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4 de mar. de 2016

DF: biblioteca pública recebe pagamento com tampinhas para incentivar leitura

Fonte: Jornal de Brasília. Data: 26/02/2016.
URL: www.jornaldebrasilia.com.br/noticias/cidades/669532/biblioteca-publica-recebe-pagamento-com-tampinhas-para-incentivar-leitura/
Na Biblioteca Pública do Itapoã, a moeda é uma tampinha de garrafa PET; a mercadoria é um livro; e o valor e o lucro são o conhecimento adquirido. Na região administrativa — localizada há aproximadamente 25 quilômetros da Rodoviária do Plano Piloto — com 20 tampinhas é possível ganhar um livro. Estima-se que, em um mês, 500 obras foram negociadas pelo sistema de barganha. Quanto mais pessoas buscam por exemplares, mais se deseja fornecer.
O escambo literário começou com a união de dois projetos: Tampa Mania (doações de tampas) e Livro por Livro (troca de um livro por outro). Ambos foram idealizados pelas funcionárias da administração regional que comandam o acervo e o público, Rozângela Rodrigues da Silva, de 49 anos, e Lilia Valéria Correa, de 40 anos. "O que a gente mais quer é ver isso aqui cheio", afirma Rozângela ao apontar para as cadeiras de estudo.
As duas começaram a exercer a função de bibliotecária no segundo semestre do ano passado e sem terem experiência no ramo. Foi da simples vontade de que o espaço servisse como um ambiente de socialização para as crianças e os adolescentes da região. "O Itapoã é uma área de vulnerabilidade, temos que estar atentos com as crianças nas ruas", justifica Lilia.
Essa é uma das principais preocupações dela. A funcionária conta que é ex-presidiária e até 2008 esteve na Colmeia (prisão feminina do Distrito Federal). Hoje, estuda direito em uma faculdade particular de Brasília e sonha ser promotora.
Segundo Lilia, o objetivo de incentivar a leitura é reduzir a possibilidade de influências negativas para as crianças do local. Ela explica que a barganha não é com os exemplares do acervo, mas com volumes doados à biblioteca com essa finalidade.
Incentivo
Além da troca, as funcionárias também desenvolvem oficinas de reciclagem com as crianças. São brinquedos e enfeites construídos com CDs, garrafas PET e outros produtos reutilizados. "Qualquer criança pode participar. É só ter idade para usar a tesoura", brinca Rozângela. Com as ações, a biblioteca passou a receber por volta de 30 frequentadores diariamente, inclusive de familiares e de estudantes para concursos. Antes, a média era de cinco em um dia.
Os trabalhos desenvolvidos no local ainda são novidade na região administrativa, onde 68,96% da população não estudam e 44,3% têm ensino fundamental incompleto. Os dados são da última Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios do Itapoã divulgada em 2014, pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal. Os índices reforçam o desafio da administração para estimular o hábito de ler, e as ações têm apresentado resultados positivos. "Isso era morto aqui. Tinha até apostila de 1990 para o exame da Ordem dos Advogados do Brasil", compara Lilia.
Segundo Rozângela, a cada 15 dias, as duas separam exemplares e levam ao Restaurante Comunitário — vizinho à biblioteca — para divulgar o espaço. "É sempre na sexta-feira, porque tem feijoada." Elas se vestem de palhaço e adotam a alcunha de Lika (Lilia) e de Rosa Brilhante para chamar a atenção de quem passa. Contam histórias e criam momentos lúdicos para a criançada.
Família 
As inovações deram certo. Há um mês, Ana Carolina Félix, de 10 anos, tem sido uma frequentadora assídua da biblioteca. Ela conta que lê diariamente cinco livros e ainda leva o irmão caçula, Guilherme, de 5 anos, como companhia. Branca de Neve e os Sete Anões e Aventuras da Barbie são os livros preferidos da garota, que vai à biblioteca no turno vespertino e já está preparada para mudar o cronograma com a volta às aulas na próxima segunda-feira (29). "Aí, eu venho de manhã", responde com um sorriso.

"As crianças trazem as famílias, que também gostam daqui. E assim a biblioteca vai de boca em boca se espalhando pela cidade", acrescenta Lilia. De fantasias e com flores nos nomes, Lilia e Rozângela tentam educar e preparar os moradores do Itapõa para que os espinhos não sejam tão duros. (...)

6 de out. de 2015

Salário do bibliotecário em Brasília



A Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal - ABDF usando das prerrogativas que lhe confere o Estatuto e considerando: ser o bibliotecário profissional da informação de conformidade com a Classificação Brasileira de Ocupações do MTE, de nível superior, de caráter liberal e a Biblioteconomia e Documentação encontrarem-se na Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE, como atividades ligadas ao patrimônio cultural e ambiental, exercidas nas bibliotecas de todos os tipos, salas de leitura, áudio e projeção, destinadas a servir o público em geral, compreendendo ainda à gestão de bibliotecas, conforme item 9101-5/00 da referida CNAE orientar os bibliotecários e seus empregadores.
RESOLVE:
Art. 1 - Estabelecer a seguinte recomendação salarial mínima aos bibliotecários em exercício no Distrito Federal, devidamente registrados no Conselho Regional de Biblioteconomia 1ª Região - CRB1:
BIBLIOTECÁRIO JÚNIOR
a) Salário base mensal mínimo para uma carga horária de 40 horas semanais:
R$ 2.660,00 – (bibliotecário recém-formado)
BIBLIOTECÁRIO PLENO
b) Salário base mensal mínimo para uma carga horária de 40 horas semanais:
R$ 3.500,00 – (bibliotecário a partir de 02 anos de experiência)
BIBLIOTECÁRIO SÊNIOR
c) Salário base mensal mínimo para uma carga horária de 40 horas semanais:
R$ 4.341,00 – (bibliotecário a partir de 06 anos de experiência)
BIBLIOTECÁRIO ESPECIALISTA
d) Chefia imediata da Biblioteca (pós-graduado) ____________________ R$ 4.901,00
e) Direção de Biblioteca/Centro de Documentação (pós-graduado) ______ R$ 5.742,00
Art.2 – Estabelecer a seguinte recomendação para outras atividades desempenhadas pelo bibliotecário:
BIBLIOTECÁRIO CONSULTOR
SALÁRIO HORA SEM VÍNCULO EMPREGATÍCIO
Consultoria e assessoria: diagnóstico e projeto; organização/implantação/manutenção (de bibliotecas, centros de informação e sistemas de informação/base de dados) = R$ 84,00 hora.
Treinamento/cursos de aperfeiçoamento = R$ 39,00 a R$ 132,00 hora/aula
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
Elaboração de ficha catalográfica na fonte = R$ 56,00
Levantamento bibliográfico até 15 referências bibliográficas = R$ 56,00
Indexação de periódico = R$ 42,00 (por artigo)
Elaboração de índice = R$ 5,00 por página
Normalização de referências = R$ 3,00 por título referenciado
Normalização de documento completo (compreendendo preenchimento de solicitação de ISBN ou ISSN; ficha catalográfica de catalogação na fonte; normalização dos elementos: Capa/ Primeira capa / Segunda capa / Terceira capa / Quarta capa/ folha de rosto - ABNT-NBR-6029/2006/ Expediente/ editorial; sumário; numeração e legenda bibliográfica; normalização dos artigos - ABNT-NBR 6022/2003; normas de apresentação tabular do IBGE) = R$ 630,00.
Processamento técnico por unidade: compreendendo a catalogação, classificação, número do autor (Cutter), indexação, digitação para a inclusão na base de dados e etiquetagem do documento = R$ 9,00 a R$ 32,50, dependendo da quantidade de documentos para processamento técnico.
Art. 3 - Os honorários deverão ser sempre estabelecidos mediante contrato, acordados e assinados por ambas as partes.
Art. 4 - Os valores aqui recomendados são sugestões de preço mínimo. É de inteira responsabilidade de cada Bibliotecário a avaliação do trabalho a ser desenvolvido e a forma de negociação com o cliente, levando-se em conta seu nível de experiência e qualificação profissional.
Art. 5 – Para o auxiliar de biblioteca, devidamente certificado com curso de Auxiliar de Biblioteca da ABDF, a faixa salarial inicial é de R$ 1.120,00 a R$ 1.680,00 mensais, dependendo da experiência e qualificação profissional.
Art. 6 – O empregado que trabalha 8 (oito) horas diárias, terá direito a uma ajuda alimentação de R$ 19,00 (dezenove reais), ficando o empregador desobrigado quando já for fornecida no local de trabalho, ou através de outro sistema.
RICARDO CRISAFULLI RODRIGUES
Presidente da ABDF

Fonte:

23 de jul. de 2013

Governador reinaugura Biblioteca Pública do Cruzeiro (DF)

Fonte: Mais Comunidade (Brasília, DF). Data: 19/07/2013.
URL: http://coletivo.maiscomunidade.com/conteudo/2013-07-19/politica/8980/GOVERNADOR-REINAUGURA-BIBLIOTECA-DO-CRUZEIRO-.pnhtml
O governador Agnelo Queiroz e o secretário de Cultura Amilton Pereira reinauguraram, hoje, a biblioteca do Cruzeiro Velho e lançaram o projeto Bibliotecas do Cerrado. Esta  fica localizada no Centro Cultural Rubem Valentin. O projeto é um termo de cooperação entre Brasil e Colômbia. “Essa é uma ação do governo como um todo, uma política de estado, além de um marco importante para a construção de um acesso democrático à informação”, destaca Agnelo Queiroz.

A biblioteca recebeu limpeza, urbanização e paisagismo em seus arredores, implantação da rede wi-fi em todo o ambiente e modernização do espaço infantil. O espaço passa a ser ponto de apoio dos moradores do Cruzeiro.

A comunidade pode pegar livros, estudar no local e consultar a internet. Além de contar com um espaço para crianças composto por brinquedos pedagógicos e literatura infantil.

Na ocasião, também foi lançada pela Secretaria de Cultura o projeto Bibliotecas do Cerrado. Este tem como objetivo proporcionar  às comunidades mais acesso democrático à informação, aos serviços e aos bens culturais. É desenvolvido por meio de parcerias com algumas secretarias de governo e com as administrações regionais do Distrito Federal. “Nosso objetivo com essa reinauguração é transformar Brasília na capital da leitura”, disse a sub- secretária da política do livro e da leitura da Secretaria de Cultura do DF, Ivana Santana.

O projeto será iniciado em três bibliotecas: na Biblioteca Nacional de Brasília, Leonel de Mora Brizola; Biblioteca Vó Filomena, do Núcleo Bandeirante e na Biblioteca Pública do Cruzeiro. A meta é ampliar o projeto para outras 26 bibliotecas. 


A Biblioteca do Cruzeiro possui cerca de 13 mil livros e funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h e no sábado das 9h às 17h. Para a obra de revitalização do espaço foram investidos R$ 147 mil. “Nossa presença aqui responde a um dos principais objetivos: engajamento na construção de cidadania”, destaca  Amilton Pereira.