13 de abr. de 2011

Novos recursos para cegos

Fonte: PublishNews. Data: 13/04/2011.
Dispositivo reproduzirá em áudio a descrição de todas as imagens do livroA Fundação Dorina Nowill para Cegos lançará um recurso exclusivo de audiodescrição com a tecnologia Pentop para livros infantis impressos em tinta e Braille. A novidade será lançada durante a Reatech, Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, que acontece de 14 a 17 de abril, em São Paulo. Com o recurso, o usuário utilizará uma caneta interativa sobre o papel e o dispositivo reproduzirá em áudio a descrição de todas as imagens do livro. A tecnologia é ativada por um sensor posicionado na ponta da "caneta", que decodifica o material impresso e reproduz o áudio correspondente.Gravada em voz humana com efeitos sonoros lúdicos, especialmente voltados para o público infantil, o recurso permite que as crianças cegas e com baixa visão compreendam de forma clara e objetiva as ilustrações do livro e informações que não estão contidas nos diálogos, como por exemplo, cores, expressões dos personagens, objetos, etc. A Feira Internacional ocorrerá no Centro de Exposições Imigrantes (Rodovia dos Imigrantes - Km 1,5 - São Paulo/SP), de quinta e sexta-feira, das 13h às 21h; sábado e domingo, das 10h às 19h.

12 de abr. de 2011

Evento: Encontro Brasileiro de Arquitetura da Informação

Local: São Paulo. Auditório do CRQ 4º Região - Rua Oscar Freire, 2.039 - São Paulo, Brasil
Data: 21-22 de outubro de 2011.
O EBAI visa promover um amplo debate sobre as questões ligadas a disciplina da Arquitetura de Informação e a sua importância no design de  ambientes digitais e espaços físicos.
Para tanto, pretende reunir pesquisadores, docentes, profissionais e estudantes facilitando a divulgação de trabalhos e a troca de experiências entre as comunidades acadêmica e profissional.
São abordados os fundamentos teóricos, as práticas e as aplicações emergentes da disciplina, visando explorar sinergias e perspectivas multidisciplinares.
Os temas de interesse são:
  • Definições de Arquitetura de Informação
  • * Currículo de Arquitetura de Informação
  • * Documentação, metodologias e ferramentas
  • * Folksonomia e sistemas de classificação
  • * Usabilidade e pesquisa com usuários
  • * Design de Interação, User Experience e Design Centrado no Usuário
  • * Mecanismos de busca e SEO
  • * RIAs (Rich internet applications)
  • * Comunidades on-line, softwares sociais e colaboração
  • * Intranets e portais corporativos
  • * Web 2.0
  • * Interfaces para dispositivos móveis
  • * Mercado de trabalho

Primeira obra de Jorge Amado completa 80 anos

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 11/04/2011.
Autor: Marcelo Bortoloti.
Há 80 anos, o escritor Jorge Amado (1912-2001) publicava seu primeiro livro, O País do carnaval (176 pp., R$ 39), relançado neste mês pela Companhia das Letras. Com 18 anos, produziu um romance com pouco do colorido e da brasilidade que marcariam sua obra futura, mas inaugurou ali uma produção literária que mudaria para sempre o mercado editorial brasileiro. Ao longo da carreira, com 45 livros publicados, a maioria romances, vendeu 20 milhões de exemplares no Brasil e foi traduzido em 55 países, onde, estima-se, tenha vendido 60 milhões de livros. Isso fez dele o escritor brasileiro de maior público, só superado por Paulo Coelho. Apesar do feito, Amado nunca conseguiu romper a resistência da crítica especializada e, sobretudo do meio acadêmico. Dez anos após sua morte, e a um ano do centenário de nascimento, o descompasso entre seu sucesso com o público e a resistência da crítica permanece.

Política do livro provoca briga!

Fonte: O Globo. Data: 10/04/2011.
Autor: Por Miguel Conde.
Desde 2006 à frente do Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL), José Castilho Marques Neto entregou o cargo na última quarta-feira fazendo críticas à ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e ao presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Galeno Amorim. Numa carta enviada à ministra, com quem tenta sem sucesso encontrar-se desde o início do governo Dilma, Castilho questiona a “concentração de toda a gestão da política de leitura na FBN”. A decisão, firmada num decreto ainda a ser assinado pela presidente, subordina o PNLL, responsável pela formulação de políticas e metas na área do livro e da leitura, ao presidente da FBN, que passa a abrigar também a Diretoria do Livro e da Leitura do Ministério da Cultura (MinC). Em entrevista ao Globo, Castilho diz que a concentração de atribuições na FBN é um erro e não existe em outros países.

Fonte: O Globo. Data: 10/04/2011.
Autor: Miguel Conde.
Procurado pelo Globo, o presidente da Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, não quis comentar as críticas de José Castilho Marques Neto. O Ministério da Cultura divulgou uma nota em resposta à carta de demissão de Castilho: “A unificação das políticas de Livro, Leitura e Literatura sob uma mesma área dentro do Ministério da Cultura indica compromisso da atual gestão em fortalecer essa política pública. E entre os órgãos do Sistema MinC é a Fundação Biblioteca Nacional que atua diretamente com esse tema, numa interface evidentemente mais pertinente ao universo dos envolvidos nessa política: escritores, bibliotecários, editores, professores, organizações de fomento à leitura, livreiros etc. Finalmente, não é correto afirmar que um problema de agenda da ministra denote descaso com uma política.

8 de abr. de 2011

MinC e a reforma da LDA: todos estão convidados?

Fonte: Última Instância. Data: 07/04/2011.
Autor: Guilherme Varella
O recente estágio da discussão sobre a reforma da Lei de Direito Autoral (Lei 9.610/98), encabeçada pelo MinC (Ministério da Cultura), suscita alguns questionamentos, quiçá preocupações. Dentre os principais: quem de fato o Ministério da Cultura quer envolver nesse debate? Seu objetivo é ampliar ou reduzir o diálogo? Propõe, o MinC, o movimento de expansão da discussão a outros segmentos, igualmente atingidos pela legislação autoral, ou vai restringi-la apenas aos “criadores” e seus “representantes”?
A dúvida é pertinente, pois se passaram mais de seis anos de construção coletiva do projeto de reforma da LDA, de debate público efetivo acerca dos principais pontos e temas que deveriam ser nela abarcados. Construção coletiva por incluir vários segmentos historicamente negligenciados nesse processo, como o movimento de professores e estudantes, as organizações da sociedade civil ligadas à educação e à democratização da comunicação, os coletivos de cultura digital, as entidades de defesa do consumidor e os indivíduos em geral, incentivados a participar, independentemente de qualquer requisito de institucionalidade. Isso tudo somado obviamente ao setor artístico, criativo, autoral e da indústria cultural. Todos esses setores encorajados a participar pelo próprio Ministério da Cultura. Todos esses atores legitimados para opinar e devidamente ouvidos pelo governo.
Ora, se a legislação autoral é fator preponderante para a concretização de diversos outros direitos do cidadão, como o acesso ao conhecimento, à informação e aos serviços e produtos culturais, constata-se: natural que esse debate seja o mais ampliado possível. Essencial a inserção de campos os mais diversos na elaboração de uma nova lei. Importante que isso seja uma política de governo, fomentada pelo discurso dos governantes e por ações práticas, como a consulta pública, a qualificação do debate, com a realização de seminários e encontros com interfaces diferentes, e a manutenção de compromissos públicos assumidos.
Ocorre que, hoje, vislumbra-se o movimento contrário por parte do Ministério da Cultura. Desde o início do ano, a toada é de brecar o andamento do projeto de reforma da LDA, construído de forma democrática e transparente, com o pretexto de ouvir os artistas, os criadores, como se simplesmente eles não tivessem participado anteriormente desse processo.
Com essa postura, o MinC simplesmente desconsidera que grande parte desse trabalho teve a imprescindível contribuição da sociedade civil, da cultura e outros campos. “Reabre” a discussão, porém, deixando muito claro que voz terá mais peso a partir de agora. As aspas, logo atrás, evidenciam isso: o anteprojeto da reforma foi (re)colocado no site do MinC, para essa nova “audição” dos artistas, mas o relatório com todas as contribuições da população, assimiladas ou rejeitadas no texto, até agora não foi disponibilizado.
Esse reinício de debate já se dá, portanto, com falta de clareza, especialmente no que tange aos seus objetivos. A ideia de construir um projeto de revisão da lei autoral que a torne compatível com outros diplomas legais e outros direitos de cidadania será mantida? Por exemplo, na relação com a defesa do consumidor. A LDA atual permite vários abusos aos direitos dos consumidores, como a possibilidade de inserção de restrições tecnológicas nos produtos culturais, como CDs e DVDs, que impedem a livre e integral fruição do bem, já adquirido, sem qualquer finalidade de lucro; impede a interoperabilidade, de maneira que o consumidor pratica um ato ilícito quando passa uma música de seu computador pro tocador portátil; e impede a cópia privada, por exemplo, de um livro, para uso doméstico e para fins de estudo.
Fala-se muito, hoje em dia, em economia da cultura. Nesse terreno, dá-se uma interconexão muito clara entre a legislação autoral e o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90). Se for possível falar em cadeias de produção e consumo culturais consolidados; ciclos diferenciados de criação, distribuição, circulação, difusão e fruição dos bens culturais; arranjos produtivos locais; sistemas e redes de trocas criativas; e novos modelos de comercialização digital. Se existe essa dinâmica, e se ela é central para o desenvolvimento do país, a ponto inclusive de e a recém-criada Secretaria de Economia da Cultura no MinC, essa dinâmica possui fornecedores de produtos e serviços culturais e os seus destinatários: os consumidores da cultura. A parte hipossuficiente, por essência, da relação, a ser protegida em todas as legislações que lidam com relações de consumo, como é o caso.
Para que essa dinâmica seja saudável e equilibrada, há que se compatibilizar LDA e CDC. E, mais que isso, é imprescindível a presença do Estado, como garantem os artigos 5º, XXXIII, e 170, V, da Constituição. Para a defesa do consumidor no mercado de consumo cultural, para impedir abusos, garantir a transparência e evitar práticas anticoncorrenciais, garantindo a liberdade de escolha, o CDC exige a supervisão do Estado, corroborando a Constituição. A Lei de Direito Autoral, não. Inexiste nela esse diálogo com outros diplomas legais, o que coloca a LDA num patamar quase de direito absoluto – caráter, inclusive, defendido pelas associações coletoras de direitos autorais, cuja atividade que não sofre qualquer tipo de controle social.
O exemplo do consumidor evidencia o alcance da LDA em outros campos. Outros poderiam ser citados: a necessidade de permissão da digitalização plena de acervos, para a educação e o patrimônio histórico; a própria cópia educacional, o xeroxnão comercial, para universitários; uma licença especial de execução de músicas para rádios comunitárias, na área da comunicação; ou a previsão de produção de obras com acessibilidade especial para pessoas com deficiência.
Tais demandas foram debatidas durante muitos anos e só puderam ser incorporadas ao projeto de reforma da LDA pelo espaço aberto e pela disposição do governo ao diálogo amplo, para além da “exclusiva” atenção ao segmento artístico. O projeto, contudo, está por hora encostado. A freada foi comemorada pelas associações coletoras de direitos autorais mundo afora, da qual fazem parte o Escritório Central de Arrecadação de Direitos Autorais (Ecad) e afins. E a Ministra tem recebido cumprimentos especiais da indústria fonográfica e do Ministério de Comércio Exterior dos Estados Unidos. Por aqui, não existem motivos pra comemorar.
Aos consumidores, pessoas com deficiência, estudantes, professores, bibliotecários, militantes da liberdade de expressão, artistas e autores, ficam as dúvidas: haverá a oportunidade de diálogo franco entre todas as áreas afetas aos direitos autorais? O novo projeto equilibrará legislações e interesses diversos? A reabertura do processo de revisão é real, pra fazê-lo andar? Ou trata-se de um processo protocolar, de cunho protelatório? Estão todos novamente convidados a participar ou apenas alguns são os legítimos participantes do processo? Em suma, para todos aqueles que participaram efetivamente, durante esses anos, da construção colaborativa de uma nova e mais justa LDA, fica a interrogação: que fim dará a reforma?

*advogado do Idec.

Restaurada, Mário de Andrade reabre com obras raras

Autora: Elaine Patrícia Cruz.
Fonte: Agência Brasil. Data: 02/04/2011.
Livros de Jorge Amado publicados em russo, polonês, húngaro e chinês. Uma carta do padre Manuel da Nóbrega em que ele relata sua estadia em São Paulo. Manuscritos do político e escritor Rui Barbosa. E até uma espécie de mapa mundi, o mapa chamado Theatrum Orbis Terrarum de 1595, desenhado pelo cartógrafo Abraham Ortelius. Estes são apenas alguns exemplos do que pode ser encontrado no acervo de obras raras e especiais da biblioteca municipal Mário de Andrade, no centro de São Paulo.
Restaurada, modernizada e completamente reaberta ao público no início deste ano, a Biblioteca Mário de Andrade é dona do segundo maior acervo do país, superado apenas pelo acervo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, que guarda 3,3 milhões de itens.
“A Biblioteca Mário de Andrade já é uma senhora de quase 90 anos. Foi inaugurada em 1926. Estamos nesse prédio desde 1942, que foi construído exclusivamente para ser uma biblioteca”, explicou William Okubo, supervisor de Acervo da biblioteca.
Desses 3,3 milhões de itens, há, atualmente, 330 mil livros no prédio da biblioteca. O restante, composto por jornais e revistas, está armazenado em galpões, de onde serão levados para o prédio anexo, que deve ficar pronto até o final deste ano.
Segundo Okubo, na coleção de jornais e revistas, há uma edição, por exemplo, do jornal O Diabo Coxo, que circulou entre 1864 e 1865 e que foi o primeiro jornal feito em São Paulo com imagens. Também há exemplares do jornal O Farol Paulistano (1826-1836), o primeiro jornal produzido em São Paulo, e do Zé Carioca, um jornal mimeografado da Força Expedicionária Brasileira (FEB), feito por brasileiros em Florença, na Itália, na época da Segunda Guerra Mundial.
“No acervo de obras raras e especiais, temos livros que não são antigos, porém são especiais de alguma maneira. Por critério de antiguidade, temos nove livros anteriores a 1500. O mais antigo é de 1477. Chama-se Suma Teológica, de Santo Antonino”, disse Okubo.
O acervo de obras raras e especiais da biblioteca conta atualmente com 51 mil livros. Entre eles, há um exemplar da terceira parte do livro Marilia de Dirceo, que nunca existiu oficialmente. “O [livro] Marilia de Dirceo, do Tomás António Gonzaga, é, em Portugal, um dos livros mais conhecidos. Ele só tem a primeira e a segunda parte. Mas nós temos a terceira parte, que é um livro apócrifo. Ele [o autor] não escreveu a terceira parte. Não é um livro oficial, mas alguém, lá em Portugal, criou a terceira parte do livro”, contou Okubo.
De acordo com o supervisor, o acervo raro da biblioteca ajuda a construir a história do país. “Através de um livro histórico, conseguimos reconhecer o mundo e o país buscando informações que nem sempre estão muito claras”, afirmou.
Para se ter acesso a esse setor da biblioteca, é preciso fazer um agendamento prévio, pelo site www.bma.sp.gov.br ou pelo e-mail bma@prefeitura.sp.gov.br. Pelo site da biblioteca, é possível também acessar obras raras que foram digitalizadas.
Segundo Okubo, pelo link Tesouros da Cidade, é possível acessar cerca de 200 livros raros e 4 mil imagens e fotografias, inclusive algumas antigas da cidade de São Paulo. “A digitalização é importante porque a pessoa consegue vir à biblioteca sem estar fisicamente aqui”, afirmou. Segundo ele, a intenção é ampliar o processo de digitalização do acervo, o que também ajuda a preservar os livros e itens raros, que sofrem com a ação do tempo.
Além do acervo de livros raros e especiais, a biblioteca Mário de Andrade também tem 43 mil livros disponíveis para empréstimos. Para retirá-los, basta fazer uma matrícula na biblioteca, levando um documento com foto e comprovante de residência dos últimos dois meses. Uma consulta dos títulos disponíveis pode ser feita pelo site da biblioteca.
O setor circulante da Biblioteca Mário de Andrade funciona de segunda à sexta, das 8h30 às 20h30 e, aos sábados, das 10h às 17h. O restante da biblioteca funciona de segunda à sexta, das 8h30 às 17h.

Escolas estaduais de Foz e Umuarama trancam livros em armários

URL: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1477421-7823-ESCOLAS+ESTADUAIS+DE+FOZ+E+UMUARAMA+TRANCAM+LIVROS+ESCOLARES+EM+ARMARIOS,00.html
Fonte: Paraná TV. Data: 05/04/2011.
É que não tem livro escolar para todos os estudantes, por isso depois da aula eles guardam o livro no armário para que a turma seguinte use os mesmos. Situação complicada também em Curitiba e região.

A evolução do livro

Vídeo elaborado pela editora francesa Hachette para mostrar que ao mesmo tempo em que o formato do livro está mudando, as coisas que dele retiramos permanecem constantes. A evolução deste meio é mostrada, desde a antiguidade até aos livros eletrônicos (e-books).
URL: http://youtu.be/PF9Q3LcOAQ8

6 de abr. de 2011

Livros eletrônicos sobre Ciência da Informação

Fonte: Centro Universitario de Investigaciones Bibliotecológicas (CUIB) da Universidad Nacional do Mexico.

O Centro Universitário de Investigaciones Bibliotecológicas (CUIB), órgão da Universidad Nacional de México (UNAM), está disponibilizando uma série de livros sobre Ciência da Informação. O download pode ser feito a partir do URL acima.

Evento: Escritor na biblioteca

Fonte: Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo
Local: Bibliotecas municipais do sistema (cidade de São Paulo)
O Projeto foi criado com o intuito de aproximar os autores de seus leitores através de bate-papo informal, em que os escritores falam de sua vida e obra e respondem os questionamentos do público. O projeto já recebeu grandes nomes da literatura nacional, como Ferreira Gullar, Lya Luft e Pedro Bandeira, além de nomes internacionais como o moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa.
Detalhes sobre a programação podem ser encontrados no URL acima.

Sistemas de automação de bibliotecas no Brasil

Autor: Michelângelo Mazzardo Marques Viana
O colega Michelangelo Viana da PUC do Rio Grande do Sul elaborou uma importante listagem sobre os sistemas de automação de bibliotecas. Vale a pena dar uma conferida!

5 de abr. de 2011

O ABC do livro infantil digital

Autora: Lais Cattassini.
Fonte: Jornal da Tarde (São Paulo). Data: 03/04/2011.
Para conquistar os futuros leitores, editoras como a Globo Livros e a Abril Educação se preparam para chamar a atenção do público infantil com lançamento de título clássicos, como a adaptação de Reinações de Narizinho, em tablets voltados aos pequenos. Os tablets, como o iPad, são modernos computadores portáteis concebidos para serem usados no dia a dia para jogos, agendas e, especialmente, leitura. Entre as possibilidades abertas pelo avanço tecnológico, as crianças de hoje têm a oportunidade de adquirir o gosto pela leitura diretamente nas ferramentas digitais de tablets. Para os educadores, essa migração para a leitura digital tem a vantagem de oferecer interatividade aos leitores e estimular o interesse. Mas a mesma riqueza de recursos multimídias pode ser responsável pela dispersão.

Assembléia doa acervo da sua biblioteca

Fonte: Gazeta do Povo (Curitiba). Data: 4/04/2011.
Autora: Katia Brembatti.
Parte dos livros já foi transferida e o restante irá para o subsolo do prédio que abriga a Casa. O motivo seria a falta de estrutura, que dificulta o acesso da população
A biblioteca da Assembléia juntamente com o a gráfica do Legislativo estiveram no centro do escândalo dos Diários Secretos. Em tese, a biblioteca do Legislativo era o único local público onde era possível consultar edições antigas dos diários oficiais da Assembléia. Mas os volumes foram recolhidos das prateleiras em 2008, quando estourou o caso gafanhoto – esquema em que vários funcionários recebiam numa mesma conta bancária. A partir de então, nem na internet, nem em lugar algum era possível consultar os diários oficiais da Casa.
Agora, o que restou da biblioteca do Legislativo vai para o subsolo do prédio onde fica o plenário da Assembléia. Lá funcionava a gráfica, lacrada em fevereiro. Nela eram fabricados os diários oficiais da Assembléia, alguns impressos com datas falsas ou retroativas. Eram esses documentos, que deviam ser acessíveis à população, que escondiam a contratação de funcionários fantasmas e outras irregularidades que estão sendo investigadas pelo Ministério Público Estadual. A estrutura da gráfica foi desativada no mês passado e os equipamentos foram doados para o sistema penitenciário estadual. Os diários da Assembléia passaram a ser editados pela Imprensa Oficial do Estado.
Consulta
Não servia para nada, diz Rossoni
O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Valdir Rossoni (PSDB), argumenta que será mantida uma “biblioteca normal, importante para o exercício do Legislativo, mas dentro da racionalidade de custos que marca a gestão”. Para ele, em tempos de domínio da internet, a consulta dos arquivos em papel está rareando cada vez mais. “Vamos recuperar a história da biblioteca, mas muita coisa vai mudar, já que a nossa não servia pra nada”, pondera.
A decisão vai na contramão de muitas Casas Legislativas espalhadas pelo país. A Gazeta do Povo pesquisou nas assembléias dos estados do Sul e do Sudeste e todas mantêm bibliotecas abertas ao público. São estruturas bem-organizadas que contam inclusive com páginas na internet, para a oferta de serviços como solicitação on-line de documentos. A biblioteca da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, por exemplo, é especializada na área das ciências jurídicas e sociais. Dispõe de um acervo com 17 mil itens, como periódicos, toda a legislação estadual, diários oficiais de vários órgãos, além de livros na área de Direito e História e literatura. A coordenadora Sonia Brambilla conta que o espaço é quase centenário – existe há 97 anos –, que é referência em informação legislativa e que oito pessoas trabalham no local.
Já a biblioteca da Assembléia do Rio de Janeiro tem um acervo ainda mais volumoso. São 40 mil títulos, sob os cuidados de 12 funcionários. Em todas as consultadas, o público principal é formado pelos funcionários que buscam opções de leitura e referências jurídicas para projetos.
Serviço:
Endereços eletrônicos das bibliotecas consultadas:
A direção da Assembléia Legislativa do Paraná decidiu que não precisa mais de uma biblioteca. Não de uma tão grande, ao menos. E a maior parte do acervo foi doada à Biblioteca Pública do Paraná (BPP). Ao chegar no quinto andar do prédio administrativo da Assembléia, o visitante se depara com uma sequência de estantes vazias. A estrutura está de mudança: o que não compôs o lote que foi para a BPP vai para o subsolo do edifício ao lado, ocupando parte do espaço que antes era destinado para a gráfica da Assembléia.
Alguns documentos referenciais sobre a Assembléia não estão mais no prédio. Questionada sobre o tempo da construção do edifício que abriga a Casa de Leis, a funcionária da biblioteca do Legislativo conta que não está mais lá o livro que relata toda a história da Assembléia. Teria ido junto com o acervo de aproximadamente 6 mil títulos doados à BPP. O acervo doado para a Biblioteca não inclui atos oficiais, diários ou quaisquer outros documentos referentes ao funcionamento da Casa, que continuaram em poder do setor de arquivo da Assembléia. A doação é basicamente formada por livros acadêmicos e de literatura. Os títulos serão avaliados e devem ser incorporados ao acervo geral da Biblioteca Pública do Paraná, que recebe cerca de 3 mil visitas por dia. A BPP recebe constantemente doações e, eventualmente, repassa material para outras bibliotecas do estado.
O escritor Nego Pessoa, que coordenava o projeto de uma estante paranista na biblioteca do Legislativo, conta que boa parte do acervo – cerca de 3 mil títulos – veio da compra do espólio do ex-deputado Luiz Roberto Soares, feita pelo ex-presidente Anibal Kury, na década de 90. Seriam basicamente livros de sociologia, filosofia, economia e história. Pessôa, apesar de argumentar que a BPP está com pouco espaço, acredita que a doação foi uma medida acertada. “A Assembléia não tem tradição de leitura. As pessoas nem sabiam que tinha uma biblioteca lá e quase ninguém visitava”, diz ele, que por vários anos foi funcionário comissionado da biblioteca.
Só no ano passado, a biblioteca do Legislativo, que leva o nome de Vidal Vanhoni, recebeu três doações de livros. A família do desembargador Henrique Lenz César cedeu 103 tomos, a maioria de Direito. A editora Travessa dos Editores doou 174 títulos e o escritor José Maria Orreda, 16 livros.
Motivos
Em nota oficial, a direção da Assembléia informou os motivos que levaram às mudanças na biblioteca da Casa. Facilitar o acesso da população ao acervo foi a principal razão. O quinto andar do prédio administrativo da Assembléia, onde estava localizada a biblioteca do Legislativo, está com sérios problemas estruturais, como infiltrações, e o piso, devido ao peso dos livros, poderia ruir. Além disso, o local não é servido por elevadores, impossibilitando o acesso de pessoas com dificuldades de locomoção. Já a BPP, acrescenta a nota, tem rampas de acesso e ambientes adequados para abrigar os livros.
Funcionários
Ao total, 23 funcionários efetivos estavam lotados na biblioteca da Assembléia – praticamente um servidor para cada estante do local. Uma funcionária conta que apenas 12 nomes constavam na relação de registro de presença de servidores da biblioteca. Segundo a assessoria, foi necessário criar turnos de trabalho para acomodar todos eles. Para efeito comparativo, cada Farol do Saber, com acervo entre 3 mil e 5 mil livros, conta com três funcionários. Ainda não está definido para onde estes funcionários serão transferidos, mas a Assembléia estuda a possibilidade de cedê-los para a BPP. Para isso, eles deverão passar por um curso de aperfeiçoamento, já que nenhum dos servidores é bibliotecário.
Nota do blog:
Essa ação da Assembléia Legislativa do Paraná é contrário ao movimento da história. Ela demonstra o desconhecimento do papel da biblioteca no processo legislativo.
Murilo Cunha

2 de abr. de 2011

Estudantes do Brasil são os que têm menos livros em casa, aponta levantamento do Pisa

Autora: Juliana Bublitz.

Fonte: Zero Hora (Porto Alegre). Data: 2/04/2011.

URL: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a3261568.xml

 

Quase 40% dos alunos brasileiros têm no máximo 10 obras


Folhear as páginas de um livro pinçado ao acaso nas prateleiras de casa é algo bem menos corriqueiro no Brasil do que muitos de nós imaginam. Pelo menos é o que indica um levantamento do Movimento Todos Pela Educação, segundo o qual quase 40% dos estudantes do país vivem em lares onde as obras literárias são artigos raros: em média, não passam de 10 exemplares.
Divulgada em março, a pesquisa teve como base os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2010, que envolveu 65 países ao redor do mundo.
O cenário brasileiro é considerado um dos piores. Se 39,5% das crianças e adolescentes disseram ter, no máximo, uma dezena de títulos em sua residência, outros 30,4% admitiram que o número não supera os 25. Somente 8,1% dividem espaço com mais de cem obras dentro da própria moradia.
Para efeito de comparação, em países como a Islândia, mais da metade da população estudantil conta com verdadeiras bibliotecas particulares, turbinadas por mais de uma centena de edições. Luxemburgo, um pequeno país encravado na Europa ocidental, entre a Bélgica, a França e a Alemanha, é o campeão "mais de 500 obras": nada menos do que 15,7% de seus estudantes desfrutam dessa condição.
É evidente que a simples posse de livros não garante um desempenho melhor, especialmente naqueles casos — tão comuns — em que acabam cumprindo o papel de meros enfeites. Ainda assim, a pesquisa mostrou que os jovens que convivem com esses objetos tiveram resultados superiores nas provas do programa.
Educadores são unânimes ao afirmar que, crescer em uma família marcada pelas letras, é determinante para o desenvolvimento intelectual.
— Mesmo que a criança não saiba ler e que os livros estejam na estante apenas para bonito, só o fato dela ter contato já é importante para que comece a se familiarizar e, no futuro, desenvolver o hábito da leitura — ressalta a professora Tania Beatriz Iwaszko Marques, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Em São Sebastião, casal transforma garagem de casa em biblioteca

Fonte: Rede Globo. Programa DFTV.
URL: http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1657020-10040,00.html
Autores: Raquel Porto Alegre ; Wesley Araruna.
A biblioteca tem dez mil livros e as crianças da cidade podem encontrar desde dicionários até histórias clássicas, como o "Patinho feio". A Biblioteca atrai muitas crianças e adolescentes.
A história de "Davi e Golias" é mais uma que Mateus conhece através dos livros. “Dá ensinamento de vida”, fala o garoto. E é em uma biblioteca comunitária em São Sebastião que muitas crianças se aventuram no mundo da leitura. A ideia de montar o espaço foi da agente social Dilma Mendes e do vigilante Sebastião José Borges. O casal inaugurou a biblioteca há sete anos. “Eles lêem e depois vão brincar de ping-pong”, conta Dilma.
A biblioteca começou numa sala alugada, mas o dinheiro foi ficando curto o espaço cada vez menor. Foi quando Dilma e Sebastião trouxeram os livros para a garagem de casa. “Cedi a minha garagem para os livros e para as crianças fazer as pesquisa de escola”, conta Sebastião.
Atualmente, a biblioteca comunitária tem mais de dez mil títulos. No local as crianças encontram desde livros didáticos, dicionários, até histórias clássicas, como o “Patinho feio”, livro do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, que nasceu em 2 de abril, dia internacional do livro infantil.
E se a história é para a garotada, tem que ter, em meio às letras, muitos desenhos. “A ilustração [imagem] é que capta o interesse de leitor”, afirma o ilustrador Jô Oliveira.
Com histórias e ilustrações, o livro infantil é o primeiro passo na formação de grandes leitores. “Os professores sempre falam que a leitura é o alimento da imaginação”, fala uma jovem.
O casal recebe doações de livros. A biblioteca fica na Avenida 2, quadra 18, loja 16.
Nota do blog:
São Sebastião é uma das cidades satélites de Brasília.

Parceiros do RJ mostram biblioteca criada por moradora na Baixada

Fonte: Portal G1. RJTV.

URL: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/parceiro-rj/noticia/2011/04/parceiros-do-rj-mostram-biblioteca-criada-por-moradora-na-baixada.html

Ela funciona a 20 anos no bairro Parque Paulista, em Duque de Caxias. Espaço é mantido com dedicação por Dona Angélica.


Uma biblioteca no Parque Paulista, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, pode ser usada por todos. A biblioteca comunitária foi criada há 20 anos, mas no bairro, pouca gente conhece. Os Parceiros do RJ, que moram no bairro, contam essa história.
Pelo lado de fora, a casa simples de Dona Maria Angélica de Jesus, idealizadora do projeto, não dá a dimensão do que há por dentro. Ela conta que o projeto surgiu quando percebeu que nem nos colégios da região existem mais bibliotecas.
“Essa era a maneira de as crianças e as pessoas terem acesso a um livro. Elas tinham que comprar, às vezes, só para fazer um dever. Aqui não, quem precisa de um livro, vem aqui, pega o livro, faz seu trabalho ou faz aqui mesmo, de acordo com o trabalho”, contou Dona Angélica.
Quando os moradores começaram a ter conhecimento da biblioteca começaram a doar livros para Dona Angélica. São tantos exemplares, que ela ainda não teve tempo de organizá-los nas prateleiras, quase sem espaço para livros.
A manutenção da biblioteca é feita com o dinheiro dela e do salário do filho, para pagar as contas de luz e telefone. O espaço fica no meio de uma comunidade pobre e Dona Angélica sofre com problemas de umidade na sala. Dona Angélica lamenta que os jovens só se preocupem com a internet e a tecnologia.
“O livro é onde está toda a sabedoria. O conhecimento que nunca vai ser apagado está num livro”, disse Dona Angélica.

1 de abr. de 2011

Escultura em livro

Fonte original: Fubiz




A agência Van Wanter Etcetera, criou uma campanha para divlugar a “Dutch Book Week”, onde livros famosos se transformaram em esculturas dos rostos dos próprios autores.

O livro bate a sua porta

Autora: Josélia Águia.
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 29/03/2011.
Nos EUA, livrarias tradicionais estão em crise, e hoje a aposta é que livros serão cada vez mais vendidos em outro tipo de loja. Por aqui, embora grandes redes inaugurem filiais, as vendas porta a porta se expandem e devem alcançar 20% da participação no mercado editorial (era de 5% em 2006), com cerca de R$ 1 bilhão em faturamento, estima Diego Drumond e Lima, recém empossado na ABDL (Associação Brasileira de Difusão do Livro).
Trata-se do terceiro canal de comércio mais importante, superando o via internet. "É a venda do futuro", diz. Antes, o forte eram as enciclopédias, mas agora os livros infantis e religiosos representam entre 50% e 60% dos títulos vendidos

Dia Internacional do Livro Infantil: 2 de abril

Fonte: International Board on Books for Young People. Data: 1/04/2011.

A International Board on Books for Young People (IBBY), uma entidade internacional, com sede na Suíça, que tem por objetivo incentivar a leitura entre os jovens, promove desde 1967 o Dia Internacional do Livro Infantil. O Dia Internacional do Livro Infantil é celebrado em dois de abril, em homenagem ao escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, nascido nesta data em 1805. Todo ano, um escritório da IBBY é responsável pela comemoração e convida um ilustrador para criar o cartaz da data e um autor para escrever um texto comemorativo. Este ano o país encarregado é a Estônia, o ilustrador é Jüri Mildeberg e o autor é Aino Pervik. O tema deste ano é "The Book Remembers" ["O livro tem memória"].
A YBBT é representada no Brasil pela
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