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5 de out. de 2016

Evento: bibliotecas eclesiásticas de Portugal

A Coordenação de História da Ciência (CHC) do MAST através do Núcleo de Estudos Históricos dos Artefatos de C&T e o Programa de Pós-Graduação em História Social da PUC-Rio convidam para a próxima quarta-feira dia 06 DE outubro as 15h na PUC-Rio localizada na Rua Marquês de São Vicente, 225 - Gávea para a palestra "Clavis Bibliothecarum: uma chave para o mundo das antigas bibliotecas eclesiásticas de Portugal" com o Prof. Henrique Leitão (CIUHCT/Universidade de Lisboa - Portugal).
Resultado de um trabalho de pesquisa de seis anos, com Luana Giurgevich, a obra "Clavis Bibliothecarum: Catálogos e Inventários de Livrarias de Instituições Religiosas em Portugal até 1834" identifica cerca de 1.000 catálogos e inventários de cerca de 400 antigas bibliotecas de conventos, mosteiros e casas religiosas de Portugal. Além disso, apresenta mais de 300 documentos acerca do funcionamento dessas bibliotecas. Trata-se, portanto, do maior estudo sobre as antigas bibliotecas portuguesas que, pela primeira vez, permite formar uma "cartografia" integral desse imenso sistema de bibliotecas, dos seus fundos, e do seu funcionamento.
O objetivo desta apresentação consiste em mostrar os dados que imediatamente se podem retirar deste estudo, bem como as suas consequências diretas para a história do livro antigo e da cultura em Portugal e no Brasil.

8 de ago. de 2016

A biblioteca mais antiga de SP, lar de monges e fechada ao público

Autoria: Renata Nogueira.
Fonte: UOL. Data: 2/08/2016.
O coração de São Paulo abriga a biblioteca mais antiga da cidade, que também é uma das mais antigas do país. Com 418 anos de história, a coleção de livros do Mosteiro de São Bento é conservada em amplas salas no segundo andar do histórico prédio localizado a poucos metros do local onde a metrópole nasceu. 
Os títulos da biblioteca do Mosteiro de São Bento estão disponíveis para consulta dos próprios monges, que têm a leitura como um de seus hábitos diários, e para os alunos da Faculdade de São Bento. O acesso ao ambiente da biblioteca, no entanto, é de claustro e restrito aos 40 monges beneditinos que lá vivem.
A reportagem do UOL teve a oportunidade de conhecer o local na companhia do monge bibliotecário, Dom João Baptista. O alagoano de 34 anos vive no mosteiro há oito e abriu as portas do claustro para dividir um pouco da história dos 115 mil livros que lá chegaram desde 1598 junto com os primeiros monges. 
Os exemplares mais antigos - como uma bíblia de Gutenberg do século 15 - foram trazidos da Europa pelos monges vindos do Velho Mundo ou sob encomenda. Já os mais recentes datam deste ano e atendem à demanda dos cerca de 200 alunos dos cursos de Filosofia e Teologia oferecidos pela Faculdade de São Bento.
Se engana, porém, quem pensa que apenas títulos de filosofia e teologia fazem parte do acervo. Obras de literatura, como "O Pequeno Príncipe", e ficção, como o polêmico "O Código Da Vinci", de Dan Brown, fazem companhia aos muitos títulos religiosos. "Temos que nos adaptar e adquirir essas obras. A gente tem que acompanhar sempre, não estagnar", explica Dom João.
O menino louro criado por Saint-Exupéry em 1943 ganhou até uma exposição, "O Pequeno Príncipe Descobre o Mosteiro", em cartaz até o dia 6 de agosto. Segundo Dom João, que também exerce o cargo de produtor cultural do mosteiro, esta é uma forma de aproximar a população da biblioteca exclusiva dos monges. "Eu uso as obras da biblioteca em 80% das exposições", explica o monge bibliotecário.
Livros mais populares, como autoajuda ou biografias de artistas, só não entram no acervo por falta de espaço físico. A biblioteca, antes restrita a um clássico salão repleto de estantes de madeira escura e um mezanino, hoje também ocupa um amplo espaço que antes servia como dormitório dos monges. 

Os alunos da faculdade têm à disposição uma antessala com mesas e computadores, onde podem consultar as obras trazidas pelos poucos funcionários da biblioteca. O ambiente onde os livros ficam armazenados tem acesso restrito aos bibliotecários e aos monges que leem diariamente seguindo o capítulo 48 da Regra de São Bento. "A conservação dessa maneira acabou salvando nossa cultura", defende o monge. (...)

20 de fev. de 2016

O bibliotecário e o "Nome da rosa"

Fonte: O Observador. Data: 20/02/2016.
URL: http://observador.pt/2016/02/20/bibliotecario-nome-da-rosa/
O primeiro e mais célebre romance de Umberto Eco é o resultado de todas as suas grandes paixões juntas numa história de mistério e linguagem.
“O Nome da Rosa” tinha de acontecer. Era uma questão de tempo. O primeiro romance de Umberto Eco reúne todos os temas que trabalhava há muito – mais do que isso, juntava as suas maiores paixões. A semiótica e a história medieval, a religião e a Europa, os símbolos, a lógica e a Academia mas também os comuns mortais, os leigos de conhecimento e a cultura de massas, juntamente com a Arte e a eterna discussão entre o que é e o que não é belo. E Jorge Luis Borges. Em 2011, Eco dizia em entrevista ao jornal britânico “The Guardian” que “as pessoas estão fartas de coisas simples, querem ser desafiadas”. Contas feitas, essa era uma convicção que o acompanhava há muito. Por isso escreveu O Nome da Rosa.
Não imaginava o italiano que mais de 30 anos depois de o ter publicado, em 1980, estaria a fazer digressões pelo mundo para apresentar os seus romances seguintes. Não escreveu muitos, no total foram sete — o último, Número Zero, ainda no ano passado. Mas eram todos recebidos como se acolhe uma estrela pop. Com ansiedade, com ganas de consumir a obra para depois a ter suficientemente decorada a fim de a transformar em conversa de café. E era também esse um dos dilemas de Umberto Eco, o eterno diálogo entre a cultura intelectual e a cultura de massas. Ou então sempre foram apenas uma, como deu a entender tão bem com O Nome da Rosa.

Códigos

O que é certo é que a linguagem era a sua eterna obsessão. Não tanto a possibilidade de comunicar através de códigos mas a realidade inevitável de que a mesma comunicação pode ter diferentes significados em diferentes momentos, pode ser compreendida de formas distintas em outras tantas ocasiões. Ou como explicava nessa mesma entrevista ao Guardian, “quando um cão ladra, não mente”. Mas nós podemos fazê-lo e isso é fascinante. O Nome da Rosa parte desse princípio. Um crime que parece um suicídio mas pode não ser. Livros que têm um significado aparente mas outros tantos escondidos. Uma religião que segue determinados princípios mas que pode fazer uso de outros opostos ao mesmo tempo. E um homem para descodificar tudo isso e trazer a verdade – pelo menos uma verdade – à superfície. Com as respostas nos livros, como dizia Borges.

Acontece tudo num mosteiro beneditino, no Norte da Itália. Há um assassino que ameaça os monges e é o frade William of Baskerville que chega, acompanhado do seu fiel seguidor Adso, e acaba por investigar a ocorrência. Começa com a tal suspeita de que um dos monges se atirou de uma torre mas as pistas não dizem isso ao sábio franciscano que por ali passa com uma missão com o carimbo do Papa. E à medida que vai querendo saber mais também vai presenciando a morte de mais uns quantos fiéis religiosos. Há uma biblioteca que guarda os segredos dos acontecimentos, livros e iluminuras que escondem respostas difíceis de descobrir à primeira e à segunda. Mas William of Baskerville parece empurrado por uma sabedoria que, apesar das vestes, tem pouco de divina ou sobrenatural. É o homem esforçado a fazer uso da dúvida constante e isso é fascinante. Mais ainda é vermos continuamente a figura do autor na personagem principal. Mesmo que Sean Connery tenha brilhado quando Jean-Jacques Annaud fez uma certeira adaptação ao cinema, faz em Setembro 30 anos.

8 de jan. de 2016

Biblioteca histórica da Igreja de Itu (SP)

Fonte: Itu.com
Data:
URL: www.itu.com.br/nossa-cidade/noticia/biblioteca-historica-identifica-periodicos-do-acervo-20151229
Entre os meses de setembro e novembro de 2015 os trabalhos de organização da Biblioteca Histórica da Igreja do Bom Jesus estiveram focados na identificação dos periódicos do acervo. Dezenas de revistas católicas e da cultura geral foram separadas, acondicionadas e classificadas por datas de publicação. O projeto é dirigido pela Bibliotecária voluntária, Prof. Maria Cristina Monteiro Tasca, que tem dedicado um tempo à organização desse precioso acervo.

Grande número de exemplares da revista Mensageiro do Coração de Jesus, fundada em Itu em 1896, foi identificado. A biblioteca está localizada exatamente onde foram as oficinas da revista, entre 1896 e 1927. O acervo já está servindo a pesquisadores. Em novembro houve duas pesquisas para estudos de doutorado em Linguística e para montagem de mostra no acervo do Museu da Música – Itu.



9 de nov. de 2011

Igreja do Bom Jesus inaugura biblioteca comunitária católica

Fonte: Jornal de Barretos. Data: 8/11/2011. URL: www.jornaldebarretos.com.br/novo/2011/11/42748
Foi inaugurada no último sábado, dia 5, a Biblioteca Comunitária "Santo Agostinho" dentro da Igreja do Bom Jesus. A inauguração aconteceu durante a missa de ação de graças pelo primeiro ano do Padre Thiago Faccini. Para o como sacerdote.
"A biblioteca tem como objetivo levar aos paroquianos e à comunidade mais uma oportunidade de aprofundamento na fé cristã. Queremos facilitar o acesso aos livros, vídeos e filmes de cunho católico cristão, para que as pessoas possam alicerçar e conhecer a nossa fé, que tem uma rica e longa história e tradição. Quanto mais conhecemos a nossa Igreja, mais nos apaixonamos por ela", contou o Padre Thiago, vigário da paróquia.
A biblioteca funciona na secretaria paroquial da igreja, das 8h às 11h30 e das 13 às 17h, de segunda a sexta, aos sábados, das 8h às 12h, e antes e depois das missas. "O uso da biblioteca é gratuito, basta fazer a carteirinha de usuário", explicou o padre.