23 de dez. de 2016

Bibliotecas recebem prêmio



O Instituto Pró-Livro (IPL) marcou para a próxima quinta-feira (15) a entrega do Prêmio IPL – Retratos da Leitura cujo objetivo é homenagear e reconhecer organizações que promovem ações exitosas no fomento à leitura e à difusão do livro. Especialistas e profissionais da indústria do livro indicaram organizações, empresas e projetos em quatro categorias: Cadeia Produtiva, Organizações Sociais, Mídia e Bibliotecas Públicas. Dessas indicações, surgiram cinco finalistas em cada uma das categorias.
Na categoria Cadeia Produtiva, os finalistas são: o projeto Bibliotecas Comunitárias Ler é preciso, do Instituto Ecofuturo, mantido pela Suzano Papel e Celulose; o Clube de leitura em presídios, da Companhia das Letras; o Skoob, rede social de leitura; o projeto Pequenos Leitores, da FTD Educação, e a Livraria Arco-Íris, dirigida por Gabriel Moreira.
Na categoria Organizações Sociais, os finalistas são: a Fundação Itaú Social, pela campanha Leia para uma criança; a Associação Vaga-Lume, pelo projeto Expedição Vaga-Lume; a Associação Cultural Estudos Contemporâneos, pela Festa Literária das Periferias (Flupp); a Fundação Dorina Nowill e a Sociedade Brasileira de Pediatria, pela campanha Receite um livro, A Revista Emília, o Jornal Rascunho, a Plataforma de Letramento da Fundação Volkswagen, o programa Globonews Literatura e o projeto Fronteiras do Pensamento são os finalistas na categoria Mídia. Na categoria Bibliotecas Públicas, os finalistas são: a Biblioteca Pública Estadual do Acre; o Sistema Municipal de Bibliotecas Públicas do Município de São Paulo (bibliotecas Mário de Andrade e Monteiro Lobato); a Biblioteca Parque Estadual Rio de Janeiro; a Biblioteca de São Paulo – Parque da Juventude e o Programa de Bibliotecas Rurais – Arca das Letras.
A cerimônia de entrega do troféu do Prêmio IPL acontece na Unibes Cultural (Rua Oscar Freire, 2.500 – São Paulo / SP), a partir das 19h do dia 15. A organização do evento pede que se confirme presença pelo e-mail rsvp.prolivro@gmail.com.

Livro é devolvido depois de 120 anos de atraso em uma biblioteca Reino Unido



Fonte: Repórter Diário. Data: 10/12/2016.
Ao estudar na Hereford Cathedral School, no Reino Unido, entre os anos de 1886 e 1894, Arthur Boycott alugou um livro na biblioteca.
O exemplar se chama “O Microscópio” (“The Microscope”), do Dr. William. B. Carpenter e nunca mais foi devolvido. Sua neta, muitas décadas depois, vasculhava a coleção de 6 mil livros de seu, já falecido, avó e achou o objeto com um selinho da biblioteca dentro.
Alice Gillett, a neta, resolveu então ir até o colégio e devolver o livro com um bilhete para lá de irônico dentro que dizia: “Não consigo imaginar como vocês ficaram sem esse livro” e uma cópia do obituário de Arthur Boycott.
A multa de atraso foi calculada em 7.446 libras, (algo como R$ 30 mil), mas acabou sendo perdoada.

'Pós-verdade' é escolhida palavra do ano pelo dicionário Oxford



Fonte: BBC Brasil. Data: 16/11/2016.

Saiba como Trump e o Brexit ajudaram a cunhar a 'palavra do ano'. Segundo dicionário Oxford, 'pós-verdade' se consagrou em 2016 como adjetivo de políticas marcadas por uso de mentiras graças às campanhas do Brexit e da eleição presidencial nos EUA.

O Dicionário Oxford (Oxford Dictionaries) escolheu post-truth, "pós-verdade", como palavra internacional do ano de 2016, refletindo o que chamou de 12 meses "politicamente altamente inflamados".
A palavra é definida pelo dicionário como um adjetivo "relativo a ou que denota circunstâncias nas quais fatos objetivos são menos influentes na formação da opinião pública do que apelos à emoção e à crença pessoal".
Casper Grathwohl, da Oxford Dictionaries, disse que "pós-verdade" poderia se tornar "uma das palavras que definem nosso tempo".
O termo ganhou popularidade nas campanhas do plebiscito do Brexit e da eleição americana, ambas marcadas pela disseminação de notícias falsas nas mídias sociais e de mentiras por candidatos ou figuras-chave de campanha.
Em setembro, o termo ganhou proeminência com uma matéria de capa da revista britânica The Economist intitulada "Arte das Mentiras: Política pós-verdade na era das mídias sociais".
O artigo citava como exemplo de "política pós-verdade" a informação disseminada na campanha pelo Brexit de que a permanência da Grã-Bretanha na União Europa "custava 350 milhões de libras por semana aos cofres públicos" e que o dinheiro - após a eventual saída do bloco - seria destinado ao serviço público de saúde.
Para a revista, o candidato (e depois presidente eleito dos EUA) Donald Trump seria "o expoente máximo da política pós-verdade", graças a afirmações como as de que o certificado de nascimento de Barack Obama seria falso, ou de que o pai de seu rival republicano Ted Cruz teria estado com Lee Harvey Oswald antes do assassinato de John Kennedy, replicando uma história não comprovada publicada por um tabloide americano.
"Pós-verdade" foi escolhida a partir de uma lista selecionada para refletir as principais tendências e eventos sociais, culturais, políticos, econômicos e tecnológicos de 2016.
O termo acabou desbancando outras palavras que também estiveram ligadas às campanhas mencionadas, como "brexiteer", derivada da junção das palavras inglesas para "Britain" (Grã-Bretanha) e "exit" (saída) e que era usada para chamar as pessoas que defendiam ou faziam campanha pela saída da Grã-Bretanha da União Europeia, e "alt-right", usada para descrever o grupo nos EUA que se autodenomina "direita alternativa" - que apoiou Donald Trump e é acusado de racismo e antissemitismo.

Mídias sociais

De acordo com a Oxford Dictionaries, "pós-verdade" foi usada pela primeira vez em 1992. No entanto, a freqüência de seu uso aumentou em cerca de 2000% em 2016 em comparação com o ano passado.
Segundo Gratwohl, "pós-verdade" vem há algum tempo encontrando sua sustentação linguística "graças à ascensão das mídias sociais como fonte de notícias e uma crescente desconfiança dos fatos oferecidos pelo establishment".
"Nós vimos, pela primeira vez, o uso atingir um pico este ano em junho com o barulho do voto pelo Brexit e, em seguida, em julho, quando Donald Trump assegurou sua indicação para disputar as eleições pelo partido Republicano", observou Grathwohl.
Ele completa: "Dado que o uso do termo não mostrou qualquer sinal de abrandamento, eu não ficaria surpreso se pós-verdade se tornar uma das palavras que definem o nosso tempo."
A "palavra do ano" em 2015 foi, pela primeira vez, um pictograma, o emoji da "carinha com a lágrima de alegria". No ano anterior, foi a palavra "vape", como é conhecido o ato de fumar um cigarro eletrônico.
O britânico Nigel Farage, um dos proponentes da campanha para deixar o União Europeia, compartilha retórica parecida com a usada por Trump nos EUA

As palavras finalistas de 2016

• Adulting - Prática de se comportar como adulto responsável, especialmente para executar tarefas mundanas, mas necessárias.
• Alt-right - usada para descrever um grupo nos EUA que se autodenomina "direita alternativa", que apoiou Donald Trump e é acusado de racismo e antissemitismo.
• Brexiteer - que foi a favor ou fez campanha pela saída do Reino Unido da União Europeia.
• Chatbot - programa de computador projetado para simular conversas com usuários humanos, especialmente através da internet.
• Coulrofobia - medo extremo de palhaços.
• Glass cliff (penhasco de vidro) - termo usado como referência a uma situação em que uma mulher ou membro de um grupo minoritário ascende a uma posição de liderança em circunstâncias desafiadoras onde o risco de fracasso é alto.
• Hygge - uma qualidade ligada a uma atmosfera aconchegante e um convívio agradável ligada a uma sensação de bem-estar típica da cultura dinamarquesa
• Latinx - pessoa de origem ou ascendência latino-americana; usada como alternativa não-binária de gênero para se referir, ao mesmo tempo, a latinos e latinas.
• Woke (Desperta) - Usada originalmente por afro-americanos para se referir a ficar alerta para injustiças sociais, especialmente racismo.