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6 de dez. de 2016

Pesquisadores desvendam a história de livros roubados por nazistas

Autoria: Clarissa Neher.
Fonte: O Povo (Fortaleza, CE). Data: 29/11/2016.
Durante o Terceiro Reich, nazistas confiscaram obras de arte e também livros de judeus. Muitos deles foram parar nas estantes de bibliotecas alemães. Pesquisadores vasculham acervos para devolvê-los aos legítimos donos. Em meio aos cerca de 8,5 milhões de livros do acervo das bibliotecas da Universidade Livre de Berlim, Ringo Narewski e sua equipe têm uma nobre missão: encontrar livros que foram confiscados de judeus por autoridades nazistas durante o Terceiro Reich (1933-1945). O objetivo dos pesquisadores é devolvê-los aos legítimos donos.
O caminho até devolução, porém, é longo e exige um minucioso trabalho de investigação. O ponto de partida é a identificação de todos os livros impressos antes de 1945. A universidade estima que cerca de 1,5 milhão de livros se encaixem nesta categoria.
“A maior dificuldade neste trabalho é o volume de livros para serem avaliados sem termos qualquer estimativa sobre o resultado final. Além disso, se há a suspeita sobre determinada obra, é preciso muito tempo para desvendar 70 anos de história de uma pessoa”, afirma Narewski, diretor do grupo de trabalho responsável por identificar obras saqueadas por nazistas que fazem parte do acervo de bibliotecas da universidade.
Nesse trabalho de detetive, a Universidade Livre de Berlim ganhou reforço extra há um ano. Além dela, três instituições – a Fundação Nova Sinagoga, a Universidade de Potsdam e a Biblioteca Estadual de Berlim – reuniram as informações sobre pesquisas realizadas nesta área num banco de dados online, o “Looted Cultural Assets” (bens culturais roubados).
Pegadas no Brasil
Nos últimos anos, a instituição verificou cerca de 44 mil livros. Atualmente, eles investigam a origem de 2 mil assinaturas em livros. E uma dessas histórias tem passagem pelo Brasil.
Um dos livros roubados encontrados no acervo pertenceu ao jornalista Ernst Feder, que fugiu de Berlim para Paris em 1933. Com a marcha nazista em direção à França, Feder emigrou para o Brasil em 1941, onde viveu, em Petrópolis, até 1957, quando retornou para Berlim.
Sua biblioteca, com quase 10 mil títulos, foi saqueada pelo regime nazista, e um destes exemplares foi parar na Universidade Livre de Berlim. No momento, os pesquisadores tentam entrar em contato com os herdeiros do jornalista para devolver a obra.
Saques durante o Terceiro Reich
De acordo com o historiador Götz Aly, a prática do confisco foi instrumentalizada pelos nazistas para garantir a lealdade da população alemã ao regime. Segundo ele, o roubo e redistribuição de bens e economias dos judeus, na Alemanha e, posteriormente, em países ocupados, favoreciam economicamente o povo alemão.
As coleções roubadas foram distribuídas entres bibliotecas públicas, centros culturais nazistas e funcionários do regime. Depois da Segunda Guerra Mundial, muitas destas peças foram vendidas a antiquários ou doadas para instituições.
Desta maneira, livros saqueados foram parar também em estantes de bibliotecas criadas depois de 1945, como é o caso das da Universidade Livre de Berlim, fundada em 1948. Segundo Narewski, além das doações privadas, as bibliotecas da instituição receberam livros confiscados de funcionários do regime nazista pelo exército americano no fim da guerra.
Longa investigação
O atual projeto da equipe de Narewski se concentra na análise de cerca de 70 mil livros que foram adquiridos pela universidade entre 1952 e 1968. Com os títulos suspeitos em mãos, a próxima fase é buscar nos livros pistas sobre suas origens, que podem ser um carimbo, um nome escrito a caneta, um ex libris (selo personalizado que identifica as obras de bibliotecas particulares ou públicas) ou algum número de referência. Descoberta alguma identificação, começa o trabalho para decifrar a história e o percurso percorrido por esse livro até chegar às estantes da biblioteca.
A investigação mais longa da universidade já dura três anos e é referente a um livro que pertenceu à família Frohmann-Holländer, de Frankfurt, que, perseguida durante o regime nazista, fugiu para os Estados Unidos.
“Não sabemos o que aconteceu com essa biblioteca durante três anos na década de 1930, antes da emigração da família. Como há a possibilidade de que alguns destes livros tenham sido vendidos na época, não podemos afirmar com certeza se a obra foi confiscada, por isso, ainda não podemos devolvê-la, e a pesquisa continua”, explica Narewski.
Após reconstruir a história dos livros, o grupo precisa desvendar a história dos proprietários legítimos dos títulos e de suas famílias para poder restituí-los. E aqui há outra dificuldade, entrar em contato com estas pessoas. Muitas vezes, pesquisadores sabem quem são os herdeiros, mas não conseguem ter acesso a eles, e, em alguns casos, e-mails ou cartas enviadas são ignorados pelos destinatários.
Trabalho que compensa
Nos últimos dois anos, a Universidade Livre de Berlim devolveu 160 livros que foram saqueados pelos nazistas aos seus legítimos donos. As devoluções a 75 herdeiros e instituições ocorreram na Alemanha, Áustria, Polônia, Letônia, Holanda, Estados Unidos, Israel, República Checa, Reino Unidos e Ucrânia.
“Essa restituição tem uma dimensão moral. Não é uma tentativa de reparação, pois é impossível reparar os crimes cometidos pelos nazistas, mas se trata de devolver às vítimas um pedaço da sua história”, diz Narewski.

O pesquisador destaca que, além de ser uma revisão da história da universidade, esse trabalho preserva a memória daquele período, para evitar que crimes como os cometidos pelo regime nazista voltem a acontecer.

1 de nov. de 2016

Polícia prende ladrões especializados em furtar livros raros de bibliotecas

Fonte: G1. Data: 31/10/2016.

Dupla tinha obras tiradas da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.
Também foram apreendidas gravuras e obra em francês de 1731.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu na manhã desta segunda-feira (31) dois ladrões procurados por furtos de livros e gravuras no estado. Segundo a polícia, eles são suspeitos de roubarem obras de várias bibliotecas.
A investigação começou em agosto, após o furto de livros raros na biblioteca de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP).
Imagens das câmeras de segurança mostram os dois ladrões folheando livros em uma área reservada da biblioteca.
Eles ficam mais de 40 minutos no local. Em uma das imagens é possível ver um deles, em pé, ajeitando o casaco. Segundo a polícia, é para esconder as obras levadas.
Os dois estiveram na biblioteca nos dias 3, 4 e 5 de agosto. Depois disso, os funcionários deram falta de 5 livros raros e algumas gravuras.
A dupla foi presa nesta manhã em casa. Com eles, foram apreendidas diversas publicações, entre elas, um livro com cinco volumes publicado em 1731, em francês. Mas os investigadores ainda não sabem a origem da obra.

Isso porque os ladrões arrancavam e rasgavam as etiquetas de identificação das obras. Algumas delas são até da Biblioteca da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Os policiais também apreenderam envelopes com endereços da Bélgica, para onde os livros e gravuras seriam enviados.
O delegado Osvaldo Nico Gonçalves, que investiga o caso, espera que os funcionários da USP confirmarem quais obras pertencem à universidade. Ainda pela manhã, uma bibliotecária da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo esteve na delegacia e confirmou que alguns dos livros encontrados pertenciam à biblioteca.

A polícia também investiga se os dois presos participaram do furto de seis obras da biblioteca de Direito do Largo São Francisco, da USP, em agosto.

8 de mar. de 2016

Luziânia (GO): arrastão na biblioteca

Fonte: Portal G1. Data: 3/03/2016.
URL: http://g1.globo.com/goias/noticia/2016/03/dupla-armada-rende-funcionarios-e-faz-arrastao-em-biblioteca-em-goias.html
Dois suspeitos armados invadiram a Biblioteca Municipal de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, renderam funcionários e fizeram um arrastão, na tarde de quarta-feira (2). Segundo as vítimas, os criminosos roubaram dinheiro, celulares e computadores de pelo menos 15 pessoas, entre funcionários e frequentadores.
A biblioteca fica em frente à sede da Prefeitura de Luziânia, no centro da cidade. As vítimas contaram que os dois assaltantes estavam armados e renderam todas as pessoas que estavam no interior da biblioteca.
A professora Fátima Fonseca, que estava na sala de estudos na hora do crime, afirma que os assaltantes agiram de forma violenta. “Eles entraram apontando arma, xingando, colocando a gente no canto e levaram tudo que a gente tinha”, contou.
Um dos estudantes que estava no local diz que os assaltantes não tiveram a preocupação de esconder o rosto durante a ação. “Eu os vi, não estavam encapuzados”, disse o jovem que não quis ser identificado.
Por conta do assalto, a biblioteca ficou fechada no restante da quarta-feira. Os frequentadores se assustaram ao deparar com as portas do local fechadas. “A gente vem para estudar, achando que é um lugar bom, com silêncio, que tem proteção, segurança e acaba não tendo”, disse uma estudante que não quis se identificar. A biblioteca foi reaberta nesta quinta-feira (3).

O comando da PM de Luziânia informou que já tem pistas sobre os criminosos e tentam encontrá-los. Sobre a insegurança dos moradores, a corporação informou que vai aumentar o patrulhamento no Centro cidade a partir desta quinta-feira. O reforço, segundo a PM, acontece por conta do número de assaltos que estão acontecendo na região.

25 de nov. de 2015

Historiador de Lagos quer fazer expedição à Oxford em busca de livros roubados

Autoria: Bruno Filipe Pires.
Fonte: Barlavento (Portugal). Data:
URL: http://barlavento.pt/destaque/historiador-de-lagos-quer-fazer-expedicao-a-oxford-em-busca-dos-livros-roubados-ao-bispo
O historiador José António Martins quer acabar com uma dúvida de 400 anos. Em 2016 pretende fazer uma expedição à Bodleian Library, em Oxford. O objetivo é autenticar o espólio de livros roubados pelo conde de Essex ao bispo do Algarve, durante o ataque e saque à cidade de Faro, em julho de 1596. Em que estado estão hoje? Quantos são na realidade? Quem os terá lido?
A ideia não surge do nada. Há vários anos que José António Martins se dedica a estudar a vida e a obra de D. Fernando Martins Mascarenhas, «um homem extraordinário, cuja personalidade, conhecimento jurídico, importância política e cultural, muito marcaram esta região. Fundou várias igrejas, colégios e conventos, e a própria organização da diocese do Algarve, como a conhecemos hoje, tem os seus fundamentos na estrutura que desenhou no século XVI».
Numa altura em que não existiam em Portugal muitas bibliotecas, ou «livrarias», o bispo do Algarve teve o infortúnio de ver a sua coleção particular saqueada. «Estamos a falar em obras que moldaram o pensamento europeu nos séculos XVI e XVII».
Para José Martins é importante conhecer finalmente a totalidade do espólio e estado em que se encontra. Apenas se conhece um inventário, dos anos 1920, curiosamente, trazido nos anos 1980, pela viúva do professor José António Pinheiro e Rosa, homem da cultura de Faro, que teve o cuidado de o copiar durante um curso de inglês que frequentou em Oxford.
«Da doação feita pelo conde de Essex à Bodleian Library de Oxford, numa totalidade de 176 títulos (215 volumes), mais de 60 pertenciam a D. Fernando Martins Mascarenhas, conforme se depreende pelo seu escudo de armas dourado colocado nas encadernações. Destes, mais de 40 são títulos teológicos e de conteúdo religioso e quase 20 de teor jurídico», explica José António Martins.
A este número, há ainda um outro, manuscrito sobre a «Vida do glorioso São João Batista», por António Pereira, «que tem uma dedicatória do autor» ao bispo. Tem a particularidade de ser o primeiro «exemplar manuscrito a entrar nesta biblioteca, quando abriu as portas a 8 de novembro de 1602», destaca. «Seria importante termos em Portugal uma cópia em suporte digital», opina.
Por outro lado, «será que esses livros estão ainda na Bodleian Library? Ou estarão em alguma biblioteca europeia ou internacional, a título de empréstimo para estudos ou exposições internacionais?», questiona. Terão outros ido parar a mais bibliotecas?
E quem as terá estudado ao longo destes séculos? «Será que o próprio bispo, nos seus serões à luz das velas, não terá anotado os seus livros? Já viu o que é descobrir essas notas hoje?» e relacioná-las com a vida e obra daquele que foi também reitor da Universidade de Coimbra.
Para este historiador, a viagem de estudo a Oxford é «um trabalho inédito e particularmente oportuno para melhor se entender a história da cultura portuguesa e europeia do período de Quinhentos». Há cerca de um ano, José António Martins apresentou a sua expedição à Direção Regional de Cultura do Algarve, que a remeteu para Lisboa. «Ainda aguardo uma resposta», diz.
Contactadas as câmaras dos municípios onde o bispo teve uma grande influência, assim como um papel importante no desenvolvimento socioeconómico do Algarve do século XVI (salvaguardando, como tudo indica, interesses económicos de cristãos-novos do Algarve), apenas a autarquia de Loulé respondeu, disponibilizando uma verba de 500 euros.
José Martins não esconde que é mais difícil empreender um projeto deste tipo a título pessoal. «Seria mais fácil se estivesse enquadrado no âmbito de uma associação». O historiador está disponível para colaborar com algum coletivo interessado em abraçar a iniciativa. Seja como for, promete não desistir.
«Já fiz contatos preliminares com a Biblioteca de Oxford e com os responsáveis do fundo documental, onde os livros se encontram depositados», pelo que o primeiro passo já está dado.

Um projeto aberto à comunidade

«Como historiador com experiência em investigações em projetos de variada índole, tanto em arquivos e bibliotecas nacionais e internacionais, julgo reunir as condições para levar a bom porto este projeto. Contudo, sem apoios, nada poderá ser feito», diz José António Martins, que não consegue pagar do seu bolso todas as despesas inerentes à expedição a Oxford. Numa primeira fase, o historiador estima que seriam necessários três mil euros. O suficiente para pagar as viagens, estadia e, sobretudo, o pedido de cópias dos frontispícios das obras com (e sem) as armas do bispo do Algarve. Este primeiro reconhecimento abriria caminho para uma segunda expedição, mais profunda, orçada em dez mil euros, a investir sobretudo em digitalizações de obras. «Torna-se, pois importante que autarquias, empresas e cidadãos, em geral possam colaborar neste projeto, através de donativos e apoios». O historiador sublinha que este crowfunding informal será transparente. «Será passado o respetivo comprovativo (recibo), assim como nas páginas deste jornal será publicado um relatório sobre o trabalho desenvolvido e os nomes» dos que ajudaram a realizá-lo. Quem quiser apoiar a causa, poderá fazer um depósito ou transferência para o NIB 0036 0179 9910 0056 1936 7.

Faro a ferro e fogo

O saque à cidade de Faro, em 1596, foi um dos acontecimentos mais significativos durante os 22 anos que D. Fernando Martins Mascarenhas foi bispo do Algarve (1596/1611). Reza a história que a frota inglesa tinha sido avistada ao largo do Cabo de São Vicente, em finais do mês de junho. Depois do ataque a Cádis, terminado a 16 de julho, julgava-se que o Algarve seria o alvo seguinte do conde de Essex e dos seus corsários. Aliás, o bispo saiu de Faro, à frente de um destacamento militar, a fim de reforçar a defesa de Lagos – onde se esperava que os ingleses atacassem – deixando Faro desprotegida. Assim, a 23 de julho de 1596, perante a falta de resistência com que se depararam, os ingleses decidiram atacar a cidade na manhã do dia seguinte. Chegaram a entrar em São Brás de Alportel. Entre 25 e 27 de julho «os ingleses tiveram tempo para tudo. Saquearam o que entenderam e, no fim, deitaram fogo» a Faro. «Até os sinos e o relógio da torre sineira da Sé foram roubados». No final, só ficaram de pé as igrejas de São Pedro e da Misericórdia. O bispo D. Fernando Martins Mascarenhas ficou sem a sua biblioteca, ou segundo se dizia na época uma «livraria».

Os livros do Bispo devem regressar a Portugal?


Tratando-se de uma biblioteca particular (não pertencendo, na altura, a uma instituição oficial estatal), será que não é legítimo colocar a questão sobre qual o local, onde o conjunto de livros a virem para Portugal, deveriam ser guardados? Fará sentido que os livros roubados durante o saque dos finais do século XVI regressem a Faro? «Porque não, Montemor-o-Novo, terra natal de D. Fernando Martins Mascarenhas ou mesmo a Biblioteca da Universidade de Coimbra, de que foi um dos reitores mais proeminentes, sendo da sua autoria a reforma dos Estatutos dessa Universidade?», contra-interroga José António Martins, para quem isso é uma questão secundária. «E, porque não a Biblioteca Nacional de Lisboa, se efetivamente se se tratam de obras ímpares para a História da Cultura Portuguesa»? A Bodleian Library é «uma das melhores do mundo, suportada financeiramente, em boa parte, se não no todo, por mecenas (ao estilo americano) e dificilmente, os livros, sairiam do seu arquivo para outra parte do mundo», conclui.

17 de fev. de 2015

Alemanha devolve livros roubados de bibliotecas italianas

Fonte. Exame. Data: 13/02/2015.
URL: http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/alemanha-devolve-livros-roubados-de-bibliotecas-italianas
MUNIQUE - Autoridades da Alemanha devolveram nesta sexta-feira 500 livros históricos, incluindo obras originais dos cientistas renascentistas Galileu Galilei e Nicolau Copérnico, roubados de bibliotecas italianas três anos atrás, a promotores de Nápoles.
A maioria dos livros, que valem cerca de 2,5 milhões de euros, foram tirados da biblioteca napolitana de Girolamini, segundo os promotores.
As autoridades alemãs os recuperaram em uma casa de leilões de Munique a pedido dos italianos.
O ex-diretor da biblioteca Massimo De Caro foi condenado pelo roubo dos livros e cumpriu pena na prisão antes de ser posto em prisão domiciliar.
“Como diretor, seu papel era fazer de tudo para proteger e preservar os livros. Entretanto, ele inverteu sua função. Tirando vantagem de seu cargo, ele conseguiu retirar os livros”, disse o promotor Vincenzo Piscitelli, que foi a Munique buscar as obras.
“Ele desativou os alarmes e realizou suas atividades durante a noite ou nos feriados, quando os funcionários da biblioteca não estavam lá. Estava sozinho, tinha as chaves, todos sabiam que ele era o diretor. Por isso, conseguiu trabalhar com liberdade total”, acrescentou.

Os promotores ainda estão tentando descobrir quantos livros desapareceram ao todo da biblioteca, uma das mais antigas e ricas da Itália.

26 de jan. de 2015

Justiça nega indenização a aluno que teve notebook furtado em biblioteca



Fonte: Portal G1. Data: 25/01/2015.
URL: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/01/tj-nega-indenizacao-aluno-que-teve-notebook-furtado-em-biblioteca-no-df.html
Estudante foi ao banheiro e deixou eletrônico na mesa; cabe recurso.
Juiz entendeu que empresa não tinha o dever de cuidar dos bens do aluno.
O juiz do 1º Juizado Especial Cível de Brasília negou pedido de indenização por danos moral e material a um estudante que teve o notebook furtado na biblioteca de uma faculdade no Distrito Federal. Cabe recurso à decisão.
De acordo com a ação, o estudante foi ao banheiro e deixou o notebook na mesa da biblioteca. Quando ele voltou, não encontrou mais o eletrônico no local.
O juiz entendeu que como não havia contrato de depósito, a empresa prestadora de serviços não tinha o dever de fazer vigilância sobre os bens do estudante, "a quem compete a guarda deles".
 "Logo, configurada está, na hipótese em apreço, uma excludente de responsabilidade da ré consubstanciada na culpa exclusiva do consumidor, que agiu com falta de dever de cuidado. Por consequência, configurada uma das excludentes da responsabilidade civil, não subsiste qualquer dever de indenizar", diz a sentença.

1 de set. de 2014

Roubados computadores da Biblioteca Estadual do Rio de Janeiro



Autor: Ancelmo Gois.
Fonte: O Globo. Data: - 28/08/2014.
Peças de seis computadores foram furtadas no térreo da Biblioteca Parque Estadual, no Centro do Rio, contou em sua coluna Ancelmo Gois. Trata-se daquele centro cultural de última geração com mais de 90 mil livros e 20 mil filmes, tudo de graça, inaugurado em março deste ano. O furto levou à interdição da área de autoformação, onde são oferecidos cursos. A Secretaria estadual de Cultura reconhece que o setor era descoberto pelas câmeras, mas prometeu que agora vai reforçar a vigilância. E não foi só isso. O acesso a internet foi interrompido ontem (a previsão é que volte a funcionar semana que vem) e outros 36 computadores estão desativados. É que dependem da implantação do sistema de automação do prédio, que está em andamento.

17 de mar. de 2014

Obra furtada do Museu Goeldi é achada nos Estados Unidos

Fonte: Folha Online. Data: 14/03/2014.

Uma obra rara furtada a quase seis anos do Museu Emílio Goeldi, em Belém, e avaliada em mais de US$ 20 mil foi devolvida nesta semana ao país, após ser oferecida para a casa de leilões nova-iorquina Swann. O livro em questão, Rerum medicarum novae hispaniae (1628), do médico e botânico espanhol Francisco Hernandez, era um entre 60 volumes dos séculos 16 aos 19 retirados da biblioteca Domingos Soares Ferreira Penna, no museu. A instituição percebeu a ausência dos livros em dezembro de 2008, durante um treinamento para manuseio e curadoria das coleções da biblioteca, e acredita que o furto tenha ocorrido ao longo de vários meses, dada a quantidade de obras desaparecidas.

28 de fev. de 2014

Bandido invade Biblioteca Nacional na madrugada



Autoria: André Miranda.
Fonte: O Globo. Data: 28/02/2014.
URL: http://oglobo.globo.com/cultura/bandido-invade-biblioteca-nacional-na-madrugada-circula-livremente-rouba-computador-monitor-11739402
Há quase uma semana, a sede da Biblioteca Nacional, no Centro do Rio, foi invadida e roubada. Lá estão guardados mais de oito milhões e meio de peças, um patrimônio público que forma a maior coleção bibliográfica da América Latina. Porém, apesar do valor incalculável desse acervo, na madrugada do último sábado um homem conseguiu pular os tapumes e a grade de proteção que cercam a biblioteca, ao lado da Rua Pedro Lessa. Depois, arrombou a janela de um banheiro feminino que fica no segundo andar e entrou no prédio. Lá dentro, pôde circular livremente para roubar um laptop e um monitor, antes de sair pelo mesmo lugar por onde entrou. A direção da Biblioteca Nacional preferiu não trazer o incidente a público, mas, procurada pelo GLOBO, confirmou que o crime ocorreu e disse que já reforçou a segurança.
As imagens do roubo foram registadas pelas câmeras da biblioteca, mas os vigias noturnos disseram que não perceberam a movimentação. O laptop roubado era de um brigadista e estava guardado numa sala no primeiro andar. Já o monitor ficava no balcão de atendimento para visitas guiadas, no andar de cima. No próprio sábado, o crime foi informado à polícia. E as gravações, passadas para a Superintendência Regional da Polícia Federal do Rio de Janeiro, onde foi lavrada a certidão de ocorrência número 383.
Pelas imagens das câmeras de segurança, o ladrão, ainda não identificado, aparenta ser jovem. Há meses, os funcionários da instituição reclamam que a Rua Pedro Lessa tem servido como concentração para usuários de crack, e dentro da instituição suspeita-se que o bandido teria vindo desse grupo. Mas, independentemente de quem tenha cometido o crime, o que mais chama a atenção é a facilidade com que uma pessoa conseguiu entrar no prédio sem ser notada.
Informada do crime pelo GLOBO, a Associação de Servidores da Biblioteca Nacional (ASBN) divulgou nota em que lembra os problemas estruturais do edifício: “A invasão do prédio sede, que abriga um dos maiores e mais preciosos acervos bibliográficos do mundo, vem confirmar a vulnerabilidade do sistema de segurança da Biblioteca Nacional. A ASBN espera que todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis sejam tomadas em relação ao crime ocorrido dentro da biblioteca. Entretanto, é preciso ir além, atuando preventivamente para que casos como esse ou ainda mais graves, como o furto de peças do acervo, não ocorram.”
Para piorar, a invasão ocorreu num momento em que a Biblioteca Nacional vem tentando se recuperar depois de anos marcados por acidentes e furtos devido à precaridade de sua estrutura. Uma verba de R$ 30 milhões, prometida pela ministra da Cultura, Marta Suplicy em 2012 para obras na claraboia, no telhado, na fachada e nos vitrais, enfim começou a ser aplicada neste ano, e a revitalização já está em curso.
Além disso, já nas próximas semanas deve ser publicado um edital para a contratação de um projeto arquitetônico a fim de recuperar o prédio anexo da Biblioteca Nacional, localizado na Zona Portuária. O edifício sofre com infiltrações e deterioração da fachada. Nos últimos dias, o presidente da Biblioteca Nacional, Renato Lessa, viajou a Portugal para viabilizar a criação de uma biblioteca lusófona, integrando os acervos digitais de instituições públicas dos países de língua portuguesa.
São ações que visam melhorar a imagem da Biblioteca Nacional, arranhada por furtos, inundações, danos ao acervo e críticas a gestões. Na última década, o órgão teve quatro presidentes: Pedro Corrêa do Lago (2003 a 2005), Muniz Sodré (2005 a 2010), Galeno Amorim (2011 a 2013) e Lessa, que completa um ano no cargo em abril.
O episódio da semana passada fez com que a biblioteca cogitasse rescindir o contrato com a empresa de segurança que trabalha para a instituição, mas a solução acabou sendo o reforço no efetivo. De acordo com a direção da biblioteca, nos dias de carnaval, quando muitos foliões circulam pela região, haverá o dobro de vigilantes. Também será pedido à polícia um reforço no policiamento do entorno.
Relembre problemas recentes na Biblioteca Nacional:
Julho de 2005 - Fotografias, desenhos e gravuras, num total de 991 obras, desapareceram do acervo. No conjunto havia originais dos fotógrafos Marc Ferrez, Augusto Malta e Guilherme Liebenau (acima). Apenas 101 obras foram recuperadas e, apesar da prisão de cinco suspeitos em 2007, o crime nunca foi completamente esclarecido. A Justiça estimou que, no total, as peças valiam cerca de R$ 7,5 milhões.
Maio de 2010 - As duas primeiras edições do almanaque “O Tico-Tico” foram furtadas da biblioteca. O crime ocorreu meses após a instituição ter recebido R$ 1,7 milhão de investimentos em segurança. E só veio a público um ano depois, em reportagem do GLOBO. As revistas nunca apareceram, mas a polícia prendeu, ainda em 2010, o estudante Leonardo Jorge da Silva: ele estava de posse da tela “Enterro”, de Candido Portinari, furtada do Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, e sua agenda tinha anotações sobre as duas “O Tico-Tico”.
Maio de 2012 - Um temporal provocou um vazamento no sistema de refrigeração, atingindo quatro dos seis andares do armazém de periódicos. Centenas de obras foram molhadas. A direção da biblioteca só admitiu a gravidade do problema depois que O GLOBO publicou imagens de periódicos pendurados em varais, nos corredores do prédio, para secagem. O acidente fez com que o ar-condicionado só voltasse a funcionar plenamente em setembro de 2013.
Outubro de 2012 - Cinco pedaços de reboco se soltaram da fachada e caíram na área dos jardins e na varanda do terceiro andar. O incidente levou a instituição a isolar áreas no entorno e motivou um laudo da Defesa Civil com recomendações de segurança, como a construção de para-lixo e instalação de telas na fachada.
Fevereiro de 2014 - Um ladrão entrou pelo banheiro feminino do segundo andar da Biblioteca, na madrugada do último sábado. Ele circulou livremente pelo primeiro e pelo segundo andares da instituição, antes de sair por onde veio. Levou consigo um laptop e um monitor. A Polícia Federal investiga o crime.