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18 de dez. de 2015

IBGE: cresce o número de bibliotecas no Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério da Cultura (MinC) anunciaram os resultados de 2014 dos estados e municípios na área de cultural.
Os dados apontam que o percentual de municípios brasileiros com bibliotecas subiu de 76,3% em 1999 para 97,1% em 2014. A pesquisa mostra ainda que, em 2014, 22 estados (incluindo aqui o DF) e 56,3% dos municípios tinham programas de incentivo à leitura, livro e literatura. Na contramão disso, o número de municípios com livrarias caiu 8,7% no mesmo período. Em 1999, 35,5% dos municípios brasileiros tinham uma livraria. Em 2014, esse índice caiu para 27,4%. Uma queda de 8,7% nos últimos 15 anos.
Nota do blog:
O documento IBGE. Perfil dos estados e dos municípios brasileiros: cultura: 2014 (Rio de Janeiro IBGE, 2015. 106p) está disponível no URL: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv95013.pdf


19 de jun. de 2012

Sebos, um mundo à parte

Fonte: Publish News. Data: 19/06/2012.
Autor: Felipe LindosoFelipe Lindoso.
O mundo dos sebos constitui uma dessas áreas do mercado editorial que todo mundo sabe que existe, mas poucos se aventuram a explorar, no sentido de compreender seu papel, sua dimensão e seus efeitos na indústria.
É bom lembrar que a história dos sebos se confunde com a das livrarias "normais" e com a das editoras, e até mesmo com a das bibliotecas. José Olympio trabalhava na livraria Garroux e abriu sua loja quando adquiriu a coleção de Alfredo Pujol. A livraria, negócio mais estável que a publicação, foi a base do desenvolvimento de várias casas editoriais, assim como as revistas lítero políticas, como é o caso da Revista do Brasil, de Monteiro Lobato.
A aquisição das coleções ou bibliotecas de bibliófilos permitia a circulação dos livros em um momento em que a indústria editorial apenas engatinhava, e a importação de livros era um importante componente do mercado livreiro-editorial.
Esse papel de "reciclagem" dos sebos se acentuou com o desenvolvimento, e a consequente segmentação, do mercado editorial e livreiro. As editoras separaram-se das livrarias e estas se subdividiram, ficando de um lado as livrarias de novidades e acervo e, do outro, os sebos, ou "livrarias de usados".
Os sebos cumprem vários papéis no mercado livreiro. Grosso modo, podem-se distinguir várias divisões: os antiquários livreiros, garimpadores e comerciantes de obras raras, livros de arte etc.; os sebos tradicionais, que podem até vender obras raras, mas essas são achadas no "garimpo" do acervo; pontas de estoque, livrarias que misturam livros usados com as pontas de estoque vendidas como saldo por editoras ou distribuidoras.
É um mundo fascinante, do qual, na verdade, se sabe muito pouco. O professor e acadêmico Antônio Carlos Secchin publicou um pequeno livro, que teve varias edições, sobre os sebos mais conhecidos do Rio de Janeiro e São Paulo, acrescido de informações sobre as principais lojas de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Luís do Maranhão. O livro é atualmente publicado pela Lexicon e a ultima edição que localizei é de 2007. O livro de Secchin se apresenta como um "guia comentado". Ou seja, o professor e acadêmico os conhece pessoalmente e oferece uma breve avaliação do tipo e da qualidade do acervo oferecido.
O trabalho pioneiro de Secchin foi ultrapassado, em quantidade, pelo surgimento do site Estante Virtual. O site abre links para os acervos de sebos em todos os estados, oferecendo mecanismo de busca bastante eficiente que permite pesquisar entre centenas de milhares de títulos cadastrados pelos sebos afiliados. A Estante Virtual se apresenta como local de compra de "livros usados e seminovos", e isso abre espaço para observações importantes.
As livrarias de sebos – ou alfarrabistas –, como se dizia tradicionalmente, cumprem vários papéis importantes para a indústria livreira. Ali podem ser encontrados não apenas livros usados que ainda estão no mercado – às vezes em edições mais antigas, inclusive com ortografia ultrapassada – como também exemplares de edições esgotadas e fora do mercado. Ao manterem à venda esses títulos, os sebos cumprem, em parte, um papel tradicionalmente reservado às bibliotecas públicas. A memória editorial do país, que não se sustenta no deficientíssimo sistema de bibliotecas que temos, faz dos sebos o depositário de títulos que, por uma ou outra razão, deixaram de ser publicados, mas que nem por isso são menos importante para a formação universitária, para pesquisas, etc.
Do ponto de vista social, esse é o papel mais importante dos sebos. Neles se produz uma espécie de reciclagem dos exemplares. O que não é mais interessante para alguém, pode ser o exemplar longamente procurado por outro leitor, que não o encontra nas bibliotecas.
O mercado de livros raros é outro tradicionalmente ocupado pelos sebos. Colecionadores, bibliófilos, admiradores de edições antigas, todos encontram nos sebos especializados uma fonte para satisfazer suas necessidades. Os sebos dessa categoria dispõem inclusive de ligações internacionais, com sebos de vários países, e chegam a organizar leilões de obras especialmente raras e procuradas. As primeiras edições de livros de autores que se tornaram famosos, e que foram inicialmente publicados de forma precária, são alguns dos itens mais procurados em sebos.
Um dos autores interessantes da literatura policial contemporânea é John Dunning, cujo personagem e detetive é dono de um sebo. Cliff Janeway, o livreiro-detetive vai se envolvendo em casos enquanto relata alguns aspectos característicos do trabalho profissional de donos de sebos: avaliação de acervos, identificação de falsificações e o estabelecimento da autenticidade de autógrafos. Em um dos livros da série, o personagem se depara com um habilidoso falsificador de dedicatórias nas primeiras edições de clássicos da literatura norte-americana. Os exemplares são autênticos, mas as dedicatórias são todas falsas.
Esse romance de Dunning remete a um dos problemas dos sebos: o de livreiros desonestos que fazem circular obras roubadas. O mercado de raridades bibliográficas abrange exemplares que podem chegar a valer milhões de reais (ou dólares). Aqui mesmo no Brasil tivemos, não há muito tempo, casos de roubos de livros de importantes bibliotecas de museus e bibliotecas de conservação, inclusive da Biblioteca Nacional.
Se o mundo dos sebos é pouco conhecido em suas características econômicas, a área dos livros raros o é menos ainda. Os ladrões de raridades muitas vezes atuam em conjunto com os vendedores de obras de arte roubadas de museus, saqueadas em sítios arqueológicos, e também são primos dos que negociam falsificações.
Mas o mercado ilegal que é processado por alguns sebos – felizmente uma minoria – não se restringe às obras raras. Existe também um tráfico de exemplares que ainda estão no mercado, roubados dos depósitos das editoras e das gráficas. Livros de arte, dicionários, livros acadêmicos mais caros, como os de medicina e engenharia, às vezes aparecem nos sebos como "seminovos" quando na verdade foram roubados.
Quando uma editora encomenda um livro, fornece papel suficiente para a tiragem prevista e mais uma sobra, dita "para ajuste das maquinas". Desse modo, o número real de exemplares impressos nunca é exatamente o encomendado. As gráficas que mantêm controle dos processos produtivos entregam todos esses exemplares à editora. Mas, mesmo assim, existe a possibilidade de infiltração por quadrilhas que vendem livros "seminovos", às vezes até antes que os exemplares das editoras cheguem às livrarias. O mundo editorial convive com historias desse tipo. Em outros casos, os livros são roubados diretamente dos depósitos das editoras. Obviamente, os alvos dessas ações são os títulos mais vendidos e mais caros, como mencionei. Ocasionalmente esses livros aparecem nos pontos de venda que oferecem as "pontas de estoque" das editoras.
Há muito que penso em montar uma estratégia de pesquisa para chegar mais perto do universo dos sebos. Gostaria de conhecer melhor não apenas a dinâmica de seu funcionamento no Brasil, como também o lado econômico e social do negócio. Quem sabe, um dia eu consigo.

31 de jan. de 2012

Livrarias em Paris

Vale a pena dar uma lida no interessante texto elaborado pela jornalista Carolina Cunha sobre as livrarias parisienses. A matéria está no URL: http://www.saraivaconteudo.com.br/Materias/Post/43748
 

25 de jul. de 2011

''Nada substitui o poder dos livros''

Roberto Feith fala sobre mercado, iPad e novos leitores
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 25/07/2011.
Autora: Sonia Racy.
Encontros com o Estadão

Ele sempre quis escrever. Entretanto, os caminhos da vida levaram esse carioca a estudar em Nova York e a fazer carreira na TV Globo como correspondente internacional até chegar à direção da televisão na Europa. De volta ao Rio, Roberto Feith cometeu a "loucura" de comprar o controle de uma pequena editora, a Objetiva. Para desespero da concorrência, deu certo. E seis anos atrás, o Grupo Prisa-Santillana comprou o controle acionário da empresa mantendo o ex-jornalista a frente do negócio no Brasil.
Semana passada, em conversa por telefone, de seu escritório no machadiano bairro do Cosme Velho, no Rio, Feith comemorou mais um feito. A Objetiva assinou contrato para editar, a partir do ano que vem nada menos que 27 títulos do poeta e escritor Mário Quintana.
Aqui vão trechos da entrevista:
Editar livros é bom negócio?
Pode ser um bom negócio, mas o mar está turbulento. Tem de ficar atento porque qualquer equívoco custa caro. Uma metáfora que me ocorre é a da dança das cadeiras. A quantidade de editoras é crescente, mas, quando a música parar, as empresas que não estiverem estruturadas vão sobrar.
Por que os livros são tão caros no Brasil?
Olha, recebemos um agente internacional recentemente e ele ficou revoltado com a tarifa do taxi, com os preços dos hotéis e dos restaurantes. Maiores do que em qualquer cidade americana. E o livro não é diferente de outros produtos. Por outro lado, quero deixar claro: levantamentos da Fipe mostram que os preços médios dos livros no Brasil estão caindo. Principalmente por causa da publicação de edições de bolso e da entrada de novas editoras no mercado, que aumentou a concorrência
O mercado editorial brasileiro tem aumentado proporcionalmente à população?
Não, não segue o mesmo ritmo. A curva de evolução do mercado editorial se mantém colada à curva do poder aquisitivo das classes médias e baixas. É o que mostram pesquisas tanto do Sindicato dos Editores quanto da Câmara Brasileira do Livro. O ritmo de subida ou descida é praticamente o mesmo.
Se tivesse condição financeira, o brasileiro leria mais?
A gente fala muito da necessidade de alfabetizar, do contingente de pessoas recém-alfabetizadas como perspectiva de crescimento do mercado. Só que, antes de atingir esse segmento, existe o nicho dos alfabetizados que têm o hábito da leitura, mas que não consomem tantos livros porque os salários não permitem. É um contingente significativo, que tem influenciado o crescimento do mercado nos últimos anos.
As novas tecnologias têm influenciado no hábito da leitura?
Elas são uma maravilha. Eu tenho usado bastante, porque viajo constantemente e preciso ler muitos originais. O Brasil ainda não sentiu o impacto da chegada do livro digital, porque ainda não tivemos a disseminação dos dispositivos digitais. Há muitos iPads, mas eles têm um monte de funções, e a leitura é apenas uma delas. Já os aparelhos que foram desenvolvidos só para leitura, como o Kindle, não estão presentes no País de forma significativa. Quando isso acontecer, o livro digital decolará.
Quanto custa para o consumidor baixar um livro no Kindle? E quanto fica com o editor?
De modo geral, as editoras vão cobrar pela versão digital de 30% a 40% menos do que pela versão em papel. A evolução do mercado digital no Brasil ainda é muito limitada. A editora que lança um título em formato digital tem de investir também em uma versão impressa. Nos EUA, o mercado digital está ameaçando a sobrevivência das livrarias. Aqui, o impacto será mais muito lento.
O livro de papel vai acabar?
Por enquanto não. Temos um universo muito grande de pessoas que só agora está entrando no mercado da cultura. Isso deve garantir mais um período de crescimento das livrarias nacionais.
Como as editoras buscam novos talentos?
Temos "batedores" em Londres, nos EUA e em Paris. Eles buscam títulos que possam atrair leitores, identificam novos autores. No Brasil, o contato com as agências literárias continua sendo importante. Isso faz parte da rotina, mas não é suficiente. A intuição não pode ser desprezada. O faro e a subjetividade podem definir o sucesso ou o fracasso de uma editora.
Você teve uma carreira como jornalista. O que fez com que se voltasse para os livros?
Depois que me formei em História e Economia, queria ser jornalista, pensava em escrever. Aí surgiu um emprego na TV Globo, em Nova York. Viajei o mundo inteiro, conheci a sociedade de diversos cantos do planeta. Nesse tempo todo, o apelo pela palavra escrita permaneceu. Quando surgiu a oportunidade de comprar uma pequena editora, chamada Objetiva, o impulso falou mais alto. Todo mundo dizia, na época, que eu era maluco por trocar a TV por uma mídia ligada ao passado. Mas liberdade é poder fazer o que a gente gosta. Acho que fiz muito bem.
Como você compara o conteúdo dos livros com o conhecimento gerado pela televisão?
No caso da ficção, o livro te permite uma viagem mais profunda e mais completa. Dificilmente o audiovisual ou a internet poderá oferecer o mesmo. Mergulhar plenamente no livro agrega conhecimento. É uma experiência sedutora, insubstituível.
Como você vê a produção intelectual brasileira?
Enquanto no resto do mundo a sociedade se move para proteger e estimular a criação intelectual, aqui tem gente querendo fazer o movimento contrário. As pessoas não trabalham de graça. Ninguém passa anos escrevendo um livro sem remuneração. Se autores brasileiros não forem estimulados, nossos alunos terão de usar cada vez mais publicações criadas no exterior, onde a produção intelectual é resguardada.
Por que iniciativas como a Flip são importante para o País?
A Flip e as Bienais do Livro têm um efeito multiplicador enorme. A valorização dos autores e de seus trabalhos é indiscutível. No caso da Flip, em que se procura trazer para o Brasil autores estrangeiros de qualidade, isso se torna uma forma importante de disseminação da cultura, do talento, do conhecimento.
Como a literatura brasileira é vista lá fora?
Está muito aquém da visibilidade do País como um todo. Eu vivi fora do Brasil nas décadas de 70, 80 e 90. Desde então, venho viajando a trabalho e acho que é indiscutível o crescimento do interesse global pelo Brasil. Mas isso não tem eco na literatura.
O que o Brasil tem de fazer para aproveitar essa oportunidade?
Os editores têm de apresentar as obras de autores brasileiros para seus parceiros internacionais. O governo triplicou a verba para a tradução. Acho muito bom. É uma possibilidade real que se tem para acelerar o processo. Nossa editora produz uma revista literária, a Granta, que nasceu na Inglaterra e agora está fazendo uma versão brasileira. Na edição nacional, que será apresentada no ano que vem, vamos abrir espaço para os jovens talentos brasileiros.

29 de abr. de 2011

A livraria que vende um livro só

Fonte: New York Times. Data: 29/04/2011.
Autora: Elissa Gootman.
Fonte secundária: Portal UOL.
À primeira vista, ela parece uma encantadora livraria independente com uma vitrine exibindo belas pilhas de livros de capa dura reluzentes. Mas, espere aí. É apenas um livro? Variedade não é o forte da Ed’s Martian Book, na Hudson Street, onde você pode encontrar aproximadamente 3 mil cópias de Martian Summer: Robot Arms, Cowboy Spacemen, and My 90 Days With the Phoenix Mars Mission (Pegasus, 2011), de Andrew Kessler, um escritor de 32 anos, por US$ 27,95. A loja é parte jogada de marketing, mas também parte meditação sobre o significado do livro em uma era de leitores eletrônicos e falência da rede de livrarias Borders. Kessler diz que se inspirou em restaurantes especializados em um só prato, como o Meatball Shop, no Lower East Side. “Eu pensei em pessoas que vendem apenas uma coisa muito bem”, ele disse. As religiões, ele raciocinou, se ocupam com um único livro. Por que não uma livraria? Ele chama a si mesmo de monolivreiro.

1 de fev. de 2011

EUA: O futuro quando?

Autora: Josélia Águia.
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 29/01/2011.
Nos EUA, onde é maior a adesão ao livro digital, 2011 começa com as perguntas de antes: quando livrarias de tijolos vão fechar e se grandes autores publicarão sem intermediários, explica à Folha Mike Shatzkin, organizador do Digital Book World. O evento, realizado na última semana em Nova York, debate vendas, enquanto o Tools of Change for Publishing, em fevereiro e similar em importância, se concentra na produção. No mundo, as dúvidas são: com que rapidez o livro eletrônico se disseminará e como o varejo local resistirá à hegemonia americana. Shatzkin estima entre 10% e 15% o percentual de americanos que leem livros digitais. Em outros países, não supera 1%.
Os números ainda são "medíocres" por aqui, afirma Luciana Villas-Boas, diretora da Record: "Vendemos até agora 37 exemplares eletrônicos". Na Objetiva, que ofereceu mais títulos, o diretor Roberto Feith diz que desde novembro foram 663 exemplares vendidos: "O aumento foi de 252% em um mês, depois do lançamento do iPad e do Galaxy no país".

18 de jan. de 2011

País terá plataforma online para catálogos de editoras

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 15/01/2011.
Autora: Raquel Cozer.
Em até um ano deve entrar no ar na a versão brasileira da plataforma espanhola Dilve (Distribuidor de Información del Libro Español en Venta), banco de dados online para gestão e distribuição de informação bibliográfica e comercial do livro, informa a coluna Babel. O projeto teve início no último semestre, quando a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Associação Nacional do Livro (ANL) firmaram acordo preliminar com a Federación de Gremios de Editores de España (FGEE). O programa, gratuito para associados das entidades, permitirá que editoras pequenas, médias e grandes cadastrem seus catálogos, com dados como ISBN, capa, sinopse e trechos.

A situação dos livros no Reino Unido, na França e nos EUA

Fonte: O Globo. Data: 16/01/2011.
Autores: Deborah Berlinck, Fernanda Godoy e Fernando Duarte.

Até fim de 2009, havia uma filial de grande livraria praticamente a cada esquina da Oxford Street, em Londres. Desde então, houve a falência do grupo Borders, a usão da Books Etc. com a Waterstones e a decisão da última de fechar suas duas megastores na região. Não são apenas as livrarias independentes que vêm sofrendo no Reino Unido com os efeitos de crises, concorrência e mudanças de hábito do consumidor. Além do “efeito Amazon”, os clientes minguaram após a entrada dos supermercados na briga. Nos EUA, estão sob ameaça as maiores redes de livrarias, como Barnes & Noble e Borders, que lutam com credores. A França, por sua vez, encontrou uma solução para as livrarias de rua: o governo determina um preço único para todos os livros vendidos no país. Sem poder oferecer mais barato, as grandes redes perderam sua arma. Hoje, o grande desafio é a revolução digital e a concorrência com a Amazon, líder do comércio de livros no país.