16 de set. de 2016

Cientistas do MIT criam sistema que consegue ler livros fechados

Fonte: EExponews. Data: 12/09/2016.
Um novo sistema de imagens da MIT consegue ver através da capa de um livro e lê-lo.
O feito se dá graças, e principalmente, à radiação terahertz, a banda de radiação eletromagnética entre microondas e luz infravermelha, e as minúsculas lacunas de ar entre as páginas de qualquer livro fechado.
A radiação terahertz pode distinguir entre tinta e papel em branco de uma forma que os raios X não pode, e também oferece profundidade de resolução muito melhor do que o ultrassom.
O novo sistema protótipo desenvolvido por pesquisadores do MIT e da Georgia Tech usa uma câmera terahertz padrão para emitir rajadas de radiação ultracurtas e então medir quanto tempo leva para que a mesma seja refletida de volta. Um algoritmo, em seguida, mede a distância a cada uma das páginas do livro.
Alimentado com esses dados, o sistema utiliza duas medidas diferentes de energia das reflexões para extrair informações sobre as propriedades químicas das superfícies refletoras. Ao mesmo tempo, se “esforça” para filtrar o “ruído” irrelevante produzido ao longo do caminho. Dessa forma, consegue distinguir o papel com tinta do papel em branco, usando um algoritmo separado para interpretar as imagens muitas vezes distorcidas ou incompletas como cartas individuais.
Os pesquisadores testaram seu protótipo em uma pilha de papéis, cada um com uma letra impressa sobre ele, e descobriram que ele poderia identificar corretamente as letras sobre as nove folhas superiores.
O Metropolitan Museum de Nova York tem manifestado interesse no sistema como uma forma de examinar livros antigos sem tocá-los, disse Barmak Heshmat, um cientista da pesquisa no MIT Media Lab.

A tecnologia pode ser utilizada para analisar qualquer material organizado em camadas finas, tais como revestimentos de peças de máquinas ou de produtos farmacêuticos

15 de set. de 2016

Novo número: Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação

A revista RBBD, Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, acaba de publicar seu último número, disponível em https://rbbd.febab.org.br/rbbd
Sumário
Editorial. Rosa Maria Fischi
Artigos
O bibliotecário e a editoração de periódicos científicos (2-26). Solange Alves Santana, Marivalde Moacir Francelin.
O incentivo da leitura na biblioteca escolar (27-44). Diego Salcedo, Jailiny Stanford
Extensão Bibliotecária no Sistema Municipal de Bibliotecas de São Paulo (45-69). Juliana Ferreira de Araujo, Marivalde Moacir Francelin.
Atualização e complementação do acervo bibliográfico de bibliotecas especializadas em Ciências Agrárias (70-88). Carmelita do Espirito Santo, Cláudia Regina Delaia Machado
Recursos físicos hospitalares no Brasil: um estudo bibliométrico (89-109). Patrícia Bover Draganov, Ricardo Quintão Vieira, Maria Cristina Sanna.
Entrevistas
Os rumos da comunicação científica na área da saúde (110-114). Carmen Verônica Mendes Abdala.
Resenhas

CUNHA, Murilo Bastos da; AMARAL, Sueli Angelica do Amaral; DANTAS, Edmundo Brandão. Manual de estudo de usuários da informação. São Paulo: Atlas, 2015. 448 p. (115-117). Rossanna dos S. S. Rubim.

Na onda do Pokémon Go, livros apostam na realidade aumentada

Autoria: Bolívar Torres.
Fonte: O Globo. Data: 14/09/2016.
A mesma tecnologia que permite a jogadores caçarem criaturas virtuais pela cidade pode ser a solução para dinamizar um mercado editorial em crise no país. Surfando na onda do Pokémon Go, editoras investem cada vez mais na utilização da realidade aumentada em suas publicações. O recurso não é novo — vinha sendo utilizado sem muito alarde em obras físicas e digitais desde 2008 — mas ganha força à medida que é aperfeiçoado e invade progressivamente nossas vidas. Quem comprou a aposta, garante: chegou a hora e a vez da realidade aumentada na indústria do livro.
Seja na ficção, no didático ou no infantil, as possibilidades são múltiplas, desenvolvendo elementos gráficos em 3D, vídeo e interações entre o virtual e o real. O princípio é o mesmo que o do famoso jogo dos bichinhos japoneses, só que a serviço da leitura. Pela mediação de tablets e smartphones, personagens saem da página e ganham vida, cenários fixos viram mundos virtuais quase palpáveis, e a apresentação interativa de conteúdos difíceis como matemática ou ciência tornam o aprendizado mais lúdico e atrativo.
— Com a febre mundial do Pokémon Go, houve uma popularização da tecnologia, o que sinaliza o óbvio: se já está sendo assim nos games, será assim com os livros — avalia Josué Matos, da editora PenDragon, que exibiu na última Bienal de São Paulo, encerrada no sábado passado, publicações com a tecnologia em seu estande.
Seus mais recentes lançamentos (como a fantasia “Adelphos — A Revelação”, de M. Pattal) incluem interações em 3D entre público e obra. Os próximos prometem ir mais longe, oferecendo mapas virtuais em romances de fantasia e personagens animados saltando dos livros e brincando com os leitores.
— Felizmente o uso da tecnologia em um jogo mostrou o caminho para a união perfeita entre imaginação e realidade — diz o editor. — Saber fazer uso dessa tecnologia colocará definitivamente os livros de ficção, ou de qualquer outro gênero, como ferramenta lúdica, com potencial para mudar o mundo.
Por enquanto, as iniciativas atuais nesse sentido envolvem principalmente os universos didático e infantil. Também na última Bienal, a DSOP, especializada em educação financeira, exibiu o seu “Diário dos sonhos”, de Reinaldo Domingos (com ilustrações de Bruna Assis Brasil). O livro traz desafios animados, em que cenários e personagens saltam das páginas para ensinar crianças sobre o uso de dinheiro.
Presidente da DSOP, Reinaldo Domingos aponta diversas razões na demora para a ferramenta ganhar a indústria como um todo — e de continuar sendo ainda apenas uma aposta no mercado editorial.
— O custo de criação ainda é relativamente alto em relação ao processo de criação de um livro, o que torna um investimento arriscado — diz ele. — Tem também o fato de ser uma ferramenta relativamente recente. Contudo, tenho certeza que essa será uma tendência para o mercado de editoras, pela necessidade cada vez maior de integrar o livro físico com novas tecnologias, para sobreviver a uma evolução natural da comunicação.
Fundador da Ovni Studios, um estúdio independente de games, Tiago Moraes desenvolveu, no final do ano passado, o projeto “Perônio”, que junta a dinâmica dos livros animados com a interatividade digital das telas sensíveis, e foi um dos primeiros lançamentos na linha híbrida 3D, realidade virtual e aumentada. Ele acredita que, só agora, os dispositivos móveis ideais para este tipo de experiência passaram a oferecer a performance necessária para a difusão da tecnologia.
— Por muito tempo se usou a webcam dos computadores para experiências de realidade aumentada, mas é fácil entender que os computadores e notebooks não eram os dispositivos ideais para este tipo de experiência — explica Moraes. — Antes do Pokémon Go, a grande maioria das pessoas não fazia ideia do que se tratava. Agora, ao serem confrontadas com esse termo, já associam ao jogo e sabem do que se trata. Devido à popularidade do aplicativo, outros estão tentando surfar na onda da realidade aumentada, pois o mindset das pessoas muda e as oportunidades aparecem.
Segundo Moraes, novas tecnologias demoram para chegar ao consumo de massa. A partir de agora, contudo, a realidade aumentada tende a evoluir de forma rápida — e quem souber aproveitá-la melhor deve sair na frente.
— A tecnologia de hoje tenta fazer com que tudo esteja dentro de nossos celulares. Muitas das coisas que fazíamos nos computadores são feitas nos celulares, como e-mails, redes sociais, GPS, fotos e entretenimento de forma geral — diz. — Em um período curto, tudo estará nos celulares, computadores e TVs deixarão de existir.
“LIVROS INFANTIS SAEM NA FRENTE”
Com tese de doutorado sobre novas narrativas em mídias, a professora e coordenadora do curso de Jornalismo da Eco-UFRJ Cristiane Costa acredita que, de todas as novas estratégias para os livros animados, a realidade aumentada é a que tem mais possibilidade de vingar. Uma de suas principais vantagens em relação ao livro pop-up, que cria animações em dobraduras por meio de um complexo trabalho com o papel, é que ela não demanda os altos custos de impressão.
— Embora tenha uma linguagem única, a realidade aumentada é uma evolução dessa estética que já existia no impresso com os livros pop-up — explica. — Seu desenvolvimento a popularizou e aumentou o nível de interatividade.
Depois de pesquisar o assunto com Cristiane na UFRJ, a produtora editorial Aline Pina passou a editar um site sobre as novidades do uso da tecnologia nos livros. Segundo ela, os grandes grupos editoriais no Brasil continuam alheios às inovações nesse campo, que estão sendo introduzidas no mercado principalmente por editoras independentes, startups e agências de publicidade.

— Um bom projeto com realidade aumentada precisa ter um projeto gráfico pensado para o digital, que explore ao máximo as interações e as possibilidades oferecidas pelo conteúdo multimídia, e que esteja intimamente ligado com o conteúdo do impresso ou do aplicativo — opina Aline. — Atualmente, os livros infantis saem na frente porque têm maior apelo com as imagens, é mais fácil adaptar as histórias às animações. Estes livros são como brinquedo nas mãos das crianças, elas adoram. Nos didáticos, o uso da ferramenta torna o conteúdo mais fácil de vivenciar e aprender, mais empírico, construindo um novo entendimento baseado nas interações com objetos virtuais que trazem um material complementar e de fixação das aulas.

Missão árdua para o Conselho de Cultura

Fonte: Folha PE. Data: 14/09/2016.
A bibliotecária Juliana Albuquerque foi recentemente eleita titular de Literatura do Conselho Estadual de Cultura, grupo formado por 40 membros empossados no último mês de junho e que têm a missão de ampliar a participação da sociedade civil na formulação das políticas públicas. Reunido nesta terça, o Conselho conclui a construção de seu regimento interno e parte para a lida efetiva, que inclui reaver verbas destinadas à Cultura que foram realocadas para outros fins dentro do orçamento do Estado. Junto com outros membros do Conselho, Juliana assina carta de repúdio contra o corte de R$ 780 mil para a implantação do Sistema Estadual de Cultura, R$140 mil da Valorização do Livro, da Leitura e da Biblioteca, e R$ 230 mil da Implantação de Ações Culturais no Pacto pela Vida. “Fizemos a carta porque, enquanto conselheiros, não poderíamos deixar passar”.
Verba para a Cultura
Em uma das reuniões, essa questão foi conversada. O secretário (Marcelino Granja) apresentou alguns slides de orçamento, que ainda serão enviados para nós para que possamos retomar essa discussão. A gente questionou esse corte tão grande para garantir um direito que existe há tanto tempo (R$ 1,150 milhão remanejados para pagamento de auxílio funeral dos servidores do Estado, parte do orçamento da Cultura). Outros cortes maiores aconteceram, mas estamos discutindo ainda. O secretário disse que vai haver devolução de parte desse dinheiro, algo em torno de R$ 400 mil. Não é nada comparado ao todo, mas ele explicou que os cortes foram gerais. Não sei se há (valores garantidos para atividades do Conselho). O que se discutiu foi se nós, conselheiros, receberíamos ou não. Eu não concordo porque somos uma instância de controle social e é complicado que recebamos para estar lá. As coisas ficariam confusas, como se o Governo estivesse nos pagando para estarmos lá.
Planejamento de atuação
Entre as propostas da minha campanha eleitoral  estão o estímulo a políticas de formação em escrita criativa, a criação de um fundo exclusivo para o setor de livro, leitura, literatura e bibliotecas (um Funcultura setorial, como existe para o audiovisual) e investir na construção do Plano. Algumas coisas já estão caminhando. As escutas têm acontecido, inclusive no Interior, e são elas que vão formar o Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, até para que todos se sintam incluídos. No momento aguardamos da Secretaria de Cultura o lançamento de um edital para convocar as pessoas para escrever esse plano.
A ideia é que essas escutas deem a base para identificar onde estão as maiores deficiências. A gente sempre pede que se fale a verdade, avisa que o material não vai vazar, porque se as pessoas camuflarem a realidade, estarão dizendo que está tudo bem e a gente não vai ter o que construir. Já sabemos que algumas bibliotecas funcionam puramente por iniciativa dos funcionários, por exemplo.
Relação com entes públicos

Com o Governo do Estado, com o secretário Marcelino Granja, o diálogo é melhor do que com a Prefeitura do Recife. As verbas para bibliotecas do Estado são vinculadas à Secretaria de Educação, mas as da Prefeitura do Recife estão na Segurança Urbana. Isso afeta porque nesta quarta temos um secretário, Murilo Cavalcanti, sensível às bibliotecas, mas as eleições estão aí e tudo pode mudar. Ele vê nas bibliotecas um apoio para a segurança, e pegou para ele. É o único lugar do Brasil que eu conheço onde as bibliotecas não estão nem com Educação nem com Cultura. Existe a biblioteca do Estado de Pernambuco (próxima ao Parque Treze de Maio) que foi recentemente reformada e está funcionando, e foram reabertas as de Afogados, de Casa Amarela e a do Compaz do Alto Santa Terezinha, todas no Recife.

Brasileiro cede manuscrito "perdido" de Borges a biblioteca argentina

Fonte: UOL. Data: 13/09/2016.
A Biblioteca Nacional Argentina ampliou nesta terça-feira (13) sua exposição de manuscritos inéditos do escritor Jorge Luis Borges, inaugurada em julho, depois de ter recebido de um colecionador brasileiro o manuscrito original de um conto do autor considerado perdido até agora.
Durante uma viagem profissional a São Paulo, o diretor do órgão, Alberto Manguel, se encontrou com o economista e historiador Pedro Corrêa do Lago, que o mostrou uma coleção "absolutamente impressionante" na qual estava o manuscrito de "A Biblioteca de Babel", de Borges, escrito sobre nove folhas arrancadas de um caderno de contabilidade e repleto de correções.
"Ele era muito generoso com suas coisas e as presenteava. Por isso, muitas coisas acabaram nas mãos de diversos livreiros, como as do americano John Wronoksi, que vendeu o documento ao colecionador brasileiro", disse Manguel em entrevista à agência Efe.
Após descobrir esse "grande tesouro" em São Paulo, Manguel pediu o manuscrito emprestado a Corrêa do Lago para ampliar a mostra "Uma lógica simbólica", que está em exibição desde julho na Biblioteca Nacional e reúne 17 manuscritos originais e inéditos de Borges (1899-1986), pertencentes a coleções públicas e privadas.
"Vou devolvê-los, a não ser que sofra um lapso de moral e decida roubá-los para a biblioteca", brincou o diretor, lamentando, no entanto, o fato de a entidade não ter perdido a "oportunidade" de comprar essas obras, "uma parte fundamental da memória histórica e cultural da Argentina".

Segundo o diretor, os manuscritos são essenciais para conhecer os processos mentais do autor e entender seu estilo, caracterizado por uma grande qualidade técnica e por sua preocupação em encontrar as palavras exatas. "É comovente porque tudo isso começou em um suporte tão humilde como folhas de contabilidade, que custaram poucos centavos", afirmou Manguel.

10 de set. de 2016

Semana Internacional de Acessibilidade e Cultura é aberta na Biblioteca-Parque Estadual

Fonte: Sopa Cultural. Data: 9/09/2016.
A Biblioteca-Parque Estadual, um espaço da Secretaria de Estado de Cultura, recebeu nesta quinta-feira, 8/09, representantes de diversos países para a abertura da I Semana de Acessibilidade e Cultura que acontece de 9 a 15/09 nas Bibliotecas-Parque Estadual e de Manguinhos. Estiveram presentes no evento embaixadores, ministros e artistas das nações da Suécia, da Coreia, da Alemanha, da França, da Grã-Bretanha, dos Estados Unidos, e a Chefe-adjunta da Delegação da União Europeia no Brasil, além da Secretária de Estado de Cultura, Eva Doris Rosental, que iniciou o encontro ratificando o compromisso da pasta com o tema da acessibilidade.
“Não podemos pensar nesse assunto como um tópico apenas da área da Saúde ou da Educação, mas como um assunto transversal, que cruza todas essas áreas – inclusive a Cultura. Por meio da Cultura promovemos a inclusão social, ponto de extrema importância quando falamos de acessibilidade. Estamos reunidos hoje com representantes de vários países que já são referência no tema para que possamos aprender com eles como trilhar este caminho”.
Em seguida, Eva passou a palavra a Gabriele Lösekrug-Möller, vice-ministra parlamentar do Ministério do Trabalho e Social da República Federal da Alemanha, que agradeceu o convite e elogiou a Biblioteca-Parque Estadual por sua tecnologia de ponta e seu alcance ao público, especialmente a população em situação de rua que frequenta o espaço.
“Entrar em um lugar como este é emocionante. Quando utilizamos o termo inclusão em acessibilidade, nos referimos a algo que toda a sociedade possa participar, e aqui todas as pessoas têm acesso a um impressionante acervo de filmes, jornais, livros e revistas, com os equipamentos necessários para ajudá-los a embarcar nessa jornada pelo conhecimento e superar suas barreiras. As primeiras barreiras estão nas cabeças das pessoas, então trabalhar a mente é fundamental para que possamos vencer as diferenças”.
Também falaram o embaixador da França no Brasil, Laurent Bili; a ministra sueca para Infância, Terceira Idade e Igualdade de Gênero, Åsa Regnér; o diretor do British Council Brasil, Martin Dowle; o cônsul dos Estados Unidos no Brasil, James Story; a Chefe-adjunta da Delegação da União Europeia no Brasil, Claudia Gintersdorfer; e o embaixador da Coreia, Jeong Gwan Lee, que apresentou o artista coreano Kim Gen-Tae e explicou um pouco da relação entre o tema acessibilidade e sua exposição “Como Flores e Estrelas”, em cartaz na Biblioteca-Parque Estadual até o dia 30/09.
“No idioma original utilizamos a expressão “flores selvagens”, um tipo de vegetação facilmente encontrado na Coreia, que embeleza a paisagem em nosso país. Infelizmente, como são muito comuns, as pessoas não reparam nessas plantas e não apreciam seu encanto. O artista usa essa metáfora para falar sobre as pessoas com deficiência: Nós precisamos prestar atenção nesses indivíduos, precisamos enxerga-los como participantes em nossa sociedade?
Após a mesa de abertura, os representantes dos países que participam da Semana de Acessibilidade e Cultura fizeram uma visita guiada com a Secretária de Estado de Cultura e com a Superintendente da Leitura e do Conhecimento, Vera Schroeder, que falou sobre os esforços feitos para transformar a Biblioteca-Parque Estadual, desde sua reabertura, em um espaço de referência quando o assunto é acessibilidade.
“A biblioteca foi toda reformada, observando e atendendo a vários itens espaciais em sua arquitetura para que ela seja, de fato, uma biblioteca bastante acessível. Desde 2014, quando foi reinaugurada, foram realizados diversos cursos que qualificam seus funcionários para que eles possam acolher melhor o público, sem preconceitos, sem diferenças que impeçam todas as pessoas de terem acesso à informação. Esse é um trabalho constante, que culminou com a passagem da tocha Paralímpica, e que irá continuar com a I Semana Internacional de Acessibilidade e Cultura que vai até o dia 15/09. A presença de todos é muito importante para que possamos ampliar esse debate”.

A I Semana Internacional de Acessibilidade e Cultura é uma realização da Superintendência da Leitura do Conhecimento da Secretaria de Estado de Cultura, do Instituto Goethe e do Instituto Francês do Brasil, e conta com a parceria da Embaixada da Suécia, da Missão Diplomática dos EUA no Brasil, do British Council, da Embaixada da República da Coreia e da União Europeia no Brasil.

SEC leva Biblioteca Itinerante e programa MT Criativo para Peixoto de Azevedo

Fonte: FolhaMax. Data: 9/09/2016.
A Secretaria de Estado de Cultura está presente na Caravana da Transformação com ações da Biblioteca Itinerante e com o programa MT Criativo. A segunda edição da Caravana acontece no município de Peixoto de Azevedo (a 690 km de Cuiabá), entre os dias 06 e 13 de setembro e atende, além da comunidade de Peixoto, moradores de outros 16 municípios do entorno.

A SEC leva para a ação a Biblioteca Itinerante, projeto da Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça (BPEEM) que oferece atividades pedagógicas de incentivo à leitura, oficina de máscaras e distribuição de livros de autores mato-grossenses. (...)

Saraiva revela números do Publique-se, sua plataforma de autopublicação

Autoria: Leonardo Neto.
Fonte: Publishnews. Data: 08/09/2016.
No ar desde 2013, o Publique-se, plataforma de autopublicação da Saraiva, teve um salto no primeiro semestre de 2016. Em comparação a 2015, houve um crescimento de 74% no seu catálogo de obras digitais publicadas. Pulou de 6,5 mil títulos publicados até o fim do primeiro semestre de 2015 para 11,3 mil livros publicados até o fim do primeiro semestre desse ano.
Segundo apuração da varejista, 12 milhões de visitantes acessam o acervo do Publique-se mensalmente.
“Estamos apostando bastante no Publique-se. Temos feito atualizações constantes e reforçamos a divulgação nas lojas físicas o que levou a esse incremento de acesso à plataforma”, comentou Gustavo Mondo, gerente do site e produtos digitais da Saraiva.
Sem relevar números exatos, Gustavo disse ao PublishNews que as vendas digitais têm apresentado crescimento anual de dois dígitos na Saraiva, enquanto que as vendas pela plataforma Publique-se têm crescido três dígitos.
Gustavo revelou ainda que a plataforma conta hoje com 20 mil autores cadastrados. Ele diz ainda que não há um gênero específico que cresça mais do que outro, mas chama a atenção a forte presença de livros técnicos.
Os e-books publicados pelo Publique-se ficam disponíveis em todo o ecossistema da Saraiva: estão à venda no e-commerce da varejista, para leitura no Lev, o e-reader da Saraiva, ou nos apps de leitura digital criados pela empresa.

As informações dadas por Gustavo caem como gotas de chuva no deserto. Há muito pouca – ou quase nenhuma – informações sobre a autopublicação no Brasil. Dados da pesquisa Produção e vendas do setor editorial brasileiro mostram que, ao comparar 2014 com 2015, o faturamento dos livros digitais cresceu 21% e que o número de e-books vendidos subiu 4,2%. No entanto, não estão computados nesses números os dados de autopublicação, que normalmente são guardados a sete chaves, impedindo uma real dimensão da venda de livros digitais no Brasil.

Com festa, Biblioteca Mário de Andrade celebra serviço 24 horas

A Biblioteca Mário de Andrade e a empresa Bibliotheka fazem no dia 10 de setembro, sábado, uma festa aberta ao público no hall do centro cultural.
A festa BMA 24h vai celebrar e inaugurar oficialmente a abertura da biblioteca circulante 24 horas da Mário de Andrade, uma iniciativa inédita no Brasil, que passou a disponibilizar cerca de 60 mil títulos por meio de um sistema de automação que permite aos frequentadores a autonomia na escolha, empréstimo e devolução de livros, a qualquer hora do dia ou da noite, sem a obrigatoriedade de serem atendidos por um funcionário da instituição.

A BMA 24h terá coquetel a partir das 16 horas, seguido de show da banda de jazz Kiltcha.

Antigo bibliotecário deixa herança de quase 4 milhões à universidade onde trabalhou

Fonte: Expresso (Portugal). Data: 05/09/2016.
Durante quase 50 anos, Robert Morin trabalhou na Universidade de New Hampshire, onde também se formou. Vivia de forma simples e ninguém suspeitava que tivesse amealhado tamanha quantia.
Vivia de forma simples e, como convém a um bibliotecário, gostava de livros. O que ninguém suspeitava era que Robert Morin, que se formou na Universidade de New Hampshire em 1963 e trabalhou na mesma universidade durante quase 50 anos, fosse dono de um fortuna. Em segredo amealhou cerca de 4 milhões de dólares (quase 3.600 milhões de euros), quantia que, ao morrer, deixou como herança à ‘sua’ escola.
O antigo catalogador da Biblioteca Dimond, explica agora a escola no seu site, era um amante da palavra escrita e terá lido 1938 livros até à data da morte, que aconteceu no ano passado, quando tinha 77 anos.
Perante tamanha prenda e surpresa, que a universidade anunciou no início desta semana, é intenção dos seus responsáveis fazer o melhor uso do dinheiro. Conforme Morin deixou expresso, cerca de 90 mil euros serão entregues à biblioteca. Com o resto da herança - a maior fatia - a escola pretende “fornecer bolsas de estudo para trabalhadores-estudantes e para os funcionários que continuem a formação em estudos bibliotecários”.
O dinheiro servirá também para financiar a renovação de uma das salas multimédia da biblioteca e para renovar o placar vídeo no novo estádio da universidade.

“A dedicação demonstrada pelo Bob em relação à universidade, através de sua filantropia, é algo tremendamente inspirador”, escreveu Mark Huddleston, o reitor, num comunicado. “A sua generosa doação vai permitir resolver uma série de prioridades.”

9 de set. de 2016

Leitores ainda preferem livros físicos a livros eletrônicos

Fonte: Pew Research Center. Data: 1/09/2016.
Um novo estudo conduzido pelo Pew Research Center revelou que, apesar do crescimento dos livros eletrônicos graças à popularização de leitores como o Kobo ou o Kindle, a população ainda prefere consumir obras literárias em livros físicos. Quando novas tecnologias surgem, é comum que a primeira reação seja pensar que a tecnologia ou hábito mais antigo seja aposentado. A internet já foi acusada de “matar” jornais e revistas impressas, canais de televisão e rádios musicais, por exemplo, mas a verdade é que essas mídias continuam por aí, firmes e fortes, bastando se ajustar aos tempos modernos para continuar na ativa.
De acordo com o estudo, 65% dos adultos dos EUA disseram ter lido pelo menos um livro físico em 2015, e essa porcentagem é exatamente a mesma obtida em 2012. Ao perguntar o mesmo para quem gosta de livros eletrônicos ou audiolivros, os entrevistados que alegaram terem lido ao menos um livro físico no ano passado subiu para 73%, apenas 1% a menos do que a mesma pesquisa feita há quatro anos. Isso mostrou não somente que o público norte-americano continua lendo livros impressos, como quem ainda aderiu à tendência dos livros digitais não abandonou a leitura física.
Lee Rainie, diretor de internet, ciência e tecnologia do instituto, disse que a pesquisa demonstrou que os livros físicos não estão indo a lugar algum – pelo contrário, eles estão aqui para ficar e não perderão terreno com as obras digitais. “Eu acho que se olhar uma década atrás, certamente há cinco ou seis anos quando os livros eletrônicos estavam deslanchando, havia pessoas que acreditavam que os dias dos livros impressos estavam contados, e isso não está nos nossos dados”, disse Rainie.

O estudo ouviu 1.520 pessoas adultas que vivem nos Estados Unidos em entrevistas feitas entre07 de março e 4 de abril. Apesar da revelação de que os livros físicos ainda têm um lugar no coração das pessoas, a pesquisa mostrou também que a população está sim aderindo à leitura em smartphones e tabletes. 33% dos entrevistados disseram ler em seus smartphones, sendo que a pesquisa de 2011 mostrou que esse índice era de somente 5%. Apenas 6% dos leitores contaram que já trocaram definitivamente os livros impressos pelos digitais, enquanto 38% ainda leem apenas livros físicos, contra 28% que gostam tanto de ler que combinam tanto a leitura tradicional quanto a digital em momentos diferentes do dia a dia.

Letramento, alfabetização e pequenos escritores

Autoria: Lilian Kuhn.
Fonte: Revista Crescer. Data: 5/09/2016.
URL: http://revistacrescer.globo.com/Colunistas/Lilian-Kuhn/noticia/2016/09/letramento-alfabetizacao-e-pequenos-escritores.html
O último trimestre escolar de 2016 está a caminho e, consequentemente, aumentam-se as buscas por avaliação fonoaudiológica para o “filho de 4 ou 5 anos que ainda não escreve”. Muitas vezes, os pais também relatam ter sensação de que a alfabetização tem começado muito cedo e que seu filho talvez não esteja preparado para tal etapa. Será que eles têm razão ou tem havido uma confusão entre letramento e alfabetização?
O conceito de “letramento” vem sendo fortemente adotado pelas escolas, cujas práticas de ensino são voltadas para o “alfabetizar letrando”. O letramento considera a aprendizagem, reflexão e construção dos aspectos sociais da escrita. Nessa perspectiva, a apresentação, o manuseio e a construção de materiais escritos são inseridos no cotidiano da criança desde muito cedo, de maneira lúdica e informal.
As pesquisas em educação mostram, por exemplo, que, quanto maior for o nível de letramento do ambiente em que o aluno está inserido, melhor será a relação dele com a escrita formal. E, portanto, melhor também será seu desempenho no processo de alfabetização. Nas escolas em que o letramento é um dos objetivos, as atividades de leitura e escrita são feitas com todos os alunos e durante todo o ciclo escolar, o que não significa que exigiremos que as crianças saibam ler e escrever mais cedo.
Por outro lado, estar alfabetizado significa ter domínio total da leitura e da escrita, com possibilidade plena de ter os atos mecânicos de ler (decodificação) e escrever (codificação), mas também de interpretar, compreender e criar textos. Para o Programa Alfabetização na Idade Certa do Ministério da Educação (MEC), isso deve acontecer aos 8 anos, com o início formal desse processo aos 6, que é quando o aluno ingressa no Ensino Fundamental.
Claro que, como em todos os outros aspectos do desenvolvimento infantil, as variações individuais estão presentes e podemos ver crianças que, aos 5, já leem e escrevem facilmente. Mas, além da definição da faixa etária, temos que nos embasar na presença de aspectos físicos e sociais, que seriam pré-requisitos para a leitura e a escrita: fluência de linguagem oral, pensamentos abstratos, noções de espaço e tempo, estabelecimento de coordenação motora fina, entre outros.
Acreditando que, assim como falar culmina do processo de aquisição da linguagem oral, escrever é produto da construção da linguagem escrita. E mais: algumas atividades e muitos conteúdos podem ser apresentados desde o inicio da Educação Infantil, mesmo que as habilidades primordiais não estejam totalmente desenvolvidas e que os pais precisam ser informados de que o objetivo é de “letrar” e não de alfabetizar.
Desta forma, ao propor como lição de casa a leitura de um livro, a escrita de uma mensagem para a mãe ou a criação de uma lista de compras, não se supõe que o aluno da Educação Infantil o faça sozinho, formalmente ou corretamente, mas que se habitue a um novo código de comunicação e que desperte seu interesse por ele.
Para garantir que chegaremos lá no final do processo de alfabetização com sucesso e sem obstáculos, lembrem-se que:
– Ambiente letrado(r): ter contato social com materiais escritos no dia-a-dia, bem como ver que os adultos ao redor também leem e se interessam pela atividade;
– O fator “motivação” é essencial para qualquer aprendizado ocorrer. Portanto, não brigue com seu filho se ele errar ou disser que não consegue ler/escrever. Incentive-o e ofereça ajuda para que ele continue motivado na viagem ao mundo das letras!
– Perceba se ele está apto a entrar na jornada da alfabetização. Crianças com alterações visuais, auditiva, de linguagem oral ou neurológica podem precisar de adaptações de materiais, maior exposição ao conteúdo e/ou mais tempo para completar o ciclo da alfabetização.

A escola já sinalizou que o filho está com “dificuldade” para ser alfabetizado? Tente entender qual é a queixa da equipe pedagógica, busque avaliações com um fonoaudiólogo para investigar se há algum distúrbio (transtorno) de aprendizagem, mas não aceite (e nem use) rótulos de que o seu filho tem “preguiça de pensar” ou “preguiça de aprender”. Combinado?

Bibliotecas privadas e a pesquisa


6 de set. de 2016

Darnton e Manguel discutem censura e bibliotecas

Fonte original: O Estado de S. Paulo. Data: 01/09/2016.
Fonte: Isto É.
Dois dos maiores especialistas em leitura do mundo – Alberto Manguel e Robert Darnton – fizeram um encontro memorável na noite de terça-feira, 30, em São Paulo. No Brasil para celebrar os 30 anos da Companhia das Letras, editora que publica a obra de ambos por aqui, eles conversaram com desenvoltura sobre censura, bibliotecas, Borges e livro digital. O encontro no Sesc Vila Mariana foi mediado por Sérgio Rodrigues.
Darnton – americano, diretor emérito da maior biblioteca universitária do mundo, Harvard, e autor do recente Censores em Ação – começou o encontro analisando a censura a partir do século 18 (“período em que passei a maior parte da minha vida”). “A censura faz leitores lerem entrelinhas. Isso significa que devemos ter? Claro que não!” No seu estudo dos 1700, ele observou que a censura tinha um significado diferente. “Não era apenas uma supressão do pensamento, mas também um selo de aprovação. ”
Diretor da Biblioteca Nacional da Argentina, Manguel comentou que a história da literatura corre em paralelo com a história da censura. “É inesperado, porque os censores agiam como críticos”, compara.
O encontro foi realmente uma conversa entre os dois intelectuais: um dos vários momentos de interação ocorreu quando eles discutiram a catalogação de bibliotecas, tomando por base o pesadelo que é a Biblioteca de Babel de Borges, infinita. “É um trato humano fundamental: distinguir coisas em categorias. Mas isso significa restringir? Eu acredito que não”, disse Darnton. Manguel discordou sutilmente. “Não há jeito de inventar um sumário honesto que encamparia todos os significados. Eco diz que os limites da interpretação coincidem com o senso comum, que varia com cada leitor e com cada leitura”, comparou. E Darnton rebateu: “Você poderia dizer que cada palavra que dizemos é filtrada pela consciência, bem como os gestos, então tudo é censura. Mas se tudo é censura, nada é. Não devemos ‘trivializar’ o conceito de censura, em respeito aos escritores que sofreram”.
O americano demonstrou seu conhecido otimismo em relação ao livro digital, salientando seu projeto de digitalizar a biblioteca de Harvard. “Acho que estamos nos movendo para um estado da cultura em que todo o conhecimento vai estar disponível para todos os seres humanos. ”

O próximo evento de comemoração da editora ocorre no dia 26 de setembro, no Rio, com Mia Couto e Maria Bethânia. No dia 28, o moçambicano também vem a São Paulo conversar com Julián Fuks. No dia 25 de outubro, Ian McEwan e David Grossman debatem literatura e ética no Sesc Pinheiros. 

Biblioteca Viva da UEMS oferece circuito de pinturas em Dourados

Fonte: Jornal do Povo. Data: 2/09/2016.
Neste domingo (04), a “Biblioteca Viva” da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), continuará com atividades para crianças de 3 a 10 anos, que poderão se divertir no “Circuito de Pinturas”. As atividades serão realizadas às 14h30 e às 16h30, no Shopping Avenida Center, em Dourados.
O evento contará com brincadeiras, jogos, leitura e entretenimento para a garotada, por meio de alunas do curso de Pedagogia, da UEMS.
O projeto tem como intuito oferecer às crianças atividades que contemplem linguagem, movimento, leitura, brincadeiras, jogos e artes visuais, de forma que amplie o seu repertório cultural e literário, contribuindo para a formação do sujeito leitor, segundo a professora Giana Amaral Yamin.
Com turmas de até 25 crianças, o evento será realizado no piso superior - espaço das lojas, próximo ao corredor do Supermercado ABV. Os convites são gratuitos e serão retirados no local meia hora antes do início de cada grupo (15h e 16h).

A última data de atividade será no dia 11 de setembro, em que será apresentado o musical “O casamento da Bruxa Onilda”, às 16h, onde não serão necessários convites.

Mais de 260 mil obras digitais da Biblioteca do Senado podem ser baixadas gratuitamente pela internet

Fonte: Agência Senado. Data: 2/09/2016.
A Biblioteca Digital do Senado, que em dois meses completará dez anos de existência, disponibiliza para download gratuito na internet mais de 260 mil documentos. O acervo digital reúne, entre outros itens, livros, obras raras, artigos de revistas, notícias de jornal, textos de senadores e servidores do Senado e legislação, inclusive em áudio.
Segundo o chefe do Serviço de Biblioteca Digital, André Luiz Lopes de Alcântara, as obras são de domínio público ou cedidas pelos proprietários dos direitos autorais. O público-alvo, afirma, é formado principalmente por estudantes de direito e história, pesquisadores e outras pessoas interessadas em obras com teor histórico e legislação.
As publicações podem ser acessadas no endereço www.senado.leg.br/biblioteca. Cerca de 2,5 milhões de downloads são feitos anualmente, de acordo com André Luiz.
— Por mês, são em média 205 mil downloads. As obras mais baixadas são o Código Civil em áudio e a Constituição federal, também em áudio. A partir do momento que o usuário encontra o material que deseja, ele pode salvá-lo e imprimi-lo livremente. A gente só pede que a fonte seja citada — diz.
A preservação e a divulgação estão entre as principais funções da Biblioteca Digital, destaca André Luiz. Segundo ele, o conteúdo disponível se destaca pela qualidade e segurança.
— Hoje a internet tem muito conteúdo de qualidade duvidosa. As bibliotecas digitais, entre elas a do Senado, se destacam por oferecer um material de alta qualidade, que passa pelos cuidados de diversos profissionais. É uma fonte segura de pesquisa.
André Luiz afirma que atualização do acervo digital é feita conforme a aquisição de novos livros e a produção intelectual da Casa. Novos artigos são disponibilizados semanalmente na página. Já as notícias dos jornais são inseridas diariamente.
— O ritmo da publicação dos livros costuma ser um pouco mais lento, já que também depende da autorização [dos detentores] dos direitos autorais.
Obras raras
Aproximadamente 1,4 mil obras raras, algumas com mais de 300 anos, também compõem o acervo da Biblioteca Digital. O livro mais antigo é o Novvs Orbis seu Descriptionis Indiae Occidentalis, de Johannes de Laet, datado de 1633. Trata-se de uma descrição geográfica, etnológica e linguística da América, além de relatos e desenhos de animais e plantas da região, com especial destaque para o Brasil.
Outra obra de grande valor histórico é a versão digitalizada do decreto que aboliu a escravatura no Brasil, dando origem à Lei Áurea. O documento é assinado pela Princesa Isabel (1846-1921), cujo nome completo era Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon.

— São obras históricas e fonte de pesquisas primárias — ressalta André Luiz.

Primeira edição de “Harry Potter” pode valer alguns milhares de reais

Autoria: Jessica Soares.
Fonte: Superinteressante. Data: 19/08/2016.
Accio fortuna: Cópia britânica do primeiro livro da saga criada por J.K. Rowling com pequeno erro de digitação deve ser vendida por mais de 100 mil reais em leilão
Como um bom fã do bruxo mais famoso do mundo, você provavelmente já desbravou Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, oitava história da saga criada por J.K. Rowling, que foi lançada em inglês em 31 de julho e chega às prateleiras em português no dia 31 de outubro. Caso seja mesmo um potterhead, provavelmente também já colocou no carrinho os novos três livros digitais anunciados nesta semana pela autora - coletâneas de histórias relacionadas ao universo da magia (muitas delas publicadas anteriormente no portal Pottermore) que serão lançadas no dia 6 de setembro e já estão disponíveis na pré-venda. A boa notícia da vez é que toda essa dedicação não vai garantir apenas uma boa pontuação no exame de Níveis Incrivelmente Exaustivos de Magia - ela pode ser recompensada também com alguns milhares de notinhas verdes trouxas.
Um dos exemplares da primeira edição britânica de Harry Potter e a Pedra Filosofal vai a leilão no dia 9 de novembro, em Londres. E a estimativa é que o livro, que foi lançado em 1997, possa ser arrematado por até 26 mil libras - a bagatela de 109 mil reais.
Caso você tenha adquirido alguma versão internacional antiga do livro, vale a pena correr até a sua prateleira e folhear o seu exemplar. Um pequeno errinho na página 53 identifica as primeiras 500 cópias da obra que valem ouro: na lista de materiais escolares a serem adquiridos no Beco Diagonal, "1 wand" ("1 varinha", em português) aparece listada duas vezes. O erro foi corrigido nas edições posteriores do livro que vendeu mais de 400 milhões de cópias em todo o mundo.
"Como o primeiro livro da série, Harry Potter e a Pedra Filosofal tem um lugar especial no coração de milhões de leitores em todo o mundo, o erro sobre a varinha na primeira edição fez, naturalmente, com que ela se tornasse item precioso desse universo", afirmou, em comunicado oficial, Matthew Haley, Diretor de Livros e Manuscritos da Bonhams, tradicional casa de leilões responsável pela venda da cópia.

O exemplar a ser leiloado não é o único que vale uma grana no mercado de colecionadores. As mais valiosas são aquelas em capa dura, que possuem a numeração 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1. Mas a versão em brochura e exemplares da segunda edição também são valorizados. Se você for dono de uma dessas, já dá para considerar alugar um cofre em Gringotes. 

Estudantes belgas deixam de capturar Pokémons para caçar livros

Autoria: Pâmela Carbonari.
Fonte: Super Abril. Data: 26/08;2016.
URL: http://super.abril.com.br/cultura/pokemon-go-a-nova-moda-na-belgica-e-cacar-livros
A brincadeira foi criada no dia 12 de agosto e, desde então, 47.848 pessoas estão inscritas no grupo dos caçadores de livros
Esqueça Bulbasauro, Charmander, Pikachu e outros monstrinhos. Depois da febre mundial de Pokémon Go, o que vem fazendo sucesso entre os belgas é a brincadeira Chasseurs de livres (Caçadores de Livros, em português).
Inspirada pela realidade virtual do jogo da Nintendo, Aveline Grégoire, a diretora de uma escola primária na cidade belga de Farcienne criou um grupo no Facebook para procurar livros nas ruas. O conceito é bastante simples: o jogador escolhe um livro que queira doar ou compartilhar com outras pessoas, deixa em um local público e de fácil acesso e então posta uma foto no grupo, indicando onde a obra foi deixada. Depois que a pessoa terminar a leitura, deve retribuir: devolver o tesouro ou abandonar outro livro para que um próximo jogador possa também possa ler.
Ok, não é tão high-tech quanto Pokémon Go, mas nem por isso é menos atraente. A brincadeira foi criada no dia 12 de agosto e, desde então, 47.848 pessoas estão inscritas no grupo dos caçadores de livros. As obras variam de clássicos e livros infantis à livros de autoajuda e romances eróticos - a maioria deles é doada em embalagens plásticas para ficarem protegidos das mudanças do tempo. Junto com o livro, muitos jogadores escrevem uma carta ao próximo leitor ou a instrução do grupo, que diz: "Sou um livro abandonado. Me capture, me leia e me liberte na natureza".
Vendo a grande repercussão da brincadeira, a idealizadora, Aveline Grégoire, pensa agora em passar de fase e transformar o jogo em um aplicativo.

Se o leitor tiver sorte em encontrar os títulos certos, a caça aos livros pode realmente virar uma caça ao tesouro.

3 de set. de 2016

Qual era o livro mais vendido no ano em que você nasceu?

Autoria: Pamela Carbonari.
Fonte: Superinteressante.
Você já deve ter lido por aqui que quem lê vive mais. Ok, leitura não garante longevidade, mas pode diminuir suas chances de morrer se você mantiver o hábito de ler livros durante toda a vida – e não apenas jornais ou revistas (não há nenhuma ressalva se você ler Superinteressante, então continue conosco). Por isso e pelos outros tantos benefícios da leitura, não é novidade para nenhum leitor que a atividade seja primordial desde muito cedo.
Não importa se você é leitor desde o berço ou se adquiriu o hábito depois de adulto: se você pudesse comprar um livro no ano em que nasceu, que livro seria?
Compilamos os maiores best-sellers de ficção: para selecionar os hits literários no Brasil recorremos à lista dos mais vendidos da revista Veja. Também utilizamos a lista do The New York Times para encontrar as obras mais compradas pelos americanos nas últimas quatro décadas. Boa leitura!
1975
Brasil – Gabriela, Cravo e Canela, Jorge Amado
Estados Unidos – A Saga do Colorado, James Michener
1976
Brasil – Araceli, Meu Amor, de José Louzeiro
Estados Unidos – Triniy, Leon Uris
1977
Brasil –
Estados Unidos – Pássaros Feridos, Colleen McCullough
1978
Brasil- Conversa na Catedral, Mario Vargas Llosa
Estados Unidos – A Herdeira, Sidney Sheldon
1979
Brasil – Farda, Fardão, Camisola de Dormir, Jorge Amado
Estados Unidos – O círculo Matarese, Robert Ludlum
1980
Brasil- A Falta que Ela me Faz, Fernando Sabino
Estados Unidos- A identidade Bourne, Robert Ludlum
1981
Brasil- Crônicas de uma morte anunciada, Gabriel García Márquez
Estados Unidos- Os Rebeldes, James Michener
1982
Brasil – O Analista de Bagé, Luis Fernando Veríssimo
Estados Unidos – O Mosaico de Parsifal, Robert Ludlum
1983
Brasil – A Velhinha de Taubaté, Luis Fernando Veríssimo
Estados Unidos – A Garota do Tambor, John Le Carré
1984
Brasil – Tocaia Grande, Jorge Amado
Estados Unidos – Operação Aquitânia, Robert Ludlum
1985
Brasil – A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera
Estados Unidos – Tripulação de Esqueletos, Stephen King
1986
Brasil – A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera
Estados Unidos – A Coisa, Stephen King
1987
Brasil – As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley
Estados Unidos – O Preço do Amor, Danielle Steel
1988
Brasil – As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley
Estados Unidos – O Cardeal do Kremlin, Tom Clancy
1989
Brasil – As Areias do Tempo, Sidney Sheldon
Estados Unidos – A casa da Rússia, John Le Carré
1990
Brasil – Diário de um Mago, Paulo Coelho
Estados Unidos – O Ônus da Prova, Scott Turow
1991
Brasil – O Alquimista, Paulo Coelho
Estados Unidos – Scarlett, Alexandra Ripley
1992
Brasil – O Alquimista, Paulo Coelho
Estados Unidos- O Dossiê pelicano, John Grisham
1993
Brasil – Noite sobre as Águas, Ken Follett
Estados Unidos – As Pontes de Madison, Robert James Waller
1994
Brasil – Brida, Paulo Coelho
Estados Unidos – A Profecia Celestina, James Redfield
1995
Brasil – Comédias da Vida Privada, Luis Fernando Veríssimo
Estados Unidos – A Profecia Celestine, James Redfield
1996
Brasil – O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder
Estados Unidos – Segredos do Poder, Joe Klein
1997
Brasil – O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder
Estados Unidos – A Montanha Gelada, Charles Frazier
1998
Brasil – O Livro das Virtudes para Crianças, William j.Bennett
Estados Unidos – O Advogado, John Grisham
1999
Brasil – O Homem que Matou Getúlio Vargas, Jô Soares
Estados Unidos – O Testamento, John Grisham
2000
Brasil – Harry Potter e a Pedra Filosofal, J.K Rowling
Estados Unidos – A Confraria, John Grisham
2001
Brasil – Harry Potter e a Pedra Filosofal, J.K. Rowling
Estados Unidos – O diário de Suzana para Nicolas, James Patterson
2002
Brasil – Harry Potter e a Câmara Secreta, J.K. Rowling
Estados Unidos – The Lovely Bones, Alice Sebold
2003
Brasil – Onze Minutos, Paulo Coelho
Estados Unidos – O Código da Vinci, Dan Brown
2004
Brasil – Budapeste, Chico Buarque
Estados Unidos – O Código da Vinci, Dan Brown
2005
Brasil – Fortaleza Digital, Dan Brown
Estados Unidos – O Corretor, John Grisham
2006
Brasil – Quando Nietzsche Chorou, Irvin D. Yalom
Estados Unidos – For One More Day, Mitch Albom
2007
Brasil – A Cidade do Sol, Khaled Hosseini
Estados Unidos – A Cidade Do Sol, Khaled Hosseini
2008
Brasil – A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak
Estados Unidos – O Recurso, por John Grisham
2009
Brasil – A Cabana, William Young
Estados Unidos – O Símbolo Perdido, Dan Brown
2010
Brasil – A Cabana, William P. Young
Estados Unidos – A Rainha do Castelo de Ar, Stieg Larsson
2011
Brasil – A Guerra dos Tronos, George R. R. Martin
Estados Unidos – A Resposta, Kathryn Stockett
2012
Brasil – A Escolha, de Nicholas Sparks
Estados Unidos – Cinquenta Tons de Cinza, E. L. James
2013
Brasil – Inferno, Dan Brown
Estados Unidos – Um Porto Seguro, Nicholas Sparks
2014
Brasil – A Culpa é das Estrelas, John Green
Estados Unidos – O Pintassilgo, Donna Tartt
2015
Brasil – O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry

Estados Unidos – A Garota no Trem, Paula Hawkins