4 de fev. de 2011

Um dia para salvar as bibliotecas britânicas

Fonte: Voice For the Library.



Existe o perigo de fechamento de 400 bibliotecas públicas no Reino Unido. Para evitar esse desastre cultural será realizado neste sábado, cinco de fevereiro, o Dia do Salvem nossas bibliotecas [Save Our Libraries Day].
Este Dia será um protesto contra essa iminente ameaça; a populaçao está sendo convidada a participar das demonstrações.
A lista das bibliotecas que participam do movimento e os horários dos eventos podem ser encontrados no ULR: http://www.voicesforthelibrary.org.uk/wordpress/?p=987

3 de fev. de 2011

Lendo o Brasil

Autor: Murillo de Aragão.
Fonte: O Globo. Data: 3/2/2011.
Os dados sobre leitura no Brasil são escassos e inconsistentes. Mesmo assim, apontam para uma situação dramática. Segundo pesquisa do Instituto Pró-Livro, o brasileiro lê, em média, 1,3 livro por ano. Em 2007 éramos 77 milhões de pessoas que não liam e 21 milhões de analfabetos. Vinte e dois por cento dos entrevistados disseram que liam apenas por obrigação; 13% afirmaram realmente não terem gosto nenhum por leitura.
A pesquisa também revelou a enorme concentração de livros: 66% estão nas mãos de apenas 20% da população, ao passo que 8% desta não têm nenhum livro em casa, e 4%, somente um. Os mesmos dados indicam que nossos estudantes, mesmo os de cursos superiores, leem apenas dois livros por ano, enquanto na França esse número chega a oito, na Inglaterra a nove, e nos Estados Unidos a dez.
Já Galeno Amorim, novo presidente da Biblioteca Nacional, diz que os brasileiros leem 4,7 livros por habitante. O que é bem melhor do que o número apontado pelo Instituto Pró-Livro. Sem conhecer o retrato fiel da leitura de livros no Brasil, temos que recorrer a outra mídia para saber mais.
Em um país de quase 200 milhões de pessoas, a circulação média de jornais por dia não atinge 5 milhões de exemplares. Mais precisamente: 4.314.425 exemplares. O resultado é de 2010 e representa um acréscimo de 2% na circulação total de jornais em comparação com o ano anterior. Os dados são do IVC (Instituto Verificador de Circulação).
Para uma mídia que sempre sofreu com a concorrência maciça da televisão, a falta de hábito de leitura, o baixo poder aquisitivo da população e, mais recentemente, a internet, o resultado poderia ser comemorado. Porém, o desempenho dos jornais é pífio. Imaginem: o Brasil cresceu mais de 7% em 2010, e o transporte aéreo, mais de 20%.
Para piorar, no ranking dos jornais mais lidos no Brasil vemos que pelo menos a metade apresenta qualidade editorial, digamos, inconsistente. E os tradicionais “jornalões” terminam sendo das cidades de sempre: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Aparecem ainda, entre os mais vendidos, jornais de Vitória, Manaus, Goiânia e Salvador, sendo que apenas em Vitória e Salvador trata-se de jornais tradicionais. Brasília, a capital da República, aparece na 20ª posição, com o Correio Braziliense com uma circulação média de 57 mil exemplares, o que é risível, considerando sua população de 2 milhões de habitantes. O Jornal de Brasília sequer foi ranqueado.
Aparentemente, o Rio de Janeiro lê mais do que São Paulo. A circulação de jornais cariocas (O Globo, Extra, Meia Hora, Lance, Expresso e O Dia), entre os 20 mais do país, ultrapassa em alguns milhares os jornais de São Paulo (Folha, Estadão, Agora e O Amarelinho). Os números do IVC representam um triste retrato do fluxo de informação no Brasil. O brasileiro lê pouco e mal. A internet, tal qual colocada, também não representa um grande avanço em termos de qualidade de informação.
Os dados sobre as revistas também não são estimulantes. Em 2009, a circulação atingiu 442 milhões de exemplares – lembrando que em 2001 chegamos a ter 454 milhões de exemplares em circulação. Em 2009 houve uma discreta recuperação em relação ao ano anterior. Mesmo assim, os números são modestos, se comparados ao tamanho da população.
O caminho para melhorar a leitura no Brasil e almejar um fluxo mais qualificado e intenso de informações é a educação. Apenas com melhor educação teremos melhor e mais leitura, e vice-versa. É um círculo virtuoso ou vicioso, de acordo com a existência ou não do hábito de leitura e da qualidade do que se lê.
Outra questão é o custo. Os livros no Brasil continuam muito caros. Comprei dois no aeroporto de Brasília: paguei quase R$ 70,00. Em um país onde o salário mínimo vai chegar a R$ 545,00, o preço do livro permanece alto e inacessível para a maioria. E, lamentavelmente, não temos ainda uma política consistente que amplie os horizontes da leitura no país, seja estimulando-a diretamente, seja barateando o custo do livro.

Nota do blog:
O documento “Retratos da leitura no Brasil” está disponível no sítio do Instituto Pró-Livro nos endereços:

Vestibular: mudança nas listas da USP e Unicamp

Autora: Patrícia Gomes.
Fonte: Portal UOL. Data: 2/2/2011.
URL: http://www1.folha.uol.com.br/saber/868607-lista-de-livros-da-usp-e-da-unicamp-vale-apenas-mais-um-ano.shtml
Se ler os livros obrigatórios da USP e da Unicamp parece uma tarefa árdua, quem vai prestar o vestibular neste ano teve a sorte de pegar a atual lista unificada em seu terceiro e último ano e, assim, teve mais tempo para se preparar.
Anunciada com antecedência para permitir que os alunos leiam os livros ao longo do ensino médio, a lista vigente é a segunda que a USP e a Unicamp lançam juntas.
A próxima, que valerá para o triênio 2012-13-14, será divulgada nos próximos meses. A expectativa dos professores é que, como ocorreu da última vez, quando três livros foram trocados, boa parte das obras seja mantida.
Renato Pedrosa, coordenador da comissão que organiza a prova da Unicamp, diz que há uma preocupação de apenas incluir na lista livros de fácil acesso, preferencialmente de domínio público.
ORDEM DE LEITURA
Que os livros da lista precisam ser lidos com cuidado ninguém discute. Mas qual é a melhor ordem de leitura?
De acordo com os professores, é preciso fazer uma diferenciação: há alunos que precisam ler e os que precisam revisar. Cada grupo deve adotar uma tática diferente.
O melhor é que os alunos tenham tido oportunidade de ler os livros de forma cronológica no ensino médio. Para eles, ao fazer uma revisão das obras, a ordem de estudo pode ser sofisticada.
Cláudia Dunder, do cursinho 20 de Novembro, sugere para esses estudantes uma leitura a partir de temas, para facilitar comparações.
Assim, "Iracema", "Memórias de um Sargento de Milícias" e "O Cortiço", que falam de relações amorosas, podem ser estudados em sequência. Depois, "Dom Casmurro" e "A Cidade e as Serras", que tratam do homem na sociedade. Por último, "Vidas Secas" e "Capitães da Areia", com temática social.
"Auto da Barca do Inferno", que é mais curto, pode ficar para depois de tudo. Já o livro de Vinicius de Moraes, só de poesias, deve ser lido em paralelo, durante o ano.
Já para quem precisa ler todos os nove livros em um ano, Nelson Dutra, do Objetivo, aconselha a leitura em nível gradativo de dificuldade.
Cada aluno, diz o professor, pode encontrar sua ordem ideal, mas é bom começar por "Capitães da Areia", que tem uma narrativa mais fácil e próxima do aluno.
Beatriz Celiberto, 16, está no terceiro ano do colégio Santa Amália da Saúde (zona sul de SP) e começou a ler a lista há dois anos. Ela pretende terminar os três livros que faltam no primeiro semestre deste ano. "Vou procurar resumos para relembrar os que já li", diz Beatriz, que, até agora, gostou mais de "Auto da Barca do Inferno".

Nota do blog:
Seis livros recomendados podem ser copiados gratuitamente no Portal Domínio Público [URL: http://www.dominiopublico.gov.br/]. São eles:
1) “Iracema”, de José de Alencar. Formato: pdf. Tamanho: 403,78 KB.
2) "Memórias de um Sargento de Milícias", de Manuel Antonio de Almeida. Formato: pdf. Tamanho: 524,55 KB.
3) "O Cortiço", de Aluisio de Azevedo. Formato: pdf. Tamanho: 586,70 KB.
4) "Dom Casmurro", de Machado de Assis. Formato: pdf. Tamanho: 623,57 KB
5) "A Cidade e as Serras", de José Maria Eça de Queiroz. Formato: pdf. Tamanho: 1.021,77 KB.
6) "Auto da Barca do Inferno", de Gil Vicente. Formato: pdf. Tamanho: 405,73 KB.
Murilo Cunha

Hospital catarinense investe em biblioteca

Fonte: MaxPress. Data: 31/1/2011.
A partir de janeiro 2011 se iniciou na Fundação Hospitalar Dr. José Athanázio, de Campos Novos, em Santa Catarina, o projeto literário “Dose de Leitura”. No projeto, os pacientes e visitantes dos hospitais que participam das atividades, têm livros à sua disposição durante a sua permanência nas unidades de saúde. O objetivo é incentivar a leitura, e levar aos pacientes uma forma de entretenimento, com uma leitura fácil, rápida e prazerosa.
Para aplicação do trabalho no hospital serão disponibilizados, inicialmente, 200 livros de crônicas, sob o estilo de humor e sátira, com os títulos “Espiando o Mundo pela Fechadura” e “Acontece...”, de autoria de Laé de Souza. O idealizador da proposta, o escritor e produtor cultural Laé de Souza, autor de vários projetos de incentivo à leitura para público diversificado e também autor das obras, “Acredite se Quiser!” e “Coisas de Homem & Coisas de Mulher”, entre outras, acredita que a proposta é uma ótima opção para contribuir com o bem estar dos pacientes e incentivar o hábito da leitura.
A aplicação do projeto na unidade hospitalar é resultado de uma parceria entre o “Grupo Projetos de Leitura” e a Fundação Hospitalar.
“Como nos diversos projetos levados às escolas no qual conto com a colaboração dos professores, neste projeto, tenho a valiosa contribuição dos funcionários das instituições para alcançarmos o sucesso da iniciativa”, diz o escritor Laé de Souza.
As obras são colocadas nos quartos à disposição dos pacientes e acompanhantes, sendo efetuadas, eventuais, reposições após a saída do paciente. Para os visitantes e pacientes para consulta, são disponibilizados livros na recepção e sala de espera da radiologia.
O projeto, na Unidade Hospitalar, que vem sendo elogiado pela população, está sob a coordenação da Administradora Marliese da Cass Mecabô e da Nutricionista Fabiana Dellay, sendo que a iniciativa de aplicar o projeto no hospital foi da Administração do Hospital em conjunto com a Prefeitura de Campos Novos.
O “Dose de Leitura”, iniciado em 2006 também está sendo aplicado em outros hospitais no Brasil.

Nota do blog:
Rua Cel. Lucidoro, 460 – Centro
Campos Novos / SC - 89620-000
PABX: (49) 35410700

Guia francês destaca livros infanto-juvenis brasileiros e portugueses

Fonte: Bibliothèque Nationale de France (BNF).
URL: http://lajoieparleslivres.bnf.fr/masc/integration/JOIE/statique/pages/06_revues_en_ligne/063_autres_publications/lire_en_vo.htm

“Lire en version originale” é o mais importante guia de literatura infanto-juvenil em língua estrangeira da França. Publicado pela Biblioteca Nacional, já contemplou obras em alemão, inglês, espanhol, árabe e italiano e indica agora os melhores livros infanto-juvenis escritos em língua portuguesa, mais especificamente os publicados no Brasil e em Portugal. O guia é destinado a professores, bibliotecários e pais, e pode ser comprado por 10 euros.

Nota do blog:
Referencia bibliográfica:
Lire en V.O. Livres pour la jeunesse en portugais. Coordination Anne-Laure Cognet. BnF-CNLJ La Joie par les livres. Ibby France, Novembre 2010. ISBN : 978-2-35494-030-0 - 10 €

2 de fev. de 2011

Modelo de agência sob investigação no Reino Unido

Fonte: Bookseller.com  Data: 2/2/2011.
URL: http://www.thebookseller.com/news/oft-launches-investigation-agency-pricing.html
Depois de receber um elevado número de reclamações, o Office of Fair Trading (OFT) começou a investigar o modelo de agência aplicado na nos preços dos livros eletrônicos no Reino Unido. O OFT quer saber se os acordos firmados entre algumas editoras e as livrarias ferem as regras de competição.

1 de fev. de 2011

EUA: Livraria troca Kindle por valor equivalente em livros de papel

Fonte: Red Ferret. Data: 31/01/2011.
URL: http://www.redferret.net/?p=25403
Nem todos ficaram contentes com a popularização dos e-readers. Uma livraria de Portland, Oregon [Microcosm Zine Store], nos EUA, decidiu fazer uma promoção pra lá de diferente - troca seu Kindle pelo valor equivalente em livros físicos da loja.
Não é exatamente um mau negócio, já que com títulos custando entre US$ 2 e 6, dá pra sair com uns 30 livros nas mãos. Mas será preciso sair de casa para ir até a livraria pessoalmente.
Nota do blog:
Microcosm Publishing Book and Zine Store
636 SE 11th
Portland, Or 97214 USA
Horário de funcionamento: 11 às 19 horas, sete dias por semana.
Telefone: 503-232-3666
URL: http://www.facebook.com/#!/pages/Microcosm-hQ-Store/131220623559507

EUA: O futuro quando?

Autora: Josélia Águia.
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 29/01/2011.
Nos EUA, onde é maior a adesão ao livro digital, 2011 começa com as perguntas de antes: quando livrarias de tijolos vão fechar e se grandes autores publicarão sem intermediários, explica à Folha Mike Shatzkin, organizador do Digital Book World. O evento, realizado na última semana em Nova York, debate vendas, enquanto o Tools of Change for Publishing, em fevereiro e similar em importância, se concentra na produção. No mundo, as dúvidas são: com que rapidez o livro eletrônico se disseminará e como o varejo local resistirá à hegemonia americana. Shatzkin estima entre 10% e 15% o percentual de americanos que leem livros digitais. Em outros países, não supera 1%.
Os números ainda são "medíocres" por aqui, afirma Luciana Villas-Boas, diretora da Record: "Vendemos até agora 37 exemplares eletrônicos". Na Objetiva, que ofereceu mais títulos, o diretor Roberto Feith diz que desde novembro foram 663 exemplares vendidos: "O aumento foi de 252% em um mês, depois do lançamento do iPad e do Galaxy no país".

31 de jan. de 2011

15 milhões estudam em escolas sem biblioteca no país

Fonte: O Globo. Data: 29/01/2011.
Autor: Por Demétrio Weber.
Na volta às aulas, milhões de alunos de todo o país vão estudar este ano em escolas onde não há laboratório de ciências, biblioteca, laboratório de informática ou quadra de esportes. O Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC) mostra que, no ano passado, a inexistência de bibliotecas era realidade para 15 milhões (39%), enquanto 9,5 milhões (24%). Os dados foram divulgados pelo MEC em dezembro e consideram tanto a rede pública quanto a privada. Falando em nome do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a secretária de Mato Grosso, Rosa Neide Sandes de Almeida, diz que as deficiências na infraestrutura prejudicam a aprendizagem. “Os alunos possivelmente terão um prejuízo significativo na sua formação. Isso com certeza têm consequências para o nível de escolaridade que a gente oferece à nossa população.”
Comentário:
Infelizmente esta é a triste realidade de milhares de escolas sem bibliotecas! Até quando esses milhões de estudantes estarão privados do acesso à uma enciclopédia ou um romance?
Murilo Cunha

29 de jan. de 2011

Casa-Museu de Saramago em Lanzarote deve abrir as portas a 18 de Março

Autor: Jorge Marmelo.
Fonte: Público, Lisboa. Data: 28/1/2011.
A viúva de José Saramago, Pilar del Río, adiantou hoje, num chat com leitores do jornal espanhol El País, que a casa-museu do escritor na ilha de Lanzarote deverá ser aberta ao público no dia 18 de Março, exactamente nove meses após a morte do prémio Nobel da Literatura naquela que foi a sua última residência.
Questionada sobre a continuidade da obra de Saramago em Espanha, Pilar afirmou a “firme vontade” de abrir a casa do escritor ao público naquela data, “para quem quiser entrar e respirar o ar de Saramago”. A conversa, refira-se, assinalou a estreia em Espanha, esta semana, do documentário “José e Pilar”, de Miguel Gonçalves Mendes.
Numa entrevista concedida ao PÚBLICO em Novembro do ano passado, a viúva do escritor tinha já antecipado alguns pormenores sobre o funcionamento da casa-museu. Estará acessível não só a biblioteca que o escritor ali reuniu, mas também o escritório onde Saramago escreveu “Ensaio sobre a Cegueira”. “Durante várias horas, [a casa] estará aberta ao público e vai cheirar a café, porque vamos dar café português a todas as visitas. Passarão também pela cozinha, que é aberta, sairão pelo jardim. Irão à biblioteca e à sala de reuniões onde verão fotografias de Saramago em Lanzarote ou dele com escritores. A partir das três da tarde acabam as visitas e a casa continuará a ser vivida pelas pessoas que a habitam e que lá estão”, explicou Pilar del Río ao PÚBLICO.
Um dos momentos mais tocantes da conversa com os leitores do El País aconteceu quando Pilar foi confrontada com uma afirmação de Saramago no documentário, na qual ele diz que o céu não existe. “Onde está Saramago agora?”, perguntou o leitor. Pilar respondeu que o escritor está nos livros que escreveu. “Ele dizia que cuidássemos de cada livro que abríssemos porque, lá dentro, havia uma pessoa”, disse. Saramago, acrescentou, “está na música que ouviu, nos quadros que viu, nos livros que acariciou e, perdoem-me, está também no meu corpo”.
Questionada por um não leitor de Saramago que lhe pediu um motivo para passar a lê-lo, Pilar afirmou que aqueles que lêem os livros do escritor português se sentem “mais espertos, mais altos, mais bonitos e melhores”. “Sentir-se-á respeitado como leitor, uma vez que terá que empenhar muito de si para compreender [o que lê] e tomará consciência de que é mais sábio do que pensava”, respondeu a viúva.

A tarde em que descobri a televisão

Autor: Ignácio de Loyola Brandão.
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 28/1/2011.
URL: http://www.estadao.com.br/noticia_imp.php?req=not_imp672043,0.php

Quando entrei na Biblioteca Mário de Andrade, na terça-feira, dia 25, agora reformada pelo Carlos Augusto Calil (São Paulo merecia a restauração), reencontrei um pedaço de mim aos 18 anos. Lá em Araraquara, em 1954, o sonho de minha geração era vir a São Paulo, que festejava seu 4.º Centenário. O que eu queria conhecer? A Biblioteca, o Hotel Jaraguá, a Livraria Francesa, na Barão, a Cinemateca, o barzinho do Museu, o cine Jussara dos filmes franceses, o Marrocos com sua fonte, o Ibirapuera. Com um apetite voraz, tinha seguido o Festival de Cinema. Tão perto e tão longe. Ousei e escrevi uma carta à organização, recebi cartazes do festival, assinados por Alexandre Wollner e Geraldo Barros. Mal tinha ideia de que eles representavam o modernismo no design brasileiro. Os cartazes foram exibidos na Escola de Belas Artes de minha cidade. A escola quis ficar com eles, finquei pé, eram meus, um orgulho.

Quando fui embora da cidade, dobrei e guardei, não sei onde guardei. Onde estarão? Levei um tempão para voltar à cidade, só queria voltar vitorioso, seja lá o que isso significasse. É que tinha uma frase de Hemingway na cabeça: "A pior coisa para um homem é voltar derrotado para sua própria cidade". Anos mais tarde, ao assistir no Teatro Maria Della Costa a peça Doce Pássaro da Juventude, de Tennessee Williams, fiquei fascinado com o personagem principal, vivido por Mauro Mendonça, então jovem, magro e bonitão e casado com a lindíssima e sensual Rosamaria Murtinho, para inveja de todos. O sonho do personagem era voltar à cidade natal em um Cadillac e com uma estrela de Hollywood ao lado. Quis a mesma coisa e como estrela hesitei entre Eliane Lage, Tônia Carrero e Gilda Nery, todas do cinema, às quais eu misturava Nélia Paula, Margot Morel, Joana D"Arc, Rose Rondelli e Elvira Pagã, do teatro rebolado. Sonhos se adaptam às realidades locais.

Em setembro de 1954 vim a São Paulo para os Jogos Intercolegiais. Todas as grandes cidades do interior mandaram estudantes. Ficamos hospedados no Pacaembu, que ainda tinha concha acústica. No dia 7, houve um desfile de gala no estádio, fiquei na arquibancada ao lado de uma turma de Rio Claro. Uma das moças comia um sanduíche de alface e tomate, achei deslumbrante. Nunca tinha visto isso, nem podia saber que estava diante da comida natural que seria moda décadas depois. Sanduíche era pão com queijo, com presunto, mortadela ou salsicha.

Uma tarde, abandonei os jogos e fiz minha primeira incursão sozinho pela cidade desconhecida. Estava com 18 anos e até então sempre viera com meu pai, que ciceroneava os filhos por toda a parte. Jamais vi alguém tão apaixonado por São Paulo, era comovente. Decidido, corri ao primeiro sonho, a biblioteca celebrada por Antonio Candido, Paulo Emilio Salles Gomes, Sérgio Milliet. Entrei tímido, como se fosse catedral. Era. Fiquei sentado na circulante, extasiado. Aquele prédio inteiro repleto de livros. Quantos seriam? Invejava os que liam, estudavam, moravam aqui. Ainda frequentaria? Pedi Loira Dolicocefala, de Pitigrilli. Os títulos dele eram intrigantes. Alguém ainda o lê ou se lembra desse autor, tão cáustico? Foi lindo ver o livro chegar pelo elevadorzinho.

Estimulado pelo ar da Mário de Andrade, corri ao segundo ponto, o Parque do Ibirapuera, era o must (como se disse certa época), a sensação. Fazia menos de um mês que tinha sido inaugurado. Nunca tinha visto um parque tão grande, tão bonito, os lagos com pedalinhos, os prédios do Niemeyer, o paisagismo de Burle Marx, a grande marquise (que mais tarde seria inspiração para a cena final de meu romance Não Verás País Nenhum) e a exposição industrial. Não que a indústria me interessasse, mas queria ver o prédio, seguir a multidão, olhar tudo.

Ao subir uma rampa, fui bloqueado por um grupo fechado em torno de alguma coisa. Um acidente, alguém passando mal? Abri caminho e dei com um aparelho de televisão. Deslumbramento. Havia um em cada andar. Só São Paulo, mesmo! A tarde caía, eu olhava a telinha, via o que até então só tinha visto em filmes americanos. Aquilo era a televisão? Muito bem! Cinema eu sabia como funcionava, via a cabine de projeção e o foco de luz em busca da tela. Mas televisão? Não havia cabine, projetor, nada. Era a caixa, um fio, a tomada, a antena em cima, de tempos em tempos sincronizada por um senhor que vigiava e não deixava mexer no aparelho, nem se aproximar muito. Televisão, sim senhor! Ali à minha frente. Glória de um caipira. Valeu ter vindo a São Paulo, a cidade mais incrível do mundo, tinha de tudo.

Andei pela exposição, olhei máquinas, equipamentos, mas voltei à televisão. Vi cantores, bailados, uma comédia curta com Pagano Sobrinho, nos comerciais descobri as garotas-propaganda, estrelas de primeira grandeza. Como era variado, melhor do que o rádio. Quando chegaria a Araraquara? Quando saí do pavilhão industrial era noite, mas o Ibirapuera estava lotado e iluminado, alto-falantes transmitiam notícias e música, casais de namorados andavam de mãos dadas. Pensei em Costinha, de nome Maria Aparecida (irmã do Zé Maria, um colega de colégio), por quem era apaixonado e que nem olhava para mim. E se eu a trouxesse ao Ibirapuera? Como resistir a um passeio desses? Onde estará Costinha, 56 anos depois?

Fui caminhando para a saída, à procura do ponto de ônibus e ouvindo os alto-falantes. Naquele momento, meu sonho era um só: trabalhar naquele sistema de som e poder viver em São Paulo, vir ao Ibirapuera todos os dias. A cidade me parecia uma festa. Nessa tarde decidi, tinha de morar aqui. Três anos depois, estava em São Paulo, trabalhava em jornal e estava apaixonado por uma estrelinha de cinema, Marlene França, tão bonita. Lembro-me que no Parque Shangai (desaparecido) comprei um balão vermelho para ela. Onde está Marlene hoje?

Comentário:

Bela crônica do Ignácio de Loyola tendo como pano de fundo a recente reinauguração da Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo [Rua da Consolação, 94. Telefone: 3256-5270].

Murilo Cunha

A biblioteca dos sonhos

Autora: Mariângela Guimarães.

Fonte: O Globo. Data: 24/1/2011.

URL: http://oglobo.globo.com/blogs/amsterda/posts/2011/01/24/a-biblioteca-dos-sonhos-358732.asp

Em tempos de Google, Kindle, iPad, muita gente tem deixado os livros de lado e as bibliotecas vão ficando ainda mais vazias. Mas em Amsterdã, as bibliotecas públicas (Openbare Bibliotheek Amsterdam, mais conhecidas pela sigla OBA) são um fenômeno de popularidade: atraem 4,1 milhões de visitantes por ano - quase metade deles só na biblioteca central (e vale lembrar que a cidade tem só 770 mil habitantes!). É a instituição cultural mais visitada da Holanda.
Desde que foi inaugurada, em julho de 2007, a OBA central vive cheia. Além do maravilhoso acervo de livros, também tem um andar inteiro só de CDs, DVDs e videogames, e uma seção infantil que é um verdadeiro conto de fadas para pais e crianças que gostam de literatura - quem chega ali, não quer mais sair. Aliás, há um clima meio mágico por toda a biblioteca graças a uma iluminação especial que faz com que os livros brilhem nas estantes como irresistíveis objetos de desejo. A OBA é a biblioteca dos sonhos!
E é claro que a arquitetura ajuda, e muito. O edifício - um projeto assinado pelo escritório de arquitetura Jo Coenen - tem imensas janelas que permitem a entrada de luz natural e vistas incríveis da cidade. A decoração é limpa sem ser minimalista, tem luz, tem cor, tem formas e bom design, com toques de ousadia, como os "workskulls" do Atelier Van Lieshout.
Aberta diariamente, das 10 da manhã às 10 da noite, a OBA fica próxima à Estação Central de Amsterdã e o acesso é fácil (embora as muitas construções na região deixem o caminho um pouco mais complicado do que deveria ser para pedestres e ciclistas).
Convidativa, a biblioteca central é um lugar para ir e ficar por algumas horas. Para emprestar obras do acervo, é preciso fazer carteirinha e pagar uma anuidade, mas mesmo quem só está de passagem por Amsterdã pode aproveitar a ótima seção de jornais e revistas, usar um dos quase 500 computadores disponíveis para o público, curtir a bela vista da cidade ou aproveitar o café e restaurante self-service La Place, que fica no último andar. Garanto que não vai se arrepender!
Nota do blog:
Sítio da biblioteca: http://www.oba.nl/
Uma biblioteca num prédio moderno, com horário flexível, acervo atualizado, com fácil acesso e bons produtos e serviços tem tudo para dar certo! Aí está um excelente exemplo, a biblioteca pública de Amsterdam. Parabéns para os habitantes daquela cidade.
Murilo Cunha

28 de jan. de 2011

Direitos autorais: mudança de rumo

Autor: João Bernardo Caldeira.
Fonte: Valor Econômico. Data: 28/01/2011.
A visão da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, sobre o tema do direito autoral suscita debates no próprio PT, comenta a coluna Avant Première. Após tirar do site do ministério a menção ao Creative Commons, que promove o licenciamento de conteúdo gratuito, houve questionamentos de José Dirceu e Paulo Teixeira, líder do partido na Câmara. O projeto de reformulação da Lei do Direito Autoral, encaminhado à Casa Civil pela gestão anterior, também retornará para análise, a pedido da ministra.

Ana de Hollanda critica Lei Rouanet e defende Procultura

Autor: Evandro Éboli.
Fonte: O Globo. Data: 27/1/2011.

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, classificou nesta quinta-feira o Programa Nacional de Fomento à Cultura (Procultura) de "nova Lei Rouanet". Segundo a ministra, a lei atual beneficia mais o produtor e o patrocinador do que o público. O projeto que cria o Procultura está em tramitação no Congresso.
- A Lei Rouanet trouxe grandes benefícios, mas alguns desvios aconteceram. E essa questão vai ser sanada. Ao menos, diminuída - disse a ministra. Em entrevista ao programa Bom Dia Ministro, produzido pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitido pela NBR TV.
O Procultura transforma o Fundo Nacional de Cultura (FNC) no mecanismo central de financiamento ao setor e cria novas formas de fomento a projetos.
Na entrevista, a ministra também ressaltou a importância do reconhecimento do direito autoral:
- Sou ligada ao mundo da cultura desde que nasci e conheço bem essas demandas, da sociedade e do meio cultural, dos criadores - afirmou.
Ao ser perguntada sobre as rádios não darem créditos dos autores das canções executadas, ela repetiu uma queixa histórica do irmão famoso, Chico Buarque, sobre reconhecimento de autoria de música.
- Não sei por quê. É uma questão cultural. A rádio anuncia apenas que ouvimos música com fulano de tal e até a música do fulano de tal (que canta, mas não compôs). Omitem o autor - disse a ministra, também apresentando exemplo: - Essa música é da Elis Regina, mas ela nunca compôs. Temos que brigar juntos. Isso não é direito autoral, é questão de reconhecimento, de dar os créditos que estão sendo omitidos. É questão de cultura. Temos que receber essa informação.

27 de jan. de 2011

Escola torna obrigatório uso de iPad pelos alunos

Fonte: Agência EFE. Data: 25/01/2011.

Uma escola privada do estado americano do Tennessee exigirá o uso de iPads pelos estudantes de 8 a 18 anos com o objetivo de substituir os livros didáticos pelos tablets eletrônicos, informa nesta terça-feira a imprensa local.
A Webb School of Knoxville oferecerá aos alunos com menos recursos opções de aluguel de iPads, que custam no mercado americano US$ 500, indica Jim Manikas, diretor de tecnologia da instituição.
Ele explica que a medida também representa uma questão de "saúde" para os alunos, que, com o uso de tablets, deixam de carregar muitos livros e evitam mochilas pesadas.
"Temos alunos que carregam quase 20 quilos de livros didáticos, enquanto um iPad pesa menos de um quilo", assinala Manikas em declarações à imprensa americana.
Os funcionários da escola afirmam que sites de redes sociais como Facebook e Twitter terão acesso bloqueado dentro da instituição.
Elli Shellist, professora de inglês da Webb School, se mostrou "entusiasmada" com a medida. "Há coisas que podemos fazer muito melhor com esses tablets eletrônicos do que em textos de papel", destaca.
A escola do Tennessee se soma assim a outras instituições educacionais como a Seton Hill University, no estado da Pensilvânia, e a Universidade de Notre Dame, em Indiana, que anunciaram cursos exclusivamente por meio de iPads.

Inglaterra: Governo quer fechar bibliotecas públicas

Fonte: The Independent. Data: 25/01/2011.
Autores: Nina Lakhani e Kunal Dutta.
A crise econômica que varre a Europa desde 2008 afeta também a cultura. O governo inglês estuda uma maneira de não mais subsidiar bibliotecas públicas e isso tem causado protestos e comoção em todo país.
A população inglesa escolheu o dia 5/2/2011, para protestar contra o fechamento das bibliotecas públicas.
Desde que a maldita crise se abateu sobre o mundo, todas as semanas vemos na TV protestos de trabalhadores e população contra os cortes nos gastos do governo, que afetam aposentados, funcionários públicos, estudantes e tudo mais que puder ser economizado para manter políticos e seus privilégios, em detrimento do contribuinte, por exemplo. Então, um país de tradição cultural secular anuncia que fechará bibliotecas. Isso é uma calamidade!
Bibliotecas públicas da Grã-Bretanha, durante gerações foram uma fonte de diversão e educação para milhões de crianças e adultos. Hoje são o foco de lutas políticas e ações judiciais. Os usuários se organizam para evitar o fechamento em massa.
São mais de 400 bibliotecas em toda Grã-Bretanha e os gastos, segundo os governantes são da ordem de £6,5 bilhões previstos para os próximos dois anos e este número poderá dobrar se metade dos conselhos administradores regionais que cuidam das bibliotecas enviarem seus projetos de solicitação de verba para ajudar as bibliotecas, segundo a reportagem.

Qwiki: uma enciclopédia que está crescendo

Fonte: Info Online. Data: 27/1/2011.
URL: http://info.abril.com.br/noticias/internet/enciclopedia-qwiki-abre-para-o-publico-27012011-0.shl
Diferente da Wikipedia, que exibe seus dados em forma de texto, o Qwiki
apresenta informações combinando vídeo, som e narrativa. Parte de suas
informações é importada do serviço criado por Jimmy Wales.

O objetivo do site, segundo comunicado, é "melhorar a forma como o mundo
consome informação, transformando-a em uma experiência essencialmente
humana". O serviço entra no ar com cerca de 3 milhões de termos
cadastrados, incluindo personalidades, lugares e itens.

A dinâmica interativa do serviço é interessante, por outro lado, as
informações carecem de maior profundidade. O usuário também pode
colaborar com a elaboração do conteúdo sugerindo novas fotos, vídeos e
apontando palavras mal pronunciadas para a correção.

Na semana passada, o Qwiki chamou a atenção ao receber um Qwiki abriu
ontem o acesso para o público geral. O site estava operando para
usuários convidados desde outubro.aporte de 8 milhões de dólares de um
grupo de investidores liderado pelo brasileiro e cofundador do Facebook,
Eduardo Saverin. O Qwiki também foi o vencedor do último concurso
TechCrunch Disrupt, promovido pelo blog especializado TechCrunch. Por
enquanto, todo o conteúdo está disponível apenas em inglês.

26 de jan. de 2011

Lisboa vai candidatar-se a Capital Mundial do Livro 2012

Fonte: O Público. Data: 18/01/2011.

Lisboa é capital de Portugal, já foi Capital Europeia da Cultura e, agora, concorre para ser a próxima Capital Mundial do Livro, em 2012. Até 31 de Março, a cidade de Lisboa irá apresentar a sua candidatura à UNESCO, tendo por base um programa de actividades associadas à promoção do livro e da leitura.

Antigos jornais ingleses digitalizados

Os ingleses disponibilizam as edições digitalizadas dos jornais "The Guardian", desde 1821, e do "The Observer", desde 1791. O URL: é: http://archive.guardian.co.uk/Default/Skins/DigitalArchive/Client.asp?Skin=DigitalArchive&enter=true&AW=1296066047475&AppName=2
O interessante é que se pode pesquisar o conteúdo e ler as reportagens originais. Busquei pela palavra-chave "Brazil" no período de 1791 a 2000 e, dentre os resultados, pude ler uma reportagem publicada em Janeiro de 1821 em que o Cônsul-geral da Rússia no Rio de Janeiro diz que os laços que unem Portugal e Brasil são indissolúveis. O URL utilizado foi: http://archive.guardian.co.uk/Default/Scripting/ArticleWin.asp?From=Search&Key=TOB/1821/01/07/2/Ar00203.xml&CollName=TOB_1791_1829&DOCID=43676&PageLabelPrint=2&Skin=DigitalArchive&enter=true&AW=1295902893024&AppName=2&sPublication=GUA&sPublication=TOB&sScopeID=DR&sSorting=IssueDateID%2casc&sQuery=brazil%20&rEntityType=&sSearchInAll=true&sDateFrom=%2530%2531%2f%2530%2531%2f%2531%2538%2532%2531&sDateTo=%2530%2531%2f%2533%2531%2f%2531%2538%2532%2532&ViewMode=HTML
O sítio permite algumas consultas de graça, depois passa a cobrar. Mas apagando o cookie no browser parece que mais artigos podem ser acessados
Murilo Cunha

Pai dos burros

Autor: Ancelmo Góis.
Fonte: O Globo. Data: 25/01/2011.
No dia 24, por volta de 17h, na Rua 1º de Março, no Centro do Rio, de repente... Paaaaffffftt!!! Um dicionário bem grosso despencou de uma janela do prédio número 23, meu Deus, bem em frente a uma mulher que passava. A moça, quase atingida, registrou queixa na secretaria do edifício.
Comentário:
Será que o dicionário era antigo, anterior à reforma ortográfica? Ou será que a pessoa ficou com raiva e resolveu lançar uma obra tão útil e “pesada” na janela de um prédio alto? Essas perguntas provavelmente ficarão sem respostas!
Murilo Cunha