10 de fev. de 2012

Novo número do Datagramazero

Acaba de sair o novo número da revista DataGramaZero, de fevereiro 2012. Os textos integral dos artigos podem ser lidos nos URLs:
Sumário:
Artigos
1 - Renascimento: Uma nova concepção de mundo através de um novo olhar para a natureza. Rosemary de Sampaio Godinho.
entre sociedade e natureza.
2 Comunidades de prática virtuais e a troca e criação de conhecimentos em micro e pequenas empresas. Patrícia Giselle Sarruf e Helena de Fátima Nunes Silva.
3 - Planejamento Estratégico em uma Cooperativa de Trabalho. Felipe de Toledo Marino e Nerio Amboni e Rui Otávio Bernardes de Andrade.
4 Doenças raras como categoria de classificação emergente. Cláudio Roberto Cordovil Oliveira e Maria Cristina Soares Guimarães e Rejane Machado.
5 A abordagem dialógica na indexação social. Roger de Miranda Guedes e Maria Aparecida Moura e Eduardo Jose Wense Dias.
6 Informação, conhecimento e comunicação em organizações do conhecimento. Maria Eugênia Porém e Tamara de Souza Brandão Guaraldo.
7 Análise de Domínio e Gestão Arquivística. Lídia Alvarenga e Célia da Consolação Dias.
Recensão:
Too Big to Know: Rethinking Knowledge Now That the Facts Aren't the Facts, Experts Are Everywhere, and the Smartest Person in the Room Is the Room [Muito grande para conhecer: repensando o conhecimento agora que fatos não são mais fatos, especialistas estão em todos os lugares e a pessoa mais importante na sala é a própria sala]
Colunas
O traçado da nova escrita. Aldo Barreto.

Evento: Comunicação científica

 Será realizado no período de 5-6 de junho de 2012, em Florianópolis (SC), o 3º Simpósio Brasileiro de Comunicação Científica: Perspectivas em Acesso Aberto - Cenários para 2020. Ele dá continuidade das ações do Departamento de Ciência da Informação (CIN) e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PGCIN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Esse evento tem como objetivo proporcionar à comunidade acadêmica discussões sobre a comunicação científica com foco nas perspectivas de acesso aberto/livre e preservação digital, pretendendo avançar na discussão destas duas temáticas. Nesta edição, além da presença de pesquisadores nacionais e estrangeiros proferindo palestras e participando de mesas-redondas, será aberta a recepção de trabalhos científicos sobre o tema. Os trabalhos selecionados serão publicados em número especial da revista eletrônica “Encontros Bibli”.

Maiores detalhes no URL: http://www.sbcc.ufsc.br

9 de fev. de 2012

Pé de guerra

Fonte: Revista Piauí - Questões da Ciência.
Já são quase cinco mil os signatários do manifesto The Cost of Knowledge [O custo do conhecimento], um boicote coletivo à Elsevier, a maior editora de revistas científicas do mundo. Os pesquisadores afirmam que não vão mais publicar nos periódicos do grupo e nem atuar como revisores - um trabalho que costumam fazer de graça.
O grupo holandês Elsevier publica cerca de dois mil periódicos e teve em 2010 um lucro de 847 milhões de euros, ou mais de um terço da sua receita anual. A editora é acusada pelos pesquisadores de explorar o trabalho voluntário dos pesquisadores e cobrar preços extorsivos por suas revistas, obrigando muitas vezes as bibliotecas a assinar pacotes de periódicos, nos quais títulos menos relevantes são empurrados junto com revistas essenciais (qualquer semelhança com os pacotes das operadoras de TV a cabo não é coincidência).
A proposta de boicote reflete uma insatisfação antiga da comunidade científica com um sistema de publicação que ainda é majoritariamente fechado. Mas ela foi desencadeada por um projeto de lei dos Estados Unidos que impediria que pesquisas financiadas com dinheiro público tivessem acesso aberto um ano depois de publicada.
O grupo holandês é alvo do protesto por sua visibilidade, mas o descontentamento dos cientistas se estende a outras editoras. "A Elsevier é somente a empresa que mais chama a atenção por essas práticas e pelo lucro exorbitante que tem, mas há algo de muito errado com todo o sistema de publicação de artigos científicos", reconheceu o físico Ernesto Galvão, professor da Universidade Federal Fluminense e um dos signatários brasileiros do manifesto.
O projeto de lei e a reação dos pesquisadores já motivaram a publicação de dezenas de artigos e posts na imprensa mundial. Para citar apenas três exemplos colhidos na blogosfera brasileira, vale ler os textos de Carlos Orsi, que fez uma discussão minuciosa do contexto em que surgiu o manifesto, de André Rabelo, que apontou alguns caminhos possíveis para o futuro da ciência aberta, e de Átila Iamarino, que discutiu como os cientistas brasileiros podem se posicionar nesse debate.
Conteúdo aberto x fechado
A defesa da ciência aberta reflete um movimento mais amplo pelo acesso irrestrito à informação em vários domínios. Na avaliação do médico e pesquisador da área de saúde pública Kenneth Camargo, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), as editoras de periódicos se vêem diante de uma crise que há anos assusta as indústrias fonográfica e cinematográfica. "Determinadas empresas se acostumaram com um modelo de negócios que está ameaçado", avaliou o médico, que também assinou o manifesto. "Mas com o crescimento dos portais abertos como o Scielo, no Brasil, o PLoS e o Biomed Central, no exterior, claramente está se desenhando um campo de força oposto."
Mas ainda não está claro qual modelo poderá substituir o sistema atual. Camargo - que é editor da revista brasileira Physis, publicada pela Uerj, e editor associado do American Journal of Public Health, dos Estados Unidos - lembra que, em alguns periódicos abertos do exterior, os autores precisam pagar uma taxa de publicação (os recursos acabam diluídos nas verbas de financiamento à pesquisa). Entre as revistas brasileiras de acesso aberto, a prática não é rotineira.
"Ainda dependemos de fundos da universidade e das agências de fomento para arcar com os custos de secretaria, edição, impressão", disse Kenneth Camargo. "Enquanto não equacionarmos como isso vai funcionar, não está muito claro qual modelo econômico seguiremos no futuro. Mas não dá para ser esse modelo oligopolista."
Soluções como o arXiv, repositório público de artigos muito usado por pesquisadores das ciências exatas, estão entre as mais citadas pelos críticos como possível modelo alternativo ao atual. Ernesto Galvão aposta num modelo como esse para o futuro da publicação científica, desde que o sistema tenha um mecanismo de validação da qualidade dos artigos. "Acredito que outros modelos para publicação são possíveis, que combinem algum tipo de julgamento por pares e um baixo custo de disseminação", disse o físico.
Em defesa da Elsevier - A editora holandesa divulgou no início do mês um comunicado não assinado em que defende que as editoras são necessárias para o bom funcionamento da ciência. "Sem as editoras e os revisores, os três milhões de artigos enviados todo ano às revistas científicas não seriam transformados no 1,5 milhão de artigos publicados todo ano", diz o comunicado. "Os pesquisadores funcionam de forma mais eficiente e efetiva por causa do valor agregado por todos nós através dos processos de publicação."
O economista David Stern, editor da revista Ecological Economics, publicada pela Elsevier, também saiu em defesa da editora holandesa em seu blog. Para ele, não faz sentido o argumento segundo o qual pagar pelos artigos científicos significa pagar em dobro pela ciência que já havia sido financiada com recursos públicos. "A Elsevier é como o Walmart, eles distribuem o produto e isso custa dinheiro", afirmou Stern. "Não vejo por que usar dinheiro público para pagar à PLoS para publicar um artigo seja moralmente melhor do que usá-lo para que uma biblioteca universitária assine um periódico. Os custos têm que ser pagos de uma forma ou de outra."

A quem pertence a internet?

Fonte: Brasil de Fato. Data: 01/02/2012.
Autor: Eduardo Sales de Lima.
Conjunto de propostas de leis cercam a liberdade de expressão e ampliam o poder da “indústria dos copyrights” e dos Estados Unidos sobre a internet.
Pressão da sociedade e falta de apoio no Congresso estadunidense causaram o adiamento da votação do SOPA (Stop On-line Piracy Act – Pare com a pirataria on-line, em tradução livre) e do PIPA (Protect IP Act – Ato pela proteção da Propriedade Intelectual) em prazo indefinido. As duas propostas visam bloquear o acesso a sites e aplicações na internet que sejam consideradas violadoras da propriedade intelectual estadunidense. Em outros termos, poderá influir no próprio caráter de compartilhamento livre de informação.
“A sociedade estadunidense está insatisfeita com o Congresso e a percepção é que congressistas só ouvem o lobby [da indústria do copyright] e não o interesse público. Hoje apenas 9% dos americanos aprovam o trabalho do Congresso, uma baixa histórica. O Sopa e o Pipa, são exemplos de medidas que justificam essa desaprovação”, afirma Ronaldo Lemos, da Universidade de Princenton e apresentador do Mod MTV.
No início de janeiro, em uma entrevista à TV pública espanhola, o sociólogo Manuel Castells salientava que “conservar o poder requer manter o máximo controle possível sobre a informação, e assegurar, sobretudo, que os canais de comunicação sejam verticais”.
A “indústria dos copyright (dos direitos autorais referentes a filmes, músicas e livros)”, percebeu que não adiantava dizer que é crime compartilhar informações para manter seu poder, como lembrou Castells. “Se eles não conseguem intimidar o cidadão, querem criar um tipo de um bloqueio a Cuba no ciberespaço.
Eles perceberam que têm que agir nos provedores da rede, nos provedores de conexão”, afirma o sociólogo e consultor em comunicação e tecnologia, Sérgio Amadeu da Silveira.
Apesar do adiamento da votação desses projetos de lei figurar como uma vitória parcial da sociedade civil, o governo de Barack Obama sinalizou que está à disposição do lobby da “indústria do copyright” ao fechar o site Megaupload. Kim Schmitz, o fundador da empresa, mais três executivos foram presos preventivamente no dia 20 janeiro na capital da Nova Zelândia, Auckland, onde vivem, e aguardam a tramitação de seus processos de extradição nos Estados Unidos. São acusados de praticar pirataria.
Ultrapassados
Por trás de tais leis existe um conjunto de empresas que tentam forçar uma “lógica do século 20”, que as beneficia. “Se um jovem tem 3 mil músicas no pen drive, é porque ele pode baixá-las. A indústria fonográfica faz um cálculo errôneo de que ‘3 mil multiplicado por uma certa quantia de dólares é o lucro que ela teria’. Se ele tivesse que pagar, ele não iria baixar 3 mil músicas”, explica Marcelo Branco.
Dessa forma, a “indústria do copyright”, como a associação dos grandes estúdios de cinema, a indústria fonográfica, além da Adobe, Apple e Microsoft defendem uma legislação de acumulação de capital levada a cabo no século 20. Como lembra Marcelo Branco, até então havia um criador, o músico, o compositor ou um desenvolvedor de software, que estavam ligados a todo um processo fabril-industrial e que prensava fisicamente o bem cultural, o vinil, o CD, o livro. E essa produção era extremamente cara, e depois ainda havia a distribuição.
O criador e o varejo, as duas pontas da cadeia produtiva do modelo anterior não eram os beneficiários, e sim os intermediários, que tinham a tecnologia para fazer a cópia e o monopólio da distribuição. “Mas no cenário da internet não existe mais o processo fabril. O produto intelectual, seja um livro de poesia ou uma música não tem mais essa intermediação e se estabelece uma relação direta entre o produtor intelectual com o público e a internet como passou a ser um obstáculo no modelo de acumulação dessas empresas”, assevera Marcelo Branco.
Prática
Com a aprovação dessas leis no Congresso estadunidense, a cultura da comunicação compartilhada sofreria um retrocesso. “Se eu publicar um conteúdo do G1(agência de notícias) no Facebook, protegido pelo copyright, eu e essa rede social seremos os responsáveis. No caso do Wikipédia, vários links apontam para outros conteúdos com copyright, mas em vez de prejudicar, beneficiam essas pessoas, pois divulgam seu trabalho”, afirma Marcelo Branco, da Associação Software Livre.org.
Fato é que com o endurecimento da legislação por lá, nenhuma empresa sediada nos Estados Unidos poderá permitir o acesso a um número de IP (protocolo de internet) ou a um domínio de um site acusado de “roubar” informações protegidas de cidadãos ou corporações estadunidenses, sob pena de ser considerado cúmplice.
No caso de sites que abrigam conteúdo protegido por copyright, o projeto de lei exige que, em cinco dias, todas as referências a eles sejam apagadas no Google e o Yahoo, e também nos links do Wikipédia. Os provedores de internet, email, blogs, e redes sociais serão forçados a espionar todo conteúdo publicado por seus usuários em busca de material não autorizado e, por ventura, bloqueá-los.
Nessa mesma linha, como reforça Sérgio Amadeu, se para conter o avanço do software livre em algum lugar do mundo, um laranja dessas grandes empresas acusa o GNU/Linux de violar algumas patentes, o Source Forge (repositório de códigos-fonte) poderá bloquear o acesso às páginas do projeto e o Google deixará de inserir a palavra Linux em suas buscas, a Wikipédia deverá apagar os links que remetam para os sites vinculados ao sistema operacional livre, e os bancos deverão bloquear os recursos financeiros e suspender a conta da comunidade Linux. O destaque é que o SOPA avança no campo do vigilantismo ao responsabilizar o intermediário pelo conteúdo de seu usuário. “O papel do provedor, seja Terra, é justamente garantir a privacidade de informação de seus clientes e não o contrário. A Lei do Azeredo (apelidada de “AI-5 digital”) era isso, o papel de polícia era transferido ao provedor, de vigiar seus clientes e tirar do ar o site”, critica Marcelo Branco.
Na Europa, a Lei Sinde, na Espanha e a Hadopi, na França, já são uma realidade que fere os direitos civis. A Hadopi obriga os provedores a desconectar a pessoa que compartilha arquivos sem autorização e a violou três vezes. A Lei Sinde permite ao governo espanhol até mesmo atuar contra provedores de conteúdo e acesso.
Geopolítica
Para Ronado Lemos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, o Sopa e o Pipa vão muito além das leis Sinde e Hadopi, pois afetam a própria estrutura da rede e promove a “balcanização” da rede. “Se outros países seguem na mesma linha, a internet deixa de ser uma rede internacional e se torna uma rede diferente em cada país. Além disso, a aprovação do Sopa é um exercício de poder geopolítico dos EUA, para proteger uma indústria específica: Hollywood e as gravadoras. Nesse sentido, um fator que pode evitar que o modelo se espalhe é que a adoção de leis semelhantes ao Sopa por outros países seria contrária ao seu próprio interesse e serviria apenas para fortalecer o desbalanço de poder com relação aos EUA”, explica Lemos, que também é apresentador do programa de tendências em tecnologia digital Mod MTV, e diretor do Creative Commons Brasil.
Assim, essas leis, além de afetar profundamente a liberdade de expressão na internet, dado que os Estados Unidos concentram a maior parte da infraestrutura da rede e quase todos os serviços e sites utilizados massivamente ao redor do mundo, como Youtube, Facebook, WordPress, Google, Twitter, uma legislação de tal tipo provocará um impacto muito mais abrangente. “A questão principal é que se o Sopa for aprovado, a geopolítica da rede muda. O poder sobre a internet passa a ficar concentrado nos EUA, que podem decidir unilateralmente pela retirada de sites do ar, sem haver sequer um controle prévio pelo judiciário”, reforça Lemos.
Uma reação poderá ser segundo o diretor do Creative Commons Brasil, o surgimento de redes dentro da rede, criadas por hackers para fugir do controle e dos novos protocolos e infraestruturas mais difíceis de controlar. “O problema é que, com isso, a rede começa a se desintegrar e iniciativas legítimas de outros países como o Brasil saem prejudicadas, com um fluxo de usuários partindo para essas redes informais. É o tipo de medida que não resolve o problema e, ao contrário, piora a questão ao desvirtuar a ideia do que é a internet”, explica Ronaldo Lemos.
Especificamente sobre essa concentração da infraestrutura na internet nos Estados Unidos, o governo brasileiro defende nas Cúpulas de Sociedade da Informação (2003, em Genebra e 2005, em Túnis) que o servidor-raiz (que distribui os endereços na internet e está no estado da Califórnia) seja alocado em um país neutro e sob a legislação internacional e que a governança da internet não seja mais submetida ao Departamento de Comércio Americano.
Comércio
Também do ponto de vista comercial, tal proposta de legislação é carregada de malefícios que concentram o poder econômico. “Nos últimos 15 anos houve uma explosão de inovação e novos serviços, do Youtube ao Facebook. Isso foi possível porque a lei dos Estados Unidos dava a segurança e proteção necessária ao empreendedor. Se o Sopa for aprovado, a inovação sai penalizada: qualquer nova iniciativa na rede vai precisar da autorização permanente da indústria pré-internet, especialmente de Hollywood e das gravadoras, hoje os maiores defensores do Sopa. E nesse sentido, o Sopa não traz nenhum benefício ao usuário, apenas à indústria”, pontua Ronaldo Lemos.
Se aprovada, a competição ficará reduzida e países como o Brasil, que são justamente o alvo do projeto, terão seus empreendedores impedidos de criarem um novo site voltado para o mercado global e podem ser penalizados pelos EUA e terem seu site removido do ar sem aviso prévio. “O Sopa cria um novo tipo de barreira comercial, voltada para a internet, discriminando sites localizados fora dos EUA”, conclui Lemos.

Biblioteca Abdias Neves recebe exposição sobre os 70 anos do carnaval

Fonte: Portal 180 graus. Data: 1/02/2012.
URL: http://180graus.com/geral/biblioteca-abdias-neves-recebe-exposicao-sobre-os-70-anos-do-carnaval-492939.html
O objetivo é retratar a originalidade dos antigos carnavais de Teresina
Na próxima segunda-feira, dia 06, a Biblioteca Abdias Neves abre as portas para uma viagem na história do carnaval de Teresina. O espaço recebe a exposição "Batuques, Confetes e Serpentinas", que reúne arquivo de artistas piauienses e faz homenagens a quem ajudou a construir a história das festas momescas na capital nos últimos 70 anos. Na abertura, será realizada uma oficina de máscaras carnavalescas com Marilene Evangelista.
A exposição, que recebe apoio da Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Monsenhor Chaves, tem curadoria do jornalista Ral e conta com uma diversidade de materiais relacionados ao carnaval, como recortes de jornais, entrevistas, fotografias, adereços, fantasias, desenhos, entre outros.
O objetivo é retratar a originalidade dos antigos carnavais de Teresina fazendo uma homenagem aos personagens que contribuíram para a festa, como o carnavalesco Francisco Falazar, que também integra a mostra com figuras, fotografias e muitas peças carnavalescas. Outros nomes lembrados na mostra Wellington Sampaio, Antônio Linhares Mormos. "Vamos mostrar tudo sobre o carnaval, como a história da confecção dos instrumentos de percussão, o surgimento das músicas de instrumentos de sopro da banda da Polícia Militar nas Escolas de Samba", destaca Ral.
Além disso, a exposição traz imagens dos antigos concursos de fantasia, de samba enredo, guerra de confetes e serpentinas das crianças nos clubes, além de material sobre as escolas Escravos do Samba, Farrapos do Samba, Araçagi do Samba, Malucos por Samba, Turma da Mangueira, Piratinga do Ritmo, Bambas da Folia, Zig-Zag, bem como os blocos Em Cima da Hora, Bafo de onça, Los Baleados, Unidos do Pererê, Unidos da Esquina, Arrumação e muito mais.
A biblioteca Abdias Neves é mantida pela PMT e Fundação Monsenhor Chaves e fica localizada na Praça da Bandeira no prédio do Cenajus - Centro Nacional de Cultura da Justiça. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 8h às 19h, e aos sábados de 8h às 12h.

Reforma de prédio ao lado da biblioteca Mário de Andrade deve ficar pronta este ano

Fonte: R7 Noticias. Data: 1/02/2012.
URL: http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/reforma-de-predio-ao-lado-da-biblioteca-mario-de-andrade-deve-ficar-pronta-este-ano-diz-kassab-20120201.html
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), disse nesta quarta-feira (1º) que a reforma antigo prédio do Ipesp (Instituto da Previdência do Estado de São Paulo) deve ficar pronta “ainda este ano”. O imóvel, que é vizinho à biblioteca Mário de Andrade, no centro da cidade, está em reformas para abrigar o acervo de 2,8 milhões de periódicos do equipamento.
- Esperamos inaugurar as instalações ainda neste ano para que os paulistanos e todos os que vêm para São Paulo tenham mais facilidade e comodidade para consultar os acervos da Prefeitura, que são extraordinários.
De acordo com a prefeitura, o novo espaço deverá garantir melhores condições de conservação dos jornais e revistas que foram transferidos para a biblioteca Prestes Maia, em Santo Amaro, na década de 60.
As obras de reforma e adaptação do antigo prédio do Ipesp foram iniciadas em fevereiro de 2010 e têm investimento de R$ 14,6 milhões vindos da prefeitura e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Além dos periódicos, também será transferido para o local o acervo de multimeios com 40 mil rolos de microfilmes. Os jornais e revistas datam desde o século 19 até os dias atuais.
Ainda segundo a prefeitura, o prédio contará com auditório, salas para oficinas de restauro e microfilmagem, área administrativa e salas de estudo para pesquisadores.
Reforma
A primeira etapa do Plano Integrado de Modernização e Restauração da Biblioteca Mário de Andrade foi concluída no dia 25 de janeiro de 2011 com a reinauguração do equipamento. As obras do prédio principal tiveram início em setembro de 2007 e permitiram a recuperação estrutural do edifício, impermeabilizações das lajes, obras de segurança, restauro das fachadas e do mobiliário original, bem como a integração do prédio à Praça Dom José Gaspar

UNESCO aprova o Manifesto da IFLA para as bibliotecas digitais

A UNESCO, em sua conferencia geral de 2011, celebrada em dezembro passado, aprovou o manifesto da IFLA para as Bibliotecas Digitais. O manifesto, intitulado “Bridging the Digital Divide: making the world ‘s cultural and scientific heritage accesible to all” (“Reduzindo o fosso digital: colocar o patrimônio cultural e científico mundial a serviço de todos”), estabelece os princípios para proporcionar o apoio às bibliotecas digitais na execução das atividades de digitalização sustentáveis e com interoperabilidade. Assim, solicita aos bibliotecarios que participem ativamente na formulação e aplicação de estratégias nacionais em assuntos de tecnologias de informação e comunicação, que apóiem iniciativas nacionais e internacionais de bibliotecas digitais em larga escala, que permitam ampliar o acesso de todos à informação cultural e cientifica com o objetivo de reduzir a brecha digital.
Para o desenvolvimento de sua missão o manifesto enumera os seguintes objetivos:
  • promover a digitalização, o acesso e a preservação do patrimônio cultural e cientifico;
  • dar acesso a todos os usuários aos recursos informativos reunidos pelas bibliotecas, respeitando os direitos da propriedade intelectual;
  • criar sistemas com interoperabilidade para as bibliotecas digitais, para promover normas abertas e o acesso livre;
  • fomentar a função essencial das bibliotecas e dos serviços de informação por meio da promoção de normas comuns e práticas idôneas;
  • criar consciência sobre a necessidade urgente de garantir uma acessibilidade permanente ao material digital;
  • vincular as bibliotecas digitais em redes de pesquisa de alta velocidade;
  • tirar proveito da convergência crescente dos meios de comunicação e das instituições para criar e difundir conteúdos digitais.
Fonte:

A eternidade do livro impresso

Fonte: Jornal do Brasil. Data: 2/02/2012.
Autor: Arnaldo Niskier.
A discussão sobre a sobrevivência do livro impresso está muito acesa. Em parte, é reflexo do que acontece nos países mais desenvolvidos, onde há uma oferta progressiva de e-books. Aqui entre nós, por enquanto, o crescimento é lento. Em todo o comércio eletrônico nacional, não há mais de 7 mil títulos disponíveis. Para se ter ideia da discrepância dos números, só a Amazon conta hoje com cerca de 950 mil títulos.
Há um pormenor que é próprio do mercado brasileiro: o Kindle começou com um gás assustador, mas não pegou por causa do preço, hoje em 800 reais. Pelo dobro, pode-se ter um equipamento muito mais completo, que serve para navegar na internet, tirar fotos, gravar vídeos etc. O custo benefício é muito mais atraente.
Estamos vivendo uma fase de incríveis conquistas tecnológicas, especialmente no campo das comunicações. O que não significa a morte das versões anteriores. Diziam que o rádio acabaria com os jornais; o cinema acabaria com o teatro; a televisão acabaria com o rádio, e a internet acabaria com todas as mídias citadas. Na realidade, nada disso aconteceu. Convive-se com todas essas manifestações, embora se saiba que a escala é outra: no Facebook há 900 milhões de membros, e o Twitter abriga 150 milhões de usuários (o YouTube tem praticamente tudo).
Vivemos uma fase de absoluta perplexidade, mas um homem com a experiência do Boni, por exemplo, afirmou, em lançamento recente, que a TV aberta tem um longo futuro à sua frente, desde que se renove e passe a programar atrações ao vivo e promover transmissões diretas. Devemos estar atentos a essas peculiaridades, para que nada se perca dessas imensas conquistas.
Fala-se muito nos e-books, mas as grandes companhias brasileiras, tipo Livraria Cultura, não passam de 1% do faturamento na venda de livros eletrônicos. Há uma longa caminhada, com um detalhe que me ocorreu na visita feita à Real Academia de Espanha: os autores do seu vocabulário têm 90 mil livros impressos sobre linguística, consultados diariamente. Isso vai desaparecer? Sinceramente, não acreditamos. E a Biblioteca do Congresso Americano? E a da Universidade de Berkeley, onde há uma quantidade enorme de livros brasileiros? Quem preconiza o fim disso tudo, sinceramente, está equivocado.
O que se pode prever é que haja, por muitos e muitos anos, uma coexistência pacífica entre livros de papel e e-books, como antecipou o escritor Umberto Eco. Segundo ele, somos 7 bilhões no mundo, mas uma parcela ínfima desse total tem acesso aos computadores. Vai demorar muito para mudar esse quadro. Para Umberto Eco, “temos a prova científica de que um livro pode durar 550 anos. Jamais deixaremos de ter, com essas obras, uma relação física, carnal, afetiva. É muito difícil ler Guerra e paz num e-book. De mais a mais, a internet não filtra nada – e esse é um mal”. Estamos certos de que, na nossa geração e possivelmente em muitas outras, ainda viveremos na boa companhia dos livros impressos.
Arnaldo Niskier, membro da Academia Brasileira de Letras, é presidente do CIEE/Rio e doutor em educação

Número de atendimentos das bibliotecas do SESI crescem 79,48%

Fonte: Jornal do Povo (Três Lagoas, MS). Data: 2/02/2012.
URL: www.jptl.com.br/?pag=ver_noticia&id=46514
O número de atendimentos das 30 bibliotecas da Indústria do Conhecimento do SESI instaladas em 26 municípios de Mato Grosso do Sul aumentou em 79,48% no ano passado com relação ao ano retrasado, saindo de 81.446 para 146.176 atendimentos, entre serviços de consultas de livros, pesquisa no acervo e nos computadores com acesso à Internet, cursos gratuitos de Educação Continuada e “Hora do Conto”. A informação é da coordenação de educação do SESI, que prevê para este ano a manutenção dessas ações e a implantação do empréstimo de livros pelos usuários das bibliotecas.
Segundo a coordenadora da área de educação do SESI, Simone de Figueiredo Cruz, o crescimento do número de atendimentos é reflexo do trabalho já realizado pelas monitoras nas bibliotecas da Indústria do Conhecimento. “Neste ano que se inicia, com a disponibilidade do empréstimo do acervo das bibliotecas, esperamos que a população possa aproveitar melhor o movimento de circulação dos exemplares. Além disso, os monitores vão prosseguir com as ações de educação dos usuários, além de projetos que veiculam a cultura e a leitura”, pontuou.
Ela ressalta que antes as bibliotecas esperavam o usuário, hoje o monitor vai até a escola, até o centro comunitário, associação de bairro e apresenta a proposta. “Assim realizamos trabalhos diferenciados de acordo com a realidade de local, ações voltadas para os idosos, para crianças com Síndrome de Down, para citar alguns exemplos”, contou. Atualmente, as 30 bibliotecas estão distribuídas entre Campo Grande (3), Dourados (2), Três Lagoas (2), Corumbá, Sidrolândia, Aquidauana, Campo Grande, Ponta Porã, Nova Andradina, Rio Verde, Naviraí, Costa Rica, Iguatemi, Bataguassu, São Gabriel do Oeste, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Maracaju, Paranaíba, Inocência, Chapadão do Sul, Amambai, Aral Moreira, Sete Quedas, Aparecida do Taboado, Água Clara e Terenos.
Ações
Em 2011, os monitores das 30 bibliotecas da Indústria do Conhecimento do Sesi realizaram diversas ações que reafirmaram os espaços como fábricas de cidadania. Um exemplo, segundo a bibliotecária Josiane Oliveira, que dá suporte à gestão das unidades no Estado, é o trabalho desenvolvido em Ribas do Rio Pardo com os idosos do Centro de Convivência. “Uma nutricionista e uma professora de educação física fizeram palestras com informações sobre alimentação saudável e recomendável para os idosos, funcionamento do corpo e procedimentos para preservar a saúde, ensinando exercícios de alongamento e de postura. Foi também uma ótima oportunidade de aproximar os idosos da leitura de poesias”, contou. (...)

Comunidades de Jaguariaíva (PR) recebem bibliotecas Arca das Letras

Fonte: Em Rondônia.com
URL: www.ariquemesonline.com.br/textos.asp?codigo=25650
O Programa Arcas da Letras do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) entrega, nesta quinta-feira (2), quatro bibliotecas rurais para comunidades do município de Jaguariaíva , no estado do Paraná. Também serão diplomados oito agentes de leituras, responsáveis por cuidar das arcas, ampliar o acervo e incentivar a leitura.
Receberão bibliotecas rurais as seguintes comunidade: Cadeado, Morro Azul, Gentio e Chapadão. Os móveis–arca foram doados pela prefeitura municipal e o MDA forneceu os acervos bibliográficos, os materiais de trabalho dos agentes de leitura e de divulgação comunitária da biblioteca.
No Paraná, o Programa Arca das Letras está em funcionamento em 312 comunidades rurais, disponibilizando para mais de 30 mil famílias livros de literatura brasileira e estrangeira para crianças, jovens e adultos; didáticos para pesquisa escolar e técnicos sobre produção, cidadania, saúde, educação, arte e cultura. Para doar os móveis-bibliotecas (arcas), o MDA contou com o apoio e parceria da Eletrosul, Programa Luz para Todos, Ministério de Minas e Energia, Banco do Brasil e prefeituras municipais, que ajudaram na articulação e mobilização das comunidades para que recebessem as arcas.
Colônias de pescadores também receberão arcas
Nos próximos meses de 2012 estão previstas ações do Programa Arca das Letras em mais 100 comunidades rurais e 10 colônias de pescadores, onde serão implantadas bibliotecas e formados 220 agentes de leitura que vão cuidar das atividades junto aos moradores do campo, resultado de parceria com a Eletrosul, do Sistema Eletrobrás.
As arcas estão sendo fabricadas na Penitenciária de Chapecó (SC), onde os sentenciados aprenderam o ofício da marcenaria e receberão bolsa remunerada por cada unidade produzida. A parceria com a Eletrosul vai beneficiar também os estados de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, cada um com 110 bibliotecas, e Rondônia com 60, num total de 500 bibliotecas para comunidades rurais e colônias de pescadores.
Sobre a Arca das Letras
Criado pelo MDA em 2003, o Programa Arca das Letras implantou em todo o país 8,8 mil bibliotecas rurais. Até agora, o número de livros distribuídos já passa de 1,5 milhão, beneficiando mais de 800 mil famílias do campo. A administração das bibliotecas é feita por agentes de leitura, que contribuem para melhorar os índices educacionais de suas comunidades e valorizar a cultura no meio rural.
Para a coordenadora do programa Arca das Letras, Cleide Soares, as bibliotecas rurais contribuem para a melhoria da educação no campo e ampliam os índices de leitura na população rural. “A experiência permite afirmar que a população rural tem gosto especial pela leitura, é comum encontrarmos leitores que lêem 20 ou 40 livros por ano nas comunidades rurais. A chegada do projeto Arca das Letras nas comunidades rurais proporciona alfabetização a todas as idades, os livros são selecionados de acordo com interesse e a necessidade de cada comunidade”, afirma.
As bibliotecas são instaladas na casa de um morador, ou na sede de uma associação rural. As comunidades escolhem os assuntos que formam os acervos, o local onde a biblioteca funcionará e indicam os moradores que serão capacitados como agentes de leitura. Os acervos contêm livros nas áreas de literatura infantil, para jovens e adultos, de saúde, agricultura, meio ambiente e livros didáticos para pesquisa escolar.

O fracasso do UCA-Total

Autor: Elio Gaspari.
Fonte: O Globo. Data: 8/02/2012.
A doutora Dilma deveria mandar que sua Secretaria de Assuntos Estratégicos divulgasse o conteúdo do relatório final da "Avaliação de Impacto do Projeto UCA-Total (Um Computador por Aluno)", coordenado pela professora Lena Lavinas, da UFRJ. Ele está lá, a sete chaves, desde novembro passado.
A providência é recomendável, sobretudo agora que o governo licita a compra de até 900 mil tablets. Com 202 páginas, relata um desastre. A professora Azuete Fogaça, da Federal de Juiz de Fora, trabalhou na pesquisa e resume-a:
"Boa parte dos computadores não foi entregue nos prazos. Outros foram entregues sem a infraestrutura necessária para sua adoção em sala de aula. O treinamento dos docentes não deu os resultados esperados. O suporte técnico praticamente inexiste. Os laptops que apresentaram problemas acabaram encostados em armários ou nos almoxarifados, porque não há recursos".
O programa UCA-Total, lançado em 2010, comprou um laptop para cada um dos 10.484 alunos da rede pública de cinco municípios-piloto: Tiradentes (MG), Terenos (MS), Barra dos Coqueiros (SE), Santa Cecília do Pavão (PR) e São João da Ponta (PA). Uma equipe de 11 pessoas acompanhou a iniciativa.
Os computadores chegariam a escolas equipadas com internet sem fio e professores capacitados colocariam a garotada no mundo novo da pedagogia informatizada.
Em São João da Ponta, o sinal mal chegava à escola. Em Barra dos Coqueiros, chegava às praças públicas e, para recebê-lo, os estudantes saíam do colégio. Em Terenos não havia rede. Tudo bem, porque algum dia ela haverá de chegar. Até lá, alguns heroicos professores pagam as conexões de provedores privados com dinheiro dos seus bolsos.
Os laptops comprados pelo governo têm baterias para cerca de uma hora. Como as aulas duram cinco, como fazer para recarregá-los? (Uma tomada para cada carteira, nem pensar.) As prefeituras colocariam armários-alimentadores nas salas. Nem todos os municípios fizeram isso. Na Escola Estadual Basílio da Gama, em Tiradentes, não havia sinal nem armários de recarga, e os laptops estavam encaixotados.
Deixou-se em aberto uma questão central: o aluno deve levar o computador para casa? Em três municípios, levavam. Num, foram instruídos a não trazê-los todos os dias.
Só metade dos alunos teve aulas para aprender a usar os laptops. Depois de terem recebido cursos de capacitação, 80% dos professores tinham dificuldade para usar as máquinas nas salas de aula. (Problema dos cursos, não deles, pois 91% tinham nível superior ou curso de especialização.) Uma barafunda. As escolas estaduais não conversavam com as municipais e frequentemente não se conseguia falar com o MEC ou com a Secretaria de Assuntos Estratégicos.
Não se diga que os laptops são trambolhos. A garotada adorou recebê-los, e os professores tinham as melhores expectativas. As populações orgulharam-se da novidade. O problema esteve e está na gestão.
A única coisa que funcionou foi a compra de equipamentos. O professor Mário Henrique Simonsen, que conhecia o governo, ensinava: "Às vezes, quando um sujeito te traz um projeto, vale a pena perguntar: 'Qual é a tua comissão? Dez por cento? Está aqui o cheque, mas prometa não tocar mais nesse assunto'".

8 de fev. de 2012

Novo número: “Informação e Sociedade: Estudos”

Acaba de ser publicado o v. 21, n. 3, de 2011, da revista “Informação & Sociedade: Estudos”, publicada pela Universidade Federal da Paraíba.
Abaixo o sumário deste número. O texto completo de cada artigo pode ser encontrado no URL: http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/issue/view/936
Editorial
  • 20 anos de Informação&Sociedade: Estudos. Gustavo Henrique de Araújo Freire, Isa Maria Freire.
Artigos de Revisão
  • Green business e os desafios da competitividade no ambiente da Supply Chain
    Management: o caso da Natura Cosméticos S.A. Fabrício Quadros Borges, Mário Miguel Amin Garcia Herreros.
  • A competência em informação na televisão universitária: reflexões e
    contribuições iniciais ao contexto brasileiro. Luciane de Fátima Beckman Cavalcante, Regina Célia Baptista Belluzzo.
  • Vannevar Bush e as matrizes discursivas de As we may think: por uma possível história da Ciência da Informação. Ana Luiza Medeiros, Nadia Vanti.
  • Modelo para análise conceitual de teses e dissertações com vistas à criação de taxonomia facetada. Benildes Coura Moreira dos Santos Maculan, Gercina Ângela Borém de Oliveira Lima.
Memórias Científicas Originais
  • Bibliotecas, arquivos e museus como centros de referência na dimensão cultural das comunidades. Rosangela Formentini Caldas.
Relatos de Experiência
  • Formação de mestres para docência e pesquisa: relato da experiência da disciplina Epistemologia e Ciência da Informação. Aida Varela, Henriette Ferreira Gomes.
Relatos de Pesquisa
  • Bibliotecas comunitárias: mapeando conceitos e analisando discursos. Gustavo Grandini Bastos, Marco Antônio de Almeida, Lucília Maria Sousa Romão.
  • Estudo das variáveis utilizadas nas pesquisas sobre o uso do Portal de Periódicos da Capes. Beatriz Valadares Cendon, Nádia Ameno Ribeiro.
  • Mediação tecnológica da informação no parlamento: estudo de uma assembléia legislativa no contexo brasileiro. Vagner Dalbosco, Angel Freddy Godoy Viera.
  • Recomendação Assistida por Computador para Orientação de Trabalhos de Conclusão de Curso: Baseada no Perfil Informacional e na Capacidade de Orientação Docente. Douglas de Lima Feitosa, Vitor Rafael Morais Silva, Fábio Paraguaçu, Roberta Vilhena Vieira Lopes.
  • Reflexão crítica sobre os telecentros de informação e educação na cidade de João Pessoa. Julio Afonso Sá de Pinho Neto.
  • Redefinindo a ciência da informação: da “ciência da informação” para a “ciência do conhecimento”. Chaim Zins.
Resenhas
  • Cidadania: longa e sistemática conquista. Maria das Graças Targino.
Resumos de Dissertações
  • A Pós-Graduação em Direito no Brasil e sua produção científica: análise da visibilidade ao tema violência. Katherine Lages Contasti Bandeira
  • Uso do Portal de Periódicos da Capes pelos alunos do Programa de Pós-Graduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos. Janete Silva Duarte.
  • Arquivos judiciários: uma proposta de organização do acervo de caráter permanente. Patrício Silva Fontes.
  • O lapso da memória: um estudo sobre a preservação digital e o acesso a uma hemeroteca jornalística. Henrique Elias Cabral França.
  • Afrodescendência, memória e tecnologia: uma aplicação do conceito de informação etnicorracial ao projeto “A Cor da Cultura”.memória e tecnologia. Henry Pôncio Cruz de Oliveira.
  • Periódicos científicos eletrônicos: os recursos web enquanto proposta para a potencialização da comunicação científica. Juliana Buse de Oliveira.
  • Indicadores de produção dos Grupos de Pesquisa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba. Valmira Perucchi.
  • Um olhar para a educação de usuários do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade Federal de Pernambuco. Sandra Maria Néri Santiago.
  • Competência informacional: um estudo com os professores associados I do centro de tecnologia da UFPB. Monica Paiva Santos.

Evento: ENANCIB no Rio de Janeiro

Fonte: ANCIB

URL: http://www.ancib.org.br/

Uma reunião entre a Ancib e a Fiocruz definiu características do XIII ENANCIB, que se realizará em outubro de 2012 no Rio de Janeiro. O tema do evento será Informação na sociedade em rede para inovação e desenvolvimento humano e as submissões de trabalhos iniciam em março. Será mantida a transmissão online das apresentações e discussões nos GTs, e disponibilizado um espaço para apresentação digital e contínua de posteres, durante o evento. Estão confirmadas reuniões dos Fóruns de Editores de Periódicos Científicos e de Entidades Associativas da Área, além das reuniões dos Fóruns de Coordenadores de Programas Associados e de Coordenadores de GTs.

Interesses divergentes

Autor: Carlos Affonso de Souza.
Fonte: O Globo. Data: 6/2/2012.
O futuro da regulação da internet passa pela discussão do papel dos direitos autorais. As propostas em tramitação no Congresso dos EUA conhecidas pelos acrônimos SOPA e PIPA representam um direcionamento complicado desse debate, já que impõem severas restrições a outros direitos fundamentais, como a liberdade de expressão, a privacidade e o acesso à informação e ao conhecimento.
O movimento que impediu a sua iminente votação, liderado por um blecaute de importantes sites, não é menos complexo e vai além da oposição entre Hollywood e o Vale do Silício. O blecaute foi o plano B. O processo legislativo que gerou SOPA e PIPA tem na sua essência um cabo de guerra entre diversos interesses nem sempre evidentes.
Os projetos só foram levados à votação porque as empresas de tecnologia perderam o primeiro round. Restou então adotar a estratégia de comunicação dos riscos de tais leis ao funcionamento da rede, o que transformou todo internauta em um potencial ativista.
Na raiz do problema não está um maior ou menor respeito aos direitos autorais, mas formas diferentes de compreender a produção intelectual, cada vez mais apoiada em modelos colaborativos que, a partir de obras alheias, geram críticas, sátiras, "mashups" e "memes" disseminadas na internet através das redes sociais e sites de fotos e vídeos. Tais conteúdos e espaços, nos quais muitos (e especialmente as novas gerações) desenvolvem suas referências e se comunicam, dependem de um ambiente jurídico no qual se preserve a possibilidade de criação, transformação e compartilhamento.
Se aplicados os termos vagos de leis como SOPA, esses sites poderiam ser retirados do ar sem questionamentos sobre a existência de fair use ou motivações sustentadas por outros direitos fundamentais. As leis sobre direitos autorais precisam conciliar a proteção do investimento com a percepção de que a própria criação intelectual se transforma.
A pirataria e o discurso criminalizante correlato, por outro lado, prestam um desfavor à compreensão do tema ao tratar como iguais práticas radicalmente distintas, confundindo usos legítimos, como para fins educacionais, com aqueles que transformam a infração à propriedade intelectual em atividade industrial.
O debate nos EUA prosseguirá e resta saber se o blecaute terá servido apenas para elevar o poder de fogo do Vale do Silício no Congresso dos EUA ou se alguma participação da coletividade de agentes, cujos interesses divergem, mas são coincidentes no repúdio aos projetos, será aproveitada em longo prazo.
No Brasil, a discussão sobre o projeto do Marco Civil da internet, atualmente na Câmara dos Deputados, representa uma verdadeira lei "anti-Sopa". Gerado por um processo colaborativo na rede, ele aponta para outra direção no debate sobre direitos autorais. Ao contrário do SOPA, que ao tratar de direitos autorais atinge vários outros direitos, o Marco Civil dispõe sobre princípios e direitos fundamentais, criando assim o ambiente para uma regulação equilibrada do direito autoral na internet.

Lançamento: “Introdução aos Modelos Computacionais de Recuperação de Informação”

Acaba de ser publicado o livro “Introdução aos Modelos Computacionais de Recuperação de Informação” [Editora Moderna. ISBN: 978-85-399-0188-3; 184 p., Preço: R$ 45,00), de autoria do Professor Edberto Ferneda, da UNESP (Marília, SP).

Sinopse da obra:
O desenvolvimento das Tecnologias de Informação, desde o lançamento do primeiro computador até o surgimento da Web, tem provocado uma modificação considerável na forma de produção, armazenamento, processamento e recuperação da informação.
Atualmente a informação é uma necessidade para o sucesso de qualquer empresa ou indivíduo. Porém, com a grande quantidade de informação disponível somos cada vez mais dependentes de ferramentas tecnológicas que nos permitam encontrar rapidamente uma informação que realmente seja relevante ou útil para os nossos propósitos.
Embora a dificuldade em encontrar informação relevante tenha se tornado evidente com o surgimento da Internet, os primeiro estudos em recuperação de informação datam de 1950, e os primeiros  modelos surgiram na década seguinte.
“Introdução aos Modelos Computacionais de Recuperação de Informação” apresenta e analisa, de forma simples e clara, os principais modelos de recuperação de informação desenvolvidos ao longo de mais de 60 anos de pesquisa, iniciando pelos métodos matemáticos e passando pelos modelos derivados das pesquisas em Inteligência Artificial. Por fim, são apresentadas as principais características da recuperação de informação no ambiente Web e o recente desenvolvimento da Web Semântica.

Curso: MARC-21

Matrículas abertas para a próxima turma do curso a distância MARC21 - Formato Bibliográfico.
Abraços,
Ana Maria Neves Maranhão
Assessora
Divisão de Bibliotecas e Documentação
PUC-Rio

7 de fev. de 2012

Bibliotecas da Rede Estadual de Ensino passam por requalificação

Fonte: Agência Pará. Data: 3/02/2012
Autora: Bruna Campos.
URL: www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=92813
O que antes era visto como um depósito de livro didático se transformou em um espaço agradável, cultural e educativo. É assim que os professores e alunos da Escola Estadual Helena Guilhon, localizada no Conjunto Satélite, em Belém, definem a transformação pela qual passou a biblioteca da escola, em abril do ano passado. “A biblioteca estava em péssimas condições. Os alunos dificilmente frequentavam o espaço e não tinham interesse pela leitura. Hoje, não tem um momento do dia em que a nossa biblioteca não esteja movimentada pelos estudantes”, diz Maria Silvia Fonseca, bibliotecária do Sistema Estadual de Bibliotecas Escolares (Siebe) da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Como extensão da biblioteca, a escola ganhou ainda um espaço onde os alunos assistem a filmes e vídeos educativos.
A reforma da biblioteca da Escola Helena Guilhon faz parte de um projeto que visa a dinamização e requalificação de bibliotecas escolares de todo o Estado. Um compromisso que foi reforçado pelo governador durante a mensagem do Executivo enviada à Assembléia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), no último dia 1°. No ano de 2011, sete bibliotecas foram completamente reformadas. Este ano, outras cinco bibliotecas já estão em fase de conclusão e devem ser entregues nos próximos dias. “A nossa expectativa é que no decorrer deste ano possamos entregar um número muito maior de bibliotecas reformadas. Tudo vai depender da demanda dos diretores das instituições e dos recursos destinados para esse fim”, explica Hellem dos Anjos, coordenadora do Siebe.
Para ficar ainda mais atraente, o novo perfil dos espaços de leitura contaram com a participação de um arte-educador que fez questão de implementar pequenos detalhes que fazem toda a diferença. “Dentro das bibliotecas nós colocamos desenhos na parede, simbolizando o espaço infantil e espalhamos pelas paredes trechos de poemas de autores paraenses para marcar a presença das obras do Pará, que merecem um destaque especial”, explica Waldir Lisboa, arte-educador da Seduc.
O resultado foi mais do que aprovado pelos estudantes. Ao entrar na biblioteca é possível perceber o entusiasmo das crianças e adolescentes. Enquanto dois jovens disputam um jogo de xadrez, dois meninos comentam as histórias em quadrinhos que acabam de ler. “Eu aprendi a jogar xadrez aqui. Agora todo o dia, no horário do recreio venho para cá”, conta Leonel Barros, 11 anos. Já o pequeno Igor Neves, 10 anos, virou fã dos livros infantis. “Não tinha o costume de ler e só queria saber de ficar correndo no pátio da escola. Hoje eu gosto de ficar na biblioteca lendo os livros e gibis. Passei até a colecionar historias em quadrinhos”, comenta.
No espaço onde as obras paraenses estão expostas, duas moças e um rapaz ensaiam trechos de uma peça que eles mesmos criaram através da literatura paraense. “Nós percebemos que a literatura pode ser transformada em arte. Isso foi possível através da reforma da biblioteca que nos despertou um interesse maior pela literatura”, afirma o aluno Carlos Gabriel, 17 anos, que cursa o 2º ano do ensino médio.

Projeto obriga editoras a doar livros para bibliotecas estaduais

Fonte: Agência Câmara. Data: 3/02/2012.
A Câmara analisa o Projeto de Lei 3085/12, do Senado, que obriga as editoras a realizar o depósito legal de pelo menos um exemplar de suas publicações na Biblioteca Nacional de Brasília e em todas as bibliotecas estaduais e do Distrito Federal. Atualmente, a Lei 10.994/04 prevê o depósito obrigatório apenas para a Biblioteca Nacional, localizada no Rio de Janeiro.
O autor da proposta, senador José Sarney (PMDB-AP), diz que, apesar de sua relevância, as bibliotecas públicas brasileiras encontram enorme dificuldade de renovação e atualização de seus acervos. “O Brasil possui uma importante estrutura de bibliotecas sob responsabilidade dos estados, mas que padecem de subaproveitamento devido à limitação de seus acervos.”
Segundo Sarney, além dos problemas financeiros, existem também dificuldades decorrentes das limitações da estrutura de distribuição de livros no Brasil. “A concentração das principais redes de livrarias nos grandes centros urbanos tem desestimulado a distribuição de produtos culturais para as cidades de menor porte e para as localidades mais distantes”, afirma.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
O texto completo do projeto de lei está no URL: www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=533530

Curso: Gestão da informação e arquivos

Acompanhando as tendências do mercado atual, que tem na informação a ferramenta primordial para a tomada de decisões de empresas/instituições, divulgando, as inscrições para a 2ª turma do curso de Pós-Graduação latu sensu em Gestão da Informação e Arquivos na Faculdade ESUDA em Recife. O curso tem como um dos seus objetivos, contribuir para suprir o déficit de profissionais especializados na área, além de otimizar os recursos necessários para a condução adequada da gestão da informação de forma que o profissional com essa formação possa competir com as novas tendências vigentes no mercado.

Maiores informações: posgraduacao@esuda.com.br
E-mail da Coordenação do curso: pos.gi.esuda@gmail.com

Emanuella Bezerra e Fabiana Belo
Coordenação Gestão da Informação

CDU: novos números para a geografia da América Latina

En las últimas ediciones de la CDU en español (2000 y 2004) la geografía física y política de América Latina está escasamente representada. Desde el año 2000 hasta la actualidad, sin embargo, se han realizado una serie de agregados, correcciones y cancelaciones en dichas tablas (en el MRF, archivo original de la CDU en inglés), buscando ampliar el enfoque y el alcance de las mismas. Un pequeño repaso a esos cambios se presenta en el blog de la CDU en español (http://clasificaciondecimaluniversal.blogspot.com).
Mis más cordiales saludos,
Lic. Edgardo Civallero
Editor Asociado - Consorcio CDU
(Clasificación Decimal Universal)
La Haya - Países Bajos

El Consorcio CDU es una organización sin ánimos de lucro dedicada al mantenimiento y distribución de la Clasificación Decimal Universal