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20 de jul. de 2016

História da África

A coleção História Geral da África tem cerca de dez mil páginas, distribuídas nos oito volumes. Criada por iniciativa da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), aborda desde a pré-história do continente africano até os anos 1980.
A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Agora, o MEC oferece a versão para uso no Brasil e nas nações que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa.
Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente.
A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.
Além de apresentar uma visão de dentro do continente, a obra cumpre a função de mostrar à sociedade que a história africana não se resume ao tráfico de escravos e à pobreza. O objetivo da iniciativa é preencher uma lacuna na formação brasileira a respeito do legado do continente para a própria identidade nacional.
Segue a lista completa:
·         África antiga
·         África desde 1935
·         África do século VII ao XI
·         África do século XII ao XVI
Nota: todos os volumes estão disponíveis no Portal Domínio Público.

19 de mar. de 2014

Inaugurada biblioteca sobre cultura afro-brasileira

Fonte: Portal Vermelho. Data: 10/03/2014.
URL: www.vermelho.org.br/ba/noticia.php?id_noticia=237382&id_secao=58
O Colégio Estadual Assis Valente, do município de Teodoro Sampaio, no Centro Norte baiano, inaugura, nesta terça-feira (11/3), uma biblioteca voltada, principalmente, para a pesquisa da cultura africana e afro-brasileira. Batizada de Biblioteca Aline França, em homenagem à escritora baiana, a unidade possui, inicialmente, mais de mil obras.
Entre os títulos, estão livros da literatura nacional e internacional, de autores baianos, textos clássicos de sociologia e filosofia, além de aproximadamente 300 obras da cultura africana e afro-brasileira. O acervo foi conseguido através de parcerias com instituições ligadas às questões raciais e pela mobilização de professores e estudantes
“Esse trabalho é resultado da forte discussão que temos na escola sobre a questão racial, em virtude da existência de um quilombo na cidade, o quilombo Chan, e da presença significativa da população negra. A biblioteca será um ambiente para acesso de todos”, afirma o diretor da unidade, Luis Paulo de Sousa, ao site oficial do Governo.
A abertura do espaço é uma das ações do projeto ‘Tabuleiro do Assis’, iniciativa da unidade escolar para a promoção de discussões relacionadas a questões raciais. Estudantes, professores e comunidade poderão acessar o acervo tanto para consulta quanto para empréstimo.

A criação da biblioteca específica para essa temática pode cumprir, pelo menos neste colégio, a Lei nº 10.639, de 2003, que determinou às escolas o ensino da cultura e história afro-brasileiras nas séries do ensino fundamental e médio. Apesar de obrigatória, a norma tem encontrado dificuldades para ser aplicadas, nesses últimos 10 anos.

1 de nov. de 2012

Mama África


Fonte: O Globo. Data: - 24/10/2012.
Autor: Ancelmo Gois.
Ainda na coluna do Ancelmo Gois, a biblioteca de um dos maiores brasilianistas, Anthony John R.Russell-Wood, falecido em 2010, foi doada pela família do antigo professor da Universidade Johns Hopkins à Universidade Federal da Bahia. O colunista lembra ainda que o britânico radicado nos EUA tinha fascínio pelo Brasil e estudou a contribuição africana ao país.

30 de abr. de 2012

Biblioteca Elcy Lacerda – Sala Afroindígena ganha pintura com elementos da cultura e da biodiversidade


Autora: Rita Torrinha.
Fonte: Correa Neto. Data: 27/04/2012.
URL: www.correaneto.com.br/site/?p=24771
A história e a cultura afrodescendente e indígena ganharam um cantinho especial na Biblioteca Elcy Lacerda. A sala funcionará no piso superior e está cheia de peculiaridades – objetos de etnias indígenas, instrumentos do marabaixo, manequins com indumentárias dessa tradição e claro, livros, documentos, pesquisas específicas.
O destaque está na pintura da parede de entrada. Um painel colorido com elementos da cultura, fauna e flora regionais promete encantar a todos. Composta pelo jovem artista Afrane ferreira Távora, que brinca com os desenhos encaixando uns aos outros. Uma arte que ele denomina de “Tudonotodo”.
“A pintura deu mais alegria a esta sala e é do jeito que o nosso povo negro e indígena são: alegres, cheios de vida e com uma carga cultural e histórica imensa para nos mostrar”, diz Lulih Rojanski, gerente da Biblioteca Elcy Lacerda.
A sala Afroindígena servirá como ponto de referência para a pesquisa historiográfica e dos aspectos das populações negras, quilombolas e indígenas do Amapá e do Brasil.
Pessoas e instituições podem ajudar com doações a aumentar o acervo, basta procurar a gerência da Biblioteca. Livros, roupas de marabaixo, batuque, sairé, zimba, objetos, enfim, tudo o que represente a cultura afroindígena será bem recebido.
A Secretaria Extraordinária de Políticas para Afrodescendentes (Seafro) fez a doação de roupas e caixas de marabaixo ao espaço, além de exemplares de livros e legislações e publicações voltadas à população negra, a exemplo do Estatuto da Igualdade Racial e da Lei 10.639, que trata do ensino da história afro-brasileira nas escolas públicas.
A Biblioteca Elcy Lacerda será reaberta nesta sexta-feira, 27, a partir das 17h. Após a solenidade oficial a programação continua no Largo dos Inocentes até às 23h, com apresentações musicais, recitais de poema, teatro, marabaixo e contação de história.

14 de abr. de 2012

Biblioteca Nacional lança pontos de leitura para divulgar temática africana

Fonte: Jornal do Brasil. Data: 13/04/2012.

URL: www.jb.com.br/cultura/noticias/2012/04/13/biblioteca-nacional-lanca-pontos-de-leitura-para-divulgar-tematica-africana/

Divulgar a cultura africana por meio de livros específicos sobre o assunto é um dos objetivos do projeto de Pontos de Leitura Temáticos: Ancestralidade Africana no Brasil, lançado na noite de ontem (12) pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN).
De início serão dez pontos de Leitura espalhados pelas cinco regiões do país, em capitais ou municípios do interior. Cada local terá 1,2 mil livros, sendo a metade referente às temáticas ligadas à matriz africana. Nos pontos haverá também o registro das histórias orais e a produção de material bibliográfico para propiciar a troca de informações entre as comunidades.
O presidente da FBN, jornalista e escritor Galeno Amorim, ressaltou a importância de se divulgar a história e a cultura da África, continente de onde veio grande parte da população brasileira, mas que até hoje ainda é pouco estudado no sistema de ensino oficial.
“É preciso sempre lembrar que o Estado brasileiro tem uma dívida histórica muito grande com o povo negro. O Brasil tem que fazer políticas afirmativas e procurar formas de resgatar essa dívida. É no campo da cultura que se enfrenta o racismo e se cria novas formas de buscar maior integração da sociedade. E os livros têm papel preponderante nesse processo”, disse.
O projeto é coordenado pela FBN, com a participação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e da Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura.
Amorim explicou que os pontos de leitura são menos institucionais que as bibliotecas e podem ser instalados de maneira mais informal em locais representativos para a comunidade, desde associações até centros culturais ou religiosos. Após a implantação dos pontos de matriz africana, haverá a continuidade do projeto, mas direcionado às comunidades indígenas.
Durante a solenidade, na Biblioteca Nacional, também houve o lançamento do livro Contos e Crônicas do Mestre Tolomi, escrito por Paulo Cesar Pereira de Oliveira, trazendo uma narrativa sobre a tradição Yorubá, que veio para o Brasil com os escravos da região onde hoje é a Nigéria e continua disseminada no país, seja por meio da culinária, da cultura ou do idioma.
“Nós temos uma lei [federal], a 10.639 [de 2003], que obriga o ensino da história da África e dos afro-descendentes na escola. E esse livro visa justamente a contribuir com isso. São cinco contos localizados dentro da tradição Yorubá, na Nigéria, e também um minidicionário Yorubá-Português. Nós temos a lei, mas ela não está sendo aplicada. Então esse livro vem como contribuição à aplicação da lei”, destacou.