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26 de set. de 2014

Pesquisadores poderão consultar base de dados educacionais



Consultores, professores e pesquisadores já podem pedir informações educacionais sobre a base de dados protegidos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP). Antes, o acesso era restrito à base pública. Na segunda-feira, 22, portaria do INEP divulgou as normas exigidas para pedidos de consulta aos dados. A fim de garantir transparência e segurança ao processo, exclusivamente para fins de pesquisa e de estudo, foi criado um ambiente seguro.
O espaço, na sede do INEP, em Brasília, permite aos pesquisadores a consulta a bancos de dados sobre censos e avaliações. Para ter acesso a essas informações, especialistas e professores que trabalham na produção de pesquisas de interesse acadêmico, do instituto ou do Estado precisam estar formalmente autorizados. O pedido deve ser protocolado em formulário específico, com justificativa para o estudo. O objetivo desse procedimento é qualificar a permissão, respeitada a individualidade e a transparência dos dados.
Servidores públicos que trabalham na produção de pesquisas têm acesso aos dados mediante autorização do presidente do INEP, Chico Soares, ou de servidor do instituto a quem seja delegado tal poder. As informações estarão disponíveis em ambiente reservado, por tempo determinado. Quem for considerado apto a realizar pesquisas deve preencher termo de compromisso e manutenção de sigilo.
A Portaria do Inep nº 467/2014, que estabelece as normas de acesso a informações protegidas do instituto, foi publicada no Diário Oficial de União de segunda-feira, 22. No Brasil, o acesso a informações, previsto na Constituição Federal, obedece ao disposto na Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011.
Fonte:
Assessoria de Comunicação Social, com informações do INEP

9 de mai. de 2014

Brasil caiu no ranking da educação

Fonte: BBC Brasil. Data: 8/05/2014.
O Brasil se distanciou da média de 40 países em um ranking que compara resultados de provas de matemática, ciência e leitura, e também índices como taxas de alfabetização e aprovação escolar.
No entanto, apesar de ter o seu índice piorado, o país subiu uma posição no ranking – de penúltimo para antepenúltimo – pois o México apresentou queda maior do que o Brasil no índice.
Esta é a segunda edição do relatório produzido pela empresa de sistemas de aprendizado Pearson (ligado ao jornal britânico Financial Times) e pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU).
O Brasil aparece na 38ª posição do ranking, na frente de México e Indonésia – um avanço de um lugar, na comparação com a edição de 2012.
O indicador do ranking é composto a partir duas variáveis: capacidade cognitiva (medida por resultados de alunos nos testes internacionais PISA, TIMSS e PIRLS) e sucesso escolar (índices de alfabetização e aprovação escolar).
O número usado para comparar os países ("escore z") indica o quão longe cada nação está da média dos 40 países (que é zero, nesta escala). Foram analisadas nações da Ásia, da Europa e das Américas – nenhum país africano participa do ranking.
Em 2012, o Brasil havia obtido um escore de -1.65; neste ano o indicador foi de -1,73, o que mostra que o país está mais distante da média dos 40 países. Já o México viu seu escore cair de -1,6 para -1,76. O sinal negativo indica que ambos os países estão abaixo da média dos 40 países.
Os testes usados para criar o ranking
·                     PISA: prova da OCDE feita com alunos de 15 anos de idade em matemática, ciência e leitura
·                     TIMSS: prova mundial de matemática e ciência feita pela entidade independente IEA
·                     PIRLS: outra prova da IEA, desta vez sobre leitura, feita com alunos da 4ª série ou equivalente
O Brasil piorou nas duas variáveis – tanto na capacidade cognitiva (de -2,01 para -2,06) quanto no sucesso escolar (de -0,94 para -1,08).
Os escores são sempre comparados com a média das 40 nações. Então não é possível determinar ao certo se a piora do indicador do Brasil se deve a uma queda no desempenho dos alunos brasileiros, ou se houve uma melhora na média mundial.
Mais professores de ciência e matemática
"Países em desenvolvimento ocupam a metade inferior do ranking, com a Indonésia novamente aparecendo em último lugar entre as 40 nações analisadas, precedida por México e Brasil", diz o relatório produzido junto com o ranking ("A Curva de Aprendizagem").
"É preciso questionar a habilidade dos sistemas educacionais destes países de suportar índices altos de crescimento econômico no longo prazo."
Ranking de educação
Os cinco melhores:
1. Coreia do Sul
2. Japão
3. Cingapura
4. Hong Kong
5. Finlândia
Os cinco piores:
36. Colômbia
37. Argentina
38. Brasil
39. México
40. Indonésia
Um dos capítulos do relatório discute "lições a serem aprendidas por países em desenvolvimento" e conta com contribuições de Maria Helena Guimarães de Castro, diretora da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), um centro de pesquisas do governo do Estado de São Paulo.
Castro é citada no relatório dizendo que o Brasil precisa de um aumento de 30% no número de professores de ciência e matemática para aliviar as pressões sob o contingente atual - que está sobrecarregado e carece de treinamento.
"Nós não temos professores porque essa carreira não é atraente. Isso é um problema que não será resolvido a não se que o governo e os governantes decidam mudar isso", diz a diretora do Seade, no documento da Pearson e EIU.
Ásia em alta
No topo do ranking, a novidade desta edição é a queda dos países escandinavos e a ascensão de asiáticos.
A Finlândia, que liderava a edição de 2012, viu seu escore piorar de 1,26 para 0,92 – caindo quatro posições e sendo ultrapassada por Coreia do Sul, Japão, Cingapura e Hong Kong. O relatório afirma que países escandinavos, como Suécia e Finlândia, tem visto nos últimos anos as notas de seus alunos piorarem nos testes internacionais.

A Coreia do Sul é o país com a melhor média em relação às 40 nações. Um dos destaques positivos do ranking foi a Rússia, cujos alunos melhoraram suas notas nas avaliações. Com isso, a Rússia subiu sete posições, de 20° para 13°.

26 de fev. de 2014

Manuscritos de obra de Paulo Freire são doados ao MINC



Fonte: Portal Brasil. Data: 21/02/2014.
URL: www.brasil.gov.br/cultura/2014/02/manuscritos-de-obra-de-paulo-freire-sao-doados-ao-ministerio-da-cultura
Manuscrito estava guardado há 50 anos na biblioteca particular de Jacques Chonchol, ex-ministro chileno
O Ministério da Cultura (MinC) recebeu, nesta quinta-feira (20), do reitor da Universidade Nove de Julho (Uninove), professor Eduardo Storópoli, a doação do manuscrito do livro "Pedagogia do Oprimido", de Paulo Freire. Ele será encaminhado à Fundação Biblioteca Nacional (FBN). O livro é uma das principais obras de Freire e foi traduzido para mais de 25 idiomas.
"O Ministério da Cultura e a Fundação Biblioteca Nacional ficam muito honrados em receber os manuscritos do nosso patrono da educação", declarou Marta Suplicy ao informar que os originais do livro terão lugar certo na Casa das grandes obras da nossa história.
O diretor da Uninove e diretor fundador do Instituto Paulo Freire, José Eustáquio Romão, explicou que o manuscrito estava guardado há 50 anos na biblioteca particular de Jacques Chonchol, ex-ministro de Agricultura no governo chileno de Salvador Allende (1970-1973). 
Patrono da educação do Brasil, Paulo Freire entregou o manuscrito do livro a Chonchol, em 1968, durante o exílio no Chile. O ex-ministro era diretor do Instituto Chileno de Reforma Agrária, onde Paulo Freire trabalhava.
Os dois também tinham uma relação de amizade, demonstrada pelo trecho da carta em que Freire deixou junto com o manuscrito a Chonchol. "Gostaria que vocês recebessem estes manuscritos de um livro que pode não prestar, mas que encarna a profunda crença que tenho nos homens, como uma simples homenagem a quem muito admiro e estimo". O trecho da carta a Chonchol e sua esposa, Maria Edy, faz parte do acervo do Centro de Referência Paulo Freire.
À época, Freire demonstrava receio de que seu livro fosse confiscado pelas forças da inteligência chilena, conforme registros. José Romão explicou que, pouco antes de falecer, em 1997, Paulo Freire buscava ter acesso novamente aos manuscritos. "O instituto [Paulo Freire] foi atrás e conseguimos encontrá-lo com Chonchol, que devolveu o manuscrito ao Brasil".

26 de ago. de 2011

Kids.gov: para educadores

No sítio Kids.gov é possível se conectar à dezenas de recursos da internet disponíveis em páginas do governo norte-americano. Esses sítios oferecerem ajuda para muita coisa, desde tarefa de cada para projetos escolares, atividade em grupo, concursos e jogos educativos. A seção Educador apresenta sugestões de atividades que poderão ser realizadas com os alunos.