13 de mai. de 2011

Edmir Perrotti: "Biblioteca não é depósito de livros"


Autor: Márcio Ferrari.
Fonte: Nova Escola. Data: 11/05/2011.

Desafios como a criação do hábito da leitura entre crianças e adolescentes, as novidades tecnológicas, a ampliação do acesso ao ensino e a sofisticação do mercado editorial levaram o professor Edmir Perrotti a uma nova concepção de biblioteca escolar e de seu papel pedagógico.
Com formação em Biblioteconomia - área que combinou com seu interesse em Educação -, ele é docente da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, conselheiro do Ministério da Educação para a política de formação de leitores e autor de livros infantis.
Perrotti orientou a implantação de redes de bibliotecas inovadoras nas escolas municipais de São Bernardo do Campo, Diadema e Jaguariúna, no estado de São Paulo. Nessas estações de conhecimento, como ele prefere chamá-las, a aprendizagem é estimulada pela presença de suportes tecnológicos, como o computador e a televisão.
Em um ambiente que convida as crianças a descobrir e aprofundar o prazer da leitura, os livros convivem com outras linguagens, como a do teatro. "Assim trabalha-se o contato com as informações e também o processamento delas", diz. Ex-professor da Universidade de Bordeaux, na França, e de escolas de Ensino Fundamental no Brasil, além de editor e crítico literário, Perrotti concedeu a seguinte entrevista a NOVA ESCOLA.
O que deve orientar a constituição de uma biblioteca escolar?
Edimir Perrotti Ela não pode restringir-se a um papel meramente didático-pedagógico, ou seja, o de dar apoio para o programa dos professores. Há um eixo educativo que a biblioteca tem de seguir, mas sua configuração deve extrapolar esse limite, porque o eixo cultural é igualmente essencial. Isso significa trazer autores para conversar, discutir livros, formar círculos de leitores, reunir grupos de crianças interessadas num personagem, num autor ou num tema. A biblioteca funciona como uma ponte entre o ambiente escolar e o mundo externo.
De que modo se realiza essa abertura para fora da escola?
O responsável pela biblioteca tem o papel de articular programas com a biblioteca pública e fazer contato com a livraria mais próxima, além de estar atento à programação cultural da cidade. Há uma série de estratégias possíveis para inserir a criança num contexto letrado. A biblioteca precisa ter outra finalidade que não seja simplesmente a de um depósito de onde se retiram livros que depois são devolvidos. Nós não trabalhamos mais com a idéia de unidades isoladas. O ideal é formar redes, um conjunto de espaços que eu chamo de estações de conhecimento, cujo objetivo é a apropriação do saber pelas crianças.
Qual é a necessidade das redes?
Com o atual excesso de informações e a multiplicação de suportes, nenhuma biblioteca dá conta de todas as áreas em profundidade, até porque não haveria recursos para isso. O trabalho tem de ser compartilhado com outras unidades da rede, por meio de mecanismos de busca informatizados. Por exemplo: a escola guarda um pequeno acervo inicial sobre arte, mas, se o interesse for por um conhecimento aprofundado, recorre-se a uma biblioteca especializada na área. Hoje não há mais condições de manter o antigo ideal de bibliotecas enciclopédicas, que abarcavam todas as áreas de conhecimento.
Quem deve ser o responsável pela biblioteca?
Processar as informações e criar nexos entre elas é um ato educativo. O responsável, portanto, é um educador para a informação, que nós chamamos de infoeducador, um professor com especialização em processos documentais. Uma rede de bibliotecas tem uma plataforma de apoio técnico-especializado, que é a área do bibliotecário, um especialista em planejamento e organização da informação. Junto com ele trabalham os educadores, que são especialistas em processos de mediação de informação. Dar acesso ao acervo não basta para que o aluno saiba selecionar e processar informações e estabelecer vínculos entre elas.
De que modo se estimula a autonomia numa biblioteca?
É preciso desenvolver programas para construir competências informacionais. Isso inclui desde ensinar a folhear um livro — para crianças bem pequenas — até manejar um computador. Antigamente imperava a idéia de que os adultos é que deveriam mexer nas máquinas e pegar os livros na estante. Hoje se devem formar pessoas que tenham uma atitude desenvolvida, não só de curiosidade intelectual, mas de domínio dos recursos de informação. Essa é uma questão essencial da nossa época.
Por que a escola tem falhado em ensinar os alunos a processar informações?
Porque se acredita que basta escolarizar as crianças para formar leitores. De fato, a escola tem o papel de construir competências fundamentais para a leitura, mas isso não quer dizer formar atitude leitora. Hoje, o que distingue o leitor das elites do leitor das massas é que o primeiro tem um circuito de trocas. Ele participa do comércio simbólico da escrita, da produção à recepção: sabe o que é publicado, informa-se sobre os autores, encontra outros leitores etc. Já a criança da escola pública muitas vezes não tem livros em casa e só lê o que o professor pede. Ela não tem com quem comentar. Está sozinha nesse comércio das trocas simbólicas.
Qual é o mínimo necessário para o funcionamento de uma biblioteca escolar?
Estou convencido de que é a pessoa que trabalha ali, mediando relações entre a criança, a informação e o espaço. Não precisa ser alguém superespecializado, mas que compreenda a função da escrita e da imagem e que saiba qual é a importância daquilo na vida das pessoas. Assim, a compra de livros seguirá um critério de escolha consciente. É claro que é bom construir um ambiente agradável e funcional, mas não é indispensável, porque a leitura não depende das instalações da biblioteca; ela se dá em qualquer lugar.
Quem deve escolher o acervo?
Nós temos trabalhado um modelo em que a escolha é feita por todos os que participam dos processos de aprendizagem: professores, coordenadores, diretores e alunos. Formulários são colocados à disposição para que sejam feitas sugestões de compra. O infoeducador não só coleta esses dados como divulga, por meio dos quadros de aviso, as informações sobre lançamentos que saem na imprensa e na internet. Depois, ele vai analisar os pedidos, separá-los em categorias — livros importantes para os projetos em andamento, leituras de informação geral ou complementares etc. — e, com base nessas listas, a escolha é feita de acordo com os recursos disponíveis.
Como comprometer o aluno com a organização e a manutenção da biblioteca?
Ele participa da escolha do acervo e também pode estar pessoalmente representado nele, por meio de livros que ele escreve e de documentos de sua passagem pela escola. Uma parte do acervo vem da indústria cultural e outra é produzida internamente, com documentos e relatos referentes à história da instituição. Formar um repertório de dados locais cria relações com as informações universais.
Descreva a biblioteca escolar ideal.
É aquela que possui todo tipo de recurso informacional, do papel ao equipamento eletrônico. O espaço é construído especialmente para sua finalidade e de acordo com quem vai usar. Se o público majoritário é infantil, a disposição dos móveis e do acervo deve permitir que a criança se mova com autonomia. É preciso ser um local acolhedor, mas que empurre rumo à aventura, porque conhecer é sempre se deslocar.
Por que se diz que os jovens não gostam de ler?
Os interesses mudam na passagem da infância para a adolescência e a leitura que era feita antes já não interessa tanto, mesmo porque cresce a concorrência de outras mídias. Essa é uma transição crítica e ainda não foram definidas ações específicas para promover a leitura nessa faixa etária. Os adolescentes identificam o livro com as tarefas da escola, que reforça essa percepção porque raramente sai da abordagem instrumental da leitura. E no âmbito social, entre os amigos, a leitura não está presente. Mesmo assim, essa fase é a das grandes paixões. Portanto, há um espaço enorme para promover a leitura entre os jovens.
É possível formar leitores por meio de políticas públicas?
O problema é saber que caráter elas têm. Eu não concordo com estratégias que pretendam ensinar os alunos a gostar de ler. A função do poder público é criar ambientes que dêem condições de ler, tentar despertar as crianças para as potencialidades da escrita, prepará-las para as competências leitoras — enfim, providenciar para que seja constituída a trama que sustenta o ato de ler. Mas gostar de ler é questão de foro íntimo, não de políticas públicas.
A escola deve obrigar um aluno a ler livros e freqüentar bibliotecas mesmo que ele não goste?
Não se pode deixar de perguntar por que esse aluno não gosta de ler. Ele teve uma relação negativa com a situação de aprendizagem? Ninguém lê em casa? Tem dificuldades de visão? Não domina o código? Não tem circuitos culturais a sua volta? Tudo isso pode e deve ser trabalhado. Agora, se ele teve apoio para experimentar a prática da leitura e prefere fazer outras coisas, não adianta forçar. É claro que não estou falando da leitura funcional, indispensável para a vida diária. Nesse caso, é obrigatório negociar com a criança o "não querer ler".
É melhor ler literatura de má qualidade do que não ler nada?
A pergunta já supõe que de fato existe uma literatura de má qualidade. Há leitores que são capazes de voar longe com um suposto mau livro, assim como há muitos trabalhos escolares que se utilizam de grandes textos, mas sufocam o interesse de aprender. Por outro lado, não é possível deixar o gosto do leitor imperar sozinho. É fundamental operar mediações entre as crianças e uma literatura que tenha condições de produzir significações importantes.
O uso do livro em sala de aula está em decadência?
Ele está aquém do que gostaríamos que fosse e também do que seria necessário. Mesmo assim, o livro está entrando nas escolas numa medida que não entrava, nem que seja por meio das distribuições feitas pelo Ministério da Educação e as secretarias estaduais e municipais. Há 50 anos nem sequer se sonhava com isso no Brasil. O problema maior é o de mau uso desses livros, com estratégias impositivas de leitura. Muitas vezes falta penetrar no avesso dos textos com as crianças e realmente mergulhar numa viagem de conhecimento, de imaginação.
Até que ponto as bibliotecas levam ao hábito da leitura?
Eu participei de uma pesquisa feita com as crianças usuárias das redes de biblioteca que ajudei a implantar no estado de São Paulo. Queríamos saber se elas estão incorporando a leitura a sua prática de vida e não apenas como lição de casa. Qual é a constatação? Houve um grande avanço e as crianças se mostram muito mais familiarizadas com os livros, mas infelizmente ainda não usam as novas competências para trocas culturais. Por exemplo: não têm o hábito de comprar e emprestar livros. A prática escolar não se transferiu para a prática cultural.
Há perspectiva de mudança para essa situação?
Eu vejo uma tendência de funcionalização. Os meios eletrônicos trouxeram, aparentemente, uma presença maior da escrita, mas o uso que se faz dela é cada vez mais abreviado. Vai-se transformando a língua no elemento mínimo para a transmissão da mensagem. Nós estamos a anos-luz de formar pessoas que, ao cabo do período de escolaridade, vão se relacionar com a escrita como uma ferramenta de conhecimento e de experiências estéticas, numa dimensão não pragmática. Restringir as ferramentas de linguagem a sua função utilitária é retirar de nós mesmos aquilo que nos humaniza — a capacidade de dizer de uma forma articulada. As novas bibliotecas têm de enfrentar essa questão.

11 de mai. de 2011

Biblioteca lança campanha de cuidados com os livros no período de chuva

A Biblioteca Central da Universidade Federal de Roraima (UFRR) está com a campanha “Cuide do livro como se fosse seu”. A iniciativa é conscientizar os estudantes a protegerem ou protegerem os livros emprestados no período de chuva.
Segundo Elton Neves, diretor da Biblioteca Central, quando os estudantes deixam o livro emprestado pegar chuva, esse livro mofa e contamina os demais ao serem colocados novamente no acervo por meio de fungos e insetos. E dessa forma, ficam inutilizados e causando prejuízos a biblioteca.
Caso aconteça do livro molhar, segundo o diretor Elton, a biblioteca não recebe. O aluno deve repor a biblioteca num prazo mínimo de 30 dias um novo exemplar.
Elton recomenda que ao emprestar um livro, o usuário deve ter alguns cuidados para proteger da chuva, como por exemplo: colocar em sacolas plásticas; guardar dentro da bolsa, de preferência impermeável; ou até mesmo deixar em casa ou no carro quando não houver possibilidade de protegê-lo.
A Biblioteca Central não permitirá a saída de livros em mãos no caso de chuvas se os usuários não tiver como agasalhá-los. Se no dia do prazo da entrega estiver chovendo e não puder proteger o livro, o usuário deve comunicar a Biblioteca através do e-mail biblioteca@bc.ufrr.br ou pelo telefone (95) 3621 3110 para que seja feito o registro e não seja cobrado multa, vale apenas para o dia seguinte, para que o estudante se previna no dia seguinte.
Notícia enviada por:
Angela Maria Moreira Silva
Setor de Periódicos / Biblioteca Central da UFRR.
Campus do Paricarana,
Av. Ene Garcez, 2413, Aeroporto,
Boa Vista-RR. Fone: (95)3621.3110
URL: www.bc.ufrr.br

O número é

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 07/05/2011.
Autora: Josélia Aguiar.
De acordo com a coluna Painel das Letras, foram vendidos em Portugal em 2010 14,5 milhões de livros. Isso representa cerca de 5% do volume no Brasil, segundo APEL e CBL.

Samba dos livros

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 11/05/2011.
Autor: Ancelmo Góis.
De acordo com o colunista Ancelmo Góis, a Portela estuda um enredo sobre a Biblioteca Nacional, que completou 200 anos em 2010.
Nota do blog:
Caso isto se concretize será a primeira vez que uma biblioteca será homenageada por uma escola de samba carioca. Olé, olá para a Biblioteca Nacional.
Murilo Cunha

Enquanto tablets se expandem no Brasil, livro digital ainda engatinha

Fonte: O Globo. Data: 11/05/2011.
Autor: Paulo Justus.

SÃO PAULO. Enquanto a base de proprietários de tablets, como o iPad, cresce em ritmo acelerado no Brasil, a oferta de livros digitais engatinha, devido a obstáculos que vão da renegociação de direitos autorais à preocupação com pirataria. Paulo Rocco, dono da editora Rocco, conta que alguns agentes cedem os direitos autorais para o livro digital por apenas dois anos, a título de experiência.
A editora começou a vender e-books há um mês. São 50 títulos, tirados dos contratos mais novos, que preveem a cessão de direitos para livros digitais.
Apesar das dificuldades, as editoras querem dar este ano um salto no número de e-books. A LP&M, hoje com 200 títulos, pretende chegar a 450. A Zahar quer passar de 300 para 450, e a Sextante, de 50 para 100.
- Se você procura um livro digital que não existe, a chance é maior que ele seja pirateado - diz Marcos Pereira, editor e sócio da Sextante.
Download é pouco se comparado à venda impressa
O consumo ainda é modesto. O best-seller "A cabana", da Sextante, atingiu em seis meses mil downloads, contra 200 mil cópias em papel vendidas no período. Já "Comer, rezar e amar", da Objetiva, teve 75 downloads em abril, contra 10 mil impressos vendidos.
Na Zahar, que produz livros digitais há dois anos, o faturamento destes é de apenas 0,1% do total. A editora, forte em livros acadêmicos, vende títulos por 30% menos que nas livrarias e oferece capítulos separadamente, por até R$ 1,90.
De olho na demanda futura, LP&M, Objetiva, Planeta, Record, Rocco e Sextante criaram em 2010 a Distribuidora de Livros Digitais (DLD). Ela entrou efetivamente em operação há um mês, com catálogo de 400 obras, vendidas por Saraiva e Livraria Cultura e preço 30% menor que a versão em papel. Roberto Feith, diretor-presidente da Objetiva e presidente do Conselho da DLD, aposta na forte expansão quando os e-readers forem acessíveis à classe média.
Na Ediouro, a ênfase ainda é nas classes A e B. Ela tem hoje 200 livros digitais. Já a Record vem apostando em títulos para o público jovem.

10 de mai. de 2011

Novo número da revista Biblos

URL da revista: www.biblos.furg.br
A Biblos: Revista do Instituto de Ciências Humanas e da Informação da Universidade do Rio Grande (RS) está disponível com o seu mais novo número. A mudança de foco da revista, onde antigamente somente História e Biblioteconomia tinham espaço, passou a abarcar a Ciência da Informação, ampliando seus horizontes e deixando os profissionais da informação mais próximos da revista.
Dessa forma, está aberto o processo de submissão da revista, para as áreas da Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia ou trabalhos relacionados à informação.

Uma paisagem ampliada

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 09/05/2011.
Fonte original: New York Times.
Autora: Helena Mulkern.
Quando eu morava na Eritréia, participava de um clube do livro. Havia um núcleo flutuante com cerca de 30 pessoas, e tínhamos cerca de 700 volumes, os quais a cada mês levávamos de casa em casa em caixas de papelão, de acordo com quem recebesse o evento. Era uma baita tarefa carregá-los por aí. Como não havia mais bibliotecas em Asmara, onde eu vivia pegar emprestado e desfrutar dessa carga preciosa era um verdadeiro privilégio. Hoje, você pode colocar todos os dados impressos desses livros em um smartphone. É possível se sentar à beira de um lago no Alasca e baixar um livro libanês em árabe. Os livros agora estão disponíveis on-line para leitores que nunca tiveram acesso a materiais de leitura. Helena Mulkerns é escritora e editora na Irlanda, além de especialista em "e-books" e edição customizada.

6 de mai. de 2011

Biblioteca Pública da Bahia: 200 anos

Em 13 de maio de 2011 será comemorado o bicentenário da primeira Biblioteca Pública do Brasil: é a Biblioteca Pública do Estado da Bahia.
Parabéns aos dirigentes e colaboradores da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia, aos atuais responsáveis por este importante patrimônio que é a Biblioteca Pública do Estado da Bahia, conhecida também como Biblioteca dos Barris, pelo nome do bairro onde está localizada.
Contato: E-mail: bpeb.fpc@fpc.ba.gov.br
Horário de Funcionamento:
Segunda à Sexta das 08h30 às 21h

Endereço:
Biblioteca Pública da Bahia
Rua General Labatut, 27. Bairro: Barris
Telefone: (71) 3117-6000 / 6084

Novo número da Revista de História da Biblioteca Nacional

Acaba de ser lançado, em de maio de 2011, novo número da Revista de História da Biblioteca Nacional, que traz reportagem especial sobre bandidos sedutores, que discute e analisa como figuras como Lampião, Escadinha e Leonardo Pareja.
A revista publica ainda matéria sobre a eterna rivalidade entre Brasil e Argentina no futebol, além de análise do historiador José Murilo de Carvalho sobre os registros fotográficos dos fatos que marcaram a assinatura da Lei Áurea, em maio de 1888, e reportagem sobre a Guerra do Pente, que aconteceu em Curitiba no final da década de 1950.
Lançada em 2005, a Revista de História da Biblioteca Nacional é a única em seu segmento editorial especializada em História do Brasil e traz, a cada mês, reportagens e artigos assinados por importantes historiadores e sociólogos.
Para mais informações entre em contato com Luana Rocha luanarocha@belemcom.com.br ou Marlene Duarte marlene@belemcom.com.br, ou ligue para (21) 2555 8900.
Twitter @belemcom e no Facebook: facebook.com/belemcom.

4 de mai. de 2011

Todos contra o Google

Fonte: Revista Época. Data: 04/05/2011.

Depois da Nokia, Microsoft agora consegue acordo com a RIM: o Bing vai ser buscador padrão do BlackBerry. No mercado de dispositivos móveis, o Google é o inimigo
A Microsoft anunciou essa semana uma parceira com a Research in Motion, fabricante do smartphone BlackBerry. O buscador e o serviço de mapas do Bing passam a ser padrão nos celulares e tablets da RIM, substituindo o Google e o Google Maps. Steve Ballmer, diretor-executivo da Microsoft, fez o anúncio na conferência BlackBerry World, na Flórida. Essa é a segunda parceria de peso que a Microsoft conseguiu em 2011 para combater a crescente influência da Apple e - principalmente - do Google no mercado de dispositivos móveis. Em fevereiro a Microsoft e a Nokia, ainda a maior fabricante de celulares do planeta, anunciaram que os smartphones da empresa vão rodar o sistema operacional Windows Phone 7, uma mudança radical para a Nokia, que até então usava um sistema próprio, o Symbian.
O sucesso do Android, do Google e do iOS, da Apple, colocou todas essas empresas em uma situação incômoda. Uma pesquisa da Nielsen divulgada no fim de abril mostra que 31% dos consumidores afirmam que seu próximo smartphone será com Android, enquanto 30% querem um aparelho com o iOS. O BlackBerry aparece em terceiro, com 11%, e o Windows em terceiro, com 6%. O Symbian, pelo segundo ano, aparece com 0%. Da pesquisa feita entre julho e setembro de 2010 para a mais recente, de janeiro a março de 2011, apenas as intenções de compra do Android aumentaram, todas as outras diminuíram. De acordo com a Gartner, Android e iOS serão mais de 50% do mercado global de sistemas operacionais móveis já esse ano, enquanto para 2012 o Android deve ter metade do mercado sozinho.
Embora a parceria da Microsoft com a RIM seja menos estrutural que a parceria com Nokia - o BlackBerry continua rodando o sistema próprio da RIM, e continua dependendo pouco de recursos de terceiros -, a aproximação um tanto estranha entre as essas empresas mostra o quanto eles estão dispostos a lutar por mais espaço no mercado de aparelhos móveis, marcado para ser dominado pelos diversos aparelhos rodando Android e, um pouco atrás, pelo iPhone. Por outro lado, com a dominância quase completa da Apple e do iPad no mercado de tablets, a RIM apelou para o Google para conseguir crescer: no mesmo evento em que Ballmer anunciou a parceria com a Microsoft, a RIM mostrou como aplicativos para o Android serão emulados no sistema operacional do PlayBook, o recém-lançado tablet da empresa.

Projeto de lei de acesso a informações sigilosas

Fonte: Agência Senado. Data: 03/05/2011
Autora: Cristina Vidigal

O Senado poderá votar no dia 18 dois importantes projeto de lei da Câmara: o PLC 41/10, que regulamenta o acesso a informações de interesse coletivo produzidas ou custodiadas pelo Estado, e o PLC 1/10, que define as competências de estados, municípios e do governo federal na preservação de florestas, proteção de paisagens e combate à poluição. Aprovadas por duas comissões, normas de sigilo de documentos oficiais podem ter tramitação acelerada.

Evento: Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto

Local: IBICT, Rio de Janeiro. Data: 24 e 25 de Novembro de 2011

Na sequência do Memorando de Entendimento assinado entre os Ministros da Ciência e Tecnologia de Portugal e do Brasil em Outubro de 2009, e dando continuidade à Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto, organizada em 2010 pela Universidade do Minho, vai realizar-se nos dias 24 e 25 de Novembro (CPRM – Serviço Geológico do Brasil), no Rio de Janeiro, Brasil, a 2ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto.
A conferência pretende reunir as comunidades brasileiras e portuguesas que desempenham atividades (pesquisa, desenvolvimento, gestão de serviços, definição de políticas, etc.) relacionadas com o acesso aberto ao conhecimento científico.
Os temas a serem tratados no âmbito da conferência são os seguintes, aqui apresentados a título de exemplo:
- repositórios de publicações científicas;
- revistas científicas de acesso aberto;
- repositórios de dados;
- direitos autorais;
- políticas e mandatos de acesso aberto;
- interoperabilidade entre os repositórios e outros sistemas de informação de apoio à atividade científica e acadêmica;
Datas importantes:
01 de Julho – Submissão das propostas de comunicação e pôsteres
01 de Agosto – Comunicação da aceitação das propostas
As propostas deverão ser apresentadas por meio do website da Conferência, a ser disponibilizado em breve.

Ministra na berlinda

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 04/05/2011.
Autor: Jotabê Medeiros.
Cresce a possibilidade concreta de a presidente Dilma Rousseff trocar a chefia do Ministério da Cultura. Após 5 meses à frente da pasta, a ministra Ana de Hollanda dá sinais de esgotamento e isolamento - e fontes do governo dizem que a presidente está incomodada com a "paralisia" no setor cultural. No Congresso Nacional, os deputados da base de apoio ao governo já pressionam fortemente para que seja tomada uma decisão que destrave o MinC - falando abertamente na demissão da ministra. "Uma pessoa não pode continuar no Ministério da Cultura para barrar uma política que já foi aprovada nas urnas”, disse o deputado José Nazareno Cardeal Fonteles, do PT do Piauí. Fonteles assinou o manifesto que circula na internet, subscrito até ontem por mais de 2 mil pessoas, e que pede mudança urgente nos rumos do MinC.

Mais verba para a construção de bibliotecas

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 04/05/2011.
Autora: Sonia Racy.
A Fundação Biblioteca Nacional conseguiu liberar, no Ministério da Cultura, recursos de R$ 13,3 milhões. Objetivo? Implantação de bibliotecas, pontos de leitura e bolsas para contratação de 2.415 agentes de leitura em 400 municípios para atuar junto aos beneficiados pelo Bolsa Família. Essa quantia, segundo Galeno Amorim, da BN, ajudarão a zerar, até o final do ano, o número de cidades sem bibliotecas no País.

2 de mai. de 2011

Polêmica sobre livros didáticos aprovados pelo MEC

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 01/05/2011.
Autores: Por Luiza Bandeira e Rodrigo Vizeu.
Livros didáticos aprovados pelo MEC para alunos do ensino fundamental trazem críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e elogios à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma das exigências do MEC para aprovar os livros é que não haja doutrinação política nas obras utilizadas. O livro História e vida integrada, por exemplo, enumera problemas do governo FHC (1995-2002), como crise cambial e apagão, e traz críticas às privatizações. Já em relação ao governo Lula (2003-2010), o livro cita a "festa popular" da posse e diz que o petista "inovou no estilo de governar" ao criar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. A Folha não conseguiu falar com os autores da obra. Os livros aprovados pelo MEC no Programa Nacional do Livro Didático são inscritos pelas editoras e avaliados por uma comissão de professores. Hoje, 97% da rede pública usa livros do programa.

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 01/05/2011.
O Ministério da Educação não comentou o tratamento dado a FHC e Lula nos livros. Em nota, listou os critérios técnicos que usa para aprovar os livros, como o que veta obras que "fizerem doutrinação religiosa ou política". A autora Joelza Ester Rodrigues, do livro História em documento, da editora FTD, afirmou que seu livro é imparcial. Ela disse que detalhou as alianças com "conservadores" só no caso de FHC porque o contexto do livro deixa pressuposto que os "partidos adversários" aos quais o PT se aliou também eram conservadores. A Abril Educação, que controla as editoras Ática e Scipione, afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que tem uma "política voltada à pluralidade de seus autores e à independência e excelência editoriais".

Suspensão de blog com livros piratas cria discussão na web

Autor: Miguel Conde.

Fonte: Prosa Online. Data: 29/04/2011.

URL: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2011/04/29/suspensao-de-blog-com-livros-piratas-cria-discussao-na-web-377257.asp

Uma mensagem de violação dos termos de uso anunciou semana passada aos milhares de visitantes diários do blog Livros de Humanas a suspensão da página, que era hospedada pelo Wordpress. Criado em 2009 por um aluno da USP, o blog formou em pouco mais de dois anos uma biblioteca maior do que a de muitas faculdades brasileiras. Até sair do ar, reunia 2.496 títulos, entre livros e artigos, de filosofia, antropologia, teoria literária, ciências sociais, história etc. Um acervo amplo, de qualidade, que podia ser baixado imediatamente e de graça.
Muitas pessoas, é claro, adoravam a página. Entre elas, no entanto, não estavam os editores dos livros reunidos ali. A biblioteca do Livros de Humanas era toda formada sem qualquer autorização.
- É óbvio que o blog desrespeita a legislação vigente - diz o criador da página, que mantém anonimato, numa entrevista por e-mail. - Mas não porque somos bandidos, mas porque a legislação é um entrave para o desenvolvimento do pensamento e da cultura no país.
O mesmo argumento foi defendido nos últimos dias no Twitter por intelectuais como o crítico literário Idelber Avelar, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, a escritora Verônica Stigger e o poeta Eduardo Sterzi. Do outro lado da discussão, críticas à pirataria. A Editora Sulina, que vinha pedindo a remoção da página, falou em "apropriação indevida" e o escritor Juremir Machado escreveu: "Quem chama pirataria de universalização da cultura é babaca q ñ vende livro, mas quer q alguém pague a conta. Livro tem de ser barato e pago".
O caso chama atenção para a ampliação da circulação de arquivos digitais de livros na internet, uma prática que dá novo sentido e escala à discussão sobre a circulação de cópias xerocadas no meio acadêmico.
Leia abaixo entrevista feita por email com o criador do Livros de Humanas.
Por que você criou o blog e como ele funcionava?
O blog nasceu no começo de 2009 (e saiu do ar na sexta-feira passada) para ser uma alternativa dos estudantes de letras da USP à copiadora que existe no prédio do curso e que tinha aumentado arbitrariamente em 50% (de 10 pra 15 centavos) o valor da cópia (o contrato de cessão de espaço com o Centro Acadêmico estabelece que a decisão deve ser conjunta). No começo havia a ideia de colocar apenas os textos das disciplinas de cada semestre. Esta iniciativa surgiu sem vínculo algum com o CA, que nunca se manifestou sobre o blog. No começo recebi de alguns colegas os programas das disciplinas e procurava na net se já existia cópia digital dos livros no 4shared ou similares. Se eu não encontrava, mas tinha o texto, escaneava. Por isso, no começo o blog era mais próximo dos meus interesses acadêmicos (mais crítica literária do que linguística, p. ex.) Também recebia textos de outros colegas e assim criamos o blog. No primeiro mês tínhamos menos de cem textos. Com o crescimento deste número e das visitas o blog deixou de ser apenas algo relacionado ao curso de Letras da USP (apesar de ter mantido o nome por mais um ano) e se tornou um depositário de textos da área de humanidades. O blogue saiu do ar com exatos 2.496 arquivos – não necessariamente livros, porque colocávamos também capítulos de livros, alguns de livros que surgiram inteiros no blogue tempos depois.
Com isso meu critério passou a ser o seguinte: se alguém enviava o arquivo eu publicava, independente do ano de publicação e seu estado no mercado (se era lançamento ou texto fora de catálogo). Porém eu só escaneio obra esgotada e que seja difícil de encontrar.
O perfil de seleção era bem básico: textos da área de humanidades ou correlatos. Tínhamos de obras do Will Eisner a livros sobre lógica. De autores brasileiros contemporâneos a material de ensino de língua estrangeira. De Sociologia a Ecologia. Majoritariamente entravam livros em português, mas tínhamos muitas obras em espanhol, inglês, italiano, alemão e francês.

Quantos usuários o blog tinha e qual o perfil deles?
No começo o público era quase que inteiramente uspiano. Nos últimos tempos era majoritariamente universitário, com visitas de todas as partes do globo. De estudantes de Nova Orleans ('terra' de um grande entusiasta do blogue, o professor Idelber Avelar) a visitantes dos PALOP (Países Africanos de Língua Portuguesa). Pelos e-mails de pedidos que eu recebia dava para traçar um perfil mínimo: são estudantes de universidades brasileiras com péssimas bibliotecas. É comum eu receber pedidos do tipo "preciso do livro tal para minha iniciação científica mas não o temos aqui e vi no dedalus (sistema de consulta da USP) que a biblioteca da FFLCH tem". Não consigo – pelos dados informados pelo Wordpress – determinar quantos visitantes únicos o blog recebia diariamente. Nos últimos meses a média de pageviews/dia passava de 10 mil. Em um ano no Wordpress (antes o blogue estava abrigado no blogspot) passamos dos 1,8 milhões de pageviwes, uma média de quase 5 mil/dia.

Antes desse episódio recente você já havia tido algum outro problema?
Sim. Desde o começo links são retirados do ar. E logo depois, claro, eu colocava de volta. Ficamos - eu e ABDR (Associação Brasileira de Direitos Reprográficos) - neste gato e rato até o fim. Quando o blog ainda estava no Blogspot recebi do Google um aviso sobre infração às leis americanas de Direito Autoral. Daí mudei pro Wordpress que é (ou achei que era) mais flexível. Algumas editoras me davam mais trabalho, como a Jorge Zahar e os livros do Zygmunt Bauman ("capitalismo parasitário" era o que tinha mais links retirados) mas nunca passou disso. Denúncia para os sites de hospedagem dos textos e livros. E é preciso dizer, apesar de óbvio, que não fui o responsável pela primeira disponibilização de quase todo o conteúdo do blogue. Mais procurei, editei e organizei num único centro os textos do que outra coisa.

Por que o blog saiu do ar?
Fora os e-mails da ABDR, nunca recebi nada de mais substancial. Nos últimos dias a Editora Sulina (inexpressiva, de quase 3 mil livros que tenho em casa apenas 3 são editados por ela) – seja por seu perfil ou de seu editor no Twitter – reclamou muito do blog e disse que tomaria medidas contra. E dias depois, sem aviso prévio, o Wordpress retirou o blog do ar. E, se não me engano, temos 3, no máximo 5 livros dela. Honestamente, não sei apontar (até porque alguns – como os livros do Maffesoli, hoje editado pela Sulina – são de edições anteriores, como as da Brasiliense) quais são os livros reclamados. Editoras como a Companhia das Letras, que tem cópias de milhares de livros rodando na internet, nunca se manifestaram.

Algumas pessoas defenderam o blog dizendo que ele era como uma biblioteca pública. Concorda com a comparação?
Acredito que a comparação é ruim – posto que o blog é apenas um paliativo que nasceu das péssimas condições das bibliotecas públicas do país – porém não de todo despropositada. O blog era gratuito (tempos atrás fizemos um rateio com doações diversas para a compra de um hd para becape dos arquivos) e acessível para todos. Como uma biblioteca.

E o que você acha da crítica de que o blog desrespeita a legislação vigente?
Bem, é óbvio que o blog desrespeita a legislação vigente. Mas não porque somos bandidos, mas porque a legislação é um entrave para o desenvolvimento do pensamento e da cultura no país. O blog é tão ilegal quanto a cópia xerox nas universidades os sebos de livros antigos. E sem sebo e xerox uma universidade não funciona. Das bibliotecas universitárias a Florestan Fernandes (biblioteca da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP) deve ser uma das 3 ou 4 mais completas do país. E mesmo contando com determinada obra, o número de volumes é insuficiente.
Um exemplo prático: O livro "O demônio da teoria" ficou por anos esgotado (foi reeditado no ano passado – e eu comprei o meu exemplar!) e possuía 3 exemplares na Florestan. Emprestei o livro, escaneei e hoje milhares de outros estudantes tiveram acesso a um texto fundamental para o estudo da teoria literária. A revisão da lei é uma necessidade de nossos tempos. Acreditava muito em avanços durante a gestão Gil/Juca no MEC. Mas o retrocesso defendido por este ministério novo é assustador.
Sem uma revisão da Lei de Direito Autoral que tente equilibrar estas duas demandas teremos mais problemas como este. As editoras de livros preferem seguir o estúpido caminho das gravadoras. E, se não acordarem logo, terão o mesmo destino.

Como possível futuro autor de obras acadêmicas, você consideraria normal que seus livros fossem distribuídos de graça?
Claro! Ainda mais se eu estiver vinculado a alguma universidade pública. A questão não deve ser essa. É óbvio que o autor deve ter remuneração por sua produção. Mas não podemos aceitar como normal que o critério para acesso a um texto (que é produto de sua época e dialoga com toda uma tradição intelectual – seja de domínio público ou não) seja o econômico. Um estudante sem dinheiro para pagar R$ 100 numa obra deve ser desprezado? Acredito que o direito ao acesso e a difusão do conhecimento se sobreponha ao do autor de receber dinheiro por sua obra.
Outro exemplo prático: quando ingressamos na Letras-USP usamos em elementos de linguística o livro "Introdução à linguística" (volumes I e II) editado pela Contexto. O livro é organizado por um professor da USP e os autores dos capítulos são também professores da casa, todos contratados em regime de dedicação exclusiva, além de contar com verba da órgãos públicos (Capes, CNPq, fapesp) de fomento. É justo que este profissional exija de 850 ingressantes (isso só na USP, o livro é usado em outras Instituições de Ensino Superior também) a compra dos dois volumes? E, principalmente, quem recebe este dinheiro? Porque os autores (são mais de dez por livro) recebem centavos de cada edição vendida por quase R$ 40 nas livrarias. Outra situação comum (desculpe se me concentro muito na USP, mas é de onde sou e de onde vejo tudo): livro escrito por pesquisador da USP, editado pela EDUSP ou pela Humanitas (editora da FFLCH) e sem exemplar nas bibliotecas da USP. Se não há cópia nas bibliotecas, por qual motivo não devemos copiá-los?
Por último, duas considerações. A primeira pessoal: Sem a contribuição de centenas de outras pessoas – sejam estudantes universitários ou não – o blog jamais existiria. Sou apenas quem procura na net, organiza os arquivos e escaneia dois ou três livros por mês. E, ao contrário do que acreditam editores como este da Sulina, sou do tipo que não possui e-reader, só usa xerox quando não tem jeito e ainda gasta meio salário mínimo por mês em livros físicos. O livro pirata não tira público do livro "oficial". Não acho que a cópia pirata seja a responsável pelo número cada vez menor nas tiragens das editoras. Acredito no que disse o Gaiman quando veio pra Flip: "O inimigo não é a ideia de que as pessoas estão lendo livros de graça ou lendo na internet de graça. Da minha perspectiva o inimigo é as pessoas não lerem."

A outra é de apoio político. Desde intelectuais do porte de Eduardo Viveiros de Castro e Idelber Avelar a novos pensadores e escritores como Eduardo Sterzi, Veronica Stigger e outros tantos (muitos deles seguidores do perfil do blog no Twitter) apoiam o blog. Todos os que citei aqui possuem obras no blog e deixaram de ganhar (segundo o cego argumento de alguns editores do país) algumas dezenas, talvez centenas, de reais. E não ficam bravos com isto. Pelo contrário, como certa vez tuitou o professor Avelar: "Piratearam meu 1º livro! Tá na net pra baixar. E eu, como autor, gosto disso: http://bit.ly/ikvMaR #PegaECAD"

29 de abr. de 2011

Será lançada a Kindle Library Lending

Fonte: Information Today. Data: 28/04/2011.
Autora: Theresa Cramer.
URL: http://newsbreaks.infotoday.com/NewsBreaks/Kindle-Library-Lending-Announcement-Raises-Questions-75189.asp

Algo tem estado ausente das prateleiras das bibliotecas digitais. Enquanto os usuários podem conferir os livros eletrônicos que podem ser lidos por inúmeros aparelhos leitores, incluindo o Nook da Barnes & Noble, as edições para o Kindle tem sido conspicuamente ausente. Em 20 de abril de 2011 a Amazon anunciou uma parceria com o Worldcat da OCLC que permitirá que os usuários do Kindle possam pedir por empréstimo livros eletrônicos dos acervos de mais de 11.000 bibliotecas norte-americanas. Essa nova opção do Kindle, a ser lançada no final do ano, será denominada Kindle Library Lending.

Editora da UNESP lança 50 livros eletrônicos

A Fundação Editora Unesp (FEU) deu continuidade ao seu projeto de lançar obras inéditas em formato virtual, através da Coleção Propg Digital. Esta ação, que é uma parceria entre a FEU e a Pró-Reitoria de Pós-Graduação (Propg), irá disponibilizar, gratuitamente, 50 títulos que serão lançados sob o selo Cultura Acadêmica.
Este trabalho, executado pela Unesp, já é reconhecido pelo seu pioneirismo e por proporcionar a difusão do conhecimento, permitindo acesso livre às produções acadêmicas e de pesquisa realizadas na universidade. O programa teve sua primeira fase iniciada em 2010, quando foram lançadas 46 obras. A meta é que sejam publicados mil títulos em dez anos.
A Coleção Propg Digital
O evento também será uma ocasião para exibir os resultados do projeto até o momento. Desde que os primeiros volumes da Coleção foram disponibilizados, já foram realizados mais de 50 mil downloads no total, além dos mais de 205 mil acessos às páginas dos livros.
Entre os títulos estão textos sobre história, letras, educação, psicologia, comunicação, música, geografia e urbanismo, teatro, política e ciências sociais, economia, arquitetura, filosofia, matemática e artes. É necessário fazer um cadastro para ter acesso às obras.

Congresso Brasileiro de Paleografia e Diplomática

Fonte: Associação dos Arquivistas do Estado do Rio de Janeiro. Data: 29/4/2011.
O I Congresso Brasileiro de Paleografia e Diplomática será realizado na cidade de Campos dos Goytacazes (Rio de Janeiro), no período de 18 a 20 de maio de 2011.
Maiores informações no URL do evento:
URL: http://www.paleografia.arquivista.net/programacao/

A livraria que vende um livro só

Fonte: New York Times. Data: 29/04/2011.
Autora: Elissa Gootman.
Fonte secundária: Portal UOL.
À primeira vista, ela parece uma encantadora livraria independente com uma vitrine exibindo belas pilhas de livros de capa dura reluzentes. Mas, espere aí. É apenas um livro? Variedade não é o forte da Ed’s Martian Book, na Hudson Street, onde você pode encontrar aproximadamente 3 mil cópias de Martian Summer: Robot Arms, Cowboy Spacemen, and My 90 Days With the Phoenix Mars Mission (Pegasus, 2011), de Andrew Kessler, um escritor de 32 anos, por US$ 27,95. A loja é parte jogada de marketing, mas também parte meditação sobre o significado do livro em uma era de leitores eletrônicos e falência da rede de livrarias Borders. Kessler diz que se inspirou em restaurantes especializados em um só prato, como o Meatball Shop, no Lower East Side. “Eu pensei em pessoas que vendem apenas uma coisa muito bem”, ele disse. As religiões, ele raciocinou, se ocupam com um único livro. Por que não uma livraria? Ele chama a si mesmo de monolivreiro.

27 de abr. de 2011

A magia de ler

Fonte: Folha Dirigida. Data: 27/04/2011.
Autora: Joyce Trindade.
Extraído do Boletim Abrelivros, de 27/04/2011, da Associação Brasileira dos Editores de Livros Escolares.
Tecnologia digital, ebooks, ipad, iphone, etc. Apesar da multiplicidade de ferramentas tecnológicas para a leitura hoje em dia, o tradicional livro ainda se apresenta como das mais eficazes formas de incentivo à leitura para os jovens. Principalmente, quando adotado da maneira certa.
Um dos locais mais propícios para a prática da leitura, a sala de aula, muitas vezes, pode gear aversão a livros, principalmente quando são apresentados de forma impositiva. Quando, porém, se resolve fazer do local palco para as palavras e as histórias, o resultado é positivo. Diversas atividades são possíveis para formar uma nova geração de leitores. Ou melhor, de prazerosos leitores.
Implementado pela Secretaria Municipal de Educação de Niterói, em 2010, o projeto "Magia de Ler" transformou a atividade de leitura, que acontecia em horários determinados durante a semana escolar, em uma propostas de ensino, constantemente presente na vida dos alunos e dos professores.
Com o "Magia de Ler", as aulas de leitura, que antes eram ministradas por um professor específico, passaram a ser realizadas por todos os docentes. Além disso, cada estudante da rede municipal (da alfabetização até o 2º ciclo do ensino fundamental) recebe no início do ano uma maleta com cinco livros de autores renomados. Com os exemplares dos educadores e os que ficam na sala de aula, as turmas realizam diversas atividades como rodas de leitura, observação da imagem, roda de conversa, entre outras.
Após, praticamente um ano de implementação do projeto, os resultados refletem a mudança de relação dos estudantes - e dos próprios docentes - com a leitura literária. A sensação de prazer com o novo hábito passou de 16% dos educadores para 33%.
O número de livros lidos pelos docentes também aumentou. Enquanto no início de 2010, 74% deles liam três ou mais livros, esse índice passou para 80%. A literatura infantil tornou-se o tipo de leitura mais realizada em sala de aula. O gênero que antes estava presente em somente 9% das atividades, agora aparece em 28%. As rodas de leitura, que antes eram realizadas em somente 13% casos, passaram a ser a atividade mais promovida com os estudantes (31%). Com isso, os alunos a participação também foi ampliada.
"Quanto mais se lê, mais se quer ler" - A coordenadora do Projeto Magia de
 Ler, Nádia Enne, afirma que o projeto foi criado, pois a secretaria entendeu que todo professor deveria ser um professor de leitura. "O livro antigamente era, e hoje, em muitos casos ainda é, colocado como 'extraclasse'.
O livro não pode ser extraclasse, tem que estar na classe, em sala de aula. O melhor divulgador do livro e da leitura é o professor", explica. Um círculo virtuoso. Assim se pode definir a leitura. Ao serem atingidos pelos encantos dos livros, os professores transmitem o gosto pela leitura aos alunos, em um contagioso processo - realmente educativo -, no qual educadores e estudantes se sentem valorizados e úteis.
Nas escolas municipais de Niterói, o incentivo à leitura fez com que 50% dos docentes se sentissem totalmente satisfeitos com a forma como têm contribuído para a formação dos alunos. Para Nádia Enne, os benefícios do projeto são muitos: "grande parte das crianças da rede pública não possui livros em casa. Com o projeto, esses alunos passam a montar um acervo de livros em casa, que a cada ano aumenta. Só o fato de ver a felicidade das crianças ao levar sua maleta de livros para casa já bastaria para ser um projeto de excelência", declara.
Para a coordenadora do "Magia de Ler", fazer com que os estudantes tenham prazer na leitura, como estão adquirindo, é algo que vale qualquer esforço. O projeto também atende pessoas com necessidades especiais e um dos diversos exemplos de como a ação tem melhorado a vida dos estudantes é o caso de um menino com síndrome de down. "Ele era uma criança muito retraída mas, com o projeto, já participou até de um recital. O avanço dele está sendo impressionante."
Os participantes do projeto também misturam leitura e tecnologia. As turmas realizam, durante o ano, diversos encontros de bate papo online com autores trabalhados em sala de aula. "Unir leitura e tecnologia é muito bom para os jovens, para eles perceberem que ter contato com leitura não é algo chato e antiquado. Se apaixonar por livros é muito fácil. Quanto mais se lê, mais se quer ler", afirma a professora Nádia Enne.
Escolas utilizam diferentes métodos para aproximar seus alunos dos livros - Muitas escolas já perceberam a importância de promover programas de incentivo à leitura para seus alunos, dentro de sala de aula. Os métodos variam. Podem ser rodas de leitura, livros produzidos por alunos, troca-troca de obras literárias, adaptações para teatro e cinema, entre outros.
O Anglo-Americano, por exemplo, desenvolve, desde a educação infantil, o projeto "Ler e criar". Nele, os estudantes escolhem um livro, leem, levantam dados, realizam pesquisas e interpretam as ideias. Depois, vão até turmas de alunos mais novos para contar aquela história, sob o seu ponto de vista. Além disso, também fazem a mesma coisa para jovens de comunidades carentes, como aconteceu em 2010.
Outra escola que desenvolve atividades pedagógicas voltadas para estimular o lado leitor dos seus alunos é o Colégio Logosófico. Lá, os estudantes participam de rodas de leitura, discussões de textos, apresentações de trabalhos e adaptações de textos literários para o teatro.
"Colocamos trabalhos de leitura e produção textual o tempo inteiro. Ano passado, inclusive, lançamos dois livros com poemas produzidos pelos próprios alunos. O legal é que o livro não foi resultado de uma atividade específica, mas de uma série de ações que nos levaram para esse caminho", explicou o professor de Língua Portuguesa da escola, Tiago Cavalcante.
Além disso, o professor falou sobre o programa Sociedade dos Poetas Vivos. A ideia surgiu, em 2009, depois de passar o filme "Sociedade dos Poetas Mortos" para seus alunos.
Inicialmente, era apenas para desenvolver uma produção de poesia, mas os estudantes gostaram tanto, que foi preciso criar um tempo extra, fora do horário de aula normal, apenas para quem quisesse participar. Apesar das atividades terem parado por um tempo, este ano foram retomadas, mas, agora, dentro de sala.
"Separamos um tempo de Língua Portuguesa por semana para fazer um café literário. Cada um leva o que quiser. Fazemos trabalhos com vídeos, música, eles levam violão, poemas que escreveram e muitas outras coisas. Criamos, inclusive, um blog. É um espaço onde eles se sentem livres. Eles leem por prazer e não por obrigação", comentou.
Uma maneira de facilitar o acesso dos estudantes a um grande leque de possibilidades de leitura é o sistema de troca-troca de livros. O método já é utilizado pelo Colégio La Salle Abel há mais de 20 anos. Por ser realizada sem qualquer custo para os participantes, gera economia no orçamento familiar, além de contribuir com meio ambiente, por conta da reutilização do material didático.

26 de abr. de 2011

José Afonso Furtado é um dos mais interessantes do Twitter para a revista "Time"

Fonte: Público (Portugal). Data: 31/03/2011.

URL: http://www.publico.pt/Tecnologia/jose-afonso-furtado-e-um-dos-mais-interessantes-do-twitter-para-a-revista-time_1487666

Autora: Claudia Carvalho.

A revista "Time" publicou uma lista das 140 pessoas mais interessantes do Twitter, entre elas surge apenas um português, José Afonso Furtado, director da Biblioteca de Arte da Gulbenkian.
Com base na relevância daquilo que os utilizadores diariamente partilham através do Twitter, a "Time" elaborou uma lista, dividida em 14 categorias (autores, negócios, celebridades, comediantes, empresas, personagens fictícias, saúde e ciência, noticias, políticos, especialistas e comentadores, sátira, compras, desporto e tecnologia), que está agora em votação no site da revista e onde os leitores podem escolher o seu preferido.
José Afonso Furtado surge na categoria de notícias ao lado de twitters informativos como o da agência Reuters ou o da CNN. Em relação ao português, a "Time" escreve que “José Afonso Furtado é o Borges do Twitter”, comparando-o com o escritor argentino Jorge Luís Borges. “É um bibliotecário portugues que transporta a sua paixão não adulterada pelos livros e o universo editorial para a Twitteresfera”, acrescenta.
Director da Biblioteca de Arte da Gulbenkian desde 1992 e professor da Faculdade de Letras, da Universidade de Lisboa, José Afonso Furtado actualiza várias vezes ao dia o seu Twitter com todo o tipo de notícias sobre literatura, desde os mais variados prémios literários à informação sobre as tecnologias mais avançadas na área. “Um feed de leitura obrigatória para o universo editorial.”
Na lista, encabeçada pelo norte-americano Andy Borowitz e que conta com nomes como Lady Gaga, Homer Simpson, Conan O'Brien e Sarah Palin, José Afonso Furtado surge, neste momento da votação, na 50ª posição, logo a seguir de Justin Bieber.
José Afonso Furtado nasceu em Alcobaça em 1953, e para além das funções de director da Biblioteca de Arte da Gulbenkian e professor, já foi presidente do Instituto Português do Livro e da Leitura, vice-presidente do Conselho Consultivo da Fundação Luso-Brasileira para o Desenvolvimento do Mundo de Língua Portuguesa e membro da Comissão Nacional da Língua Portuguesa e da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses.

25 de abr. de 2011

Para combater a pirataria, editoras investem em livros personalizados

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 24/04/2011.
Autor: Rafael Moraes Moura.

Para acabar com o xerox, obras são ''fatiadas'' e capítulos, vendidos de acordo com a demanda de universidades; economia estimada com o sistema é de 80%; biblioteca virtual universitária oferece, por meio de assinatura, acesso online a conteúdo didático
O texto completo está disponível no URL: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110424/not_imp710043,0.php

Arquivo histórico de Jacareí digitaliza documentos

Fonte: Pró-Memória Jacareí

Jacareí é uma das cidades mais antigas do Estado de São Paulo. Para organizar melhor toda a sua história, a Prefeitura de Jacareí e a Fundação Cultural de Jacarehy José Maria de Abreu inauguram nesta segunda-feira, dia 25 de abril, um acervo digital com fotos, jornais, revistas e documentos que revelam fatos de seus 359 anos de fundação. São mais de cinco mil páginas de 42 jornais impressos e 10 mil fotos, entre outros documentos, que compõem o acervo do Arquivo Público e Histórico da Cidade. O site também inclui estudos técnicos, livros raros, relatórios de comissões, vídeos e livros em áudio para baixar, material relacionado à Constituinte de 1988 e outros documentos de interesse institucional e ligado às atividades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Pró-Memória Jacareí
O Projeto Pró-Memória parte do princípio que é essencial ao gozo pleno da cidadania o direito à memória. A memória das sociedades contribui para a constituição das identidades sociais e para a solidificação do tecido social, pois essas identidades se baseiam no compartilhamento de experiências coletivas. Mas como visualizar essas experiências e essas memórias? Uma forma é através dos documentos históricos.
Este é o objetivo primeiro do Projeto Pró-Memória disponibilizar documentos históricos relativos à cidade de Jacareí através da internet para o conhecimento do público, em geral, e os pesquisadores em particular.
Desta forma, pretende-se socializar e democratizar a informação a respeito do passado e das experiências comuns que permitiram à nossa sociedade e à nossa cidade constituírem-se tal como hoje se apresentam: com seus avanços e desenvolvimentos, mas também com suas tensões e contradições, inerentes ao devir histórico.
A Equipe Pró-Memória é coordenada por Maria José Acedo del Olmo Toledo.

Senado aprova fundo para incentivar a leitura

Autora: Iara Guimarães Altafin.
Fonte: Agência Senado. Data: 19/04/2011.
URL: http://www.senado.gov.br/noticias/print.aspx?codNoticia=109237

Projeto que cria o Fundo Nacional Pró-Leitura (FNPL), de autoria do senador José Sarney (PMDB-AP), foi aprovado nesta terça-feira (19) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em decisão terminativa. Decisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis.. Para entrar em vigor, a proposta (PLS 294/2005) precisa ainda ser aprovada pela Câmara. A aprovação ocorreu um dia depois do Dia Nacional do Livro Infantil (18 de abril).
O fundo visa captar recursos para fomentar a produção, distribuição e comercialização de livros, incluindo a exportação, como prevê a Política Nacional do Livro (Lei 10.753/03). Terá recursos do Tesouro Nacional, de doações, legados, subvenções e auxílios, entre outras fontes, e não terá prazo determinado de duração.
Entre os objetivos do FNPL, está a atualização do acervo de bibliotecas públicas e a inclusão de livros em sistema Braille, além da capacitação de pessoas que trabalham nos setores gráfico, editorial e livreiro.
Os financiamentos com recursos do FNPL serão feitos a fundo perdido ou por empréstimos reembolsáveis para a produção e distribuição de publicações. A execução de projetos buscará estimular a regionalização da produção literária, técnica e científica. Os recursos do fundo poderão financiar até 80% do custo total de cada projeto de edição ou distribuição de obras literárias, conforme previsto no projeto.
O relator na CAE, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), acolheu cinco emendas feitas ao texto pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que tratam de aspectos relativos à gestão do FNPL. No debate da matéria, o relator elogiou a proposta e ressaltou a necessidade de aumentar o acesso dos brasileiros aos livros.
- Nosso povo ainda lê pouco. Vê muita televisão, ouve muito rádio, mas lê pouco. O esforço do presidente José Sarney é no sentido de ampliar o espaço da leitura no nosso país - frisou o Inácio Arruda.

19 de abr. de 2011

FUNARTE distribui livros de seu catálogo em Pontos de Cultura de todo o Brasil

Fonte: Fundação Nacional de Artes (FUNARTE). Data: 15/-04/2011.

URL: http://www.funarte.gov.br/funarte/funarte-cidadania/

A Fundação Nacional de Artes (Funarte) dá sequência ao programa de doação de publicações do seu catálogo. Agora, os beneficiados serão os Pontos de Cultura de todo o país, que receberão kits com títulos variados. A iniciativa é realizada em parceria com a Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. Juntas, a Fundação e a Secretaria começam a desenvolver projetos que visem garantir o acesso às artes como forma de promover a cidadania cultural.
Os títulos em distribuição foram editados pela própria Funarte e oferecem ao leitor, em conjunto, um pequeno inventário da cultura brasileira. Entre eles, há pesquisas sobre elementos fundamentais da cultura popular, como o choro, o maxixe e o carnaval, além de textos que propõem investigações sobre a vida e a obra de grandes artistas. Destacam-se também coletâneas de peças e críticas teatrais que resgatam a memória da nossa dramaturgia. Com um catálogo diferenciado, as Edições Funarte colocam ao alcance de artistas, produtores, pesquisadores, acadêmicos, estudantes e espectadores informações imprescindíveis para uma reflexão crítica sobre as artes.
Os Pontos de Cultura são espaços voltados para a experimentação criativa e envolvem agentes comunitários em projetos de arte, cultura, educação, cidadania e economia solidária. Começaram a ser criados em 2004, como base do Programa Cultura Viva, do MinC. Hoje, constituem uma das mais importantes ações governamentais de fomento à cultura. Implementados por representantes da sociedade civil em convênio com o Ministério, esses espaços potencializam iniciativas de impacto sócio-cultural existentes em suas comunidades. Em abril de 2010, já existiam no Brasil mais de 2.500 Pontos de Cultura.

Evento: Congresso Brasileiro de Biblioteconomia 2011

Fonte: FEBAB. Data: 18/04/2011.

As informações sobre o próximo CBBD estão disponíveis no URL: http://febab.org.br/XXIV_CBBD/

O Facebook também está sendo utilizado. Ver os URLS:


18 de abr. de 2011

Debate sobre os Inconfidentes

A Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN) promove no próximo dia 19 de abril, terça-feira, às 16h, a próxima edição mensal do evento Biblioteca Fazendo História. O tema do encontro será “Inconfidência: como cometer um crime, ficar rico e virar herói”, matéria de capa da edição 67 da RHBN, e terá a participação dos historiadores André Figueiredo Rodrigues e Anita Correia Lima.
O debate, que tem entrada gratuita, acontece no auditório Machado de Assis da Biblioteca Nacional e é transmitido em tempo real pelo twitter da revista (@rhbn) e no site www.institutoembratel.org.br. A presença no evento dá direito a certificados de participação que podem ser utilizados por alunos e professores como horas de atividades complementares.
Serviço
Biblioteca Fazendo História. Auditório Machado de Assis, Fundação Biblioteca Nacional (Rua México s/nº, Centro, Rio de Janeiro). Dia 19 de abril, às 16h. Entrada franca.
Para mais informações entre em contato com Luana Rocha luanarocha@belemcom.com.br ou Marlene Duarte marlene@belemcom.com.br, ou ligue para (21) 2555 8900. Siga-nos no Twitter @belemcom e no facebook.com/belemcom.
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Julia Moreira
Revista de História da Biblioteca Nacional
Av. Churchill, 109/1101 - CEP: 20020-050
Rio de Janeiro - RJ
(21) 2220 4300
http://www.rhbn.com.br/
www.twitter.com/rhbn

Entra em vigor a nova NBR sobre elaboração de Trabalhos Acadêmicos

A partir de hoje (17.04.2011) entra em vigor a terceira edição da NBR
14724 que disciplina a elaboração de Trabalhos Acadêmicos. Publicada
pela ABNT em 17.03.2011, esta norma foi elaborada pelo Comitê
Brasileiro de Documentação e Informação e pela Comissão de Estudos de
Documentação. O projeto foi submetido à Consulta Pública Nacional no
período de 08.10.2010 a 06.12.2010.

Como estamos na metade do semestre e muitos alunos estão elaborando os seus TCCs, é importante que as instituições de ensino superior estabeleçam regras de transição para aplicação desta norma.
http://hotsite.universia.com.br/monografias/09.jsp
http://www.praticadapesquisa.com.br/2010/11/apresentacao-de-trabalhos-academicos.html

A apresentação de trabalhos acadêmicos (TCCs, Dissertações e Teses) é estabelecida pela ABNT por meio da NBR 14724a pela ABNT por meio da NBR 14724.
Fonte de onde foi extraída a nota acima: Lista Lexias (administrada pelo Professor Aldo Barreto).
Fonte primária da notícia:  www.praticadapesquisa.com.br (administrado pelo Prof. Alejandro Knaesel Arrabal)