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15 de set. de 2016

Missão árdua para o Conselho de Cultura

Fonte: Folha PE. Data: 14/09/2016.
A bibliotecária Juliana Albuquerque foi recentemente eleita titular de Literatura do Conselho Estadual de Cultura, grupo formado por 40 membros empossados no último mês de junho e que têm a missão de ampliar a participação da sociedade civil na formulação das políticas públicas. Reunido nesta terça, o Conselho conclui a construção de seu regimento interno e parte para a lida efetiva, que inclui reaver verbas destinadas à Cultura que foram realocadas para outros fins dentro do orçamento do Estado. Junto com outros membros do Conselho, Juliana assina carta de repúdio contra o corte de R$ 780 mil para a implantação do Sistema Estadual de Cultura, R$140 mil da Valorização do Livro, da Leitura e da Biblioteca, e R$ 230 mil da Implantação de Ações Culturais no Pacto pela Vida. “Fizemos a carta porque, enquanto conselheiros, não poderíamos deixar passar”.
Verba para a Cultura
Em uma das reuniões, essa questão foi conversada. O secretário (Marcelino Granja) apresentou alguns slides de orçamento, que ainda serão enviados para nós para que possamos retomar essa discussão. A gente questionou esse corte tão grande para garantir um direito que existe há tanto tempo (R$ 1,150 milhão remanejados para pagamento de auxílio funeral dos servidores do Estado, parte do orçamento da Cultura). Outros cortes maiores aconteceram, mas estamos discutindo ainda. O secretário disse que vai haver devolução de parte desse dinheiro, algo em torno de R$ 400 mil. Não é nada comparado ao todo, mas ele explicou que os cortes foram gerais. Não sei se há (valores garantidos para atividades do Conselho). O que se discutiu foi se nós, conselheiros, receberíamos ou não. Eu não concordo porque somos uma instância de controle social e é complicado que recebamos para estar lá. As coisas ficariam confusas, como se o Governo estivesse nos pagando para estarmos lá.
Planejamento de atuação
Entre as propostas da minha campanha eleitoral  estão o estímulo a políticas de formação em escrita criativa, a criação de um fundo exclusivo para o setor de livro, leitura, literatura e bibliotecas (um Funcultura setorial, como existe para o audiovisual) e investir na construção do Plano. Algumas coisas já estão caminhando. As escutas têm acontecido, inclusive no Interior, e são elas que vão formar o Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, até para que todos se sintam incluídos. No momento aguardamos da Secretaria de Cultura o lançamento de um edital para convocar as pessoas para escrever esse plano.
A ideia é que essas escutas deem a base para identificar onde estão as maiores deficiências. A gente sempre pede que se fale a verdade, avisa que o material não vai vazar, porque se as pessoas camuflarem a realidade, estarão dizendo que está tudo bem e a gente não vai ter o que construir. Já sabemos que algumas bibliotecas funcionam puramente por iniciativa dos funcionários, por exemplo.
Relação com entes públicos

Com o Governo do Estado, com o secretário Marcelino Granja, o diálogo é melhor do que com a Prefeitura do Recife. As verbas para bibliotecas do Estado são vinculadas à Secretaria de Educação, mas as da Prefeitura do Recife estão na Segurança Urbana. Isso afeta porque nesta quarta temos um secretário, Murilo Cavalcanti, sensível às bibliotecas, mas as eleições estão aí e tudo pode mudar. Ele vê nas bibliotecas um apoio para a segurança, e pegou para ele. É o único lugar do Brasil que eu conheço onde as bibliotecas não estão nem com Educação nem com Cultura. Existe a biblioteca do Estado de Pernambuco (próxima ao Parque Treze de Maio) que foi recentemente reformada e está funcionando, e foram reabertas as de Afogados, de Casa Amarela e a do Compaz do Alto Santa Terezinha, todas no Recife.

8 de mar. de 2016

Pernambuco: apenas 37% das escolas tem biblioteca

Fonte: Diário de Pernambuco. Data: 24/02/2016.
URL: www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2016/02/24/interna_vidaurbana,628870/apenas-37-das-escolas-do-estado-tem-biblioteca.shtml
Seminário pretende discutir a importância do espaço para a construção de leitores
Apenas 37% das escolas - públicas e privadas - de Pernambuco possuem biblioteca. A estatística, divulgada pelo Censo Escolar 2014, aponta ainda que o cenário não é muito diferente do observado no país, com média de 36%. O dado preocupante levou a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) e a Editora Cobzac a realizar, no próximo dia 10, o Seminário Biblioteca nas Escolas: da leitura na escola para uma vida de leituras.
O evento vai focar em discussões sobre as implicações da ausência dessas instalações na educação e formação das crianças, além de ressaltar a importância desses equipamentos para o desenvolvimento. As três mesas redondas que vão compor o seminário serão realizadas no Teatro Eva Hertz da Livraria Cultura, no Shopping RioMar. Para debater os temas propostos para cada mesa, foram convidadas pessoas ligadas à área da educação de nível nacional e estadual.
Ricardo Leitão, presidente da Cepe, ressalta a importância do evento. “Essa discussão é importante, já que, em muitos lugares, o acesso ao livro é difícil, por não haver uma livraria por perto. Tendo uma biblioteca na escola, auxilia no desenvolvimento da criança”, afirmou. Para a diretora da Editora Cobzac, Deborah Echeverria, é preciso apostar na leitura ainda na fase infantil. “Tendo uma biblioteca na escola, com livros indicados para cada fase, o estudante pode desenvolver um hábito na leitura”, ressaltou.
A base principal da primeira mesa será a Lei 12.244/10, que determina que todas as escolas da rede particular e pública tenham uma biblioteca até o ano de 2020. O debate deve girar em torno dos caminhos possíveis para que a lei seja implementada. Os convidados para a conversa sobre o tema foram o secretário executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura, José Castilho; Christine Fontelles, do Instituto EcoFuturo; Fernando Burgos da Fundação Getúlio Vargas (FGV); e o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Lourival Pinto.
Já a segunda mesa, o tema é a forma em que os livros são adquiridos pelo sistema público, uma vez que cada esfera do governo tem uma forma diferente de comprar as obras. Para debater o assunto, foram convidados Daniela Montuani, parecerista do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE); Shirley Malta, da Secretaria de Educação de Pernambuco, Renata Jatobá, da Secretaria de Educação do Recife; Cida Fernandez, do Programa Direito à Leitura, ligado ao Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF). Para mediar, foi convidada a assessora pedagógica do Programa Prazer em Ler, Érica Verçosa.

A última mesa do evento pretende abranger as dificuldades e oportunidades presentes no mercado do livro, incluindo a participação das bibliotecas no processo de acesso aos livros. O assessor técnico da Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura (RRNE/MinC), Roberto Azoubel, vai mediar o debate que vai ser entre o professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), José Luiz Goldfarb; o diretor da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura (DLLLB/MinC), Volnei Canônica; o escritor Wellington de Melo; e Deborah Echeverria.

11 de dez. de 2014

Biblioteca da literatura pernambucana

Fonte: Diário de Pernambuco. Data: 10/12/2014.
URL: www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2014/12/10/interna_vidaurbana,548352/biblioteca-reabre-com-acervo-especializado-em-literatura-pernambucana.shtml
A Biblioteca Waldemar Lopes, no Espaço Pasárgada, bairro da Boa Vista, área central do Recife, será reaberta a partir desta quinta-feira (11). A cerimônia acontecerá às 16h com performance literária do grupo Literatrupe.

O espaço teve o acervo requalificado com destaque para obras da poesia pernambucana. Entre as ações que ajudaram na melhora da biblioteca está o Escambo de Livros, organizado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (FUNDARPE), em que a população doou livros diretamente no Espaço Pasárgada.

3 de dez. de 2013

Gameleira (PE) faz arrecadação de livros para a sua biblioteca pública

Fonte: Portal G1, Pernambuco. Data: 29/11/2013.
URL: g1.globo.com/pe/caruaru-regiao/noticia/2013/11/em-gameleira-arrecadacao-de-livros-pretende-recompor-biblioteca-publica.html
Depois da enchente de 2010, parte do acervo da única biblioteca pública ficou danificado em Gameleira, na Mata Sul pernambucana. Desde então a casa oferece poucos livros. As informações são da juíza Christiana Caribé, que atua na comarca do município e decidiu arrecadar livros para recompor as estantes, até o dia 12 de dezembro.
"A carência por livros é muito grande e por isso qualquer gênero é bem-vindo. A equipe da biblioteca municipal irá selecionar os livros e as publicações que não ficarem no acervo serão encaminhadas para as escolas da zona rural", explicou a juíza Christiana Caribé em nota enviada pela assessoria do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
Quem quiser doar, pode se dirigir ao fórum de Gameleira. Também são recebidas doações de livros nos fóruns Paula Batista e Rodolfo Aureliano, ambos no Recife.
Serviço
Pontos para doações de livros
- Gameleira
Fórum Doutor Onofre de Barros
Local: Rua José Barradas, número 81, Centro
Telefone: (81) 3679-1221/ 1111
- Santo Antônio, no Recife
Fórum Paula Baptista
Local: Rua do Imperador Dom Pedro II, 207
Telefone: (81) 3419- 3311
- Joana Bezerra, no Recife
Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano
Local: Avenida Desembargador Guerra Barreto, sem número

Telefone: (81) 3412-5000.

15 de ago. de 2012

Leitura na Ilha de Deus


Fonte: TV Jornal. Data: 14/08/2012.


A biblioteca comunitária de Caranguejo Tabaiares, na Ilha de Deus, no bairro da Imbiribeira, na Zona Sul do Recife, é um foco de resistência cultural que incentiva a leitura de crianças de baixa renda. Quase sete mil livros estão disponíveis para 60 crianças que passam por lá todos os dias. Outro prédio está sendo construído para abrigar a biblioteca. Quem quiser colaborar pode ligar para o telefone 3077-2535.

A iniciativa supera a baixa aquisição de livros constatada por uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, apesar do aumento do poder de compra dos brasileiros nos últimos anos, ainda se gasta muito pouco com a compra de exemplares.

30 de abr. de 2012

Biblioteca montada em jumento incentiva a leitura no interior de PE


Autora: Katherine Coutinho.
Fonte: Paraíba.com Data: 29/04/2012.
URL: www.paraiba.com.br/2012/04/29/56941-biblioteca-montada-em-jumento-incentiva-a-leitura-no-interior-de-pe
Uma biblioteca itinerante que tem como meio de transporte um jumento. A ideia inusitada faz parte do projeto 'Livros Andantes', que passeia atualmente pela Mata Sul de Pernambuco incentivando a leitura nas comunidades rurais de Raiz de Dentro e Estevinhas, em Amaraji. Cada um dos povoados vai receber quase 200 livros e cordéis, que ficam para a comunidade depois dos 16 encontros promovidos pelo projeto. Os encontros acontecem sempre aos domingos, com participação de professores e arte-educadores capacitados em oficinas do Livros Andantes.
Neste domingo (29), o projeto vai estar na comunidade de Raiz de Dentro durante a manhã. Na parte da tarde, é a vez de Estevinhas, ambos no município de Amaraji . “Pela nossa experiência, depois do 16º encontro, a comunidade já tem certa intimidade com os livros, já vai em busca deles. Afinal, nosso objetivo é realmente esse, deixar os livros, formar novos leitores”, conta Clara Angélica, coordenadora do projeto.
A escolha do jumento como meio de levar os livros às comunidades, que não tem um acesso fácil, faz parte do processo de conquista do público. “Quando eu pensei no projeto, pensei em ir em busca desse potencial leitor, que não tem como se deslocar até a biblioteca da cidade. O jumento é um meio de transporte bastante comum na região, eles usam para transportar o que plantam, como banana, inhame, cará. Era uma forma de fazer parte do cotidiano deles”, explica a coordenadora.
As atividades da biblioteca itinerante começam com a leitura de algum trecho ou capítulo de um livro e, depois, o público é convidado a escolher mais um para ser lido. Após a leitura, entram em cena os arte-educadores e os empréstimos dos livros, buscando sempre que o leitor compartilhe no encontro seguinte parte da obra com os outros. "Quando você tem contato com os livros, de alguma maneira uma luz se acende na sua vida. É como se você estivesse o tempo todo na escuridão, e quando você tem contato com o livro, o mundo se abre pra você de alguma forma. Isso não tem preço", defende Clara Angélica.
Entre os títulos à disposição das comunidades estão livros de autores pernambucanos, mas também de obras clássicas da literatura brasileira e mundial. “A gente leva Ariano Suassuna, Raimundo Carrero, literatura de cordel, não só naquela ediçãozinha de livreto, mas também uns de capa dura que já são publicados. Romeu e Julieta, uma versão mais adaptada para uma linguagem mais popular, a gente tem essa preocupação de trazer a boa literatura”, detalha Clara.
A primeira edição do projeto aconteceu em 2009, no povoado de Prata Grande, onde o projeto comemora mais de 1.200 empréstimos, e de Estivas, ambos em Amaraji. “Uma coisa que é muito legal é a receptividade, o encantamento que o livro provoca. Na primeira vez, muitos chegaram a cavalo e ficaram dentro de um abrigo. É todo um processo de conquista. No dia seguinte do primeiro encontro, seis adultos foram lá me procurar para serem alfabetizados”, lembra a coordenadora.
Nesta edição, além da ‘biblioteca-jumento’, o projeto criou também um cineclube, que leva curtas-metragens ligados às temáticas da comunidade. No primeiro encontro deste ano, no último dia 15 de abril, o filme foi ‘Terra para Rose’, de Tetê Moraes, documentário de 1985 que fala sobre reforma agrária. “Eles se identificaram, lembraram que foram de Vitória de Santo Antão para o Recife a pé, compartilharam experiências”, conta animada Clara.
Para esse domingo (29), o cineclube apresenta um documentário sobre mulheres que raspam mandioca. “É um documentário, um curta que tem totalmente a ver com a realidade deles. Eles têm casa de farinha, plantam a mandioca”, acrescenta a coordenadora.