5 de jul. de 2013

A saída para o mercado editorial

Fonte: Revolução eBook. Data: 27/06/2013.
URL: http://revolucaoebook.com.br/
Como leremos em 2020? Se parar para pensar, é um intervalo muito curto de tempo, mas a revolução digital não pretende respeitar os 500 anos nos quais predominou a indústria editorial. As práticas de leitura e o mercado já enfrentam profundas transformações às quais muitos podem não resistir. Para responder à pergunta inicial, o pesquisador Sílvio Meira, fundador do C.E.S.A.R (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife) palestrou durante o 4º Congresso Internacional do Livro Digital, que ocorreu entre os dias 13 e 14 de junho.
As possibilidades não deixaram muitas pessoas felizes. Após uma contextualização histórica – desde a conhecida revolução de Gutenberg até a leitura em modo “shuffle” da era do Twitter -, Sílvio Meira aponta para conclusões incertas: “nesse tipo de contexto, nessas novas plataformas, qual o futuro dos livros? Livros, eu acho, vão ser fluxos. Fluxos como conteúdo aumentado, compartilhado em rede como serviço”. Essa consideração, no entanto, implica em uma ampla contextualização.
A era que ele chamou de “parêntese de Gutenberg” agregou determinadas características ao livro, entre elas a grande sacada de transformá-lo em um produto e criar a indústria da informação. A composição original, a reprodutibilidade técnica, o surgimento e valorização da figura do autor, copyright, receptividade passiva da informação pelos consumidores, dentre outras. “Antes de Gutenberg, a gente tem um sistema baseado em recreação/recriação, que é criativo, coletivo, contextual, instável, baseado na performance. Dentro ou exatamente no meio de Gutenberg, nós temos o estável, o canônico, o individual, o original, o autônomo, o universo da composição. Depois de Gutenberg a gente tem um conjunto de coisas que não tem exatamente nome”, afirma.
E o que representa esse conjunto de coisas ainda sem nome ou características difíceis de mapear? “A gente faz sempre, a gente faz coisas e remistura, a gente toma coisas emprestadas, a gente reformata, a gente se apropria. Estamos vendo um universo que, no futuro, talvez seja chamado de percomposichange – um universo de performance, composição e mudança simultânea”, descreve. Tudo isso, pouco necessário lembrar, é um tiro fatal na atual visão de copyright das editoras, livrarias, agentes e autores.
Práticas de leitura
De acordo com Sílvio Meira, a leitura está se tornando cada vez mais fragmentada e menos canônica. Para exemplificar, ele citou o livro “O manuscrito encontrado em Accra”, de Paulo Coelho. “Certamente não é uma composição. É um conjunto articulado de citações, uma espécie de indexador da literatura universal”, analisa. Isso colocaria a obra em cima do parêntese citado anteriormente, na borda entre a ruptura entre a indústria editorial e o universo do “percomposichange”.
Mas essa não é o único sentido no qual a leitura irá ser impactada – talvez seja o menos significativo. Os leitores já participam ativamente do processo, de modo que o “Livro” é cada vez menos um produto final a ser entregue em uma embalagem e mais uma espécie de serviço com muitos outros valores e ferramentas agregados. E não é apenas isso: o livro, a partir de agora, deve ser visto como um elemento integrado à World Wide Web.
Ecossistema de leitura
“A rede como um todo é uma plataforma de compatibilidade. É uma infraestrutura, um conjunto de serviços em cima dessa infraestrutura e um conjunto de aplicações em cima desse serviço. Livros fazem parte de um conjunto articulado de sistemas e, como conteúdo, dependem dessas plataformas de compatibilidade ao redor. A plataforma móvel, digital, conectada e programável é muito mais eficaz, muito mais leve, muito mais eficiente, muito mais barata do que a plataforma física”, explica Sílvio Meira.
“Isso vai mudar exatamente o que a gente vai entender como ‘Livro’ no futuro próximo. Escrita, propriedade do material, distribuição, leitura, replicação e preservação vão mudar porque a plataforma de compatibilidade já está mudando”, alerta.
O que sobra para os profissionais?

A resposta para quem trabalha na indústria do livro é profética, mas não muito animadora. E pode ser resumida em uma sigla: TEA (tentativas, erros e aprendizados). Esqueça os acertos. Quanto mais as editoras, livrarias, autores e até bibliotecários errarem, mais tempo terão para aprender a como não agir nessa nova dinâmica do livro digital. E mais tempo terão para se recuperar diante dos seus concorrentes. “Quem não tentar agora para errar muito, acertar pouco e aprender rápido para um futuro próximo, talvez não esteja no mercado no cenário de curto prazo”, considera.

2 de jul. de 2013

CFB no Congresso de Florianópolis


Biblioteconomia a distância em Caxias do Sul (RS)



A Universidade Caxias do Sul, entidade jurídica do Direito Privado, abriu o curso de graduação em Biblioteconomia a distância (GRA000905 – Biblioteconomia).
Local: Caxias do Sul (Rio Grande do Sul).
Coordenador: Marcos Leandro Freitas Hubner - mlfhubne@ucs.br
Duração: 4 anos
Créditos: 158

Biblioteca Nacional de Brasília começa a emprestar livros



Fonte: Correio Braziliense. Data: 26/06/2013.
Inaugurada há sete anos e até hoje sem um acervo disponível ao público, a Biblioteca Nacional começa a ganhar ares de biblioteca no sentido mais tradicional do termo, a partir de quinta-feira (27/6), quando um lote de 800 livros dos 7,8 mil adquiridos desde março estiver disponível para o público, além de outros 14,2 mil recebidos de doações. “Vai funcionar como qualquer biblioteca”, explica Ivana Sant’ana, subsecretária de políticas do livro e da leitura da Secretaria de Cultura. As publicações estarão disponíveis no segundo andar do prédio, e os usuários precisarão preencher um cadastro para ter direito aos empréstimos. Cada usuário poderá retirar dois títulos por vez e os volumes poderão ficar nas mãos dos leitores, no máximo, por 10 dias.
Hoje, cerca de 400 pessoas passam, diariamente, pela Biblioteca Nacional. Com a inauguração do acervo, esse número deve aumentar, mas ainda não há uma expectativa. “Com certeza, a dinâmica da Biblioteca vai mudar, porque o público será maior”, diz Ivana. O acervo foi adquirido graças a um repasse de R$ 500 mil de emendas parlamentares. No total, são 2,8 mil títulos distribuídos em diversas áreas. Literatura, saúde, história, direito, economia e administração foram contemplados, além de livros direcionados para concursos públicos, para atender boa parte do público que hoje frequenta o local. Lançamentos do mercado editorial também entraram na lista, uma tentativa de iniciar uma coleção atualizada. (...)

Moby Dick Ebooks



A Moby Dick Ebooks estreia no Brasil com nove mil títulos de mais de 200 editoras. E o plano é aumentar o catálogo para 18 mil títulos até o final do ano. Cada título mostra a disponibilidade de formatos dos e-books, e o site dá ainda algumas orientações sobre como ler e-books [URL: http://www.mobydickbooks.com.br/index.php/como-ler].
Detalhes no URL:
http://www.mobydickbooks.com.br/

Lançamento: literatura de cordel



Acaba ser publicado o livro "Representação Temática da Informação na Literatura Popular de Cordel" pela Editora Appris - Coleção Ciências da Informação. A obra é de autoria de Beth Baltar.
O livro já está à venda no sitio da Editora Appris: http://www.editoraappris.com.br 

Novo número: INCID



Acaba de ser publicado o novo número da revista InCID (v. 4, n. 1, 2013). O texto completo pode ser acessado no URL:
Sumário
Editorial. José Eduardo Santarém Segundo.
Artigos
Relato de Experiência
Entrevista
Resenha