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10 de dez. de 2016

Bibliotecas dos EUA se tornam cenário para mensagens de ódio contra muçulmanos

Fonte: UOL, em São Paulo. Data: 9/12/2016.
Fonte original: New York Times. Data: 8/12/2016.
A onda de crimes de ódio e de xenofobia que atingiu os Estados Unidos tem agora um novo cenário: as bibliotecas, onde livros sagrados do islamismo foram vandalizados e mensagens racistas têm sido propagadas.
O caso ocorreu em Evanston, Illinois, segundo reportagem do "New York Times", quando uma funcionária preparava um material com foco em analisar o Alcorão.
Foi então que ela viu, no livro "O Alcorão para Leigos", a inscrição 'mentira do começo ao fim' ao lado de uma suástica e um xingamento sobre Maomé. Outros seis livros sobre o islamismo tinham sido vandalizados de maneira semelhante.
A biblioteca fez um boletim de ocorrência, mas ninguém foi detido. Segundo responsáveis pelo local, alguns desses livros foram emprestados há alguns meses, o que indica que o vandalismo é recente, já que os funcionários checam as publicações quando elas são retornadas. Nem todo o prédio é coberto por câmeras de vigilância.
Além do caso em Evanston, a Associação de Bibliotecas Americanas contabilizou outros três episódios de racismo, um deles no Canadá.
Na biblioteca da Universidade do Novo México, uma estudante foi atacada por um homem que tentou tirar seu hijab - ela conseguiu escapar sem se machucar; na Reed College, em Portland, mensagens de ódio e suásticas foram encontradas na biblioteca; em Toronto, uma pichação antissemita apareceu na vitrine de uma biblioteca.

"Estou chocado que temos sete ou oito exemplos desse tipo, porque nunca vimos esses crimes ocorrerem em bibliotecas. Estamos em situação cada vez mais difícil, porque as comunidades estão mais divididas do que nunca", afirmou Julie Todaro, presidente da associação, que agora começa a investigar as ocorrências para verificar se são tendência ou casos isolados. (Com "The New York Times")

26 de dez. de 2015

Italiano é finalista para a Biblioteca Presidencial Obama

Fonte: ANSA. Data: 23/12/2015.
Autoria: Alessandra Baldini.
O arquiteto italiano Renzo Piano está entre os sete finalistas do concurso que elegerá um projeto para a Biblioteca Presidencial de Barack Obama, que estará localizada na região de South Side, em Chicago.
Se o genovês, dono de um prêmio Pritzker (considerado o Oscar da arquitetura), tiver o seu projeto escolhido, ele poderá ser o primeiro não norte-americano a ficar responsável por uma biblioteca presidencial. Isso também pode acontecer se o tanzaniano David Adjaye vencer.
Entre os outros finalistas, quatro deles são de estúdios de Nova York - Diller Scofidio + Renfro, Tod Williams Billie Tsien Architects, SHoP Architects e Snohetta - e apenas um de Chicago - John Ronan Architects LLC. Os sete foram escolhidos de um total de 140 arquitetos de 25 países, destes, mais de 100 eram dos Estados Unidos.
Piano, que já trabalhou em Chicago projetando a ala moderna do Instituto de Arte da cidade, tem alguns de seus maiores trabalhos em Nova York, como o edifício do jornal "The New York Times" e o Whitney Museum of American Art.
Fãs de projetos mais modernos, adequados aos gostos do presidente norte-americano e da primeira-dama do país, Barack e Michelle Obama, os candidatos lidarão com arquitetura contrária a que Robert A. M. Stern introduziu na biblioteca do ex-mandatário George W. Bush no Texas.

Todos os concorrentes deverão apresentar seus trabalhos conceituais à Casa Branca até a primavera de 2016 (de março a maio), enquanto a resposta do casal presidencial deve acontecer no verão (junho a agosto). A construção do prédio deve começar em 2017 e a sua inauguração está marcada para 2020. (ANSA)