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28 de abr. de 2015

Resgate da história do Brasil

Digitalização de processo da Inconfidência Mineira resgata história do Judiciário e do Brasil. Um dos documentos mais importantes da história do Brasil – os Autos de Devassa da Inconfidência Mineira, processo que resultou na condenação à morte de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes – pode ser consultado por todos os interessados graças à digitalização realizada pela Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais. Os 11 volumes que reúnem todos os documentos relativos à investigação, para apurar fatos relacionados com "o premeditado crime de rebelião em Minas Gerais” e o processo judicial aberto contra os inconfidentes está disponível no Portal da Inconfidência. Defensor da informatização do Poder Judiciário tanto na área jurisdicional quanto na administrativa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, elogiou a iniciativa, que, na sua avaliação, resgata a história do Judiciário e do Brasil. Na terça-feira (21), Dia de Tiradentes, o ministro conheceu o portal ao participar em Ouro Preto (MG) das comemorações da Semana da Inconfidência e receber a mais alta honraria do Estado de Minas Gerais - o Grande Colar da Inconfidência, na 64ª solenidade de entrega da comenda. O portal traz o contexto histórico em que ocorreram as investigações e o processo, além de petições, interrogatórios, peças de acusação, defesa e sentença, e documentos judiciais e extrajudiciais relacionados ao caso. A primeira edição dos Autos de Devassa da Inconfidência Mineira foi publicada pela Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro) de 1936 a 1938. A segunda edição (1976 a 1983) foi publicada pela Imprensa Oficial de Minas Gerais em parceria com a Câmara dos Deputados. O processo contra os inconfidentes foi movido no século XVIII (entre 1789 e 1792) pela Coroa Portuguesa. Entre os réus estava Tiradentes, condenado à morte por enforcamento pelo crime de alta traição. Ele foi considerado o líder do movimento que se insurgia contra a Coroa Portuguesa pela cobrança de impostos e pregava independência de Minas em relação ao Império. Há detalhes interessantes que constam dos Autos de Devassa, como a sentença de Tiradentes: “Joaquim José da Silva Xavier - Morte natural, levada a cabeça para Vila Rica e os quartos para as estradas de Minas, principalmente na Varginha e Cebolas; infâmia para os filhos e netos, confisco de bens, casa arrasada e salgada, e no meio das ruínas um padrão, que declare o motivo”. Há outras curiosidades no acervo, como a petição de Joaquim Silvério dos Reis, datada de fevereiro de 1795, em que o delator da Conjuração Mineira solicita autorização para viajar ao Brasil a fim de levar para Portugal a mulher e a família, incluindo o sogro – e a resposta, do ministro da Marinha e Domínios Ultramarinos, Martinho de Melo e Castro, ao Conde de Resende, no Rio de Janeiro, com a autorização. Diante da quantidade de informações e documentos disponíveis no portal - somente o primeiro volume tem 419 páginas -, foi elaborado um sistema de busca especial para a pesquisa de dados. Nele, o interessado pode ver as imagens em PDF e compará-las com os originais da edição dos anos 70/80.

27 de jan. de 2015

Biblioteca do Museu Republicano dá início ao projeto memória oral

Fonte: Itu.com Data: 26/01/2015.
Autoria: Jéssica Ferrari.
A Biblioteca do Museu Republicano “Convenção de Itu” (MRCI-MP/USP), extensão da Biblioteca do Museu Paulista, integra oficialmente a Instituição a partir de 1995 quando da nomeação de sua primeira bibliotecária. Entretanto, suas origens antecedem cerca de uma década, e podem-se registrar iniciativas para sua criação, a partir do ano de 1986, por ocasião da reabertura do edifício histórico do Museu Republicano, após oito anos de fechamento para trabalhos de restauro.
Em 2015 completa-se vinte anos de trabalho ininterruptos, e a biblioteca do MRCI-MP/USP se consolidou como espaço de referência para a população local e regiões vizinhas, no que tange a informações sobre História e Cultura Material da sociedade brasileira, com ênfase no período entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX. Através de seu atendimento especializado, firmou-se como espaço de produção e geração de conhecimento para inúmeros estudantes, professores, artistas, jornalistas, entre outros pesquisadores que aqui encontraram acesso às ferramentas para desenvolvimento de suas pesquisas, fossem elas acadêmicas ou não.
Toda a trajetória da biblioteca tem sido registrada através de relatórios anuais que, pela característica do documento, nem sempre é capaz de isoladamente revelar os esforços, emoções, alegrias e dissabores dessas duas décadas. E para complementar essa lacuna de informação, a Biblioteca dá início no mês de fevereiro ao Projeto Memória Oral da Biblioteca do Museu Republicano “Convenção de Itu” – MP/USP, parafraseando iniciativa semelhante da Biblioteca Mário de Andrade (SP).
Serão coletados depoimentos orais de vinte pessoas, entre usuários, funcionários e ex-funcionários do próprio Museu, que tenham, de alguma forma, ligação com a Seção de Biblioteca e possam comunicá-las para registro e acesso ao público. A biblioteca entende que o projeto deve assegurar e preservar as impressões dos entrevistados que resultarão em banco de registro da cultura material e imaterial da instituição e o interesse dos estudantes, potenciais usuários ou, quiçá, futuros curadores de acervos igualmente importantes.
Ao possibilitar que diferentes vivências e perspectivas sejam narradas e reunidas em um grande acervo de fontes orais, o projeto de memória oral da Biblioteca busca erigir uma história comum de modo a contribuir para que os sujeitos que dela participaram - no dia a dia de trabalho ou como espaço de formação – sintam-se protagonistas de seu tempo e espaço social.

Os interessados em compartilhar suas memórias e impressões sobre a Biblioteca podem entrar em contato enviando mensagem para o e-mail biblmrci@usp.br ou pelo telefone (11) 4023-2525 – ramal 04.

11 de dez. de 2014

Biblioteca Nacional recebe acervo de João Goulart

Fonte: Rede Notícias. Data: 9/12/2014.
URL: www.redenoticia.com.br/noticia/2014/biblioteca-nacional-recebe-acervo-pessoal-do-ex-presidente-joao-goulart/63540
A Biblioteca Nacional recebeu a primeira parte do acervo pessoal do ex-presidente João Goulart, dentro do convênio assinado com o Instituto João Goulart para conservação, catalogação e divulgação do material. O presidente do instituto, João Vicente Goulart, filho do presidente deposto pelo golpe militar de 1964, explica que a parceria vai facilitar a pesquisa histórica sobre o período.
“Essa parceria é de suma importância não só para o Instituto João Goulart, mas para a nação brasileira, que vai ter conhecimento. A ideia é divulgarmos isso o mais rápido possível, disponibilizar ao público, pesquisadores, estudantes, professores, enfim, disponibilizar para a academia, para que possamos ter cada vez mais conhecimento sobre a nossa história, sobre a história política do [ex-] presidente João Goulart e tudo aquilo que aconteceu após o golpe de 64”, acrescentou João Vicente.
A primeira remessa contém cerca de 200 documentos, entre eles cartas de pessoas como os papas João XXIII e Paulo VI, o então senador Salvador Allende, posteriormente também deposto da Presidência do Chile por um golpe militar, cartas das lutas políticas internas do PTB, da deputada Ivete Vargas e do presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), que teve Goulart como vice.
Ao todo, serão entregues à Biblioteca Nacional 10 mil documentos, inclusive 6 mil da CPI do Instituto Brasileiro da Ação Democrática, criada em 1963 para investigar o financiamento estrangeiro a campanhas de parlamentares brasileiro, por meio do instituto. O historiador Oswaldo Munteal, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que assessora o Instituto João Goulart, diz que esses documentos nunca foram analisados por nenhum pesquisador e que seu conteúdo trará Justiça ao ex-presidente.
“Esse acervo traz documentos inéditos que tratam, dentre outras coisas, da ação dos parlamentares na época do golpe; do derrame de milhões de dólares na compra de senadores, deputados, prefeitos, governadores, para que conspirassem contra o presidente Goulart; inclusive de parlamentares [e parentes] que estão aí. Foi um golpe congressual militar. Quando o senador Auro de Moura Andrade, por São Paulo, declara vaga a Presidência da República, com o presidente em território nacional, foi um momento gravíssimo da vida política brasileira”, acrescentou.
O professor ressalta que Jango foi vigiado pelos militares diariamente, entre 1954 e 1976, e ainda há episódios a serem esclarecidos sobre a vida dele. “É importante que se liberem os documentos do Ministério das Relações Exteriores para completar o ciclo. Ainda vejo zonas muito pouco clarificadas, como por exemplo, as circunstâncias da morte do presidente, a vida dele no exílio, como as reformas de base foram obstaculizadas.”
Para o presidente da Biblioteca Nacional, Renato Lessa, a entrega do acervo à instituição simboliza a reintegração da memória de Jango à história do Brasil. “A Biblioteca Nacional é uma instituição do Estado brasileiro, que recebe o acervo de um ex-presidente da República, o único que morreu no exílio. Além da qualidade intrínseca do acervo, dos documentos, das cartas, das informações que ele contém para nos ajudar a entender um certo período da história brasileira, trata-se simbolicamente da reintegração da memória de João Goulart à narrativa que o Estado faz a respeito da sua história”.

O trabalho vai durar dez anos e, à medida que os documentos forem analisados, classificados e digitalizados, serão disponibilizados para consulta nos sites da Biblioteca Nacional e do Instituto João Goulart. Para 2015, o instituto também pretende começar a construção do Memorial da Liberdade e da Justiça, no Eixo Monumental, em Brasíli -, projeto de Oscar Niemeyer, que será um espaço interativo, “que conte aos visitantes como foi difícil a retomada da democracia no Brasil e por que a democracia caiu em 1964, para que o Brasil conheça a ferida que foi aberta em 1964”, segundo Goulart.

1 de dez. de 2014

E-books sobre História do Brasil

Arquivo Público lança e-book sobre história do Brasil
O Arquivo Público do Estado de São Paulo disponibilizará, no dia 6 de dezembro, dois novos livros eletrônicos com acesso gratuito: Brasileiros e Brasilianistas - Novas Gerações, Novos Olhares e Memória Histórica da Capitania de São Paulo - Edição e Estudo. A obra Brasileiros e Brasilianistas - Novas Gerações, Novos Olhares reúne os anais do seminário homônimo realizado em 2012 em homenagem à historiadora paulistana Emilia Viotti da Costa.
O e-book apresenta o diálogo acadêmico entre brasileiros e brasilianistas sobre diferentes temáticas da história do Brasil.
Foram publicados nove dos dez trabalhos apresentados no seminário, sendo quatro conferências proferidas por pesquisadores da Brown University e da University of Maryland, nos Estados Unidos, da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).
Também há o conteúdo de três mesas-redondas: São Paulo e o Século XIX, Cultura e Consumo e Da Ditadura à Democracia, com participação de representantes do Museu Paulista, da Northern Illinois University, da New York University e da Montclair State University, nos Estados Unidos, e da USP.
Já a obra Memória Histórica da Capitania de São Paulo: Edição e Estudo, de Renata Ferreira Costa, é resultado da dissertação de mestrado da autora em Filologia e Língua Portuguesa na USP, concluída em 2007 e realizada com apoio da FAPESP.
A publicação traz informações sobre o contexto histórico, cultural e linguístico do Brasil do século 18, época em que foi publicada a Memória Histórica da Capitania de São Paulo. Além disso, contém a edição semidiplomática – ou transcrição paleográfica – da obra, produzida pelo então escriturário da Secretaria do Governo de São Paulo, Manuel Cardoso de Abreu (1750-1804).
O download dos livros eletrônicos nos formatos ePUB e PDF é gratuito e pode ser feito em

7 de mar. de 2014

Exposição: A presença dos Países Baixos no Brasil Colonial

Convite recebido da Biblioteca Central da UFPE:


A Biblioteca Central da UFPE vai receber, a partir da próxima semana, a Exposição Legatio, com imagens do Atlas Vingboons da Coleção da Rainha Christina da Suécia, que registra apresença dos Países Baixos no Brasil Colonial. A abertura da mostra será na quarta-feira (12), às 18h, na presença do reitorAnísio Brasileiro, do embaixador do Reino dos Países Baixos no Brasil, KeesPieterRade, edo diretor do Sistema Integrado de Bibliotecas da UFPE, Elilson Góis.A exposição poderá ser conferida até o dia 16 demaio

Voltada parapesquisadores, historiadores, estudantes de história colonial e investigadores privadosinteressados no tema da presença neerlandesa no Brasil no século XVII, a exposição, que tem curadoria do professor Marcos Galindo, da UFPE, seráaberta ao público.

Parte da política de apoio a eventos da Pró-Reitoria de Extensão da UFPE, a exposição é frutoda proposta de intercâmbio cultural e fortalecimento do relacionamento cultural entre o Brasil eos Países Baixos. Nessa perspectiva, a Exposição Legatio apresenta imagens de um conjuntode mapas e cartas produzidas no século XVII pelo cartógrafo holandês Johan Vingboons,referentes aos domínios coloniais da Companhia das Índias Ocidentais no nordeste brasileiro.

São Atlas Vingboons e planos cartográficos do Brasil holandês do pertencente fundo daRainha Christina da Suécia, incorporada à Biblioteca Apostólica Vaticana, acompanhados de textosexplicativos, enriquecidos com pranchas do mesmo autor remanescentes, pertencentes acoleção do AlgemeenRijksarchief da Holanda.

Mais informações
Biblioteca Central
(81) 2126.7726

30 de ago. de 2013

Biblioteca digital oferece a história da Bahia


Autoria: Mariana Mendes.

Fonte: A Tarde (Salvador, BA). Data: 1/08/2013.

Fonte: http://atarde.uol.com.br/digital/materias/1522635-biblioteca-virtual-oferece-a-historia-da-bahia-na-web

O acesso ao conhecimento nunca será demais, principalmente, quando ele está ligado a história. E foi com esta ideia que surgiu a Biblioteca Virtual 2 de Julho (www.bv2dejulho.ba.gov.br), no ar desde dezembro de 2011, projeto da Fundação Pedro Calmon. Por meio dela, os amantes e curiosos da memória da Bahia podem saber mais sobre a trajetória histórica da primeira capital do País, a guerra da independência, seus heróis e personagens, governantes e muitos outros assuntos. Mais que um endereço na Web, é uma porta de acesso às fontes históricas que marcaram época e aos fatos que continuam sendo escritos.

"Ela (a biblioteca) nasceu com o objetivo de ser um espaço de referência sobre a história da Bahia", conta Maria Cristina Santos, diretora da Biblioteca Virtual 2 de Julho.

Já são cerca de 6 mil acessos por mês, com visitações também de outros estados e países. Portugal, Canadá e Estados Unidos estão entre os que mais procuram a biblioteca virtual. Isto porque o acervo da BV 2 de Julho utiliza os formatos multimídia, hipertextual e interativo para disponibilizar e referenciar livros, capítulos, e-books, teses, dissertações, artigos, periódicos, obras raras e valiosas, registros audiovisuais e iconográficos.

Há também o acesso a documentos históricos do Arquivo Público, Centro de Memória da Bahia e bibliotecas públicas do Estado. Tudo isso com um acesso prático e rápido, levando em conta a comodidade de acessar a internet a qualquer hora ou lugar.

Saber um pouco mais sobre quem foi os personagens que fizeram parte dos acontecimentos também está entre as opções. A religiosa Joana Angélica, o Visconde de Pirajá, Maria Quitéria estão entre os nomes com trajetória de vida e luta pela Bahia exibidos na biblioteca.

No espaço ainda pode-se saber quais símbolos representam o Estado, como o Hino da Bahia, renomeado para Hino ao 2 de Julho desde 2010, que pode ser ouvido e baixado por download pelos visitantes.

Com informações divididas em blocos e catalogadas por assuntos, a Biblioteca Virtual disponibiliza ainda exposições virtuais e edições especiais. Nelas há, por exemplo, a história do Elevador Lacerda, com texto e fotos, a Guerra de Canudos e a Rota da Independência.

O canal "Colabore Conosco" é um diferencial. Abre espaço para que historiadores e pesquisadores sobre a Bahia façam suas contribuições, sejam elas sobre a cultura, religião, economia, ou qualquer outro assunto que ajude a contar em detalhes a história do Estado e de seu povo. O material é analisado, avaliado e, caso seja aprovado, pode ser integrado ao acervo.

Navegabilidade - A navegação na BV 2 de Julho, um fator fundamental em qualquer portal, é cômoda para o usuário. Expõe com facilidade suas informações ao visitante. Ao longo das pesquisas nas páginas é possível ainda baixar arquivos, que podem ser salvos e guardados para uma leitura posterior. Os canais estão em evidência e os novos conteúdos sempre em destaque na home. Na dúvida, vale ir ao Mapa da Biblioteca e checar a distribuição do acervo.

Expansão - A Biblioteca Virtual 2 de Julho já tem planos de ampliação. A lista de projetos a serem desenvolvidos incluem, segundo Maria Cristina, ampliar o acesso para tablets e Smartphones na plataforma adequada; possibilitar a navegação para portadores de necessidades especiais; além das constantes atualizações no portal para que a visitação fique cada vez mais moderna e ágil. "Entendemos que temos que estar sempre aperfeiçoando e sendo um atrativo para o público", diz a diretora. A maior inclusão da BV 2 de Julho no ensino das escolas públicas do Estado também está entre os objetivos.

 

Nota:

Detalhes no URL: www.bv2dejulho.ba.gov.br

9 de abr. de 2013

Arquivo Público de São Paulo abre arquivos do DEOPS



O Arquivo Público do Estado de São Paulo lançou oficialmente na segunda-feira (01/04) uma parte importante do seu acervo digitalizado na internet, no site “Memória Política e Resistência”. O material inclui mais de 274 mil fichas e 12,8 mil prontuários produzidos pelo Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops), pelo Departamento de Comunicação.

3 de out. de 2012

UFBA terá biblioteca sobre o Brasil Colônia


Fonte: Tribuna da Bahia. Data: 2/10/2012.

URL: www.tribunadabahia.com.br/2012/10/02/ufba-tera-mais-completa-biblioteca-sobre-brasil-colonia

Nesta terça-feira (2/10), foi inaugurado o Núcleo de Estudos Coloniais Kátia Mattoso e John Russel-Wood, localizado na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia.

O Núcleo foi criado a partir das doações das bibliotecas dos professores Kátia Mattoso e John Russel-Wood, resultando na mais completa biblioteca sobre a história do Brasil Colônia.

Além de terem sido importantes estudiosos do tema, ambos dedicaram suas vidas a colecionar um precioso acervo bibliográfico, agora à disposição dos pesquisadores.

Hannellore Russel-Hood, viúva de Anthony John Russel-Wood, também ofereceu à UFBA uma doação no valor de US$20.000,00 (vinte mil dólares), que será destinada a apoiar pesquisas em Estudos Coloniais.

Nesta terça (2), também será lançado o Edital PROPCI/UFBA 07-2012 Anthony John R. Russel-Wood.

Os aprovados serão contemplados com uma bolsa de estudos, um computador e uma quantia de R$1.000,00, que será usada pelo orientador para a compra de livros necessários à pesquisa.

Depois de utilizados, os livros serão incorporados à biblioteca.

18 de ago. de 2012

Em Petrópolis um passeio pela história do Brasil


Fonte: Agência Globo. Data: 8/08/2012.
Autor: Rômulo de Sá Pereira.
URL: http://br.noticias.yahoo.com/petr%C3%B3polis-passeio-hist%C3%B3ria-brasil-221828452.html
Quem visita os corredores e os salões do Museu Imperial, em Petrópolis, com suas obras de arte e objetos da família real brasileira, muitas vezes não sabe que o prédio ao lado, menos imponente, também é recheado de História. Lá, funciona a biblioteca do Museu.
- São mais de 60 mil títulos. Nossa especialidade é, basicamente, História do Brasil e, mais ainda, do período imperial. Buscamos ser referência nessa área de pesquisa - conta o bibliotecário Marcio Miquelino, que há um ano e meio é um dos responsáveis por cuidar dos exemplares.
Todo o acervo da biblioteca está sendo digitalizado, o que facilita bastante o trabalho dos pesquisadores.
- Pessoas de todos os cantos do Brasil nos procuram. Nós analisamos os pedidos delas e, se for o caso, enviamos por e-mail o material que elas estão solicitando - explica Miquelino.
A biblioteca conta também com uma extensa coleção de periódicos.
- São jornais que contam a História de Petrópolis. Temos exemplares desde a época imperial até os dias de hoje - diz.
A biblioteca do Museu Imperial tem em seu acervo cerca de oito mil obras raras. São, em sua maioria, exemplares do século XIX, mas há também publicações dos séculos XVII e XVIII e até mesmo um livro datado de 1567. Além disso, existe uma grande coleção de documentos do período imperial, como relatórios das províncias e dos ministérios e coleções de leis do Império.
- São obras que pertenceram, principalmente, à família imperial. Entre os muitos itens, podemos destacar os missais, que são livros de orações, da imperatriz Teresa Cristina e da princesa Isabel - explica Miquelino.
Para evitar qualquer forma de desgaste, há todo um cuidado com o manuseio das obras e também com a higienização.
- De tempos em tempos, verificamos tudo e limpamos. É interessante também o trabalho feito pelo nosso Laboratório de Conservação e Restauração. As caixas que abrigam os livros são feitas por eles e seguem um padrão que ajuda a evitar a deterioração - diz.
Aberta há um ano e dois meses, a Biblioteca Rocambole é um espaço inteiramente dedicado às crianças de 1 a 10 anos.
- O nome foi inspirado no cachorro da princesa Isabel. Ela era dona de vários cães e um deles era o Rocambole - diz Regina Resende, coordenadora do setor de educação do Museu Imperial.
As crianças podem consultar cerca de 500 livros, que são divididos por faixa etária, além de filmes e de jogos educativos.
- Procuramos trabalhar com os principais autores brasileiros. Usamos também os livros para mostrar outros tipos de arte, como, as obras de Portinari - diz.
Pela manhã o espaço está aberto a sócios. Para se cadastrar, basta a criança ir acompanhada de um responsável. À tarde, a biblioteca recebe grupos de escolas.
- Nosso principal objetivo é despertar o interesse e formar novos leitores - afirma Regina.

26 de mai. de 2011

Arquivo Público de SP reúne jornais históricos da 'imprensa negra'

Periódicos do início do século XX podem ser consultados na internet.
Abolição da escravatura é celebrada no dia 13 de maio.

Fonte: Portal G1. Data: 13/05/2011.

Estudantes já podem se aprofundar mais nos estudos sobre a abolição da escravatura no Brasil, celebrada em 13 de maio, com a consulta a jornais publicados por várias vertentes do movimento negro no país durante as primeiras décadas do século XX. O Arquivo Público do Estado de São Paulo disponibiliza em seu site 23 títulos de jornais e revistas que tratam do tema.
Até agora, os títulos da chamada "imprensa negra", como ficaram conhecidos jornais e revistas publicados em São Paulo após o processo abolicionista, no final do século XIX, só podiam ser consultados na sede da instituição, que fica na Zona Norte de São Paulo.
Entre os títulos que estão disponíveis está o jornal "A voz da raça", da Frente Negra Brasileira, tido como um dos mais importantes do gênero, sendo bastante lido também fora da comunidade negra. O jornal foi publicado de 1933 a 1937.
Também estão disponíveis jornais como Getulino (1916-1923) e O Clarim d´Alvorada (1929-1940) que atuavam na divulgação de eventos cotidianos da população negra, como festas, bailes, concursos de poesia e beleza, eventos pouco divulgados em veículos da grande imprensa.
O acervo digital é composto pelos jornais: O Alfinete (1918-1921), Alvorada (1948), Auriverde (1928), O Bandeirante (1918-1919), Chibata (1932), O Clarim (1924), O Clarim d´Alvorada (1929-1940), Cruzada Cultural (1950-1966), Elite (1924), Getulino (1916-1923), Hífen (1960), O Kosmos (1924-1925), A Liberdade (1919-1920), Monarquia (1961), O Novo Horizonte (1946-1954), O Patrocínio (1928-1930), Progresso (1930), A Rua (1916), Tribuna Negra (1935), A Voz da Raça (1933-1937), O Xauter (1916). E as revistas: Quilombo (1950) e Senzala (1946).
As publicações podem ser consultadas no URL: http://www.arquivoestado.sp.gov.br/jornais

A incrível história da produção editorial no país

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 25/05/2011.
Autora: Roberta Pennafort.
Há 203 anos, um decreto de d. João criava no Rio a Impressão Régia, primeira gráfica-editora em solo brasileiro. A iniciativa do príncipe regente é saudada pelos historiadores tanto quanto a de abrir os portos às nações amigas. Impresso no Brasil - Dois séculos de livros brasileiros (Unesp/Biblioteca Nacional, 663 pp., R$ 59,90) será lançado hoje, às 18 h, na Livraria João Alexandre Barbosa da USP (Rua da Reitoria, 374 – Cidade Universitária – São Paulo/SP. Tel.: 11 3091-4156).
Com 35 capítulos assinados por pesquisadores de instituições de vários Estados, abrangendo a produção editorial de lá para cá, como as primeiras tipografias e editoras, as experiências particulares do Amazonas ao Rio Grande do Sul, e fenômenos como Paulo Coelho e a série Harry Potter, a publicação mostra que o sonho de democratizar a leitura, fazendo do livro objeto acessível aos mais pobres, vem de muito longe.

6 de mai. de 2011

Novo número da Revista de História da Biblioteca Nacional

Acaba de ser lançado, em de maio de 2011, novo número da Revista de História da Biblioteca Nacional, que traz reportagem especial sobre bandidos sedutores, que discute e analisa como figuras como Lampião, Escadinha e Leonardo Pareja.
A revista publica ainda matéria sobre a eterna rivalidade entre Brasil e Argentina no futebol, além de análise do historiador José Murilo de Carvalho sobre os registros fotográficos dos fatos que marcaram a assinatura da Lei Áurea, em maio de 1888, e reportagem sobre a Guerra do Pente, que aconteceu em Curitiba no final da década de 1950.
Lançada em 2005, a Revista de História da Biblioteca Nacional é a única em seu segmento editorial especializada em História do Brasil e traz, a cada mês, reportagens e artigos assinados por importantes historiadores e sociólogos.
Para mais informações entre em contato com Luana Rocha luanarocha@belemcom.com.br ou Marlene Duarte marlene@belemcom.com.br, ou ligue para (21) 2555 8900.
Twitter @belemcom e no Facebook: facebook.com/belemcom.

18 de abr. de 2011

Debate sobre os Inconfidentes

A Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN) promove no próximo dia 19 de abril, terça-feira, às 16h, a próxima edição mensal do evento Biblioteca Fazendo História. O tema do encontro será “Inconfidência: como cometer um crime, ficar rico e virar herói”, matéria de capa da edição 67 da RHBN, e terá a participação dos historiadores André Figueiredo Rodrigues e Anita Correia Lima.
O debate, que tem entrada gratuita, acontece no auditório Machado de Assis da Biblioteca Nacional e é transmitido em tempo real pelo twitter da revista (@rhbn) e no site www.institutoembratel.org.br. A presença no evento dá direito a certificados de participação que podem ser utilizados por alunos e professores como horas de atividades complementares.
Serviço
Biblioteca Fazendo História. Auditório Machado de Assis, Fundação Biblioteca Nacional (Rua México s/nº, Centro, Rio de Janeiro). Dia 19 de abril, às 16h. Entrada franca.
Para mais informações entre em contato com Luana Rocha luanarocha@belemcom.com.br ou Marlene Duarte marlene@belemcom.com.br, ou ligue para (21) 2555 8900. Siga-nos no Twitter @belemcom e no facebook.com/belemcom.
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Julia Moreira
Revista de História da Biblioteca Nacional
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