15 de mai. de 2012

FHC receberá prêmio Klunge e US$ 1 milhão


Fonte: JC e-mail. Data: 15/05/2012.
A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos anunciou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso receberá o Prêmio John W. Kluge. A distinção, que inclui o montante de US$ 1 milhão, será entregue em Washington, no dia 10 de julho.
O Prêmio Kluge distingue acadêmicos das áreas de ciências humanas e sociais, categoria não abrangida pelo Nobel. Lançado em 2003, o Kluge é internacional e não tem periodicidade. Foi entregue pela última vez em 2008.
Entre os sete ganhadores anteriores estão o filósofo francês Paul Ricoeur, o filósofo polonês Leszek Kolakowski e os historiadores John Hope Franklin (dos Estados Unidos) e Yu Ying-shih (nascido na China e radicado nos Estados Unidos).
"Sua análise acadêmica das estruturas sociais do governo, da economia e das relações raciais no Brasil estabeleceram a base intelectual para sua liderança como presidente na transformação do Brasil de uma ditadura militar com alta inflação em uma democracia vibrante e mais inclusiva com forte crescimento econômico", destacou a Biblioteca do Congresso em comunicado a respeito da escolha de Cardoso.
A instituição também ressaltou a "enorme energia intelectual" do ex-presidente do Brasil, autor ou co-autor de mais de 23 livros acadêmicos e de 116 artigos científicos.
"Cardoso tornou-se internacionalmente conhecido pela análise inovadora desenvolvida com o chileno Enzo Faletto no debate das melhores alternativas para o desenvolvimento. Essa estrutura interpretativa abriu o caminho para novas ideias e alternativas e influenciou gerações de acadêmicos na América Latina, nos Estados Unidos e no mundo, antecipando o conceito posterior de 'globalização'", diz o comunicado. O trabalho em parceria com Faletto está no livro 'Dependência e Desenvolvimento na América Latina', de 1969.
A Biblioteca do Congresso também destacou os anos de exílio de Cardoso, durante o regime militar no Brasil, nos quais "publicou prolificamente" e lecionou em instituições líderes na América Latina, França e Estados Unidos. "Sua produção argumenta que o desenvolvimento econômico pode florescer juntamente com o bem-estar social em uma sociedade liberal."
Professor emérito da Universidade de São Paulo, Cardoso foi presidente do Brasil de 1995 a 2002, tendo antes sido senador da República (1983 a 1992), ministro das Relações Exteriores (1992) e ministro da Fazenda (1993 e 1994).
"O presidente Cardoso tem sido o acadêmico moderno que combina o estudo aprofundado com o respeito pela evidência empírica. Sua aspiração fundamental é buscar sobre a sociedade a verdade que melhor possa ser determinada, enquanto se mantém aberto à revisão de conclusões diante de novas evidências", disse James Billington, responsável pela Biblioteca do Congresso.
"Em termos puramente acadêmicos, Fernando Henrique Cardoso deve ser considerado o mais destacado cientista político do fim do século 20 na América Latina", disse Billington.

Amazon corteja editoras nacionais


Autora: Bruna Cortez.
Fonte: Valor Econômico. Data: 9/05/2012.
A varejista virtual americana Amazon mostrou, ontem, como está empenhada em avançar nas negociações com as editoras brasileiras para lançar seu serviço no Brasil. Durante palestra no III Congresso Internacional do Livro Digital, Pedro Huerta, diretor de conteúdo Kindle para América Latina, não economizou nos números sobre o crescimento da receita de grandes editoras americanas e britânicas com a venda de livros digitais. A mensagem - em tom de conversa de bom vendedor - foi taxativa: "Confiem em mim, o [meio] digital é um caminho sem volta", disse o executivo.
Apesar de ter evitado falar sobre o estágio das negociações no Brasil, Huerta deu sinais de que a queda de braço com as editoras locais continua a ser uma dor de cabeça para a Amazon. Ao comentar sobre sua área de formação - o executivo formou-se em engenharia em uma universidade alemã -, Huerta brincou, dizendo que o assunto "só não é tão chato quanto ter de negociar com as editoras brasileiras".
O principal ponto de conflito entre a Amazon e as editoras é o desconto que a varejista americana planeja conceder ao consumidor na venda dos livros digitais. Segundo profissionais do setor, o plano original da Amazon era dar um desconto de 70% sobre o preço de capa de uma publicação impressa. A companhia diminuiu essa taxa para 50%, mas ainda não parece ser o bastante. As editoras brasileiras querem que os e-books tenham um abatimento menor.
Desde domingo, quando chegou ao Brasil, Huerta tem visitado editoras brasileiras na tentativa de chegar a um acordo sobre os termos de possíveis parcerias. Na segunda e na terça-feira, o executivo esteve no Rio de Janeiro, de acordo com Mauro Widman, gerente de vendas da Amazon que tem acompanhado Huerta nessas visitas. Segundo apurou o Valor, Huerta vai para o interior de São Paulo hoje, retornando à capital no mesmo dia. O executivo deixa o país hoje.

A internet é essencial para 82% das pessoas, diz estudo


Fonte: Info Online. Data: 10/05/2012.
Autor: Rafael Ferrer.
URL: http://info.abril.com.br/noticias/internet/a-internet-e-essencial-para-82-das-pessoas-diz-estudo-10052012-24.shl
Uma pesquisa apresentada nesta quinta-feira (10) mostra que 82% dos brasileiros com acesso a internet consideram a web uma ferramenta indispensável e essencial para a sobrevivência. Destes, 85% são mulheres e 79% são homens.
Segundo Fábio Coelho, que apresentou o estudo e é presidente do Google no Brasil e da rede de associações Interactive Advertising Bureau (IAB), a internet é preferencialmente usada pelos jovens, mas que o uso da web é feito por pessoas de todas as idades, classes e regiões, além de ser a atividade preferida para entreter.
 “Este é considerado o meio de comunicação mais importante pelos entrevistados. As pessoas incorporam a internet no dia a dia. Muitos jovens nem conseguem avaliar o nível de importância das ferramentas online porque a web faz parte da rotina diária dessas pessoas”, comenta.
Ainda de acordo com o estudo, há mais de 80 milhões de pessoas conectadas no país. Esta estatística contabiliza os acessos fixo e móvel por meio de dispositivos como consoles de videogames, smartphones, tablets, notebooks, desktops e outros aparelhos.
O objetivo deste estudo é analisar os hábitos dos internautas brasileiros e apurar a relação destes usuários com a publicidade digital. Mais de 2.075 pessoas de todo o Brasil participaram da pesquisa, feita pela IBA em parceria com a empresa de pesquisas de mercado comScore. Os entrevistados enviaram as respostas por e-mail em fevereiro deste ano e possuem idade entre 15 e mais de 55 anos (51% são homens e 49% são mulheres).
Perguntados sobre qual o passatempo preferido quando há 15 minutos de tempo livre, 62% dos entrevistados responderam que gostam de navegar na internet, principalmente para acessar sites de vídeos e redes sociais.
Além disso, a penetração da web nas faixas etárias da população de mais idade é cada vez maior, de acordo com Coelho. “Navegar na internet é um hábito crescente entre as pessoas com mais de 50 anos. Antes, eles acessavam basicamente serviços de e-mail e agora estão em outros serviços, como as redes sociais”, diz.
Ainda de acordo com o estudo, os sites de relacionamento como o Facebook e Orkut os mais acessados pelo público feminino de todas as faixas etárias. Estes sites são usados em sua maioria por pessoas com menor poder aquisitivo. Já os consoles conectados são usados preferencialmente pelos adolescentes de maior poder aquisitivo.
Apesar dos acessos partirem de todas as regiões brasileiras, há grande diferença na concentração de usuários espalhados pelo país. Enquanto a região Sudeste representa 55% de todos os acessos, a região Norte reúne apenas 5% das pessoas com acesso a internet.
Estes usuários preferem acessar a web no período da manhã (89%) e à noite (78%). Outros momentos do dia são os preferidos por 73% das pessoas. Já o jornal impresso é lido por 14% destes usuários e durante o período noturno as pessoas acessam mais a internet do que assistem a TV, de acordo com a pesquisa.
Os acessos partem de desktops (77%) e notebooks (59%). De acordo com Coelho, estes aparelhos ainda são os mais usados no Brasil. O smartphone é o mais usado por 40% das pessoas e ocupa o terceiro lugar da lista.
Segundo Coelho, 36% das pessoas navegam diariamente na internet durante aproximadamente 2h. Outros 42% dos internautas passam mais de 2h online todos os dias. “A web é a principal mídia usada para gerar relacionamento entre as pessoas. O brasileiro é muito conectado e gosta de se relacionar”, diz o presidente. Ainda na mesma pesquisa, 25% dos participantes afirmam que passam o tempo livre assistindo a TV.
Já os tablets estão logo atrás com 16%, o iPad é o preferido de 15% dos entrevistados e os consoles de videogame é usado por 12% dos internautas. O iPod representa 10% dos acessos e outros dispositivos apenas 2%.
 “As pessoas entre 25 e 34 anos usam os consoles de videogame, smartphones e tablets mais do que outros usuários de faixas etárias de maior idade. Isso demonstra que o brasileiro busca cada vez mais múltiplas plataformas, em média dois ou três canais”, diz Coelho. O executivo diz que as pessoas de mais idade usam, em média, apenas um canal, mas que estes internautas começam a usar mais de um dispositivo conectado.
Ainda de acordo com o estudo, cerca de 60% dos entrevistados navegam na internet e assistem a TV ao mesmo tempo. Este hábito é mais frequente entre as mulheres de todas as faixas etárias e apenas 6% de todos os usuários afirmam que prestam mais atenção na TV.
Com base nos dados fornecidos pelos entrevistados, a comScore avaliou que de todos os quesitos que envolvem a publicidade digital, como criatividade, confiabilidade e motivação, o único item que a internet não lidera é o da memorabilidade.
Ainda sobre consumo, 65% das pessoas preferem pesquisar as opiniões de outros clientes na internet antes de finalizar uma comprar em lojas físicas. Além disso, 37% dos donos de aparelhos portáteis conectados a web usam o dispositivo para buscar dados sobre o item que querem comprar.
De acordo com Coelho, hoje, o desafio da publicidade digital é orquestrar e aproveitar as oportunidades atuais do mercado brasileiro. “Desde 2009, os meios digitais representavam apenas 5% do bolo publicitário. Em 2012, este número deve chegar a 14%”, afirma.
Para os próximos anos, o presidente diz que o Programa Nacional de Banda Larga aquecerá o mercado publicitário porque poderá dobrar a quantidade de usuários com acesso à internet no Brasil. “Outro desafio é construir um mercado publicitário sadio, menos intrusivo e mais regional”, comenta. Esta foi a primeira edição da pesquisa e, de acordo com o executivo, será atualizada anualmente.

14 de mai. de 2012

Nova diretora da Biblioteca Demonstrativa de Brasília


Rita da Rocha Lemos assumiu, definitivamente, a coordenação da Biblioteca Demonstrativa de Brasília (BDB). A nomeação foi publicada pela Fundação Biblioteca Nacional no Diário Oficial da União em 2/5. Com formação em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília (UnB), Rita é especialista em Gestão de Políticas Públicas de Cultura. Servidora federal, trabalhou na área de Referência da Biblioteca Nacional entre 2006 e 2009. Vinha exercendo interinamente a função desde a morte da coordenadora Maria da Conceição Moreira Salles, que passará a dar nome a BDB. 
Maiores detalhes no UR: http://www.bdb.org.br/

IFLA libera declarações sobre obras órfãs e Depósito Legal


Por meio de suas principais iniciativas 2011-2012, IFLA está trabalhando para construir uma base jurídica, técnica e profissional que permita que as bibliotecas desempenham um papel importante na recolha, preservação, e dando amplo acesso a todos os tipos de materiais físicos e digitais. Assim, a IFLA desenvolveu e aprovou declarações sobre o depósito legal e obras órfãs.

A Declaração sobre o Depósito Legal destaca benefícios e considerações para impressão e depósito legal eletrônico em um sistema obrigatório ou voluntário do depósito legal. IFLA acredita que o depósito legal é fundamental para a preservação e acesso ao patrimônio documental de uma nação..

Leia a Declaração sobre o Depósito Legal: http://www.ifla.org/en/publications/ifla-statement-on-legal-deposit
A Declaração engloba questões a serem consideradas na promoção do interesse público no acesso a essas obras ao mesmo tempo proteger os direitos do proprietário e combater o risco de violação, que é particularmente aplicável para a digitalização em massa.

10 de mai. de 2012

Educação lança biblioteca online para alunos e professores

Fonte: Jornal do Brasil. Data: 9/05/2012.

URL: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2012/05/09/educacao-lanca-biblioteca-online-para-alunos-e-professores/

A Secretaria Municipal de Educação lança hoje a biblioteca online Educoteca, no Teatro Carlos Gomes, no Centro. A nova ferramenta, que já pode ser acessada no endereço eletrônico http://www.educopedia.com.br/, passa a ser mais uma alternativa para alunos e professores das escolas municipais que desejarem fazer leituras por meio digital. 
Nesse novo ambiente, eles passam a ter contato com diversas mídias, interagir com o conteúdo e acessar recursos externos que sirvam de complemento para o tema que está sendo abordado.
Nesta primeira fase, os alunos e professores terão acesso aos seguintes livros em formato digital: A cartomante, de Machado de Assis; Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne; Patota Sideral, de Rafael Paschoal; e A Raposa e as Uvas de Esopo; além de livros no formato PDF que são de domínio público.

Comissão vai discutir depósito de publicações nas bibliotecas

Fonte: Câmara dos Deputados. Data: 9/05/2012.
URL: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/416744-COMISSAO-VAI-DISCUTIR-DEPOSITO-DE-PUBLICACOES-NAS-BIBLIOTECAS.html
A Comissão de Educação e Cultura vai realizar audiência pública para debater o Projeto de Lei 3085/12, que altera a Lei 10.994/04, para conferir à Biblioteca Nacional de Brasília e às bibliotecas públicas estaduais e do Distrito Federal a condição de depositárias legais de publicações.
A iniciativa do debate, ainda sem data marcada, é do deputado Izalci (PR-DF). Ele afirma que as bibliotecas são um dos principais difusores da informação em nosso País, além de terem um papel importantíssimo para estimular o hábito da leitura.
“A inclusão das bibliotecas públicas estaduais e do Distrito Federal entre as destinatárias de exemplares de publicações referentes ao depósito legal é um excelente motivo para trazermos as bibliotecas públicas ao debate”, afirma Izalci.
Serão convidados para a audiência:
- o presidente da Associação Nacional de Biblioteconomistas;
- o secretário de Cultura do DF, Hamilton Pereira da Silva; e
- representantes dos Biblioteconomistas da UnB; da Biblioteca Pública Nacional; e do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).
Íntegra do projeto de lei PL 3085/2012 está no URL:

9 de mai. de 2012

Acervo do jornal “O Estado de S. Paulo” na internet

Fonte: Blog do Estadão. Data: 6/05/2012.
O jornal O Estado de S. Paulo lançará na internet, em 23 de maio, o seu acervo que conta com 137 anos de história. Mais de dois milhões de páginas publicadas pelo jornal desde a sua fundação, em quatro de janeiro de 1875, estarão na íntegra. Destaque para um conversor de valores que vai auxiliar o internauta a calcular preços de produtos anunciados em diferentes épocas.

Cabo Frio celebra 48 anos da Biblioteca Municipal Walter Nogueira

Fonte: Nova Saquarema. Data: 8/05/2012.
No último sábado, dia 5 de maio, a Biblioteca Municipal Walter Nogueira comemorou seus 48 anos de existência. O evento contou com a participação da Aleart (Academia de Letras e Artesanato de Cabo Frio), que levou seus artistas para confeccionar artesanato ao ar livre, na Praça Dom Pedro, em frente à Biblioteca, além da participação da artista plástica Eliane Guedes, do ator Yuri Vasconcellos, contação de histórias com Sonia Correcha e também apresentação musical com José Carlos de Morais, Tatá Costa, de Rio das Ostras, entre outros.
A comemoração contou ainda com a presença de dona Yone Nogueira, parenta direta do fundador da Biblioteca, Walter Nogueira. Dona Yone celebrou os 48 anos do espaço cultural e ressaltou a importância histórica que a Biblioteca tem em Cabo Frio. A Cia de Teatro Curare também fez uma dramatização de poemas brasileiros, principalmente da poeta Adélia Prado, e funcionários da Secretaria de Cultura distribuíram o folder sobre Walter Nogueira, que faz parte do projeto “Nossos valores a gente nunca esquece”.  Também foram entregues certificados às personalidades que fizeram parte da história de vida da Biblioteca.
Ao final, todos os presentes encerraram a celebração com um bolo feito especialmente para a ocasião.
Sobre o fundador - Walter Nogueira nasceu em Cabo Frio no dia 25 de abril de 1915, completou os cursos primário e preparatório em Niterói e formou-se em Português e Literatura pela Faculdade de Filosofia do Rio de Janeiro. Ao longo da vida foi professor, escritor, conferencista, poeta, comentarista, crítico literário, redator, corretor e relações públicas. Foi um homem muito culto, com uma vida profissional intensa, mas sempre priorizou seus dons literários. Em 1942, aos 27 anos, foi eleito por unanimidade membro da Sociedade de Homens de Letras do Brasil.
Em 1º de abril 1964 ele inaugurou, com a ajuda de amigos, a primeira Biblioteca de Cabo Frio no prédio do atual Ismar Gomes, com a presença de escritores e poetas paulistas e fluminenses. Também inaugurou a pinacoteca e a galeria dos escritores de Cabo Frio, homenageando Teixeira e Sousa, Waldemir Terra Cardoso, Eduardo Pacheco, Vitorino Carriço e Pedro Guedes Alcoforado.
Walter Nogueira da Silva morreu aos 64 anos de idade no dia 14 de outubro de 1979, em São Paulo. Seu nome consta no Dicionário Literário Brasileiro, de Raimundo de Menezes, uma das fontes mais amplas de informação literária.

Projeto britânico arquiva conversas que marcam a vida de anônimos

Fonte: Portal Terra. Data: 8/05/2012.

URL: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5760422-EI8142,00-Projeto+britanico+arquiva+conversas+que+marcam+a+vida+de+anonimos.html

"Eis uma pergunta que eu nunca fiz: se eu morrer antes, você se casaria de novo?", questiona o aposentado Jim a Joan, sua esposa desde a juventude. "Não", responde ela. "Você é insubstituível. Meu sentimento é igual ao de quando éramos jovens. Provavelmente nos amamos mais agora".
A conversa entre marido e mulher foi gravada pela BBC Radio 4 e pela Biblioteca Britânica, num projeto que tem como objetivo captar conversas importantes entre duas pessoas comuns, que tenham uma história em comum.
Daqui a anos ou séculos, essas conversas e os assuntos que elas envolvem - amor, casamento, perda, religião, família - darão uma ideia de como era a vida de um cidadão típico no início do século 21, explica Tony Philips, organizador do Listening Project na BBC.
"O objetivo é gravar uma conversa que a pessoa sempre quis ter com alguém próximo a ela. O assunto cabe a eles. Mas deve ser algo de que eles realmente queiram falar - uma conversa de que eles se arrependeriam se não a tivessem."
O resultado são diálogos que tendem a marcar a vida de seus participantes, explica Philips, ao satisfazer a "necessidade básica do ser humano de conversar nesse nível (de profundidade)".
O casal norte-irlandês descrito acima, por exemplo, escreveu a Philips para agradecer a experiência, "que lhes fez pensar o quão frequente na vida não damos cem por cento da nossa atenção às pessoas que amamos", principalmente na era da comunicação virtual.
Gravar e mandar
As primeiras conversas do Listening Project foram gravadas por produtores da BBC Radio 4 e de outras rádios regionais da BBC, com cidadãos que conheceram na comunidade.
Mas a ideia é que qualquer morador do Reino Unido participe do projeto, gravando suas conversas (de cerca de 30 minutos) onde quiserem e mandando o material pelo site (em inglês).
Algumas conversas selecionadas são editadas e transmitidas pela BBC (também estão disponíveis para serem escutadas no mesmo site). Todas serão arquivadas pela Biblioteca Britânica como parte da história oral do país.
Iniciado há poucos meses, o Listening Project recebeu até o início de maio cerca de cem conversas. A transmissão pela BBC ocorrerá de forma intermitente - durante três meses, com intervalos de outros três -, mas o projeto não tem data para acabar.
Para Rob Perks, curador de História Oral da Biblioteca Britânica, "o Listening Project pode prover momentos de percepção sobre a Grã-Bretanha contemporânea: o que cada canto do país pensava sobre suas vidas e seus amores, o que lhes entusiasmava ou decepcionava, seus sucessos e fracassos".
A iniciativa foi inspirada pela ideia americana Storycorps, que visa dar a americanos de diferentes origens a oportunidade de gravar a história de suas vidas como documentos da Biblioteca do Congresso do país.
No Brasil existe desde 1991 o Museu da Pessoa (www.museudapessoa.net), que, em vez de conversas, arquiva "histórias de vida" de pessoas comuns. Qualquer um pode agendar uma sessão no museu, em São Paulo, para que sua história seja gravada, editada e colocada no site da instituição. Já foram gravados 15 mil depoimentos, segundo a assessoria do museu

Manual da UFMG sobre catalogação de obras especiais e raras

O Sistema de Bibliotecas da UFMG disponibiliza para download o “Manual para entrada de dados bibliográficos em formato MARC 21: ênfase em obras raras e especiais”, com o objetivo de auxiliar os bibliotecários brasileiros no tratamento de obras raras. De autoria de Maria Angélica Ferraz Messina-Ramos e contou com a colaboração das bibliotecárias da UFMG Marlene de Fátima Vieira e Maria Helena Santos.
A disponibilização do Manual tem o objetivo de possibilitar a ampla utilização do conteúdo pelas bibliotecas brasileiras, já que uma das principais ferramentas para catalogação de obras raras, “Descriptive Cataloging of Rare Books” (DCRB), editado pela Library of Congress, foi publicada em língua inglesa, o que constitui uma barreira linguística para a maioria dos bibliotecários brasileiros.
Nota do blog:
O Manual, com 13.9 Mb, no formato PDF, está disponível no URL: https://www.bu.ufmg.br/boletim/Manual_Obras%20Raras_Completo_Versao%20Publicada.pdf

Impressão sob demanda é round na guerra do e-book

Fonte: Valor Econômico. Data: 7/05/2012.
Dane Neller, principal executivo da On Demand Books: máquinas que levam até cinco minutos para imprimir um livro
Há um gritante anacronismo no centro da maioria das instalações dedicadas ao atendimento de encomendas da Amazon.com: corredores e mais corredores de livros antigos. A Amazon estoca esses volumes para os muitos clientes que ainda preferem os prazeres tangíveis de ler em papel. Mas a empresa é inflexível quanto ao aumento da eficiência, e tem à mão uma maneira fácil de eliminar algumas dessas prateleiras: a impressão sob encomenda. Com uma impressora de capacidade industrial e um arquivo de livros digitais fornecido pela editora, a Amazon pode facilmente esperar o momento em que um cliente clica na tecla "faça seu pedido" para imprimir um livro. Essa tecnologia é defendida por aqueles que querem enxugar a divisão de livros - e pode se revelar um ponto de conflito no hipertenso mundo editorial.
O setor de livros não está nem um pouco ansioso para abraçar qualquer nova mudança violenta. O lançamento do Kindle, em 2007, e a insistência da Amazon em oferecer um preço acessível ao cliente para os novos lançamentos, de US$ 9,99 por título, desencadearam uma briga em várias frentes. Os esforços das maiores editoras para contornar a estratégia de preço da Amazon atraíram a atenção do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que recentemente abriu um processo antitruste contra a Apple e cinco editoras de livros em torno de seu suposto conluio para elevar os preços dos livros eletrônicos. [Três editoras encerraram o processo com acordo.] A questão da impressão sob encomenda passou a um segundo plano com o desenrolar desse drama em torno dos livros eletrônicos.
Mas executivos das maiores editoras de livros de Nova York, que pediram para não ter seus nomes citados devido ao monitoramento legal a que está sujeito o setor, dizem que a Amazon pede a eles regularmente que autorizem a impressão sob encomenda para seus títulos mais antigos, de venda mais lenta. Até o momento, eles recusaram, movidos pela suspeita de que a Amazon vai empregar sua capacidade de imprimir sob encomenda para inclinar ainda mais em seu favor os fatores econômicos da atividade de publicação de livros.
Pedir às editoras que migrem para a impressão sob encomenda "é, em grande medida, assumir o controle do setor", diz Mike Shatzkin, fundador da consultoria Idea Logical, que presta serviços a editoras de livros sobre questões digitais. "Acrescenta alguma margem de lucro, mas também enfraquece o restante do mundo editorial."
A impressão sob encomenda existe há mais de uma década. Em 1997, a maior atacadista de livros dos Estados Unidos, atualmente conhecida como Ingram Content Group, inaugurou uma divisão chamada Lightning Source para atender editoras que quisessem imprimir um número limitado de exemplares de determinados livros. Em 2005, a Amazon adquiriu uma provedora concorrente de impressão sob encomenda, a BookSurge, e começou a oferecer às editoras a opção de complementar seus estoques com exemplares impressos sob encomenda quando os volumes físicos de um título se esgotam. Atualmente chamada CreateSpace, a subsidiária da Amazon atende, principalmente, editoras pequenas e autores que bancam suas próprias edições. A tecnologia aprimorou-se com o passar do tempo, e os livros impressos sob encomenda são atualmente indistinguíveis da maioria dos volumes.
Esforços das editoras para contornar estratégia de preços da Amazon já renderam um processo antitruste
As editoras preocupam-se com a possibilidade de que uma migração generalizada para a impressão sob encomenda possa, a exemplo do surgimento dos livros eletrônicos, abalar seu centenário modelo de negócios. Empresas como a Random House e a Simon & Schuster levaram décadas investindo em cadeias de suprimentos próprias, armazenando livros em depósitos gigantescos e desenvolvendo a infraestrutura de transportes necessária para enviar esses volumes para as lojas em poucos dias. Se a impressão sob encomenda tornar-se uma prática generalizada, as editoras poderão reduzir seus custos fixos e resolver o eterno problema da devolução dos livros não vendidos pelas lojas.
Mas isso, ao mesmo tempo, colocaria em dúvida quase todos os outros aspectos sobre a forma pela qual as grandes editoras operam, uma vez que sua remuneração é baseada na linha de serviços que prestam, desde a orientação editorial até a armazenagem e distribuição. A tecnologia da impressão sob encomenda dificultará para as editoras a tarefa de justificar a manutenção da maior parte do preço de atacado de um livro.
Um dos dirigentes editoriais de Nova York diz que mesmo permitir que títulos sejam impressos sob encomenda pela Amazon, quando há escassez, é desaconselhável, uma vez que poderá estimular a empresa a encomendar menor número de livros impressos. E dispor de um estoque ilimitado dará à Amazon mais uma vantagem em relação a varejistas como a Barnes & Noble, que as editoras querem manter em operação como um contrapeso à onda avassaladora do comércio eletrônico. Outro alto executivo de uma grande editora de Nova York diz que a confiança na Amazon é muito pequena para estudar a possibilidade de introdução desses serviços de impressão sob encomenda.
A Amazon não é a única empresa que tenta conduzir relutantes grandes editoras rumo a um futuro baseado na impressão sob encomenda. No fim da década de 90, o veterano presidente da Random House, Jason Epstein, teve a visão de uma máquina semelhante a um caixa automático capaz de produzir livros difíceis de encontrar. Em 2003, ele criou a empresa On Demand Books para desenvolver a ideia. Atualmente, sua Espresso Book Machine, fabricada pela Xerox ao custo de aproximadamente US$ 100 mil, está disponível em algumas dezenas de livrarias distribuídas pelos Estados Unidos. A máquina leva de quatro a cinco minutos para baixar e imprimir uma brochura de alta qualidade.
No último trimestre do ano passado, a HarperCollins Publishers, uma divisão da News Corp., tornou-se a primeira editora de peso a integrar o catálogo da On Demand Books, oferecendo cerca de 5 mil volumes mais antigos. Mas as máquinas ainda dispõem de uma seleção muito restrita de títulos de sucesso, e isso tem limitado seu poder de atração. "O catálogo é enorme, mas é esmagadoramente de domínio público", diz Dane Neller, principal executivo da On Demand Books, referindo-se a livros mais antigos, que já não são protegidos por direitos exclusivos de publicação. "Essa é uma consequência da relutância das editoras em mudar sua atual cadeia de suprimentos, correndo o risco de tumultuá-la, embora esperemos e acreditemos que isso vá mudar."
À medida que a transição digital subverte o setor, a resistência à impressão sob encomenda poderá arrefecer. Editoras de menor porte que já se distanciaram da impressão e armazenagem de seus próprios livros dizem que a mudança vale muito a pena. "Em vez de pôr todos os livros em um armazém, você libera fluxo de caixa para investir em pesquisa e desenvolvimento", diz Laura Baldwin, presidente da editora de livros técnicos O'Reilly Media, que aderiu à impressão sob encomenda no ano passado, desvencilhando-se de US$ 1,6 milhão em custo de estoque. "Você pode investir no futuro técnico da atividade editorial, em vez de acumular livros impressos no armazém." (Tradução de Rachel Warszawski)

5 de mai. de 2012

Problema com aparelho de ar condicionado alaga prédio da Biblioteca Nacional


Fonte: TV Globo. Data: 4/05/2012.
Cerca de 800 exemplares de jornais e coleções encadernadas foram atingidos pela água e secam no chão. Para salvar o acervo, varais foram estendidos entre as prateleiras da biblioteca, no Rio de Janeiro. O vídeo, com duração de um minuto e 39 segundos, está disponível no URL:
http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-da-globo/v/problema-com-aparelho-de-ar-condicionado-alaga-predio-da-biblioteca-nacional/1933905/

UNESP inaugura sua primeira biblioteca infantil

 Fonte: Planeta Universitário. Data: 3/05/2012.
URL: http://www.planetauniversitario.com/index.php/notas-do-campus-mainmenu-73/26973-unesp-inaugura-sua-primeira-biblioteca-infantil
Será a primeira biblioteca infantil da UNESP e colocará à disposição dos usuários cadastrados (alunos, professores, pesquisadores e interessados) cerca de 3 mil títulos infantis, além de textos teóricos sobre leitura, compreensão/interpretação e produção de textos.
Segundo Renata, coordenadora geral do CELLIJ, esses livros já estavam no CELLIJ, foram comprados, doados, mas eram utilizados somente pelos pesquisadores ligados ao nosso núcleo. “Agora, livros e textos podem ser retirados pelos alunos de Pedagogia, para prepararem aulas, pesquisadores e pelos alunos, por crianças ou adolescentes, das escolas da cidade, criando mais um espaço de mediação de leitura, especializado e que atenderá gratuitamente, mediante cadastro”, diz.
A BIP (Biblioteca Infantil de Prudente) funcionará como uma sub-biblioteca ligada, pela base Athena, à Biblioteca de Presidente Prudente (BPP), principal do Câmpus da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNESP local.
Teresa Raquel Vanalli, bibliotecária, explica que todos os livros do CELLIJ foram cadastrados na base Athena, usada em toda a UNESP, e agora podem circular com controle. “Podemos emprestar, saber com quem estão e controlar a devolução”, conta.
A parceria entre o CELLIJ e a BPP foi para dar controle e suporte ao CELLIJ e aos projetos da professora Renata. Além disso, faz parte da função da biblioteca de uma universidade ajudar na formação e na cultura do cidadão, dar acesso para a população ao nosso acervo e fazê-lo circular”, comenta Teresa.
Renata Bianchui Prado, funcionária da BPP, atenderá os usuários da BIP, a partir de 3 de maio de 2012. O telefone direto da biblioteca infantil é (18) 3229-5836.
Como será feito o cadastro
Da UNESP - Os usuários (alunos, docentes e funcionários), mesmo com registro na BPP da universidade, precisam atualizar os dados na BIP do CELLIJ, trazendo os seguintes documentos: RG, CPF e comprovante de matrícula (para alunos). Quem não tem cadastro ainda na biblioteca do campus, precisa fazer o registro biométrico do dedo indicador.
De fora da UNESP - Para usuários externos, é preciso trazer: RG, CPF e comprovante de endereço de Presidente Prudente. Somente moradores da cidade poderão retirar livros na BIP.
Taxa - E é preciso pagar uma taxa de R$ 10,00, válida por dois anos sem atualização de dados. A renovação dentro deste prazo garante a continuidade do atendimento na BIP sem necessidade de recolhimento de nova taxa. Crianças que estiverem na cidade poderão retirar livros, mediante cadastro de adulto residente em Presidente Prudente.
Menores: o cadastro será feito em nome dos pais ou responsáveis. A criança fará registro do polegar. Assim que ela escolher o livro, pode retirá-lo mediante a leitura da sua digital, com liberdade e autonomia, desde que esteja registrada na BIP.
A biblioteca infantil funcionará às segundas-feiras, das 17h30 às 21h30; às terças, das 13h30 às 17h30; às quartas, das 8h às 12h; às quintas, das 13h30 às 17h30, e às sextas, das 13h30 às 17h30.
Mais informações:
Sobre o CELLIJ, a BIP e projetos de pesquisa: coordenadora Renata Junqueira de Souza: telefone CELLIJ (18) 3229-5462 ou celular (18) 9799-0705.
Sobre a Biblioteca (BPP) da UNESP de Presidente Prudente: Raquel Vanalli, telefone (18) 3229-5362 ou celular 9136-4572.

2 de mai. de 2012

Curso: Organização de informações em ambientes digitais

Curso: Gestão de Documentos e Informações (EDOC 2012).
Será realizado em oito cidades, começando por Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
Inscrições abertas com 30% de desconto para pagamento até 21 de maio.
Temário:
  • Como Conviver com a Organização híbrida?
    Organização PaperLess, existe?
    GED – Gestão de Processos e Gestão de Conteúdo e Gestão Eletrônica de Documentos
  • Soluções corporativas para gestão de documentos e informações
  • ECM/GED: projetos implantados em empresas públicas e privadas.
  • Tendências e mercado na implantação de projetos de GED/ECM: para onde vamos?
  • Digitalização e microfilmagem aliadas à gestão de informações
  • Certificação digital e Legalização do Documento digital
  • Preservação Digital
  • Exposição de equipamentos

Informações e inscrições: www.edocconsultoria.com.br

Curso: Acesso à informação em saúde

Estão abertas de 2/4 a 3/5 as inscrições para o curso de extensão "Acesso à informação científica e tecnológica em saúde". O curso tem como principais objetivos treinar os profissionais da área de informação, destacando a importância do seu cotidiano e suas práticas, e a inserção destas na consecução de uma meta institucional maior, que é a informação científica e tecnológica em saúde; compreender os processos de trabalho das bibliotecas e demais departamentos/setores da Fiocruz, que têm a informação científica e tecnológica em saúde como objeto de trabalho e como atividade-fim; compreender o potencial e utilizar as novas tecnologias da informação, especialmente o acesso às bases de dados especializadas, para o trabalho na área de informação científica e tecnológica em saúde. O curso é dirigido a profissionais que atuam em bibliotecas, centros de documentação, e em atividades de apoio à pesquisa.
Para inscrever-se o candidato deve preencher a Ficha de inscrição , imprimi-la e juntar à mesma uma carta de apresentação e liberação de horário da instituição onde trabalha, justificando sua participação no curso, assinada pelo chefe. Entregar essa documentação até o dia 4/5, às 16h30min, no endereço apontado na Chamada Pública .
Com duração de nove semanas (63 horas), o curso de extensão será realizado sempre as segundas-feiras, das 9h às 17h, com intervalo para almoço das 12h às 13h.  
Início: 4 de junho de 2012. Término: 30 de julho de 2012

http://www.fiocruz.br/icict/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=2115&sid=18

1 de mai. de 2012

Harvard versus Yale: o acesso aberto

No inicio desta semana, o estudante universitário de Yale, Emmanuel Quartey postou uma entrevista em vídeo com a bibliotecária da escola, Susan Gibbons, em que ele perguntou sobre o acesso aberto nos periódicos científicos. A sua resposta foi mais ambivalente do que a do corpo docente de Harvard. Embora ela tenha mencionado que o acesso aberto torna as revistas mais acessíveis, ela temia que pedir a um jovem docente para publicar no acesso aberto, presumivelmente em revistas menos prestigiadas, poderia prejudicar as suas chances de promoção acadêmica. Em suma, o prestigio desse jovem professor ficaria parado, podendo afastar esses docentes de Yale. Assim, a biblioteca continuará a apoiar tanto as revistas de acesso aberto como as de acesso fechado.

Harvard pede aos seus cientistas para publicar em revistas de conteúdo livre

Fonte: O Público (Lisboa). Data: 26/04/2012.
URL: http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/harvard-pede-aos-seus-cientistas-para-publicar-em-revistas-de-conteudo-livre-1543685
Autor: Adriano Miranda.
O conselho consultivo da Universidade de Harvard, uma das mais prestigiadas do mundo, sugeriu aos seus investigadores não só que publicassem os artigos em revistas científicas de conteúdo livre, como abandonassem os conselhos editoriais daquelas que não queiram rever o modo de acesso aos artigos que publicam.
A carta enviada aos membros da universidade explicitava a “situação insustentável” que a biblioteca enfrenta devido à subida de preços das assinaturas das revistas científicas. “Várias grandes editoras de revistas tornaram a comunicação científica financeiramente insustentável e restritiva a nível acadêmico. A situação é exacerbada devido ao esforço de certos editores de adquirirem, agregarem e aumentarem o preço das revistas”, diz a carta enviada a 17 de Abril.
Segundo o documento, o custo anual que a universidade suporta para ter acesso às revistas é de 3,75 milhões de dólares (2,83 milhões de euros). Em 2010, este valor era um décimo de todas as colecções que a biblioteca adquiria. A carta denunciava ainda que, em apenas seis anos, a assinatura de algumas revistas tinham aumentado em 145%, custando a de algumas 30.200 euros por ano.
“Apesar de a produção científica continuar a aumentar e de a publicação poder ser cara, margens de lucro de 35% ou mais sugerem que os preços que temos de pagar não resultam de um aumento do número de novos artigos”, diz o documento.
Muitos contratos englobam várias revistas diferentes que pertencem a uma editora. Algumas destas revistas têm muita leitura, outras nem tanto. Por isso, o conselho consultivo da universidade quer diminuir assinaturas que envolvem muitas revistas, já que não são comportáveis para a biblioteca. Não fazê-lo “pode erodir seriamente colecções noutras áreas, que já estão comprometidas”, refere a carta.
Para lutar contra o status quo da publicação científica, o documento propõe aos professores e estudantes para considerarem submeter os artigos a revistas de acesso livre, ou que têm custos de assinatura razoáveis. “Desloquem o prestígio para [as publicações de] acesso livre”, sugere o documento.
“Se estiverem num conselho editorial de uma revista, verifiquem se pode ser de acesso livre, ou se pode ser publicada por outras editoras. Se não for assim, considerem a vossa demissão”, diz ainda. Outra proposta é que os cientistas encorajem as associações profissionais a tomarem conta das revistas da sua especialidade.

Evento: II EUSEER

No período de 13 a 15 de junho de 2012, em Brasília, será realizado o II Encontro Nacional de Usuários do SEER, com o objetivo de promover o intercâmbio de informações e experiências entre os usuários do sistema; fortalecer o uso da tecnologia e a produção de periódicos técnicos e científicos; capacitar e verificar as possibilidades de novos serviços oferecidos pelo sistema.
Maiores detalhes no URL:
http://www.ibict.br/pesquisa-desenvolvimento-tecnologico-e-inovacao/sistema-eletronico-de-editoracao-de-revistas-seer

SEER comemora adesão de 100 portais de periódicos

Fonte: IBICT. Núcleo de Comunicação Social.
Autoria: Claudia Mohn.
URL: www.ibict.br
O Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER), software traduzido e customizado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) para a construção e gestão de publicações periódicas eletrônicas, comemora o registro de 100 portais de periódicos científicos, sendo 29 de universidades públicas e 71 de universidades particulares de todo o País. A região Sudeste está em primeiro lugar com 36 portais, seguida pela região Sul (31 portais), pelo Centro-Oeste (15 portais), pela região Nordeste (14 portais) e pela região Norte (4 portais). A ferramenta contempla ações essenciais à automação das atividades de editoração de periódicos científicos e permite melhoria na avaliação da qualidade dos periódicos e uma maior rapidez no fluxo das informações.
Segundo Miguel Arellano, técnico da equipe no IBICT, o sistema tem sido bastante demandado pelas instituições de ensino por permitir a disseminação, divulgação e preservação dos conteúdos das revistas brasileiras de acordo com padrões editoriais internacionais para periódicos on-line 100% eletrônicos. “A aceitação do SEER pela comunidade brasileira de editores científicos vem do desempenho do sistema e de sua fácil adaptação aos processos de editoração em uso, mas, estamos percebendo que nem todas as facilidades disponíveis estão sendo totalmente utilizadas pelas instituições. Fato facilmente explicável pelo pouco tempo de uso do SEER no Brasil”, explica.
No que diz respeito às revistas científicas, o IBICT registra 927 revistas cadastradas no diretório do SEER e o Public Knowledge Project, da Universidade British Columbia, possui o cadastro de 2.567 publicações brasileiras que utilizam o SEER. Todos já utilizam as versões do OJS acima da 2.0.