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22 de mai. de 2017

STF isenta e-books e e-readers



Autoria: Leonardo Neto.
Fonte: Publishnews. Data: 9/03/2017.
Em decisão unânime, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que tanto e-books quanto os e-readers devem ter a mesma imunidade tributária dada a livros digitais pela Constituição Federal. Os ministros entenderam que a isenção dada a livros, jornais, periódicos e ao papel destinado a sua impressão deve abranger os livros eletrônicos, os suportes exclusivos para leitura e armazenamento, além dos componentes eletrônicos que acompanhem material didático, como DVDs ou CDs.
Em seu voto, que pode ser lido aqui, o ministro Dias Toffoli, relator do processo, derruba o argumento de que a vontade do legislador, ao propor nas Constituições de 1969 e de 1988, foi restringir a imunidade ao livro editado em papel. “Dessa perspectiva, não me parece que o art. 150, VI, d, da Constituição, refira-se apenas ao método gutenberguiano de produção de livros. Nem penso que o vocábulo 'papel' seja essencial ao conceito desse bem final. Com efeito, o suporte das publicações e? apenas o continente (corpus mechanicum) que abrange o conteúdo (corpus misticum) das obras, nao sendo ele o essencial ou o condicionante para o gozo da imunidade” defendeu no seu voto.
A matéria chegou ao STF depois de um questionamento do Estado do Rio de Janeiro a uma decisão do Tribunal de Justiça local, que determinava a isenção para a Enciclopédia Jurídica Eletrônica, publicada pela Elfez Edição Comércio e Serviços Ltda. A decisão de ontem pavimenta uma nova realidade para o comércio de livros eletrônicos no País e abre uma jurisprudência para que a decisão valha para todos os outros livros digitais. “A decisão passa a valer quando for publicado o acórdão e tem efeito erga homnis, ou seja, vai atingir a todos”, explicou Hendersn Fürst, editor jurídico do Grupo Gen e colunista do PublishNews.
A Amazon, uma das maiores interessadas nessa decisão, se mantém cautelosa e preferiu esperar a publicação do acórdão para então se manifestar e falar em uma possível baixa de preço. A gigante teme que a promessa de queda de preço possa não se concretizar num futuro próximo, o que frustraria as expectativas dos consumidores brasileiros.
Camila Cabete, colunista do PublishNews e gerente sênior de relações com editores da Kobo no Brasil, comemorou: “a decisão vai trazer um novo gás ao nosso mercado digital, viabilizar muitos projetos congelados e, o mais importante, teremos opção e livre concorrência com os aparelhos e bibliotecas digitais. É uma decisão que vai incentivar os livreiros independentes, possibilitando parcerias e fomentando o mercado, que precisa desesperadamente de novas frentes”. Ela ressalta, no entanto, que esta é a sua posição particular e não reflete ainda o posicionamento da empresa.
A Saraiva, que produz o LEV, preferiu não comentar a decisão do STF.
Para Marcelo Gioia, diretor geral da agregadora digital Bookwire no Brasil, a decisão tardou, mas não falhou: “embora tardia, a decisão de ontem do STF, fazendo chegar aos e-books a imunidade tributária que goza o livro impresso, alinha o mercado editorial aos tempos modernos, cuja essência encontra-se no conteúdo, mas sempre com um olhar agnóstico ao suporte e ao formato”. O diretor completa que a deliberação foi um avanço. “A decisão coloca o Brasil novamente na vanguarda do fomento à leitura e nas ações de incentivo à cadeia do livro”, conclui.
Para Raphael Sechin, da Bibliomundi, plataforma de autopublicação, a decisão precisa ser comemorada. “Desburocratiza muito o mercado eletrônico, reduzindo a barreira de entrada para operadores menores. Ela permitirá um aumento de publicações e pontos de venda, principalmente mais ousadas e de retorno mais incerto, podendo até priorizar produções de interesse de minorias na sociedade, pois sobrará mais dinheiro para investir nestes projetos. A cultura e educação agradecem”, celebra.
Congresso Nacional
Paralelo ao processo que corria no STF, o Projeto de Lei (PL) 4.534/12, que também prevê a isenção fiscal para livros e leitores digitais, tramita no Congresso Nacional. De autoria do senador Acir Gurgacz (PDT / RO), o PL está estacionado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados desde março de 2015, depois de receber um relatório da então deputada (hoje senadora) Fátima Bezerra (PT / RN), que sugeria a isenção aos e-books, mas não aos e-readers.
“Com a decisão do STF, o PL não é mais necessário, mas por algum lobby ou mesmo movido pelo interesse do Governo Federal, o legislador pode alterar a decisão do STF”, comentou Henderson. Um caso recente exemplifica esse processo. O STF julgou inconstitucional uma lei cearense que regulamentava a vaquejada, atividade em que o vaqueiro tem como objetivo derrubar o boi, puxando-o pelo rabo. O Congresso Nacional se mobilizou e aprovou uma lei que legalizava a prática alegando ser uma “atividade cultural”, contrariando a decisão da corte. A lei foi sancionada pelo presidente da República.

22 de nov. de 2016

eBooks são opção para ler mais gastando menos; entenda os vários formatos



Autor: Rafael Balago.
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 6/11/2016.
Para quem adora ler, mas não faz questão do cheirinho das páginas impressas, os livros digitais são uma opção barata e prática para levar suas histórias por aí. Um leitor digital consegue armazenar o equivalente a várias estantes de livros físicos. E ainda traz vantagens como uma tela que cansa menos a vista, bateria que dura semanas e leveza.
Esse mercado também tem seguido o modelo do Netflix: disponibilizar o conteúdo em diversas plataformas. Quem faz uma conta no Kindle, da Amazon, pode acessar seus livros digitais no e-reader, no tablet, no celular ou no computador. Há ainda o Kindle Unlimited: por R$ 19,90 mensais, o leitor pode ler quantos livros quiser de um extenso catálogo. Veja outras dicas abaixo:
ESCOLHA O APARELHO
Tablet ou smartphone
No iPad, acesse livros pelo aplicativo iBooks. No Android, vá em Play Livros. Também é possível baixar outros apps de leitura.
Kindle
Tem várias versões, incluindo opções com e sem luz por trás da tela. A partir de R$ 299.
Lev
Criado pela Saraiva, custa R$ 399 e vem com dez livros digitais incluídos.
Computador
Baixe um programa gratuito para ler e-books, como o Adobe Digital Editions.
TIPOS DE ARQUIVO
Formato mais comum, o ePUb é usado para venda de e-books em livrarias. Não é, porém, aceito por aparelhos Kindle, que usam o AZW. Os leitores geralmente também comportam arquivos PDF, muito usados para apostilas, e TXT, arquivos de texto simples.
COMO ADQUIRIR
É possível encontrar livros digitais em sites de lojas como o da Livraria Cultura e da Amazon. Após a compra ser aprovada, o cliente recebe um link para baixar o arquivo para seu aparelho.
Dentro do próprio leitor digital, que geralmente possui conexão wi-fi.

7 de nov. de 2016

Amazon lança aplicativo de leitura para crianças

Fonte: Olhar Digital. Data: 02/11/2016.
Apesar de já contar com um Kindle voltado para o público infantil e outros serviços, Rohit Agarwal, executivo da Amazon que chefiou o projeto percebeu que seus filhos estavam cada vez mais utilizando os celulares para mandar mensagens para amigos familiares e, segundo ele, a empresa queria ver como autores e ilustradores poderiam fazer um aplicativo que contasse suas histórias nesse formato.
No app, as crianças podem escolher entre centenas de histórias de diversos gêneros e cada uma delas tem um diálogo de bate-papo entre os personagens e os leitores mirins. O aplicativo também ajuda as crianças a entenderem palavras difíceis que possam aparecer e as insere em um glossário que pode ser acessado posteriormente.
Agarwal disse ainda que o humor é muito importante para fazer com que as crianças fiquem interessadas nas histórias. Além de já contar com centenas de histórias, o executivo informou que a Amazon vai incluir 12 novas histórias todos os meses. O ‘Rapids’ conta também com um recurso que lê as histórias para as crianças, uma espécie de Siri que lê o que as crianças escolhem.

O aplicativo é voltado para crianças de até 12 anos e contará com uma assinatura mensal de US$ 2,99 com histórias ilimitadas. Ele já está disponível para download em Fire Tablets e Android, os usuários iOS precisarão esperar mais um pouco. A Amazon está oferecendo duas semanas de uso grátis para teste do serviço.

6 de out. de 2016

Livro digital perde o brilho e fica com só 3% do setor

Autoria: Roberta Scrivano.
Fonte: O Globo. Data: 3/10/2016.
URL: http://oglobo.globo.com/economia/negocios/livro-digital-perde-brilho-fica-com-so-3-do-setor-20220925#ixzz4M2jfB23R
Os e-books já não são mais vistos como ameaça iminente ao mercado de livros impressos no Brasil. Num setor que faturou R$ 5,23 bilhões no ano passado, as versões digitais estacionaram e hoje representam só 3% do total, o equivalente a R$ 20,43 milhões, segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). Sobre o futuro, a avaliação unânime é de que os e-books serão apenas uma complementariedade ao impresso, e não sua substituição.
Até mesmo a Amazon, dona do mais tradicional dos e-readers, o Kindle, lançado em 2007, e que trouxe grande temor às editoras, admite não ver o e-book como predador. Ricardo Garrido, diretor da empresa americana no Brasil, diz que o livro digital não é um risco aos impressos e não abocanhará fatias expressivas.
— Houve um receio grande de que o e-book seria corrosivo à indústria de livros, por um problema de preços, sobretudo. Hoje, porém, descartamos totalmente esse risco. Mesmo tantos anos depois de lançados, os e-books não passam de 3% do mercado de livros nacional. Definitivamente, não representa um risco. Ele é complementar à leitura tradicional — analisa Marcos da Veiga Pereira, presidente do Snel.
Prova do ritmo lento do mercado de livros digitais no Brasil é a ausência de novas publicações desde o fim de 2015 sob o selo Breve Companhia, da Companhia das Letras, que era uma das grandes apostas da editora para ocupar um espaço neste mercado. Procurada, a empresa nega que o selo esteja sendo descontinuado, mas admite que está revendo a estratégia para e-books.
As editoras dedicadas exclusivamente à publicação de e-books contemporizam a situação. Eduardo Melo, fundador da Simplíssimo, embora diga que o e-book não terá a maior fatia de mercado, explica que a publicação digital é muito utilizada por escritores independentes.
— De 2011 para cá, publiquei 507 e-books e, mais da metade foi publicado depois de 2014. É um sinal de que o mercado está crescendo. Tenho clientes e muitas pessoas me procuram para saber como publicar. Não tenho dúvidas de que o e-book ainda vai crescer no Brasil — disse.
Na Livraria Cultura, que vende o e-reader canadense Kobo, que só perde em vendas para o Kindle, a perspectiva para o segmento não é otimista. O diretor Thiago Oliveira conta que há dois anos não há crescimento nas vendas nem de e-reader nem de e-book.
Entre os especialistas, também é unânime que o e-book deu muito certo em alguns gêneros, como a ficção científica, por exemplo. Um levantamento da Simplissimo, que lista os e-books mais vendidos em Amazon, Apple, Google, Kobo, Livraria Cultura e Saraiva mostra que oito dos top 10 são títulos de ficção e estrangeiros — os outros dois são romances nacionais. Entre os 30 mais vendidos, há também alguns de autoajuda e negócios.
E-READERS EM BAIXA
Há ainda mais um sinal da paralisação do mercado de leitura digital. As vendas dos e-readers, dispositivos que se considerava que seriam o protagonista da destruição das estantes de livros das livrarias, já começaram a cair nos Estados Unidos e, até 2020, vão se retrair por aqui. Dados da consultoria Euromonitor mostram que, em 2014, foram vendidos US$ 2,3 milhões em e-readers no Brasil, contra US$ 2,4 milhões em 2015. A projeção para 2020 é de US$ 1,1 milhão.
Para a Amazon, dona do mais tradicional dos e-reader, o Kindle, porém, não é um indicativo de insucesso dos e-books. Garrido apressa-se em explicar que o Kindle não é um aparelho obsoleto e que, por isso, a retração das vendas não quer dizer que a leitura digital acabou:
— O dispositivo Kindle dura muito, ou seja, uma vez que você adquiriu o aparelho, não precisará trocar por outro mais moderno. Isso quer dizer que a análise da curva de vendas tem de ser feita somando ano a ano, e não olhando desempenhos anuais.
Apesar da defesa de seu produto, o executivo concorda que o e-book não apresenta risco à leitura tradicional. Ele tem um discurso similar ao de Pereira, do Snel, e diz que vê o e-book como complementar ao impresso.
— Se um cliente nosso compra um título impresso, enquanto o livro não chega, ele pode começar a leitura pelo e-book. É um exemplo real de complementariedade — detalha.

O mapeamento deste segmento no Brasil ainda é escasso. Mas, nos Estados Unidos, uma pesquisa do Pew Research Center publicada na semana passada mostra que 65% dos americanos ainda preferem o livro tradicional quando compram um novo título. Apenas 28% optam pelo livro virtual e outros 14% escolhem o áudio-book.

19 de set. de 2016

Cientistas do MIT criam sistema que consegue ler livros fechados

Fonte: EExponews. Data: 12/09/2016.
Um novo sistema de imagens da MIT consegue ver através da capa de um livro e lê-lo.
O feito se dá graças, e principalmente, à radiação terahertz, a banda de radiação eletromagnética entre microondas e luz infravermelha, e as minúsculas lacunas de ar entre as páginas de qualquer livro fechado.
A radiação terahertz pode distinguir entre tinta e papel em branco de uma forma que os raios X não pode, e também oferece profundidade de resolução muito melhor do que o ultrassom.
O novo sistema protótipo desenvolvido por pesquisadores do MIT e da Georgia Tech usa uma câmera terahertz padrão para emitir rajadas de radiação ultracurtas e então medir quanto tempo leva para que a mesma seja refletida de volta. Um algoritmo, em seguida, mede a distância a cada uma das páginas do livro.
Alimentado com esses dados, o sistema utiliza duas medidas diferentes de energia das reflexões para extrair informações sobre as propriedades químicas das superfícies refletoras. Ao mesmo tempo, se “esforça” para filtrar o “ruído” irrelevante produzido ao longo do caminho. Dessa forma, consegue distinguir o papel com tinta do papel em branco, usando um algoritmo separado para interpretar as imagens muitas vezes distorcidas ou incompletas como cartas individuais.
Os pesquisadores testaram seu protótipo em uma pilha de papéis, cada um com uma letra impressa sobre ele, e descobriram que ele poderia identificar corretamente as letras sobre as nove folhas superiores.
O Metropolitan Museum de Nova York tem manifestado interesse no sistema como uma forma de examinar livros antigos sem tocá-los, disse Barmak Heshmat, um cientista da pesquisa no MIT Media Lab.

A tecnologia pode ser utilizada para analisar qualquer material organizado em camadas finas, tais como revestimentos de peças de máquinas ou de produtos farmacêuticos