3 de jun. de 2011

11 mil escolas rurais possuem laboratório de informática, mas não têm banda larga

Fonte: Teletime. Data: 03/06/2011.
Autor: Helton Posseti.
O MEC aguarda ansiosamente a conclusão do edital para a contratação de mais 17 mil pontos do GESAC, pois 11 mil deles são escolas públicas rurais que já têm laboratório de informática.
Apesar deste descompasso, Wellington Maciel, representante do MEC responsável pelo programa Banda Larga nas Escolas, afirma que 85% dos alunos da rede pública estão em escolas urbanas. Atualmente existem 7 mil escolas rurais conectadas ao GESAC, em um universo de quase 100 mil escolas. Maciel afirma que é comum em escolas rurais um número reduzido de alunos. Em alguns casos essas escolas chegam a ter três ou quatro estudantes. A licitação da faixa de 450 MHz, diz ele, será um fator importante para levar banda larga para as escolas rurais.
A situação entre as escolas urbanas está mais animadora do ponto de visto do acesso à internet. Ao final do segundo trimestre deverão estar conectadas, no âmbito do programa Banda Larga nas Escolas, quase 59 mil instituições. A conexão de todas as escolas deverá ser concluída ao final do ano quando as concessionárias levarão acesso para 62 mil escolas.
As escolas estão conectadas a uma taxa de 1 Mbps que está gradativamente sendo elevada para 2 Mbps, dentro das metas definidas pelo programa. Segundo Wellington, hoje cerca de 30% das escolas já estão conectadas a 2 Mbps. "2Mbps não é suficiente, como não seria 5 Mbps ou 10 Mbps. Temos que ter sistemas de gestão e monitoramento de tráfego e sistemas de cache", afirma ele.
Projetor patenteado
Por incrível que pareça, o Estado brasileiro é dono da patente de um projetor com microprocessador integrado para ser usado em sala de aula pelos professores. A ideia foi de técnicos do Ministério da Educação e foi desenvolvida por pesquisadores das universidades federais de Santa Catarina e Pernambuco.
O MEC já soltou um edital por registro de preço para a aquisição de até 100 mil unidades que foi vencida pela Procomp. O ministério já encomendou as primeiras 20 mil peças que deverão ser entregues em agosto. Wellington Maciel, do MEC, explica que a ata de registro de preços permite que outras entidades, como estados ou municípios, adquiram os equipamentos pelo mesmo preço que foi vendido ao MEC. O custo do equipamento foi de R$ 1400, sendo que se fosse um produto de mercado ele não sairia por menos de R$ 3 mil, calcula Maciel.

Quantidade de dados na internet deverá quadruplicar até 2015

Fonte: Correio Braziliense. Data: 02/06/2011.
Autor: Fernando Braga.

A quantidade total de tráfego que circula pela internet deverá quadruplicar até 2015 e atingir 966 exabytes (um exabyte equivale a um bilhão de gigabytes) por ano. Os dados foram divulgados pela empresa Cisco em um estudo que também prevê que nos próximos quatro anos aproximadamente 15bilhões de dispositivos estarão conectados à rede.
De acordo com a Cisco, o crescimento do tráfego IP global é impulsionado por quatros fatores. O primeiro deles é a proliferação de aparelhos que possibilitam a conexão à web como tablets, celulares, TVs e notebooks. Além disso, o aumento de usuários, da velocidade da banda larga e da quantidade de vídeos que circulam na internet são apontados como fatores que estimulam o tráfego on-line.
O estudo projeta que o tráfego global de vídeos avançados, incluindo TVs tridimensionais (3-D) e de alta definição (HDTV), aumente 14 vezes entre 2010 e 2015. Também prevê que a transmissão de dados por conexões móveis aumentará 26 vezes de 2010 até 2015, atingindo 6,3 exabytes por mês (ou 75 exabytes por ano).

2 de jun. de 2011

EBSCO compra a H. W. Wilson

Fonte: Library Journal. Data: 2.07/2011.
URL da Wilson: http://http://www.hwwilson.com/
URL da EBSCO: http://http://www.ebscohost.com/
A EBSCO adquiriu a venerável empresa H. W. Wilson que publica inúmeras bibliografias correntes (ver lista abaixo) dos mais diversos assuntos. Todas as publicações da Wilson estarão disponíveis no banco de dados da EBSCO.
Os produtos informacionais da Wilson são conhecidos pela sua qualidade de indexação. O seu thesaurus e o arquivo de autoridades são considerados como os melhores de sua espécie.
Abaixo estão as principais publicações secundárias publicadas pela Wilson:
Applied Science & Technology Index
Art Index
Avery Index to Architectural Periodicals
Bibliographic Index Plus
Biological & Agricultural Index Plus
Book Review Digest Plus
Wilson Business Abstracts
Business Periodicals Index
Children's Core Collection
Current Biography Illustrated
Current Issues: Environment; Health; Reference
Education Index
ERIC: Education Resources Information Center
Essay and General Literature Index
General Science Abstracts
Humanities Index
Index to Legal Periodicals & Books
Library Literature & Information Science Index
Play Index
Readers' Guide to Periodical Literature
Short Story Index
Social Sciences Index

Open Access: Espanha aprova lei de Ciência & Tecnologia que abre o acesso à sua produção científica

Fonte: Blog do Kuramoto. Data: 2/07/2011.

URL: http://kuramoto.wordpress.com/

Enquanto no Brasil a sociedade discute o kit anti-homofóbico, o rápido enriquecimento do ministro Palocci, atrasos nas obras para a Copa de 2014, foi publicado hoje na Espanha a sua nova lei da Ciência e Tecnologia, que em seu artigo 37 promove o acesso aberto à sua produção científica. Aliás, este blog publicou um post no dia 16 de fevereiro de 2009 informando sobre o anteprojeto de lei que deu origem a esta nova lei.
Fica o exemplo para as nossas autoridades do executivo e legislativo brasileiro. É importante lembrar que de 2007 para cá muitas coisas aconteceram: os EUA aprovaram a lei que determinou a todos os pesquisadores beneficiados com recursos do National Institute of Health (NIH) a depositarem uma cópia de seus trabalhos publicados em revistas no PubMed Central, a Comunidade Européia empreendeu diversas iniciativas aderentes ao OA, a Espanha aprovou a sua nova lei da Ciência e Tecnologia, os EUA está em vias de aprovar o FRPAA, lei que deverá estender a política aprovada para o NIH a todos as outras agências de fomento, etc.

Exposição de impressos da Geração Mimeógrafo na Biblioteca Nacional

Fonte: Agencia Brasil. Data: 1/06/2011.
Autor: Paulo Virgilio.
Uma exposição inaugurada hoje (1º) na Biblioteca Nacional resgata a contribuição cultural de um segmento da imprensa alternativa editada durante a ditadura militar. Com a mostra de fanzines Os Alternativos dos Alternativos – da Poesia Marginal ao Anarcopunk, a biblioteca comemora o Dia da Imprensa, celebrado em 1º de junho. A data tem origem na criação do Correio Braziliense, o primeiro jornal não oficial do país, fundado por Hipólito da Costa em 1º de junho de 1808, em Londres, na Inglaterra, para fugir da censura real à imprensa no Brasil.
A exposição reúne impressos da chamada Geração Mimeógrafo, que se valia de uma tecnologia hoje em desuso para publicar, de forma extremamente artesanal, poesias e outros gêneros literários, manifestos e textos de protesto. Movimento cultural que marcou a década de 70 do século passado, com desdobramentos nos anos 80, a Geração Mimeógrafo revelou poetas como Geraldo Carneiro, Waly Salomão, José Carlos Capinam, Torquato Neto, Roberto Piva, Chacal e Leila Miccolis, entre outros.
“É um tipo de documentação rara hoje em dia, pelo caráter rudimentar de sua produção. Por causa disso, foi relegada até mesmo por uma instituição como a Biblioteca Nacional”, afirma Bruno Brasil, técnico em documentação da biblioteca e responsável pela seleção do material para a mostra. Segundo ele, a exposição deriva do projeto, iniciado em 2006, de mapear toda a imprensa alternativa editada ao longo dos “anos de chumbo”.
Bruno Brasil destaca o mérito de um dos poetas dessa geração, Aricy Curvello, que também tem obras expostas na mostra. “Ele reuniu durante anos mimeógrafos poéticos e acabou doando o acervo à Biblioteca Nacional”, diz. Outra contribuição importante para organizar a exposição foi um catálogo sobre imprensa alternativa lançado em 1986 pela Rioarte (órgão da prefeitura do Rio), de autoria de Leila Miccolis, também poetisa da Geração Mimeógrafo.
Nos anos 80, uma parte dos poetas de mimeógrafo passou a flertar com uma nova cultura, também marginalizada, o movimento anarcopunk. Conhecidas como fanzines, as publicações reproduzidas em máquinas de xerox continham, além de poesias, quadrinhos e manifestos políticos.
Para o organizador da mostra, o baixo custo de produção constitui um paralelo entre a literatura produzida em mimeógrafos e fanzines e a que é criada pela geração atual, em blogs, sites e redes sociais. “Naquela época, o custo de rodar um mimeógrafo e distribuir, gratuitamente ou por um preço baixo, era muito mais barato do que o de imprimir numa gráfica . Hoje em dia, o custo de criar um site, um blog ou veicular a literatura nas redes sociais é praticamente zero”, compara Bruno Brasil.
A exposição fica em cartaz até 5 de agosto e pode ser vista de segunda a sexta-feira, das 9h às 20h, e aos sábados, das 10h às 15h. A Biblioteca Nacional fica na Avenida Rio Branco, 219, na Cinelândia, centro do Rio. A entrada é franca.

31 de mai. de 2011

A guerra do livro

Autor: Arnaldo Niskier
Fonte: Folha de S. Paulo

Fala-se com insistência no oferecimento de cesta básica de livros para classes populares, mas questões institucionais precisam ser logo resolvidas.
Há controvérsias sobre a lei de direitos autorais, e muita gente está se manifestando sobre a matéria.
Em nossa opinião, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, acertou quando mandou recolher a versão do governo anterior, que já se encontrava na Casa Civil, para uma nova rodada de audiências públicas. Que mal há nisso?
Na Biblioteca Nacional, os interessados diretos aprofundaram o debate sobre o livro, a leitura e a literatura, buscando modernizar o setor, que não é tão precário assim. Apesar de ainda estarmos com um índice de leitura insuficiente (menos de dois livros por habitante ao ano), o Brasil ocupa a oitava posição entre os produtores de livro do mundo. A tendência é melhorar essa classificação, com a bem-sucedida medida de criação dos agentes de leitura, tarefa que é conduzida pela Fundação Biblioteca Nacional, presidida pelo especialista Galeno Amorim.
Um dos aspectos que chama nossa atenção: a avalanche de livros estrangeiros no mercado brasileiro, hoje mais apetitoso com a inserção, no mercado consumidor, de milhões de pessoas que agora integram a classe média.
Um outro aspecto se junta a isso, do ponto de vista industrial: vimos, na Feira Internacional de Bolonha (Itália), que há uma oferta desmesurada de gráficas internacionais, com preços baixos, como nos casos de Hong Kong, Colômbia e Chile.
Vamos assistir a esse efeito deletério da globalização em silêncio? Com dezenas de autores, livreiros, dirigentes de associações e interessados em geral, pudemos anotar o interesse do Ministério da Cultura pela manifestação objetiva de entidades, como a Câmara Brasileira do Livro e a Academia Brasileira de Letras, a respeito do que a cadeia produtiva do livro espera das autoridades sobre a intrincada questão dos direitos autorais.
Todos reconhecem que, com a existência da internet, a pirataria é uma triste realidade, mas que soluções são possíveis, no resguardo dos interesses envolvidos, sobretudo na defesa do patrimônio dos autores de obras.
Vai nascer a Biblioteca Digital, para oferecer acesso generalizado a obras literárias, virá a lei das biografias (como pediu o escritor Ruy Castro) e fala-se com insistência no oferecimento de uma cesta básica de livros para as classes populares, mas questões institucionais precisam ser logo resolvidas, para que não se construa um edifício sobre um terreno pantanoso e movediço.

ARNALDO NISKIER, doutor em educação, é professor universitário, membro da Academia Brasileira de Letras, presidente do Ciee (Centro de Integração Empresa-Escola) do Rio de Janeiro e autor de diversos livros, entre os quais "História da Educação Brasileira" (editora Altadena).

Mudança climática em 23 línguas

Fonte: Conselho da Europa. Data: 30/05/2011.
A União Européia acaba de publicar um importante glossário sobre termos relacionados à mudança climática (PDDF, 1.1 MB). O termo em inglês mostra os seus equivalentes em outras 23 línguas.

Novo número: Informação & Sociedade

Acaba de ser publicado o novo número da revista Informação & Sociedade, editada pela Universidade Federal da Paraíba. O texto completo dos artigos podem ser acessados no URL: http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/issue/view/824
Informação & Sociedade: Estudos. Vol. 21, n. 1, 2011.
Sumário:
Editorial
  • As condições para a produção científica (Gustavo Henrique de Araújo Freire, Isa Maria Freire)
Artigos de Revisão:
  • Competência em informação: um fator crítico para a comunicação na atualidade (Ana Flávia Sípoli Cól, Regina Célia Baptista Belluzzo)
  • Reflexões acerca das relações entre representação temática e descritiva (Giovana Deliberali Maimone, Naira Christofoletti Silveira, Maria de Fátima Gonçalves Moreira Tálamo)
  • Biblioteca pública como lugar de práticas culturais: uma discussão sócio-histórica (Fabrício José Nascimento da Silveira, Alcenir Soares dos Reis)
  • A Gestão da Informação e do Conhecimento na Ciência da Informação: Perspectivas Teóricas e Práticas Organizacionais (Edivanio Duarte de Souza, Eduardo José Wense Dias, Mônica Erichsen Nassif)
Memórias Científicas Originais
  • El acceso a la información pública: estudio de casos de Brasil, España y Portugal (Isidoro Gil-Leiva, Gregorio Moya Martínez)
  • A Responsabilidade Ét(n)ico-Social na Produção de Conhecimento nas Universidades Públicas (Alba Lígia Almeida Silva, Mirian de Albuquerque Aquino)
Relatos de Experiência:
  • Uma Ontologia para Instrumentos da Gestão do Conhecimento e Agentes da Engenharia do Conhecimento (Sandro Rautenberg, José Leomar Todesco, Andrea Valéria Steil)
  • Repositório Institucional da Universidade Federal da Bahia: implantação e acompanhamento (Flavia Rosa, Rodrigo França Meirelles, Marcos Palácios)
Relatos de Pesquisa:
  • A institucionalização da Ciência da Informação no Brasil sob a ótica da evolução quantitativa dos cursos de graduação na área (Aline Elis Arboit, Leilah Santiago Bufrem, Nair Yumiko Kobashi)
  • Conexões Temáticas em Gestão da Informação e do Conhecimento no Campo da Ciência da Informação (Emeide Nóbrega Duarte)
  • Homens e Mulheres “Aceitam” de Maneira Diferente? Impacto do Gênero no
    Modelo (Expandido) de Aceitação da Tecnologia – TAM (Márcia Zampieri Grohmann, Luciana Flores Battistella)
  • Políticas de indexação no âmbito da gestão do conhecimento organizacional (Mariana Lousada, Elaine Cristina Lopes, Mariângela Spotti Lopes Fujita, Marta Lígia Pomim Valentim)
  • A ABEBD e o currículo de bacharelado em Biblioteconomia no Brasil, de 1967 a 2000 (Francisco das Chagas de Souza)
Comunicações de Trabalhos/Pesquisas em Andamento:
  • Governo Eletrônico e Participação Política nos Websites dos Deputados da Assembléia Legislativa do Estado da Bahia (José Carlos Sales dos Santos, Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva)

30 de mai. de 2011

Livro sobre criação, proteção e uso da informação na internet

Está disponível para acesso gratuito o livro intitulado "Criação, proteção e uso legal da informação em ambientes da world wide web" escrito pelas pesquisadoras Elizabeth Araya e Silvana Vidotti.
O endereço para download é:
Sinopse:
Um número cada vez maior de produtores de conteúdo informacional, embora de acordo com os padrões culturais prevalecentes nem sempre seja considerado qualitativamente favorável, evidencia uma nova configuração cultural exponencialmente representativa no fluxo da informação em que o indivíduo, que não há muito tempo era um mero consumidor de conteúdo intelectual, é agora também um participante ativo na criação desses conteúdos. Os indivíduos que lidam com essas novas formas de produzir, disseminar e usar conteúdos informacionais devem estar conscientes das diferenças que se impõem quando a informação é digital. Eles devem conhecer as implicações quanto ao fluxo da informação e seus aspectos simbólicos, bem como saber sob quais condições a lei de direitos autorais estabelece que essas práticas devam acontecer.

Universidade adota ferramenta antiplágio de textos acadêmicos

Fonte: Jornal da Ciência e-mail 4267. Data: 27/05/2011.
URL: www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=77734

A Unesp é umas das primeiras universidades do Brasil a adquirir um software que ajuda a prevenir o plágio em trabalhos acadêmicos. A ferramenta equipara um determinado texto a uma base de dados ampla - que inclui milhões de teses e dissertações, livros, artigos, revistas científicas e sites - para identificar possíveis imitações de trabalhos já publicados.
O programa é destinado aos professores da instituição, sobretudo aos que lecionam na pós-graduação, e já está disponível em toda a Universidade. O software Turnitin, desenvolvido pela empresa americana IParadigms, não precisa ser instalado no computador. Para acessá-lo, é necessário um cadastramento com os bibliotecários das unidades, que fornecerão nome de usuário e senha.
Na prática, o professor submete um texto ao sistema de busca que verificará possíveis semelhanças com outras publicações. Os trechos parecidos ou idênticos são destacados em cores, que variam de acordo com a quantidade de palavras iguais encontradas, frequência e tamanho das citações e relevância do trecho copiado para o conjunto do trabalho.
Discussão ética - "Essa ferramenta vai ajudar a identificar o plágio, que deve ser coibido", afirma a pró-reitora de Pesquisa, Maria José Giannini. "O fundamental, entretanto, é intensificar a discussão sobre ética na pesquisa e na conduta profissional."
Para a bibliotecária Flávia Maria Bastos, coordenadora da Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB), ao medir o "grau de originalidade", a universidade estimula publicações de qualidade que acrescentam algo de novo à bibliografia já existente na área. "O docente consegue, ainda, identificar o tipo de fonte usada, prevenindo os estudantes de basearem suas pesquisas em trabalhos desatualizados ou de origem não confiável."
Acervo em português - "A iniciativa é tomada num momento em que o mundo discute questões referentes à qualidade e à ética na pesquisa", declara o professor Carlos Roberto Grandini, da Comissão de Permanente de Avaliação (CPA). Segundo ele, a ferramenta também tem um papel didático, já que permite criar salas virtuais de correção dos arquivos para ensinar os alunos a fazer corretamente uma citação.
Por enquanto, a maior parte do acervo está em inglês. Os criadores já trabalham no aperfeiçoamento do programa para ampliar a detecção por semelhanças em qualquer idioma por meio de traduções automáticas. Conforme o professor, isso vai tornar inútil a tradução dos trechos copiados para disfarçar a fraude.
A Unesp também ajudará a abastecer a base de busca com literatura em língua portuguesa, informa Grandini. "Isso protegerá nossas pesquisas, que serão indicadas pelo sistema quando alguém no exterior tentar usá-las indevidamente."
Tendência internacional - O Turnitin já é empregado por mais de 2,5 mil universidades no mundo, incluindo algumas instituições americanas de renome como a Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla), a Escola de Medicina da Universidade de Harvard e a Universidade da Flórida.
A London School of Business e a Universidade de Cambridge, ambas na Inglaterra, também estão na lista dos usuários do programa no exterior, acompanhando a Universidade de Toronto, no Canadá, e outras de países como Bélgica, Espanha, Portugal, Turquia, Peru, Uruguai e Porto Rico.
A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) é uma das instituições nacionais que já negociam com o fabricante a adoção do Turnitin. A USP e a Unicamp também discutem a aquisição dessa e de outras ferramentas com o mesmo propósito.

Bases de dados sobre ciência da informação

A Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais disponibiliza para acesso público e gratuito três bases de dados. São elas:
1) Biblioteca da ECI -- contém artigos de periódicos e trabalhos publicados em anais de eventos técnico-científicos, refletindo a literatura nacional nas áreas de Biblioteconomia, Ciência da Informação, Arquivística e outras interdisciplinares.
Base em números: 56 títulos de periódicos indexados e 25 anais de eventos técnicos. Total de artigos indexados: 9400 (em maio/2011)
2) Base LIBES -- reúne referências de documentos sobre biblioteca escolar produzidos no Brasil, principalmente a partir da década de 1960. Inclui artigos de periódicos, dissertações, teses e trabalhos apresentados em eventos, a maioria deles presentes no acervo da Biblioteca Etelvina Lima, da Escola de Ciência da Informação da UFMG.
3) Teses e dissertações -- com informações de teses e dissertações defendidas na Escola de Ciência da Informação da UFMG. Desenvolvida em conjunto com a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFMG.

Biblioteca Nacional sofre com furtos de importantes obras

Fonte: O Globo. Data: 29/05/2011.
Autor: André Miranda.
Algumas gerações de brasileiros, que por mais de 50 anos cresceram lendo a principal revista infantil do país na primeira metade do século XX, podem se considerar órfãs. As duas primeiras edições do almanaque O Tico-Tico - a primeira revista em quadrinhos do Brasil -, publicadas em 1905, foram furtadas da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), no Rio. O crime ocorreu há cerca de um ano, depois de a instituição receber um investimento milionário em segurança, e nunca veio a público. A direção da biblioteca diz não se manifestar sobre o assunto por recomendação da Polícia Federal, para não interferir nas investigações. Até hoje, as revistas, extremamente raras e consideradas uma das preciosidades do acervo da FBN, não foram recuperadas.

27 de mai. de 2011

PLOL : Public Library of Law

Sitio que prove links para fontes de informação da legislação federal e dos
50 estados norte-americanos. Inclui também os estatutos e códigos dos
Estados Unidos e dos estados, constituição, regras das cortes e formulários
legais. Para acesso a algumas fontes é necessário um registro gratuito.

Bibliotecas comunitárias de Salvador ganham prêmio cultural

Fonte: Jornal da Manhã. Data: 24/05/2011.
O evento, uma iniciativa da Secretaria de Cultura da Bahia e do Governo Federal, premiou as bibliotecas que mais se empenharam em estimular a leitura, independente das dificuldades enfrentadas.
Veja o vídeo no URL:
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1517143-7823-BIBLIOTECAS+COMUNITARIAS+DE+SALVADOR+GANHAM+PREMIO+CULTURAL,00.html

Livro em papel sempre terá um mercado

Fonte: The Wall Street Journal. Data: 21/05/2011.
Autor: Jeffrey A. Trachtenberg.

Poucos executivos têm uma visão mais privilegiada da rapidez com que a tecnologia digital vem transformando o setor editorial do que John Makinson, diretor-presidente da Penguin Group, a divisão de livros da Pearson PLC. Decidir como e onde vender livros está muito mais complicado, mas, para o executivo, há uma diferença cada vez maior entre o leitor e o proprietário de livros. "O leitor quer apenas a experiência de ler e é um consumidor digital natural. Já o proprietário do livro quer presentear, compartilhar e guardar livros. Por isso sempre haverá um mercado para eles", afirma.

26 de mai. de 2011

SIBiUSP 30 Anos: Fórum de Debates

As Bibliotecas da USP e a inclusão e a responsabilidade social

Data: 30 de maio de 2011.
Horário: 9h
Local: Auditório BM&F do Depto de Economia, Administração e Sociologia
Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" - ESALQ/USP
Av. Pádua Dias, 11 - Vila Independência - Piracicaba/SP

Participações:
• Isaque Vacari - Embrapa Informática Agropecuária, Maria Goretti Gurgel Praxedes - Embrapa Informática Agropecuária, Marcos Cezar Visoli - Embrapa Informática Agropecuária, e Victor Paulo Marques Simão Embrapa Meio Ambiente
• Valéria dos Santos Gouveia Martins - Sistema de Bibliotecas da UNICAMP
• Elisa Campos Machado - Departamento de Estudos e Processos Biblioteconômicos da UNIRIO


Data: 31.maio.2011
Horário: 14h
Local: Auditório Myaki Issao
Faculdade de Odontologia - FO/USP
Av. Prof. Lineu Prestes, 2227 - Cidade Universitária - São Paulo/SP
Participações:
• Profa. Dra. Ana Estela Haddad – Ministério da Saúde
• Profa. Dra. Maria Luiza Moreira Arantes Frigerio – FO/USP
• Prof. Dr. Pedro Roberto Jacobi – FE/USP
• Dr. Pedro Urra – Diretor da Bireme



Organização:
Divisão de Biblioteca da ESALQ/USP - www.esalq.usp.br/biblioteca
Serviço de Documentação Odontológica da FO/USP - www.fo.usp.br/sdo
Apoio: Sistema Integrado de Bibliotecas da USP

Historiador cultural critica a 'googalização' do mundo

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 26/05/2011.
Autora: Juliana Vines.
Dê um Google no Google e você terá mais de 6 bilhões de resultados. Criado há 13 anos, o site hoje é muito mais que um buscador.
É um filtro do mundo, segundo Siva Vaidhyanathan, 45, especialista em história cultural e professor da Universidade de Virgínia, EUA.
Ele é autor de "The Googlization of Everything ""And why we should worry" (A Googalização de Tudo ""E por que devemos nos preocupar), lançado em março nos EUA.
Vaidhyanathan define-se como um dos primeiros usuários do site e teve a ideia do livro depois que soube de um plano do Google de digitalizar bibliotecas universitárias.
"Parecia muito controle para uma empresa só. Fiquei preocupado e resolvi investigar a companhia e a nossa relação com ela."

Em entrevista à Folha, ele fala como o Google é onipresente, onipotente e onisciente ""mas isso não faz com que seja benevolente."
Para o autor, devemos sempre nos perguntar: "Por que essa lista de resultados, e não outra?".

Folha - Vivemos em um mundo "googalizado", além de globalizado?
Siva Vaidhyanathan - Sim, as duas coisas. A tecnologia é parte da cultura, ela nos influencia da mesma forma que nós a influenciamos. E o Google é mundial. Ainda não é universal, mas está a caminho de ser.

Qual a consequência dessa "googalização"?
Cada vez mais, o Google muda a forma como vemos o mundo e como julgamos a informação. Para muitos, o site é fundamental para tomar decisões e muitos dependem dele para isso. Mais do que isso: o Google gere a nossa reputação. Ele gerencia as fontes de informação que encontramos. E as formas de comércio.

E revolucionou a internet?
Certamente. Antes do Google, a World Wide Web, que era apenas uma função da internet entre muitas outras, era incontrolável. Era difícil de navegar e, muitas vezes, desagradável. O Google fez da web um meio razoável e organizado. Ele deixou a minha vida e a vida de muitas pessoas mais fácil.

Isso não é positivo?
Pode ser. É uma boa empresa e faz um bom trabalho. Mas é uma empresa. Não devemos adorá-la só porque faz um bom trabalho. Devemos respeitá-la, mas não adorá-la. E o que ela fez de positivo no passado não determina necessariamente o que vai acontecer no futuro.

Mas adoramos o Google?
Existe uma certa mística em torno dele. As pessoas usam o site sem saber como ele funciona e sem questionar os resultados. A maioria o usa cegamente.

Por isso você fala em desmistificação?
As pessoas precisam perceber que o Google é falível, porque é uma empresa, construída e dirigida por seres humanos. E deve lucrar.
Esse é o primeiro objetivo. Nós cometemos um grande erro ao esquecermos isso e confiarmos cegamente. O Google fez muitas coisas boas para o mundo, mas isso é uma feliz coincidência.

Então como devemos usá-lo?
Quanto melhor entendermos como ele funciona, melhor poderemos corrigir a tendência que ele tem de nos dar respostas rasas, resultados rápidos que são projetados para ajudar a consumir coisas em vez de entender coisas. O Google é bom para uma pesquisa rápida, perguntas triviais. Não é bom para a profundidade, questões complexas, como debates científicos ou políticos.

Você acha que as pessoas deveriam parar de usar o site?
Elas podem fazer várias buscas diferentes. E devem começar a procurar e conhecer serviços que atendam necessidades específicas, como pesquisa científica ou dúvidas em saúde. E podemos voltar a usar as bibliotecas públicas regularmente. Profissionais treinados ainda são o melhor jeito de encontrar informações úteis sobre assuntos complexos.

Como você vê o futuro do Google e da internet?
A internet certamente mudou nossas vidas quase que instantaneamente. Mas nós podemos perder a liberdade e a abertura que ela nos permite se não lutarmos para preservá-la. Há governos e empresas que gostariam de controlá-la. Uma saída é termos alternativas múltiplas de pesquisa e esforços do governo para sistemas de informações claros e abertos.
THE GOOGLIZATION OF EVERYTHING
AUTOR: Siva Vaidhyanathan
EDITORA: University of Califórnia
PREÇO: R$ 61,72; 296 págs.
ONDE ENCONTRAR: Em inglês, na Livraria Cultura e na Amazon (versão impressa e para Kindle)

Arquivo Público de SP reúne jornais históricos da 'imprensa negra'

Periódicos do início do século XX podem ser consultados na internet.
Abolição da escravatura é celebrada no dia 13 de maio.

Fonte: Portal G1. Data: 13/05/2011.

Estudantes já podem se aprofundar mais nos estudos sobre a abolição da escravatura no Brasil, celebrada em 13 de maio, com a consulta a jornais publicados por várias vertentes do movimento negro no país durante as primeiras décadas do século XX. O Arquivo Público do Estado de São Paulo disponibiliza em seu site 23 títulos de jornais e revistas que tratam do tema.
Até agora, os títulos da chamada "imprensa negra", como ficaram conhecidos jornais e revistas publicados em São Paulo após o processo abolicionista, no final do século XIX, só podiam ser consultados na sede da instituição, que fica na Zona Norte de São Paulo.
Entre os títulos que estão disponíveis está o jornal "A voz da raça", da Frente Negra Brasileira, tido como um dos mais importantes do gênero, sendo bastante lido também fora da comunidade negra. O jornal foi publicado de 1933 a 1937.
Também estão disponíveis jornais como Getulino (1916-1923) e O Clarim d´Alvorada (1929-1940) que atuavam na divulgação de eventos cotidianos da população negra, como festas, bailes, concursos de poesia e beleza, eventos pouco divulgados em veículos da grande imprensa.
O acervo digital é composto pelos jornais: O Alfinete (1918-1921), Alvorada (1948), Auriverde (1928), O Bandeirante (1918-1919), Chibata (1932), O Clarim (1924), O Clarim d´Alvorada (1929-1940), Cruzada Cultural (1950-1966), Elite (1924), Getulino (1916-1923), Hífen (1960), O Kosmos (1924-1925), A Liberdade (1919-1920), Monarquia (1961), O Novo Horizonte (1946-1954), O Patrocínio (1928-1930), Progresso (1930), A Rua (1916), Tribuna Negra (1935), A Voz da Raça (1933-1937), O Xauter (1916). E as revistas: Quilombo (1950) e Senzala (1946).
As publicações podem ser consultadas no URL: http://www.arquivoestado.sp.gov.br/jornais

Censura literária: TJ-SP proíbe livro escolar por conteúdo obsceno

Fonte: Consultor Jurídico. Data: 25/05/2011.
Autor: Fernando Porfírio.
A distribuição do livro Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século na rede pública de ensino de São Paulo está definitivamente vetada. A decisão é da Câmara Especial do Tribunal de Justiça paulista que confirmou liminar para impedir a circulação da obra a estudantes da 6ª à 9ª série do ensino fundamental e do ensino médio.
O livro reúne contos de autores brasileiros publicados a partir de 1900, entre eles Machado de Assis, João do Rio, Lima Barreto, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector. A principal motivação para o tribunal vetar a obra seria o texto Obscenidades para uma Dona de Casa, de Ignácio Loyola Brandão, que conta a história de uma mulher casada que recebe cartas anônimas de um homem.
O desembargador Maia da Cunha, relator do recurso, entende que o conteúdo de três textos da coletânea são “inapropriados” com “elevado conteúdo sexual”, e descrição de atos obscenos, erotismo e referência a incesto. A Secretaria da Educação iniciou a distribuição no ano passado, mas esta foi suspensa por uma medida cautelar da Justiça.
De acordo com a decisão, a exposição de contos com elevado conteúdo sexual a crianças e adolescentes sem uma análise mais apurada de sua adequação à faixa etária, poderia causar consequências indesejáveis à sua formação.
“É certo que não se sabe, ainda, qual a extensão desta exposição, nem seu resultado, mas, havendo dúvida, a melhor solução, nesta fase, é resguardar a integridade das crianças e adolescentes que ainda não tiveram contato com as obras”, afirma o relator do recurso, desembargador Maia da Cunha, presidente da Seção de Direito Privado.
O recurso foi apresentado pelo Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Indec). A entidade pretendia também que os exemplares já distribuídos fossem recolhidos. No entanto, a turma julgadora entendeu que, nesse caso, o eventual desrespeito à dignidade das crianças e adolescentes já teria se consolidado, razão pela qual seria ineficaz o recolhimento.
Pelo menos 18 mil livros foram comprados por meio do programa Apoio ao Saber, que destina anualmente três obras para os estudantes levarem para casa. A secretaria disse que a escolha dos livros é feita por uma comissão.

A incrível história da produção editorial no país

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 25/05/2011.
Autora: Roberta Pennafort.
Há 203 anos, um decreto de d. João criava no Rio a Impressão Régia, primeira gráfica-editora em solo brasileiro. A iniciativa do príncipe regente é saudada pelos historiadores tanto quanto a de abrir os portos às nações amigas. Impresso no Brasil - Dois séculos de livros brasileiros (Unesp/Biblioteca Nacional, 663 pp., R$ 59,90) será lançado hoje, às 18 h, na Livraria João Alexandre Barbosa da USP (Rua da Reitoria, 374 – Cidade Universitária – São Paulo/SP. Tel.: 11 3091-4156).
Com 35 capítulos assinados por pesquisadores de instituições de vários Estados, abrangendo a produção editorial de lá para cá, como as primeiras tipografias e editoras, as experiências particulares do Amazonas ao Rio Grande do Sul, e fenômenos como Paulo Coelho e a série Harry Potter, a publicação mostra que o sonho de democratizar a leitura, fazendo do livro objeto acessível aos mais pobres, vem de muito longe.

Congresso do Livro Digital aproxima academia e mercado

Fonte: PublishNews. Data: 25/05/2011.
Autora: Gabriela Nascimento.

A organização do 1º Congresso Internacional CBL do Livro Digital se surpreendeu com o sucesso do evento realizado em São Paulo em maio do ano passado e agora quer mais. Cinco pessoas da Comissão do Livro Digital da CBL trabalham para que toda a programação esteja redonda até os dias 26 e 27 de julho, quando será realizada a segunda edição do evento, também em São Paulo.
Com um público esperado de 500 pessoas, o 2º Congresso Internacional CBL do Livro Digital deve ampliar as discussões levantadas na primeira edição sobre o impacto da era digital na cadeia produtiva do livro. Além disso, pretende analisar o comportamento do consumidor, discutir assuntos de interesse comum aos empresários e executivos do livro, refletir sobre os principais desafios e oportunidades do mercado e dar orientações sobre a produção e a gestão do livro digital, uma vez que algumas de suas 640 entidades associadas (entre editoras, livrarias e distribuidoras) são pequenas e precisam de apoio para se adaptar às mudanças ocasionadas pela chegada e popularização do livro digital.
Entre os nomes confirmados estão Bob Stein, presidente do Institute for The Future of the Book, que irá falar sobre essa nova geração que já nasceu digital; Dominique Raccah, da Sourcebook e do Book International Study Group, que analisará o comportamento do consumidor; Rochelle Grayson, da BookRiff Media, que dará uma palestra sobre modelos de negócios; Piete Swinkles, da Kobo, e Diego Vorobechik, da Bibliografika, que, junto ao brasileiro Marcos da Veiga Pereira, da Sextante e da DLD, falarão sobre o novo papel das distribuidoras e livrarias no mundo do livro digital.
Além deles, participam Joseph Craven, vice-presidente da Sterling Publishing, em painel sobre as oportunidades para os editores e Martha Gabriel, diretora da New Media Developers, que dará uma palestra sobre o marketing para o livro digital. Dominique Raccah, do Book Industry Study Group e CEO da Sourcebooks, e Edmar Bulla comentarão sobre estratégias para as redes sociais; Ricardo Cavallero, da Random House Mondadori, falará sobre o novo papel do editor; Carlos Viceconti, diretor da Digisign, e Patricia Peck Pinheiro, da Peck Pinheiro Advogados, abordarão a pirataria e os direitos autorais na edição digital. Por fim, Sandra Reimão, da USP, analisará a “cultura do gratuito”. Outros nomes e mesas ainda serão confirmados, e a CBL também avisa que a programação pode sofrer mudanças.
A novidade do evento deste ano é a apresentação de trabalhos científicos. Com essa iniciativa, a CBL pretende aproximar academia e mercado. Foram inscritas dez pesquisas, das quais serão escolhidas entre 4 e 6 para serem apresentadas. Dessas, duas ganharão prêmios em dinheiro e poderão ser publicadas em revistas científicas. Os temas dos trabalhos variam desde os desdobramentos das mudanças causadas pelos livros digitais até educação e negócios. Segundo a comissão, por ser um tema muito novo é essencial que o mercado e a academia olhem juntas para o livro digital. A CBL espera que, com a divulgação dessa nova iniciativa, mais pesquisas sejam inscritas no ano que vem.
O 2º Congresso Internacional CBL do Livro Digital tem o apoio da Frankfurter Buchmesse e será realizado no Centro Fecomercio de Eventos (Rua Dr. Plínio Barreto, 285. Bela Vista – São Paulo/SP) e custa R$ 1.050 para associados da própria CBL, R$ 1.250 para associados de entidades congêneres, professores e estudantes, R$ 1.500 para não associados e US$ 925 para estrangeiros. As inscrições deverão ser feitas no site www.congressodolivrodigital.org.br.

23 de mai. de 2011

Coletânea reúne textos de escritores sobre futuro do livro

Fonte: O Globo.  Blog Prosa Online. Data: 23/05/2011.

Autor: Miguel Conde .


Em vez de vagar pelo deserto com a barba engruvinhada e um manto fedorento, os profetas da era digital usam a camisa para dentro da calça, manejam com destreza o Powerpoint e substituíram o batido “apocalipse” (tão ontem) pela “mudança de paradigma”. Como seus antecessores, no entanto, eles continuam nos advertindo que “o fim” está próximo. O surgimento de novas formas de publicação, distribuição e leitura de livros não é no entanto um problema apenas industrial. Partindo dessa constatação, um livro lançado recentemente nos Estados Unidos tenta trazer para essa discussão um grupo que até agora tem participado dela de maneira marginal: os escritores. The Late American Novel: Writers on the Future of Books (Soft Skull Press, 192 pp., US$ 14,95), organizado por C. Max Magee e Jeff Martin, reúne 26 textos sobre o assunto escritos por contistas e romancistas americanos, a maioria deles jovens autores que gravitam em torno das revistas literárias.

Amazon está chegando ao Brasil. E não vai vender só livros

Fonte: Veja. Data: 20/05/2011.

Autora: Renata Honorato.

A Amazon está aportando no Brasil. A maior varejista eletrônica do mundo deve iniciar sua operação por aqui no fim deste ano ou no início de 2012. Para isso, já negocia com editoras brasileiras a conversão, em grande escala, de títulos nacionais em e-books, além de vender por aqui seu leitor de livros digitais, o Kindle. "Estamos em contato com o emissário da Amazon. E ele está conversando com várias editoras locais", revela Sérgio Machado, presidente da Record, uma das maiores empresas do setor editorial no país. A companhia americana confirma que tem "planos para o Brasil", mas guarda segredo sobre eles. Há três meses, o interlocutor com as editoras locais é o peruano Pedro Huerta, que trabalhou na prestigiosa editora americana Randon House. Ele conduz negociações a partir de Nova York e Londres. É evidente, porém, que a Amazon deve chegar ao país para empreender uma grande, ou melhor, gigantesca operação de e-commerce, que deve mexer com a vida de eventuais parceiros, concorrentes e consumidores. Faz todo o sentido. O setor de e-commerce no Brasil passa por uma fase positiva. Neste ano, deve faturar ao menos 20 bilhões de reais, segundo previsão da empresa de monitoramento de comércio eletrônico E-bit. É um crescimento de 35% em relação a 2010

20 de mai. de 2011

Pearson estréia em livro didático no Brasil

Fonte: Valor Econômico. Data: 20/05/2011.
Autora: Beth Koike.
A Pearson, grupo britânico que adquiriu os sistemas de ensino da SEB, está entrando no apetitoso mercado de livros didáticos, que movimenta aproximadamente R$ 2 bilhões. "Já conseguimos aprovar um livro de física e as obras das outras disciplinas estão em análise pelo FNDE. Mas independentemente dessa aprovação, vamos entrar no mercado de escolas privadas a partir do próximo ano", disse Nilson Curti, novo presidente da Pearson Brasil. O conteúdo dos livros didáticos será proveniente das apostilas e, principalmente, da Pearson, que conta com um vasto arquivo nas áreas de exatas, biológicas, humanas e idiomas já usados nos mais de 70 países em que atua. Nas disciplinas regionais como língua portuguesa e história do Brasil, por exemplo, serão reaproveitados os conteúdos dos sistemas de ensino do SEB (COC, Dom Bosco e Pueri Domus). A Pearson Brasil fatura R$ 150 milhões com sistemas de ensino no Brasil. O grupo Pearson encerrou o ano com faturamento mundial de US$ 9,2 bilhões.

National Jukebox: registros musicais históricos da Library of Congress

Agora é possível ouvir os registros sonoros da National Jukebox da Biblioteca do Congresso. Este acervo inclui mais de 10 mil registros feitos pela Victor Talking Machine Company entre 1901 e 1925. Os registros podem ser pesquisados, entre outros, por palavra-chave, título, músico e gênero musical. É um belo exemplo de biblioteca digital musical.

Yale Digital Commons

URL: http://discover.odai.yale.edu/ydc/Search/Results?lookfor=&type=allfields&filter%255B%255D=resource_facet%253A%2522Resource%20available%20online%2522
A Universidade de Yale provê acesso de forma gratuita a mais de 300 mil imagens de objetos digitais pertencentes às suas bibliotecas, arquivos e museus.

Imagens da Digital Gallery da Biblioteca Pública de New York


Mais de 700 mil imagens digitalizadas dos acervos da Biblioteca Pública de New York estão sendo disponibilizadas. Essas imagens incluem, entre outros, mapas históricos, posters, fotografias e manuscritos.

19 de mai. de 2011

Livros eletrônicos podem ser isentos de impostos

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 18/05/201.
Autor: Felipe Recondo.
Um projeto para tornar imunes de impostos os livros eletrônicos foi aprovado na terça-feira pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A proposta do senador Acir Gurgacz (PDT-RO) equipara ao livro de papel os equipamentos que tenham como "função exclusiva ou primordial a leitura de textos em formato digital ou a audição de textos em formato magnético ou ótico".
O projeto ainda precisa ser votado na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado antes de ser encaminhado para a Câmara dos Deputados. Se aprovado e sancionado, aparelhos como kindle não serão tributados.
O autor do projeto argumenta não ser possível restringir o conceito de livros apenas à "publicação de textos escritos em fichas ou folhas, não periódica, grampeada, colada ou costurada, em volume cartonado, encadernado ou em brochura, em capas avulsas, em qualquer forma e acabamento".
"Submetemo-nos a um atraso quando nos prendemos a esse conceito...", afirmou ao justificar sua proposta. Esta discussão revelou o Estado, pode levar o Supremo Tribunal Federal (STF) a rediscutir o conceito de papel e estender a imunidade tributária para os livros eletrônicos.

Cresce a produção de livros nos Estados Unidos

A Bowker, líder mundial em informação bibliográfica, divulgou o seu relatório anual sobre o mercado americano nas áreas de publicação de livros impressos, compilados a partir dos dados da sua base de dados Books in Print. Com base em dados preliminares dos editores dos EUA, a Bowker está projetando que, apesar da popularidade dos livros eletrônicos (e-books), a produção de títulos impressos em 2010 aumentou 5%. A produção de novos títulos e edições aumentou de 302.410 itens em 2009, para 316.480, em 2010. Esse aumento de 5% vem na esteira de um aumento de 4% no ano anterior com base nos valores finais do biênio 2008-2009.
Maiores informações no URL: http://www.bowkerinfo.com/bowker/IndustryStats2010.pdf

18 de mai. de 2011

Evento: Conferência sobre Tecnologia, Cultura e Memória

Local: Instituto Ricardo Brennand - Recife, Pernambuco – Brasil
Data: 13-15 de setembro de 2011.

A Conferência sobre Tecnologia, Cultura e Memória é produto da cooperação desenvolvida entre pesquisadores do Grupo de Pesquisa Memória e Sociedade do Laboratório Liber/UFPE, do Instituto Holandês do Patrimônio - Erfgoed Nederland, e do projeto Brasiliana USP. O evento vem atender a demanda de conhecimento teórico e prático no campo da curadoria do patrimônio digital e das políticas públicas para a preservação e o acesso da herança cultural.
O Coordenador é o Professor Marcos Galindo Lima, Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Pernambuco.

Após veto, livro do MEC ensina como lidar com obra de Lobato

Fonte: Portal IG. Data: 16/05/2011.
Autora: Cinthia Rodrigues.
Depois de ter a obra Caçadas de Pedrinho vetada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) por racismo, Monteiro Lobato ganhou agora duas páginas com um “modo de usar” em livro que será enviado pelo Ministério da Educação (MEC) a 157 mil professores de 1º ao 5º ano. O volume 19 da Coleção Explorando o Ensino diz que a personagem Tia Nastácia deve ser apresentada com “análise” e sem “julgamento”.
Em outubro do ano passado, o CNE decidiu por unanimidade recomendar que não se distribuísse o livro publicado em 1933 por considerar que algumas passagens são racistas. O veto foi derrubado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, que devolveu o texto ao conselho solicitando uma revisão, que não ocorreu até hoje. Agora, um livro elaborado pela Universidade Federal de São Paulo e que será distribuído no segundo semestre para escolas de todo o País se refere a Monteiro Lobato em capítulo intitulado “Leitura e Compreensão: a ronda dos preconceitos e estereótipos” e explica como os educadores devem tratar de “Tia Nastácia, a inesquecível personagem referida como 'negra de estimação', logo nas páginas iniciais do Sítio do Pica-Pau Amarelo.”

17 de mai. de 2011

McGraw-Hill inaugura biblioteca digital


A editora McGraw-Hill acaba de lançar a “McGraw-Hill e-book library”. Ela é uma biblioteca digital que, mediante assinatura, permite acesso imediato a mais de 1.160 títulos lançados pela editora. O direito de acesso é na base de assinatura por um período de um a quatro anos. Novos títulos serão adicionados ao acervo a cada quatro meses (Janeiro, Maio e Setembro de cada ano).

RDA: um novo paradigma na catalogação

Autor:
Murilo Bastos da Cunha
Publicado no: Infohome. Data: maio de 2011.

Acaba de ser publicado um dos primeiros livros na língua portuguesa sobre a nova norma de catalogação denominada RDA (Recursos: Descrição e Acesso). Essa nova obra é de autoria de Chris Oliver, coordenadora de Catalogação da McGill University Library, em Montreal (Canadá), e tem como título Introdução à RDA: um guia básico (1) [Brasília: Briquet de Lemos, 2011. 153 p.]. A edição original em inglês foi publicada em 2010, pela American Library Association. Portanto, ambas as edições possuem conteúdos muito recentes.
            Como se sabe a RDA está provocando uma enorme mudança na catalogação internacional desde a publicação da segunda edição do Código de catalogação anglo-americano – com edição brasileira publicada pela FEBAB em 1983 e em 2004, agora incorporando a revisão de 2002; também existe uma reimpressão, lançada em 2010 (2-4). Pensava-se que seria lançada uma nova edição do código de catalogação e que a sua nova sigla, continuando a longa tradição das versões anteriores, fosse AACR3. Além disso, essa nova edição certamente iria incluir as modificações geradas pelas atualizações ocorridas no formato MARC 21. Mas, a longa tradição de edições sucessivas do AACR foi quebrada e não teremos o AACR3!
            Todavia, “apesar de manter uma forte relação com as AACR2, a RDA delas difere em muito, devido a ser baseada numa estrutura teórica, ter sido projetada para o ambiente digital e seu escopo ser mais abrangente do que o das AACR2” (p. 1). De fato, as normas da RDA são baseadas nos modelos conceituais do Functional Requirements for Bibliographical Records (FRBR, Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos) e do Functional Requirements for Authority Data (FRAD, Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade), e incorporam um ponto de vista impensável anos atrás. Agora a estrutura da descrição bibliográfica inclui também o acesso à informação do objeto descrito como um todo.
            O novo livro está composto por sete capítulos. O primeiro, intitulado “O que é a RDA?”, mostra a base teórica na qual a RDA foi baseada. A autora menciona que “a RDA consiste num conjunto de instruções práticas, que, no entanto, baseia-se numa estrutura teórica que define a forma, a estrutura e o conteúdo desta nova norma” (p. 1). Os dados RDA podem “ser codificados com o emprego de esquemas existentes, como o MARC21, Dublin Core, MODS e também podem ter correspondências estabelecidas com outros esquemas, atuais ou futuros. (...) os dados RDA também foram projetados para serem usados no ambiente da Rede e em novos tipos de estruturas de bases de dados. (...) A RDA pode ser utilizada para a descrição tanto de recursos tradicionais quanto não-tradicionais, analógicos e digitais, dentro e fora da biblioteca” (p. 3).
            O segundo capítulo aborda as relações da RDA com as normas, modelos e princípios internacionais. Nele é apontado que a RDA “emprega os conceitos, a terminologia e os princípios reconhecidos pela comunidade internacional de catalogação. Baseia-se em tradições catalográficas existentes embora também se leve em conta a forma como os dados das bibliotecas serão usados no futuro. (...) A RDA foi desenvolvida para se encaixar na matriz de normas internacionais de descrição de recursos” (p. 8).
            O terceiro capítulo comenta o FRBR e FRAD na RDA. Aí se afirma com detalhes que a RDA é de fato uma aplicação desses dois modelos conceituais. “Esses modelos moldaram a estrutura da RDA e influenciaram a linguagem empregada nas instruções” (p. 17). Um aspecto interessante é apontado pela autora: “os modelos FRBR e FRAD são modelos de entidade-relação. Foram desenvolvidos com o emprego de enfoque e metodologia semelhantes. O ponto de partida de ambos os modelos são os usuários e suas necessidades. (...) As necessidades do usuário são definidas em termos de tarefas de usuário. (...) Há quatro tarefas de usuário relativas ao uso de dados bibliográficos, e quatro relativas a dados de autoridade” (p. 19-20).
Continuando, a autora enfatiza que “o foco não está no catalogador que cria um único registro, mas no usuário que busca esse registro em grandes catálogos ou bases de dados” (p. 22). Mostra também que a RDA dá ênfase ao registro de relações.
O quarto capítulo explica que a RDA é a norma que substitui as AACR2, mas que coexiste uma continuidade entre ambas, a saber: a mesma estrutura de governança; a RDA foi construída sobre os mesmos alicerces das AACR2; muitas instruções foram derivadas das AACR2 e os novos registros catalográficos serão compatíveis com o antigo código de catalogação.
O quinto capítulo aborda as diferenças e similaridades existentes entre a RDA e o AACR2. Nessa parte da obra analisam-se os aspectos relacionados com a implantação da RDA. Nessa transição as associações profissionais, as escolas de biblioteconomia e o próprio profissional exercerão papéis primordiais para que essas mudanças sejam feitas de forma tranquila. Aqui vale a pena apontar um importante aspecto: para que as normas RDA sejam implantadas e largamente utilizadas no Brasil e nos outros países lusófonos elas precisam ser traduzidas com certa urgência. É quase certo que a barreira linguística pode ser um empecilho para a transição das normas das AACR2 para a RDA.
No último capítulo a autora comenta as vantagens, o presente e o futuro da RDA no contexto informacional. Ao finalizar ela aponta que “na medida em que os catalogadores forem construindo o corpo de dados RDA, os usuários começarão a notar as vantagens de uma norma que coloca suas necessidades no centro” (p. 130).
            Com todo esse contexto das tecnologias da informação, especialmente a internet, ficou inevitável a demanda de novas normas de catalogação que pudessem descrever os novos objetos digitais. Assim, o universo bibliográfico fica agora atualizado e de posse de regras que finalmente poderão descrever esse contexto da informação digital surgido nos últimos quinze anos. As normas da RDA vêm dar ao bibliotecário e a outros profissionais de informação um moderno e prático instrumento imprescindível para o bom exercício profissional na área de catalogação nesse mundo digital.
            O livro, portanto, é editado no momento certo. Ele pode servir como um prático e didático ponto de partida para os profissionais e estudantes nesse processo de transição ora iniciado.

Referências bibliográficas
(1) OLIVER, Chris. Introdução à RDA: um guia básico. Brasília: Briquet de Lemos, 2011. 153 p. ISBN 978-85-85637-45-3
(2) Código de catalogação anglo-americano. 2. ed. São Paulo: FEBAB, 1983. 2 v.
(3) Código de Catalogação Anglo-Americano. 2. ed., revisão 2002 São Paulo: FEBAB; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004. 2 v. ISBN 8585024046
(4) Código de Catalogação Anglo-Americano. 2. ed., revisão 2002, reimpressão. São Paulo: FEBAB, 2010. 2 v. ISBN 9788585024048

13 de mai. de 2011

Acervos pessoais ''encalham'' em livrarias da cidade

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 13/05/2011.
Autor: Edison Veiga e Flávia Tavares
Quando se entra naquela livraria de obras antigas, com cheiro de páginas lidas e relidas e títulos que parecem fundamentais só pela imponência da capa de couro, pode-se ter a impressão de que se trata apenas de mais um sebo do centro de São Paulo. O que não se imagina é que naquelas estantes estão décadas de dedicação, investimentos e empenho de colecionadores e bibliófilos em encontrar as obras mais especiais. São as bibliotecas pessoais - que a Livraria Calil, descrita acima, comercializa -, que movimentam um mercado vultoso e internacional. A diferença básica desta livraria para as outras é a preferência por vender bibliotecas pessoais inteiras, sem desmembrá-las - embora haja também obras avulsas nas prateleiras. Ali, estão acervos que valem de US$ 120 mil a US$ 2 milhões.