público e sua transformação em verdadeiros centros culturais e não apenas meros depósitos de livros. Cabe ressaltar ainda que esta compra de livros populares, em boa parte, é feita a partir de estoques não vendidos das editoras (ou seja, edições antigas).

Outro investimento paralisado em 2011 (este não se trata de valores, mas sim de vontade política), definido como prioridade pela no processo da II Conferência Nacional de Cultura e pelo Colegiado Setorial, trata da institucionalização das Políticas:

- Instituto Nacional de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas
- Lei do Plano Nacional de Livro e Leitura
- Fundo Setorial Pró-Leitura

Há ainda os editais não executados em 2011, previstos no Fundo Nacional de Cultura em 2010:
1) Edital Todos pela Leitura - R$ 11 milhões
2) Edital Cidades de Leitores – R$ 3 milhões
3) Edital de Bolsa de Criação, Difusão, Formação e Intercâmbio Literário - R$ 10 milhões
4) Edital de Produção e Circulação de Periódicos Literários - R$ 3 milhões

Todos estes investimentos garantiriam R$ 14 milhões a mais nos programas de formação de leitores e outros R$ 13 milhões na área de literatura. A FBN/MinC subtraiu esses recursos para direcioná-los todos a compra de livros.

Vale lembrar ainda neste item, que em 2010 foram investidos R$ 4 milhões da Funarte nas Bolsas de Criação e Circulação Literária, programas que foram interrompidos em 2011 (ou seja, mais uma redução no investimento em literatura), com a promessa de retornarem em 2012. Este investimento foi interrompido por interferência direta da presidência da FBN, que gestionou para que estas bolsas fossem retiradas da Funarte.

PNLL – Plano Nacional do Livro e da Leitura
O PNLL é nosso documento de referência, não só por consolidar os grandes eixos do corpo das políticas públicas do livro, leitura, literatura e bibliotecas, mas por ser fruto do esforço dialogado entre governo e sociedade civil, e por ter sido, senão o primeiro, um documento de referência nas políticas culturais, inspirador para outros setores da cultura desencadearem o processo de elaboração de seus respectivos Planos.

A sistematização desse rico processo e seu grau de reconhecimento está bem posta no prefácio do José Castilho Marques Neto, ex-secretário Executivo do PNLL, na publicação PNLL Textos e História: 2006-2010, quando afirma que:
“Com o PNLL e seu desdobramento nos Planos Estaduais e Planos Municipais de Livro e Leitura, que já começam a acontecer desde 2009 em muitos cantos do país, o Brasil pode afirmar que está próximo de conquistar uma Política de Estado para a leitura.

O Brasil alcançou com o PNLL um patamar político e conceitual que é imprescindível para se consolidar uma Política de Estado para o setor, isto é, o desejado consenso entre governo e sociedade tanto no diagnóstico do que é preciso fazer quanto nos objetivos a alcançar para se tornar um país de leitores.

A obtenção deste consenso foi o que mais projetou o PNLL para os países ibero-americanos, tornando-o referência para muitos dos planos de leitura que também se desenvolvem nos países irmãos do continente americano e no mundo ibérico.
Os entrelaçamentos conceituais e práticos da ação do Estado com a sociedade e a indissociabilidade entre a cultura e a educação na formação de leitores são pontos referenciais que o PNLL do Brasil possui e foram intensamente debatidos e assimilados como necessidade da política pública de leitura em inúmeros foros internacionais”.

O PNLL está paralisado desde a saída do então secretário-executivo, José Castilho, em abril de 2011, o que torna o quadro das políticas para o livro, leitura e literatura ainda mais desalentador. Somente em dezembro de 2011 foi nomeada a professora Maria Antonieta Cunha, para substituí-lo. Para piorar a situação, dois meses depois Antonieta foi anunciada como nova titular da DLLL, deixando novamente acéfala a direção do PNLL.

Com a demora na nomeação da substituta do Castilho, a insegurança política gerada e o desmantelamento da equipe, o Plano ficou um ano praticamente paralisado. Em 2010 havia cerca de 700 municípios cadastrados. Além de não haver registro confiável da ampliação dos planos municipais em 2011, o DLLL não consegue monitorar o andamento dos Planos municipais e estaduais em curso.
O aspecto mais transparente desta paralisia pode ser resumido em três exemplos: desde abril de 2011 o site do PNLL não é atualizado, desde dezembro de 2010 não é expedido o boletim semanal do Plano e em 2010 foram realizados quatro cursos para gestores de PELLs e PMLLs, enquanto em 2011 somente um até março e outro iniciado em abril.

AGENTES DE LEITURA
Em 2011 foram formados 164 agentes de leitura nos municípios de São Bernardo do Campo (SP), Nilópolis (RJ) e Canoas (RS).
Os dados do MinC informam que até 2010 existiam convênios que garantiam a ação de 3.877 agentes de leitura em todo o país, divididos entre 9 governos estaduais, 16 municipais e três consórcios intermunicipais.
Fundo Pró-Leitura e Sistema Nacional de Bibliotecas
Outra situação grave, que vale ressaltar sempre, é o completo desaparecimento de pauta do Projeto de lei de criação do Fundo Pró-Leitura (projeto que vinha tramitando com pareceres técnicos e jurídicos consolidados dos ministérios da Cultura, Educação, Planejamento, mas sobretudo da Fazenda, que redigiu a forma e estrutura da Contribuição Social).

Esse projeto surgiu a partir da desoneração fiscal em 2004, pelo Governo Lula, do PIS/COFINS/PASEP para editoras, livrarias e distribuidoras. Em contrapartida, estes setores do mercado editorial se comprometeram e assinaram documentos em torno do compromisso de contribuir com 1% do faturamento anual para o Fundo Pró-Leitura. Os impostos que foram reduzidos a alíquota zero pelo Governo Federal impactavam em média 9% do faturamento da cadeia produtiva. Este processo nunca foi concluído, sempre sofreu oposição do setor produtivo e, coincidentemente com a entrada do referido atual presidente da FBN no gerenciamento das políticas, o debate desapareceu.

Por último, neste arrazoado de informações, também ficou esquecido o projeto de fortalecimento ou revitalização do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP). Apesar dos anúncios de investimentos em bibliotecas, o cenário beira o descaso quando se trata de bibliotecas municipais. Basta analisar o Censo Nacional de Bibliotecas Públicas.

Senhora Presidenta,
quando sistematizamos as informações referentes ao exercício de 2011, fica claro quais foram as prioridades desta gestão. Não somos oposição a este governo, muito pelo contrário, trabalhamos muito, vidas inteiras, para ajudar este projeto a ser implementado no País. Por isso é muito triste ver os rumos tomados pelo MinC/FBN em sua gestão.

É grande a ideia do PNLL: construir programas de base para a formação de leitores, valorizando os agentes de leitura e a centralidade da biblioteca; fomentando a nossa produção literária e a formação de educadores-leitores. O avanço seria inestimável se tudo isso continuasse no mesmo rumo, e o setor do livro, leitura e literatura daria uma contribuição imensa para a formação da base da nação que tanto sonhamos e tanto desejamos.

Sem o devido investimento em leitores, literatura e livros, jamais daremos o salto de que somos responsáveis: a proteção, garantia e efetivação do Direito Humano de toda a população brasileira ao seu pleno desenvolvimento cultural, educacional, econômico e social, onde o desenvolvimento das práticas leitoras exerce um papel estruturante.

Antônio Cândido, um dos nossos grandes intelectuais, que tanto reflete sobre a literatura como Direito Humano, afirma que esta é “fator indispensável de humanização” e “confirma o homem (o ser) na sua humanidade”, palavras que dialogam com as de Vargas Llosa, quando afirma que “a cultura, a literatura, as artes, a filosofia, desanimalizam os seres humanos, ampliam extraordinariamente seu horizonte vital, atiçam sua curiosidade, sua sensibilidade, sua fantasia, seus apetites, seus sonhos, e os tornam mais porosos à amizade e ao diálogo”.

Portanto, a prioridade na consolidação da política pública do livro, leitura e literatura, como política de Estado e com foco primordial na formação de leitores, na qualificação/ampliação de seus espaços e profissionais e no fomento à criação literária, é fundamental para a formação de sujeitos atuantes na construção de um modelo de desenvolvimento sustentável, pautado nos princípios da justiça e da igualdade.

Por isso, Senhora Presidenta, é que apelamos para sua atenção ao assunto, já que, como salientamos no início deste documento, todas as tentativas de diálogo da sociedade civil com o Ministério da Cultura resultaram em frustração e desmonte de um trabalho construído ao longo de anos.

Nossas melhores saudações democráticas,

Nilton Bobato, escritor e professor. Representante da Região Sul no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura, e membro titular do Conselho Nacional de Política Cultural/CNPC.
Edgar Borges, escritor e jornalista. Representante da Região Norte no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura.
Ademir Assunção, escritor e jornalista. Representante dos escritores (Cadeia Criativa) no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura
Rogério Barata, pedagogo, formador de professores-leitores, contador de histórias. Representante da Cadeia Mediadora no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura.
Mileide Flores, livreira. Representante da Região Nordeste no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura, e coordenadora do Fórum de Literatura, Livro e Leitura do Ceará.
João Castro, poeta. Representante dos escritores (Cadeia Criativa) no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura e presidente da União dos Escritores da Amazônia.
Izaura Ribeiro Franco, escritora e editora. Representante da Região Centro-Oeste no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura.
Nêmora Rodrigues, bibliotecária. Representante da Cadeia Mediadora no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura, e presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia.
Almir Mota, escritor, editor e produtor cultural. Representante dos escritores (Cadeia Criativa) no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura.
Jasmine Malta, professora mestra da Universidade Federal do Piauí. Membro do Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura – Cadeia Produtiva.
Kelsen Bravos, professor, editor e escritor. Membro do Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura – Cadeia Mediadora.
Benita Prieto, contadora de histórias e produtora cultural. Membro do Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura – Cadeia Mediadora.

Os signatários
O apoio à petição pode ser feito no URL:
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N23373

20 de out. de 2012

Petição pública: biblioteca no metrô

«Incentivo à Leitura e ao Programa Embarque na Leitura das Estações do Metrô»
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N30414

Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que também concordarás.

Assina o abaixo-assinado aqui
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N30414 e divulga-o por teus contatos

18 de out. de 2012

Geração hiperconectada


Fonte: O Globo. Data: 17/10/2012.

No mundo povoado por sete bilhões de pessoas, há seis bilhões de celulares. A conclusão dos especialistas é que a tecnologia chega em lugares em que não há nem água potável. Quanto mais rico um país, mais acesso aos "gadgets". O termo tipicamente "nerd" significa novas geringonças tecnológicas. No Brasil, já existem mais celulares habilitados do que gente: 1,4 por pessoa. Com internet à mão, o país está no topo do ranking de tempo gasto na rede. A fartura de crédito - é possível comprar um computador em 12 suaves prestações - também contribui para o surgimento de uma geração viciada em internet: os hiperconectados.

"A minha mãe não entende: eu não sou viciado em internet", reclama o estudante Lucas Honda, de 15 anos. Morador de Brasília, o adolescente não se conforma com a proibição imposta pela mãe. Foi obrigado a ficar um fim de semana inteiro longe do iPhone. Ele já acorda conectado e ficou em recuperação "só" em duas matérias. Longe do seu xodó, tem de se contentar "apenas" com o iPad e o computador: onde também assiste a filmes e se diverte com os games.

Uso com limites - Offline é um status que só usa quando está na sala de aula. O recreio de Lucas serve para atualizar os 500 amigos do Facebook sobre as novidades das últimas horas e checar o que acontece no universo do Twitter. Pelo celular ainda olha as fotos que os contatos botaram no Instagram e responde as mensagens que recebeu no Whatsapp: o aplicativo da moda que funciona como o "messenger" para telefones. Os torpedos não pesam na conta no fim do mês porque as mensagens são envidas pela internet. E ainda podem ser mandadas para uma lista específica de contatos.

O ritual da atualização se repete ao soar do sinal que encerra o dia na escola. Antes do almoço, as novidades são checadas de novo. À tarde, faz as tarefas enquanto fica "logado" nas redes. "Eu sei me controlar porque sei a hora de fazer as minhas obrigações. Só a minha mãe acha que não sei."

A mãe do adolescente tem razão ao impor limites ao filho, segundo Cristiano Nabuco, professor da Universidade de São Paulo (USP), um dos maiores especialistas do assunto no Brasil.

No seu consultório, vivencia experiências dramáticas e não hesita em responder qual foi o pior caso que enfrentou. Conta que uma mãe desesperada levou um adolescente de 15 anos para se tratar após ter sido notificada pelo condomínio. Foi multada porque seu filho atirava cuecas sujas pela janela para não ter de "pausar" o videogame e ir ao banheiro. Entre os recordes que conseguiu, está jogar 45 horas interruptas. "Quando fui tratar o garoto, ele virou para mim e disse que, se bobeasse, ganhava muito mais dinheiro jogando do que eu", contou Nabuco.

Pela internet, o adolescente vendia caro os pontos que conseguia no videogame. É obeso mórbido, filho de pais separados e a mãe dava pouca atenção ao filho. Ele abandonou o tratamento.

Nabuco explica que os adolescentes, mais até que as crianças, são a principal faixa da população vulnerável ao vício da conexão na rede por não ter cérebro fisiologicamente maduro e perder com facilidade a noção do tempo. Mas ressalta que o mundo hoje, mergulhado em tecnologia, acentua essa situação. Um dos exemplos é que muitos filhos ensinam aos pais os meandros das novas mídias. E esse é um fato que parece natural, mas é a inversão dos princípios da humanidade, diz Nabuco.

Entrar na internet funciona para quem tem o vício como álcool ou droga: traz paz momentânea. Alivia a depressão. Dribla fobias sociais. O professor explica ainda que, por isso, depressivos, tímidos patológicos e bipolares são mais propícios a se tornarem dependentes da rede.

Na escola de Lucas Honda, uma das turmas de primeiro ano recebeu tablets para um projeto-piloto: substituir os livros. Alguns colegas passam madrugadas conectados. Substituíram aquelas antigas e enormes conversas típicas de adolescentes por telefone por teclar. A conta do telefone barateou, mas agora alguns pais começam a gastar com psicólogos. "É muito difícil se desconectar, mas no fim de semana o ideal é não responder e-mail nem trocar mensagens e dar mais atenção aos filhos", conclui o professor da USP.

Analice Gigliotti, psiquiatra e chefe do Setor de Dependências da Santa Casa da Misericórdia do Rio, afirma que este problema está crescendo em todo o mundo, mas tem um potencial maior no Brasil, onde a população tende a ser mais conectada que em outras nações. Para ela, a internet e as novidades tecnológicas, se usadas com cuidado, são até positivas para crianças, por estimular áreas do cérebro normalmente "esquecidas" na infância. Mas quando se tornam um problema?

"Para identificar se a pessoa está com problemas, os sintomas são deixar de fazer algo por causa da internet, reclamação de parentes e amigos, sentir a necessidade de estar conectado ou ansioso esperando o momento de estar on-line. Se isso ocorre, é necessário um tratamento", disse ela, por telefone, de Genebra, na Suíça, onde participa de um seminário sobre este tema.

17 de out. de 2012

Evento: Gestão do conhecimento


Nas organizações contemporâneas? Como podemos transformar o conhecimento em fontes e fluxos de ativos intangíveis e de capital intelectual? O Programa de Pós-Graduação em Administração (doutorado) da Unigranrio promove, com apoio da FAPERJ, o “I Colóquio Brasileiro de Gestão do Conhecimento, Capital Intelectual e Ativos Intangíveis”.

DATA: dias 6 e 7 de novembro, das 9 às 18h, na Bolsa de Valores, Centro do Rio de Janeiro, Brasil.

Dois conferencistas internacionais confirmaram participação através de videoconferências

1) Goran Roos é professor da Warwick Business (Inglaterra), influente pesquisador nas áreas de estratégia, gestão da inovação e política industrial. Atua como professor de Ativos Intangíveis, Gestão e Avaliação de Desempenho.

2) Alexander Serenko, é professor de Administração e Gestão de Sistemas de Informação na Universidade Lakehead, no Canadá, além de especialista em comércio eletrônico é referência em gestão do conhecimento e inovação.

Detalhes no URL: http://migre.me/aXj3f.

Evento: Seminário sobre Informação na Internet


Já estão abertas as inscrições para o 4º Seminário sobre Informação na Internet, 3º GECIC e 10º Workshop Brasileiro de I.C. e Gestão do Conhecimento. Os eventos organizados pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) serão realizados no período de 19/11 a 21/11/2012, no Parlamundi, em Brasília.

Desde 2006, o IBICT vem realizando o Seminário sobre Informação na Internet na presença massiva de representantes do governo, da iniciativa privada e da academia. Temas como a banda larga no Brasil; transparência governamental; gestão da informação pessoal; os jovens e as mídias digitais; a privacidade e as redes sociais; acesso aberto e direitos autorais; o livro eletrônico no Brasil; a etiquetagem social e a folksonomia; e a preservação digital, entre outros, têm merecido destaque no evento.

Além dos representantes brasileiros destaca-se a participação de diversos consultores internacionais que trazem valiosas experiências existentes em outros países e que por meio de um estudo comparativo passam a integrar o modelo brasileiro de informação sobre a internet.

Evento: Congresso de Biblioteconomia 2013


Congresso Brasileiro de Biblioteconomia 2013 (XXV CBBD - 7 a 10/072013 – FLORIANÓPOLIS).

O Congresso tem como Tema central: Bibliotecas, Informação, Usuários –Abordagens de transformação para a Biblioteconomia e Ciência da Informação

As Áreas Temáticas definidas e os Procedimentos para apresentação e avaliação dos trabalhos encontram-se disponíveis a seguir.

1 TEMÁTICAS DO XXV CBBD 2013

Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

Especificidade e aplicabilidade em Bibliotecas e Serviços de informação. Características das tecnologias versus ambientes de informação e seus usuários. Relações profissionais e pessoais em ambiência digital. Políticas, metodologias e aplicativos para gestão e curadoria de acervos bibliográficos, memoriais e institucionais. Aplicações 2.0 e experiências em redes sociais online. Livros e leitura digitais e portabilidade. Competências e tecnologias na era digital. Avaliação da usabilidade de recursos de tecnologias da informação.

Temática II: Transcompetências: diferenciais do usuários e do profissional da informação

Competências na ambiência das Bibliotecas e Serviços de Informação. Formação dos profissionais da informação. Metacompetências e transcompetências em Bibliotecas e Serviços de Informação. Competências de acesso e uso da informação para a construção do conhecimento. Perspectivas e tendências de estudos e pesquisas sobre Competências em informação. Advocacy. Defesa de interesses, engajamento, ativismos e atuação dos profissionais da informação.

Temática III: Bibliotecas, serviços de informação & sustentabilidade

Inovação e sustentabilidade em Bibliotecas e Serviços de Informação. Projetos e alianças estratégicas. Compromisso social e responsabilidade em Bibliotecas e Serviços de Informação. Promoção do desenvolvimento sustentável em Bibliotecas e Serviços de Informação. Requisitos e valores para uma economia sustentável em Bibliotecas e Serviços de Informação. Bibliotecas Verdes. Avaliação de bibliotecas e serviços de informação.

 

Na novela Carrocel alunos vão à biblioteca


Os alunos decidem fazer uma expedição para desvendar o mistério que ronda a casa abandonada. Mas antes, tratam de se preparar bem para a aventura, buscando o máximo de informações para poder explorar o imóvel. Assim, mesmo no fim de semana, os pequenos vão à biblioteca da escola para pesquisar histórias sobre assombrações. Em meio a tantas prateleiras, eles encontram dois livros do século XIX, que falam sobre fantasmas. Para garantir a segurança, os alunos deixam Paulo (Lucas Santos) e Mário (Gustavo Daneluz) de vigia no pátio do colégio. Até que veem Olívia (Noemi Gerbelli) chegar. Eles correm para avisar Firmino (Fernando Benini) que a diretora está no pátio, e o zelador tenta distrair Olívia;

Verbas para projetos em bibliotecas


Com o objetivo de proporcionar a democratização do acesso a acervos literários, a Petrobrás patrocina projetos de resgate, pesquisa, preservação e organização desses acervos (priorizando aqueles em situação de risco) pertencentes a museus, arquivos e bibliotecas brasileiros. A verba total da área de seleção pública é de R$ 4 milhões e o valor máximo por projeto é de R$ 700 mil para projetos realizados entre julho de 2013 e junho de 2015.

Maiores detalhes no URL:

10 de out. de 2012

Editora lança e-book com canções



O Estado de S. Paulo - 10/10/2012 - Por Ubiratan Brasil
O grande diferencial da editora Foz é sua aposta na combinação tecnologia/educação. Trata-se da coleção digital Mestre-Sala, que tem a supervisão da pesquisadora Marisa Lajolo. São títulos baseados em canções clássicas da MPB cuja leitura permite a abertura de links para mapas, fotos, depoimentos, ilustrações. Ou seja, ao mesmo tempo em que desfruta da letra da canção, o leitor/aluno acumula conhecimentos geográficos, históricos, sociológicos. Os primeiros livros chegam no início do próximo ano e serão baseados em “Morena de Angola”, de Chico Buarque, “O Mestre-Sala dos Mares”, de João Bosco e Aldir Blanc, e João e Maria, de Chico e Sivuca. Os próprios autores falarão sobre o processo de criação da obra e sobre o momento em que viviam na época. A confecção de cada livro envolve cerca de 80 pessoas a um custo aproximado de R$ 100mil.

Viva Ziraldo!



Fonte: O Globo. Data: 08/10/2012.
Autor: Ancelmo Gois.
Ziraldo será o homenageado da Bienal do Livro de 2013, no Rio. A 16ª edição do evento, conforme Ancelmo Gois, terá uma área de 400 m² decorada com temas inspirados na obra do mestre do traço. No espaço, que deve receber mais de 170 mil crianças, serão realizadas atividades lúdicas que estimulem o hábito da leitura.

Repositório Institucional da Universidade de Brasília

O Repositório Institucional da Universidade de Brasília, mantido pela
BCE e alimentado com a produção científica da UnB, foi citado como o
segundo melhor repositório brasileiro, no último ranking mundial de
repositórios, publicado em julho de 2012. O Repositório Institucional
da UnB encontra-se na 92º posição no ranking mundial, no total de
1.520 repositórios avaliados. Somos o 4º repositório na América Latina
e o 2º no Brasil.

O "Web Ranking de Repositórios do Mundo" é uma iniciativa do
Laboratório Cybermetrics, grupo de pesquisa pertencente ao Conselho
Superior de Investigacões Científicas (CSIC), maior organismo público
de investigação da Espanha. O Ranking de Repositórios é publicado
desde 2008, em duas edições anuais, geralmente no final de janeiro e
de julho. Para serem avaliados, os repositórios devem ter domínio ou
subdomínio web próprio e abrigar produção científica revisada por
pares.

Um repositório institucional é um repositório interoperável que
consiste de um conjunto de serviços oferecidos para gestão e
disseminação da produção científica e acadêmica de uma instituição de
pesquisa. Todos os seus conteúdos estão disponíveis publicamente e,
por estarem amplamente acessíveis, proporcionam maior visibilidade e
aumentam o impacto da produção científica da instituição.

Mais informações:
Sobre o ranking: http://repositories.webometrics.info/en
Sobre o Repositório Institucional da UnB: http://repositorio.bce.unb.br/

Eu quero a minha biblioteca

Campanha pela efetividade da Lei 12.244/10. Em março de 2010, a sanção da Lei 12.244/10 garantiu um direito inalienável: até 2020 todas as instituições de ensino do país, públicas e privadas, deverão ter biblioteca. Sua efetividade, portanto, tem de ser tratada como prioridade nacional.

Link:
http://www.euquerominhabiblioteca.org.br/



Suelen Garcia Soares

Contatos: (61) 9168-6815 ; (61) 3359-1543

4 de out. de 2012

Novo número: Datagramazero


Acaba de ser publicado o número de outubro de 2012 da revista Datagramazero. Abaixo o sumário:

  • A gestão do conhecimento, o capital intelectual e os ativos intangíveis no eterno presente das conexões imediatas. Aldo de Albuquerque Barreto.  Resumo: A consciência traduz e define a apropriação do conhecimento quando - recorda, presta atenção e espera - esta intermediação acontece em um momento do presente. É um estado de vivência provisória e ocorre quando acontece a passagem da informação para conhecimento. Assim a cognição dos conteúdos se processa em um tempo do presente cada vez mais alongado pela velocidade dos acessos e a sensibilidade das conexões imediatas, em um processo que se inicia no tempo cronológico da agregação de estoque de conteúdos de informação.
  • Memória e esquecimento para além dos suportes materiais de registro da informação: a cibercultura no ciberespaço. Adriana Buarque de Holanda e Fábio Mascarenhas e Silva.  Resumo: Investiga as abordagens teórico-conceituais da temática do esquecimento a partir do conceito de memória identificado em publicações da área da Ciência da Informação. Fundamenta-se no uso social da informação, compreendendo o ciberespaço como um ambiente no qual se desenvolve uma nova relação entre a memória e o esquecimento na perspectiva da cibercultura.
  • Sendas entre o visível e o invisível: a biblioteca como “lugar de memória” e de preservação do patrimônio. Fabrício José Nascimento da Silveira.  Resumo: Este artigo apresenta algumas considerações acerca das interrelações que se instauram, quer no plano teórico, quer no domínio histórico-cultural, entre as bibliotecas e o universo da memória e do patrimônio.
  • Os signos ideológicos no discurso da Organização Mundial do Comércio. Rodrigo Moreno Marques e Marta Macedo Kerr Pinheiro e Filipe Oliveira Raslan.  Resumo: O problema que resume o objeto da investigação coloca-se pelas seguintes indagações: Como se materializa a identidade informacional difundida pela Organização Mundial do Comércio através da informação disponibilizada em seu website? É possível apreender, desse cenário semiótico, o sentido que essa instituição pretende provocar a partir da organização desta informação e dos signos que ela traz?
  • Acesso ao bem cultural via estudos de informação: reflexões teóricas. Maria de Fátima Gonçalves Moreira Tálamo e Giovana Deliberali Maimone.  Resumo: Apresenta a Sociedade do Conhecimento tendo como ponto de partida a intensificação dos fluxos informacionais, que integram atividades de coleta, armazenamento, troca e uso da informação. São consideradas as alterações dos lugares e das relações que se estabelecem entre emissor e receptor como ponto essencial das relações comunicativas.
  • O Imperativo mimético: a filosofia da informação e o caminho da quinta imitação. Gustavo Silva Saldanha.  Resumo: O texto desenvolve uma análise filosófica do conceito de mimese inserido na filosofia da organização dos saberes como uma unidade fundamental para o pensamento histórico da Ciência da Informação.
  • A leitura segundo Wolgang Iser . Clarice Fortkamp Caldin.  Resumo: Apresenta o pensamento iseriano acerca da leitura. Mostra a vinculação de Iser com a corrente da estética da recepção e com a fenomenologia husserliana. Como um dos expoentes da estética da recepção, Iser prioriza os aspectos estéticos do texto literário e se preocupa com o efeito da obra ficcional sobre o leitor.
  • Zaltman Metaphor Elicitation Technique: estudo bibliométrico. Juliana Augusto Clementi,Gertrudes Aparecida Dandolini,João Artur de Souza.  Resumo: A explosão informacional implica numa reavaliação dos mecanismos cognitivos do homem. As ricas cognições geradas mal podem ser identificadas ou descritas por meio de palavras. Zaltman Metaphor Elicitation Technique é uma técnica utilizada pelo marketing para investigar o comportamento do consumidor.


O texto completo dos artigos está disponível nos URLs:


Eventos em Brasília, novembro 2012


A Sociedade da Informação inaugura uma nova era, marcada pela confluência da globalização com as tecnologias de informação e da comunicação-TICs. As profundas e rápidas transformações daí decorrentes atingem todos os setores e áreas e chegam ao cotidiano dos cidadãos, conectando tudo e todos. Esta “sociedade em rede”, como denomina o sociólogo Castells (1999), talvez seja a mais forte mudança cultural contemporânea, porque afeta “espaço e tempo, que são dimensões materiais fundamentais da vida humana” e “estão entrelaçados na natureza e na sociedade”. Nesse panorama transformador e transformado, informação e o conhecimento tornam-se protagonistas.

Nesse contexto, o setor produtivo enfrenta diretamente esses novos cenários e tendências internacionais e depende, diretamente, do monitoramento de informações internas e externas das empresas, para alcançar competitividade no mercado e atender às demandas por inovações nos seus produtos e serviços.

Os novos processos, estratégias e ferramentas gerenciais e tecnológicas para monitoramento de informações internas e externas das empresas, são objetos de estudo da Inteligência Competitiva e da Gestão do Conhecimento.

Os GECICs, iniciados em 1997, no Rio de Janeiro, e estendidos a outras capitais, tiveram como decorrência direta os Workshops Brasileiros de Inteligência Competitiva e Gestão do Conhecimento, que começaram em 1999, também no Rio de Janeiro, posteriormente oferecidos em outras capitais como Curitiba, São Paulo, Distrito Federal e Belém, onde foi realizado o 9º, em 2008.

O objetivo dos Workshops de I.C. e G.C é acompanhar a evolução do panorama nacional da área, no que diz respeito à aplicação de modelos de gestão de inteligência competitiva e à formação de recursos humanos nas empresas, de modo a contribuir para torná-las mais competitivas no mercado global e para seu crescimento sustentável.

 

3 de out. de 2012

UFBA terá biblioteca sobre o Brasil Colônia


Fonte: Tribuna da Bahia. Data: 2/10/2012.

URL: www.tribunadabahia.com.br/2012/10/02/ufba-tera-mais-completa-biblioteca-sobre-brasil-colonia

Nesta terça-feira (2/10), foi inaugurado o Núcleo de Estudos Coloniais Kátia Mattoso e John Russel-Wood, localizado na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia.

O Núcleo foi criado a partir das doações das bibliotecas dos professores Kátia Mattoso e John Russel-Wood, resultando na mais completa biblioteca sobre a história do Brasil Colônia.

Além de terem sido importantes estudiosos do tema, ambos dedicaram suas vidas a colecionar um precioso acervo bibliográfico, agora à disposição dos pesquisadores.

Hannellore Russel-Hood, viúva de Anthony John Russel-Wood, também ofereceu à UFBA uma doação no valor de US$20.000,00 (vinte mil dólares), que será destinada a apoiar pesquisas em Estudos Coloniais.

Nesta terça (2), também será lançado o Edital PROPCI/UFBA 07-2012 Anthony John R. Russel-Wood.

Os aprovados serão contemplados com uma bolsa de estudos, um computador e uma quantia de R$1.000,00, que será usada pelo orientador para a compra de livros necessários à pesquisa.

Depois de utilizados, os livros serão incorporados à biblioteca.

Telejornais na Biblioteca Nacional


Autor: Antonio Brasil.

Fonte: Observatório da Imprensa. Data: 2/10/2012.

URL: http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed714_telejornais_na_biblioteca_nacional

Esta semana, duas matérias sobre arquivos jornalísticos, internet e bibliotecas me chamara a atenção. Gostaria de fazer uma conexão entre enfoques totalmente diversos para a solução do mesmo problema: preservação e acesso a documentos históricos.

A primeira matéria, “Site reúne todas as notícias de TV desde 2009”, descreve, neste Observatório,proposta inovadora de um norte-americano, Brewster Kahle. Ele utiliza a internet para preservar informações e dados importantes disponíveis na rede ameaçados de desaparecer no futuro:

“Inspirado numa referência da Antiguidade, a Biblioteca de Alexandria, Brewster Kahle tem uma visão majestosa do gigante agregador e digitalizador de informações Internet Archive que fundou e dirige... Queremos coletar todos os livros, músicas e vídeos que tenham sido produzidos por humanos ao longo do tempo”.

Em relação ao telejornalismo, o projeto tem uma proposta ainda mais ousada, que pode mudar de forma radical a maneira como assistimos e pesquisamos os noticiários de TV:

“...a coleção online do arquivo irá incluir todos os trechos de notícias produzidos nos últimos três anos por 20 canais diferentes dos EUA, abrangendo mais de mil noticiários que resultaram em mais de 350 mil programas distintos de informação... O Internet Archive vem gravando lentamente material de informação desses veículos, o que significa coletar não apenas todas as edições de 60 Minutes na CBS, mas também cada minuto, todos os dias, da CNN”.

No entanto, a questão mais importante e relevante desta matéria, para nós brasileiros, é a forma de financiamento da proposta:

“O projeto para noticiários de TV, como seus outros projetos para o arquivo, é basicamente financiado por bolsas, embora inicialmente Kahle tenha posto seu próprio dinheiro”.

Seu próprio dinheiro? Somente este trecho já seria considerado inusitado e surpreendente para todos nós. Por aqui, sempre aguardamos e exigimos verbas do governo para tudo, inclusive para a implantação de ideias inovadoras ou restauração de prédios históricos.

Mas Kahle faz questão de acrescentar que seu projeto também conta com apoio de verbas públicas:

“...bolsas dos Arquivos Nacionais, da Biblioteca do Congresso e de outras agências governamentais que respondem pela maior parte do projeto... o orçamento anual do projeto que gira em torno de US$ 12 milhões (cerca de R$ 24 milhões) e emprega 150 pessoas”.

Como? Somente R$ 24 milhões e 150 pessoas para garantir a preservação e o acesso público e gratuito aos telejornais norte-americano utilizando a internet? No mínimo, intrigante.

Por último, Kahle revela a proposta final e muito ambiciosa do projeto:

“Por maior que seja esta coleta de informações jornalísticas é apenas o começo. O plano é voltar, ano a ano, e lentamente adicionar vídeos de notícias até o início da televisão”.

Hemeroteca

Agora, vamos citar a outra matéria publicada em O Globo,sobre a Biblioteca Nacional: “Marta anuncia R$ 70 milhões para Biblioteca Nacional”:

“Em sua primeira visita oficial ao Rio como ministra da Cultura, Marta Suplicy anunciou um pacote de R$ 70 milhões para a Biblioteca Nacional. A verba será usada para obras de engenharia e restauração no prédio sede, no Centro, e no anexo, na Zona Portuária, onde será implantada a futura Hemeroteca Brasileira”.

Até aqui, tudo bem. Caso você tenha dúvidas sobre o que seja uma hemeroteca, explicamos com auxílio do Dicionário Michaelis. Trata-se de “lugar onde se arquivam jornais e outras publicações periódicas”.

Talvez os “telejornais brasileiros” sejam finalmente considerados “jornais” ou “publicações periódicas” pela Biblioteca Nacional. Talvez a futura Hemeroteca da Biblioteca Nacional possa preservar os nossos telejornais.

Mais adiante, o texto do Globo parece indicar que a prioridade, no entanto, será a “preservação do prédio histórico da Biblioteca Nacional”:

“Desde os anos 1980, a Biblioteca não recebia uma grande reforma. Em 60 dias, está previsto o início do restauro do telhado, das claraboias e dos vitrais, além da troca dos elevadores dos armazéns da sede e da primeira etapa da reforma do anexo.Na semana que vem, haverá edital para recondicionamento dos banheiros, manutenção da sede, entre outras obras, e para o projeto da Hemeroteca.”

Perceberam a conexão?

Só depois de “recondicionamento dos banheiros, manutenção da sede, entre outras obras” é que a nova administração pensará no futuro digital da Biblioteca Nacional. Ou seja, na instalação da tal hemeroteca – “lugar onde se arquivam jornais e outras publicações periódicas”.

Em verdade, só o futuro vai garantir os projetos da BN e a permanência da ministra no governo. Se sobrarem verbas, e dependendo de delicadas negociações com os donos das emissoras brasileiras, talvez, um dia, lembrem-se dos telejornais.

Nada contra gastar milhões na preservação de um belo prédio centenário e histórico. Afinal, a última reforma foi realizada em 1980, segundo O Globo. No mundo ideal, deveríamos ter recursos para preservação das nossas “pirâmides” e para investir na multiplicação dos acervos. Mas a questão principal é decidir pelas “prioridades”.

Mas a proposta do presente artigo não é tratar de construção ou reformas de prédios públicos. É, sim, discutir uma questão importante e relevante: em pleno século 21, para que serve uma Biblioteca Nacional? Como utilizar as novas tecnologias para preservar e garantir acesso a documentos históricos fundamentais, como os noticiários de TV?

Gostaria, então, de discutir duas propostas diversas para investir dinheiro público. De um lado, temos a opção pelo investimento em “pirâmides”: grandes obras que se tornam patrimônio público e garantem dividendos políticos para os nossos gestores, os “faraós modernos”. Afinal, no passado utilizamos grandes somas de recursos públicos para a construção de novíssima capital federal, em Brasília, da gigantesca “Cidade da Música”, no Rio de Janeiro, e hoje investimos milhões em estádios de futebol em todo o Brasil. São as nossas “pirâmides” modernas. Nada contra. Todas essas obras ou reformas podem ser facilmente justificadas. A questão é decidir as prioridades.

De outro lado, temos a opção de investir na consolidação de ideias ou inovações. Colocar dinheiro público em acervos digitais na internet que preservem a nossa história do futuro, por exemplo.

Investir recursos públicos em obras faraônicas é melhor e mais justificável do que investir em ideias inovadoras? Vocês decidem.

Mentiras

Há muitos anos tenho me dedicado a lutar pelo livre acesso aos arquivos de telejornais brasileiros. Tem sido um luta solitária e inglória. Pelo jeito, poucos demonstram interesse para enfrentar as resistências das emissoras de TV brasileiras que guardam esses documentos históricos.

Ao contrário do acesso livre a documentos históricos – como jornais impressos preservados em nossas bibliotecas públicas –, caso você queira consultar os noticiários brasileiros do passado é necessário enfrentar uma verdadeira via crucis deentraves burocráticos e dificuldades técnicas. As decisões sobre o acesso aos telejornais são tomadas por poucos, com critérios indefinidos e nebulosos. É preciso ter muita persistência. O acesso é concretizado somente após longas averiguações, que incluem os propósitos das pesquisas.

Seria o equivalente a justificar o empréstimo de um livro em uma biblioteca qualquer.

Tente fazer, por exemplo, uma pesquisa sobre a participação ou omissão de determinada rede de televisão durante os primórdios da maior mobilização popular da história recente do país, o movimento pelas Diretas Já e veja os resultados.

O jornalista Mario Sergio Conti tentou. Em outubro de 2003, durante um embate público com o jornalista Ali Kamel, diretor de jornalismo da Rede Globo, ele relatou as dificuldades para ter acesso ao acervo da emissora:

“Você acusa todos que criticaram a cobertura do Jornal Nacional daquele comício de não terem feito a pesquisa necessária: ‘Bastava uma visita ao Centro de Documentação da TV Globo, onde todas as reportagens estão arquivadas, para que acusações tão graves simplesmente não existissem’. Perfeito. Mas eu fui, diversas vezes, ao Centro de Documentação da Globo quando fiz a pesquisa para Notícias do Planalto. E pedi a fita do JN de 24 de janeiro de 1984. As fitas daquele ano, explicaram-me, foram gravadas no sistema X, e estavam em processo de transcodificação para o sistema Y. Pedi para ver aquele telejornal específico lá mesmo, numa máquina qualquer, da maneira que fosse. Não dava, foi a resposta. Ao longo de quase dois anos de trabalho no livro, de vez em quando telefonava para o Centro de Documentação e perguntava se dava para ver o raio do JN do comício das diretas na Praça da Sé. Nunca deu.”

Perceberam a importância dos arquivos de telejornais para que outros pesquisadores possam escrever ou reescrever a história recente de nosso país?

Mario Conti não teria qualquer problema para suas pesquisas sobre questão tão importante e relevante caso a Biblioteca Nacional se preocupasse com a preservação de seu prédio histórico e centenário, mas também dedicasse recursos para a preservação e difusão dos telejornais brasileiros do presente e do passado.

O caminho indicado pelo projeto Internet Archive,com a utilização das novas tecnologias, podem ajudar a resolver o problema de acesso aos nossos telejornais. Afinal, como costumo advertir, “o acesso livre à nossa memória televisiva é questão fundamental e estratégica para a preservação da história e da democracia no Brasil. Neles, talvez jamais encontremos a ‘verdade’, mas certamente evitaremos a divulgação de mentiras”.

***

[Antonio Brasil é jornalista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina]

São Luis: atendimento suspenso na biblioteca pública


Fonte: Portal G1. Data: 02/10/2012.

A Biblioteca Pública Benedito Leite teve o atendimento ao público suspenso temporariamente nesta terça-feira (2). A paralisação tem como finalidade a transferência dos livros e periódicos (jornais e revistas), arquivados durante a reforma em um prédio na Rua do Egito, para o antigo prédio da biblioteca pública. O local passou por reformas recentemente e tem entrega prevista para este mês.

Semana do Livro Infantil em Manaus




Fonte: Portal G1. Data: 03/10/2012.

Teve início na manhã desta terça-feira (2) em Manaus a abertura da Semana do Livro Infantil com a presença de professores, pedagogos, diretores, alunos e representantes das Divisões Regionais Educacionais (DREs) da Secretaria Municipal de Educação (SEMED). Segundo o órgão, a programação deverá se estender pelas 493 escolas municipais de todas as zonas da cidade e envolver os 240 mil alunos da rede de ensino, com atividades que irão contar com a presença de escritores amazonenses, obras de contos, sarau literário, exposições de livros infantis, e outras atividades.

2 de out. de 2012

Fontes de informação sobre privacidade



O Privacy Resources and Sites é uma boa fonte de informação que provê acesso às tecnologias e fontes de informação relacionadas com a privacidade na internet.