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30 de set. de 2016

Editoras desistem de vender livros para o MEC

Autoria:  Beth Koike.

Fonte: Valor Econômico. Data: 28/09/2016.
Os atrasos de pagamento e a redução de investimento nos programas de livros didáticos estão levando as editoras a deixar de vender para o Ministério da Educação (MEC). Entre elas estão, por exemplo, a Positivo e a Pearson que interromperam a comercialização de novas obras para a rede pública de ensino.
As editoras Oxford e Macmillan, que tinham planos de ampliar seu catálogo de obras escolares, decidiram permanecer apenas com livros de idiomas e a portuguesa Leya vendeu seu braço de educação para a Escala e com isso saiu completamente do setor. Já a Ibep Nacional que, há alguns anos adquiriu a editora Base, está à procura de um comprador após ver sua situação financeira se agravar, segundo fontes.
As vendas para o governo federal representam quase metade do mercado de livros escolares, cujo faturamento foi de R$ 2,5 bilhões em 2015. O setor como um todo (englobando obras gerais, religiosas, científicas e didáticas) movimentou R$ 5,2 bilhões, segundo dados da Câmara Brasileira do Livro (CBL).
O governo federal começou a atrasar o pagamento para as editoras no ano passado. O débito foi quitado com praticamente um semestre de atraso, o que impactou negativamente o fluxo de caixa de muitas empresas. As editoras investem grandes quantias para compra de papel, impressão e produção de conteúdo e o pagamento era feito logo após a entrega do material - o que não aconteceu em 2015 e 2016. No ano passado, por exemplo, foram impressos 128 milhões de exemplares de livros para a rede pública de ensino.
No entanto, não foi apenas a inadimplência que afetou a vida financeira das editoras. Em 2014, o MEC interrompeu vários outros programas de livros didáticos que eram distribuidos em bibliotecas, para professores ou de obras complementares. Esses três programas tinham juntos um orçamento de mais de R$ 220 milhões. Neste ano, o governo federal não comprou livros para o programa de jovens e adultos, cuja verba prevista era da ordem de R$ 80 milhões.
Diante desse quadro, as editoras menores ou aquelas que entraram nesse mercado há pouco tempo começaram a bater em retirada. Nos últimos cinco anos, muitas editoras, entre pequenas e estrangeiras, investiram para participar do programa de livros do MEC incentivadas pelo próprio governo federal, que reclamava da concentração dos grandes grupos editoriais. No entanto, o que deve acontecer daqui para a frente é a retomada dessa concentração. Estima-se que no próximo ano, as cinco maiores editoras fiquem com cerca de 70% das vendas de livros para a rede pública de ensino.
"O desenho do programa precisa ser melhorado. Todo o investimento é feito pelo setor privado e o risco é muito elevado. As editoras produzem o conteúdo das obras e apresentam ao MEC. Metade dessas obras é reprovada quando há escolha dos livros que serão adotados nas escolas. Se houvesse um direcionamento melhor do programa, não haveria tanta perda", disse Vera Cabral, diretora executiva da Abrelivros, associação das editoras de livros didáticos.
Ainda de acordo com a diretora da entidade, a atual gestão do MEC, do ministro Mendonça Filho, questiona o modelo do programa de livros didáticos criado em 2003 e considerado referência no mundo. Uma das ideias aventadas é o programa ser administrado pelos Estados e não mais pelo governo federal - essa possibilidade já tem opositores uma vez que as regiões mais pobres tendem a ter menos recursos. Outra ideia é o desenvolvimento de um livro didático que ajude o professor a estruturar as aulas - modelo parecido ao dos sistemas de ensino (apostilas).

Uma das maiores preocupações do setor é em relação a 2018. Isso porque as editoras começam agora a produzir o conteúdo das obras a serem distribuídas daqui a dois anos, mas há uma série de mudanças de conteúdo em discussão atualmente, como a reformulação do conteúdo básico do ensino fundamental, as mudanças na grade curricular do ensino médio, além do projeto "Escola sem Partido" que pretende acabar com qualquer viés ideológico, político e religioso presente nos livros escolares.

4 de ago. de 2016

Começam as negociações do PNLD 2017

Fonte: ABRELIVROS. Data: 29/07/2016;
Professores, coordenadores pedagógicos e diretores de escolas públicas de todo o Brasil têm até o dia 12 de agosto para eleger os livros que irão adotar no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD 2017).

Mas, mesmo assim, a romaria de editores a Brasília já começa na próxima terça-feira (02), quando acontecerá a primeira rodada de negociações do PNLD 2017. Nesse momento, será negociada a compra de reposição e complementação de obras adquiridas em anos anteriores. Em 2016, o PNLD comprou 128,6 milhões de exemplares, o que redundou em um investimento de R$ 1,07 bi.

19 de fev. de 2016

Deputados aprovam proibição de produção de livros didáticos no exterior

Fonte: Agência Câmara Notícias. Data: 15/02/2016
A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7867/14, do deputado Vicentinho (PT-SP) que proíbe o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) de adquirir, direta ou indiretamente, livros didáticos produzidos ou impressos no exterior.
O texto também determina que livros comprados com recursos da Lei Rouanet (8.313/91) deverão obedecer à reserva de mercado prevista para os livros didáticos das escolas públicas.
Na avaliação do relator, deputado Jose Stédile (PSB-RS), a medida incentiva a geração de empregos e de renda no parque gráfico nacional.
“Sem o controle, as já insuficientes verbas destinadas às ações de educação e cultura podem ser desvirtuadas do âmbito doméstico, gerando renda e emprego no exterior”, alerta o parlamentar.
Stédile recomendou a aprovação da proposta com emendas. Ele modificou o texto original para incluir o papel usado na impressão dos livros didáticos entre os itens que devem ser adquiridos pelo PNLD, de forma exclusiva, no mercado doméstico.

O PNLD é um programa administrado pelo Ministério da Educação que distribui livros didáticos para alunos do ensino básico de escolas públicas de estados e municípios.

12 de ago. de 2015

Volume de livros do PNLD bate recorde

Fonte: Abrelivros. Data: 7/08/2015.
URL: www.abrelivros.org.br/home/index.php/noticias/6100-volume-de-livros-do-pnld-2016-campo-bate-recorde
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) deve divulgar ainda hoje os números parciais das negociações do Programa Nacional do Livro Didático 2016 (PNLD 2016).
Neste ano, o FNDE optou por desmembrar as negociações: em julho, fez a negociação do PNLD 2016 Campo (anos iniciais do Ensino Fundamental) e em setembro fará a negociação do PNLD 2016 Tradicional (para as escolas públicas nas cidades). Os números que serão anunciados logo mais apontam um recorde no volume de livros comprados no PNLD Campo. De acordo com dados do FNDE, em 2013, foram comprados 4,5 milhões de livros; em 2014, 4,4 milhões e, em 2015, 3,6 milhões. Em 2016 esse número saltou para 9.901.801 exemplares, número recorde. Uma das justificativas para o aumento é a mudança na composição das coleções de livros do programa em 2016. Foram inclusos, por exemplo, a seleção de obras de temática regional, abrangendo Arte, Cultura, História e Geografia da Região. Além disso, houve aumento na base de alunos de escolas rurais. O número de alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental em escolas rurais saltou de 1.950.211, em 2013, para 2.635.764, em 2014. Nesta negociação ocorrida em julho, foram feitas compras para estudantes do primeiro ao quinto ano de escolas rurais e a reposição e complementação para estudantes do sexto ao nono ano do ensino fundamental e de primeiro ao terceiro ano do ensino médio, totalizando uma compra 73,4 milhões de exemplares o que redundou em investimento de R$ 614.212.844,80. Ao todo, participaram 29 editoras. Do PNLD Campo, no entanto, apenas três participaram: a FTD, campeã do PNLD Campo 2016; a Global, que participou pela primeira vez do programa e teve 100% de aprovação das nove coleções inscritas, e o IBEP, que aprovou uma única coleção de livros regionais, específica para a região Norte.
Segundo o FNDE, nesta aquisição, o preço médio do livro é de R$ 8,37. Nas livrarias, o valor médio dos títulos adquiridos é estimado em R$ 114,69, ainda de acordo com a apuração do Fundo. Assim, as negociações possibilitaram que o FNDE adquirisse o livro com um valor 92,7% inferior ao preço de mercado. Os livros destinados aos estudantes de 1º ao 5º ano de escolas urbanas não fazem parte dessa aquisição. Eles serão escolhidos pelas escolas ainda neste mês e comprados pelo FNDE em setembro. A estimativa é que, na segunda negociação, o Fundo compre mais $ 500 milhões em livros.

Os livros adquiridos agora começarão a ser enviados às escolas a partir do próximo dia 15 de agosto, no caso de escolas não localizadas em área rural. Os livros das escolas localizadas em área rural serão destinados às secretarias de educação, que são responsáveis pela remessa às escolas.

6 de mar. de 2015

MEC atrasa pagamento das editoras

Fonte: Valor Econômico. Data: 24/02/2015.
Autoria: Beth Koike.

O MEC está segurando recursos do PNLD 2015. Segundo o jornal Valor Econômico, as editoras que forneceram mais de 2,6 milhões de exemplares de livros didáticos para o governo neste ano letivo não receberam a maior parte do pagamento até o momento. As editoras entregaram as obras entre os meses de dezembro e fevereiro, mas só receberam a parcela de dezembro. O orçamento do PNLD 2015 foi de R$ 1,15 bilhão, mas fontes do setor estimam que pelo menos metade desse valor ainda não foi paga. As editoras que entregaram os livros em dois lotes receberam metade do pagamento, mas há algumas casas editoriais que só receberam 15% do débito, segundo fontes do setor. É a primeira vez em mais de 10 anos de existência do programa que há atraso no pagamento, o que já está provocando problemas de caixa e demissões no setor.  Ainda segundo fontes do setor, o MEC informou para as editoras que ainda não há uma data exata para pagamento e que as parcelas em atraso serão quitadas parcialmente.

Conteúdo digital estimula as editoras

Fonte: Valor Econômico. Data: 27/02/2015.
Autoria: Neide Martingo.

Os celulares e os tablets estão sempre à mão, principalmente dos jovens. Esse movimento tecnológico está chegando aos poucos ao mundo acadêmico. Alunos e professores de escolas públicas e particulares utilizam os tablets na aula e as editoras têm que se adaptar a essa mudança. São elas as responsáveis pelo conteúdo virtual. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) investiu, só no ano passado, R$ 71 milhões em conteúdos digitais. Dados da Federação Nacional das Escolas Particulares indicam que 30% das escolas no Brasil utilizam tablets em sala de aula. Estes números dão uma dimensão do mercado e as editoras de livros didáticos não querem perder as oportunidades de negócios. Desde 2010, a Abril Educação, que desenvolve diversos tipos de materiais para as editoras Ática e Scipione, oferece novas estratégias que apoiam os processos de aprendizagem e engajam os alunos de maneira mais efetiva por meio das mídias digitais. Já a FTD tem uma equipe de 50 pessoas envolvida diretamente na gerência de inovação e novas mídias. Mas mais de cem profissionais participam do processo. Já foram produzidos pela editora quatro mil conteúdos digitais, quatro plataformas, aproximadamente 100 livros paradidáticos em formato digital e cerca de 600 livros no formato PDF.

20 de jan. de 2015

MEC distribuirá 150 milhões de livros

Fonte: Agência Brasil. Data: 19/01/2015.

Até o fim de fevereiro, 147 mil escolas públicas de todos os municípios do país receberão mais de 150 milhões de livros didáticos para o ano letivo de 2015. Eles serão utilizados por 37 milhões de alunos dos ensinos fundamental e médio. As obras serão distribuídas no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático (PNDL), do Ministério da Educação (MEC), e distribuídas pelos Correios. Segundo os Correios, a operação de distribuição dos livros envolve seis mil funcionários, transportando 90 mil toneladas de carga em caminhões, vans, aviões e barcos.

5 de set. de 2014

Saraiva fecha parceria para crescer

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 5/09/2014.
Autoria: Fernando Scheller.

De olho em um mercado em expansão - o de fornecimento de conteúdo para os grandes grupos educacionais que surgiram no Brasil nos últimos cinco anos -, a Saraiva está tentando adaptar o conhecimento que colecionou ao longo de sua história para as exigências tecnológicas do ensino atual. O primeiro passo neste sentido foi dado no segmento em que a companhia tem mais tradição: o Direito. A pedido da Kroton Educacional - o maior grupo de educação superior do mundo, com 1,2 milhão de alunos e dono de marcas como Anhanguera e Unopar -, a empresa desenvolveu uma ferramenta de ensino que já está sendo usada pelos alunos do último ano de Direito de todas as universidades do grupo, atingindo cerca de 3,5 mil estudantes. O vice-presidente de negócios editoriais do grupo, Maurício Fanganiello, diz que a ferramenta para a Kroton, que foi desenvolvida dentro da empresa, se diferencia por customizar o produto para cada aluno. Essa aposta reflete uma necessidade de negócios, já que o setor de educação é mais rentável do que o de varejo de livros e eletrônicos, que hoje representa a maior parte do faturamento do grupo, que foi de R$ 2,14 bilhões em 2013. A educação é 35% da receita, mas responde por 50% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações).

Editora veem paralisia de governos

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 05/09/2014.
Autoria: Nelson de Sá e Marco Rodrigo Almeida .

Editoras brasileiras reclamam que as três instâncias de governo estão comprando menos livros pelos programas de difusão da leitura. A queixa tornou-se pública nesta quinta (4) em texto que o editor da Companhia das Letras, Luiz Schwarcz, postou em seu blog. "É preciso cobrar continuidade aos governantes", escreveu. O problema não está nos livros didáticos, mas nos paradidáticos, sobretudo literatura brasileira. Já no ano passado, segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), houve queda. Em 2012 o governo federal havia adquirido 11 milhões de títulos. Em 2013, 7,5 milhões. Outras editoras confirmam que o problema se agravou neste ano. "Tem havido queda brutal nas compras, acredito que de 80%, em todas as instâncias de governo", afirma Bernardo Ajzemberg, diretor-executivo da Cosac Naify. Sônia Jardim, vice-presidente do grupo Record e presidente do Snel, diz que "tanto Rio quanto São Paulo, que tinham programas maravilhosos, estão comprando menos", o que "é terrível, podemos perder uma geração inteira de leitores".

19 de out. de 2013

Governo reduz compra de livros


Fonte: Valor Econômico. Data: 11/10/2013.

Autoria: Beth Koike.

O governo federal está comprando um volume menor de livros didáticos para o ensino fundamental - do 1º ao 9º ano. Mas a maior parte das editoras conseguiu compensar essa perda, uma vez que vendeu, pela primeira neste ano, material digital - como DVDs e vídeos - para as escolas públicas. Em 2012, o MEC comprou 30,5% a menos de livros destinados ao ensino fundamental I (1º ao 5º ano) e neste ano um volume 8% menor de obras do ensino fundamental II (6º ao 9º) em relação aos programas anteriores equivalentes. O programa brasileiro de distribuição de livros é um dos maiores do mundo. A queda no número de livros para abastecer a rede pública deve-se, basicamente, a três fatores: taxa de natalidade em queda, transferência de crianças a escolas privadas e, em menor escala, compra de apostilas por parte de prefeituras.

28 de jun. de 2013

Livro didático eletrônico está chegando

Fonte: Jornal do Brasil. Data: 21/06/2013.
Autoria: Luis Rios.
Em 9 de agosto de 2013, quando estiver plenamente concluído o processo de inscrição no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), das obras para o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para o ano letivo de 2015, o Brasil começará a escrever um novo e importante capítulo na história desse projeto e nas metas relativas à democratização do conhecimento e à melhoria da qualidade do ensino.
Refiro-me ao fato de, pela primeira vez, as editoras poderem apresentar obras multimídia, que contemplem o livro impresso e o digital. Esse é um significativo avanço, pois também representam a inclusão digital de milhões de alunos das escolas públicas, muitos deles ainda distantes dos tablets e computadores, equipamentos nos quais podem ser lidos os e-books. A novidade beneficia igualmente os professores, considerando que eles também recebem as obras.
Esse avanço editorial é um significativo avanço das obras de educação brasileira. Representa um desafio para o mercado que tem a responsabilidade de responder à altura às mudanças positivas introduzidas pelo poder público. A versão digital, segundo o Ministério da Educação, deverá ter o mesmo conteúdo do material impresso e incluir objetos educacionais digitais, como vídeos, animações, simuladores, imagens, jogos e textos, dentre outros recursos capazes de auxiliar na aprendizagem.
 Embora o regulamento do PNLD 2015 ainda permita a apresentação de obras somente na versão impressa, de maneira a viabilizar a participação das editoras que ainda não dominam as novas tecnologias, é muito desejável que as empresas aproveitem da maneira mais ampla possível essa oportunidade de modernização e ampliação das mídias à disposição dos alunos brasileiros. Mais do que uma alternativa comercial, esse avanço deve ser visto sob a perspectiva de um novo patamar de qualidade do ensino nacional, objetivo a ser cada vez mais compartilhado pela sociedade. Afinal, estamos falando de uma previsão inicial de aquisição de aproximadamente 80 milhões de exemplares, para atender a mais de 7 milhões de alunos, de 20 mil escolas do ensino médio em todo o Brasil.
 É um contingente expressivo de jovens que poderão ganhar um novo e eficaz canal de aprendizado. É bom para eles e para o país! Acompanhando a introdução do e-book, há outra novidade interessante no PNLD 2015. Trata-se da inclusão dos livros de arte, além dos componentes curriculares já atendidos na última edição do programa relativo ao ensino médio: português, matemática, geografia, história, física, química, biologia, inglês, espanhol, filosofia e sociologia.

É pertinente iniciar a trajetória do e-book no ensino médio, cujos alunos, a maioria adolescentes, já têm mais familiaridade com as linguagens digitais, para, depois, irem se disseminando nas demais faixas de idade. O PNLD é executado em ciclos trienais alternados. Desse modo, a cada ano são adquiridos e distribuídos livros para todos os alunos de um segmento, que pode ser os anos iniciais ou finais do ensino fundamental ou o ensino médio. Paulatinamente, nosso país caminha no sentido de estabelecer novos referenciais de aprendizado para os estudantes das escolas públicas.

23 de jan. de 2013

Aluno do ensino médio vai ter livro digital


Autora: Flavia Foreque.

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 17/01/2013.

A partir de 2015, o aluno do ensino médio da rede pública poderá acessar seu livro didático em um tablet ou computador e, ao clicar em uma gravura ou trecho da obra, será direcionado para um gráfico interativo ou um vídeo sobre o tema em estudo.

Essa possibilidade está prevista em edital lançado pelo MEC para compra de 80 milhões de livros para alunos do ensino médio.

É a primeira vez que o livro digital está previsto na compra de obras didáticas feita pela pasta. Isso não substituirá o livro impresso. "Estamos comprando a obra multimídia. Ela é formada por um livro impresso e um livro digital, que reúne o mesmo conteúdo do impresso mais os objetos digitais integrados na mesma tela", disse Rafael Torino, diretor de ações educacionais do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

A editora que não tiver em seu catálogo a obra digital poderá inscrever apenas a versão impressa, além do PDF da obra didática. A versão digital deve aumentar o valor da compra - em média, um livro do ensino médio tem um custo de R$ 8 para o governo federal. Nesse edital também foi incluída pela primeira vez a previsão de compra de livros de arte. Outra novidade é a maior interação entre as diferentes disciplinas.

"O que está sendo pedido é que cada livro de uma determinada disciplina faça referências a outras disciplinas da mesma área de conhecimento e a outras áreas do conhecimento", disse Torino.

O ministro Aloizio Mercadante (Educação) defendeu o novo perfil do edital.

"É uma linguagem que vai, do nosso ponto de vista, estimular cada vez mais essa nova geração que está buscando os caminhos digitais para se comunicar", afirmou durante seminário com o norte-americano Salman Khan. O educador ganhou destaque internacional com os milhões de acessos ao seu site de videoaulas gratuitas.

Mercadante disse que a pasta estuda reproduzir a experiência no ensino superior, gravando aulas e seminários nas universidades federais e disponibilizando na internet gratuitamente.

24 de nov. de 2012

FNDE avalia o programa do livro


Fonte: Ministério da Educação. Data: 2/11/2012.

URL: www.fnde.gov.br/index.php/noticias-2012/3124-fnde-avalia-gestao-dos-programas-do-livro-em-santa-catarina

Avaliar e aprimorar a gestão dos programas do livro no Estado de Santa Catarina e nos municípios de Florianópolis e São José. Esse é o principal objetivo do monitoramento que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) realiza, nesta semana, na região metropolitana da capital catarinense. Técnicos do FNDE farão visitas a escolas públicas estaduais e municipais para verificar a gestão local do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE). Também haverá capacitação sobre os programas do livro para gestores educacionais, coordenadores, diretores, professores e servidores das bibliotecas escolares.

31 de jan. de 2012

Os motivos da falta de livros didáticos


Fonte: Valor Econômico. Data: 30/01/2012.
URL: www.valor.com.br/empresas/2509408/os-motivos-da-falta-de-livros-escolares
Autora: Beth Koike.
Todo o início de ano a história se repete: faltam livros escolares nas livrarias. São raros os casos em que os clientes conseguem comprar todos os livros didáticos da lista de material escolar dos filhos em uma única livraria. Com isso, a maioria das pessoas cumpre uma via sacra visitando várias lojas.
Essa falta de livros não é consequência do aumento na demanda de alunos de colégios particulares. Isso porque há cerca de 20 anos o percentual da população brasileira que estuda em escolas privadas mantém-se na casa dos 10%.
O motivo central do problema é que as livrarias não querem correr o risco de ficar com encalhe de livros didáticos, que custam em média R$ 100, e podem não ser reaproveitados no ano seguinte, caso haja uma nova versão da obra ou as escolas não adotem o título.
Ao contrário dos livros de literatura, as obras escolares não são consignadas e apenas cerca de 10% do encalhe pode ser devolvido ou trocado. "Não dá para ter todo o acervo em estoque por causa dos prejuízos de encalhe. Uma livraria bem administrada fica com uma sobra de 7% a 8%. Mas o encalhe pode ficar entre 10% e 15%, aí dá prejuízo", explica Vítor Tavares, dono da Livrarias Loyola e ex-presidente da Associação Nacional das Livrarias (ANL). "A margem bruta dos didáticos é apertada, algo entre 25% e 30%, contra 40% e 50% dos livros de literatura. Então, é preciso administrar bem a compra", complementou Marcos Pedri, diretor da Livrarias Curitiba.
"Há uma diversidade de títulos e também não é fácil a logística de distribuição de livros em um país tão grande como o nosso. As vezes, enviamos vários títulos para um Estado, mas a demanda acontece em outra região", disse João Luís Hopp, diretor financeiro da Saraiva, que tem cerca de 100 lojas no Brasil e também tem uma editora.
Do lado das editoras, a grande dificuldade é mensurar com precisão quais livros serão adotados pelas escolas. Os colégios só divulgam as listas de livros no fim do ano, sobrando pouco tempo para impressão que é feita em grandes volumes. "As editoras se baseiam nas demandas dos anos anteriores. Além disso, há em média um estoque de 50% em relação ao volume total impresso", explicou Sergio Quadros, presidente da Abrelivros, associação que representa as editoras de livros didáticos e presidente da Moderna. "Pode haver falta de alguns títulos quando há um lançamento e a demanda é grande", complementou.
Nas editoras Ática e Scipione, da Abril Educação, alguns títulos são impressos em volumes dobrados. "Quando o livro tem potencial para ser usado nos anos seguintes, imprimimos para dois anos letivos. Assim, atendemos demandas extras e os gastos são menores. O custo de impressão em pequenas quantias é 20% superior", explicou Vera Balhestero, diretora-geral da Abril Educação.

13 de dez. de 2011

Educação aprova distribuição obrigatória de livros didáticos em formato digital

Fonte: Câmara dos Deputados. Data: 9/12/2011.
A Comissão de Educação e Cultura aprovou na ultima quinta-feira, 8, proposta que obriga o Ministério da Educação (MEC) a oferecer suas coleções de livros didáticos e paradidáticos, destinados a alunos e professores, também em formato digital. A medida está prevista no Projeto de Lei 965/11, do deputado Romero Rodrigues (PSDB-PB).
A relatora, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), argumentou que a medida deverá permitir que os docentes e estudantes tenham acesso ao material distribuído pelo MEC a qualquer tempo e em qualquer lugar.
“Hoje, com o advento de novos suportes de informação, os alunos podem ter acesso aos mais diferentes recursos multimídia e de informática. Nesse sentido, os programas de distribuição de livros didáticos podem e devem se adaptar a essa nova realidade”, argumentou.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada ainda pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Maiores detalhes sobre o projeto no URL: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=497842

11 de nov. de 2011

Seleção de livros didáticos

Seleção de livros didáticos para 2014 incluirá conteúdos digitais
Fonte: FNDE. Data: 08/11/201.
Será aberto em 9/12 o período de pré-inscrição de obras didáticas para os anos finais do ensino fundamental referentes ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para 2014. A entrega dos exemplares para avaliação está prevista para o período de 7 a 11/5 de 2012. A novidade é que os editores podem apresentar objetos educacionais digitais complementares aos livros impressos.

29 de jul. de 2011

Projeto cria bolsa para estudante do Prouni comprar livros

Fonte: Agência Câmara. Data: 25/07/2011.

A Câmara Federal analisa o Projeto de Lei 503/11, do deputado Valadares Filho (PSB-PE), que cria incentivo semestral de R$ 300 para o estudante do Programa Universidade para Todos (Prouni) comprar livros referentes ao seu curso.
O projeto cria o Programa Bolsa Livro Técnico e Científico, que será financiado com recursos do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) e vai beneficiar os estudantes que cumprirem as seguintes exigências:
- ter currículo cadastrado na Plataforma Lattes, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
- comprovar frequência de, pelo menos, 80% no curso em que estiver matriculado;
- encaminhar ao responsável pelo curso, semestralmente, a resenha de livros técnicos ou científicos da bibliografia recomendada pelo respectivo curso.
Segundo o projeto, o regulamento do programa será elaborado posteriormente pelo Executivo. “Esse tipo de auxílio já é uma prática em programas como o de iniciação científica do CNPq, assim como outros, de instituições de fomento à pesquisa”, declara o deputado.
“Com essa medida, adicionalmente, haverá maior estímulo ao mercado editorial técnico e científico, ampliando o número de exemplares que podem ser impressos e, quiçá, barateando os custos”, acrescenta.
Tramitação - O projeto tramita em conjunto com o PL 6641/09. As propostas tramitam em caráter conclusivo e serão analisadas pelas comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

21 de jul. de 2011

Quase metade das cidades paulistas usa apostila nas escolas municipais

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 21/07/2011.
Autora: Andrea Vialli.
Dos 644 municípios do Estado de São Paulo, 282 - ou 44% - utiliza sistema apostilado de ensino, de acordo com levantamento feito neste ano pelo Anglo, um dos mais tradicionais métodos do País. Dentre eles estão 115 cidades que abandonaram totalmente os livros didáticos, distribuídos gratuitamente pelo governo federal, e outros que continuam utilizando o material, mas também aderiram às apostilas. É um aumento vertiginoso. Em 1998, não havia sequer um convênio dos sistemas com as prefeituras paulistas. De 2008 para 2011, o número de prefeituras que adotam as apostilas passou de 187 para 282. Para atuar nesse nicho, os sistemas que antes atendiam à rede privada agora desenvolvem material específico para as escolas públicas.

8 de jul. de 2011

Londrina vai recolher livro tido como racista

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 08/07/2011.
Autora: Natália Cancian.
A Prefeitura de Londrina vai recolher 13.500 livros didáticos da rede municipal de ensino, por recomendação do Ministério Público do Paraná, por terem conteúdo considerado racista. A coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos da UEL (Universidade de Londrina), Rosane Borges, diz que os livros da coleção Vivenciando a Cultura Afro-Brasileira e Indígena (editora Ética) contêm expressões preconceituosas e são "historicamente incorretos", além de terem erros de português. Borges cita o exemplo do desenho que mostra um menino branco fazendo xixi em um garoto negro, reproduzida em uma das publicações. O presidente do comitê do Fórum das Entidades Negras de Londrina, Edmundo Novais, que analisou o material, também aponta outros erros que considera "graves". Um deles é colocar a foto de presidente dos EUA, Barack Obama, que é negro, em um contexto que "dá a entender que ele é afro-brasileiro". Em outro trecho, o material cita a África como um país, e não como continente. Novais também questiona o fato de o movimento negro ser definido como "de cunho racista" no material e de boa parte da bibliografia vir de fontes da internet.

28 de jun. de 2011

O X da questão

Fonte: Publishnews. Data: 28/06/2011
Autor: Felipe Lindoso.
Quando fundamos a Editora Marco Zero, em 1980, Maria José Silveira, Márcio Souza e eu, queríamos publicar os livros que nos agradassem e que fossem de interesse do público. Não era um projeto simplesmente “estético”. Tínhamos uma clara intenção comercial.
Logo nos deparamos com as peculiaridades e dificuldades da vida editorial nesse nosso país de dimensões continentais, sem bibliotecas e com uma rede de livrarias muito precária. Então, como cientista social, comecei a matutar sobre quais as razões que impediam que os belos e substanciosos livros que publicávamos chegassem às mãos dos leitores na quantidade que achávamos que eles mereciam. A editora se afiliou à Câmara Brasileira do Livro, onde acabei sendo diretor e comecei a me enfronhar nas questões das políticas públicas relacionadas com o livro e a leitura.
Mais de trinta anos depois, e para além do livro O Brasil Pode ser Um País de Leitores? Política para a Cultura, Política para o Livro, que publiquei em 2004, passo a compartilhar aqui pensadas sobre o tema.
O primeiro assunto sobre o qual quero tratar aproveita uma notícia publicada no dia 7, no portal IG: O Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, vai conversar com os ministros da Educação, Fernando Haddad, da Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante, e Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, para discutir o uso de tablets na educação.
A educação sempre foi um fator de primordial importância no desenvolvimento da indústria editorial. E não só no Brasil. Internacionalmente, os grupos editoriais mais poderosos são, de longe, os que produzem materiais para educação, ciência e tecnologia, como se pode ver no estudo que o consultor Rudiger Wischenbart divulgou em Frankfurt, cuja versão atualizada o PublishNews publicou recentemente: dos dez maiores grupos editoriais mundiais, apenas três não se dedicam exclusivamente à publicação na área educacional. No Brasil também, os dados conhecidos mostram que as editoras chamadas “didáticas” constituem o grupo de maior faturamento, encabeçadas pela Abril Educação. As três empresas editoriais brasileiras que aparecem no ranking internacional – Abril Educação, Saraiva e FTD – são do setor didático-educacional.
É sempre temerário fazer analogias entre o mercado brasileiro e o dos Estados Unidos. Mas lá, também, a expansão dos e-readers e dos e-books não passou por fora do setor educacional. O estado da Califórnia, um dos mais afetados pela crise de 2008, há três anos só compra e-books para o sistema educacional público. A Amazon, quando do lançamento do Kindle DX, estabeleceu parcerias com várias universidades, inclusive Princeton, para o uso desse “leitor” nos seus cursos. Assim, apesar da visível euforia que aparece ali, nos jornais, em referência à massa dos compradores de e-readers e de tablets, uma parcela muito significativa desses aparelhos está sendo usada nas escolas. Esse uso vem se justificando sob vários pretextos, que vão da diminuição do peso das mochilas escolares ao preço de venda dos e-books, significativamente mais baixos que os livros escolares em papel.
Desse modo, a análise da possível evolução do uso de e-readers e e-books no Brasil deve levar em consideração a adoção desse meio pelas escolas, em diferentes níveis do ensino.
Infelizmente as estatísticas a respeito são precaríssimas, quando não simplesmente inexistentes. Mas existem sintomas pipocando:
As editoras estão adotando cada vez mais versões eletrônicas da venda de capítulos de livros, que substituem as mal afamadas “pastas do professor”, copiadas sem controle, principalmente nas universidades. Os contratos são feitos na maioria com as próprias universidades, que montam com as editoras o que na verdade são e-books (lidos em desktops e laptops), de acordo com as demandas de texto dos professores;
Várias universidades já anunciam a adoção de tablets para seus alunos acompanharem o material didático.
O peso das compras governamentais de livros didáticos é um fator muito importante para a definição do futuro (ou da rapidez com que esse futuro chega) do uso de e-readers e tablets no sistema educacional do país.
O programa de entregar um laptop de cem dólares para cada estudante do ensino fundamental, originalmente proposto por Nicholas Negroponte, esbarrou em vários problemas tecnológicos e de custo. O protótipo desenvolvido pelo projeto, usando software livre e gratuito, acabou ultrapassado. Fabricantes chineses já estão produzindo tablets a menos de US$ 100 a unidade, com sistema operacional livre – o que basicamente quer dizer não da Microsoft ou da Apple – com funcionalidades muito mais abrangentes que o projeto inicial do laptop de cem dólares, inclusive com o acesso via telefonia 3G e wireless.
Segundo informações que me foram repassadas pela Assessoria de Imprensa do FNDE, o órgão do MEC que adquire os livros para os programas federais, o custo de logística – embalagem e transporte dos livros adquiridos – varia entre 13% e 18% dos custos totais dos programas de aquisição de livros didáticos (PNLD-Fundamental, PNLD-Ensino Médio, PNBE). Só para o programa do ensino médio (PNLD-Ensino Médio), nos anos 2008 a 2010, esse custo chegaria a aproximadamente 105 milhões de Reais, ou quase 60 milhões de dólares. Acrescente-se a isso o que seria conseguido com a diminuição do custo unitário do livro (livro em papel versus livro eletrônico), mesmo que os editores conseguissem melhores condições de remuneração por unidade do FNDE, e já teríamos recursos suficientes para o desenvolvimento de um programa de grande porte para os alunos do ensino médio, mesmo considerando a necessidade de apropriação de custo de logística para a distribuição dos próprios tablets ou e-readers.
Uma vez entregues os tablets ou e-readers aos alunos, o “recheio” de conteúdo tem seus custos de logística reduzidos a uma insignificância relativa, já que pode ser usada a infraestrutura montada para o programa de banda larga, que usaria recursos provenientes de outras fontes.
Entretanto, ainda haveria muitos pontos a detalhar na execução de um programa desse porte.
Um desses pontos seria precisamente a opção entre e-readers ou tablets. Como usuário do Kindle, da Amazon, com a tecnologia do e-ink, ou tinta eletrônica, sei que a experiência de leitura é fantástica nesse tipo de aparelho. Entretanto eles ainda têm problemas não resolvidos: a pouca funcionalidade do mecanismo de anotações e realce dos textos; a impossibilidade atual (a ser provavelmente resolvida nos próximos dois anos) de usar telas coloridas; a pouca interação entre o leitor e a máquina. Todos esses fatores contribuem vantajosamente, hoje, para a escolha dos tablets, apesar da dificuldade de leitura à luz do sol.
Entretanto, seja tablet ou e-reader, abre-se de forma incontestável a possibilidade de acesso a uma quantidade enorme de textos pelos alunos, seja pelo acesso às bibliotecas de livros com direitos autorais já liberados (como os do portal Domínio Público do MEC), quanto pela diminuição do custo unitário dos livros adquiridos pelo MEC/FNDE. Isso permitiria que fosse entregue aos alunos uma quantidade de livros de literatura e de referência muito maior do que os atualmente proporcionados pelo programa da Biblioteca na Escola.
E seria um passo decisivo na implantação do uso de tablets e e-readers no mercado “não governamental”, gerando volume de demanda e capacidade de produção para as editoras.
Esperemos que frutifique a conversa do ministro Paulo Bernardo com seus colegas. O “xis do problema” da adoção de tablets e e-readers no Brasil passa pela educação.
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Felipe Lindoso é jornalista, tradutor, editor e consultor de políticas públicas para o livro e leitura. Foi sócio da Editora Marco Zero, diretor da Câmara Brasileira do Livro e consultor do CERLALC – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe, órgão da UNESCO. Publicou, em 2004, O Brasil pode ser um país de leitores? Política para a cultura, política para o livro, pela Summus Editorial.