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26 de dez. de 2013

Bibliotecas conquistam o cidadão em Belo Horizonte

Fonte: Uai. Data: 10/12/2013.
URL: http://divirta-se.uai.com.br/app/noticia/arte-e-livros/2013/12/10/noticia_arte_e_livros,149372/bibliotecas-conquistam-o-cidadao-em-bh-e-oferecem-mais-que-livros.shtml
Discretas, elas são encontradas em toda a capital. De tão presentes na vida cotidiana de BH, as bibliotecas correm o risco de passar despercebidas. Mas o público comparece: algumas delas são campeãs de visitação. Este ano, nada menos de 28 mil leitores têm procurado, mensalmente, a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade. A maioria é estudante, tem de 17 a 30 anos e ensino médio completo. As mulheres predominam.
Calcula-se que uma centena de endereços de instituições públicas e privadas, com os mais diversos perfis, receba leitores em BH. De acordo com especialistas, o fato se deve ao bom trabalho desenvolvido em silêncio, há décadas. “Os números são expressivos, mas precisamos ampliá-los. O ideal é termos uma biblioteca em cada bairro”, afirma Marina Nogueira Ferraz, diretora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais de Minas Gerais. “Leitura é um direito do cidadão. Quem domina o mundo letrado tem mais facilidade de se inserir no mundo”, observa.
Fenômeno pouco percebido, houve multiplicação e descentralização das universidades em BH e várias regiões da capital ganharam bibliotecas importantes. A UFMG mantém em caráter experimental duas unidades que funcionam 24 horas por dia nas faculdades de Ciências Econômicas e de Letras, ambas no câmpus da Pampulha.
“Quem chega a uma biblioteca universitária tem contato com um ambiente que pode mudar os rumos de sua vida”, afirma Wellington Marçal de Carvalho, diretor do Sistema de Bibliotecas da UFMG. Para ele, biblioteca de verdade deve ter instalações, mobiliário e acervos adequados, além de pessoal qualificado. “Não pode ser um amontado de livros e a placa dizendo que é biblioteca”, adverte.
Waney Alves Reis coordena a biblioteca do Centro Cultural Salgado Filho, na Região Oeste de Belo Horizonte. “Oferecemos o que as pessoas demandam. Quer livro emprestado? Precisa fazer pesquisa? Quer conhecer literatura? Pode vir. Meu público não sai sem resposta”, garante Waney, que cadastra de 14 a15 novos leitores por mês, sobretudo de 8 a 16 anos. “É o nosso forte”, conta ela, ressaltando a clientela acima dos 40 anos, com presença expressiva de aposentados.
Waney detectou uma novidade: adultos podem até não ser leitores, mas incentivam os mais novos a ler. “Isso é muito positivo. Vivemos um momento difícil, marcado pelo consumo de drogas e violência. A literatura traz algo mais para a vida, é alívio para dia a dia complicado”, analisa.
Marly Eustáquio Diniz, de 63 anos, mora no Salgado Filho. Ao fazer ioga no centro cultural do bairro, ela descobriu a biblioteca e mergulhou na literatura brasileira. “Gosto de pegar romances para me distrair, de ler livros que me deixam alegre e feliz”, conta. Ela adorou 'Memórias de um fusca', de Origenes Lessa, e ficou impressionada com 'Memórias póstumas de Brás Cubas', de Machado de Assis. Marly mantém o hábito de ler histórias para a neta. “É importante ir colocando na cabecinha dela que leitura é importante, inclusive para o desenvolvimento escolar”, explica.
“Minha vida atual é correr e estudar”, brinca o aposentado José Adão Pereira Lopes, de 75, sentado numa das mesas do anexo da Biblioteca Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade. Depois do curso de filosofia, ele está às voltas com as aulas de francês. “Aqui, o material de consulta é amplo e mais confiável que a internet”, garante. Rafael Peduti, de 17, estuda matemática na mesa em frente à de Lopes. “Este local é lugar apropriado para estudar, até melhor do que em casa. É só você e o livro, não tem distração, barulho”, elogia o rapaz, às voltas com exames para o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA).
Príncipe
A mineira Ana Paula de Paula, de 36, e a maranhense Elione Cavalcante, de 44, conheceram-se ao levar os filhos a oficinas no Centro de Cultura Lindeia Regina, na Região do Barreiro. Ambas se cadastraram na biblioteca. “Até gosto de ler, mas só aqui comecei a pegar livros”, conta Ana, que adorou O pequeno príncipe, do francês Saint-Exupéry.
Elione passava de ônibus diante do centro cultural quando viu cartazes anunciando a biblioteca. “Vim porque gosto de ler e não tenho como comprar livro. Leitura é viagem sem sair do lugar, você vai a outros mundos”, explica. Além disso, trata-se de “diversão sem gasto”. Elione pegou emprestados De primeira-dama a prostituta, de Adelaide Carraro, e um livro de Stephen King que virou filme. Depois de ensaiar escrever um romance, a maranhense agora se dedica à poesia.
Oferta descentralizada
Belo Horizonte conta com 23 bibliotecas públicas. É a segunda cidade brasileira com mais equipamentos públicos dessa natureza. São Paulo tem 132.
Há 15 unidades em centros culturais da capital mineira e em três regionais da prefeitura, além da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte (na antiga Fafich, no Bairro Santo Antônio) e a unidade que funciona no Centro de Referência da Moda (na esquina de Avenida Augusto de Lima com Rua da Bahia, no Centro). Aos domingos, funciona um Ponto de Leitura no Parque Municipal.
A Fundação Municipal de Cultura calcula que anualmente os equipamentos ligados à prefeitura atendem 160 mil pessoas, emprestam cerca de 40 mil livros e promovem cerca de 800 atividades, entre oficinas, rodas e clubes de leitura e palestras de escritores. O acervo conta com 160 mil volumes.
Em BH, o cidadão conta com bibliotecas no Espaço Cento e Quatro, Museu de Arte da Pampulha, Museu Histórico Abílio Barreto, Arquivo da Cidade de Belo Horizonte, Associação Brasileira dos Judeus Descendentes da Inquisição, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), Sesc MG e a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, além de unidades ligadas às universidades UFMG, Izabela Hendrix, Newton Paiva, Fead, UNA, UFMG, Fumec, Uemg, PUC Minas, UniBH e Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia.
LEITURA DINÂMICA
97% dos 5,4 mil municípios brasileiros têm biblioteca pública
61% dos usuários no Sudeste procuram bibliotecas para pesquisas escolares
835 dos 853 municípios mineiros contam com biblioteca pública, de acordo com o IBGE
2,12 bibliotecas por 100 mil habitantes na Região Sudeste

4,14 bibliotecas por 100 mil habitantes em MG, o terceiro estado no ranking nacional

25 de dez. de 2012

Incêndio atinge terceiro andar da Biblioteca Pública de Belo Horizonte


Fonte: O Estado de Minas. Data: 23/12/2012.

URL: www.em.com.br/app/noticia/gerais/2012/12/23/interna_gerais,339051/incendio-atinge-terceiro-andar-da-biblioteca-publica-de-belo-horizonte.shtml

Um incêndio atingiu o terceiro andar da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, que integra o Circuito Cultural Praça da Liberdade. As chamas destruíram o pavimento onde funciona a parte administrativa do prédio. Nenhum acervo foi atingido. As atividades no local vão funcionar normalmente na próxima quarta-feira. As causas do fogo serão investigadas.

O susto começou por volta das 1h30 deste domingo. Vigias que fazem a segurança do local, faziam a ronda quando avistaram as chamas do terceiro andar. De imediato, acionaram o Corpo de Bombeiros. “Os militares chegaram rápido e conseguiram debelar as chamas em cerca de meia hora”, afirma Áurea Godinho, superintendente de biblioteca pública da secretaria de Estado de Cultura.

No terceiro pavimento, funciona a administração do prédio. Lá, nenhum visitante tem acesso, mas houve perdas significativas. “Foram queimados computadores, mobiliário, arquivos janelas. Mas tudo está coberto pelo seguro e a Secretaria de Cultura está dando o total apoio”, diz Godinho.

Já mais calma, a superintendente conta o susto que levou quando recebeu uma ligação durante a madrugada informando sobre o ocorrido. “ É claro que assustamos sim, não é agradável, mas quando chegamos aqui vimos que era menos que imaginávamos. A situação estava controlada e o acervo não foi afetado. Isso nos trouxe um alívio”, revela.

A perícia esteve no local para avaliar como o incêndio aconteceu. Após a divulgação do resultado, o local vai passar por uma restauração. A estrutura do imóvel não foi abalada.

De acordo com a Secretaria de Estado de Governo de Minas Gerais (Segov), a área atingida corresponde a menos de 5% do prédio. O terceiro andar do prédio foi interditado preventivamente, todos os serviços prestados pela Biblioteca Pública Luiz de Bessa estão mantidos.

Projetada por Oscar Niemeyer e criada pelo então Governador Juscelino Kubitschek em 1954, tem cerca de 230 mil títulos disponíveis para consulta, entre livros, revistas e jornais correntes e históricos. O local recebe diariamente cerca de 1,5 mil pessoas.

13 de jun. de 2012

Carro-Biblioteca leva literatura para bairros da Região Metropolitana de Belo Horizonte

 Fonte: Portal Uai. Data: 12/06/2012.
URL: http://www.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_7/2012/06/12/ficha_agitos/id_sessao=7&id_noticia=54209/ficha_agitos.shtml
Em junho, a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, do Circuito Cultural Praça da Liberdade, vai levar música, literatura e contação de história para vários bairros da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A programação é parte das atividades do Carro-Biblioteca, uma biblioteca móvel que percorre toda a cidade para facilitar o acesso da população à informação e à cultura.
Entre os dias 18 e 29, a dupla Aline Cântia e Chicó do Céu irá apresentar ao público o conto O catador de palavras. O espetáculo narra a história de um catador de papel que todas as noites abria um tapete e sobre ele colocava jornais, livros, revistas e recortes recolhidos durante o dia. Era neste momento, motivado por aquelas imagens, que ele imaginava e lembrava contos de bichos, bruxas, reis e rainhas.
A história se inverte quando seu filho vai para a escola e começa a recontar estes contos, recortando e juntando aquelas mesmas letras. E assim, a casa se transforma em um ambiente de troca literária, aprendizado e incentivo à leitura.  O público é naturalmente envolvido na trama, repleta de músicas e histórias de diversos povos, e é convidado a silenciar os muitos ruídos que invadem sua vida diária e a se entregar ao prazer da literatura.
O catador de palavras será apresentado nos bairros Capitão Eduardo, Diamante/Teixeira Dias, Vale do Jatobá, Vila Pinho, Conjunto Ribeiro de Abreu e Minas Caixa, onde o Carro-Biblioteca também estará disponível à população para empréstimos de livros e consulta local de material informativo.
Além da consulta local ao acervo e o empréstimo domiciliar, a biblioteca móvel oferece também o serviço de auxílio à pesquisa, com orientação quanto ao uso de enciclopédias, dicionários, almanaques e obras informativas, na busca de assuntos de interesse. O veículo fica disponível ao público segunda a sexta-feira, das 9h às 12h.
Para o empréstimo de obras, os leitores precisam fazer inscrição prévia e apresentar um documento de identidade e um comprovante de residência recente. Os menores de 16 anos devem se inscrever acompanhados pelos responsáveis. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail cb.sub@cultura.mg.gov.br ou pelo telefone (31) 3269-1204.

29 de mar. de 2011

Gestos de solidariedade ajudam a mudar vidas em Belo Horizonte

Fonte: Portal G1. Data: 29/03/2011.

URL: http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/03/gestos-de-solidariedades-ajudam-mudar-vidas-em-belo-horizonte.html

Senhor resolveu aprender braile para ensinar cegos. Casal apadrinhou duas irmãs e um irmão em um abrigo.

Em Belo Horizonte, algumas pessoas dão exemplo de solidariedade no dia a dia. Gestos que vão desde aprender braile para ensinar cegos a ler a apadrinhar três crianças de um abrigo.
Um senhor resolveu aprender Braile na Biblioteca Pública de Belo Horizonte para ensinar cegos. Há 20 anos ele tem esta mesma rotina.
Um casal de Belo Horizonte apadrinhou duas irmãs e um irmão de um abrigo para crianças. O casal já entrou com o pedido de adoção das crianças.
Para quem tiver vontade de apadrinhar uma criança acesse o site do Centro de Voluntariado de Apoio ao Menor. A Biblioteca Pública de Belo Horizonte tem voluntários suficientes, mas precisa de livros em braile. Ela fica na Praça da Liberdade, 21, no bairro Funcionários.

Nota do blog:
Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa
Praça da Liberdade, 21
Belo Horizonte, MG