9 de jan. de 2014

Cursos de atualização em Brasília



Comunicamos que a ABDF estará oferecendo neste primeiro semestre os cursos abaixo relacionados.
1- Curso: CATALOGAÇÃO AACR2, FORMATO MARC21 E RDA.
Responsável: Antônia Memória
Data: 17 a 21 de março de 2014 (8h30 às 11h30). Público alvo: bibliotecários e candidatos a concurso.
2- Curso: INDEXAÇÃO E REDE VIRTUAL DE BIBLIOTECAS DO CONGRESSO NACIONAL (RVBI)
Responsável: Simone Bastos
Data: 24 a 28 de março de 2014 (14h às 17h). Público alvo: profissionais da informação, candidatos a concurso e pessoas interessadas no assunto.
3- Curso: DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES E EDITORAÇÃO DE PERIÓDICOS
Responsável: Arlan Lima
Data: 2 a 4 de abril (18h30 às 21h30). Público alvo: profissionais da informação, candidatos a concurso e pessoas interessadas no assunto.
4- Curso: CDU – CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
Responsável: Sebastião de Souza
Data: 7 a 11 de abril de 2014 (18h30 às 21h30). Público alvo: bibliotecários e candidatos a concurso.
5- Curso: FONTES JURÍDICAS DE INFORMAÇÃO E SINJ/DF (SISTEMA DE INTEGRADO DE NORMAS JURÍDICAS DO DF)
Responsável: Marisa Perrone
Data: 14 a 17 de abril de 2014 (18h30 às 21h30). Público alvo: profissionais da informação, candidatos a concurso e pessoas interessadas no assunto.
6- Curso: NORMAS TÉCNICAS DA ABNT
Responsável: Sebastião de Souza
Data: 28 a 30 de abril de 2014 (18h30 às 21h30). Público alvo: profissionais da informação e estudantes universitários.
7- Curso: AUXILIAR DE BIBLIOTECA
Responsável: Jorditânea Souto
Data: 12 a 30 de maio de 2014 (8h30 às 12h). Público alvo: estudantes de Biblioteconomia e pessoas interessadas no assunto.
Local: ABDF

Maiores detalhes na:
Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal
SHCGN 702/703, Bloco G, nº 49 – 70720-670 - Brasília, DF.
Tel.: (61) 3326-3835 - Fax: (61) 3326-3499
URL: www.abdf.org.br /

O universo do livros: a importância das bibliotecas



Fonte: A Crítica (Manaus, AM). Data: 5/01/2014.
Autoria: Rafael Seixas.
URL: http://acritica.uol.com.br/vida/Amazonas-Manaus-vida-cultura-escritores-bibliotecas-biblioteca-Universo-livros-importancia-bibliotecas_0_1060693936.html
Três escritores do Estado falam em entrevista sobre a relevância da biblioteca em sua formação profissional
A jovem escritora Priscila Lira acredita que as bibliotecas digitais diminuem a distância entre leitor e obra (Bruno Kelly)
Os livros são totalmente importantes na formação cidadã e cultural das pessoas, mas nem todos sabem que as bibliotecas possuem as ferramentas necessárias para este meio. O Amazonas, ao contrário de muitas cidades do País, conta com uma grande quantidade de espaços dedicados à leitura. A reportagem do BEM VIVER conversou com três escritores da cidade para saber qual a importância da biblioteca nas suas carreiras e vidas.
Zemaria Pinto, escritor e poeta com mais de 30 anos de atividade, apesar de ter sido criado numa casa sem livros, como ele próprio relatou, encontrou nas bibliotecas o universo prazeroso da literatura. “Fui criado numa casa sem livros. Eu lia em bibliotecas do Estado e de colégios onde estudei, como o Ruy Araújo e o Estadual. No nível médio, também frequentava a biblioteca pública do Estado, que fica na rua Barroso (Centro). Elas foram fundamentais na minha formação. Sem elas, eu não seria um leitor”, garante Pinto, recordando ainda que o primeiro livro que leu em sua vida foi “O tronco do Ipê”, de José de Alencar, mas que não gostou muito do enredo da história.
“É uma obra muito romântica, simples, onde tudo dá certo. Acho que já era um pouco punk à época, por isso aquilo não me agradou”, explicou o escritor, complementando que ao ler “São Bernardo”, de Graciliano Ramos, se encontrou e desde lá não parou de aprofundar ainda mais seu hábito de ler. “Ela mostra a miséria em outras dimensões, níveis. A miséria no Nordeste continua muito forte, infelizmente”, explicou o poeta, ao falar sobre o conteúdo de “São Bernardo”.
Descoberta
“Rato de biblioteca” declarado, o escritor Elson Farias contou que durante sua infância e juventude ia com frequência em bibliotecas dos municípios de Parintins e Manicoré. Já em Manaus, seu “point” era a biblioteca pública do Estado e a municipal João Bosco Pantoja Evangelista. No entanto, seu contato com os livros veio de casa. “Eu nasci num roseiral, no interior de Itacoatiara, e na minha casa tinha uma pequena biblioteca e lá foi o meu primeiro contato”, declarou o autor de “Barro verde”.
Ainda de acordo com Farias, é de extrema importância que em todos os municípios do Amazonas e nos bairros de Manaus haja uma biblioteca, com sistema de empréstimo de livros e acervo atualizado. “A gente aprende muito lendo e até hoje leio bastante”, salientou o imortal da Academia Amazonense de Letras (AAL).
Para Pinto, é necessário encarar que houve mudanças na forma de encarar a biblioteca e, por isso, é importante investir mais em publicações digitais, que possam permitir, por meio da Internet, o uso de livros em outra escala. “É claro que o livro de papel tem uma grande saída, mas o livro digital veio mudar muitos conceitos”, defendeu.
Mundo digital
A jovem escritora Priscila Lira, de 22 anos de idade, autora de “Manual de feitiçaria”, acredita que as bibliotecas digitais vieram diminuir as distâncias entre leitor e obra. “Hoje eu posso ter acessos a bibliotecas de outros países. Isso é algo muito importante para quem trabalha com pesquisa, para quem gosta de conhecer coisas mais alternativas e que não estão no mercado editorial. Essas bibliotecas digitais vieram encurtar essas distâncias geográficas”, afirmou Priscila, que ama o ambiente da biblioteca.
“Uma das coisas que aprendi com meu contato foi a me familiarizar com os livros. Sua relação com os livros muda quando você frequenta a biblioteca. A pessoa se familiarizar com o objeto do livro, porque acaba manuseando muitos. É importante que as pessoas possam ter esse acesso físico. Na biblioteca, eu conheci Shakespeare, Dante, Chico Buarque, coisas que ninguém me mandou ler. Estava passeando pelas estantes e decidi lê-los”, contou a escritora, que durante anos se “deliciou” com os títulos presentes na biblioteca do extinto Centro Federal de Educação Tecnológica do Amazonas (Cefet-AM), hoje Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), onde estudou durante alguns anos.

7 de jan. de 2014

O papel tem futuro



Para o escritor Nicholas Basbanes, que pesquisou a história dos meios de conservar a escrita, ele continuará a ser importante, porque jamais será substituído.

Autoria: Amanda Polato.
Fonte: Revista Época. Data: 29/12/2013.
"A sociedade sem papel está se aproximando, queiramos ou não. Não podemos enterrar a cabeça na areia. Podemos escolher ignorar o mundo eletrônico, mas isso não fará diferença”, escreveu o cientista da informação Frederick Wilfrid Lancaster em... 1978. Ao lado de outros entusiastas do futuro digital, ele previa um mundo maravilhoso com grande variedade de obras à disposição dos estudantes, menos impressões e redução de custos. Bibliotecas inteiras caberiam numa mesa. Quem não se adaptasse a tempo e abandonasse o papel viveria uma transição caótica. Trinta e cinco anos depois, muito do futuro imaginado por ele se concretizou. Mas o papel ainda persiste.
As bibliotecas continuam abarrotadas. Os livros impressos convivem com a popularização dos e-readers e tablets. “Usar um não significa descartar o outro”, afirma o escritor Nicholas Basbanes, autor do livro recém-lançado On paper (No papel), sem edição no Brasil.  Num momento em que se discute o futuro do papel e até sua eventual extinção, o livro de Basbanes tenta explicar sua importância e a maneira como ele influenciou o curso da história. Bibliófilo, ele investigou a origem do papel e seus diferentes usos. Conversou com pesquisadores, donos de indústrias, bibliotecários e até pessoas que ainda fazem papel à mão, como há 2 mil anos. A longa jornada pela história do papel convenceu Basbanes de que a supremacia do papel tem raízes profundas – e será impossível substituí-lo.
Basbanes diz que os livros não se tornarão obsoletos tão cedo, porque são os mais simples e confiáveis meios de preservação. Dispositivos eletrônicos e softwares estão em constante mudança. Aquilo que foi registrado num formato específico hoje pode não ser lido amanhã. “Já segurei nas mãos um livro com mais de 500 anos. Você pode dizer, com segurança, que o mesmo acontecerá com uma obra criada digitalmente?”, diz Basbanes.
Grandes acervos históricos não abrem mão do papel. Nos Estados Unidos, o Arquivo Nacional encomendou folhas super-resistentes para ajudar a preservar documentos originais, como a Declaração da Independência, a Constituição e a Carta dos Direitos. O responsável pelo trabalho foi Timothy Barrett, do Centro do Livro da Universidade de Iowa, que registra e resgata técnicas milenares de fabricação de papel à mão. “Estamos nos movendo em direção a um mundo digital holográfico maravilhosamente fascinante, mas, ironicamente, nesse ambiente, os documentos em papel em certos casos se tornarão mais importantes, e não menos importantes”, diz.
É inegável que a tecnologia altera hábitos, mas as características únicas do livro tradicional dão a ele muitos anos a mais de vida. A tecnologia não conseguiu substituir algumas das vantagens do papel. Ele pode estar sempre à disposição nas estantes e ser exibido em reuniões sociais. Nos livros, há o contato com textura mais macia. É possível manipular as páginas, sobrepô-las ou dobrar as pontas para se concentrar em outras partes. As palavras não competem com alertas de aplicativos, mensagens que sempre pulam nas telas ou com o link para o filme sobre a obra no YouTube, como acontece nos tablets e smartphones.
A demanda por papel tem caído em algumas regiões, como América do Norte e Europa. As grandes indústrias atribuem isso à estagnação econômica e ao avanço da tecnologia. As preocupações com o meio ambiente também resultam no menor uso de papel. Mas não é possível dizer que o setor viva um retrocesso. Foram produzidos 400 milhões de toneladas de papel em 2012, em comparação com os 399 milhões no ano anterior.
Esses milhões de toneladas têm os mais variados destinos. A Associação Britânica de Historiadores do Papel registra mais de 20 mil usos atualmente. Há empresas que investem em papéis especiais, selos, cartões-postais, jogos de cartas e outros nichos de mercado. Há usos tradicionais que perduram. Em qualquer parte do mundo, ninguém consegue se identificar oficialmente sem usá-lo. É uma tradição que começou nos tempos medievais. As pesquisas de Basbanes revelam que o papel, tão barato, abundante e portátil, tornou a burocracia possível e contribuiu para a expansão dos árabes pelo Oriente Médio, pelo Norte da África e parte da Europa. A papelada cresceu ainda mais com a Revolução Francesa, em 1789, quando o poder deixou de ficar concentrado no rei e foi distribuído aos funcionários públicos, que deviam dar provas escritas dos serviços feitos.
Ainda hoje, os governos exercem seu poder de controle por meio de uma série de regras, cumpridas apenas com a apresentação de documentos, protocolos e termos impressos. A burocracia criou duas classes de pessoas: as que têm papéis e as que não têm. Na França, os imigrantes ilegais são justamente conhecidos como sans papiers (sem papéis). Os Estados também não conseguiram reduzir o uso do papel em suas atividades diárias. Em mais de dois séculos de atividade, o Arquivo Nacional americano acumula 80 bilhões de papéis oficiais – e apenas 5% de todo o volume produzido no último ano foi para as prateleiras.
Nas empresas, o inconfundível barulho das impressoras não deixa dúvidas de que o amplo uso de computadores e e-mails não livrou os profissionais das folhas. No início dos anos 2000, os pesquisadores Abigail J. Sellen e Richard H.R. Harper publicaram o livro The myth of the paperless office (O mito do escritório sem papel). Diziam que a internet aumentou as impressões em 40%. Para quem previa que a tecnologia acabaria com o papel, é um dado embaraçoso.
Previsões sobre o mundo digital também já mostraram que nossas carteiras ficariam sem notas. É verdade que o papel-moeda perdeu importância. Dá para notar no dia a dia que é possível comprar praticamente tudo com transferências bancárias e cartões de débito e crédito. Num futuro próximo, os celulares cumprirão boa parte dessa função. No entanto, números de Bancos Centrais mostram que a fabricação de notas e moedas não começou a cair. Na Zona do Euro, elas representam 9% das transações, mas o total em circulação sobe ano após ano. Em 2012, havia E 876,8 bilhões fora dos bancos, cerca de 2% a mais que em 2011, segundo o Banco Internacional de Compensações. Em alguns países,  como a Suécia, há esforços para acabar com as notas. Alguns estabelecimentos não aceitam notas, como pubs e pequenos negócios. A solução, aparentemente moderna, prejudica moradores de zonas rurais, que não têm cartões. O mesmo vale para os Estados Unidos. Segundo o empresário Douglas Crane, que fornece papel para as notas de dólares, 20% dos americanos não têm conta bancária. O papel-moeda também é fundamental para imigrantes. Mesmo com grandes inovações relacionadas à carteira eletrônica, é difícil imaginar algo tão simples e anônimo quanto um pedaço de papel, que permite operações fora do sistema bancário. As altas taxas cobradas pelos bancos também desestimulam o uso do crédito e débito para compras pequenas. O avanço das moedas eletrônicas esbarra ainda na segurança. A quebra de um código poderia significar a reprodução de dinheiro indefinidamente. Até agora, não foi inventado nenhum sistema infalível. Mesmo que um novo sistema surja e convença todos (inclusive os excluídos) a trocar as carteiras por celulares, isso acabaria com apenas uma utilidade do papel. Restariam ainda 19.999.

Novo número: Biblionline



Biblionline acaba de publicar seu último número (v. 9, n. 2 (2013): v. 9, n. 2, jul./dez., 2013) em URL: www.biblionline.ufpb.br.
Sumário:
Editorial
·       Patrícia Silva, Wagner Junqueira Araújo.
Artigos
·       Do tradicional ao atual conceito de responsabilidade social da ciência da informação. Esdras Renan Farias Dantas, Joana Coeli Ribeiro Garcia.
·       Biblioterapia: uma ferramenta para atuação do psicólogo hospitalar no atendimento à criança hospitalizada. Anny Caroliny Leite Calixto, Marcus Cézar de Borba Belmino.
·       Gestão da informação através das comunidades virtuais: novas perspectivas nas organizações contemporâneas. Euzébia Maria de Pontes Targino Muniz, Mônica Marques Carvalho.
Relatos de pesquisa
·       Na trilha do futuro: ações de pesquisa e ensino para acesso à informação na web. Isa Maria Freire, Gustavo Henrique de Araújo Freire, Janaína Myllene Oliveira da Silva, Niedja Nascimento Barros, Jéssica Mirela Oliveira da Silva.
·       A web 2.0 e o comportamento informacional dos estudantes de biblioteconomia da ufrn. Andréa Vasconcelos Carvalho, Acilégna Cristina Duarte Guedes Alcoforado, Alexandre José dos Santos.
·       A interação entre a criança da primeira infância e a informação digital. Vivianne Rodrigues, Ivette Kafure.
·       Produção de conhecimento sobre negros e negras em repositório digital na ufpb: acesso/democratização. Mirian de Albuquerque Aquino, Leyde Klebia Rodrigues da Silva, Ronhely Pereira Severo, Sérgio Rodrigues de Santana, Taianny Ferreira Cabral de Oliveira.
·       Monitoramento de redes sociais em unidades de informação: análise quantitativa sobre o uso do Twitter na disseminação de Informação. Luciana de Souza Gracioso, Maísa Coelho França.
·       Pelejas na literatura popular de cordel: construindo temas . Karcia Lúcia Oliveira Dias, Danielle dos Santos Souza Belisario, Maria Elizabeth Baltar Carneiro de Albuquerque.
·       Tratamento e organização da informação em ambientes web da copa 2014. Jailma Simone Gonçalves Leite, Marckson Roberto Ferreira de Sousa.
Relatos de experiência
·       Estratégias de relacionamento em serviço de aquisição de periódicos em biblioteca: estudo de caso. Eduardo da Silva Alentejo, Sofia Galvão Baptista, Marianna Zattar.
Resumos de monografias
·       Um olhar sobre objetos de aprendizagem como recurso pedagógico em biblioteconomia: o LTi em foco. Daiana Basilio da Silva, Patrícia Silva.
·       BIBLIOTECA VIRTUAL PAUL OTLET: uma experiência não imersiva no Second Life. Sanderli José da Silva Segundo, Wagner Junqueira Araújo