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25 de jun. de 2016

No mecanismo de busca:Buscador Coruja




Acesso gratuito à ciência universitária é realidade: BuscadorCoruja.com / BuscadorBuho.com / ResearcherOwl.com

O maior portal digital de acesso gratuito e aberto à Produção Científica dos países Lusófonos e membros do Mercosul.
(Milhões de: artigos científicos, dissertações, teses, resumos, monografias, anais etc.)

Usuários: Professores(as), universitários(as), pesquisadores(as),
mestrandos(as), doutorandos(as), universidades, bibliotecas, estudantes, sociedade et al.

URL: https://buscadorcoruja.com/index


Nações Participantes 20 Instituições Credenciadas 792
Bibliotecas Digitais 351 Teses/Dissertações/Etc. 3.662.805
Revistas Científicas 4.529 Artigos Científicos 930.651

5 de jul. de 2015

Google Maps mostra onde se passam as histórias

Fonte: Catraca Livre. Data: 23/06/2015.

Uma organização britânica resolveu usar o Google Maps e identificar as localizações de onde se passam as histórias contadas nos livros. Bacana, não é? A Lovereading já mapeou mais de 200 obras, inclusive, você mesmo pode adicionar algumas. Que tal fazer um passeio pela cidade do seu livro favorito?
"Tivemos a ideia de um mapa do livro por que o livro te transporta para o local onde ele acontece - e eu, por exemplo, sempre gosto de ler um livro baseado em lugares que eu vou viajar", disse o diretor e co-fundador da Lovereading, Peter Crawshaw para a Wired. Confira aqui o mapa.
Clique no ícone e leia uma breve sinopse sobre o livro. Ainda não há obras cadastradas no Brasil. No entanto, é possível localizar clássicos como “O Amor Nos Tempos do Cólera”, de Gabriel García Márquez, em Cartagena; “On The Road”, de Jack Kerouac, em São Francisco; ou “Moby-Dick”, de Herman Melville, em Nantucket.

12 de mai. de 2014

Você é bom bibliotecário de referência?

Você acha que é o único que tem essa dúvida? Não, você nunca é o único.
Já é difícil pensar na vida sem o Google. Mesmo desconsiderando todos os aplicativos e sites úteis, como Gmail, Drive, Youtube, Google + (OK, talvez não este último), viver sem a busca do Google parece distante. Além dos trabalhos de escola, das letras de músicas e todas as buscas que todos fazemos, existem as buscas (muito) estranhas que as pessoas fazem.
O site Search Factory, especializado em serviços de marketing online, listou perguntas e afirmações bizarras são que são feitas centenas ou milhares de vezes no Google, todos os meses. Apesar de o site ser australiano, você vai ver que as buscas são bastante universais.

Vamos, então, às dúvidas do povo, começando pelas mais macabras:
"Como esconder um cadáver?" - mil buscas por mês.
"Como não ser pego por assassinato?" - 1,8 mil buscas por mês.

Alguém precisa ficar de olho nisso aí, não é?
"Encontros de gatos" 110 buscas por mês
"Como eu faço meu gato me amar?" - 390 buscas por mês
Se depender dos humanos, os gatos são os reis da internet. Se depender dos gatos, eles não ligam nem um pouco para os humanos.
"A Lady Gaga é um homem?" - 18 mil buscas por mês
Com a fama, vêm buscas estranhas, não tem jeito.
"Como chamar um cara para sair?" - 14,8 mil buscas por mês
Como consertar um coração partido?" - 9,9 mil buscas por mês

Uma é muito mais simples do que a outra, mas parece que a dúvida sempre existe nos dois casos.
"Como ter um caso?" - 5,4 mil buscas por mês
"Por que eu me casei?" - 40,5 mil buscas por mês

Pelo menos "Why did I get Married?" é o nome de um filme. "Como ter um caso" é só infidelidade mesmo.
"Eu odeio meu trabalho" - 22 mil buscas por mês
"Como ganhar na loteria?" - 40,5 mil buscas por mês

Uma novidade: Não existe um esquema para ganhar na loteria! Por mais difícil que seja acreditar nisso, é pura sorte.
"Como usar o Google?" - mil buscas por mês
"Como eu 'Googleio' alguma coisa?" - 4,4 mil buscas por mês

O Google bem que poderia retornar na busca uma mensagem "Você acabou de conseguir!"
"Papai Noel existe?" 60,5 mil buscas por mês

Pais, deixem seus filhos longe do computador, até a idade correta.
"Por que homens têm mamilos?" 18 mil buscas por mês
Por que não?


Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/colunistas/blog_da_redacao/#post_41807

11 de abr. de 2013

Juizes divergem sobre buscas na internet para ajudar a decidir



Autor: Marcos de Vasconcellos.
Fonte: Consultor Jurídico.
Os brasileiros passam, em média, 27 horas conectados à internet por semana, segundo o estudo Futuro Digital do Brasil em Foco 2013, da consultoria comScore. A influência da tecnologia na tomada de decisões de executivos de grandes empresas é discutida globalmente em eventos como o Wisdom 2.0, que reuniu, este ano, 1,7 mil pessoas em São Francisco (EUA). No Judiciário não é diferente. A presença dos buscadores virtuais, como o Google, no trabalho dos juízes tem sido motivo para intensas discussões no meio.
O processo civil moderno tem admitido uma atuação cada vez mais ativa do juiz na apuração dos fatos. “É o que a doutrina chama de busca da verdade real, justificada pelo caráter público do processo”, explica o ministro Gilmar Mendes (foto), do Supremo Tribunal Federal. Segundo a doutrina, o juiz não deve ficar inerte diante das provas produzidas pelas partes caso elas não sejam esclarecedoras o bastante. No Brasil, o próprio Código de Processo Civil traz, em seu artigo 130, uma abertura para a atuação menos passiva dos juízes. O artigo diz que “caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias à instrução do processo, indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias”, para melhor formação da convicção.
Com base nesse dispositivo, diz o ministro, muitos juízes buscam, por conta própria, informações adicionais para melhorar a instrução do processo. "Talvez não se possa dizer aqui que se trata propriamente de uma investigação ‘fora dos autos’, desde que as fontes pesquisadas sejam citadas e se dê às partes a oportunidade de se manifestar sobre as informações trazidas aos autos”, pontua. Ou seja: a pesquisa e as provas obtidas nela, se servirem para o convencimento do juiz, devem ser explicitadas na sentença, como dita o artigo 131 do CPC.
Apesar de encarar com naturalidade o envolvimento dos julgadores com as novas tecnologias, disponíveis a todos, Gilmar Mendes faz ressalvas sobre o uso das ferramentas em casos criminais. “No processo penal, contudo, essa liberdade de pesquisa há de ser vista com cautela.”
Seu colega de corte, ministro Marco Aurélio (foto), encara com desconfiança ainda maior o fato de juízes buscarem na internet informações sobre casos que estejam julgando. Marco Aurélio diz que “o Judiciário atua mediante provocação das partes do processo e o que não está neste não existe, para efeito de formação de convencimento, no mundo jurídico”.
Marco Aurélio explica que a “espinha dorsal” do devido processo legal é o contraditório e o juiz deve atuar “sem o abandono da equidistância, consideradas as partes e os ônus processuais destas, ou seja, meio sem o qual não é dado obter certo resultado”.
O também ministro do Supremo, Ricardo Lewandowski afirma que apenas o que está integrado aos autos pode ser usado para fundamentar a decisão de um julgamento, mas diz pensar que “para formar convicção pessoal íntima” é válido que um juiz faça suas próprias pesquisas.
Carlos Henrique Abrão, juiz convocado ao Tribunal de Justiça de São Paulo, afirma que é impossível fazer com que os julgadores deixem de lado a tecnologia que têm à sua disposição para julgar um caso. “Está todo mundo na era digital e isso agiliza o trabalho”, pontua. Ele explica que isso acontece também porque muitos advogados “não fazem o dever de casa”, ou seja, deixam lacunas nas petições. “Se eu mando um advogado aditar uma petição inicial, ele demora mais de um mês para incluir uma informação. Eu, porém, em 15 minutos, consigo fazer uma busca e pronto, está suprida a lacuna e o processo pode andar!”
Como exemplo de suas pesquisas, Abrão cita uma questão banal que chega diariamente aos tribunais: acidentes de trânsito. “Quando a parte alega que a batida de carro se deu em um cruzamento muito perigoso, ou por causa de um buraco na rua e as fotos juntadas não me dão essa dimensão, eu vou ao Google e procuro fotos melhores do lugar, para ver se é mesmo perigoso ou se tem mesmo um buraco no chão.”
Seu colega de tribunal, desembargador Roberto Nussinkis Mac Cracken, também se diz favorável ao uso das novas tecnologias. Para ele, é mais um elemento, embora não o único, para que o magistrado possa proferir o julgamento. Ele explica que segue o princípio da verdade real, pelo qual não se pode afastar o “mundo dos autos”, da verdade fora do processo. “Eu, dentro de certos limites, tenho certeza que, com a verdade real, minha probabilidade de atingir a justiça é maior, pois o processo não é um disco voador, ele está integrado ao mundo”, sentencia.
A opinião de Mac Cracken e Abrão não é compartilhada pelo juiz e professor de Direito Penal da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Guilherme de Souza Nucci. Para ele, se um juiz vai ao local, ou pesquisa sobre ele, acaba usando sua experiência como testemunha e, sendo testemunha, ele não pode julgar um caso. "Juiz não é para isso, não tem que investigar, não tem que se virar, nem nada disso. Ele tem que ler o que está lá (nos autos) e acabou. O máximo que pode fazer é requisitar uma investigação", diz Nucci.
Fabiana Siviero, diretora jurídica da empresa criadora da maior ferramenta de buscas da internet, o Google, faz ressalvas às pesquisas feitas por juízes. “Se a matéria é técnica, o juiz não pode substituir a perícia pelo Google. Mas não se pode negar que hoje o senso comum está ampliado e todo mundo tem acesso à informação”. O juiz, diz ela, também é consumidor e também é cidadão. Portanto, não é possível impedir seu acesso a informações.
O ex-governador de São Paulo e advogado Cláudio Lembo diz achar normal o uso das ferramentas de busca. “É uma ferramenta nova que todos temos no mundo contemporâneo e juiz não está fora da realidade. Ele pode entrar na internet e captar elementos”, diz. O criminalista Alberto Zacharias Toron também não vê problemas na proatividade do juiz em tempos de internet: “O juiz tem uma iniciativa probatória mínima, mas tem. Ele pode fazer suas buscas”.
Questão nova
Ainda não há decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o uso das ferramentas de busca para fundamentar decisões em processos. O ministro Marco Aurélio lembra, porém, que a corte só decidirá sobre o caso quando provocada.
O julgamento do Supremo que mais se aproxima da questão foi o da Ação Direta de Inconstitucionalidade 1.517, em que a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (ADEPOL) questionou a Lei 9.034, que, em seu artigo 3º, diz que "ocorrendo possibilidade de violação de sigilo preservado pela Constituição ou por lei, a diligência será realizada pessoalmente pelo juiz, adotado o mais rigoroso segredo de Justiça".
Segundo a ADEPOl, o juiz estaria usurpando a função da Polícia Judiciária ao fazer a diligência pessoalmente. O Supremo julgou a lei constitucional, ficando vencido o voto do ministro Sepúlveda Pertence, segundo o qual o dispositivo estabelece o "juiz investigador", o que seria uma abertura para um "juízo inquisitorial".
O criminalista Paulo Sérgio Leite Fernandes explica a decisão, afirmando que o juiz não é impassível, "porque precisa proteger a regularidade do processo e resguardar os direitos e garantias fundamentais do indiciado ou acusado. Não pode, entretanto, transformar-se em investigador ou partícipe das investigações. Se o fizer, fica impedido para a ação penal."

1 de fev. de 2013

A busca avançada irá desaparecer?


Greg Notess, um dos gurus da internet, publicou um artigo abordando a busca/pesquisa avançada disponível na maioria dos mecanismos/motores de busca.

A sua conclusão não foi nada animadora: “Os links para pesquisa avançada na página inicial dos mecanismos de busca estão em declínio, e o uso do termo pode também estar desaparecendo. (...) é provável que esse recurso seja apenas um menor foco de qualquer empresa de pesquisa na internet tendo em vista que os usuários usam muito pouco esses recursos avançados".

Referência: Notess, Greg R. Advanced Search in Retreat". Online, v. 36, n. 2, p. 43, March/April 2012.

15 de dez. de 2012

Google terá wi-fi grátis em 150 bares


Fonte: Info Exame. Data: 13/12/2012.

Autora: Monica Campi.

URL: http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/google-tera-wi-fi-gratis-em-150-bares-brasileiros-13122012-38.shl

Ao ativar o Wi-Fi no dispositivo, o aparelho irá identificar a rede do Google e, no primeiro acesso, o navegador web irá exibir alguns produtos da empresa com sugestão para baixa-los. A partir daí o uso dentro do estabelecimento passa a ser ilimitado.

Segundo o Google, a conexão utilizada será entre 10 Mbps ou 30 Mbps, dependendo do tipo de rede utilizada pelo bar (Wi-Fi ou fibra óptica, respectivamente), e será compartilhada entre todos os clientes do estabelecimento. Não haverá nenhum tipo de limitação ou restrição para a navegação.

Os 150 bares participantes estão listados no site oficial do projeto e podem ser encontrados nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis e Campinas.

“Sabemos que os brasileiros estão utilizando cada vez mais seus telefones e tablets. Só para ter ideia, o número de pessoas com smartphone no Brasil é maior do que na Alemanha, França e Austrália, sendo que a maioria utilizam seus dispositivos todo dia, para ler notícias, assistir a vídeos e se conectar aos amigos” comenta Maia Mau, gerente de marketing do Google Brasil. “Através deste projeto, temos certeza que os brasileiros conseguirão curtir melhor seus amigos quando estiverem no bar, além de criar e registrar lembranças de momentos descontraídos”.

A iniciativa, exclusiva para o Brasil, foi criada pelo Google em parceria com a Enox On-Life Media e terá duração de 90 dias, contando a partir do dia 15/12/2012.


Nota do blog:

Que tal o Google expandir esse serviço também para 150 bibliotecas públicas?

Murilo Cunha

28 de set. de 2012

Mecanismo de busca com nova tecnologia


Fonte: Inovação Tecnológica. Data: 4/09/2012.


Informações contextualizadas

Inspirados pelas ideias propostas por um bibliotecário indiano há quase um século, uma equipe europeia desenvolveu um novo sistema de buscas para a internet que leva em conta fatores como opinião, contexto, tempo e localização.

A nova tecnologia, que promete chegar ao mercado rapidamente, consegue mostrar tendências na opinião pública sobre um determinado assunto, companhia ou pessoa, e como essa tendência muda com o tempo.

A equipe do projeto LivingKnowledge (conhecimento vivo, em tradução livre) acredita que seus algoritmos permitirão até mesmo fazer previsões sobre o futuro.

"Faça uma busca pela palavra 'clima' no Google, ou em outro motor de busca qualquer, e o que você receberá de volta será basicamente uma lista de resultados que caracterizam a palavra: não há categorização, nenhuma ordem específica, nenhum contexto.

"Os motores de busca atuais não levam em conta as dimensões da diversidade: fatores como quando a informação foi publicada, se há uma tendência de favorecer uma ou outra opinião, quem publicou e quando," explica Fausto Giunchiglia, professor de ciência da computação na Universidade de Trento, na Itália.

Google da diversidade

Mas será que a tecnologia de buscas na internet poderá ser capaz de abarcar a diversidade? Poderá um mecanismo de buscas dizer-lhe, por exemplo, como a opinião pública sobre as mudanças climáticas mudaram na última década? Ou como a temperatura poderá estar daqui a um século, agregando estimativas atuais e do passado a partir de fontes diferentes?

Giunchiglia garante que não apenas é possível, como isso já pode ser feito a partir dos resultados do projeto.

Os pesquisadores foram buscar inspiração no sistema de classificação de livros criado por Sirkali Ramamrita Ranganathan nos anos 1930, que permite atribuir múltiplas características a um livro, revista ou artigo.

Em vez de uma posição taxonômica fixa, o sistema permite, por exemplo, que um texto sobre os efeitos das mudanças climáticas na agricultura escrito no Brasil em 2010 seja classificado como "Geografia; Clima; Mudança Climática; Agricultura; Pesquisa; Brasil; 2010".

O que os cientistas fizeram foi transformar o pseudo-algoritmo de Ranganathan em um algoritmo codificado em um programa para minerar dados na internet.

Isso permite extrair de cada texto um significado e um contexto, associando-lhe as chamadas "facetas" da classificação bibliográfica. "E usar essas facetas para estruturar a informação com base nas dimensões da diversidade," completa o professor Giunchiglia.

Conhecimento aberto

O programa básico será disponibilizado como software de código aberto, e vários parceiros do projeto LivingKnowledge afirmaram que pretendem implementar a tecnologia em produtos comerciais.

O professor Giunchiglia, por sua vez, anunciou que pretende criar uma fundação sem fins lucrativos para implementar os resultados do projeto, um de cada vez, conforme surjam demandas para isso.

19 de mar. de 2012

Crianças preferem perguntar ao Google do que aos pais

 Pesquisa ainda mostra que 14% não acham seus pais inteligentes
Fonte: Época Negócios. Data: 13/03/2012.
URL: http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Resultados/noticia/2012/03/criancas-preferem-perguntar-ao-google-do-que-aos-pais.html
Google é o pai da informação para as crianças
A “geração Google” não se arrisca mais a perguntar aos pais as suas principais dúvidas sobre o mundo. De acordo com estudo realizado pelo centro de pesquisas britânico Birmingham Science, 54% dos jovens entre seis e 15 anos recorrem primeiramente ao Google quando têm qualquer dúvida. Os pais também perdem para os professores – 3% deles apenas pensam em questionar os seus mestres. Além de não serem a “referência” para esclarecerem as dúvidas dos jovens, os professores não são procurados em nenhuma hipótese por 9% dos jovens dessa faixa etária.
Os pais são lembrados em segundo lugar por esses jovens – 26% deles afirmaram que os pais são a chave para responderem às suas principais dúvidas. Mas há constatações piores: 34% dessas crianças não acreditam que seus pais são capazes de ajudá-los com a lição de casa e 14% (mais de um em cada dez jovens) não acham seus pais inteligentes. Considerando que a pesquisa foi feita no Reino Unido.
Um quarto das crianças também não sabe o que é uma enciclopédia. Uma em cada dez delas “chutaram” que seria algo para “cozinhar” ou “viajar”.
Outras alternativas
Se as crianças não encontram o que procuram no Google, a Wikipedia (essa enciclopédia eles conhecem) é a segunda alternativa – um quinto das crianças faz essa opção. O dicionário (impresso) também nunca foi utilizado por 19% dos jovens.
“Com as crianças crescendo em um ambiente digital é aceitável esse padrão. Nós queremos apenas ver como isso tem afetado as suas pesquisas e buscas. Não é surpresa que com as respostas à um clique, jovens geralmente utilizem o Google antes de recorrerem a seus pais, amigos e professores”, afirmou Pam Waddell, diretor do Birmingham Science.
Ele complementa que o cenário não é necessariamente ruim. “Ele mostra apenas como a tecnologia é um lugar comum para as crianças hoje e o quão confortável elas estão em utilizá-la. Crianças, não interessa de qual geração, cresceram com isso, e têm uma curiosidade natural. Então, o fato de serem capazes de usar as novas tecnologias para buscar respostas é positivo para o futuro”, disse.
A pesquisa também indicou que 31% dessas crianças já usam o iPad, Kindle ou algum computador para lerem livros. E, o que já não é uma novidade, eles também preferem se comunicar com seus amigos virtualmente: Facebook e e-mail são as ferramentas mais populares entre eles.
A pesquisa foi feita com 500 crianças britânicas entre seis e 15 anos.

23 de fev. de 2012

Wolfram Alpha: o mecanismo de busca que dá a resposta

Fonte: New York Times. Data: 6/02/2012.
Três anos atrás o cientista Stephen Wolfram lançou um novo tipo de mecanismo de busca chamado Wolfram Alpha. Ao contrário do Google ou Bing, ele usa o seu próprio banco de dados para encontrar resposta para as indagações dos seus usuários. A nova versão, lançada em oito de fevereiro de 2012, pode lidar com dados e imagens.

22 de dez. de 2011

Estudo mostra que geração digital não sabe pesquisar

Fonte: Portal Terra. Data: 20/11/2011.
URL: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5525558-EI8266,00-Estudo+mostra+que+geracao+digital+nao+sabe+pesquisar.html

Ferramentas de busca como o Google tornaram os alunos menos preocupados com a credibilidade de uma fonte de informação

Há pouco tempo, quando os alunos eram solicitados a fazer um trabalho de pesquisa, era necessário ir até uma biblioteca e realizar a busca em diversos livros didáticos e enciclopédias. Nos dias de hoje, a realidade é outra: debruçar-se sobre páginas impressas é raro quando existem milhões de links sobre o assunto desejado à disposição com apenas um clique.
Mas, o que deveria ser um avanço acabou resultando em retrocesso, segundo um estudo americano que aponta que a geração digital não sabe pesquisar. Na investigação realizada na Universidade de Charleston, nos Estados Unidos, ficou claro que os estudantes de hoje não sabem realizar uma pesquisa de forma efetiva. Conforme os resultados, o grande inimigo está na comodidade que o meio digital oferece. Ferramentas de busca como o Google tornaram os alunos menos preocupados com a credibilidade de uma fonte de informação, por exemplo.
No estudo, os pesquisadores pediram que um grupo de universitários respondesse a um questionário utilizando a internet como meio de pesquisa. Para testar os participantes, foram colocadas intencionalmente informações erradas nos primeiros resultados das buscas realizadas pelos estudantes. Como previsto, os alunos basearam-se nos primeiros links e erraram todas as questões.
O trabalho revelou uma realidade lamentável: os estudantes da era digital se contentam com informações rápidas, sem se importar com procedência e fidelidade. Para José Moran, professor aposentado de Novas Tecnologias da Universidade de São Paulo (USP) e diretor de Educação a Distância na Universidade de Anhanguera (Uniderp), o fato é consequência de uma geração que cresceu com computadores e está acostumada com informações em 140 caracteres. Contudo, Moran acredita que o fato não se restringe somente a crianças e adolescentes.
"A internet deixou as pessoas em geral mais acomodadas. Adultos também cometem erros ao realizarem pesquisas online", diz. Por isso, o professor acredita que um dos papéis da escola, atualmente, deve ser o de ensinar metodologias de pesquisa desde cedo. "Os educadores pedem tema de estudo, mas não ensinam metodologias", afirma.
Outra pesquisa americana também comprova que jovens da geração digital não se preocupam com a procedência de suas fontes de estudo. Realizada pela Universidade Northwestern (EUA), a pesquisa pedia que 102 adolescentes do Ensino Médio buscassem o significado de diversos termos na internet. Todos tiveram sucesso nas respostas, mas nenhum soube informar quais foram os sites utilizados. "Os jovens confiam demais na internet", destaca o diretor de Educação a Distância da Uniderp.
Ensino de pesquisa na internet.
Na Escola de Educação Básica Rocha Pombo, em São Joaquim (SC), o projeto "Ensinando a fazer pesquisas na internet" foi implantado nas turmas de 4º série. Elaborado pelo professor de informática Francisco Mondadori Junior, o projeto tem como objetivo trabalhar o conceito de pesquisa desde cedo, pois assim os estudantes chegam ao Ensino Médio sabendo utilizar as barras de pesquisa a seu favor.
O trabalho consiste em um questionário em que os alunos devem apontar suas áreas de interesse e pesquisar sobre esses assuntos. "Sugerimos a pesquisa na internet, no Google, digitando as palavras-chave das atividades que mais gostam. Cada aluno faz a sua pesquisa, procurando o site mais interessante", explica, dizendo que os pequenos são auxiliados por professores que também ensinam a importância de utilizar fontes de informação confiáveis.
Professor do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) das escolas estaduais de São Joaquim (SC), Mondadori Junior conta que o ensino da pesquisa científica e escolar é uma das preocupações do núcleo, que procuram criar atividades lúdicas e divertidas para trabalhar o conceito em sala. "Em minha opinião deveria existir uma disciplina só para isso nas escolas", opina, dizendo que percebe, cada vez mais, a dificuldade dos alunos em realizar trabalhos de pesquisa. "Eles se contentam com os primeiros links", diz, destacando que é comum ouvir frases como "achei no Google".
Mondadori Junior defende a postura adotada por algumas escolas e educadores de não permitir o uso da internet como fonte de pesquisa. "É interessante proibir só no início, pois assim o estudante descobre que existem outras possibilidades de estudo, e não somente o meio virtual", explica. José Moran discorda: "Isso resulta em um estudante que usa livros na escola, e a internet em casa", sentencia, ressaltando que as dificuldades continuariam existindo. "Um dia esse aluno vai poder usar a internet para pesquisar, e então vai fazer de forma errada, pois não aprendeu na escola", completa.
Em mais de 20 anos de docência, Moran afirma que nunca deixou de trabalhar metodologias de pesquisa com seus alunos, seja no ensino fundamental ou no superior. "Sempre que eu passo trabalhos, especifico o tipo de pesquisa que eu quero, e ainda vejo com os estudantes algumas possibilidades mostradas pelo Google", diz, afirmando que ainda compara links e aponta informações que podem estar equivocadas. "Com isso, o jovem passa a desconfiar da internet, pois cria a consciência de que nem tudo que está no meio online é verdadeiro", conclui.
Na Escola Nossa Senhora das Graças, em São Paulo, a preocupação com o ensino de pesquisa na internet começou em 2009. Os educadores do colégio viram a necessidade de criar uma estrutura online que pudesse auxiliar os estudantes nos trabalhos escolares. Por isso, foi criado o "Caminhos de pesquisa na internet", uma ferramenta virtual que discute alguns critérios de pesquisa e avaliação das informações. Além dos professores deixarem dicas de endereços confiáveis, os alunos podem postar informações retiradas de sites para que os docentes possam avaliar sua veracidade.
Apesar de achar a solução interessante, Moran alerta que nem sempre os alunos terão uma ferramenta escolar a sua disposição. "A escola precisa ensinar os estudantes a caminharem sozinhos e terem noções críticas de fontes de pesquisa", opina.

12 de nov. de 2011

Livro diz que Google controla silenciosamente a internet

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 29/10/2011.
O que palavras aparentemente desconexas como Disney, cachorro e amendoim têm em comum? Para a maioria das pessoas, elas não revelam muito, mas, se digitadas no Google, apontam que a interessada nos temas é possivelmente uma mulher, mãe de filhos pequenos e que sofre de alergias específicas.
Pode ser ainda que, a partir da identificação de seu perfil, a internauta veja mais propagandas de produtos infantis, indicações imobiliárias e, dali a alguns anos, até sugestões de escolas para adolescentes. Não se trata de pura adivinhação, mas da era em que informações aparentemente simples viram material precioso para previsões de comportamentos. É o que relata Siva Vaidhyanathan, professor da Universidade da Virgínia em "A Googlelização de Tudo".
Mestre em criar conexões invisíveis baseadas nos interesses dos usuários pesquisados na ferramenta de busca, o Google é, na visão do professor, a principal ameaça à privacidade de dados pessoais nos dias de hoje. Isso porque não esclarece que tudo o que se coloca na rede pode ser monitorado por seus sistemas de identificação de navegação (os chamados cookies) nem informa com precisão como os usuários podem configurar seus critérios de busca para proteger suas informações.
A lógica perversa do Google, na avaliação de Vaidhyanathan, está ainda em transmitir ao mundo que o acesso a seus serviços é gratuito, enquanto o verdadeiro custo está na troca por detalhes da personalidade de cada um. São essas informações que renderão lucro à empresa, com a venda de anúncios direcionados a perfis específicos de usuários.
Dividida em seis capítulos, a primeira parte da narrativa se concentra em mostrar o triunfo da aceitação da "googlelização" -presença cada vez mais frequente do buscador em diversas áreas do conhecimento. Indica ainda a criação de uma geração superficial, que aceita ver o mundo por meio dos resultados de buscas no Google em detrimento de conhecimentos profundos.
Desliza, no entanto, ao considerar o buscador como o principal vilão da internet, reduzindo a importância de outras ferramentas concorrentes e das redes sociais, que hoje podem ser a maneira mais avançada para acumular informações sobre os internautas. Na segunda parte do livro, o autor apresenta elementos políticos, filosóficos e até psicológicos pelos quais tenta provar necessária a reação dos internautas às forças dominantes na rede.
O livro é para quem quer conhecer os bastidores dessa potência da internet mundial, mas não traz provas concretas -além do relato do autor- sobre se o Google é bom, mau ou se é apenas esperto ao aproveitar o espírito de "compartilhamento" dos internautas na rede. É o início da análise sobre a dinâmica do controle da informação virtual, mas está longe de ser uma resposta definitiva para a questão.
Nota do blog:
Autor: Siva Vaidhyanathan
Título: A googlelização de tudo
Editora/data: Cultrix, 2011. 272 p.
ISBN: 8531611415

2 de nov. de 2011

Mecanismo de busca para partituras musicais

O sítio Sheet Search disponibiliza para download legal cerca sete mil partituras de músicas. A maior parte do acervo, que compreende o período de 1700 a 2000, é composto por clássicos da música erudita, mas temas contemporâneos, folclóricos e regionais também podem ser encontrados.
Maiores informações no URL: www.sheetsearch.com

5 de out. de 2011

Entrevista; Clay Shirky

Fonte: Revista Época, n. 694, 5 set. 2011.
 “O Google não é a solução” – Levaremos décadas para construir a biblioteca ideal para a era da internet, diz o escritor americano.
QUEM É: Clay Shirky, de 46 anos é professor de jornalismo da Universidade Nova York.
O QUE FAZ: É escritor e conferencista. Estuda a influência cultural dos novos meios de comunicação.
O QUE PUBLICOU: Os livros Here comes everybody (ago como Aí vem todo mundo) e Cognitive surplus (ou Excedente cognitivo), nenhum deles publicados no Brasil.
Peter Moon
O excesso de informação a que somos submetidos é aparente, diz Clay Shirky, professor da escola de jornalismo da Universidade de Nova York. Segundo Shirky, nossa sobrecarga de informação não é recente. Tem anais de 500 anos. Começou com a invenção da imprensa por Gutenberg. Naquela época como hoje, o problema era o excesso de informações, mas a falta de meios eficientes para filtrar e achar o que se busca. Hoje, essa ausência faz as pessoas recorrerem aos celulares, às redes sociais e ao Goolge. Mas isso não resolve. Segundo Shirky, levou décadas para a humanidade aperfeiçoar o modelo de organizar a s informações dos livros em grandes bibliotecas. Agora, com o dilúvio via internet, o desafio é equivalente. Só que numa escala incomparavelmente maior.
ÉPOCA: A era da informação é marcada pelo excesso de notícias a que somos submetidos. Quanto esse excesso começou?
Clay Shirky: Em 1453, com a invenção da imprensa. Deste então, nós sempre estivemos sobrecarregados de informações. Em nenhum momento da história moderna ninguém pôde – por seus próprios meios – dar conta do dilúvio de informações a que foi submetido. Por causa da internet, temos a impressão de que o excesso atual é maior. O problema não é o aumento exponencial na quantidade de informação disponível, mas a falta de meios eficientes para organizar a busca do que se deseja no meio de um oceano de dados.
ÉPOCA: Temos o Google.
Clay Shirky: O buscador do Google é a melhor solução encontrada até o momento. Não é a definitiva. Ainda serão necessárias décadas até descobrirmos um mecanismo digital de busca que seja tão eficiente e confiável como a boa e velha biblioteca. No século XVI, com a explosão de publicações de livros, as pessoas se sentiam afogadas em informação. No começo, os livros impressos eram grandes e caros. Em torno de 1500, os editores italianos reduziram as dimensões dos livros para um formato bem menor. O novo formato permitiu aos leitores carregar livros no bolso e na bolsa. O preço dos livros caiu enquanto as edições e as tiragens aumentaram. Foi aí que o leitor de início do século XVI se viu sobrecarregado de informações. Mesmo os intelectuais ricos não tinham tempo para ler tudo o que era publicado.
ÉPOCA: A solução foi a biblioteca?
Clay Shirky: Sim, mas a idéia da biblioteca teve primeiro que ser resgatada. Na Antiguidade, bibliotecas eram locais para guardar livros e buscar informações. Essa função foi desvirtuada pela Igreja nos 1.000 anos da Idade Média, quando bibliotecas passaram a ser lugares destinados a esconder livros. A reinvenção da biblioteca passou pela criação tanto de um espaço físico para reunir leitores e livros quanto pela invenção de métodos para organizar e guardar livros, de modo a serem rapidamente localizados quando necessário. Todo esse processo levou décadas. É o que acontece hoje. A internet pública tem quase 20 anos. Ainda não surgiu um método definitivo de busca de informações. Hoje, o Google pode ser o mecanismo mais popular, mas não é perfeito nem de uso universal, como a biblioteca tem sido nos últimos 500 anos.
ÉPOCA: O que falta para termos uma biblioteca digital ideal?
Clay Shirky: Nosso problema é o mesmo dos anos 1990. Ainda não contamos com filtros realmente eficientes para pinçar no meio do palheiro digital aquela agulha especifica que buscamos. Levará décadas para aprendermos a gerenciar as informações neste novo mundo digital.
ÉPOCA: Em Excedente cognitivo, você diz que o excesso de informações é benéfico para a liberdade de expressão. Mas o que se vê é o fechamento de jornais e revistas em todo o mundo.
Clay Shirky: A transformação por que passa a imprensa escrita é um processo doloroso e sem volta. Quando surgiu, a imprensa escrita eliminou os antigos folhetins do século XVII. A imprensa escrita mostrou-se um modelo de negócio tão bom que sobreviveu por 200 anos. Esse modelo de negócio sustentado pela venda de publicidade, venda avulsa e assinaturas acabou. Os jornais e as revistas precisam mudar para sobreviver ou desaparecer. O estrago é maior na imprensa local, a dos diários das cidades médias e pequenas e dos jornais de bairro. Nos Estados Unidos, a imprensa local acabou. Ainda não surgiu um substituto para filtrar e levar as notícias aos leitores. Quem assumiu esse papel foi o cidadão, usando o celular, as redes sociais e o Twitter.
ÉPOCA: São ferramentas poderosas. Seu uso mobilizou multidões nas manifestações por democracia nos países árabes. Corremos o risco de censura?
Clay Shirky: A censura já começou. Os governos e as empresas estão apavorados com o poder dos novos meios. Veja o (site) WikiLeaks, que vem vazando milhares de documentos do governo norte-americano. Sua publicação na internet revelou ao mundo como os governos agem. Faltaram ao WikiLeaks os meios para filtrar e organizar aquela montanha de dados. Assim mesmo. Tudo mudou. Compara o WikiLeaks ao Napster, o  primeiro serviço de troca de músicas via internet, fechado em 2001 (que abriu caminho para cópia generalizada de música na Internet). O gênio saiu da garrafa.
ÉPOCA: A agilidade da internet e do celular não substitui o bom jornalismo. Prova disso foi a investigação do diário inglês The Guardian, que expôs as práticas ilegais do tablóide News of the World e colocou na berlinda o magnata Rupert Murdoch.
Clay Shirky: O trabalho do The Guardian foi excepcional. É o melhor jornal do mundo. Os caras ficaram quase dez anos em cima da mesma história! E conseguiram o que se pensava impossível. Praticamente colocaram no banco dos réus o até então todo-poderoso dono da News Corp. Foi lindo. Políticos e empresários ingleses morriam de medo de Murdoch. Temiam o poder de seus tablóides, que ele usava para atingir seus objetivos e atacar seus inimigos. Ao ver Murdoch na TV, interrogado no Parlamento inglês, as pessoas perderam o medo. O poder dele acabou. Eu o compara à Microsoft, Em 1998, ela foi processada pelo governo norte-americano por práticas monopolistas. Naquele momento, seus concorrentes perderam o medo. Hoje, a Microsoft ainda é rica. Porém, é irrelevante para a indústria de informática.

3 de set. de 2011

A influência do Google na busca pela informação jurídica

Autor: Gustavo Henrique Carvalho Schiefler
Fonte:
Como funcionava a advocacia antes do Google? Esta pergunta pode soar estranha aos ouvidos daqueles formados antes da virada do milênio, mas não para os mais novos. Atualmente, e cada vez mais, os operadores do Direito, dentre os quais, talvez com mais assiduidade os advogados, sujeitam e organizam as suas atividades laborais dispondo dos serviços oferecidos pelo Google.
O domínio das ferramentas Google, sem exagero, representa o poderio de conferir o binômio utilidade-eficiência à rotina do escritório. Em variado grau, esta constatação vem sendo reconhecida pelos profissionais da advocacia. Veja-se, por exemplo, ainda sem tradução para a língua portuguesa, lançado nos Estados Unidos em agosto de 2010, o curioso best-seller “Google for Lawyers: Essential Search Tips and Productivity Tools”, autoria de Carole Levitt e Mark Rosch. Em tradução livre, o título significa “Google para Advogados: Dicas Essenciais para a Pesquisa e Ferramentas de Produtividade”. De mais a mais, fato indicador da importância prática que possui, nos Estados Unidos também é comum o oferecimento de cursos sobre a utilização do Google na advocacia.
Demais disso, diga-se também, muitos dos formados na era pós-Google não mais sabem como seria advogar sem a facilidade da internet. Digo apenas na era pós-Google porque a eficiência dos mecanismos de pesquisa revolveu a função da internet, acrescentou agilidade à busca de informação. Não se quer dizer que atualmente está encerrada a investigação dos temas jurídicos através da doutrina tradicional, clássica, impressa em livro físico. É claro que não, (ainda?) existe muito conteúdo de qualidade e inédito além da internet. Todavia, o fluxo, a tendência é contrária, há muito material de qualidade e inédito, quiçá em maior quantidade, espalhada na rede. O impulso inicial ao estudo, a basicidade sobre boa parte dos assuntos jurídicos, já tem a sua demanda suprida por conteúdo virtual.

A revolução na maneira de buscar e guardar informações jurídicas.

Economia de tempo. Ninguém em sã consciência e com habilidade para manusear um browser substituiria uma pesquisa digital genérica por uma busca em jurisprudência impressa genérica, por exemplo, em uma “compilação de todas as decisões do STF em 2011”, em formato livro físico. O advogado do século XXI, assim como os seus estagiários, reviram a internet em busca das decisões que fundamentam o seu argumentam. Mas por que isso acontece? Por que abandonados estão os compilados de jurisprudência?
O fluxo de informações aumenta continuamente com o surgimento de formas mais eficientes de comunicação. Isso é inegável, o conhecimento está em expansão, a população está em expansão, logo, é possível dizer e perceber que as informações também estão. O homem, ser vivo com ampla capacidade de adaptação, absorveu este novo panorama e transformou a maneira de satisfazer as suas necessidades.
É neste contexto em que, ao se deparar com uma maneira mais eficiente de se buscar informações escritas, sem a necessária e demorada aplicação e interpretação dos estímulos sensoriais ao objeto de leitura, a nova geração de advogados abandona as jurisprudências impressas pelos mecanismos de buscas virtuais.
Não se trata de uma informação já processada pelo homem, mas sim de uma nova informação, desconhecida, exterior. Não estamos diante de uma hipótese de interpretação dos dados, mas de mera busca de informações, um processo de baixa complexidade, até mesmo mecânico, desde que previamente determinados os termos a serem pesquisados.
Neste sentido, interessante estudo foi publicado pela renomada revista Science, autoria de  Betsy Sparrow, intitulado por “Buscando o efeito Google sobre a memória das pessoas”, livre tradução, em que se afirma, após os resultados de pesquisa realizada com estudantes de Harvard e de Columbia, que estamos mais dispostos a memorizar onde encontrar a informação do que a própria informação. O estudo conclui que a capacidade de busca do homem é atualmente maior, o que, em última análise, estimula a mente. A publicação sugere existir influência sobre Efeito Flynn, expressão dada à constatação de uma substancial e contínua melhoria nos resultados de testes de inteligências padronizados (QI) realizados ao longo das épocas. Adicione-se a isso o fato de que, em mutíssimos casos, é suficiente ter o domínio sobre como encontrar a informação e não o domínio da própria informação, a sugestão aventada é bastante crível.

A localização da informação jurídica é processada pela máquina, não pelo operador.

Trazendo para mais perto, por algumas vezes, em puro impulso, surpreendi-me pensando, sobre como utilizar o atalho para a função “Localizar” em um livro. Geralmente executado pelo comando “CTRL+F” em um computador, não há como pesquisar um termo automaticamente em um livro, é preciso passar os olhos por uma porção de informações inúteis para o momento, o que diminui a eficiência da pesquisa.
A função “localizar” pode ser considerada uma das mais importantes ferramentas da computação, como afirma Alexis Madrigal, editor da revista The Atlantic . O mais impressionante é que, segundo o editor, em pesquisa de campo nos Estados Unidos, 90% das pessoas simplesmente não sabem como utilizar o “CTRL+F”, ou seja, desconhecem a ferramenta “Localizar”. E isso apesar de já estarmos na segunda década do século XXI, diga-se.
É um típico caso de desenvolvimento pela liberdade: ao transferir o exercício mecânico de buscar determinada informação jurídica para o processador do computador, do tablet, do celular, o advogado satisfaz a sua necessidade empreendendo um menor esforço, livrando-se para aplicar-se a necessidades mais complexas. Em vez de buscar e interpretar os precedentes jurisprudenciais, agora, por exemplo, pode ele se dedicar maior tempo à interpretação. O futuro é promissor, haja vista estarem os tribunais brasileiros se adaptando, investindo em ferramentas cada vez mais eficientes para a busca de precedentes jurisprudenciais, ou ainda, a proliferação de sites jurídicos que distribuem informação a “poucos segundos de distância”, como dizem por aí.
* Gustavo Henrique Carvalho Schiefler é sócio-mantenedor do Portal Jurídico Investidura – www.investidura.com.br e da rede social jurídica Social Jus – www.socialjus.com. Acadêmico do 10ª período do curso de graduação em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina. Possui formação em programação PHP (em andamento), presta assessoria nas áreas de Sistemas de Direito e Tecnologia e de Marketing Jurídico na Internet. É estagiário no escritório Menezes Niebuhr Advocacia.


http://www.investidura.com.br/biblioteca-juridica/colunas/tecnologia-juridica/196723

22 de jun. de 2011

Google supera 1 bilhão de visitantes únicos pela primeira vez

Fonte: Portal G1. Data: 22/06/2011.
Marca foi atingida pela empresa em maio deste ano, divulgou a ComScore
Facebook foi campeão na quantidade de tempo gasto pelos usuários no site.
O Google alcançou em maio, pela primeira vez, a marca de 1 bilhão de visitantes únicos, segundo pesquisa divulgada na terça-feira (21) pela empresa ComScore.
Com 1,009 bilhão de visitantes, o Google e seus portais YouTube (vídeos), Orkut (rede social) e Gmail (correio eletrônico), entre outros, superaram os sites da Microsoft (905 milhões de visitantes), do Facebook (713 milhões e terceira no mundo desde outubro) e do Yahoo! (689 milhões de visitantes).
Os números da ComScore, no entanto, indicam que o Google obteve o crescimento mais moderado entre as quatro empresas, sendo que em um ano, as visitas ao Google aumentaram 8,4%, contra 14,75% para os portais da Microsoft, 10,8% do Yahoo! e 30,2% do Facebook.
A rede social foi a campeã no quesito quantidade de tempo gasto pelos usuários, sendo responsável por 12,7% dos minutos que os internautas gastaram na web em maio de 2011, frente a 10,4% gastos nos sites da Microsoft, 10,1% no Google e 4,8% no Yahoo!.

15 de jun. de 2011

Google anuncia busca por voz em desktops

Fonte: Info Money. Data: 15/06/2011.
Autor: Vinicius Aguiari.
O Google anunciou ontem a incorporação da pesquisa por meio de voz em seu sistema de buscas para desktops. O recurso já funciona no aplicativo da empresa para smartphones.
Inicialmente, a função será lançado apenas para usuários do Chrome. Para ativá-lo, bastará clicar em um microfone localizado ao lado da caixa de buscas. Por enquanto, estará disponível apenas na versão em inglês do serviço.
O Google anunciou também a migração do Google Googles, serviço para smartphones que faz pesquisas em texto a partir de fotos, para os desktops.
Com isso, o usuário poderá buscar referências para uma imagem fazendo o seu upload ou incorporando sua URL. O serviço pode ser útil para identificar fotos de viagens antigas as quais o usuário não possui registros, por exemplo.
De acordo com comunicado postado pelo Google em seu blog, a pesquisa por imagens será lançada globalmente em mais de 40 línguas.
Além disso, o Google anunciou também o lançamento do Instant, recurso que permite fazer pesquisas em tempo real sem a necessidade de cliques, para o Brasil.
O Google é o serviço responsável por 89,45% das buscas realizadas pelos usuários brasileiros. O Bing, da Microsoft, aparece na segunda posição, com 5,61% do mercado. Os números são do relatório Hitwise.