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6 de out. de 2013

Necessidade de informação do usuário com deficiência visual


Acaba de ser publicada a pesquisa de Tania Milca de Carvalho Malheiros intitulada “Necessidade de informação do usuário com deficiência visual: um estudo de caso da Biblioteca Digital e Sonora da Universidade de Brasília”. Essa pesquisa é uma dissertação apresentada no Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciência

Resumo:

Esta pesquisa apresenta um estudo de usuários deficientes visuais da Biblioteca Digital e Sonora (BDS) da Universidade de Brasília, com o objetivo de identificar suas necessidades de informação e colher subsídios para a definição de uma política de desenvolvimento de coleção. A metodologia utilizada foi a técnica de pesquisa qualitativa por entrevistas, sendo também utilizados a análise documental e o estudo de caso. O perfil dos usuários foi descrito por meio de dados demográficos, dados sobre a condição visual, e sobre necessidade de informação e acesso às informações digitais. A coleta de dados foi realizada com o universo de 20 usuários, e o instrumento utilizado foi a entrevista semiestruturada, com perguntas abertas e fechadas. Após a coleta e análise dos dados, concluiu-se que: a informação em meio digital é fundamental para os usuários, sendo a mais utilizada, seguida da informação em áudio e em Braille; os usuários acessam todo tipo de informação no computador, mas buscam principalmente informações didáticas e profissionais, tendo suas necessidades de informação em maior parte satisfeitas. Todos têm computador em casa e a maioria o acessa diariamente. Em relação à dificuldade de acesso às informações, a falta de acessibilidade dos sites foi a mais citada. Sobre as fontes onde mais buscam informações, foram citados vários sites, e sobre as estratégias de busca, a opção mais usada é ir direto à internet. Por meio das falas dos usuários pode se observar o impacto que a tecnologia da informação teve em suas vidas.

 

O texto completo está no URL:

7 de set. de 2011

Biblioteca atende portadores de necessidades especiais

Biblioteca atende portadores de necessidades especiais
Fonte: Agência Pará. Data: 6/09/2011.
URL: www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=83931
Com o objetivo de propiciar a prática da leitura com atividades lúdico-pedagógicas, tendo como princípio a inclusão social, foi criada no dia 10 de junho de 2006 a Biblioteca Inclusiva, um projeto idealizado pela professora Etevan Amoêdo Corrêa, especialista em deficiência visual, para oferecer maior apoio pedagógico a alunos das redes pública e privada de ensino. O projeto foi exposto na terça-feira (06), no estande da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), na XV Feira Pan-Amazônica do Livro.
Etevan Amoêdo contou que, desde o projeto inicial, teve o apoio de amigos educadores da Seduc, em especial os da Coordenação de Educação Especial (Coes), para desenvolver diversos trabalhos. Atualmente, a biblioteca atende a milhares de alunos das mais diversas instituições, dos ensinos Fundamental e Médio, e de nível superior, com enfoque na educação especial. “Sentíamos a necessidade de atender alunos especiais, oferecendo ferramentas para que pudessem se sentir parte do processo de aprendizado, interagindo com o mundo”, explicou a professora.
Funcionando no Centro Integrado de Inclusão e Cidadania (CIIC), a Biblioteca Inclusiva dispõe de variado acervo voltado às pessoas com deficiência, como livros em braile e outros instrumentos que facilitam o acesso, além de serviços como acolhimento psicossocial, intermediação de mão de obra, serviço de saúde bucal, infocentro e brinquedoteca, oferecidos em parceria com as secretarias de Estado de Assistência Social ( Seas), de Saúde Pública (Sespa), de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e de Trabalho, Emprego e Renda (Seter), o Conselho dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CEDPD) e Empresa de Processamento de Dados do Pará (Prodepa).
Com ações programadas para todo o período letivo, a Biblioteca incentiva a participaão de escolas em suas programações, realizadas em diversos espaços, como a Estação das Docas, a Casa das 11 Janelas e o Centur, oferecendo aos alunos atividades lúdicas - teatro de fantoches, desenho, pintura, leitura etc.
Atualmente, o grande público da Biblioteca está nas escolas da rede estadual e nos centros especializados em educação especial, cujas escolas atendem a aproximadamente 12 mil alunos em todo o Estado, portadores de deficiências visual, motora, intelectual, auditiva e múltiplas.
Serviço:
Biblioteca Inclusiva
Horário: segunda à sexta-feira, das 09 às 14h, no CIIC.
Endereço: Avenida Almirante Barroso, 1765. Contatos: 3276-6161/3276-2903.
Belém, Pará

22 de ago. de 2011

Software para pessoas com deficiência

No sítio Acesso Brasil estão disponibilizados vários programas para pessoas com deficiências. Os programas disponibilizados são:

Monet -- O Monet é um software para criar desenhos que possam ser impressos em Braille, gerando figuras em relevo que podem ser percebidas por cegos. O Instituto Benjamin Constant, o Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ e a Acessibilidade Brasil fazem parte deste projeto.

Dirce -- software Dirce foi desenvolvido para tocar audio livros no padrão Daisy 2 e 3. A versão de edição permite criar livros no formato Daisy 3. Daisy é um padrão internacional para criar livros digitais que facilitam a navegação do leitor.

Avaliador de Acessibilidade -- A Acessibilidade Brasil desenvolveu o "da Silva", o primeiro avaliador de regras de acessibilidade online. O ASES foi feito em parceria com o Governo Eletrônico e também avalia a acessibilidade de sites, porém o ASES contém mais recursos por poder rodar no computador da sua casa. Dentre esses recursos podemos citar o simulador de baixa visão e avaliação de várias páginas.

Correio Braille -- é um sistema online que permite que qualquer pessoa possa enviar uma carta em Braille para qualquer cego no Brasil. A Carla Alexandre patrocinou este projeto junto com a Acessibilidade Brasil.

Dicionário de Libras -- O dicionário é fruto da parceria com o Instituto Nacional de Educação de Surdos. Possui a versão online e também a versão distribuída em CD-Rom. A versão em CD já possui mais de 115 mil cópias e pode ser solicitada ao INES.

Maiores detalhes no URL: www.acessobrasil.org.br

19 de jul. de 2011

Bibliotecas e livrarias poderão adaptar-se para atender deficiente

Fonte: Agencia Câmara. Data: 18/07/2011.
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 319/11, do deputado Walter Tosta (PMN-MG), que obriga livrarias e bibliotecas públicas ou privadas a providenciar meios de acesso aos seus acervos para as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.
Além disso, esses estabelecimentos deverão dispor de pelo menos um exemplar impresso em braile para cada título do seu acervo. Para as pessoas com deficiência que, por qualquer razão, não puderem realizar a leitura em braile, a biblioteca deverá dispor de arquivo em áudio do título desejado, ou então de funcionário capaz de ler o texto.
Arquivo em áudio
Conforme a proposta, o arquivo em áudio da biblioteca deverá contar com fones de ouvido, para prover acesso efetivo ao livro desejado. Para o caso de retirada do arquivo em áudio para sua execução em local diverso, deverão ser disponibilizados CD ou mídia equivalente compatível com os computadores domésticos.
Os arquivos em áudio deverão ser protegidos contra cópias não permitidas. Em caso de disponibilização de funcionário para a leitura do material desejado, a biblioteca deverá disponibilizar espaço reservado, de modo que a leitura em voz alta não atrapalhe as demais pessoas que utilizam o espaço.
O projeto obriga as bibliotecas também a instalar rampas de acesso, mesas e estações de leitura adaptadas para receber cadeirantes, inclusive com suportes de mesa para livros. Aquelas com mais de um pavimento, e sem condições físicas para as rampas de acesso, deverão dispor de elevadores capazes de prover o deslocamento das pessoas com deficiência ao piso superior.
Sinalização visual
As bibliotecas deverão possuir sinalização visual indicativa da localização dos seus setores internos e externos, de modo que os deficientes auditivos possam ter pleno acesso e orientação.
De acordo com o projeto, todas estas disposições, “no que couber”, aplicam-se também às livrarias.

Walter Tosta afirma que seu objetivo é “proteger o direito social dos seres humanos que necessitam de assistência especial”. Ele explica que o projeto pretende “alcançar um patamar civilizatório mínimo e satisfatório a todos aqueles que buscam a leitura de obras contidas em bibliotecas, públicas ou privadas, ou aquisição de obras literárias em livrarias”.
O deputado lembra que, pela Constituição, a educação é direito social. Portanto, diz ele, o acesso à leitura é dever do Estado e direito de todos. “É sabido que a educação, a informação e o acesso às obras didáticas ou culturais, promovem a ampliação da capacidade técnica e do padrão cultural ostentados pelo nosso povo, de uma forma que promove indistintamente melhorias na qualidade de vida, nos avanços das pesquisas em geral, do ensino, bem como de toda a bagagem intelectual que uma nação é capaz de produzir”.
Tramitação
A proposta foi apensada ao PL 7699/06, do Senado, que institui o Estatuto do Portador de Deficiência e está pronto para a pauta do Plenário.
URL do projeto de lei: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/ASSISTENCIA-SOCIAL/98189-PROJETO-INSTITUI-ESTATUTO-PARA-PESSOAS-COM-DEFICIENCIA.html