19 de mar. de 2014

Por uma Constituição Mundial para a Internet

Autoria: Jemima Kiss.

Fonte: Outras Palavras. Data: 14/03/2014.

Mais do que simplesmente assinalar um aniversário, o homem que tornou possível a criação de páginas na Internet e a navegação entre elas da forma como a conhecemos hoje – o britânico Tim Berners-Lee – quis aproveitar a atenção do mundo nesta terça-feira [11/3] para apelar aos cidadãos que lutem por manter a World Wide Web “aberta e neutra”, por meio da aprovação de uma espécie de Constituição universal que salvaguarde os direitos de todos os utilizadores.
“Precisamos de uma Constituição universal, de uma carta de direitos”, disse Berners-Lee ao jornal The Guardian, no dia em que se assinala o 25.º aniversário do acontecimento que é geralmente associado à invenção da World Wide Web – quando o britânico enviou aos seus colegas do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN, na sigla original) um documento com um título nada apelativo e pouco antecipador: Gestão de Informação – Uma Proposta.
Um quarto de século depois, as revelações sobre os programas de espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana – além da concentração cada vez maior de informações pessoais nos servidores de gigantes como a Google ou a Microsoft – levaram Tim Berners-Lee a alertar para os perigos da distorção da sua ideia inicial de uma Internet “aberta e neutra”.
“A não ser que tenhamos uma Internet aberta, neutra, em que possamos confiar sem nos preocuparmos com o que está acontecendo por trás do pano, não podemos ter um sistema de governança aberto, uma boa democracia, um bom sistema de saúde, comunidades interligadas e diversidade cultural”, afirma Berners-Lee. E para quem pensa que o britânico ainda vive no final da década de 1980, com uma proposta que beira a ingenuidade, a sua resposta não podia ser mais desafiadora: “Não é ingênuo acreditarmos que isso é possível; o que é ingênuo é pensarmos que isso nos vai cair no colo.”
A ideia de uma Constituição universal dos direitos dos utilizadores da Internet – que se integra na iniciativa Web We Want (A Web que queremos) – surge da constatação de que os direitos de quem acessa e troca informação através da Internet estão cada vez mais ameaçados.
“Os nossos direitos são cada vez mais violados, por todos os lados, e o perigo é que nos habituemos a isso. Por isso, quero aproveitar o 25º aniversário [da World Wide Web] para voltarmos a assumir o controle da Web, e para definirmos a rede que queremos para os próximos 25 anos”, diz Berners-Lee.
Quase um ano depois das primeiras revelações feitas a partir dos documentos obtidos pelo analista de informações norte-americano Edward Snowden (as primeiras notícias, nos sites do The Washington Post e do The Guardian, foram publicadas a 6 de Junho de 2013), o criador da World Wide Web volta a dizer que já é tempo de os Estados Unidos perderem parte do enorme controle que detêm através da Internet Assigned Numbers Authority (IANA, a maior autoridade na atribuição de endereços IP, localizada no estado da Califórnia).
“Os EUA não podem ter uma posição global na gestão de uma coisa que é tão não-nacional. Os tempos atuais são propícios a essa separação, mas devemos manter uma abordagem inclusiva, uma abordagem em que governos e empresas possam ser controlados de alguma forma”, defende Tim Berners-Lee.
O maior desafio, destaca, é a aparente apatia da população, apesar das revelações dos últimos meses sobre os programas das agências de espionagem e da informação cada vez mais acessível sobre as práticas das empresas de tecnologia da informação.
O mais importante é fazer com que as pessoas lutem pela Web e que consigam perceber o mal que resultaria de uma rede fraturada. Como qualquer outro sistema humano, a rede precisa de ser policiada e, é óbvio, precisamos de ter leis nacionais, mas não devemos transformar a Web numa série de silos nacionais” – daí ser necessário desenhar uma Constituição universal, defende o britânico.
Ao participar da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, o criador da Worls Wide Web digitou as palavras this is for everyone [“é para todo mundo”] num computador, no centro do estádio. Ele mantém-se firmemente ligado aos princípios de abertura, inclusão e democracia, desde que inventou a web em 1989, optando por não comercializar o modelo. Para Berners-Lee, a ideia de os cidadãos recuperarem um pouco do controle da Internet é realista. Além disso, a sensação de que a submissão da rede a governos e empresas é inevitável não deve prevalecer. “Isso não vai acontecer enquanto não nos arrancarem os teclados dos nossos dedos frios e mortos”, diz .
Uma web livre para todos
Menino que cresceu no sudoeste de Londres, Tim Berners-Lee foi um usuário de trem, o que despertou seu interesse em modelos ferroviários e, depois, pela eletrônica. Mas os computadores já eram conceitos familiares em sua casa. Seus pais trabalharam na criação do primeiro computador construído para fins comerciais no mundo, o Ferranti Mk1.
Berners-Lee formou-se em Física na Universidade de Oxford e trabalhou em seguida com engenharia. Mas foi no CERN, Organização Europeia para Pesquisa Nuclear, em Genebra, que ele embarcou nos projetos que levariam à criação da world wide web.
Seu objetivo era permitir que os pesquisadores do mundo todo compartilhassem seus documentos, o que foi julgado como “vago mas interessante” por um gerente do CERN.
Ele combinou a tecnologia existente — como a internet e o hipertexto — para produzir um imenso sistema de armazenamento de documentos interligados. Berners-Lee chamou a novidade de world wide web, embora seus colaboradores francófonos achassem difícil de pronunciar.
A internet foi aberta a novos usuários pela primeira vez em 1991, e em 1992 foi o primeiro navegador foi criado para buscar e selecionar os milhões de documentos já então existentes.
Embora a web tenha sido espaço para a criação e perda de inúmeras fortunas incontáveis, Berners-Lee e sua equipe garantiram o uso livre da rede, para todos os interessados.

Berners-Lee colabora hoje com várias organizações empenhadas em garantir que a web continue acessível a todos e que o conceito de neutralidade de rede seja respeitado pelos governos e corporações.

Ausência de computador e acesso caro ainda são barreiras à Internet

Autoria: Luís Osvaldo Grossmann.
Fonte: Convergência Digital. Data: 14/03/2014.
O Brasil costuma aparecer com destaque em estimativas sobre o uso da Internet, figurando como um dos países – quando não o país – onde se passa o maior número de horas conectado ou, ainda, um dos campeões de presença em redes sociais. Mas conforme demonstra um novo estudo do Ipea, entrar na rede segue longe de mais da metade dos domicílios brasileiros. No geral, 40,8% dos lares têm acesso à Internet.
Segundo o Sistema de Indicadores de Percepção Social que este ano teve como foco os serviços de telecomunicações, a falta do computador segue como fator preponderante. Esse equipamento existe em 48% dos lares, conforme o levantamento realizado em junho de 2013.
Não ter computador é o principal motivo da falta de acesso à Internet nos domicílios do país, sendo a razão elencada em 59,6% dos lares. Em seguida vem o custo – 14,1% indicaram não ter condições de pagar pelo acesso. Outros 8,7% sustentaram não ter interesse enquanto 4,3% alegaram não saber utilizar.
Curiosamente, como destacou o Ipea, em uma parcela considerável de lares o computador sequer faz parte da lista de desejos: quase “um terço dos respondentes, 29,3%, declarou que não está disposto a pagar pela posse do equipamento”.
Planos desconhecidos
Mesmo entre aqueles que usam a Internet, a pesquisa mediu um considerável desconhecimento sobre os serviços contratados. Por exemplo, em 38,7% dos domicílios se desconhece se o plano tem limitação de volume de dados. “E, pior, 25,4% acreditam que não tem limite”, diz o técnico do Ipea José Maria de Oliveira.

Para ele, os resultados indicam a falta de transparência na oferta desses serviços. Especialmente quando o mesmo levantamento indica que 31,6% dos respondentes declararam não saber qual era a velocidade contratada. Cenário ainda mais grave nas regiões Norte e Nordeste, onde mais da metade dos entrevistados desconhece a informação: 58,7% e 52,1%, respectivamente.

17 de mar. de 2014

Alagoas faz encontro de bibliotecas públicas

Fonte: Secretaria da Cultura de Alagoas. Data: 17/03/2014.
O 4º Encontro Nacional mais Bibliotecas aconteceu nessa sexta-feira (14) no auditório do Planetário e Casa da ciência, em Arapiraca. O evento é uma iniciativa do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura (SECULT) e tem como proposta, discutir a instalação de bibliotecas públicas em Alagoas.
O encontro recebeu representantes de 30 municípios alagoanos e um total de 128 participantes. Iara Taylin veio de Inhapi, município do sertão alagoano, em busca de mais informações sobre as bibliotecas públicas. “Ainda vamos abrir nossa biblioteca e queremos conhecer mais esse universo, trocar fichinhas com as pessoas que já têm experiência”, afirmou.
Já Mário Mendonça é da cidade de Pilar, localizada na região metropolitana de Maceió. Ele conta que Pilar foi um dos sete municípios de Alagoas contemplados com o kit de modernização das bibliotecas públicas e que, por meio desse kit, a Biblioteca Pública Municipal Professor Arthur Ramos foi reativada. “Estamos reativando nossa biblioteca e viemos buscar orientações para criarmos as melhores condições possíveis para o funcionamento dela”, explicou.
Durante a cerimônia, o secretário adjunto do Estado da Cultura, Álvaro Vasconcellos elogiou a iniciativa e destacou a importância das bibliotecas públicas. “As bibliotecas públicas tem um papel importantíssimo na formação do indivíduo e são vetores de inclusão social”, destacou.
Em seguida, houve debate entre os atores locais e membros do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Alagoas (SEBP-AL), visando conscientizar para a importância da biblioteca no desenvolvimento do município, além de esclarecer sobre os marcos legais que amparam a sua instalação e os benefícios que o equipamento traz para os cidadãos.
A coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas (SEBP) e uma das organizadoras do evento, Wilma Nóbrega conta que Alagoas se destaca no Nordeste como o Estado que tem o maior número de bibliotecas públicas e que o encontro irá ampliar a visão dos participantes sobre o tema. “Queremos mostrar que as bibliotecas são um espaço não só de livros, mas de vivência cultural”, afirmou.

A cerimônia de abertura do evento contou com a participação de autoridades como a prefeita de Arapiraca, Célia Rocha e o secretário de Estado da Cultura, Álvaro Vasconcelos; além de membros do programa Mais Bibliotecas, entre eles a coordenadora do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, Rita Lemos.e a coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas, Wilma Nóbrega. A abertura também contou com apresentações culturais; contação de histórias e recital de cordel.

Obra furtada do Museu Goeldi é achada nos Estados Unidos

Fonte: Folha Online. Data: 14/03/2014.

Uma obra rara furtada a quase seis anos do Museu Emílio Goeldi, em Belém, e avaliada em mais de US$ 20 mil foi devolvida nesta semana ao país, após ser oferecida para a casa de leilões nova-iorquina Swann. O livro em questão, Rerum medicarum novae hispaniae (1628), do médico e botânico espanhol Francisco Hernandez, era um entre 60 volumes dos séculos 16 aos 19 retirados da biblioteca Domingos Soares Ferreira Penna, no museu. A instituição percebeu a ausência dos livros em dezembro de 2008, durante um treinamento para manuseio e curadoria das coleções da biblioteca, e acredita que o furto tenha ocorrido ao longo de vários meses, dada a quantidade de obras desaparecidas.

A Copa do Mundo na Biblioteca de São Paulo

Entre os destaques, está a oficina Pintando o 7, que realiza, na próxima quarta-feira, 19, às 10h, releituras da história da Taça Jules Rimet em HQ
Esquentando o clima para a Copa do Mundo no Brasil, a Biblioteca de São Paulo (BSP), instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura, preparou diversas atividades relacionadas ao tema. Entre os destaques, está a oficina Pintando o 7, que realiza, na próxima quarta-feira, 19, às 10h, releituras da história da Taça Jules Rimet em HQ.
No mesmo dia, durante a tarde, o programa "Brincando e Aprendendo" promove uma intervenção brincadeira com a atividade "Universo da Copa - a bola, o jogo e o torcedor". Já o programa "Hora do Conto" trará um especial com livros dos países que vão disputar o Mundial de futebol. Na edição do dia 21 de março, o texto falará sobre Anansi, que significa aranha em akan, a língua dos ashanti, grupo étnico de Gana.
Serviço
Biblioteca de São Paulo - Parque da Juventude
Endereço: Avenida Cruzeiro do Sul, 2.630
Telefone: (11) 2089-0800
Estação Carandiru do Metrô - Linha Azul
Horário
Aberta de terça a sexta, das 9 às 21 horas.

Sábados, domingos e feriados das 9 às 19 horas.

16 de mar. de 2014

Biblioteconomia da Universidade de Brasília completa 50 anos

Foi lançada a versão definitiva do livro comemorativo dos 50 anos do curso de Biblioteconomia da UnB.
O texto completo do livro está disponível no URL:


Acesso também pela página principal do site da Biblioteconomia, no URL: http://biblioteconomia.fci.unb.br/
Com os sinceros cumprimentos de seus organizadores,
Profa. Maria Alice Guimarães Borges,
Prof. Marcilio de Brito
Faculdade de Ciência da Informação – FCI
Universidade de Brasília - UnB

Evento: Informação Jurídica

Nos dias 27, 28 e 29 de março de 2014 será realizado o 1º Encontro Paulista de Documentação e Informação Jurídicas - EPDIJ.
Este Encontro é a concretização um esforço iniciado em 2012, quando foi estudada a possibilidade de realizar o Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas em São Paulo.
O 4º SNDIJ foi realizado em Florianópolis, evento simultâneo ao XXV CBBD, em julho de 2013, e integrantes do GIDJ/SP fizeram parte da Comissão Organizadora do Seminário.
Como resultado daquelas reuniões, surgiu a ideia de realizar um evento paulista, para criar no Estado de São Paulo o mesmo espaço de divulgação da informação e documentação jurídica que o Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas - SNDIJ representa no nível nacional desde 2007.
Local:
Faculdade de Direito da USP
Auditório do 1º andar do Prédio Histórico


Harvard procura editor para a Wikipédia

Fonte: MSN. Data: 12/03/2014.
URL: http://tecnologia.br.msn.com/internet/universidade-harvard-procura-assistente-para-editar-a-wikip%C3%A9dia
O profissional será responsável por editar páginas da enciclopédia, mas apenas as que não forem relacionadas à universidade.
Você gosta da Wikipédia? Você é fã das melhores instituições do mundo? Então você vai adorar o anúncio de emprego publicado pela universidade Harvard: eles estão contratando um “assistente temporário para editar a Wikipédia“, e pagam US$ 16/hora.
O que faz um assistente desses? Aliás, esse emprego é real? Sim: um “wikipedista em residência” é encarregado de editar a enciclopédia livre para instituições ou empresas.
Na verdade, esta profissão é descrita pela própria Wikipédia: “o objetivo é basicamente permitir que uma organização continue uma relação produtiva com a enciclopédia e sua comunidade após o fim da residência” – é quase o trabalho de um embaixador.
Muitas instituições já utilizaram esses serviços de wikipedista: o Museu de Arte Moderna de NY, a Biblioteca Real da Dinamarca, o Palácio de Versalhes, a revista Consumer Reports, o canal de TV alemão ZDF, entre outros. Para evitar conflitos de interesse, o wikipedista “não pode editar artigos diretamente relacionados com a organização”.
No caso de Harvard, trata-se de expandir a cobertura da Wikipédia sobre os livros raros da biblioteca da universidade. A descrição da vaga diz que o assistente vai “adicionar fontes em artigos existentes e criar novos artigos sobre tópicos notáveis”. Porém isso não é tudo: o assistente também fará upload de bastante conteúdo para ser usado em domínio público – Harvard tem uma das maiores bibliotecas do mundo.
Quanto à qualificação, “o candidato deve ser um wikipedista registrado em situação regular, com larga experiência em escrever e editar artigos da Wikipédia, e possuir conhecimento das normas, cultura e regras do site.” É preciso ter ensino superior completo.

Mas, assim como em outras instituições, o trabalho do assistente dura apenas por um tempo limitado: só 13 semanas. São US$ 16 (cerca de R$ 38) por hora, o que não parece muito; por sinal, a dotação financeira de Harvard está quase em US$ 33 bilhões

14 de mar. de 2014

Indios Arara-Karo tem primeiro contato com leitura



Fonte: Secretaria de Educação de Rondônia. Data: 7/03/2014.
URL: www.seduc.ro.gov.br/portal/index.php/noticias-all/1217-indigenas-arara-karo-tem-primeiro-contato-com-leitura-no-brasil-alfabetizado.html
A maioria dos 30 indígenas da etnia Arara-Karo pôde ter o primeiro contato com o mundo da leitura e escrita durante as aulas do Programa Brasil Alfabetizado, inserido em 2013 pela Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc) na Terra Indígena Igarapé Lourdes, em Ji-Paraná. Mesmo com uma caminhada diária de seis quilômetros até a aldeia central I’Tarap e os problemas de visão e de introdução da língua portuguesa, os índios não deixavam de frequentar as aulas e mantinham a animação e força de vontade para seguir com os estudos.
Com incentivo dos professores Alexandre Meneguelli e Débora Fumagali, os indígenas, de 25 a 75 anos, começaram a ser cadastrados no programa e logo nas primeiras aulas já demonstravam interesse em prosseguir com os estudos. Durante o período do curso, Meneguelli diz que a frequência dos alunos era 100%. “Eles faltavam somente em caso de saúde pessoal ou de familiares e, mesmo assim, a preocupação em avisar os professores era imensa”, lembra.
Após oito meses de aprendizado, grande parte dos alunos conseguiu adquirir a habilidade de escrita e leitura, mesmo com alguns apresentando um maior grau de dificuldade por conta da introdução da linguagem e problemas visuais. Seis dos 30 estudantes conseguiram elevar seus conhecimentos e atualmente estão matriculados no ensino regular na Escola I’Tarap. “Nós queremos continuar com as aulas no próximo ano. Não queremos parar mais de estudar”, afirma o cacique Firmino Arara.
EXPERIÊNCIA
Para os professores, as aulas com os indígenas era uma troca de conhecimentos, o que as tornavam gratificantes. “O mais importante de tudo era a emoção do aluno quando ia aprendendo e conhecendo a escrita e leitura de diversas palavras, principalmente na língua nativa. Ao mesmo tempo ensinamos e aprendíamos com a garra dessas pessoas”, conta Alexandre. Novas matrículas de mais alunos indígenas já foram realizadas para o ano letivo de 2014 dentro do Brasil Alfabetizado, que é coordenado pela Seduc. As aulas estão previstas para começar até o fim deste mês.

Livros voltam a ganhar espaço no lazer do brasileiro



Fonte: O Tempo. Data: 10/03/2014.
URL: www.otempo.com.br/divers%C3%A3o/livros-voltam-a-ganhar-espa%C3%A7o-no-lazer-do-brasileiro-1.806014
De acordo com pesquisa da Fecomércio (RJ) sobre os hábitos culturais do brasileiro, a leitura de livros surge como a atividade cultural mais praticada no país em 2013. Segundo o estudo, a leitura conquistou um percentual de 35% dentre os entrevistados, ficando à frente de outras atividades como cinema (28%), apresentações musicais (22%), peças de teatro (11%), exposições de arte (8%) e espetáculos de dança (7%). Desde o início do levantamento realizado pela Fecomércio, em 2007, a leitura de livros tem se destacado como atividade cultural mais citada entre o público.
De acordo com o economista Christian Travassos desde o início do levantamento, em 2007, a leitura de livros tem se destacado como atividade cultural mais citada entre os entrevistados, mas sob oscilações ao longo do período. Com crescimento econômico acima da média recente, o ano de 2010 havia registrado os melhores resultados em termos de adesão à cultura, não mantidos em 2011 e 2012. No ano passado, porém, houve uma retomada, em graus distintos, da maioria das atividades. Sucessos editoriais que se popularizaram no país no último ano, promoções culturais e parcerias entre empresas no segmento cultural contribuíram nesse processo.
Mesmo com o crescimento recente, mais da metade dos brasileiros que não leram nenhum livro no ano passado (59%) disseram não ter o hábito da leitura. Em seguida, 32% afirmaram que não gostam de ler ou que preferem outras atividades culturais. Com menor relevância, 7% informaram que não podem pagar ou acham caro os preços dos livros.
Em 2013, entre os que não leram livros (65%), 55% disseram não possuir o hábito da leitura. Em seguida, 31% afirmaram que não gostam de ler ou preferem outras atividades culturais. Com menor relevância, 11% informaram que não podem pagar ou acham caro os preços dos livros.
A principal razão apresentada pelos brasileiros para não frequentarem atividades culturais continua sendo “falta de hábito” e o fato de não gostar (ou preferir outras atividades). O preço não é o principal motivo. O custo da atividade aparece apenas na terceira posição entre os motivos que distanciam o brasileiro de atividades culturais. Para os 49% que não usufruíram de nenhum programa cultural no ano passado, os principais meios de lazer citados foram assistir TV (52%), seguido por ir a centro religioso (15%), fazer um almoço com amigos (8%), ir a barzinhos e jogar futebol (ambos com 6%)
A pesquisa abordou também o quanto os entrevistados estão dispostos a desembolsar por algum produto ou serviço. O valor médio respondido foi de cerca de R$ 26 para ir a show de música ou comprar um livro. Já para adquirir um CD ou DVD, os consumidores não estariam dispostos a pagar mais do que R$11 e R$12, respectivamente. Para o levantamento da Fecomércio RJ/Ipsos Hábitos Culturais do Brasileiro foram entrevistadas mil pessoas em 70 cidades, incluindo nove regiões metropolitanas. A pesquisa tem como objetivo acompanhar o acesso do brasileiro às atividades culturais mais populares no país e gerar subsídios para incrementar essa adesão.

Mapa do mercado editorial mundial



Fonte: Blog Controvérsia. Data: 10/03/2014.
A Associação Internacional de Editores (International Publishers Association – IPA) publicou seu relatório anual sobre o mercado editorial mundial. No mapa-múndi distorcido, o tamanho de cada país corresponde ao seu mercado doméstico de livros. Os Estados Unidos e a Europa ostentam sua forte indústria editorial, enquanto a África e o Oriente Médio aparecem bem mirrados no mapa, o que significa que o número de livros publicados nessas regiões é bastante baixo comparado ao resto do mundo.


Segundo os responsáveis pelo relatório, “o mapa demonstra como os livros e a indústria editorial refletem o acesso ao conhecimento. O objetivo estratégico é ‘ajustar’ o mapa, para que no futuro o mapa-múndi editorial seja mais parecido com o mapa de geógrafos e demógrafos.”
De acordo com o relatório, os três países que mais publicam são Noruega (9.277 novos títulos ou reedições por milhão de habitantes a cada ano), Reino Unido (2.459) e Espanha (1.692).
O Brasil, com 285 publicações, só não está na lanterninha dos dados divulgados porque logo atrás vem a China, com 245 – mas nós somos 190 milhões; já os chineses são mais de um bilhão e trezentos milhões (e os noruegueses não chegam a cinco milhões).

13 de mar. de 2014

IFLA e o direito autoral

Na semana passada, a IFLA (International Federation of Library Associations and Institutions) enviou uma resposta a Consulta Pública que revisa a legislação da União Europeia sobre Direitos do Autor.
A IFLA acredita que uma reforma equilibrada das leis do Direito do Autor deverá contemplar suficiente proteção ao setor industrial da União Europeia, sem restringir o essencial na pesquisa, inovação e desenvolvimento, assim como o  acesso à informação que seja de interesse público. A IFLA se preocupa com a falta de uma reforma com exceções e limitações de direito do autor, que apoie melhor as atividades das bibliotecas digitais, fazendo com que as bibliotecas de toda a União Europeia fiquem no atraso em comparação com seus pares em outras partes do mundo.
A IFLA focou-se nas questões em que a experiência de seus membros internacionais poderá ser benéfica:
* Hipervínculos e navegação (11-12)
* Limitações e exceções no Mercado Comum Europeu (21-27)
* Empréstimo em linha (36-39)
* Mineração de dados e textos (54-55)
* Responsabilidades dos intermediários na Internet
Em resumo, sustenta que:
* Haja uma necessidade de exceções flexíveis e abertas que estimulem um bom ritmo na evolução de tecnologias e serviços;
* Em um cenário cada vez mais globalizado (em especial, no Mercado Comum Europeu), qualquer exceção (tanto existente como pressuposta) das Diretivas da UE para o Direito do Autor deve ser obrigatória, impedir a anulação no contrato e facilitar o acesso transfronteiriço e o uso de obras de interesse público;
* Os mecanismos de proteção e aplicação que beneficiem aos titulares dos direitos devem definir-se cuidadosamente, a fim de não atribuir responsabilidades onerosas às instituições públicas que oferecem acesso à informação.
A IFLA seguirá acompanhando de perto o desenvolvimento da Consulta da União Europeia sobre os direitos do autor, enquanto participa das discussões em Genebra na Organização Mundial da Propriedade Intelectual sobre um instrumento jurídico vinculante de alcance internacional, relacionado com as exceções e limitações do direito do autor para bibliotecas e arquivos.
Na quinta-feira, 20 de março, a IFLA será um dos anfitriões de um debate no Parlamento da União Europeia, em conjunto com a coalizão "Copyright for Creativity (C4C)", que discutirá se os marcos europeus e internacionais de direito do autor que existem, tem um justo equilíbrio entre o acesso à informação e as proteções para os criadores.
Fonte: