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10 de dez. de 2016

Espólio de José Saramago doado à Biblioteca Nacional de Portugal

Fonte: Jornal Hardmusica (Portugal). Data: 3/12/2016.
Por vontade do Nobel da Literatura será doado à biblioteca Nacional o seu espólio, numa cerimónia que terá lugar a 10 de Dezembro.
No dia 10 de Dezembro, quando passam 18 anos da entrega do Prémio Nobel a José Saramago, terá lugar na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) um acto formal de entrega do Espólio de José Saramago à BNP.
Desta forma, dá-se seguimento à vontade do escritor quando, antes e depois do Prémio Nobel, entregou à BNP alguns documentos, entre eles o original de “O Ano da Morte de Ricardo Reis” e o Diploma do Nobel.
Para aqueles a quem cabe continuar José Saramago, família e fundação, esta era a sua vontade e será respeitada” diz Pilar del Río, presidenta da FJS. e mulher do escritor
Trata-se de uma doação sem contrapartidas financeiras. O espólio podia ter sido vendido a instituições privadas, mas fica em Portugal tornando os portugueses, de alguma forma, seus herdeiros.
A BNP assegurará o tratamento, conservação e disponibilização para investigadores e sempre em colaboração com a Fundação José Saramago.
Serão doados originais, sejam manuscritos e dactilografados, de romances do escritor, assim como correspondência trocada com amigos e outros escritores e ainda cadernos de notas preparatórias para os livros, materiais que constituem a oficina de um escritor.

Por enquanto não há previsão de prazos para a conclusão da entrega dos materiais.

18 de mai. de 2016

Biblioteca digital luso-brasileira

Fonte: Agência Brasil. Data:10/05/2016.
Autoria: Isabela Vieira.
Conhecer o acervo da Biblioteca Nacional de Portugal, incluindo originais da Torre do Tombo, que guarda arquivos históricos das navegações e da chegada dos portugueses ao Brasil, em Lisboa, já é possível sem precisar cruzar o Oceano Atlântico.
Por meio de uma parceria com a Biblioteca Nacional, o acervo das duas instituições está sendo digitalizado e colocado à disposição do público na internet. São milhares de títulos dos dois países, incluindo jornais e revistas, que podem ser acessados a qualquer hora do dia, de qualquer lugar do mundo. A expectativa é atrair cerca de 100 mil acessos por mês.
O material está reunido no portal Biblioteca Digital Luso-Brasileira, disponível a partir de hoje (10), com mais de 2 milhões de documentos, sob domínio público, de várias épocas e gêneros. Entre eles, a primeira edição de Os Lusíadas, de Luís de Camões, de 1572, e a Carta de Abertura dos Portos, de 1808, assinada pelo príncipe regente, Dom João de Bragança, quatro dias após a chegada da família real à Salvador.
“É a primeira iniciativa a reunir coleções de língua portuguesa, preservando o material – porque, no momento que você digitaliza, você evita o manuseio do original – e o mais importante, democratizando o acesso”, disse a coordenadora da biblioteca, Angela Bettencourt.
O acervo da Biblioteca Luso-Brasileira conta também com obras de 30 instituições de Portugal e mais 20 do Brasil, incluindo o Real Gabinete de Leitura, fundado por imigrantes portugueses no Rio, em 1837. O prédio é tombado pelo Instituto do Patrimônio Estadual.
Esta é a primeira vez que bibliotecas de países de língua portuguesa se juntam para disponibilizar seus acervos conjuntamente e buscam se igualar a outras iniciativas mundiais. Na Europa, a Biblioteca Digital Europeia – Europeana, tem o maior acervo digital do mundo, com mais de 53 milhões de títulos entre livros, desenhos, pinturas, mapas, vídeos e fotos.
De acordo com a coordenadora, o próximo passo é integrar acervos de países de língua portuguesa de outros países e o primeiro deve ser Moçambique. “Eles já vieram aqui fazer um estágio e, provavelmente, serão os primeiros a se juntar nesta iniciativa”. A Biblioteca Digital Luso-Brasileira foi concebida em software livre.

Detalhes no URL: http://bdlb.bn.br/

28 de abr. de 2014

Ler com as mãos na era digital

Autoria: Carolina Rico.
Fonte: Renascença. Data: 23/04/2014.
URL: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=30&did=146258
A Biblioteca Nacional produz e distribui livros para cegos desde 1969. Além de livros em braile, aqui também já é possível requisitar livros em formato áudio e digital.
Uma voz feminina dá voz ao Quinto Livro de Crónicas de António Lobo Antunes no “smartphone” de Carlos Ferreira, responsável pela Área de Leitura para Deficientes Visuais da Biblioteca Nacional. Cego de nascença, Carlos é Licenciado em Organização e Gestão de Empresas e conta com as novas tecnologias para ler em braile ou ouvir um livro digital em qualquer lugar.
Mais do que ouvir, Carlos gosta de ler. Para tal, basta ligar ao telemóvel, via Bluetooth, um dispositivo portátil com uma linha braile. À medida que lê cada frase, os pontos sobem ou descem nesta linha, para formar novos caracteres.
É possível guardar centenas de livros digitais na biblioteca de um “smartphone”. A Biblioteca Nacional oferece uma cópia destes livros aos seus leitores, mediante pedido. Levá-los para fora de casa, em formato braile, seria uma tarefa impossível. “Seriam precisos camiões para transportar os meus livros digitais caso fossem de papel”, diz Carlos Ferreira.
Transportar apenas um livro já é difícil, isto porque os livros braile têm uma dimensão bastante superior aos livros convencionais. Os Maias de Eça de Queirós, por exemplo, têm 21 volumes de tamanho A4.
Com cerca de 2.900 títulos em braile, correspondentes a mais de nove mil volumes, a Biblioteca Nacional recebe por ano, em média, 2400 pedidos de requisição de livros neste formato. Os volumes são enviados pelo correio de forma gratuita aos leitores cegos de todo país.
Um cartão colocado na parte de fora da embalagem transportadora inclui a morada do destinatário e da biblioteca impressa em tinta e braile, para facilitar a devolução dos livros de forma autónoma.
Ouvir um livro em casa também é possível graças ao trabalho de dezenas de voluntários que gravam livros de todos os géneros no estúdio da biblioteca.
As mais de 20 mil horas de gravação incluem uma leitura cuidada, com numeração de página e descrição da capa, imagens e fotografias, porque - diz Carlos - “alguém se lembrou de que os cegos também tinham direito à imagem”.
Todos os nomes estrangeiros são soletrados. “Um cego, mesmo que seja licenciado, que nunca tenha lido, em braile, a palavra McDonalds, não vai saber como se escreve”, o ouvido engana, explica Carlos.
As gravações fazem-se agora em formato digital e podem ser enviadas para os leitores através da internet. Converter para digital todos os livros gravados em áudio analógico, em cassetes e bobinas, é um trabalho que ainda levará alguns anos a estar concluído.

Comemora-se hoje, quarta-feira, o dia mundial do livro. Uma data para recordar a importância da leitura, quer esta se faça com recurso à visão, audição ou ao tacto.

30 de mai. de 2013

Descoberto inédito de Eça de Queirós

Fonte: RTP. Data: 22/05/2013.
URL: www.rtp.pt/noticias/index.php?article=653346&tm=4&layout=121&visual=49

O libreto da opereta A Morte do Diabo, obra humorística co-escrita por Eça de Queirós e Jaime Batalha Reis, foi encontrado na Biblioteca Nacional pela investigadora Irene Fialho. Encontrava-se entre o espólio do compositor Augusto Machado. Absolutamente inédito, estará à venda a partir de 4 de junho.

A partitura não faz menção ao título nem aos seus autores mas mostra, alegam os seus estudiosos Irene Fialho, Mário Vieira de Carvalho e José Brandão, uma faceta pouco conhecida de Eça de Queirós, a do verso cómico.
A Morte do Diabo foi composta em 1896 por Augusto Machado e era até agora apenas conhecida por referências em textos dispersos dos seus libretistas.

A Editorial Caminho vai colocar o inédito à venda a partir de quatro de junho, na Feira do Livro de Lisboa e em todas as livrarias.

20 de mai. de 2013

PORBASE completa 25 anos


Parabéns à Biblioteca Nacional de Portugal pelos 25 anos dessa importante base de dados bibliográficos.
Murilo Cunha

3 de fev. de 2012

Biblioteca Nacional de Portugal lança edições em ebook

Fonte: Biblioteca Nacional de Portugal. Data: 31/01/2012.
A Biblioteca Nacional de Portugal acaba de lançar as suas edições em formato ebook, através de uma plataforma específica associada à sua Livraria Online, disponível desde Agosto de 2010 [URL: http://livrariaonline.bnportugal.pt/].
A nova plataforma permite comprar e alugar as edições da BNP em formato que possibilita a leitura em computadores pessoais (Windows), computadores Apple, iPad , iPhone e sistemas Android . Para a leitura dos ebooks nos computadores pessoais é utilizado o software de leitura (gratuito) ADE (Adobe Digital Editions) e para os restantes sistemas o software BlueFireReader (também gratuito) é o recomendado.
A tecnologia utilizada baseia-se em soluções ADOBE, tanto no que respeita à geração dos ebooks como à gestão de direitos digitais (DRM) que é aplicada às edições por acordo com a EUEbOOKS - European Ebook Distributor, uma plataforma dedicada à comercialização de conteúdos (livros, artigos, revistas, newsletters) em formato eletrónico e de uma forma segura utilizando tecnologia DRM.
À semelhança da plataforma sobre a qual funciona a Livraria Online da BNP, também a nova plataforma para ebooks é gerida e disponibilizada através da Marka, um agregador nacional que é já o terceiro a nível europeu em volume de conteúdos que coloca no mercado.
Esta nova forma de distribuição das edições da BNP dirige-se tanto ao público em geral, para os que preferem a versão digital com grande vantagem de preço em relação ao livro físico, como a bibliotecas que, aderindo a esta nova plataforma, podem adquirir a versão ebook e gerir os empréstimos da sua coleção digital. Nesta nova modalidade, o preço das edições da BNP é, no mínimo, reduzido a 50% do preço do livro físico, havendo também a possibilidade de o utilizador optar por ter o livro a título de empréstimo, por cinco dias, a um preço uniforme de 1€.
Para a BNP, a adoção desta nova tecnologia corresponde a uma estratégia de modernização da sua função enquanto editor à qual não é alheio o objetivo, atualmente essencial, de internacionalização em todas as suas vertentes de atividade o que, no caso das edições, é altamente potenciado pelo formato ebook.

8 de jul. de 2011

Biblioteca Nacional de Portugal tem cópia do Códice Calixtino

Fonte: A Bola (Portugal). Data: 8/07/2011.

Existe uma cópia do Códice Calixtino, obra desaparecida da Catedral de Santiago de Compostela, em Espanha, na Biblioteca Nacional de Portugal.
A cópia em questão é datada de 1175, sendo contemporânea do Códice Calixtino, embora não seja tão rica a nível iconográfico.
Recorde-se que a obra do século XII foi dada como desaparecida da caixa-forte onde estava guardada, sendo já encarada em Espanha como um dos maiores roubos de obras artísticas e históricas.

27 de jun. de 2011

Jorge Couto deixa a Biblioteca Nacional no final do mês

Fonte: Público. Data: 25/06/2011.

URL: http://www.publico.pt/Cultura/jorge-couto-deixa-a-biblioteca-nacional-no-final-do-mes_1500182

O director da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), Jorge Couto, cessa funções por decisão própria a partir de 30 de Junho, disse fonte do seu gabinete.
O historiador Jorge Couto estava à frente dos destinos da BNP desde 29 de Outubro de 2005, e desde 2 de Dezembro do ano passado exercia em regime de acumulação, não remunerado, as funções de director-geral do Livro e das Bibliotecas.
A junção da BNP com a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas estava em preparação no anterior Governo, liderado por José Sócrates, mas não foi publicada a respectiva lei orgânica pelo que os dois organismos mantinham autonomia.
Como director da BNP, Jorge Couto, iniciou as obras de alargamento do edifício, no Campo Grande, em Lisboa, que incluía a dotação de um cofre-forte segundo as mais sofisticadas regras de segurança, cuja conclusão está prevista para Setembro próximo.
O historiador natural dos Açores deve regressar à vida académica. Jorge Couto é professor na Faculdade de Letras de Lisboa e investigador do respectivo Centro de História. É autor de numerosos livros, artigos, introduções e prefácios publicados tanto em Portugal como no Brasil, Espanha, França, Estados Unidos, China e Japão, tendo algumas obras suas sido traduzidas para inglês, espanhol, francês e japonês.
Foi presidente do Instituto Camões de 1998 até 2002. É membro da Academia Portuguesa da História e Sócio Correspondente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (Brasil). Entre as suas obras refira-se “A Construção do Brasil” e a coordenação e direcção de “O Rio de Janeiro – Capital do Império Português (1808-1821)”.