Mostrando postagens com marcador dicionário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dicionário. Mostrar todas as postagens

23 de dez. de 2016

'Pós-verdade' é escolhida palavra do ano pelo dicionário Oxford



Fonte: BBC Brasil. Data: 16/11/2016.

Saiba como Trump e o Brexit ajudaram a cunhar a 'palavra do ano'. Segundo dicionário Oxford, 'pós-verdade' se consagrou em 2016 como adjetivo de políticas marcadas por uso de mentiras graças às campanhas do Brexit e da eleição presidencial nos EUA.

O Dicionário Oxford (Oxford Dictionaries) escolheu post-truth, "pós-verdade", como palavra internacional do ano de 2016, refletindo o que chamou de 12 meses "politicamente altamente inflamados".
A palavra é definida pelo dicionário como um adjetivo "relativo a ou que denota circunstâncias nas quais fatos objetivos são menos influentes na formação da opinião pública do que apelos à emoção e à crença pessoal".
Casper Grathwohl, da Oxford Dictionaries, disse que "pós-verdade" poderia se tornar "uma das palavras que definem nosso tempo".
O termo ganhou popularidade nas campanhas do plebiscito do Brexit e da eleição americana, ambas marcadas pela disseminação de notícias falsas nas mídias sociais e de mentiras por candidatos ou figuras-chave de campanha.
Em setembro, o termo ganhou proeminência com uma matéria de capa da revista britânica The Economist intitulada "Arte das Mentiras: Política pós-verdade na era das mídias sociais".
O artigo citava como exemplo de "política pós-verdade" a informação disseminada na campanha pelo Brexit de que a permanência da Grã-Bretanha na União Europa "custava 350 milhões de libras por semana aos cofres públicos" e que o dinheiro - após a eventual saída do bloco - seria destinado ao serviço público de saúde.
Para a revista, o candidato (e depois presidente eleito dos EUA) Donald Trump seria "o expoente máximo da política pós-verdade", graças a afirmações como as de que o certificado de nascimento de Barack Obama seria falso, ou de que o pai de seu rival republicano Ted Cruz teria estado com Lee Harvey Oswald antes do assassinato de John Kennedy, replicando uma história não comprovada publicada por um tabloide americano.
"Pós-verdade" foi escolhida a partir de uma lista selecionada para refletir as principais tendências e eventos sociais, culturais, políticos, econômicos e tecnológicos de 2016.
O termo acabou desbancando outras palavras que também estiveram ligadas às campanhas mencionadas, como "brexiteer", derivada da junção das palavras inglesas para "Britain" (Grã-Bretanha) e "exit" (saída) e que era usada para chamar as pessoas que defendiam ou faziam campanha pela saída da Grã-Bretanha da União Europeia, e "alt-right", usada para descrever o grupo nos EUA que se autodenomina "direita alternativa" - que apoiou Donald Trump e é acusado de racismo e antissemitismo.

Mídias sociais

De acordo com a Oxford Dictionaries, "pós-verdade" foi usada pela primeira vez em 1992. No entanto, a freqüência de seu uso aumentou em cerca de 2000% em 2016 em comparação com o ano passado.
Segundo Gratwohl, "pós-verdade" vem há algum tempo encontrando sua sustentação linguística "graças à ascensão das mídias sociais como fonte de notícias e uma crescente desconfiança dos fatos oferecidos pelo establishment".
"Nós vimos, pela primeira vez, o uso atingir um pico este ano em junho com o barulho do voto pelo Brexit e, em seguida, em julho, quando Donald Trump assegurou sua indicação para disputar as eleições pelo partido Republicano", observou Grathwohl.
Ele completa: "Dado que o uso do termo não mostrou qualquer sinal de abrandamento, eu não ficaria surpreso se pós-verdade se tornar uma das palavras que definem o nosso tempo."
A "palavra do ano" em 2015 foi, pela primeira vez, um pictograma, o emoji da "carinha com a lágrima de alegria". No ano anterior, foi a palavra "vape", como é conhecido o ato de fumar um cigarro eletrônico.
O britânico Nigel Farage, um dos proponentes da campanha para deixar o União Europeia, compartilha retórica parecida com a usada por Trump nos EUA

As palavras finalistas de 2016

• Adulting - Prática de se comportar como adulto responsável, especialmente para executar tarefas mundanas, mas necessárias.
• Alt-right - usada para descrever um grupo nos EUA que se autodenomina "direita alternativa", que apoiou Donald Trump e é acusado de racismo e antissemitismo.
• Brexiteer - que foi a favor ou fez campanha pela saída do Reino Unido da União Europeia.
• Chatbot - programa de computador projetado para simular conversas com usuários humanos, especialmente através da internet.
• Coulrofobia - medo extremo de palhaços.
• Glass cliff (penhasco de vidro) - termo usado como referência a uma situação em que uma mulher ou membro de um grupo minoritário ascende a uma posição de liderança em circunstâncias desafiadoras onde o risco de fracasso é alto.
• Hygge - uma qualidade ligada a uma atmosfera aconchegante e um convívio agradável ligada a uma sensação de bem-estar típica da cultura dinamarquesa
• Latinx - pessoa de origem ou ascendência latino-americana; usada como alternativa não-binária de gênero para se referir, ao mesmo tempo, a latinos e latinas.
• Woke (Desperta) - Usada originalmente por afro-americanos para se referir a ficar alerta para injustiças sociais, especialmente racismo.

27 de fev. de 2012

Ministério Público Federal vai à Justiça para mudar verbete do Dicionário Houaiss

Fonte: Procuradoria da Republica em Minas Gerais. Data: 27/02/2012.
URL: www.prmg.mpf.gov.br/imprensa/noticias/direitos-do-cidadao/mpf-vai-a-justica-para-mudar-verbete-do-dicionario-houaiss
Publicação teria referências preconceituosas contra minoria étnica e editora se recusou a suprimi-las
O Ministério Público Federal (MPF) em Uberlândia ajuizou ação civil pública contra a Editora Objetiva e o Instituto Antônio Houaiss, para a imediata retirada de circulação, suspensão de tiragem, venda e distribuição das edições do Dicionário Houaiss que contêm expressões pejorativas e preconceituosas relativas aos ciganos.
Os réus também deverão recolher todos os exemplares disponíveis em estoque que estejam na mesma situação.
O objetivo é obrigá-los judicialmente a suprimir do dicionário quaisquer referências preconceituosas contra uma minoria étnica, que, no Brasil, possui atualmente mais de 600 mil pessoas.
Para o MPF, os significados atribuídos pelo Dicionário Houaiss à palavra “cigano” estão carregados de preconceito, o que, inclusive, pode vir a caracterizar crime. “A publicação faz semear aos que consultam esse significado a prática da intolerância, especificamente da intolerância étnica, em verdadeira afronta aos artigos 3º e 5º da nossa Constituição”, afirma o procurador da República Cléber Eustáquio Neves.
“Ao se ler em um dicionário, por sinal extremamente bem conceituado, que a nomenclatura cigano significa aquele que trapaceia, velhaco, entre outras coisas do gênero, ainda que se deixe expresso que é uma linguagem pejorativa, ou, ainda, que se trata de acepções carregadas de preconceito ou xenofobia, fica claro o caráter discriminatório assumido pela publicação”, diz o procurador.
Recusa
A ação originou-se de investigação iniciada em 2009, quando o Ministério Público Federal em Uberlândia recebeu representação de um cidadão de origem cigana questionando a prática de discriminação e preconceito pelos dicionários de língua portuguesa contra sua etnia.
Para esclarecer os fatos, o procurador enviou ofícios a diversas editoras com pedidos de informações.
Recebidas as respostas, ele expediu Recomendação às editoras para que fosse suprimida das próximas edições qualquer expressão pejorativa ou preconceituosa nos significados atribuídos à palavra cigano.
As Editoras Globo e Melhoramentos atenderam a Recomendação. A Editora Objetiva recusou-se a cumpri-la, sob o argumento de que seu dicionário é editado pelo Instituto Houaiss, sendo apenas detentora exclusiva dos direitos de edição.
“Por isso, não tivemos outra saída a não ser ingressar em juízo para garantir o respeito às leis e à própria Constituição, que proíbem não só a prática, mas o próprio ato de induzir à discriminação ou ao preconceito étnico”, explica Cléber Neves.
Racismo
O procurador da República afirma que “o direito à liberdade de expressão não pode albergar posturas preconceituosas e discriminatórias, sobretudo quando caracterizada como infração penal”. Segundo ele, a significação atribuída pelo Houaiss violaria o artigo 20 da Lei 7.716/89, que tipifica o crime de racismo.
O procurador lembra que o próprio STF já se pronunciou sobre o assunto, ao julgar o Caso Ellwanger. Naquela oportunidade, o Supremo Tribunal Federal entendeu que a propagação de ideias discriminatórias contra um povo, em um livro, constitui crime de racismo, não sendo apenas mera expressão de liberdade intelectual.
“O preconceito tende a desconsiderar a individualidade, atribuindo, a priori, características, em geral grosseiras, aos membros de determinado grupo. Portanto, o que o Dicionário Houaiss faz é um juízo antecipado, de índole extremamente negativa, acerca da nação cigana, igualando todos os seus membros”, lembra Cléber Neves.
Para ele, o fato de as afirmações serem feitas por uma publicação, que, por sua própria natureza, encerra um sentido de verdade, agrava ainda mais a situação. “Ora, trata-se de um dicionário. As pessoas consultam-no para saber o significado de uma palavra. Ninguém duvida da veracidade do que ali encontra. Sequer questiona. Pelo contrário. Aquele sentido, extremamente pejorativo, será internalizado, levando à formação de uma postura interna pré-concebida em relação a uma etnia que deveria, por força de lei, ser respeitada”.
Segundo Cléber Neves, “ao invés de disseminar preconceitos, os dicionários, como instrumentos reveladores do conhecimento, deveriam fornecer informações que pudessem justamente acabar com esses preconceitos”.
O MPF revela que, desde 2009, empreendeu vários esforços, com a expedição de inúmeros ofícios e recomendações à Editora Objetiva, para que a publicação excluísse as expressões pejorativas e preconceituosas, mas os réus ignoraram todos os pedidos. “Ao contrário da Editora Globo e da Melhoramentos, que prontamente acataram a recomendação e mudaram os seus textos”, afirma o procurador.
De acordo com o Ministério Público, a atitude da editora e do instituto teria causado, inclusive, dano moral coletivo, na medida em que agrediu de maneira absolutamente injustificável o patrimônio moral da nação cigana.
Por isso é que, na ação, além da retirada do Dicionário Houaiss de toda e qualquer expressão de cunho preconceituoso ou pejorativo contra os ciganos, o MPF também pediu a condenação dos réus ao pagamento de indenização por dano moral coletivo no valor de 200 mil reais.

7 de jun. de 2011

O dicionário que levou 90 anos para ser completado

Data: 54/06/2011.
Autora: Sharon Cohen.

O Dicionário do Mundo Antigo [Chicago Assyrian Dictionary. Chicago: University of Chicago Press, 2011] terminou de ser elaborado depois de 90 anos! Foi um projeto monumental, com um começo modesto: um pequeno grupo de estudiosos e algumas fichas para anotações. O plano da obra era explorar uma língua morta há muito tempo que poderia revelar um mundo antigo de carros e concubinas, decretos reais e diários e presságios que vinham dos céus e dos fígados de ovinos. O ano: 1921; o local: a Universidade de Chicago. O projeto: montagem de um dicionário Assírio baseado nas palavras registradas em tabletes de argila ou de pedra das ruínas desenterradas no Iraque, Irã, Síria e Turquia, escritas numa língua que não era falada há mais de 2.000 anos. Os estudiosos sabiam que o projeto levaria um longo tempo; ninguém esperava que fosse esse tempo todo.

26 de jan. de 2011

Pai dos burros

Autor: Ancelmo Góis.
Fonte: O Globo. Data: 25/01/2011.
No dia 24, por volta de 17h, na Rua 1º de Março, no Centro do Rio, de repente... Paaaaffffftt!!! Um dicionário bem grosso despencou de uma janela do prédio número 23, meu Deus, bem em frente a uma mulher que passava. A moça, quase atingida, registrou queixa na secretaria do edifício.
Comentário:
Será que o dicionário era antigo, anterior à reforma ortográfica? Ou será que a pessoa ficou com raiva e resolveu lançar uma obra tão útil e “pesada” na janela de um prédio alto? Essas perguntas provavelmente ficarão sem respostas!
Murilo Cunha

12 de jan. de 2011

FNDE vai comprar 10 milhões de dicionários

Fonte: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Data: 8/1/2011.

O Ministério da Educação, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vai distribuir dicionários com a nova ortografia da língua portuguesa para todas as salas de aula dos ensinos fundamental e médio do país em 2012. A previsão é de comprar 10 milhões de exemplares para um milhão de salas da rede pública. Serão adquiridos quatro tipos diferentes de dicionários. A última vez que o FNDE enviou dicionários para escolas públicas foi em 2006, antes das mudanças estabelecidas pelo acordo ortográfico. O edital foi publicado em 7 de janeiro no Diário Oficial da União.