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21 de abr. de 2016

Library of Congress exclui o termo "estrangeiro ilegal"

Fonte: Brazilian Voice.
Atendendo aos pedidos de estudantes universitários, o órgão decidiu não adotar mais a expressão “illegal aliens”
A Biblioteca do Congresso, alegando que uma expressão comum se tornou ofensiva, anunciou que não utilizará mais “estrangeiros ilegais” (Illegal aliens) como termo bibliográfico. A biblioteca usará agora “não cidadãos” e “imigração não autorizada” quando se referir às pessoas e grupos que vivem de forma irregular nos EUA. O órgão considerou os novos termos mais precisos e menos ofensivos. A palavra “alien” no idioma inglês pode significar estrangeiro ou alienígena.
A mudança foi sugerida por um grupo de alunos do Dartmouth College, que pediram a Biblioteca do Congresso para excluir o termo. A coalisão de estudantes, conhecida como “Dartmouth Coalition for Immigration Reform, Equality and DREAMers (CoFIRED), recebeu o apoio da Associação Americana de Bibliotecas.
Melissa Padilla, estudante no último ano da Universidade de New Hampshire, recorda-se no ano de caloura, quando ela “decidiu explorar sua identidade como imigrante indocumentada”. Enquanto pesquisava o assunto, a jovem percebeu que lia com frequência a expressão “estrangeiros ilegais”, então, contatou a CoFIRED e eles apresentaram o pedido a Biblioteca do Congresso em 2014.
“Eu acho que uma universidade deveria estar livre de frases racistas as quais eu cresci ouvindo”, disse Padilla.
A Biblioteca do Congresso estabeleceu em seu catálogo a expressão “aliens, ilegal” em 1980 e alterou para “illegal aliens” em 1993.
“O termo ‘illegal aliens’ assumiu um tom pejorativo nos últimos anos e, em resposta, algumas instituições determinaram que parariam de usá-lo”, conforme o sumário executivo. “Por exemplo, em abril de 2014 a Associated Press anunciou que ‘ilegal’ não seria utilizado para descrever qualquer indivíduo”.

Vários veículos de comunicação também adotaram a mudança, incluindo o Los Angeles Times, que não utiliza mais “ilegal” para se referir às pessoas, embora ainda use o termo “imigração ilegal”.

23 de jan. de 2013

Biblioteca do Congresso arquiva mensagens do Twitter


Fonte: O Globo (Rio de Janeiro). Data: 6/01/2013.

A Biblioteca do Congresso dos EUA, considerada a maior do mundo, anunciou na última sexta-feira que está perto de encerrar o arquivamento de todos os tweets públicos postados desde o lançamento do Twitter, em 2006, até 2010. Ao todo, são cerca de 170 bilhões de mensagens.

Detalhes no URL: www.interjornal.com.br/noticia.kmf?canal=5&cod=19550594

15 de mai. de 2012

FHC receberá prêmio Klunge e US$ 1 milhão


Fonte: JC e-mail. Data: 15/05/2012.
A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos anunciou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso receberá o Prêmio John W. Kluge. A distinção, que inclui o montante de US$ 1 milhão, será entregue em Washington, no dia 10 de julho.
O Prêmio Kluge distingue acadêmicos das áreas de ciências humanas e sociais, categoria não abrangida pelo Nobel. Lançado em 2003, o Kluge é internacional e não tem periodicidade. Foi entregue pela última vez em 2008.
Entre os sete ganhadores anteriores estão o filósofo francês Paul Ricoeur, o filósofo polonês Leszek Kolakowski e os historiadores John Hope Franklin (dos Estados Unidos) e Yu Ying-shih (nascido na China e radicado nos Estados Unidos).
"Sua análise acadêmica das estruturas sociais do governo, da economia e das relações raciais no Brasil estabeleceram a base intelectual para sua liderança como presidente na transformação do Brasil de uma ditadura militar com alta inflação em uma democracia vibrante e mais inclusiva com forte crescimento econômico", destacou a Biblioteca do Congresso em comunicado a respeito da escolha de Cardoso.
A instituição também ressaltou a "enorme energia intelectual" do ex-presidente do Brasil, autor ou co-autor de mais de 23 livros acadêmicos e de 116 artigos científicos.
"Cardoso tornou-se internacionalmente conhecido pela análise inovadora desenvolvida com o chileno Enzo Faletto no debate das melhores alternativas para o desenvolvimento. Essa estrutura interpretativa abriu o caminho para novas ideias e alternativas e influenciou gerações de acadêmicos na América Latina, nos Estados Unidos e no mundo, antecipando o conceito posterior de 'globalização'", diz o comunicado. O trabalho em parceria com Faletto está no livro 'Dependência e Desenvolvimento na América Latina', de 1969.
A Biblioteca do Congresso também destacou os anos de exílio de Cardoso, durante o regime militar no Brasil, nos quais "publicou prolificamente" e lecionou em instituições líderes na América Latina, França e Estados Unidos. "Sua produção argumenta que o desenvolvimento econômico pode florescer juntamente com o bem-estar social em uma sociedade liberal."
Professor emérito da Universidade de São Paulo, Cardoso foi presidente do Brasil de 1995 a 2002, tendo antes sido senador da República (1983 a 1992), ministro das Relações Exteriores (1992) e ministro da Fazenda (1993 e 1994).
"O presidente Cardoso tem sido o acadêmico moderno que combina o estudo aprofundado com o respeito pela evidência empírica. Sua aspiração fundamental é buscar sobre a sociedade a verdade que melhor possa ser determinada, enquanto se mantém aberto à revisão de conclusões diante de novas evidências", disse James Billington, responsável pela Biblioteca do Congresso.
"Em termos puramente acadêmicos, Fernando Henrique Cardoso deve ser considerado o mais destacado cientista político do fim do século 20 na América Latina", disse Billington.