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23 de nov. de 2016

A nomeação do bibliotecário, Cristian Santos, foi publicada na última sexta-feira (18) no Diário Oficial da União

Bibliotecário da Câmara dos Deputados, Cristian José Oliveira Santos, foi nomeado como o novo diretor do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. A nomeação do bibliotecário foi publicada no Diário Oficial da União do dia 18 de novembro, sexta-feira. Lembrando que o Departamento estava sem comando desde o início do mandato do agora ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero.
Santos é o primeiro bibliotecário responsável pela pasta desde a sua criação. “Todas as atividades desenvolvidas pelo Departamento têm por fim democratizar o acesso ao livro e à biblioteca no país, fomentando práticas de leitura, em particular da literatura. A última edição do Retratos da Leitura do Brasil comprova que avançamos, ainda que timidamente”, avalia o novo diretor. Segundo ele, no DLLLB é necessário fortalecer o que já foi implementado e estabelecer novas frentes de atuação. “Nesse contexto de desafio (recursos escassos e projetos audaciosos), o trabalho em rede, envolvendo instituições públicas e privadas, é uma das melhores estratégias destinadas a aumentar a capilaridade das ações em prol dos brasileiros”, planeja.
O Diretor Cristian Santos é redator da Coluna Arenas na CRB-1 em Revista, exerceu cargo de conselheiro do Conselho Regional de Biblioteconomia da Primeira Região; e possui doutorado em Literatura e Práticas Sociais, mestrado em Ciência da Informação e graduação em Biblioteconomia, Letras (Língua e Literatura Francesas), Filosofia e Tradução, além destes títulos foi, também, agraciado com o Prêmio Casa de las Américas em 2016.
O DLLLB foi criado em 2008, e é responsável pela formulação, implementação, monitoramento e avaliação da política do MinC no campo do livro e da leitura. Em 2011, deixou de ser diretamente subordinada ao MinC e passou a reportar à Fundação Biblioteca Nacional. Em 2014, voltou a pertencer à estrutura organizacional do MinC onde ganhou mais importância e passou a incorporar na sua estrutura o Sistema Nacional de Bibliotecas (SNBP); o Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler); e a Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles – BDB, além das Coordenações-Gerais de Leitura e de Literatura e Economia do Livro.

Fonte: CRB-1. Data: 22/11/2016.

19 de set. de 2016

Ações do Ministério da Cultura

Autoria: Cleide Soares.
Fonte: Facebook. Data:
Excelente iniciativa do novo Ministério da Cultura que escolheu nomear servidores efetivos, técnicos qualificados, para assumir o comando de nossa área de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas. Precisamos muito de uma gestão qualificada, com compromisso público, responsável, para dar conta da encrenca que deixaram nosso setor.
Virginia Bravo - bibliotecária, para Coordenação Geral do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.
Martha Mouterde - especialista em Literatura - como Coordenadora Geral de Leitura, Literatura e Economia do Livro.

Destaca-se, como ponto super negativo, a nomeação de Gregório Borges Machado, embora efetivo, não tem a devida qualificação técnica para o cargo de Coordenador da Biblioteca Demonstrativa de Brasília. Ele não é bibliotecário. Não podemos ter uma biblioteca modelo, que está fechada, sob a coordenação de profissional de outra área.

22 de ago. de 2016

MinC confirma que DLLLB 'mudou de gênero' e anuncia nova estrutura

Fonte: Publish News. Data: 19/08/2016.
Autoria: Leonardo Neto.
Ex-Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas agora é Departamento do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas
Na edição do PublishNews de ontem, a coluna de Volnei Canônica ganhou destaque ao denunciar o rebaixamento da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB), do Ministério da Cultura (MinC), a Departamento do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas. No início da tarde, o MinC enviou ao PublishNews uma nota confirmando a nova nomenclatura e explicando a sua reestruturação. A justificativa, segundo explica a nota, é padronizar o nome já utilizados por outros ministérios.
“Queremos um Ministério da Cultura que ofereça entregas concretas à sociedade. A nova estrutura busca resgatar a credibilidade do Ministério da Cultura e a dimensão simbólica da Cultura no coração dos brasileiros”, comentou o ministro da Cultura, Marcelo Calero na nota.
Também adiantado por Canônica, o (agora é departamento, portanto no gênero masculino) DLLLB muda de alçada. Se antes era subordinado à Secretaria Executiva, ele agora passa a responder à Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC), comandada por Renata Bittencourt, que tem passagem pelo Itaú Cultural e é ex-coordenadora da Unidade de Formação Cultural da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. O MinC argumenta que a mudança “fortalece a área do livro e leitura, que terá maior integração e alcance”. A nota não faz referência ao novo titular do DLLLB.
O Vale-Cultura, que impactou positivamente a indústria do livro desde a sua implantação em 2014, também muda de mãos. Passa a responder para o Departamento de Mecanismos de Fomento, ligado à Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (SEFIC), que está sob o comando do administrador José Paulo Martins.
A nova estrutura do MinC será composta por outras cinco secretarias, entre elas as novas secretarias da Economia da Cultura (SEC), que mapeará a cadeia produtiva da Cultura e será comandada por Claudio Lins Vasconcelos (ex-Fundação Roberto Marinho) e a de Infraestrutura Cultural (Seinfra), cuja função será a de buscar parcerias com prefeituras e governos estaduais para apoiarem melhorias e modernização em equipamentos públicos como bibliotecas, teatros e centros culturais. Para capitanear essa área foi designada Orvalina Ornelas de Nascimento Silva, servidora de carreira do Ministério da Educação.
Outra novidade é nova nomenclatura da Secretaria de Articulação Institucional, que passa a se chamar Secretaria de Articulação e Desenvolvimento Institucional (Sadi), tendo à frente o diplomata de carreira Bruno Santos. Com a Sadi, o Plano Nacional de Cultura e o Sistema Nacional de Cultura passam a ser geridos pela mesma Secretaria. À Secretaria estará subordinado o Departamento de Promoção Internacional, com foco nos temas relacionados à divulgação da cultura brasileira, incluindo aqui a da literatura, no exterior.
A Secretaria Executiva, onde Canônica teve uma breve passagem no início do mandato de Calero, está sob o comando de Mariana Ribas. Essa secretaria contará com duas subsecretarias: a de Gestão Estratégica (SGE), responsável pela gestão de pessoas, tecnologia de comunicações e informação e planejamento estratégico do Ministério; e a Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração (SPOA), que segue com as atribuições de gestão interna, financeira e orçamentária.

Completa a estrutura do “Novo MinC” a Secretaria do Audiovisual (SAV), sob o comando do produtor Alfredo Bertini.

18 de dez. de 2015

Ministério da Cultura apresenta programação para 2016

No segundo painel do I Encontro Internacional de Políticas Públicas – Território Leitor, a Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura (DLLLB/MinC) apresentou suas ações em curso aos agentes políticos, escritores e gestores de planos de livro e leitura presentes.O diretor da DLLLB, Volnei Canônica, reforçou o anúncio feito pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, na abertura do encontro, de uma grande campanha de mobilização e valorização da leitura, que será realizada em 2016. "Isso é uma tarefa que deve ser coletiva e compartilhada, entre poder público e sociedade civil. Não dá para fazer uma campanha só pela grande mídia. Queremos dar visibilidade a todas as ações que estão sendo feitas, mobilizar a população para a leitura, para frequentar bibliotecas, para reivindicar bibliotecas", destacou.
Outro destaque foi a apresentação do novo mapa de cadastro nacional das bibliotecas do Brasil, que estará no ar no endereço www.bibliotecas.cultura.gov.br. O projeto já tem 6102 bibliotecas públicas e aproximadamente 800 bibliotecas comunitárias pré-cadastradas. De acordo com o coordenador-geral de Monitoramento de Informações Culturais do MinC, Leonardo Germani, cabe agora aos gestores dessas instituições e de outras bibliotecas que queiram constar no cadastro atualizarem e manterem atualizadas suas informações, que poderão ser acessadas por todos."É possível colocar fotos, vídeos, contatos, links para suas redes sociais, a programação e outras informações num layout agradável, o que deixa o cadastro com cara de um site da biblioteca", explicou Germani, enfatizando que o principal objetivo da plataforma é ser um cadastro vivo com informações atualizadas dia a dia por quem cuida do equipamento cultural.
Bibliotecas
Entre as outras ações da DLLLB voltadas às bibliotecas está a retomada da parceria com o Ministério das Comunicações para transformar, até 2016, 261 bibliotecas em pontos de acesso à internet nos municípios. Já o projeto Acessibilidade realiza um trabalho com 10 bibliotecas públicas para qualificar seus acervos, capacitar profissionais e ampliar o uso de tecnologia para atender pessoas com todos os tipos de deficiência, além de socializar esse conhecimento para qualquer instituição que tenha interesse.
Por meio de edital, serão destinados R$ 4,2 milhões para 17 projetos de instalação e modernização de bibliotecas. O projeto Mais Bibliotecas, por sua vez, destina R$ 500 mil para auxiliar 112 municípios sem bibliotecas a superarem esse problema. Ainda estão em desenvolvimento um software livre para gerenciamento de acervos; um banco de dados de boas práticas; a criação de cinco bibliotecas bilíngues em regiões de fronteira; a reabertura da Biblioteca Demonstrativa de Brasília; e os esforços junto ao Ministério da Educação para aumentar número de universidades que oferecem curso de biblioteconomia e revisar a grade curricular.
Parceria com a Fundação Bill & Melinda Gates
A coordenadora geral do Sistema Nacional de Bilbiotecas Públicas, Veridiana Negrini, também detalhou os três projetos que continuarão a ser tocados com a renovação da parceria entre o MinC e a Fundação Bill & Melinda Gates, assinada durante a abertura do encontro. O primeiro é executado pelo Instituto de Políticas Relacionais (IPR) em bibliotecas públicas de Arapiraca (AL), Belém (PA) e São Paulo (SP) e se propõe a aumentar o engajamento delas com a comunidade e o uso de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) pelos seus funcionários para melhor atender as necessidades dos usuários. O segundo trabalha na modernização tecnológica de 50 bibliotecas e é tocado pelo Comitê para a Democratização da Informática (CDI). O terceiro é administrado pela Caravan Studios, ocorre em bibliotecas de Porto Alegre (RS) e Belo Horizonte (MG) e visa desenvolver aplicativos dessas bibliotecas a partir de pesquisas junto aos seus usuários.Incentivo à leitura.
De acordo com o coordenador geral de Leitura da DLLLB, Fernando Braga, uma das prioridades de sua gestão é apoiar as ações desenvolvidas pelos comitês locais do Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler) e fomentar a criação de novos. "O objetivo é ter 200 comitês em 2016, 500 em 2017 e 800 em 2018", informou. Braga também anunciou que o resultado do edital Todos por um Brasil de Leitores será divulgado, premiando 28 bibliotecas comunitárias e pontos de leitura e 52 espaços não formais de leitura, destinado R$ 30 mil para cada, um total de R$ 2,4 milhões.
Outras prioridades, segundo Braga, são o apoio a blogs de leitura promovidos por jovens e à produção de histórias em quadrinhos e a realização do Prêmio Viva Leitura.

Fonte: Ministério da Cultura

23 de fev. de 2013

FEBAB envia carta à Ministra da Cultura


“São Paulo, 15 de dezembro de 2012.

Senhora Ministra da Cultura,

A FEBAB – Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições é uma entidade que trabalha há mais de 50 anos na defesa das bibliotecas públicas e na valorização dos profissionais. Assim, participou ativamente na construção do Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) por acreditar que esse instrumento é extremamente necessário para que tenhamos de fato uma política de Estado e não de Governo, que fique suscetível a mudanças e desejos particulares e/ou corporativos.

Infelizmente o que temos percebido nesta trajetória, passados quase 10 anos de construção do Plano, é que as bibliotecas públicas continuam sendo o elo mais fraco dos 4 eixos que compõem ou compunham o PNLL. Isso pode ser observado pelo montante destinado aos projetos de modernização em contraposição aos editais que beneficiam os outros eixos do PNLL, em especial à cadeia produtiva do livro.

É preciso definitivamente dotar as bibliotecas da infraestrutura necessária para que tenhamos espaços vivos, pulsantes e totalmente integrados com a comunidade, espaço de reunião das diversas mídias e das expressões artísticas, espaços de cultura. E isso garantido a todos os cidadãos.

Do montante de recursos anunciado no valor de R$ 373 milhões de reais, apenas R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) foram destinados para atender 10 projetos estaduais para beneficiar, no mínimo, 10 bibliotecas. Isso significa apenas R$ 20.000,00 (vinte mil reais) para cada biblioteca. Nos anos anteriores os “kits” de modernização estavam orçados em cerca de R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil) incluindo logística. Não entendemos o motivo da redução de valores se é sabido que as bibliotecas precisam ser modernizadas para se tornarem espaços atraentes e aconchegantes que permitam estimular a leitura. Além disso, há recursos disponíveis para outros programas da FBN.

Enfatizamos que as bibliotecas não são depósitos de livros, portanto somos contrários a projetos como o Programa Livro Popular, que não atende as necessidades das bibliotecas, pois os títulos disponíveis são aqueles oriundos dos estoques dos editores. É importante destacar que possuímos no Brasil profissionais capazes de selecionar os materiais necessários para o desenvolvimento das coleções, sobretudo para escolher os acervos que contenham literatura regional. Entendemos ser muito mais efetivo e eficaz o repasse dos recursos aos Estados para a aquisição dos materiais necessários, que não são apenas livros. Uma biblioteca viva também se faz pela diversidade de suas coleções, tanto no que diz respeito aos assuntos quanto aos formatos e suportes de informação.

Ainda relembrando, o mercado livreiro teve redução na sua carga tributária com o compromisso de criação de um fundo “Fundo Pró-Leitura”. Gostaríamos de ter informações sobre quais foram os passos tomados até o momento pelo MINC para a instituição desse fundo. É importante ressaltar que esse fundo seria destinado a modernização das bibliotecas e para projetos de mediação de leitura.

Destaque-se ainda que, para que o Brasil tenha um sistema forte de acesso à informação e à leitura como os existentes no Chile e Colômbia, por exemplo, precisamos dispor de recursos continuamente, caso contrário, as bibliotecas que tiveram alguma melhoria, não conseguirão manter seus serviços com o mesmo nível de excelência.

Cara Ministra, não entendemos porque um Governo de continuidade não põe em prática o que foi pactuado, discutido, publicado, referendado, um documento construído a partir de muito diálogo e trabalho. Esse documento é ignorado pelo Presidente da Fundação Biblioteca Nacional. De nada adianta constituir cargos se a essência do PNLL foi perdida, descartada. Portanto, não poderíamos nos calar perante essa situação de desrespeito ao trabalho de um grupo muito grande de pessoas.

Enfatizamos nosso pedido de audiência com a senhora para explicitarmos nossas ideias, lembrando que queremos e estamos trabalhando pela construção de um sistema de informação forte para todos os brasileiros.

Esperamos que a senhora possa analisar essa situação e aproveitamos para apresentar nossos protestos de consideração e estima.

Sigrid Karin Weiss Dutra

Presidente da FEBAB”

24 de abr. de 2012

Verba para livros e bibliotecas

 Ministério da Cultura investe R$ 373 milhões no PNLL para aumentar índices de leitura
Fonte: Biblioteca Nacional. Data: 23/04/2012.
URL: http://emkt.entrelinhasnaweb.net/emkt/tracer/?1,820161,25fc443f,e459
A Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, anunciou nesta segunda-feira (23/04), Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor, investimentos de R$ 373 milhões do Ministério da Cultura no Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) em 2012.  As ações apresentadas contemplam os quatro eixos estratégicos do Plano, que ganhou a condição de ação de governo – e não mais apenas do MinC e do Ministério da Educação – em decreto assinado em fins de 2011 pela presidenta Dilma Rousseff.
Ao todo, serão 42 projetos desenvolvidos em 2012 com o objetivo de promover o livro, a leitura, a literatura, as bibliotecas e a criação e a difusão da literatura brasileira. A coordenação será da Fundação Biblioteca Nacional (FBN).

EIXOS ESTRATÉGICOS
VALOR (EM R$)
1 – Democratização do Acesso
254.627.554,16
2 – Fomento à Leitura e a Formação de Mediadores
56.165.936,11
3 – Valorização Institucional da Leitura
8.000.000,00
4 – Fomento à Cadeia Criativa e à Cadeia Produtiva
54.907.059,00
TOTAL GERAL
373.700.549,27

Para 2012, o foco são os programas de construção e modernização de bibliotecas, que estão no topo da lista de recebimento de recursos públicos. O Ministério empregará nada menos que R$ 254 milhões em ações como a implantação de bibliotecas com telecentros nas Praças dos Esportes e da Cultura/PEC, em bibliotecas do Espaço Mais cultura e na construção e reforma de bibliotecas-parque e bibliotecas de referência e, ainda, no apoio às bibliotecas comunitárias e pontos de leitura e na implantação, revitalização e modernização de bibliotecas municipais.

Também serão investidos na ampliação dos acervos e na formação de bibliotecários e funcionários de 2.700 bibliotecas municipais e comunitárias de 1.500 municípios em todos os estados. Outra medida anunciada foi a ampliação do calendário nacional de feiras de livro e festivais literários para 200 eventos em 2012, a maior parte deles com apoio financeiro do MinC e apoio direto a 175 caravanas de escritores pelo País.
Ao mesmo tempo, será dobrado o número de agentes de leitura para atuar junto às famílias de baixa renda.
Entre as novidades anunciadas será a publicação de editais específicos para contemplar as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde os índices de leitura são menores. Outra inovação é a contemplação, em um desses editais, do chamado Custo Amazônico, que prevê a transferência de 30% a mais de recursos para os estados da Amazônia Legal.
Para o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, que esmiuçou os objetivos do PNLL ao lado da Ministra Ana de Hollanda, “não será uma ação isolada que fará aumentar os índices de leitura no Brasil, mas sim um conjunto delas, de forma planejada, permanente e, sobretudo, crescente”.
Outros projetos anunciados:
·       Ampliação do Programa Agentes de Leitura, com criação de 4 mil agentes, junto com o Ministério da Educação, para apoiar as bibliotecas escolares/comunitárias e a fomentar a leitura entre as famílias no campo. Com os novos convênios e desembolsos, serão, no total, 7.672 agentes atuando em 2012;
·       Formação de 1.200 novos agentes mediadores de leitura em 40 encontros realizados pelos 74 comitês do Proler e, ainda, a implantação de 10 novos comitês em regiões ainda desassistidas;
·       Projeto Cidadania & Leitura, com a formação de 400 agentes mediadores de leitura para atuar em bibliotecas comunitárias, pontos de leitura e promover em ações de leitura em comunidades atendidas por 20 comitês do Proler, dentro das comemorações de seus 20 anos de fundação;
·       Programa de Formação de Pessoal para Bibliotecas, com cursos presenciais e/ou à distância que vão atender 2.800 bibliotecários e gestores. Outros 1.100 profissionais participarão, em 2012, dos cursos, seminários, encontros e painéis para oferecer maior qualificação na área;
·       Implantação de 30 pontos de leitura da Ancestralidade Africana em ex-quilombos e terreiros, mediante repasse de recursos financeiros e distribuição de acervos, mobiliários e computadores;
·       Apoio à implantação de Planos Estaduais e Municipais de Livro e Leitura;
·       Bolsa Biblioteca Nacional/Funarte de Criação Literária e Bolsa Biblioteca Nacional/Funarte de Circulação Literária, totalizando 50 bolsas para apoiar a criação literária e a circulação dos escritores das diversas regiões do país pelo território nacional;
·       Projeto Livraria Popular, com a criação de 700 pontos de venda de livros de baixo preço e formação de 1.300 micros e pequenos varejistas do livro em cursos de educação à distância;
·       Programa de Internacionalização do Livro e da Literatura Brasileira, com ampliação do número de bolsas concedidas (150 novas em 2012, além de outras 70 em andamento), implantação, em 2012, do Colégio de Tradutores (seis residentes e 160 participantes de atividades), do intercâmbio de 40 autores nacionais no exterior para divulgar suas obras e publicação de revista internacional de literatura brasileira em inglês e espanhol;
·       Ampliação da participação nas principais feiras de livros internacionais, para aumentar a presença da literatura brasileira no exterior, inclusive com realização de grandes exposições;
·       Lançamento de coleção com 100 Clássicos Brasileiros no formato ebook, para disponibilização para as bibliotecas digitais;
A Ministra Ana de Hollanda salientou que “a leitura não é um ato reflexo, aprendida naturalmente. É o resultado de uma sofisticada operação, aprendida ao longo de anos, e que, por isso mesmo, precisa ser cultivada cuidadosamente, para além dos muros da escola”.
 “Para tal, precisamos de uma boa e vasta literatura, de uma competente e ampla rede editorial e de divulgação. Necessitamos de um exército de mediadores de leitura, que dentro das bibliotecas e nos mais variados espaços ajudem sobretudo crianças e jovens a descobrirem a necessidade humana do prazer da leitura”, destacou a Ministra.
Os investimentos de R$ 373 milhões do MinC no PNLL não incluem projetos e programas que ocorrerão este ano, cujos investimentos foram realizados em exercícios anteriores. Tampouco abrange ações de outros órgãos do Governo Federal que também vão integrar o PNLL.

4 de mai. de 2011

Ministra na berlinda

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 04/05/2011.
Autor: Jotabê Medeiros.
Cresce a possibilidade concreta de a presidente Dilma Rousseff trocar a chefia do Ministério da Cultura. Após 5 meses à frente da pasta, a ministra Ana de Hollanda dá sinais de esgotamento e isolamento - e fontes do governo dizem que a presidente está incomodada com a "paralisia" no setor cultural. No Congresso Nacional, os deputados da base de apoio ao governo já pressionam fortemente para que seja tomada uma decisão que destrave o MinC - falando abertamente na demissão da ministra. "Uma pessoa não pode continuar no Ministério da Cultura para barrar uma política que já foi aprovada nas urnas”, disse o deputado José Nazareno Cardeal Fonteles, do PT do Piauí. Fonteles assinou o manifesto que circula na internet, subscrito até ontem por mais de 2 mil pessoas, e que pede mudança urgente nos rumos do MinC.

24 de fev. de 2011

MinC perde R$ 237 milhões de fundo

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 23/02/2011.
Autor: Jotabê Medeiros.
O Congresso Nacional cortou anteontem R$ 237 milhões em emendas parlamentares para o Ministério da Cultura, o que reduz drasticamente as verbas destinadas ao setor este ano no País. Grande parte das emendas cortadas está agrupada em rubricas vagas, como "fomento a projetos de arte e cultura", sem a especificação de quais seriam esses projetos. Poucas tinham destino certo, mas essas devem comprometer planos de instituições e programas importantes pelo País. É o caso, por exemplo, de três emendas do deputado William Woo (PPS-SP), que destinariam R$ 900 mil para o Instituto Manabu Mabe, R$ 200 mil para o Instituto Tomie Ohtake e R$ 100 mil para o Museu Brasileiro de Escultura. Esse dinheiro não chegará mais. O Ministério da Cultura esteve no centro de um escândalo no ano passado, quando o Estado revelou que diversas emendas parlamentares para a área artística, na verdade, foram destinadas a entidades fantasmas