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22 de mai. de 2017

Agora todo mundo pode vender livros novos ou usados na Amazon



Autoria: Victor Caputo.
Fonte: Exame. Data: 12/04/2017.
A Amazon está a caminho de se tornar a melhor amiga de sebos e de quem tem muitos livros encalhados em casa. Isso porque a empresa lança hoje seu marketplace para a venda de livros.
Com o marketplace, pessoas físicas e jurídicas poderão vender livros novos e usados dentro do site da Amazon. “Nosso foco neste lançamento é aumentar o nosso catálogo”, falou a EXAME.com o diretor para livros impressos da Amazon.com.br Daniel Mazini.
O resultado imediato deve ser bastante satisfatório para a empresa. Com alguns parceiros iniciais (que envolvem grandes sebos e até editoras), há um salto de 150 mil para 250 mil títulos em português sendo vendidos dentro do site—uma adição de 100 mil novos títulos portanto. Esse novos títulos são exemplares esgotados, raros, entre outros. A partir de hoje, o número de livros oferecidos deve aumentar com a abertura do cadastro de vendedores.
Para o consumidor, pouco muda. Ao entrar na página de um produto, o comprador poderá ver se aquele título é vendido por terceiros dentro do site. A listagem completa oferece informações sobre preço, estado do exemplar (caso não seja novo) e taxa de entrega. A partir disso, o cliente pode escolher se quer comprar da própria Amazon ou de algum outro vendedor.
Para quem vende
A Amazon oferece dois tipos de perfil de vendedores, o profissional e o não profissional. No profissional, é preciso pagar uma mensalidade (que não será cobrada nos primeiros 3 meses) de 19 reais que traz alguns benefícios (sobre os quais comento dentro de algumas linhas).
O não profissional não chega a ter limitações nas vendas, mas a depender do número de unidades de livros vendidos, acaba pagando mais do que a mensalidade dos profissionais. A cada livro vendido, uma taxa de dois reais deve ser paga para a Amazon. Além disso, a empresa fica com 10% do valor da transação–incluindo o preço do produto somado ao frete cobrado.
Por conta disso, a empresa aconselha que o vendedor assine a conta profissional caso tenha previsão de vender mais do que 10 livros ao longo do mês (10 x R$ 2 = R$ 20, número maior do que os 19 reais da assinatura). Toda a estrutura de pagamentos é gerenciada pela Amazon. O comprador pode, inclusive, escolher por pagar em vezes sem qualquer efeito para quem vende.
Outro benefício da novidade é a possibilidade de vender livros para o exterior—eles são Estados Unidos, Canadá e México (este último somente para os assinantes profissionais). “Finalmente poderemos concretizar um antigo sonho do nosso fundador, Sr. Messias A. Coelho: vender livros no exterior”, afirma em comunicado Cleber Aquino, gerente de e-commerce do Sebo do Messias, um dos parceiros iniciais da Amazon neste lançamento.
A assinatura da conta profissional ainda traz benefícios como atualização por API, criação de políticas de fretes diferenciadas por região do país, cadastro de múltiplos livros por tabela, entre outros.
Garantia Amazon
Tradicionalmente, a empresa fundada por Jeff Bezos tem uma obsessão de aliar preços baixos a uma experiência de alta qualidade para o consumidor.
Por conta disso, a Amazon ficará de olho em quem vende dentro de seu site. Reclamações constantes e problemas não resolvidos serão analisados e podem levar à remoção do vendedor do marketplace. Isso porque o comprador fica coberto pela Garantia de A a Z, da Amazon, ao efetuar uma compra no marketplace–seja a Amazon ou não o vendedor em questão.
Isso garante que o produto será entregue no estado de conservação cadastrado no site. Caso o vendedor não deixe o consumidor satisfeito, a Amazon entra em campo. A empresa poderá devolver o dinheiro integral do consumidor que se sentir lesado.
O marketplace para livros da Amazon entra no ar hoje. Você pode obter mais informações e se cadastrar como vendedor neste link.

20 de dez. de 2014

MacMillan faz acordo com a Amazon

Fonte: The Bookseller. Data: 19/12/2014.
Autoria: Sarah Shaffi .
URL: www.thebookseller.com/news/macmillan-us-does-agency-deal-amazon
Nos EUA, a Macmillan fechou acordo de longo prazo com a Amazon, incluindo o contrato dentro do modelo agência. Mas em seu blog, o presidente da Macmilann John Sargent criticou a incapacidade de se resolver “um dos grandes problemas no mercado digital”, ou seja, que a Amazon detenha a expressiva parcela de 64% das vendas de livros digitais da editora nos EUA.

Sargent revelou ainda que a empresa planeja testar um modelo de assinatura nas próximas semanas, apesar de ter sido historicamente contrária ao modelo de subscrição. É que a editora notou que precisava abrir “canais mais amplos com nossos leitores”. Macmillan é a terceira editora a tornar público um  a acordo com a Amazon. Antes dela, fecharam Simon & Schuster e Hachette. (...)

5 de set. de 2014

Chegada da Amazon atiça São Paulo

Fonte: The Bookseller. Data: 05/09/2014.
Autoria: Maurizio Savarese.

Livreiros brasileiros uniram-se durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo (22-31/08) para pressionar o governo para ajudar a protegê-los contra o serviço de vendas de livros físicos e digitais pela Amazon, que agora está operando na maior economia da América do Sul. As operações com livros físicos começaram no dia 21 de agosto, com catálogo de 150 mil títulos, a grande maioria em Português. Entidades do livro enviaram uma carta aos candidatos à eleição presidencial marcada para o próximo mês, no sentido de apoiarem uma política de preço fixo do livro na esperança que possa neutralizar a investida da Amazon. Até agora, nenhum presidenciável respondeu a carta. Um porta-voz da Amazon no Brasil reiterou seu mantra: “nosso foco não é sobre os concorrentes, é sobre os consumidores”. "Há um canibal no mercado. É por isso que precisamos de políticas de preço fixo. Precisamos de uma cadeia equilibrada ", disse Edinilson Xavier, presidente da ANL, em uma coletiva de imprensa durante a bienal.

26 de mai. de 2014

Padrão Amazon chega ao Brasil

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 25/05/2014.
Autoria: Marco Rodrigo Almeida.

De acordo com o que apurou a coluna Painel das Letras, a venda de livros físicos pela Amazon, inicialmente projetada para abril ou maio, deve começar entre fim de junho e começo de julho. Segundos eles, a varejista americana vem enfrentando problemas logísticos que retardaram o início da operação. O principal entrave seria a dificuldade em receber informações completas sobre os livros, especialmente os de "fundo de catálogo", como são chamados os títulos mais antigos. O formulário de inscrição dos livros na Amazon segue um padrão internacional de cadastramento bastante detalhista, com o qual as editoras brasileiras não estão completamente familiarizadas. Algumas casas enfrentam dificuldade até mesmo para oferecer imagem da capa ou sinopse mais completa dos títulos. A Amazon informa que não comenta planos futuros da empresa e rumores de mercado. 

11 de jan. de 2013

Amazon quer matar as livrarias?


O Programa de televisão Roda Viva recebeu o escritor e editor franco-americano André Schiffrin nesta segunda-feira (07/01). Ele nasceu em 1935, em Paris, mas ainda quando criança foi morar nos Estados Unidos.
Em seu currículo consta um longo período como editor-chefe da Pantheon Books, em Nova York, somando 30 anos. André Schiffrin abandonou o cargo para fundar a New Press em 1990, uma editora sem fins lucrativos.
Uma das obras mais conhecidas do escritor é “O negócio dos livros: como as grandes corporações decidem o que você lê”, mas André também é autor de outras obras como autobiográfica “A Political Education: Coming of Age in Paris and New York” e “Dr. Seuss & Co. Go to War: the World War II Editorial Cartoons of America’s Leading Comic Artists”.
O Roda Viva foi apresentado pelo jornalista Mário Sergio Conti e contou com a participação de entrevistadores convidados na bancada, além do cartunista Paulo Caruso.

6 de dez. de 2012

Amazon chega ao Brasil


Fonte: PublishNews . Data: 06/12/2012.

Autoria: Iona Stevens e Carlo Carrenho .

E a Amazon chegou ao Brasil. Apenas 5 horas da Kobo comemorar sua chegada ao Brasil em parceira com a Livraria Cultura, a gigante de Seattle abriu sua loja online na internet brasileira. A loja começou a subir às 00h20 desta quinta-feira e, em www.amazon.com.br, já é possível adquirir Kindles e e-books. O Kindle oferecido pela Amazon é um modelo básico, com WiFi, mas sem 3G ou touch screen. O custo: R$ 299,00. A Google consegui se antecipar e lançou sua livraria brasileira na Google Play às 00h05.

Entre os livros digitais oferecidos pela Amazon merecem destaque as obras de Ziraldo e Paulo Coelho. Uma edição de O Menino Maluquinho é usada para ilustrar as imagens de tablets e smartphones com os aplicativos da Amazon. Além disso, há uma edição gratuita de Os Haicais do Menino Maluquinho. Já Paulo Coelho possui uma página especial própria.

E foi uma longa caminhada desde as primeiras investidas no Brasil do peruano Pedro Huerta, responsável pela operação Kindle na America Latina, que começou a conversar com empresas brasileiras no início de 2011. As negociações não foram fáceis. O grupo Ediouro, por exemplo era, até muito recentemente, uma das editoras que não haviam fechado negócio com a Amazon. Até o último momento. “Fizemos o acordo”, confirmou na última quarta-feira, 5/12, Luiz Fernando Pedroso, vice-presidente do grupo, logo após assinar o contrato. “A expectativa é de que venham com tudo, mais uma varejista no mercado, e num mercado novo”, contou o executivo. A editora vai entrar no mercado digital com 500 e-books, entre os vários selos. Os contratos com a Saraiva e Kobo também foram assinados na mesma hora.

A editora Companhia das Letras confirmou semana passada o acordo com a varejista americana, após longa negociação: “Vimos uma série de detalhes, porque o digital é assim, tem que prever todas as situações possíveis, então acaba sendo muito demorado”, afirmou Fabio Uehara, responsável pelo departamento digital da editora. “Estamos bem animados nesse final de ano, após a onde de especulação, estamos aliviados que vai começar mesmo, a loja da Kobo está no ar, a da Apple também, eu acho que esse natal vai ser muito bacana”, completou Uehara. A editora está investindo pesado no digital, no início de 2010 eram 200 e-books, terminam o ano com 600 e esperam dobrar esse número em 2013. “Queremos publicar todos os lançamentos em e-book simultaneamente, estamos trabalhando no backlist, e pensando em novas possibilidades”, declarou Uehara.

Uma das editoras que estão mais presentes na chegada da Amazon é a Vergara&Riba, V&R, que começou as negociações do acordo com a Amazon logo no primeiro semestre desse ano. A chegada da varejista é promissora: a loja do Kindle tem uma página especial só para a série best-seller Diário de um Banana. O dois primeiros livros da série já estão a venda na loja, e semana que vem os números 3, 4 e 5 também estarão. “Estamos contentes com a entrada deles”, conta Sevani Matos, diretora da VR Brasil, “vai ser interessante ver como eles vão criar o mercado do Kindle no Brasil. É preciso fazer uma campanha de marketing para estimular a compra do e-reader aqui, para não ficar só na mão de um consumidor que foi no exterior e comprou o aparelho, depois de todo o trabalho de transferência para o ePub”. Outros títulos também estarão à venda, como a coleção Maze Runner, e a editora se prepara para um 2013 digital: “Estamos conversando com a Saraiva, e na sequência deve ser a Kobo”, prevê a diretora, “como tem essa limitação do aparelho é interessante estar no maior número de lojas virtuais possível”.

Fernando Baracchini, presidente da Novo Conceito, editora acionista da DLD, também está animado com a chegada da Amazon, e promete que a Novo Conceito terá presença forte na loja virtual.“É um marco, um divisor de águas, no mercado editorial vai ter uma era ‘antes da Amazon’ e ‘depois da Amazon’. E depois vai ser melhor, acho que é uma empresa séria, competente”, afirmou o presidente, que disse estar satisfeito com o acordo que a DLD fechou com a varejista, “foi bom para o mercado”. A editora de Baracchini está mergulhando de cabeça nessa nova fase do mercado, negociando com outros players como Apple, Google e Saraiva: “O Brasil está caminhando para um amadurecimento e o mercado editorial também está passando por isso. Quem está se preparando melhor para esses novos negócios no final das contas vai ter vantagem competitiva, vai valer a pena. Não tenho medo da chegada da Amazon, tenho entusiasmo”, concluiu o presidente.

A editora Intrínseca também se preparou para a chegada da Amazon e outros players internacionais “A Intrínseca tem orgulho de ser a única editora que lança o livro imediatamente no digital, junto com o livro físico, acredito que até o fim do ano que vem as vendas de e-books representarão 10% das vendas”, acredita Jorge Oakim, fundador e diretor da editora carioca. Para ele a chegada da Amazon é “uma oportunidade fantástica para o mercado editorial brasileiro, os livros vão ser mais baratos, a facilidade de compras vai ser maior. Vai ser ótimo para os leitores e, portanto, para as editoras também”, afirmou o editor, que fechou negócio com todos os outros players digitais, como a Kobo, Saraiva e Apple.

24 de nov. de 2012

Amazon abre vagas no escritório de São Paulo


Fonte: Portal G1. Data: 01/11/2012.

A Amazon abriu mais de dez vagas para trabalhar em seu escritório de São Paulo, segundo mostram anúncios divulgados no site da companhia. Os funcionários exercerão funções relacionadas a áreas como vendas, marketing, engenharia e relações públicas. [...] Segundo informações da Junta, a Amazon está registrada para realizar o “comércio varejista de outros produtos não especificados anteriormente”. Além disso, poderá tratar de “depósitos de mercadorias para terceiros”, atividades relacionadas ao transporte de mercadorias e o tratamento de dados, provedores de serviços e serviços de hospedagem na internet.

Texto completo no URL: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2012/10/amazon-abre-vagas-para-seu-escritorio-em-sao-paulo.html

3 de jul. de 2012

Amazon deve chegar este ano ao país


Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 30/06/2012.
Autor: Por Esteban Israel.
A Amazon planeja abrir sua loja digital de livros no Brasil no quarto trimestre de 2012, buscando obter uma fatia no mercado on-line de rápido crescimento do país. A companhia quer conquistar um espaço na maior economia da região com seu tablet, o Kindle, e um catálogo de livros digitais em português, disseram representantes de editoras locais e uma fonte da indústria a par dos planos da empresa. A Amazon espera controlar 90% do mercado de e-books no Brasil, adicionou a fonte, parcialmente porque muitos brasileiros já baixam conteúdo de seu site utilizando dispositivos de leitura comprados no exterior. Brasileiros respondem por 1% do tráfego mundial aos sites da Amazon. Isso se compara a 2,3% no Reino Unido e 1,3% na Alemanha, onde a empresa já opera. Para adquirir fatia de mercado rapidamente no Brasil, a Amazon provavelmente venderá o Kindle a um preço subsidiado de R$ 500 (US$ 239) – três vezes mais caro que nos Estados Unidos, mas abaixo de produtos rivais no mercado brasileiro. A Amazon já assinou contrato com cerca de 30 editoras brasileiras e corre para estabelecer um portfólio de cera de 10 mil e-books até o Natal. (Reuters)

15 de mai. de 2012

Amazon corteja editoras nacionais


Autora: Bruna Cortez.
Fonte: Valor Econômico. Data: 9/05/2012.
A varejista virtual americana Amazon mostrou, ontem, como está empenhada em avançar nas negociações com as editoras brasileiras para lançar seu serviço no Brasil. Durante palestra no III Congresso Internacional do Livro Digital, Pedro Huerta, diretor de conteúdo Kindle para América Latina, não economizou nos números sobre o crescimento da receita de grandes editoras americanas e britânicas com a venda de livros digitais. A mensagem - em tom de conversa de bom vendedor - foi taxativa: "Confiem em mim, o [meio] digital é um caminho sem volta", disse o executivo.
Apesar de ter evitado falar sobre o estágio das negociações no Brasil, Huerta deu sinais de que a queda de braço com as editoras locais continua a ser uma dor de cabeça para a Amazon. Ao comentar sobre sua área de formação - o executivo formou-se em engenharia em uma universidade alemã -, Huerta brincou, dizendo que o assunto "só não é tão chato quanto ter de negociar com as editoras brasileiras".
O principal ponto de conflito entre a Amazon e as editoras é o desconto que a varejista americana planeja conceder ao consumidor na venda dos livros digitais. Segundo profissionais do setor, o plano original da Amazon era dar um desconto de 70% sobre o preço de capa de uma publicação impressa. A companhia diminuiu essa taxa para 50%, mas ainda não parece ser o bastante. As editoras brasileiras querem que os e-books tenham um abatimento menor.
Desde domingo, quando chegou ao Brasil, Huerta tem visitado editoras brasileiras na tentativa de chegar a um acordo sobre os termos de possíveis parcerias. Na segunda e na terça-feira, o executivo esteve no Rio de Janeiro, de acordo com Mauro Widman, gerente de vendas da Amazon que tem acompanhado Huerta nessas visitas. Segundo apurou o Valor, Huerta vai para o interior de São Paulo hoje, retornando à capital no mesmo dia. O executivo deixa o país hoje.

17 de dez. de 2011

Amazon dá primeiros passos no Brasil

Autor: Gustavo Brigatto.
Fonte: Valor Econômico. Data: 14/12/2011.
Depois de anos de especulações, a varejista virtual americana Amazon chegou ao Brasil. O desembarque da companhia não acontece, no entanto, com o lançamento de uma loja on-line, sua atividade mais conhecida.
O trabalho da empresa no país começará com a venda de serviços para empresas no modelo de computação em nuvem - no qual softwares e equipamentos são acessados pela internet, sem a necessidade de uma grande infraestrutura de tecnologia da informação (TI). Entre as ofertas estão a venda de capacidade de processamento e armazenagem de dados, e de sistemas completos.
Mas os investimentos da companhia no país não param aí. Especialistas acreditam que a Amazon trará para o Brasil até meados do ano que vem a loja de livros eletrônicos e o leitor Kindle. Ainda não há previsão para lançamento da versão nacional da Amazon.com.
A venda de serviços para empresas será feita pela Amazon Web Services (AWS), subsidiária da companhia que há cinco anos atua nesse mercado. As empresas locais já podiam contratar a AWS pela internet, ou por meio de revendas como Ci&T e Dedalus, mas o sistema apresentava problemas de velocidade e de atendimento. Com a presença local, esse cenário tende a mudar, diz Andy Jassy, vice-presidente sênior da companhia, em entrevista ao Valor.
Estreia no mercado será por meio da subsidiária AWS, que terá centros de dados no Brasil e vai atender a América Latina
De acordo com Jassy, a operação da AWS começa hoje com um escritório na cidade de São Paulo e centros de dados instalados em vários pontos do Estado. A operação brasileira, que está sob a gerência de Nilo Martins, ex-executivo do Google, será responsável por atender também os países da América do Sul. "Já temos mais de mil clientes na região e temos certeza de que ela será uma de nossas principais fontes de receita", diz o executivo. Entre as marcas atendidas, ele cita a Gol e o site Peixe Urbano.
Com os centros de dados instalados no Brasil, Jassy afirma que a velocidade de acesso às informações será 70% maior em relação à infraestrutura da AWS nos Estados Unidos, ou na Europa.
Sobre parcerias, o executivo afirma que com um escritório na região a Amazon poderá atender de forma rápida e individualizada as revendas.
A chegada da AWS acirra ainda mais a disputa por um mercado que ficou muito aquecido no Brasil desde o ano passado. "Eles vão mexer com o mercado por conta dos preços baixos e por trazerem serviços novos, que não são ofertados pelos fornecedores locais", diz Fernando Belfort, analista da companhia de pesquisa de mercado Frost & Sullivan. A estimativa da Frost é de que o mercado brasileiro de serviços de centros de dados tenha um crescimento de 13% em 2011, chegando a um faturamento de US$ 1,4 bilhão. Até 2016, a expectativa é de que o valor chegará a US$ 2,2 bilhões.
Criada em 2006, a AWS funciona como uma empresa separada da Amazon. Jassy, que foi o responsável por escrever o plano de negócios do serviço, a partir de 2003, conta que o objetivo era transformar em produto o conhecimento que a companhia desenvolveu durante uma década para fazer seus próprios sistemas funcionarem.
Segundo ele, a expectativa inicial era que as mais interessadas pelo serviço fossem empresas iniciantes, principalmente da área de TI. Com o passar do tempo, entretanto, outras companhias foram se interessando e o negócio ganhou um porte não imaginado anteriormente. "Achávamos que levaria o dobro do tempo para chegar onde estamos hoje", diz.
Com centros de dados em 80 locais do mundo e atendimento a 190 países, a AWS não revela seu faturamento, nem o número de funcionários. Seu resultado está descrito na linha 'Outros' do balanço da Amazon, que inclui receitas não relacionadas ao varejo. Além dos serviços na nuvem, a categoria inclui receitas com atividades promocionais e de marketing, receitas vindas de outros sites e de cartões de crédito emitidos com o logo da Amazon. Tudo isso representou 3% da receita total de US$ 953 milhões da empresa em 2010.
De acordo com Jassy, nos próximos anos os serviços na nuvem podem virar a maior fonte de receita da Amazon. "Se você olhar dez, ou 20 anos no futuro, a ideia de ter infraestrutura de TI dentro das empresas vai parecer totalmente arcaica. As companhias querem deixar esse custo e se preocupar com os seus negócios".
A AWS terá que enfrentar pelo caminho a concorrência de empresas do setor de centro de dados, como as brasileiras UOL Host, Locaweb e Tivit, além de outros gigantes do mundo da TI, como IBM, Microsoft e Hewlett-Packard (HP), que têm investido pesado na computação em nuvem. Na avaliação de Jassy, as companhias de TI terão mais dificuldade para competir. Segundo o executivo, elas estão acostumadas a atuar em segmentos com altas margens de resultado. O mundo da computação em nuvem, no entanto, é semelhante ao varejo, que tem alto volume de vendas e baixas margens.

21 de jun. de 2011

Amazon mais perto

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 18/06/2011.
Autora: Raquel Cozer.
O peruano Pedro Huerta, executivo da Amazon na América Latina, estará pela primeira vez no País na semana que vem. De acordo com a coluna Babel, ele participará de uma apresentação para editoras na sede da CBL, em São Paulo. O interesse principal não é abrir uma loja brasileira, e sim conseguir conteúdo em português. No momento em que houver conteúdo o suficiente, a loja, ainda sem data definida, pode se tornar realidade.

23 de mai. de 2011

Amazon está chegando ao Brasil. E não vai vender só livros

Fonte: Veja. Data: 20/05/2011.

Autora: Renata Honorato.

A Amazon está aportando no Brasil. A maior varejista eletrônica do mundo deve iniciar sua operação por aqui no fim deste ano ou no início de 2012. Para isso, já negocia com editoras brasileiras a conversão, em grande escala, de títulos nacionais em e-books, além de vender por aqui seu leitor de livros digitais, o Kindle. "Estamos em contato com o emissário da Amazon. E ele está conversando com várias editoras locais", revela Sérgio Machado, presidente da Record, uma das maiores empresas do setor editorial no país. A companhia americana confirma que tem "planos para o Brasil", mas guarda segredo sobre eles. Há três meses, o interlocutor com as editoras locais é o peruano Pedro Huerta, que trabalhou na prestigiosa editora americana Randon House. Ele conduz negociações a partir de Nova York e Londres. É evidente, porém, que a Amazon deve chegar ao país para empreender uma grande, ou melhor, gigantesca operação de e-commerce, que deve mexer com a vida de eventuais parceiros, concorrentes e consumidores. Faz todo o sentido. O setor de e-commerce no Brasil passa por uma fase positiva. Neste ano, deve faturar ao menos 20 bilhões de reais, segundo previsão da empresa de monitoramento de comércio eletrônico E-bit. É um crescimento de 35% em relação a 2010