11 de jun. de 2012

FBN: indefinição prejudica PNLL


Fonte: O Globo. Data: 02/06/2012.
Autora: Suzana Velasco
Quando formalizado em 2006, o Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) se tornou o chamariz do setor por institucionalizar um programa de acesso aos livros e à leitura no país. Há um ano e meio, porém, o programa não concretiza novas ações. Em abril de 2011, José Castilho, que era o secretário-executivo do PNLL desde 2006, entregou o cargo por discordar da centralização das políticas para a área iniciada pelo presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Galeno Amorim. Só no fim de dezembro foi nomeada nova secretária-executiva para o PNLL, Maria Antonieta Cunha, que deixou o cargo no mês seguinte para assumir a Diretoria do Livro, Leitura e Literatura. Até hoje não houve nova nomeação para o PNLL (que depende do MinC e do Ministério da Educação) mas, segundo a FBN, a escritora e professora Lucília Garcez já exerce a função.

Biblioteca recebe nome de Bibliotecária


COMUNICADO
Foi publicado, no dia 8 de junho, no Diário Oficial da União o Decreto nº 7.748, que trata de mudanças no Estatuto da Fundação Biblioteca Nacional. A BDB troca de nome e passa a se chamar BIBLIOTECA DEMONSTRATIVA MARIA DA CONCEIÇÃO MOREIRA SALLES.
O novo nome homenageia a ex-coordenadora falecida no início deste ano, em sete de janeiro. CONCEIÇÃO esteve à frente da instituição por mais de 28 anos tendo sido responsável por inúmeros projetos que sedimentaram o papel de destaque da BDB no cenário cultural da capital federal. Também muito importante foi sua contribuição para uma nova perspectiva do que uma biblioteca pública pode e deve oferecer à comunidade em geral.

Anna Paula Ayres SEABRA
Promoção e Divulgação Cultural
Biblioteca Demonstrativa de Brasília
(61)3244-3015

Revista da Biblioteca Nacional vai para sebo


Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 02/06/2012.
Autor: Fabio Victor.
A Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin), responsável pela publicação da Revista de História da instituição, vendeu a um sebo do centro do Rio 100 mil exemplares de números encalhados da mesma. As edições, de 2011 para trás, estão sendo comercializadas por R$ 2 cada na livraria Letra Viva. Foi a maior venda de encalhe da revista, que é subsidiada com dinheiro público e tem apoio do Ministério da Cultura e patrocínios via Lei Rouanet. Indagada por que o encalhe de uma publicação com tamanho potencial educativo não foi doado a escolas e instituições, a Sabin disse que costuma fazer doações, mas que a revista precisa de receitas alternativas para se manter. "Somos uma revista comercial como qualquer outra, precisamos sobreviver", disse a gerente administrativa da entidade, Juliana Calafange. "Por incrível que pareça às vezes as instituições não querem ou não podem receber. Você poderia até nos ajudar, informando aos interessados que nos procurem."

7 de jun. de 2012

Os poderes da Biblioteca Nacional

Fonte: O Globo. Data: 2/06/2012.
Autores: André Miranda, Guilherme Freitas e Suzana Velasco
No fim de abril, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, anunciou oficialmente que a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), presidida por Galeno Amorim, centralizará todas as políticas relacionadas a livros e leitura no país. Semanas antes e após o anúncio, três vazamentos de água causados por uma falha no sistema de refrigeração atingiram mais de dois mil periódicos e manuscritos da sede da Biblioteca Nacional, no Centro, e do anexo, na Praça Mauá. O estado da coleção e do edifício bicentenário contrasta com o anúncio da acumulação de atribuições da FBN. Em entrevista na sede da Biblioteca, com o ar condicionado desligado para evitar novos vazamentos, Amorim sustenta que o setor de livro e leitura ganha força ao ter suas políticas concentradas numa só instituição.

Tesouro Bibliográfico – Blog sobre obras raras

A bibliotecária Márcia C. Rodrigues é a editora de um interessante blog intitulado “Tesouro Bibliográfico“ que aborda os mais variados aspectos das obras raras.
Vale a pena dar uma passada por lá; o URL: http://tesourobibliografico.wordpress.com/

Diretório de Livros de Acesso Livre

Fonte: OAPEN UK.
URL: http://oapen-uk.jiscebooks.org/2012/02/29/oapen-launches-directory-of-open-access-books/
Foi lançado no Reino Unido o “Directory of Open Access Books (DOAB) [Diretório de Livros de Acesso Livre, DOAB]. Ele é um índice que provê dados sobre as monografias que receberam avaliação editorial e cujos volumes foram editados sob um modelo de negócios do Acesso Livre, com links para os textos completos das publicações no sitio da editora ou repositório. A versão beta conterá publicações de um numero selecionado de editoras universitárias e está disponível para o publico nos próximos meses.

Novo número: “Datagramazero” de junho de 2012

O DataGramaZero de JUNHO 2012 traz os seguintes artigos:
1 - A mão invisível que controla o sujeito contemporâneo. Patrícia Fernanda Dorow e Maurílio Tiago Brüning Schmitt e Gertrudes Aparecida Dandolini. Resumo: Esse trabalho traz algumas considerações acerca das análises dos discursos segundo o pensamento de Foucault e Deleuze.
2 - Procedimento para Avaliação Global do Desempenho Organizacional. Maria Cristina Fogliatti de Sinay e Laura Sinay e Isolina Cruz. Resumo: O objetivo do presente trabalho é apresentar um procedimento para avaliar o desempenho global de uma organização qualquer segundo a ótica dos diversos agentes envolvidos.
3 - Interatividade e Usabilidade nas Bibliotecas Digitais no Processo Ensino-Aprendizagem. Izabel França de Lima e Renato Rocha Souza e Guilherme Ataíde Dias. Resumo: Este estudo de revisão de literatura sobre interatividade e usabilidade nas bibliotecas digitais objetiva apresentá-las como ferramentas que podem auxiliar na construção do conhecimento numa concepção de educação mediada pelas TICs.
4 - Algumas contribuições da perspectiva filosófico-semiótica de Peirce para a análise de assunto. Franciele Marques Redigolo e Carlos Cândido de Almeida. Resumo: Objetivou-se, com este trabalho, apresentar uma reflexão teórica acerca da análise de assunto resgatando, para tanto, uma abordagem da Filosofia e da Semiótica de Peirce.
5 - Compromissos Ontológicos e Pragmáticos em Ontologias Informacionais:Convergências e Divergências. Marcello Peixoto Bax e Eduardo de Mattos Pinto Coelho. Resumo: Este artigo parte da noção do compromisso ontológico, tal como proposta por Quine, para discutir alguns aspectos controversos dos pressupostos teóricos utilizados na construção de ontologias informacionais.
6 - A memória e o conceito de bit quântico. Álvaro Caetano Pimentel Sobrinho. Resumo: A proposta, do artigo, é apresentar uma análise sobre a preservação da memória com a utilização dos dispositivos tecnológicos e com a introdução do conceito do bit quântico.
Outros conteúdos:
Ainda, no DZG de JUNHO 2012 temos a recensão de Secreto, lenguaje y memoria en la sociedad de la informacion por Rafael Capurro e Raquel Capurro. Em Colunas Aldo de albuquerque Barreto A leitura e a escrita: na terra e no mundo dos textos infinitos.
O DataGramaZero de JUNHO 2012 está disponível em:

Novo número do: “PontodeAcesso”

Acaba de ser publicado o n. 1 do v. 6 do Ponto de Acesso, a revista eletrônica do Instituto de Ciência da Informação, da Universidade Federal da Bahia.
Sumário:
Editorial
Em pauta a informação, imagens e arquivos. Alzira Gondim Tude de Sá.
Artigos
Os textos completos dos artigos estão disponíveis no URL:
www.pontodeacesso.ici.ufba.br

1 de jun. de 2012

Evento: Políticas de informação

Todas as áreas da saúde – como atenção, vigilância, ensino, pesquisa, desenvolvimento tecnológico, complexo produtivo e controle social – requerem volume crescente de informações, cujo gerenciamento é fundamental para fortalecer o setor. Atenta ao caráter estratégico do tema, a Fiocruz, por meio da Vice-Presidência de Ensino, Informação e Comunicação (VPEIC), promove o seminário Políticas de Informação: avanços e desafios rumo à gestão do conhecimento. O evento ocorre no dia 4 de junho (segunda-feira), das 9h às 17h, no auditório do Museu da Vida.
A programação do seminário se divide em três painéis. O primeiro abordará os marcos legais da informação no âmbito da administração pública, como a política de acesso livre, a Política Nacional de Informação e Informática em Saúde (PNIIS) e a Lei de Acesso à Informação. O objetivo é discutir como essas políticas podem contribuir para promover o acesso ao conhecimento e à capacitação, planejar as ações de saúde segundo as necessidades e demandas locais, e qualificar as atividades de controle, avaliação, regulação e auditoria, entre outros usos.
O segundo painel analisará como se implanta na administração pública a gestão do conhecimento (GC), entendida como um conjunto de ferramentas para mobilizar informações e utilizá-las de forma a melhorar o desempenho da instituição. Um livro recém-lançado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) trata do assunto e seu autor, Fábio Ferreira Batista, é um dos muitos especialistas com presença confirmada no seminário. A publicação descreve um modelo pioneiro que serve a todas as organizações públicas e as orienta para implantar a GC “de tal forma a assegurar o alcance dos objetivos estratégicos e a melhoria de processos, produtos e serviços em benefício do cidadão-usuário e da sociedade em geral”.
Ainda no segundo painel será apresentado o XIII Enancib (Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação), que ocorre de 28 a 31 de outubro, sob organização do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz). Por fim, o terceiro painel será dedicado ao SciELO Livros, cujo desenvolvimento é liderado pelas editoras da Fiocruz, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Em sua primeira etapa, o Portal SciELO Livros já disponibiliza em acesso aberto mais de 200 títulos das três editoras. As obras publicadas são selecionadas segundo controles de qualidade aplicados por um comitê científico. Os textos digitais são formatados de acordo com padrões internacionais que permitem o controle de acesso e de citações. São legíveis em telas de computador e também nos leitores de ebooks, tablets e smartphones. Além do SciELO Livros, as obras serão acessíveis por meio dos buscadores da web e serão publicadas por portais e serviços de referência internacional.

O seminário é dirigido, especialmente, a estudantes, professores, pesquisadores e gestores das áreas de informação, comunicação e saúde, bem como a todos os interessados no tema. A participação é gratuita e não é necessário fazer inscrição. 
Serviço:
Seminário Políticas de Informação: avanços e desafios rumo à gestão do conhecimento
Data: 4 de junho de 2012
Horário: das 9h às 17h
Local: auditório do Museu da Vida | campus sede da Fiocruz (Avenida Brasil 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro/RJ)

Novo número: Informação & Informação


O v. 16, n. 3, de 2011 da revista Informação & Informação está disponível em http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao.
Sumário:
Editorial
Maria Inês Tomaél
Artigos
  • Indicadores Científicos e as Universidades Brasileiras. p. 1-18. Adilson Luiz Pinto, Márcio Matias.
  • A Elite Acadêmica da Sociologia no Brasil e sua Produção Científica. p. 19-39. Anderson Café, Kátia Carvalho, Vinicios Menezes, Nanci Oddone.
  • Indexação Social e Pensamento Dialógico: reflexões teóricas. p. 40-59. Roger De Miranda Guedes, Maria Aparecida Moura, Eduardo José Wense Dias.
  • Tecnologias Semânticas: Novas Perspectivas para a Representação de Recursos Informacionais. p. 60-75. Rogério Aparecido Sá Ramalho, Marcos Teruo Ouchi.
  • Ação de Mediação para Inclusão Social de Comunidades. p. 76-95. Maria Giovanna Guedes Farias, Isa Maria Freire.
  • A Qualidade da Informação na Web: uma abordagem semiótica. p. 96-117. Juliana de Assis, Maria Aparecida Moura.
  • Desafio aos Gestores de Unidades de Informação para Implementar o
    Intraempreendedorismo e o Empowerment. p. 118-141. Antonio Costa Gomes Filho, Astrid Honesko, Vera Lucia Braga da Silva, Roberta Moraes de Bem.
  • Mediação da Informação em Websites de Bibliotecas Universitárias
    Brasileiras: Referencial Teórico. p. 142-165. Valéria Aparecida Moreira Novelli, Wanda Aparecida Machado Hoffmann, Luciana de Souza Gracioso.
  • Formação e Competências do Bacharel em Biblioteconomia da UDESC:
    Análise Seguindo a Classificação Brasileira de Ocupações. p. 166-190. Elaine de Oliveira Lucas, Aline Andrade Ouriques.
Teses e Dissertações
  • Resumos: Dissertações. p. 191-213. Brígida Maria Nogueira Cervantes.
Resenhas de livros/mídia
  • Comunicação Científica. p. 214-216. Geraldina Porto Witter.

Coleção Nelson Werneck Sodré será digitalizada

 Fonte: Boletim da Biblioteca Nacional, n. 238. Data: 28/05/2012.
Pela primeira vez desde que foi criada, a BN Digital vai poder expor um acervo com direito autoral ainda em vigência. Trata-se da Coleção Nelson Werneck Sodré, formada por extenso conjunto documental reunido em vida por ele. A autorização, que permite a divulgação de toda a obra do intelectual, foi assinada por Olga Sodré, filha do acadêmico. Cartas, fotos, livros e outros itens estarão acessíveis ao público em "Legado", uma área recém criada pela Biblioteca Nacional. Além disso, um texto sobre sua vida e obra inaugura o espaço “Pensamento Brasileiro”, na Rede da Memória Virtual Brasileira.

Brasileiros preferem publicar em revista tradicional às de livre acesso


Fonte: Jornal da Ciência e-mail, n. 4506. Data: 28/05/2012.
Uma iniciativa de cientistas do mundo todo está propondo uma revolução no mundo acadêmico. Chamada de Primavera da Academia, a campanha incentiva o boicote às editoras de periódicos científicos, que impõem aos interessados em seu conteúdo assinaturas que chegam a US$ 40 mil.
O movimento ganhou força com o apoio de universidades como Harvard, que publicou um comunicado, no dia 17 de abril, incentivando seus pesquisadores a disponibilizarem seus artigos gratuitamente em seu site. Contudo, hoje, apesar das cobranças, os cientistas brasileiros ainda priorizam as publicações tradicionais, publicando poucos artigos em revistas de livre acesso.
Os pesquisadores justificam a preferência. "É importante publicarmos em revistas tradicionais, pois elas têm uma notoriedade maior, e a Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] está muito preocupada com o índice de impacto das publicações. Se o pesquisador não publica artigos em revistas com alto índice, ele não é considerado prestigiado na classificação do órgão, o que prejudica os alunos e o curso dele, pois cursos com classificação abaixo de 4 na avaliação fecham. Se eu tiver cinco artigos publicados na Nature, eu tenho portas abertas no mundo inteiro, o que não ocorre se publicar cinco trabalhos em revistas de livre acesso", explica o professor de bioquímica da Unicamp Anibal Vercesi.
O professor de física da USP-São Carlos Vanderlei Bagnato concorda: "Você tem que se preocupar em publicar em periódicos sérios e reconhecidos, porque, para nós, a credibilidade do trabalho vem com a publicação nessas revistas". Por outro lado, ele também destaca a importância da publicação de artigos nas revistas de livre acesso. "Todo mundo quer ler trabalhos relevantes. Por isso, as pessoas procuram acessar publicações de boa reputação, e pelas quais não precisam pagar. Por isso, o ideal seria a gente unir essas duas características em revistas de acesso livre, que também são mais vantajosas para quem publica nelas, já que podem ser lidas por mais pessoas", diz
Para o professor emérito da Universidade de Brasília (UnB) e coordenador do Grupo de Educação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência(SBPC), Isaac Roitman, o quadro brasileiro da publicação de artigos científicos deve ser analisado historicamente. "Há 30, 40 anos, era muito mais difícil para o pesquisador do Brasil publicar os seus trabalhos em periódicos científicos, e poucas publicações brasileiras preenchiam os requisitos de qualidade exigidos. Além disso, o acesso às revistas estrangeiras era muito mais difícil e lento", analisa. Contudo, especialmente nos últimos 10 anos, a popularização da internet permitiu o maior acesso a publicações do mundo todo, que passaram a ter versões online.
Portal facilita acesso - Para acadêmicos e pesquisadores brasileiros, esse acesso é facilitado pelo portal de periódicos da Capes, que disponibilizou, em 2011, o acesso a 31 mil revistas científicas para 326 instituições de ensino do País, a um custo de R$ 133 milhões. Alguns dos conteúdos do portal da Capes, criado em 2000, são acessíveis todos, como dissertações produzidas em programas de pós-graduação e periódicos publicados no País. Outros conteúdos são liberados apenas para bibliotecas, alunos e pesquisadores vinculados a universidades públicas e privadas que atendam a pré-requisitos exigidos pela instituição, como oferecer programas de pós-graduação que tenham uma nota mínima na avaliação da Capes.
Se o valor gasto para a assinatura dos periódicos parece alto, Roitman diz que a quantia é pequena se comparada ao que representa. "O portal da Capes é um grande salto: é como se fosse uma grande biblioteca, acessível a diversas universidades brasileiras. Poucos países têm algo de tamanha magnitude, com tantos conteúdos de qualidade disponíveis. Pode parecer caro, mas considerando o valor que cada um de nós pagaria para assinar as versões impressas dos periódicos, é muito mais barato. Além disso, sem o portal, muitas pessoas não teriam acesso a esses conteúdos", destaca.
Mesmo com a existência do portal, o acesso a publicações científicas de renome no mundo ainda é inviável para grande parte dos leitores de fora do mundo acadêmico - que, diferentemente de muitos cientistas brasileiros, não recebem verbas para assinatura de periódicos nacionais e estrangeiros. O auxílio aos pesquisadores é fornecido pelas agências de fomento nacionais, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e estaduais, como as fundações de amparo à pesquisa, entre elas a Faperj e a Fapesp.
Publicações de livre acesso - Mas publicar em uma revista de livre acesso não significa se livrar de qualquer tipo de cobrança. "Algumas cobram dos pesquisadores para publicarem seus artigos. Outras não, pois são mantidas por apoio governamental, por exemplo. De qualquer forma, sempre existe o custo de manter essas revistas, mesmo elas sendo virtuais, pois têm demandas, como o corpo editorial. Alguém tem que pagar", esclarece Bagnato.
Para Vercesi, a popularização dos periódicos livres no País durante os próximos anos depende de como forem administrados. "Mais importante do que cobrar ou não dos pesquisadores para a publicação de artigos é que o leitor tenha livre acesso. Seria maravilhoso que a ciência estivesse ao alcance de todos através desses periódicos, mas qual vai ser a política para se chegar a isso? Uma opção pode ser que as próprias fundações de amparo à pesquisa se associem para pagar o custo dessas publicações", aponta.
Bagnato considera incerto o crescimento dos periódicos de livre acesso no Brasil, e que também depende do impacto de campanhas como a Primavera da Academia. "O aumento do número de revistas de acesso livre no Brasil tem sido pequeno, e é muito difícil prever o que vai ocorrer. Todo mundo gostaria de ter seus trabalhos publicados em publicações de livre acesso, mas isso não ocorre se elas não tiverem o impacto necessário. O futuro delas depende muito do que acontecer a seguir, se eventos como o apoio dado por Harvard refletirem mundialmente", ressalta.

31 de mai. de 2012

Como transformar o Brasil em um país de leitores

 Fonte: Jornal da Manhã. Data: 27/05/2012.
Autora: Iana Chan
URL: http://www.jmnews.com.br/noticias/mix/12,21446,27,05,como-transformar-o-brasil-em-um-pais-de-leitores.shtml

Não é por que o livro é caro, nem por que faltam bibliotecas: os brasileiros que não leem alegam desinteresse e falta de tempo.

Não é por que o livro é caro, nem por que faltam bibliotecas: os brasileiros que não leem alegam desinteresse e falta de tempo. Essa é uma das conclusões do seminário "Por um país de leitores: mobiliza, Brasil". Realizado em abril no SESC Vila Mariana pela Fundação Itaú Social em parceria com o Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária), o seminário deixou claro que a formação de leitores é o grande obstáculo que nos separa de uma nação leitora.
Apesar de acreditar-se que a leitura é um hábito importante para a formação do indivíduo, são poucos os brasileiros que efetivamente leem. O diretor regional do SESCSP, Danilo Miranda, resumiu o desafio: "para incentivar a leitura, é preciso que livros sejam incorporados aos nossos interesses, é preciso incentivar não só crianças e jovens, mas também adultos para que leiam".
O problema do acesso ao livro foi praticamente superado com o esforço do poder público em instalar bibliotecas. De acordo com o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), 99% das cidades possuem ao menos uma biblioteca.
Dados da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", também apresentada no evento, mostram que apesar de 67% dos entrevistados saberem da existência de uma biblioteca pública em sua cidade, apenas 24% deles dizem frequentá-las e só 12% usam seu espaço para ler. "Se temos a ideia de que a biblioteca é um lugar chato, também pensaremos que o livro é chato", refletiu Jéferson Assunção, secretário adjunto da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul.
Na complexa tarefa de conquistar adeptos ao hábito da leitura, diversas necessidades apareceram na discussão.
Os resultados da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil" mostraram que o professor ultrapassou a figura da mãe como ator que mais influencia os leitores a lerem. Os pais estão em terceiro lugar. Além disso, 93% leem em casa, por isso, o bom exemplo dos pais diante dos filhos é importante. A relação afetiva e de exemplo também é muito importante. A pesquisa também confirmou o que já sabíamos: quem viu mais a mãe lendo lê mais. Quem ganhou livros quando criança lê mais.
Nota:
O texto integral da terceira edição da “Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil – 2011” (12,63 MB, PDF) pode ser vista no URL:

O futuro das bibliotecas


A entrevista, com o historiador Robert Darnton, foi publicada hoje pela Folha de S.Paulo. Entre outras coisas, o que não está no título, ele fala do futuro das bibliotecas com a digitalização.
O texto completo está no URL:http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1096772-o-eurocentrismo-morreu-diz-historiador-robert-darnton.shtml

Bibliotecas devem ter livros eróticos?


Fonte: Época. Data: 29/05/2012.

Autora: Margarida Telles

URL: http://colunas.revistaepoca.globo.com/mulher7por7/2012/05/29/bibliotecas-devem-ter-livros-eroticos/

Você já ouviu falar de “Fifty Shades of Grey”, o primeiro livro da trilogia escrita por E.L. James? Graças ao seu teor “caliente”, ele ganhou o apelido de “Crepúsculo para adultos”. A história do envolvimento de uma estudante com um empresário adepto do sadomasoquismo conquistou mulheres de todas as idades e fez a obra liderar a lista de livros digitais mais vendidos. Mas a maior polêmica sobre “Fifty Shades of Grey” foi a sua expulsão do catálogo de algumas bibliotecas.
m Brevard County , na Flórida, as bibliotecas públicas decidiram retirar os exemplares do livro de circulação. Os responsáveis afirmaram que não aceitavam pornografia em suas prateleiras. Quando questionados sobre terem obras como o “Kama Sutra” e “Trópico de Câncer”, justificaram que estes são “clássicos”.
A proibição gerou protestos, tanto dos fãs do livro como dos defensores da liberdade de expressão. Uma petição pública pedia a volta do livro, alegando que banir obras é inconstitucional, independente de seu conteúdo. “Não há espaço nas prateleiras das bibliotecas para a censura”, disse a Fundação Americana pela defesa das liberdades civis. Ontem, as manifestações surtiram efeito. As autoridades de Brevard County voltaram atrás, e decidiram colocar novamente “Fifty Shades of Grey” em seu catálogo.
Ainda não li o best seller, embora tenha bastante curiosidade. Dizem que o livro é ruim, em termos de escrita. Linguagem pobre, chavões, o pacote completo. Mas quando ele for editado no Brasil, espero que vá para as nossas bibliotecas. Me lembro do dia em que aluguei o “Trópico de Câncer”, de Henry Miller, na biblioteca da minha antiga faculdade – uma instituição católica.  Não gostei do livro, mas adorei ter constatado isso por conta própria, ao explorar as suas páginas.
Na minha opinião, censura é algo extremamente perigoso. Remete à ditadura, massificação, falta de autonomia civil e prepotência por parte do censurador. O livro é uma porcaria? Então deixe as pessoas decidirem. Como leitores, temos o direito de escolher se queremos ou não ler coisas ruins. Li a saga Crepúsculo inteirinha, achei péssimo em termos de literatura e mesmo assim adorei. Não vejo a hora de fazer o mesmo com “Fifty Shades of Grey”.

25 de mai. de 2012

Giron versus biblioteca pública


Abaixo consta um artigo sobre o atendimento feito a um leitor numa biblioteca pública na cidade do Rio de Janeiro. Ele foi escrito pelo jornalista Luis Antonio Giron e publicado na revista Época, de 15 de maio de 2012. Esse texto causou enorme celeuma nos últimos dias; o próprio Conselho Federal de Biblioteconomia acaba de distribuir uma nota abordando esse imboglio. Os dois textos foram incluídos nesta mensagem.

Murilo Cunha

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Dê adeus às bibliotecas

Autor: Luis Antonio Giron. Data: 15/05/2012.

Fonte: Revista Época.

URL: http://revistaepoca.globo.com/cultura/luis-antonio-giron/noticia/2012/05/de-adeus-bibliotecas.html


 Luís Antônio Giron Editor da seção Mente Aberta de ÉPOCA, escreve sobre os principais fatos do universo da literatura, do cinema e da TV (Foto: ÉPOCA)

Nostalgia é o oitavo pecado capital destes tempos. Você pode ser retrô e reciclar informações do passado com o glamour e a retina exata do presente. Ser nostálgico e sentir saudade é pecar. Por que sentir falta de um passado que era mais atrasado, mais ridículo e mais sujo do que o presente? Como sei que o presente é o futuro passado e que os brilhos atuais vão parecer foscos aos olhos judiciosos do amanhã, continuo a gostar da nostalgia. Recaio sempre nela, e sinto o olhar reprovador de quem está por perto e nota a infração. Para horror de minha mulher, guardo uma edição da Encyclopedia Britannica, edição de 1962. Pior, vivo consultando seus verbetes absoluta e encantadoramente desatualizados. Agora que a Britannica deixou de ser publicada em papel e migrou inteirinha para a internet, só me resta o prazer táctil de folhear a minha velha prensagem da obra. Não posso evitar ser um ser pré-internético, pré-google, pré-instagram e o diabo a quatro.
Em um desses meus acessos incuráveis de nostalgia, cometi o crime de visitar a biblioteca pública do meu bairro. Cheguei de mansinho, talvez pensando em reencontrar nas prateleiras os livros que mais me influenciaram e emocionaram. Topei com prateleiras de metal com volumes empoeirados à espera de um leitor que nunca mais apareceu. O lugar estava oco. A bibliotecária me atendeu com aquela suave descortesia típica dessa categoria profissional, como se o visitante fosse um intruso a ser tolerado, mas não absolvido. Eu sei que as bibliotecárias, entre suas muitas funções hoje em dia, sentem-se na obrigação de ocultar os volumes mais raros de suas respectivas bibliotecas. Bibliotecas mais escondem do que mostram. Há depósitos ou estantes secretas vedadas aos visitantes. São as melhores – e, graças às bibliotecárias, você jamais chegará a elas. 
Na recepção daquela pequenina biblioteca municipal, eu me senti uma assombração do passado a importunar a ordem do agora. 
 “Procuro uma coletânea de contos fantásticos de Aluísio Azevedo”, disse à senhora. “O senhor trouxe a referência?” Não. “Por que não consultou o catálogo pela internet?” Sei lá por quê, eu só queria parar por aqui e ler uns livros difíceis de encontrar e talvez levar emprestados... “Os empréstimos são limitados a quatro volumes e a devolução acontece em 15 dias”, ela metralhou, com os olhos pregados no monitor velho e encardido do computador. Por fim, depois de dar um pequeno passeio pelo interior da biblioteca, voltou para informar que não tinha o livro que eu buscava. Virei as costas, imaginando o alívio da funcionária em me ver ir embora. Agora ela podia regressar a sua preguiçosa solidão.
Em tempos idos, eu encontrava nas bibliotecas públicas um abrigo para meditar, planejar e fugir do mundo. Passeava pelas estantes como quem viajasse por outros planetas, tempos e realidades, memórias, histórias, uma lição de vida aqui, uma descoberta da crueldade humana ali, fantasias inúteis acolá. Devo às bibliotecas a minha formação. Fiz mestrado e doutorado passando tardes enfurnado na Mário de Andrade, no Arquivo do Estado e na Biblioteca Nacional. E sempre frequentei bibliotecas de bairro. Anos atrás, elas costumavam ser lotadas de leitores ávidos. Os usuários se interessavam por cultura, e não apenas como uma ferramenta para subir na vida e destruir os concorrentes. Havia oficinas e debates. Os livros de poesia e os romances não paravam nas prateleiras. Agora os ácaros, os carunchos e toda sorte de inseto venceram os leitores. Para não falar da umidade – que, recentemente, quase acabou com os periódicos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
Saí da minha biblioteca do bairro e me dirigi a uma lan house próxima, repleta de meninos e adultos, absortos em pesquisar, mandar emails e jogar. Pela internet, encontrei O touro negro, de Aluísio Azevedo, disponível em arquivo digital no site do domíniopublico.br. Agora tudo quanto é livro pode ser encontrado em sites abertos, como archive.org, openlibrary.org e gutenberg.org. E pensei: perto de uma lan house imunda como aquela, as poeirentas bibliotecas públicas lembram santuários abandonados. Não espanta que as prefeituras de quase todas as cidades do Brasil queiram fechá-las. Daqui a pouco a venerável Biblioteca Nacional vai migrar inteira para o mundo on line, e proibir a entrada de leitores de livros em papel, os antigos livros reais. Será vetado o ingresso no recinto de leitores em carne e osso, gente atrasada que vive em busca de livros de papel. Tudo estará apenas “disponibilizado” (que verbo ridículo) pelas bases de dados via internet. 
Sou obrigado a dar razão a esses baluartes do conhecimento que são os prefeitos de todas as cidades do Brasil. As bibliotecas não servem mais para nada nem a ninguém. Nem mesmo a mim, que sempre as amei. Ainda assim, toda vez que passo diante do prédio da biblioteca do meu bairro com a intenção de dizer adeus, não consigo.

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Nota do Conselho Federal de Biblioteconomia ao artigo "Dê adeus às bibliotecas"

Fonte: Revista Época. Data: 24/05/2012.

URL: http://revistaepoca.globo.com/cultura/luis-antonio-giron/noticia/2012/05/resposta-do-conselho-federal-de-biblioteconomia-ao-artigo-de-adeus-bibliotecas.html

NÊMORA A. RODRIGUES, BIBLIOTECÁRIA, PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE BIBLIOTECONOMIA
O artigo do jornalista Luís Antônio Giron, publicado no site de ÉPOCA, sob o título “Dê adeus às bibliotecas”, retrata uma experiência vivenciada no âmbito da biblioteca pública de seu bairro e, a partir disso, generaliza e atinge negativamente a atuação dos bibliotecários no exercício de sua atividade. Cabe destacar, entretanto, que o Primeiro Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, proposto pelo Ministério da Cultura e executado pela Fundação Getúlio Vargas, apontou que no âmbito das 4.905 Bibliotecas Públicas pesquisadas há somente 75 bibliotecários atuando. Conclui-se, então, que a maioria dos usuários são atendidos por pessoal não habilitado e não por bibliotecários devidamente graduados. A responsabilidade da gestão dessas bibliotecas é do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, vinculado à Fundação Biblioteca Nacional (FBN).
E o Sistema CFB/CRB, ciente dessa realidade, enfatiza permanentemente a necessidade do investimento em pessoal qualificado para suprir tais lacunas, ante a premissa de que apenas acervos, espaço físico e equipamentos não atendem às necessidades de cidadãos brasileiros que merecem ter sua cidadania assegurada por meio de bons serviços públicos em todas as áreas. Ante o exposto, lamenta-se que o jornalista tenha atingido um profissional imprescindível para trabalhar com a informação e, dessa forma, contribuir para o desenvolvimento do país nos mais diversos segmentos sociais em que o bibliotecário atua. Afinal, toda a generalização corre o risco de afundar no abismo do descrédito e da intolerância. Assim como se espera que o jornalismo seja exercido baseado no compromisso com a verdade dos fatos, independente do ponto de vista pessoal e pontual, mas a partir da análise do todo o conjunto que compõe o cenário.

23 de mai. de 2012

Digital Object Identifier (DOI) agora é norma da ISO


Data: 10/05/2012.
O Digital Object Identifier (DOI) é aprovado como norma internacional pela ISO. O DOI (ISO 26324:2012) provê um sistema de atribuição de um código de identificação internacional de objetos para uso em redes digitais. Ele deverá trazer enormes benefícios para os editores, gestores de informação, bibliotecas, arquivos e órgãos ligados ao patrimônio cultural.
Maiores detalhes nos URLs:

Brasiliana abrigará coleção do Estado

 Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 21/05/2012.

Autor: Edison Veiga.

Em 1996, um acordo firmado entre o jornal O Estado de S. Paulo e o Museu Paulista – mais conhecido como Museu do Ipiranga – tornava pública uma coleção riquíssima: um exemplar de cada uma das edições publicadas pelo veículo, desde a número 1, de 1875, quando o jornal ainda se chamava A Província de São Paulo.
Após 16 anos servindo a pesquisadores que recorriam à instituição, a coleção se mudará em breve para a nova sede na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na Cidade Universitária. A mudança acontece no momento em que todo o conteúdo do jornal estará disponível na internet. A partir de quarta-feira (23/5), todas as edições publicadas nesses 137 anos estarão no portal Estadão.com.br.
“Os exemplares originais sempre eram acompanhados dos microfilmes para consulta”, comenta a historiadora Solange Ferraz de Lima, vice-diretora do museu. Ela acompanhou pessoalmente todas as etapas envolvendo o acervo.
Além dos exemplares de circulação diária, o museu recebeu também as séries completas do Supplemento em Rotogravura, dedicado a temas específicos da vida social, política e econômica brasileira, publicados entre 1928 e 1942. “No Museu Paulista, essas coleções dialogavam com os demais segmentos de nosso acervo, que incluem fotografias, objetos relacionados ao cotidiano e ao espaço doméstico, à vida pública, ao trabalho, atravessando temas variados, como a Revolução de 32, a vida de Santos Dumont, a evolução urbana da capital paulista”, acrescenta.
“Ambas as coleções são fontes de grande importância para a pesquisa histórica. Os jornais são fontes privilegiadas para o ofício do historiador. Especialmente no caso das linhas de pesquisa desenvolvidas no Museu Paulista, um museu universitário de história especializado no campo da cultura material”, diz.
O público pesquisador do museu é formado, em grande parte, por profissionais da área acadêmica. Aspectos da sociedade paulista e paulistana alimentaram muitas pesquisas de mestrandos, doutorandos e alunos de graduação sobre o cotidiano da cidade, a história política do Brasil no Império e na República.
Pesquisadores independentes também fizeram uso desse acervo, com consultas para caracterização de épocas para produção de filmes, e também para livros didáticos.
Estrutura
Entretanto, uma coleção desse porte também trouxe consigo alguns problemas. O Museu Paulista funciona em um edifício centenário, cuja construção foi concluída em 1890, e que não foi projetado para ser museu – as reservas técnicas ficam em áreas adaptadas.
“As condições do edifício, com pé direito muito alto, não permitem a criação de áreas inteiramente climatizadas”, comenta a vice-diretora. “Como não podemos sobrecarregar os pavimentos superiores, essas coleções necessitavam ficar no subsolo do museu.”
Mas os acervos da instituição continuaram crescendo, e muito. “Começamos a ter, e ainda temos sérios problemas para a acomodação do acervo. Existem projetos em curso nesse sentido, desde a adaptação do subsolo até um bloco técnico exclusivo para as reservas.”
Por causa disso, as coleções de jornais foram transferidas inicialmente para uma casa no Parque Cientec, espaço da USP na zona sul da capital, e, posteriormente, para outra casa alugada perto do museu. “Mas em nenhuma delas havia condições necessárias para abrigar um acervo de tal importância. Por essa razão, e com muito pesar, decidimos que para o bem da conservação desse acervo teríamos que abrir mão da tarefa de abrigá-lo.”
A melhor solução era que essas coleções continuassem na USP, senão no edifício do Museu Paulista, em outro espaço, mais adequado.
“É com prazer que vimos isso acontecer. As coleções que abrigamos por tanto tempo e com muito esforço continuarão na universidade, alimentando a produção de conhecimento, e em melhores condições, em um edifício especialmente construído para abrigar esses acervos.”
Higienização
Guardados provisoriamente num depósito climatizado até a transferência para a Brasiliana, os jornais foram higienizados página a página. “Conservação de jornais não é uma tarefa fácil”, explica a professora. “O papel ácido e as encadernações de couro ou material sintético resultam em um terreno propício para a proliferação de fungos.”
A logística era quase um ritual: os volumes ficavam na quarentena, dali saíam para limpeza com aspirador e trincha, remoção de dejetos e higienização interna folha por folha, com escova e aeração (folhear delicadamente o volume). Depois eram armazenados, enquanto outro lote ficava na quarentena.

Biblioteca de Afogados em ação itinerante para incentivar a leitura


Fonte: NE10. Data: 22/05/2012.
URL: http://ne10.uol.com.br/canal/educacao/noticia/2012/05/22/biblioteca-de-afogados-em-acao-itinerante-para-incentivar-a-leitura-344011.php
O projeto-piloto “BPA na Rua”, que terá ações itinerantes da Biblioteca de Afogados para despertar o gosto pela leitura entre os recifenses, será lançado nesta sexta-feira (25), em evento gratuito na Praça do Largo da Paz, no bairro de Afogados, Zona Oeste do Recife.
O lançamento está marcado para as 8h. Quinhentos livros serão doados. Haverá ainda contação de histórias, brincadeiras, atividades lúdicas e apresentações musicais e teatrais. Depois, o projeto deve passar por metrôs, praças, escolas e mercados.
Além do “BPA na Rua”, o acervo de 10 mil títulos da Biblioteca Popular de Afogados está disponível a todos. Basta cadastrar-se levando comprovante de residência, RG e uma foto 3×4 e realizando o pagamento de R$ 1,50. A biblioteca fica na Rua Jacira, s/n, Afogados, próximo à Igreja do Largo da Paz. Para mais informações, os telefones são: (81) 3355-3122 e 3355-302.

Biblioteca Vaticana: obra conta história através de imagens

 Fonte: Rádio Vaticano. Data: 22/05/2012.
URL: http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/articolo.asp?c=590143
Na sexta-feira, 25, na sala Barberini da Biblioteca Apostólica Vaticana, às 17h30, serão apresentados os volumes “The Papal Collection of Photographs in the Vatican Library”, de Sandra S. Philips, e o “Cem Imagens do Século XIX”, da coleção fotográfica da Biblioteca Apostólica Vaticana, de Anna Maria Voltan.
As obras são parte do acervo Documentos e Reproduções, da Biblioteca Vaticana, e fruto das pesquisas conduzidas no âmbito do projeto de valorização do patrimônio iconográfico conservado na Coleção Fotográfica da Biblioteca Apostólica Vaticana.
O primeiro volume traz um estudo sobre a coleção fotográfica vaticana e a análise de algumas das mais significativas imagens de documentação de lugares e eventos que foram enviadas aos Papas em diversas ocasiões, inclusive na assinatura da concordata de 1929 para a construção do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
O segundo volume, por sua vez, é baseado no fundo fotográfico da Biblioteca vaticana proveniente da Academia Polonesa das Ciências, em Roma. Trata-se de 7 mil imagens que oferecem uma ideia panorâmica da evolução da fotografia dos anos sessenta aos anos noventa do século XIX. São imagens com vistas de cidades, Igrejas, prédios, ruínas, documentações de escavações e reproduções de obras de arte do mundo inteiro.